Nos EUA

Coca-Cola e da Pepsi terão de informar

sobre riscos à saúde no rótulo

 

 

As empresas de refrigerante Coca-Cola e da Pepsi terão de alterar a composição do corante caramelo dos seus refrigerantes. A decisão foi baseada na legislação da Califórnia, nos Estados Unidos, que obriga as empresas a incluir essa informação nos rótulos das bebidas – essas substâncias cancerígenas.

A Coca-Cola e a Pepsi controlam cerca de 90% do mercado norte-americano de refrigerantes. As alterações na composição de ambos, que começaram a ser feitas na Califórnia, vão ser ampliadas para todo o país. Mas a expectativa, segundo analistas, é que se estenda para os outros países.

Representando a empresa Coca-Cola nas negociações com a Justiça da Califórnia, Diana Garza-Ciarlante disse que a companhia determinou aos fornecedores de corante caramelo que modifiquem o processo de fabricação do produto.

O objetivo da medida, segundo a Coca-Cola, é reduzir a substância denominada química 4-metilimizadol – apontada como uma ameaça à saúde. De acordo com Garza-Ciarlante, a empresa tomou a iniciativa, apesar de acreditar que não há risco para a saúde pública que justifique a alteração na composição da Coca-Cola.

A associação norte-americana que representa a indústria das bebidas informou que a Califórnia adicionou o corante à lista de substâncias cancerígenas sem provas que associem o seu consumo ao aparecimento da doença.

Os dez refrigerantes mais populares dos Estados Unidos:

Pepsi de 2º a 3º lugar…

  1. Coca-Cola Classic
  2. Coca-Cola Light
  3. Pepsi-Cola
  4. Mountain Dew (com sabor cítrico)
  5. Dr. Pepper (com sabor de baunilha)
  6. Sprite (sabor lima-limão)
  7. Pepsi Diet
  8. Diet Mountain Dew (versão diet do Dew)
  9. Diet Dr. Pepper (versão diet do Dr. Pepper)
  10. Fanta (igual ao refrigerante no Brasil)

* Fonte: Agência Brasil/Efe(R7)


“FELICIDADE REALISTA”

 

 

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

* ERRATA: Nesta data, 27/DEZ/2005, fomos alertados para um problema com a autoria do artigo ‘FELICIDADE REALISTA’, que publicamos neste portal no ano de 2003. Este texto, de autoria da gaúcha Martha Medeiros,(veja aqui ‘Crônica sobre a Desinformação’), circula na WEB como sendo de autoria de Mario Quintana -1906/1994, e assim foi publicada originalmente em nosso portal. Contatados pelo Sr. Emílio Dreyer Pacheco, um ardoroso defensor dos direitos autorais, a quem agradecemos e PARABENIZAMOS, com muito prazer desfazemos o equívoco, restabelecendo os créditos a quem de direito!!!


Frutas vermelhas podem

retardar perda de memória

Mirtilos e morangos estão relacionados a um melhor funcionamento do cérebro

 

 

Comer frutas vermelhas pelo menos uma vez por semana pode proteger o cérebro contra a perda de memória decorrente do envelhecimento, aponta um estudo feito com 16 mil mulheres. A análise, desenvolvida por uma pesquisadora do Channing Laboratory e do Women?s Hospital, nos Estados Unidos, foi publicada no Annals of Neurology.

Para avaliar o funcionamento mental das participantes, foram feitas três entrevistas telefônicas com espaçamento de cerca de dois anos entre uma e outra. Durante a conversa, todas foram questionadas sobre detalhes de um texto que haviam ouvido antes ou sobre a ordem de palavras e números de uma lista passada. Em seguida, os pesquisadores compararam mulheres que haviam comido mais frutas vermelhas, como morango e mirtilo, com aquelas que comiam esses alimentos em menor quantidade.

Essas pessoas que consumiam mais frutas vermelhas apresentaram melhores resultados em testes de memória. Os pesquisadores observam que nenhuma delas consumia grandes quantidades desse alimento: o consumo aproximado era de meia xícarade mirtilos ou uma xícara de morangos por semana.

Os especialistas, entretanto, alertam que o trabalho não estabelece uma relação direta entre frutas vermelhas e memória. Eles observaram, por exemplo, que as mulheres que consumiam mais frutas também praticavam mais exercícios. Mesmo assim, o alto consumo de vegetais e frutas, particularmente as vermelhas, aparecem como bons coadjuvantes na preservação da memória.

Conheça os alimentos amigos da concentração e da memória

Algumas mudanças em nosso cardápio podem ajudar nosso cérebro a se manter mais concentrado e até diminuir o envelhecimento cerebral, melhorando a nossa memória. Uma alimentação adequada, rica em antioxidantes também faz parte das ações para prevenir as chamadas doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, fatalmente relacionadas à produção de radicais livres pelo nosso organismo.

Outro ponto muito importante é não pular refeições, principalmente o café da manhã. Isso pode comprometer o desempenho cerebral por falta de glicose e levar à fadiga mental. “O ideal é fazermos cinco refeições por dia, com um intervalo de três horas para cada uma, sem pular nenhuma refeição”, explica o nutrólogo Roberto Navarro. Confira a seguir quais são os alimentos que protegem o seu cérebro.

1. Glicose

“A glicose é o principal combustível para o funcionamento dos neurônios cerebrais”, diz o nutrólogo Roberto Navarro. A hipoglicemia, que é a falta de glicose em nosso organismo, pode comprometer nosso raciocínio, atenção e concentração. Em casos extremos pode até levar ao coma. Ao escolher as melhores fontes de glicose fique com os cereais integrais, legumes e frutas.

2. Zinco

O zinco desempenha função regulatória no organismo. De acordo com a nutricionista do Hospital Sírio Libanês, Érika Suiter, ele atua na atividade neuronal, na memória e na concentração, além de possuir ação anti-inflamatória. “O zinco protege os neurônios contra os radicais livres e preserva as membranas dos neurônios, colaborando para a troca de informações entre eles”, diz. Você pode encontrar zinco em carnes vermelhas, ovos, ostras, caranguejo, laticínios e fígado.

3. Selênio

Estudos mostram que este mineral tem um forte impacto sobre o cérebro. Pessoas com baixos níveis de selênio podem sofrer distúrbios na atividade dos neurotransmissores – substâncias produzidas pelo neurônio que tem como função levar informações de uma célula a outra -, podendo até sofrer alterações de humor. “O selênio ajuda substâncias como a serotonina, a dopamina e a acetilcolina, que são fundamentais para a transmissão de mensagens entre os neurônios e o bom funcionamento cerebral”, diz Érika. Boas fontes de selênios são grãos, alho, carne, frutos do mar, castanha-do-pará, nozes, avelãs e abacate.

