SANHARÓ : O POETA E OS APELIDOS. a saga continua… – Por João Roberto Maciel Aquino.

SERÁ QUE ESTOU NESSA LISTA?

 

 OS APELIDOS E OS APELIDADOS

 

 

 

Lembrando os moleques desse meu rincão

Fiz umas sextilhas, mandei pro blogueiro

Citando os nomes de alguns presepeiros

E fui criticado na publicação:

– Faltou muita gente nesta relação,

Pense direitinho, faça uma maior,

Fale em Pedro Cem, Ciço Paguá, Soró

E mais uma tuia de menino ruim

Que juntos, Pesqueira e Belo Jardim

Não vai ter metade, nem vai ter pior.

 

Marcaram época em Sanharó

Telmisio, Tuba, Gil Avelino,

Gonzaga Leite, Eudinho, Cutitino,

Bode de Ventura, Foreba, Cocó,

Nelson e Veneno de Zefa Bogó,

Pólo, Germano, Gileno, Lidinho,

Jacaré, Risaldo, Zaco, Ivanildinho,

Buguinho de Alice, Galego Azul,

Arimatéia, Jorge de Lindu,

Juca de Plácido, Coelho, Gilbertinho.

 

Buquê, Anchieta, Zome, Armandinho,

Ney, Zé Furado, Furica e Tita,

Lala, Mandinho e Binha Guaxita,

Renan, Galo, Fontes, Zé de Ditinho,

Cóca, Piaba, Dalécio, Tavinho,

Júnior de Mãezinha, Meleca, Goieiro,

Fita, Fofaterra, Sunga, Candeeiro,

Bira, Passaro, César Babão,

Paulo Tiririca, Delta, Bizungão,

Orlando de Zuca, Enilson Fumeiro.

 

Os filhos todinhos de Seu João Medeiros,

Sávio e Nenen de Zé de Zoê,

Lula de Otacílio, Toinho Benguê,

Normando, Nedson, Paulo Sapateiro,

Magliano, Leopoldo, Zezinho do Ferreiro,

Léo de Hilton Leite, Mujica, Buguinho,

Neguinho de Rita, Rute de Estevinho,

Josa, Tempestade, Augusto, Boré,

Maguinho, Fernando e Chiquinho de Cazé,

Benedito Manjarra, Lacerda, Bertinho.

 

Os filhos de Zé Grande: Nilson e Edinho,

Marco de Floriano, Paulinho de Ventura,

Murilo de Aprígio, Zumbiga, Gastura,

Geraldo Lotéro, Zica, Edilsinho,

Marco de Amaro e Jorge de Chico Machinho,

Mano de Fabiano, Paulinho Muniz,

Os filhos de Topinha lá no chafariz,

Mauro Soares, Chico de Miguel,

Irassom, Amarildo, os filhos de Joel,

Fizeram daqui um lugar feliz.

 

Serviram de palco: a praça da matriz,

Os parques das festas, o rio de Raimundo,

O poço de Lalai, perigoso e fundo,

Bananal lotado de miritis,

As quadras com jogos estudantis,

As ruas, a ponte, palhoça de forró,

As tardes de chuva, as manhãs de sol,

As salas de aula, o pátio da escola,

Para esses artistas do riso, da bola

E das presepadas no meu Sanharó.

 

João Roberto Maciel Aquino –

Poeta/Cordelista – Sanharoense.

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13 Responses to SANHARÓ : O POETA E OS APELIDOS. a saga continua… – Por João Roberto Maciel Aquino.

  1. CARLAO DO BREGA disse:

    Veja só meu caro Dom, quando a postagem é sobre nossa gente, os comentários são aos montes. Sou um tanto quanto barrista, ou seja, 100% SANHARÓ, ASSIM COMO VC.

    • Dom Pablito disse:

      O que ocorre meu caro Zica é que a produção local, em que pese o esforço e a qualidade dos nossos colaboradores, ainda é pequena e temos que recorrer a postagem diversas. Quem dera pudesse contar com mais colaboradores…Contudo, sou muito grato pelo que temos e mais: sou mais ainda pelo inúmeros amigos que nos visitam diariamente.

  2. Carlos Elder disse:

    João,
    Valeu com mais essa pérola!!! Já está catalogada no “acervo dos braúnas”.
    Abs.,

  3. Robson Maciel disse:

    Muito boa, João!! Parafraseando o nosso irmão Piska, no seu comentário, acima descrito, “…uma memória federal…”.

    Obrigado Paulinho pela citação. Incentiva o Paulo Foerster a publicar suas poesias. O cara é bom!!!!

    • Dom Pablito disse:

      Caro Robson. Tenho incentivado não somente Paulinho Foerster, com também outras importantes figuras literárias. Por falar nisso, o amigo certamente já voltou das férias voluntárias e, portanto, eu o incluo no rol dos que estendo a tal “cobrança”Mãos à obra companheiro!

