AI QUE SAUDADES QUE EU SINTO DAS NOITES SANHAROENSES… – Por Paulinho Muniz

São João. Até para o ano!

 

Ai que saudades que eu sinto das noites sanharoenses…

Depois de quatro semanas consecutivas chega ao fim, hoje, mais um período de festejos juninos em nossa cidade. Além dos shows dos sábados no palco principal tivemos muita festa também no palhoção.

Mais de cem 100 anos de cultura.MUSEU DO BACAMARTEIRO DE BARRIGUDA

No momento em que tento escrever essa crônica de despedida, escuto o estampido em grau superlativo dos bacamartes da centenária turma de Bacamarteiros do Sítio Barriguda. “É Tiro até umas horas”. Vou buscar num cantinho da mente, nomes que marcaram indelevelmente essa manifestação tão popular e para nós, tão expressiva. Vem à memória os estimados amigos da família Mião, desde o patriarca Vicente, passando por João Mião e seus filhos. O incansável Raimundo Siloe e o Ex-Vereador Carrinho que são galhardamente representados por uma nova geração de homens e mulheres que continuam mazucando o coco sempre acompanhados do poeta ritmista Arlindo Leite.

Eventos foram 04 sábados e a abertura foi com o famoso forrozeiro Flávio José e outros o sucederam até esta data quando o trio Nordestinos do Forró e depois Geraldinho Lins, darão por encerrada a festança que a nossa prefeitura municipal com esmero e dedicação, promoveu gratuitamente para todos os sanharoenses e a leva de visitantes, em especial, das cidades vizinhas que aqui vêm se abastecer de alegria e se contagiar com o carinho e o afeto que povo da minha terra aprendeu a dar.
Nada substitui e nem se compara a esse período em nossa cidade. O comércio deslancha e os serviços são aumentados consideravelmente. E hoje, cidade limpa, buracos do asfalto tampados (Graças a Deus e as inúmeras reclamações) e a cidade se vestiu de noiva para o seu gran finale!

Quem brincou, brincou. Quem não brincou, até para o ano. Ouvi dizer que o São Pedro será somente no palhoção, à base de pé-de-serra, mas somente até o dia raiar. É pouco?

Por fim e, não menos importante, uma palavra de carinho e gratidão ao Prefeito Cesar Freitas, aos estimados Tadeu Bezerra, Socorro Costa e Teresa Brito, sintetizando todos os servidores municipais que colaboraram e deram o melhor de si para que a festa acontecesse tão radiante.

 Obrigado a vocês em nome de todos os conterrâneos, arretirantes e visitantes. PARABÉNS!

Paulinho Muniz

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6 Responses to AI QUE SAUDADES QUE EU SINTO DAS NOITES SANHAROENSES… – Por Paulinho Muniz

  1. anderson bezerra de memnezes disse:

    No dia 29/06/1950, aproximadamente as 18,00 horas, cheguei em Sanharó. Um frio de lascar, no Crato o calor era de 40 graus.Mamãe estava fazendo pamonha, ainda com os saquinhos das palhas do milho.Brinquei muito São João, no clube social, com o safoneiro LUIZ SINHORINHO,(de saudosa memória) como lembra Julio Peres,(ZéJulio) organizado por Pimpa (Ernesto Ferreira). Eh saudade que não acaba mais….

  2. ZeJúlio Arruda disse:

    Paulinho, vou mais fundo no túnel do tempo e recordo plenamente da minha infância nessa terra abençoada por Deus, quando, durante os festejos juninos, as crianças, imitando os valorosos bacamarteiros sanharoenses, fabricavam seus “bacamartes” e ´desfilavam pelas ruas do centro da cidade, homenageando os moradores com sua apresentação. Perfilados, em frente das residências, um por um acendia a bomba que era colocada dentro de um cano com um suporte de madeira, e tome-lhe tiro…Os donos das casas nos ofereciam as iguarias típicas dos festejos juninos e uns goles de saborosos licores. Dias felizes e alegres que não voltam mais, mas são por nós relembrados com muita saudade. Há muito tempo, portanto, Sanharó se destaca na região e no estado de Pernambuco como um dos melhores e mais animados festejos de São João. Quanta saudade de seu Ernesto Monteiro que organizava as quadrilhas dos adultos e das crianças. Parabéns àqueles que mantêm viva uma tradição cultural de um povo alegre e hospitaleiro. Abraços do conterrâneo, ZéJúlio Arruda

    • Dom Pablito disse:

      Caro ZeJulio. Que bom que o amigo rememora uma “faisca” dos festejos de outrora com peculiar carinho. Malgrado às intempéries do cotidiano é muito bom saber que cultivamos lembranças tão densas e tão fecundas. Dentro de cada um ainda mora um “minino” de calças curtas e sorriro largo. Seu “bacamarte” encheu de emoção o nosso blog…Obrigado conterrâneo. Que Deus ilumine todo o seu “balão” familiar. Abraço a todos!

  3. JOZINALDO VITURINO DE FREITAS disse:

    Grande Don Pablito,
    Muitos se destacaram nas festividades juninas deste ano. Artistas consagrados se apresentaram no palco central. Mas os artistas da terra também deram sua contribuição, cito, dentre outros, o Irmão Dudu (Eduardo Didier Melo) – O Fofinho do Arrocha, as quadrilhas juninas, os bacamarteiros da minha Barriguda (frequento-a desde 1982, onde nos reuniamos debaixo de um pé de figo, defronte da Bodega de Raimundo e circulando o tronco dessa árvore, brincavá-mos contente a noite inteira), porém, ouso dizer, que o brilhantismo da festa foi graças a sociedade sanharoense e os visitantes que, no geral, se portaram de forma educada e ordeira. Viva o Povo de Sanharó! Viva nós! Viva! Viva! Viva!

    • Dom Pablito disse:

      Caro Jozinaldo. Seu comentário ilustra e engrandece o nosso artigo. A lembrança, em boa hora, dos nossos centenários bacamarteiros vem solificar a sua presença marcante, no cenário cultural do nosso município. Acho, inclusive, que deveria ser melhor trabalhado à participação da manifestação no conjunto da festa. Quero ressaltar o culdado da organização (Prefeitura) em dotar a festa de uma quantidade suficiente de banheiros quimicos e falta de pudor e de educação dos jovens que continuaram a urinar na calçada, numa prova de que os maus costumes de casa vão à praça. É assim que eu entendo.

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