4. Ferro

A principal função do ferro no nosso organismo é ajudar a carregar o oxigênio para os tecidos, inclusive para o cérebro. Érika conta que quando os níveis de ferro diminuem, o organismo fica com pouco oxigênio disponível, resultando em fadiga, perda de memória, concentração reduzida, apatia, perda de atenção e atenção reduzida no trabalho. As fontes de ferro podem ser separadas em animais e vegetais, sendo que as primeiras são melhores absorvidas pelo organismo. Dentre as fontes animais estão as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras, como rim e coração, carnes de aves, de peixes e mariscos crus. Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se as folhas na cor verde-escura, como o agrião, couve e cheiro-verde; as leguminosas, como feijões, fava, grão-de-bico, ervilha e lentilha; e grãos integrais ou enriquecidos.

 

* Fonte : Por Minha Vida – publicado em 26/04/2012


Sabe quanto custa o patrocínio

do BB ao volei brasileiro ?

R$ 165,4 milhões!

 

É isso mesmo. Mais de R$ 165 milhões. Foi quanto o Banco do Brasil pagou, a título de patrocínio, à Confederação Brasileira de Voleibol. O contrato começou foi firmado em janeiro de 2009 e permanecerá em vigor até dezembro deste ano.

 

O pagamento foi efetuado em dois depósitos, ambos feitos em 2009. O valor do primeiro repasse foi de R$ 83.246.159,88. O segundo, de R$ 82.164.429,60. A informação foi enviada pelo Banco ao deputado Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara Federal, em resposta a um requerimento de informações protocolado há pouco mais de um mês. Até agora o valor do contrato vinha recebendo tratamento de segredo de Estado.

O valor é exorbitante se comparado ao do patrocínio privado de outros esportes mais populares, como o futebol, por exemplo. Se tivesse contratado o Corithians em vez da seleção de volei, o Banco do Brasil gastaria R$ 120 milhões para o período de quatro anos. O clube paulista, que rivaliza em popularidade apenas com o Flamengo, estima em R$ 30 milhões/ano o valor do contrato para estampar no peito de todos os seus jogadores a logomarca do patrocinador.

No total, o Banco do Brasil patrocina 17 atletas, equipes e escolas de esportes. Entre os aquinhoados está o tenista Gustavo Kuerten (R$ 2,4 milhões por dois anos), a Confederação Brasileira de Futebol de Salão (R$ 8,4 milhões) e a Escola de Volei do Bernardinho, contratada por intermédio da Escola For All (R$ 1.189.580,00).

Lista de patrocínio do BB/Banco do Brasil.

 

* Fonte > Blog do Panunzio


Eduardo cruza Pernambuco

para levar ações de combate

aos efeitos da seca

 

 

 

O governador Eduardo Campos cortou o estado de Norte a Sul nesta quinta-feira (17) para anunciar uma série de medidas de combate aos efeitos da estiagem em Pernambuco. A agenda da Operação Seca começou em Itaíba, na divisa com Alagoas, passou por Sertânia, São José do Egito, Santa Terezinha e Itapetim até chegar a Brejinho, na divisa com a Paraíba. As ações anunciadas hoje pelo governador dividem-se em três eixos: o econômico, o social e o de segurança hídrica.

Veja a lista completa abaixo:

Eixo Econômico:

1– Aumento do preço do leite comprado pelo Governo do Estado dentro do programa Leite de Todos

O litro de leite de vaca passa de $ 0,76 para R$ 0,90 centavos. Já o de cabra, sai de R$ 1,30 para R$ 1,50 o litro.

2 – Isenção de ICMS para compra de ração animal

O Estado vai suspender a cobrança do ICMS sobre ração animal e contratar caminhões para transportar o insumo para pequenos produtores. O governador também solicitou aos estados vizinhos que suspendam o tributo nas operações em Pernambuco.

3 – Assistência Técnica

O Governo de Pernambuco vai contratar 30 técnicos que ficarão responsáveis pela elaboração de projetos para captação definanciamento junto ao Fundo Constitucional do Nordeste. O FNE está disponibilizando R$ 1 bilhão para os produtores dos municípios afetados pela estiagem.

4 – Milho mais barato

O Estado conseguiu um desconto de mais de 50% em 300 mil toneladas de milho. O quilo do alimento, que normalmente é vendido por R$ 40, sairá por R$ 18,10.

Eixo Social:

1 – Programas de Inclusão

Durante o périplo pelo interior, Eduardo informou aos prefeitos que o Governo Federal vai realizar o pagamento do Seguro-safra no mês de junho e que o Governo do Estado já depositou a sua parte do benefício. O governador alertou os gestores que cabe agora somente aos municípios fazer o pagamento. Os agricultores que não estiverem escritos no Pronaf vão receber o Bolsa-Estiagem também no próximomês.

Eixo Segurança Hídrica:

1 – Inauguração do sistema de abastecimento de água do distrito de Algodões, em Sertânia

Investimento de R$ 1,1 milhão para instalação de nove mil metros de adutora, implantação de nove quilômetros de rede de distribuição, além de 280 ligações. Também foi construído um reservatório com capacidade para armazenar 50 mil litros. Em passagem por Sertânia, Eduardo anunciou que a adutora que atende a sede do município também será reformada.

2 – Inauguração da adutora de Santa Terezinha

A obra foi realizada em caráter de emergência, com a finalidade de tirar a cidade do colapso de abastecimento de água. O investimento é de R$ 700 mil.

3 – Assinatura de convênio para implantação de adutoras em São José do Egito

São duas adutoras: uma de nove quilômetros para atender o distrito de Riacho do Meio. O investimento é de R$ 500 mil. A outra, no valor de R$ 10,5 milhões, vai reforçar o sistema de abastecimento de água na sede do município. Terá 52 quilômetros de extensão e beneficiará 24 mil pessoas.

4 – Implantação de sistemas de abastecimento de água na zona rural de Itapetim e Brejinho

Eduardo assinou hoje os convênios para as duas obras. São R$ 545 mil para levar a água a população difusa nesses dois municípios. Mais de mil pessoas serão beneficiadas.

 

* Fonte : Portal do GovernoPE


Fim do voto de opinião

ou da opinião em si?

 

SERÁ QUE JÁ NÃO HÁ ESPAÇO PARA O CANDIDATO QUE FAZ CAMPANHA EXCLUSIVAMENTE COM BASE NA DEFESA DE PRINCÍPIOS E VALORES, SEM COMPRAR VOTOS OU SE PRESTAR A SER LOBISTA DE GRUPOS ESPECÍFICOS?