  4. anderson bezerra de menezes disse:

    ONDE ANDA CURRUPATI?? COMPLEMENTANDO: GALEGO DE CHICO PRETO,PARRACHO,SINHA,NEGUINHO DO FORNEIRO, ZE DE DUQUINHA. AGRADECIMENTOS PELO RAIMUNDO COLETOR, MEU PAI.O QUE ME CHAMOU MAIS ATENÇÃO, FOI O MUDO DE SEU LINDOLFO. DONA ALINE ERA UMA PROFESSORA,COMO DONA ALDA, VINHA DE PESQUEIRA. EU, COMO SEMPRE, CRIEI UM PROBLEMA NA SALA DE AULA. HOUVE UM QUESTIONAMENTO. D. ALINE SUBMETEU A TURMA A UM JULGAMENTO. A RESPOSTA ERA SIM OU NÃO. A VOTAÇÃO TAVA APERTADA. D.ALINE PEDE A UMA LOURA, BONITA, GRANDONA, FILHA DE SEU LINDOLFO, PRA SE LEVANTAR E VOLTAR.VEJA A PÉROLA DO VOTO DE MINHA AMIGA, ME DESCULPE NÃO ME LEMBRO DO NOME. “O AVIÃO DA PEIXE CAIU E QUEBROU O EIXO, TOU ANDERSON E NÃO DEIXO”.MEUS AMIGOS, FOI UM “FURDUNÇO” DANADO E JULGAMENTO FOI ENCERRADO. D ALINE FOI MINHA VIZINHA AQUI NO IPSEP, BATÍAMOS UM PAPO LEGAL SEMPRE QUE NOS ENCONTRAVAMOS. TEMPOS IDOS E VIVIDOS, E MUITA LEMBRANÇAS….

    • Dom Pablito disse:

      Caro Anderson. A sua boa lembrança, junta-se ao comentário de Paulinho Foerster. Ambos enriqueceram a Poesia/Resgate de João Roberto. Cada nome, uma história. O Neguinho do forneiro, retornou a sua origem, Hoje, mora aqui na sua velha e agradecida Sanharó…Ah a memória! Que presente recebemos…

  5. Paulo J.E.Foerster disse:

    Dom Pablito

    Por não ter o dom da poesia,apenas juntei alguns apelidos da velha guarda,para serem acrescidos a relação, tão bem descrita por João Roberto.

    Paulo J.Foerster

    Do meu tempo de escola só
    lembro de Socorro Coca-cola
    Das velhinhas lá se vão:
    Lindu, Dona Xandu e Calu
    Dona Chita, e Nazinha
    Lica, Dona Finu,e Lipu,
    Doninha, Popô, Sinhá, Lifinha,
    Maria Zuca, Domitila e Noca

    Essa era má.Fazia correr o homem,
    em noites escuras, como lobisomem
    e gemer sem sentir dor na sua toca

    Dos homens me lembro ainda de:
    Chiquinho Marchante, Peba, Lequim
    Neco Honório, Currupati, João Mião,
    Antonio Mata Home, Antonio Pezinho
    Sitonho, Zé de Godó, Raimundo Bebão
    Zuqinha de Jenipapo, Antonio Forneiro
    O Mudo de Seu Lindolfo, Tonico, Dindô
    Choca Galo, Zé Preto, Nelson Fumeiro,
    Domingo Zuza, Ernesto Miolo, Nezim,
    Antonio Alfaiate, Pecó, Miro, Seu Dodô
    Dêda, Nanan, Zuca do Posto, Copim.

    É tanta rima, já estou lelé da cuca
    Mas tem mais: Eudim, Dedê, Birrinha
    Zé Araçá, Seu Lau , Lili, Juca, Seu Totô
    Céu, Carrim Mariano, Gero de Zequinha.
    Os Latão, Quinca Alfaiate, Raimundo Coletô
    Parracho, Guariba, Honório Ferreiro

    Para me livrar dessa prosopopéia
    Espremi a minha memória, por inteiro,
    Que cheguei ver os Braunas em Pompéia
    Mas Pepê
    foi o último apelido a sair,
    neto que foi do fundador da nossa cidade
    José Francisco Leite. Se duvidar, vá conferir.
    É só falar com o João Roberto com naturalidade.

    • Dom Pablito disse:

      Caro Paulinho de lá…

      Muito boa a sua lembrança de todas essas figuras. Juro que valeria uma postagem, sem desmerecer está aqui nos comentários. A poesia de João Roberto é um alento que juntando-se com o seu mano – Robson, traduzem o que nós temos de melhor nessa terra sanharoense…

  6. CARLAO DO BREGA disse:

    MEU QUERIDO JOÃO, NÃO É ATOA QUE TE CONSIDERO O MAIOR POETA DA TERRINHA, ME ATREVO A DIZER,UM DOS MELHORES QUE JÁ VI. PARABÉNS, CONTINUE NOS FAZENDO VIAJAR NO TÚNEL DO TEMPO DE SANHARÓ. APROVEITO O ESPAÇO, PARA ANUNCIAR A FESTA DO DIA 30.12 NO LÍTERO, O GRANDE TRIBUTO A BETO BREGA, GOSTARIA DE LHE SUGERIR, FAÇA UMA POESIA FALANDO DO BETO E REGISTRE A NA FESTA. UM GRANDE ABRAÇO.

    • Dom Pablito disse:

      Aí Zicão. Você deu uma “mergulhada” e se escafedeu por algumas semanas. Faz falta. Nunca mais faça isso. rsrsrsrsrs Estamos antenados para essa grnade festa. Certamente, o nosso OABELHUDO vai dar todo apoio…

  7. Edilson Piska disse:

    João, SENSACIONAL!!!!! Tu tens uma memória federal lembrando gente que sinceramente não lembrava mais!!!!

    Parabéns!

    Abração.

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