A VIAGEM AO CANADÁ (03) – Por Maria do Carmo Leite Calado.

VISITANDO O CANADÁ (MONTREAL)

 

 

Montreal - Canadá

 

 

A cidade de Montreal

 

 

Foi essa a cidade que passei mais dias. Onde mora Renata. (minha filha). Adorável: calma, espaçosa, poucos habitantes., As moradias são lindas, estilo europeu. Cada rua tem um conjunto de casas iguais. As cores usadas são neutras: cinza claro, bege ou tijolos aparentes. Vi prédios construídos para idosos, com todo espaço planejado para facilitar a locomoção e a convivência entre eles. Inclusive no hall ficam disponibilizados balanços em filas duplas, uma de frente para a outra, sendo prática diária entre eles, sentarem-se de frente uns para os outros para conversarem.
Nas varandas sempre tem floreiras de cores vibrantes e variadas. Aliás, em toda a cidade existem recantos, jardins, parques, onde a predominância é de flores, lindas, que parecem felizes com o verão, com o sol que é uma bênção para os moram lá.
O primeiro passeio na cidade foi à noite. Fomos assistir ao espetáculo Totem, do circ Du Soleil, que dispensa qualquer comentário, tamanha é a perfeição com se apresentam. E tivemos a oportunidade de conhecer o Montreal Velho (como se fosse o Recife Antigo ) à noite. Uma belíssima paisagem. As ruas e os edifícios são tão iluminados que parece dia. O reflexo das luzes nas águas dos rios completa o espetáculo.
Nos demais dias passeamos bastante. O dia lá, no verão, é muito longo. O sol nasce às 6:00 e se põe ás 21:00, o que favoreceu nossas saídas diárias.
Conhecemos as cidades subterrâneas, cujo início coincide com o fim da linha do metrô. É a forma para a sobrevivência do comércio no frio intenso, no inverno (-40ºC). Os shoppings subterrâneos têm vários andares, talvez por isso parecem mais espaçosos ou com pouca gente, sempre. Os preços são dos produtos. No caixa é que se paga o imposto, no caso do Canadá 13,5%. Já nos Estados Unidos é de 8,5%. Fomos também aos outlets, onde os produtos têm reais descontos. Percebi que as pessoas vestem tudo de marca. São produtos bons. Mas, com elegância e sobretudo, conforto. Mulheres usam roupas leves, folgadas e confortáveis.Nos trens um fato curioso: a maioria dos passageiros leva um livro e lê, quer sentado quer em pé.

Conhecemos a Igreja de Notre Dame. Por fora, duas torres altas ladeiam o monumento, que fica na parte alta do Montreal Velho. Para ter acesso ao seu interior paga-se um valor, mas vale a pena. Belíssima, muito bem cuidada, tudo impecavelmente brilhando. O altar mor tem uma iluminação que destaca pontos dourados que refletem igual ouro. Um silêncio enorme. Não se escuta nem um susurro, apesar da presença de muitos.
Outro ponto de oração L’oraitorie de Saint Joseph, num monte (sobe-se uns 60 degraus), donde tem-se uma vista completa da cidade. O interior desse oratório é imenso, tem vitrais lindos e também convida todos à oração. Aqui tive uma das maiores emoções de todo o passeio. Um momento de recolhimento, agradecimento e fé.
As plantas e jardins do Jardim Botânico impressionam pela forma como são planejados e cultivados. No parque Jean Drapeau, na ilha de Sante Hélène, que surgiu da terra que foi jogada no rio Saint Lawrence, quando da construção da Vila Olímpica para sediar as Olimpíadas de 1975. Esta Vila permanece super bem cuidada e serve para treinamento dos atletas. Neste parque também visitamos a Biosfera.
Ainda conhecemos o chamado bairro chinês, a famosa rua Sainte Catherine e o bairro Gay onde casais homo vivem e convivem traquila e normalmente, com todo o respeito e garantia da liberdade que é o marco dessa sociedade canadense.

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