 

 

Você já deve ter ouvido algum cientista político dizer que não há mais espaço para o chamado voto de opinião, que teria perdido espaço para o voto corporativo e para o voto de liderança, sem falar nas celebridades e nos cacarecos que a cada eleição são usados pelos partidos para desempenhar vergonhoso papel de meros puxadores de votos.

O voto em celebridades e cacarecos já é nosso conhecido. Sabemos que prejudica não só seus próprios eleitores, como a sociedade, pois quase sempre os eleitos nessa modalidade cumprem seu único mandato sendo massa de manobra dos donos dos partidos, velhas raposas de guerra. Nesse caso, ao contrário do que foi alardeado na última campanha, pior do que está pode sempre ficar. E tem ficado.

Já o voto corporativo é o obtido via apoio de determinadas entidades, notadamente sindicatos e igrejas, que se valem de isenções fiscais e benefícios legais de toda sorte para despejar recursos quase inesgotáveis em beneficio dos que, sendo eleitos pelo esquema, por ele trabalharão por todo o seu mandato.

E voto de liderança, o que será? Nada mais é que mero eufemismo para designar a moderna versão da velha compra de votos. Explicando melhor: na sua modalidade mais ortodoxa, o suado dinheirinho dos nossos impostos é usado em convênios, emendas e repasses para comprar votos de entidades cujos líderes foram escolhidos a dedo para serem cabos eleitorais dos seus padrinhos políticos. Gostou? Tem mais.

Na modalidade mais heterodoxa do voto de liderança, ou seja, dinheiro vivo em troca de voto, enormes quantias são cuidadosamente canalizadas para lideranças que exercem influência sobre um grupo determinado de pessoas, como donos de escolas de samba, presidentes de associações de bairro, líderes de pequenas igrejas, etc. É bem verdade que, ao menos em São Paulo, quase não há dinheiro dado ao eleitor diretamente, mas à liderança que sugere ao liderado em quem votar a cada eleição. O volume de recursos exigido para essa modalidade de voto é assustador, e sempre obtido e distribuído “por fora”.

Pois bem, e o voto de opinião, onde fica diante disso tudo? Será que já não há espaço para o candidato que faz campanha exclusivamente com base na defesa de princípios e valores, sem comprar votos ou se prestar a ser lobista de grupos específicos? Para que haja voto de opinião é preciso, antes de tudo, que haja alguma opinião. Que existam políticos que se arrisquem a ter efetivamente uma opinião, defendendo-a de maneira coerente e continuada, sem se deixarem levar pelas pesquisas ou tendências do momento apenas para amealharem votos de forma oportunista.

A política está repleta de políticos guarda-chuva, que buscam votos em todas as correntes de pensamento, sem se preocuparem em manter alguma consistência de ideias e propostas. O importante é se elegerem. O que eles vão fazer no dia seguinte não importa. Não assumem posição sobre nada. Não têm opinião definida sobre nenhum assunto que a mídia já não os tenha pautado e não se importam em mudar totalmente de direção se as conveniências do momento assim o exigirem.

O patrulhamento ideológico e a ditadura do politicamente correto também não contribuem para que mais políticos se arrisquem a ter alguma opinião, sobretudo polêmica. Sabem que, ao tomarem posição, serão alvo de ataques raivosos, e sobre estes terão de se manifestar. Você mesmo, caro leitor, que já ousou defender alguma opinião diferente da média, deve ter sentido na pele como é difícil fazê-lo.

É preciso ter coragem para assumir uma posição hoje em dia. Ter coragem de não ser como a folha morta ao vento, que se deixa levar cada hora para um rumo diferente. Coragem para defender posições firmes e claras, de forma impessoal e fundamentada, sob pena de estar sempre sujeito aos oportunismos de alianças e acordos políticos, cada vez mais espúrios, dissimulados e venais.

A falta de opinião, a incoerência e a covardia dos políticos “gelatinosos” acabam por amortecer o espírito e a capacidade de indignação do eleitor, que, sucumbindo ao pensamento de que são todos iguais, já não se importa em votar com qualidade. Vota-se no “menos pior”, pois, em tese, são todos a mesma coisa.

Ter opinião e defendê-la, com coerência e transparência, também significa, em alguma medida, aceitar a perda de votos. Se um político não aceita perder votos, ou não concebe como parte do jogo democrático a hipótese de perder uma eleição, para preservar a dignidade e a coerência, já está a meio caminho andado para reinar no campo da indefinição e da demagogia.

Por outro lado, a consistência e a coerência da opinião do político serão sempre balizadas por seu comportamento. Pela compatibilização da retórica com a prática. Pela capacidade de se posicionar e por vezes contrariar corporativismos, até mesmo de seu próprio partido. De contrariar o senso comum quando este for contrario às suas convicções pessoais. De prezar a boa conduta, sem se descuidar da qualidade e da credibilidade da sua opinião.

O compromisso do candidato de opinião deve ser sempre o de agir em conformidade com os valores que alega defender, sob pena de, a cada novo desafio, achar desculpa ou pretexto para transigir ou mudar. Como mostra o recente filme sobre Margaret Thatcher, há momentos em que a intransigência é uma virtude, a melhor virtude, e o triste quadro político atual demanda uma atitude intransigente na defesa de princípios e valores.

A sociedade ressente-se da escassez de verdadeiros líderes, que se comportem como homens de Estado, sejam capazes de inspirar, empolgar e conduzir os seus eleitores para determinada direção propositalmente escolhida. Sem isso não há realmente espaço para o voto de opinião.

 

* Fonte: Brasil 247

(Ricardo Salles-Articulista)

 

 

** Autor : Ricardo Salles é advogado e presidente do Movimento Endireita Brasil


Por corrupção, todos os vereadores

de cidade de AL são presos

Toninho Lins. Prefeito de Rio Largo - Alagoas.

 

 

A pedido da 17ª Vara Criminal da Capital, a Força Nacional cercou nesta quinta-feira o prédio da Câmara de Vereadores de Rio Largo, a 25 km de Maceió, e prendeu todos os integrantes do Legislativo Municipal, acusados de corrupção. Segundo as denúncias, eles aprovaram a venda de um terreno, que valia R$ 21,5 milhões, por R$ 700 mil, a uma empresa.

A área foi vendida pelo prefeito da cidade, Toninho Lins, mas com aval da Câmara. Todos estão sendo encaminhados ao sistema prisional.

