SAÚDE E BEM ESTAR : CONSELHO REAGE CONTRA A PROIBIÇÃO DE EMAGRECEDORES PELA ANVISA.

Conselho Federal de Medicina

recorre de decisão da Anvisa

contra emagrecedores.

 

Órgão quer garantir a venda e a produção de medicamentos derivados de

anfetamina no Brasil.

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) ingressou ontem na Justiça Federal com uma ação civil pública, com pedido de liminar, para garantir a venda e a produção de emagrecedores derivados de anfetamina no Brasil. Resolução feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada segunda, estipulou um prazo de 60 dias para que os remédios (anfepramona, mazindol e femproporex) fossem retirados do mercado.

Na ação, o CFM argumenta que as justificativas usadas pela Anvisa para tal decisão são “inconsistentes e inadequadas”. Diz ainda que a agência não tem argumentos técnicos para tutelar o assunto.

A resolução da Anvisa é fruto de um debate que ocorre desde o ano passado, quando especialistas, reunidos na Câmara Técnica de Medicamentos, fizeram parecer recomendando a retirada dos anfetamínicos e da sibutramina, outro emagrecedor, do mercado. Diante do documento, grupo técnico da Anvisa fez um parecer. O assunto foi submetido à consulta pública, à uma audiência pública e um painel técnico. Depois desse processo, a Anvisa decidiu manter no mercado a sibutramina – sob determinadas condições -, e retirar os demais emagrecedores do mercado. Para Anvisa, os riscos de emagrecedores anfetamínicos são maiores que benefícios.

O primeiro secretário do CFM, Desiré Callegari, argumenta que médicos e pacientes ficaram sem alternativa. Ele argumenta que o uso indiscriminado de medicamentos tem de ser combatido com fiscalização. “Há casos em que esses remédios podem ser usados com segurança. Cabe ao médico decidir caso a caso.”

Estadão/Lígia Formenti

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2 Responses to SAÚDE E BEM ESTAR : CONSELHO REAGE CONTRA A PROIBIÇÃO DE EMAGRECEDORES PELA ANVISA.

  1. André Muniz disse:

    O uso coerente de qualquer medicamento tem claros benefícios mas traz consigo riscos, muito embora, na maioria dos casos, os benefícios são maiores que esses riscos. Estamos diante de uma epidemia de Obesidade e a retirada dos anorexígenos assim como as restrições para o uso da Sibutramina criam mais uma dificuldade para o tratamento dos pacientes acometidos por essa patologia. Somando-se a esse fato, as opções futuras não nos trazem boas perspectivas terapêuticas o que mostra que esse debate sobre os anorexígenos ainda deve continuar. Bom, enquanto isso na sala de justiça, vamos aderir aos hábitos de vida saudável com alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos. Lembrem-se: os remédios são coadjuvantes no tratamento e mesmo sem eles podemos melhorar nossa saúde !!!

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