Conforme denúncia do Movimento de Combate à Corrupção, feita às polícias Federal e Civil, o prefeito Toninho Lins pediu, em 2010, a desapropriação de uma área de 252 hectares, pertencente à usina Utinga Leão, para a construção de casas populares. Pagou R$ 700 mil pela operação. A usina, com dívidas nas receitas federal e estadual, está falida. As residências não saíram.

Depois, com o aval da Câmara, o prefeito vendeu o terreno a uma empresa, pelo mesmo valor da desapropriação, sem licitação: R$ 700 mil. Isso significa que o metro quadrado do terreno custou R$ 0,27.

Na área, está sendo erguido um empreendimento comercial e residencial, com 9 mil lotes, que custam não menos que R$ 20 mil, cada.

A suspeita é que a operação envolva uma tentativa de burlar impostos federais e estaduais.

 

* Fonte: Terra/ODILON RIOS


Drama da seca afeta 45% das cidades

 

Cena de Vidas Secas, baseado no livro de Graciliano Ramos. O quanto mudou?

 

ESTIAGEM Dos 184 municípios do Estado, 86 já decretaram emergência. A devastação avança no Agreste e chega à Zona da Mata

Quase metade dos municípios pernambucanos está em estado de emergência por causa da estiagem. Já são 86 cidades nessa situação, o que representa 45,9% das unidades municipais. Depois de todo o Sertão decretar emergência por causa da falta de chuvas, a seca avança pelo Agreste e até pela Zona da Mata.

No Agreste, são 29 municípios em situação extrema. Na Zona da Mata, Pombos é o único nessa situação. Isso significa que, a cada dia, a seca deste ano se confirma como uma das maiores das últimas décadas em Pernambuco. Das 86 cidades que decretaram estado de emergência, apenas 54 têm a situação reconhecida pela Defesa Civil Nacional.

Nordestino do mato. Melhora, melhora e na seca, quebra de vez...

Enquanto a estiagem vai ganhando espaço, o Comitê Integrado de Combate à Seca coloca à disposição da população dois canais de contato com o governo do Estado. O primeiro deles é uma linha telefônica gratuita, por meio da qual os moradores de áreas atingidas pela estiagem podem tirar dúvidas, prestar esclarecimentos ou registrar denúncias. A chamada pode ser feita pelo número 0800-281- 2090, durante a semana, das 7h às 19h.

O outro contato pode ser feito on line, por meio do endereço eletrônico www.agricultura.pe.gov.br/operacaoseca. Na página, os usuários poderão enviar mensagens pelo atendimento on line ou diretamente para o e-mail operacaoseca@sara.pe.gov.br.

Na reunião de ontem do Comitê Integrado de Combate à Seca, a segunda desde a criação do grupo, o secretário de Agricultura, Ranílson Ramos, anunciou que o governador vai assinar decreto normatizando a Operação Carro-Pipa, que passará a ter grupo gestor com membros dos conselhos de desenvolvimento municipal, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e Exército.

A medida pretende combater a ingerência política na distribuição da água para a população afetada pela estiagem, principalmente porque se trata de ano de eleição municipal. Ramos também autorizou a distribuição imediata de 1,3 mil toneladas de sementes de milho para o plantio no Agreste, já que o ciclo de chuva na região segue até fim de junho. Também foi autorizada a execução da aração mecanizada de 43 mil hectares de terra para o plantio do milho que será destinado à alimentação animal.

Entre as medidas emergenciais adotadas pelo poder público para combater os efeitos da falta de chuva no interior do Estado também está a autorização da contratação de 800 carros-pipa. Até o momento, no entanto, estão em operação 670 veículos desse tipo, levando água para comunidades que sofrem com a seca. O governo do Estado está destinando recursos extraordinários da Operação Carro-Pipa da ordem R$ 36 milhões.

Além disso, o governo federal liberou R$ 168 milhões para a implantação de obras estruturadoras em Pernambuco – implantação de 1.175 sistemas de abastecimento de água simplificados e construção de 440 barragens dentro do Programa Águas para Todos. Por sua vez, o Estado antecipou R$ 4 milhões da contrapartida de Pernambuco para pagamento do beneficio do Programa Garantia-Safra para 112 mil agricultores que fizeram adesão ao Programa.

O agricultor que tiver perda de safra acima de 50% recebe um seguro no valor de R$ 680. A previsão é que o pagamento da primeira parcela de R$ 136 seja efetuado paga somente em julho. No total, serão cinco parcelas no valor de R$ 136 cada uma.

Na última segunda-feira, o governador Eduardo Campos conversou com a presidente Dilma, em Brasília, sobre a situação dos 51 mil produtores inadimplentes que têm dívidas com o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

* Fonte : Jornal do Comércio


O farsante escorraçado da Presidência

acha que o bandido vai prender o xerife

 

 

Vinte anos depois de escorraçado do cargo que desonrou, o primeiro presidente brasileiro que escapou do impeachment pelo porão da renúncia reafirmou, nesta segunda-feira, a disposição de engrossar o prontuário com outra façanha sem precedentes. Primeiro chefe de governo a confiscar a poupança dos brasileiros, o agora senador Fernando Collor, destaque do PTB na bancada do cangaço, quer confiscar a lógica, expropriar os fatos, transformar a CPMI do Cachoeira em órgão de repressão à imprensa independente e, no fim do filme, tornar-se também o primeiro bandido a prender o xerife.

Forçado a abandonar a Casa Branca em 1974, tangido pelas patifarias reveladas pelo Caso Watergate, o presidente Richard Nixon passou os anos seguintes murmurando, em vão, que não era um escroque. Perto do que faria a versão alagoana, o que fizera o original americano não garantiria a Nixon mais que a patente de trombadinha. Como isto é o Brasil, Collor não só se negou a pedir desculpas como deu de exigir que o país lhe peça perdão por ter expulso do Planalto um chefe de bando. Foi o que fez no discurso de estreia que colocou de joelhos os demais pensionistas da Casa do Espanto.

Neste outono, excitado com a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a apurar bandalheiras praticadas por Carlos Cachoeira e seus asseclas, o farsante sem remédio decidiu enxergar na CPMI as iniciais de um Comitê de Pilantras Magoados com a Imprensa. Caso aparecesse no Capitólio em busca de vingança contra o jornal The Washington Post ou a revista Time, Nixon seria, na mais branda das hipóteses, transferido sem escalas para uma clínica psiquiátrica. Nestes trêfegos trópicos, um serial killer da verdade articula manobras liberticidas com a pose de pai da pátria em perigo ? e com o apoio militante de inimigos do século passado.

José Dirceu, por exemplo, embarcou imediatamente no navio corsário condenado ao naufrágio – ansioso por incluir entre os alvos da ofensiva a Procuradoria Geral da República. E Lula, claro, estendeu a mão solidária para reiterar que os dois ex-presidentes nasceram um para o outro. Em 1993, como se ouve no áudio reprisado pela seção História em Imagens, a metamorfose ambulante endossou, sempre em português de botequim, a opinião nacional sobre a farsa desmontada pouco antes: “Lamentavelmente a ganância, a vontade de roubar, a vontade de praticar corrupção, fez com que o Collor jogasse o sonho de milhões e milhões por terra”, disse Lula, caprichando na pose de doutor em ética. “Deve haver qualquer sintoma de debilidade no funcionamento do cérebro do Collor”.

O parecer foi revogado por Lula, mas segue em vigor no país que presta. Entre os brasileiros decentes, a cotação do ex-presidente é mesma estabelecida em 1992: zero. Há quase 20 anos, Collor não vale nada.

* Postado originalmente no blog Augusto Nunes.


DESINCOMPATILIZAÇÕES DE

SERVIDORES PARA CONCORRER

A CARGOS ELETIVOS

 

CLIQUE NO link ABAIXO E ASSISTA O VIDEO.

 

Agência de notícias da Justiça Eleitoral

 

* Fonte: Portal do TSE.


O Mau Líder

 

 

Só afortunados jamais tiveram de engolir, no dia a dia da profissão, um chefe arrogante e cruel

 

A acusação é de assédio moral – um fenômeno tão antigo quanto o trabalho, mas hoje levado mais a sério pela sociedade. O juiz Adeildo Lemos de Sá Cruz, do Recife, foi punido com aposentadoria compulsória por ofender e humilhar, durante anos, seus subordinados. A decisão de punir Sua Excelência foi da Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Uma decisão inédita.

Para os 60 servidores que pediram transferência ao longo de cinco anos por não suportar a pressão do juiz Adeildo, a punição tem um efeito positivo. Resgata a autoestima. Segundo o processo, Adeildo às vezes chamava as servidoras de “p…”, intimidava os subordinados com uma arma sobre a mesa, estabelecia horário para ir ao banheiro. O digníssimo também é acusado de colocar uma funcionária de cara para a parede, de castigo, por estar insatisfeito com o serviço.

Para nós, que não conhecemos o juiz pernambucano, o desfech o tem dois lados. Há um lado surreal. Adeildo, despido da toga, continuará a receber, de pijama, R$ 15 mil por mês até dar seu último suspiro. Ele ganhará aposentadoria proporcional ao tempo de serviço. Essa grana sai do bolso dos brasileiros.
Quinze mil reais para se divertir, depois de ser julgado e condenado? O país precisa redefinir o que significa punição para as castas dos Três Poderes. Especialmente para os iluminados que julgam desvios de conduta.

O outro lado desse caso toca a realidade de cada um de nós. Só afortunados jamais tiveram de engolir, no dia a dia da profissão, um chefe arrogante e cruel, sincero ou dissimulado. O assédio moral não se configura apenas pelas atitudes extremas de Adeildo. O juiz costumava dizer: “O deus aqui sou eu”.

Quantos chefes não se consideram deuses, donos da verdade suprema, superiores a todos que os cercam – e deixam isso claro para seus subordinados, com agressões verbais, manipulações psicológicas ou ironias demolidoras? Ser vítima de assédio moral no trabalho é sentir-se regularmente ofendido, menosprezado, rebaixado, sufocado, constrangido e cerceado.
Quantos profissionais incapazes de exercer uma liderança saudável e positiva são promovidos nas empresas? Passam a vida adulando superiores e infernizando a vida de quem está abaixo na hierarquia.

Uma nova pesquisa, da consultoria Robert Half, publicada na semana passada pelo jornal O Globo, reforça o que já sabemos. As três principais qualidades de um líder são: inspirar outras pessoas, ter ética e ser capaz de tomar decisões.
Gostar de pessoas e ter prazer pelo que faz são requisitos essenciais de um bom líder. Esse é o senso comum. Diz William Monteath, da Robert Half no Rio de Janeiro: “O verdadeiro líder é admirado pelos colegas, ele mostra o caminho”.

E quais seriam os maio res defeitos de um líder? “Desequilíbrio emocional, arrogância e centralização” foram apontados pela pesquisa. Uma pergunta se impõe. Por que razão, se todo mundo já sabe de tudo isso, chefetes desequilibrados, arrogantes e centralizadores continuam na folha de grandes empresas, com a missão de liderar equipes?

Por mais que tenham qualidades indiscutíveis na profissão que escolheram, os maus líderes sofrem de uma limitação: não conseguem inspirar ninguém nem extrair de um comandado o que ele tem de melhor. São, portanto, incompetentes para exercer essa função. Quando admiramos e respeitamos nossos chefes, trabalhamos mais e melhor, por vontade própria.

A Justiça em Pernambuco levou anos para desmascarar o juiz. E as empresas privadas, como conseguem distinguir os bons e os maus líderes? Existe uma inércia natural – influenciada pelo medo, pela burocracia, pelas amizades e pelo rolo compressor da produtividade diária. Existe ainda, na cúpula, uma dificuldade compreensível de assumir erros eventuais. “Não adianta achar”, afirma Julián Lichtmann, sócio diretor da Ingouville, Nelson & Associados, “que promover alguém a cargo de gestão fará dele líder.”
Um dos principais problemas, segundo Monteath, da Robert Half, é “a promoção precoce de profissionais a cargos de gestão sem o devido preparo”. Chefes imaturos e inseguros têm maior dificuldade de admitir seu despreparo nas avaliações internas anuais.

Nem todos os líderes “nascem prontos”, diz o consultor Lichtmann. Liderança também se aprende, e as melhores empresas investem em treinamento. Mas há os que não aprendem nunca: “Um líder é reconhecido pela forma como age, não pelo que fala”. Para um subordinado inteligente, é mole sacar o líder “artificial ou ambíguo”.

Não basta amar o que faz. É preciso gostar de pessoas para ser líder. O juiz Adeildo não gostava nem um pouco de sua equipe.

A recíproca costuma ser verdadeira.

Por Ruth Aquino/Revista época

http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/ruth-de-aquino/noticia/2012/04/o-mau-lider.html

Extraido do site: http://www.sindjudpe.org/2012/05/14/o-mau-lider/


Colaboração de Nielson Fernandes.

 

 

O BÊBADO, O PADRE E A ARTRITE

Num ônibus, u padre sentou-se ao lado de um bêbado que, com dificuldade, lia o jornal.
De repente, com a voz ‘empastada’, o bêbado perguntou ao padre:
- O senhor sabe o que é artrite?

O pároco logo pensou em aproveitar a oportunidade para passar um sermão no bêbado e respondeu:

- É uma doençoa provocada pela vida pecaminosa e sem regras: excesso de consumo de álcool, certamente com mulheres perdidas, promiscuidade, sexo, farras e outras coisas que nem ouso dizer.

O bêbado arregalou os olhos, calou-se e continuou lendo o jornal.

Pouco depois o padre, achando que tinha sido muito duro com o bêbado, tentou amenizar:

- Há quanto tempo o senhor está com artrite?

- Eu?… Eu não tenho artrite!… Diz o jornal que, quem tem é o Papa !

 

 

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Colaboração de Cacá Maciel.

 

 

PALESTRA ÓTIMA

UM BÊBADO É ABORDADO PELA POLÍCIA ÀS 3 DA MANHÃ.

O POLICIAL PERGUNTA:

- AONDE VAI A ESTA HORA?

O BÊBADO RESPONDE:
- VOU A UMA PALESTRA SOBRE O ABUSO DO ÁLCOOL E SEUS EFEITOS LETAIS PARA O ORGANISMO, O MAU EXEMPLO, AS CONSEQUÊNCIAS NEFASTAS PARA A FAMÍLIA, BEM COMO O PROBLEMA QUE CAUSA NA ECONOMIA FAMILIAR E A IRRESPONSABILIDADE ABSOLUTA.

O POLICIAL OLHA SEM ACREDITAR E DIZ:
-SÉRIO? E QUEM VAI DAR ESSA PALESTRA A ESTA HORA DA MADRUGADA?

-E QUEM PODE SER?… A MINHA MULHER… LOGO QUE EU CHEGAR EM CASA.

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Colaboração de Gilberto Leite Souza.

 

ESTA É CRUEL !!!!!!!!!


Um milionário, de passagem por São Paulo, entra no luxuosíssimo restaurante e senta no piano bar.

Chama o Chef, pede uma dose de uísque Royal Salute e reserva uma mesa para jantar.

Após a quarta dose indica ao Chef que irá para a mesa, sendo atendido prontamente.

Sentado, consultando o Menu sem preços, se surpreende quando o Chef, em pé ao seu lado diz:

- Doutor, é política da casa informar aos clientes o valor das contas
separadas da mesa, no seu caso a do piano bar: sua despesa foi de R$ 0,60.

- Acho que houve um engano. Eu tomei quatro doses de Royal Salute.

- Com todo o respeito, nós nunca nos enganamos: quatro doses a 0,15 centavos cada dá exatamente 0,60 centavos.

- Tudo bem, não quero discutir, vamos à comida, anote, por favor:

- Como?

- De entrada eu quero caviar da Ucrânia com lentilhas finlandesas; depois Salmão da Escandinávia com recheio de gengibre sul-africano e batatas inglesas douradas em queijo de cabras francesas. Ah! E para beber, um Rotschild safra 1891.

- Ótima escolha Doutor, mas cabe a mim como chef, alertá-lo que isso ficará um pouco caro.

- Olha amigo primeiro eu não perguntei o preço e, segundo, estou achando que isso aqui é uma casa de malucos, mas já que você quer, fale.

- Pois não Doutor, o seu pedido vai ficar em R$ 18,00.

- Você está querendo me sacanear? Cadê o dono dessa merda?

- Está lá em cima com a minha mulher.

- E o que é que ele está fazendo lá em cima com a sua mulher?

- O mesmo que eu estou fazendo aqui embaixo com o restaurante dele…

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Colaboração de Marco Soares.

 

A PESCARIA DAS COMADRES.

 DUAS COMADRES SEMPRE IAM PESCAR JUNTAS. UMA CHEGAVA E JOGAVA O ANZOL E JÁ COMEÇAVA PEGAR PEIXES, A OUTRA NÃO PEGAVA NADA.
- COMADRE, O QUE VOCÊ FAZ PARA PEGAR TANTO PEIXE?
 - SABE COMADRE, QUANDO EU SAIO PRA PESCAR, EU OLHO O PINTO DO MEU MARIDO SE TA VIRADO PRO LADO DIREITO, EU JOGO A VARA PRO LADO DIREITO, SE O PINTO DELE TA PRO LADO ESQUERDO EU JOGO A VARA PRO LADO ESQUERDO!!
A COMADRE ENTÃO PERGUNTA:
- E SE O PINTO DELE TIVER DURO PRA CIMA?
E A OUTRA COMADRE FINALIZA:
 - AÍ EU NÃO VENHO PESCAR, NÉ!?

Seca já prejudica Zona

da Mata no nordeste

 

Grave seca compromete a safra de cana de açucar.

 

 

A seca que destrói lavouras e reduz o rebanho dos agricultores no semiárido, considerada a pior dos últimos 30 anos, já faz estragos também na região da Zona da Mata, faixa paralela ao litoral nordestino, onde se concentra o cultivo da cana-de-açúcar.

 

“Mesmo que o período chuvoso na área tenha início hoje, teremos uma redução de 20% na produção de cana do Nordeste”, afirma o presidente da União Nordestina de Produtores de Cana, Alexandre Andrade. A produção da região é de 62 milhões de toneladas.

No semiárido não há mais esperança de chuva neste ano, lamenta o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape), Doriel Barros, que, em meio às dificuldades de quem vive no agreste e sertão, comemora a conquista de uma reivindicação feita ao governo estadual: a de que os conselhos municipais, que envolvem a sociedade civil, passem a acompanhar e monitorar a distribuição de carros pipas com as populações sedentas. ”Assim a gente assegura que a água vá para quem precisa, sem influência político-eleitoreira.”

O açude da Barra do Juá, na área rural do município sertanejo de Floresta, a 439 quilômetros do Recife, entrou em colapso e toda a comunidade abastecida por ele vivencia ‘a pior seca da era’, nas palavras do coordenador dos usuários do açude, Ricardo Souza.

Embora o preço do alimento tenha duplicado - o quilo do feijão está sendo vendido a R$ 8 -, as pessoas não estão passando fome. A situação dos animais, contudo, é ruim, aponta Souza.

Pedro Olegário, dono de um pequeno sitio em Sertânia, a 316 quilômetros da capital, já perdeu mais de 20 bois e a tendência é esse número aumentar. “Ainda tenho um pouco de macambira e mandacaru, que resistem bem à seca, mas vai acabar logo e depois disso não vou ter mais nada para dar aos bichos.”

Por enquanto, não há sinal de êxodo dos habitantes do semiárido pernambucano em busca de locais menos degradados pela estiagem e com maior oferta de alimento e trabalho. “As pessoas têm esperança nas ações do governo”, justifica o dirigente sindical Doriel Barros.

Atualmente, 749 municípios do semiárido estão em estado de emergência, reconhecido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. A Bahia apresenta uma das situações mais graves, com 214 municípios – dos seus 417 – em estado de emergência. A Paraíba tem 172, o Rio Grande do Norte, 140 e o Piauí 112. Pernambuco tem 62 e Alagoas 28. Sergipe e Ceará têm 20 cada um. O Maranhão tem um.

* Por ANGELA LACERDA, estadao.com.br

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Sob os efeitos do clima e da ação humana

 

Falta de planejamento dos governos (nas três esferas) faz da seca um drama maior ainda...

 

Para os meteorologistas, os fenômenos climáticos que têm resultado em estiagem no semiárido brasileiro este ano não são considerados mais propícios a ocasionar fortes secas, se comparados aos anos de 1983, 1993 e 1998, quando o Nordeste registrou situações extremas. Mas a sabedoria sertaneja, que garante ser essa uma das piores estiagens pelas quais a região já passou, também é ancorada em uma explicação científica.

A verdade é que outros fatores, além do aquecimento do Oceano Pacífico e esfriamento do Atlântico ” que ocasionam a estiagem” têm aumentado cada vez mais o impacto da seca na pele do morador do semiárido. Para a climatologista Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, um dos motivos é a ação do homem na natureza ao longo dos tempos.

“São fatores associados ao efeito do homem na terra, como o desmatamento e o solo nu. Associado aos altos valores de temperatura por causa do aquecimento global, tem aumentado o impacto da seca. Açudes secam com a evaporação e as plantas entram em estresse hídrico mais rápido”, explica.

Segundo ela, as secas cada vez mais extremas são o resultado desses efeitos combinados. “Por causa desses efeitos, os valores da umidade relativa do ar estão cada vez menores. Na região do semiárido, se espera que esses valores cheguem a 40%, mas esse ano já registramos até 20%”, ressalta.

Francis Lacerda destaca que o ciclo de temperatura do Pacífico, que aumenta a cada 10 anos, é o que explica secas mais rigorosas também nesse intervalo de tempo. E para o representante nacional da sociedade civil na Convenção de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca da ONU, o engenheiro agrônomo Paulo Pedro de Carvalho, esse ciclo só reforça a necessidade de medidas permanentes para o semiárido, que tem vivido de ações emergenciais.

Crianças assistem o garrote agonizar antes de morrer...Sede e fome.

“A seca não é mais novidade para ninguém e se sabe que em um ciclo de oito a dez anos ela vem pior. É um problema de séculos, que necessita de políticas públicas permanentes para dotar as famílias que moram no semiárido de conviver com isso. Como essas políticas estão muito aquém do necessário, estamos novamente atrás de ações emergenciais“, lamenta.

Segundo Paulo Pedro, que também coordena a ONG Caatinga, que atua na região do Sertão do Araripe, 70% da água da transposição (do Rio São Francisco) será do agronegócio e da irrigação nas proximidades de centros urbanos, deixando a população difusa  pequenos agricultores e pecuaristas  com apenas 4% desse abastecimento.

A transposição é uma obra que vai gastar muito dinheiro e vai beneficiar mais o agronegócio do que quem realmente precisa. O ideal seria investir em cisternas, açudes de médio e grande portes. Explorar a água subterrânea, que mesmo sendo salobra, pode ser utilizada para alguns tipos de cultivos”, exemplifica o agrônomo.

Para Paulo Pedro, os efeitos do homem também ajudam no processo de desertificação do semiárido. “A desertificação é causada pelo desmatamento do bioma caatinga, queimadas. Todo o Sertão e o Agreste, cerca de 80% de todo o Estado, estão suscetíveis a esse processo”.

O fantasma do uso eleitoral das verbas da seca

 

Sem forças - o animal e o homem quase sem esperança...Ambos entregue à própria sorte (?)...

 

A tragédia que, mais uma vez, assombra o sertanejo ressuscita velhos fantasmas. A cinco meses das eleições municipais, a preocupação da sociedade civil é que o dinheiro de combate à seca vire moeda eleitoral. Com a decretação, na semana passada, do estado de emergência de todos os 56 municípios do Sertão pernambucano, a ajuda emergencial chegará mais rápido. Mas, em nome da calamidade, as prefeituras estarão desobrigadas de cumprir os rituais burocráticos que, pela lei, pautam o uso do dinheiro público. Os prefeitos ficam dispensados de contratar por licitação e de pedir autorização prévia do Legislativo para gastar os milhões enviados pelo Estado e governo federal.

Para o representante nacional da sociedade civil na Convenção de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca da ONU, Paulo Pedro de Carvalho, a estiagem é um prato cheio para grupos político e econômicos. “Sem medidas permanentes de enfrentamento à falta de chuva, as ações emergenciais fazem funcionar a indústria da seca. Os grupos políticos ganham votos e os grupos econômicos ganham dinheiro. Em ano de eleição, a seca é explorada por candidatos que não têm compromisso com o desenvolvimento sustentável”, lamenta.

A vegetação sumiu. Nunca houve um planejamento adequado para armazenamento de água no agreste e no sertão do estado.

Só na semana passada, o governador Eduardo Campos anunciou a liberação de R$ 21 milhões para ações emergenciais. Quase um terço desse valor vai direto para contratação de carros-pipa, uma antiga e recorrente fonte de denúncias de uso político da máquina pública. O sociólogo Antônio Barbosa, coordenador de um dos programas da entidade Articulação para o Semiárido (ASA), diz que, por ser ano eleitoral, o controle social precisa ser ainda mais vigilante.

Ele defende que instituições como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulguem campanhas na TV, alertando o eleitor de que a água é um direito universal e não pode ser trocada pelo voto. “Nas cidades onde há cisternas de placa, já existem comissões que acompanham a instalação do equipamento. Esses grupos, com ajuda de outros setores, poderiam atuar também na fiscalização do dinheiro da seca”, sugere. Oficialmente, o período eleitoral começa daqui a pouco. No próximo dia 10 de junho.

* Ciara Carvalho e Carlos Eduardo Santos. Fotos de Ricardo L C/ JC Imagens


SERTÃO ESTURRICADO

Morte ronda o quintal da transposição

 

barragem do Juá em Floresta. Apenas 5% de água suja e lama...

 

Um Sertão seco e humilhado morre de sede, enquanto suas estradas são cortadas pelo maior e mais caro projeto hídrico do Nordeste. A incompleta transposição das águas do Rio São Francisco põe à prova a fé do sertanejo. Sem perspectiva de ver os bilhões investidos na obra trazendo algum verde para a sua lavoura, só sobra ao agricultor a velha esmola do governo. A reportagem percorreu mais de dois mil quilômetros, semiárido adentro, para ver e ouvir reiteradas histórias de perdas.

Cena comum (?)no agreste e sertão do estado. Aninais mortos de sede e fome...

O  JC publica o resultado dessas andanças na região castigada pela mais dura estiagem dos últimos 40 anos.

As notícias de morte espantam a esperança no Sertão de Pernambuco. Onde se chega, o cheiro de miséria espalha-se pela terra esturricada. Vive-se de contar bicho morto, chorar o feijão perdido, esperar por uma água que não vem. No quintal do agricultor Cláudio José da Silva, 36 anos, a humilhação é maior. A vaca esquálida, de tão fraca, desistiu de comer. Bicho e homem não precisavam passar por isso. A poucos quilômetros dali, a bilionária obra da transposição do Rio São Francisco vende a promessa de um Sertão altivo, produtivo, com o qual Cláudio já cansou de sonhar. “A obra tá parada. Esse ano tá perdido de tudo. A gente veio para cá porque disseram que a transposição ia começar por aqui. Até agora, não serviu de nada”, lamenta o homem, enquanto ajeita a corda que segura o pescoço do bicho caído. Um derradeiro esforço para evitar que a morte chegue mais rápido.

Cláudio espia o futuro enfiado no atraso. O Assentamento Curralinho do Angico, a comunidade onde mora, na zona rural de Floresta, município no Sertão do São Francisco, fica próximo à Barragem de Areias, a primeira a ser inundada pelas águas do Velho Chico. O caminho para o assentamento margeia o extenso canal de concreto que permitirá o milagre da transposição. A grandiosidade da obra incompleta mais oprime que conforta. “Tanto dinheiro gasto e a gente aqui morrendo de sede”, revolta-se o agricultor. Todos os açudes da região estão secos. Os que ainda carregam uma laminha são uma armadilha fatal para os bichos. Atrás do fio de água, os animais ficam atolados no lamaçal e viram comida para os urubus.

No dia em que a equipe do JC visitou o assentamento, chegou com a notícia de mais uma baixa. “Um cavalo foi achado morto no açude de lá, hoje de manhã“, avisa, ainda no Centro da cidade, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Floresta, Elias Eugênio da Silva. Encontramos o bicho com o corpo coberto de lama e cercado de urubus. “Deve ter morrido há pouco tempo mesmo”, confirma o sindicalista. Em torno do açude quase seco, as aves pretas faziam nova vigília, à espera de mais uma presa. A fome e a sede dizimaram o rebanho. “Floresta possuía cerca de 250 mil caprinos e ovinos. Com os dois anos de estiagem, esse número foi reduzido à metade”, contabiliza o presidente do sindicato.

‘SOM POR FARELO

 

Para quem vive de quase nada, manter em pé os poucos animais que ainda resistem é desesperador. Maria de Fátima Gomes, 57, chegou ao extremo. Vendeu geladeira, aparelho de som. Trocou tudo por farelo. O saco com 50 quilos de ração custa R$ 60 e o fiado no armazém já passava dos R$ 2 mil. “Só podia pegar mais ração, se pagasse. Em casa, só ficaram as camas. Era isso ou ver os bichos se acabarem de vez”. Maria de Fátima mora no Riacho do Ouro, uma das áreas de Floresta mais castigadas. O vizinho dela, o agricultor Manoel Afonso dos Santos, diz que nos seus 82 anos de vida nunca viu seca tão braba. Para espantar o fedor de mais uma vaca morta, teve que queimar o bicho, largado na beira da estrada. Na barriga da vaca, tinha até saco plástico e resto de roupa. O desespero do homem é o mesmo do animal.

Açudes secos, instiga a desesperança do sertanejo e do agrestino...

Embora a transposição não tenha sido pensada para matar, prioritariamente, a sede do pequeno agricultor, quem vê o sofrimento de perto não aceita a exclusão. “É onde o governo está colocando bilhões de reais. Então vamos exigir que ela traga algum benefício para os mais pobres“, diz o presidente do sindicato rural de Floresta. No fim deste mês, ele se junta a outros líderes do semiárido e vai até Brasília cobrar à presidente Dilma Rousseff a conclusão da obra gigantesca, tão secular quanto o drama da seca.

Pensada pela primeira vez no Brasil de Dom Pedro II, em 1847, a transposição se arrasta, sem fim, assim como os relatos do flagelo sertanejo. Na década de 50, custaria cerca de US$ 300 milhões. Décadas se passaram, o projeto foi refeito, ampliado, e hoje, a conta já chega a R$ 8,2 bilhões. O sociólogo Antônio Barbosa, coordenador de um dos programas da entidade Articulação para o Semiárido (ASA), que reúne ONGs que atuam na região, diz que a primeira notícia de estiagem remonta aos tempos do descobrimento do Brasil, em 1559, no território que atualmente é ocupado pelo Estado da Bahia. De lá para cá, ele afirma que já foram registradas nada menos do que 72 secas. Algumas entraram para a história como as de 1877, 1915, 1952 e, mais recentemente, a de 1982.

“Podemos dizer que a deste ano é a maior deste século, a primeira grande estiagem do período pós-ditadura. Não há desculpa para o governo não ter se preparado com ações estruturadoras, que se antecipassem ao período da estiagem“, afirma o sociólogo, numa cobrança tão antiga quanto legítima. Como as ações novamente não vieram, o cortejo da calamidade reproduz os velhos retratos de sempre. Na estrada do Sítio Boa Rama, zona rural de Bodocó, no Sertão do Araripe, a carroça carrega os baldes de água tirada do açude barrento e distante. Quem guia o cavalo é Leandro, um garoto, meio tímido meio desconfiado, de apenas 12 anos. Ele não gosta de foto. O pai, Edmilson Rodrigues de Freitas, 40, vai sentado atrás, pendurado na carroça. Pai e filho engolidos pelo monstro da seca, um flagelo que atravessou os séculos sem nunca ter sido domado.

 

* Ciara Carvalho e Carlos Eduardo Santos. Fotos de Ricardo B L/JC Imagens