MEMÓRIA : BREVE HISTÓRIA DA COCA COLA 2 – Por Letícia Cavalcanti. (*)

 

Uma breve história da Coca-Cola (2ª parte)

 

(Embalagem Família de 1899)

 

 

A Coca-Cola, vimos no primeiro artigo, nasceu como xarope. E logo foi vendida, por não acreditar muito seu inventor no sucesso da bebida. A Griggs Candler, seu comprador, coube aperfeiçoar a fórmula.

Cancelou a cocaína, reduziu a cafeína, substituiu ácido cítrico por ácido fosfórico, acrescentou glicerina e um saborizante à base de óleo de lima. Assim nasceu a fórmula conhecida, até hoje, como “Merchandise 7x”.

Um segredo guardado a sete chaves, em cofre do Trust Co. Bank (Atlanta), que só pode ser aberto com autorização de todos os diretores da empresa. E apenas dois executivos de produção (sem identidade revelada) têm acesso, cada um, a metade da tal fórmula.

Tão grande é esse zelo que a Coca-Cola preferiu abandonar um país como a Índia, que, muito em breve, será o mais populoso do mundo, a ter que cumprir ordem governamental de revelar a fórmula. O produto era, nesse início, oferecido em garrafinhas de 185ml, concebidas por Joseph Biedenharn. Bem diferentes, ainda, daquelas que viriam a ser definitivas, com 200ml, verdes (no Brasil são brancas), em estilo art nouveau – criadas, em 1915, por Earl Dean.

Segundo o próprio artista, inspirada nas curvas do corpo da mulher, escondidas nas saias pregueadas que vestiam na época. Não por acaso essa embalagem recebeu o nome de Mae West, símbolo sexual da América de então. Deu certo. Sucesso de marketing e de vendas. Candler ganhou milhões de dólares, foi eleito prefeito de Atlanta e entregou o negócio ao filho Howard – que em 1923, por 25 milhões de dólares, vendeu a “Coca-cola Company” a Ernest Woodruff. Lo­go depois, o velho Candler teve um derrame cerebral e acabou morrendo. Muito triste e muito rico.

Para Woodruff, feliz adquirente do negócio, “Coca-Cola era o sonho americano numa garrafa”. Sua estratégia de venda passou a ser “um cartaz em cada esquina, e garrafas de Coca em todos os estabelecimentos”. Para conquistar o público infanto-juvenil, em 1931, contratou o publicitário sueco Haddon Sundblom.

Assim nasceu, como conhecemos hoje, a figura de Papai Noel. Desde 1881, por conta dos desenhos de Thomas Nast na Harper’s Weeklys, o bom velhinho era magro e se vestia de azul, amarelo, verde e vermelho. Acabou gordinho (como a garrafa) e vestindo as mesmas cores do rótulo (vermelho e branco). Até hoje. Sundblom também sugeriu que fossem criados slogans próprios, em cada país. Intelectuais locais eram então escolhidos, para criar esses slogans.

Em Portugal, por exemplo, foi contratado Fernando Pessoa – daí nascendo, em 1928, o slogan “Primeiro estranha-se. Depois entranha-se”. Um desastre completo; que o Ministério da Saúde proibiu a venda do produto, por considerar ser uma descrição das sensações que ocorrem com os alucinógenos. E Salazar mandou jogar todas aquelas garrafas importadas no Tejo. E a Coca-Cola voltaria a Portugal só depois da Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1974).

Receita

 

Frango na Coca-Cola

PRATO – principal |  Temperatura – quente
Ingredientes
: 800g de frango em pedaços (coxa e sobrecoxa), 1 pacote de sopa tipo creme de queijo, 1 garrafa pequena de Coca-Cola, manteiga a gosto

Preparo: Tempere o frango a gosto. Passe manteiga no frango e envolva cada pedaço com o creme de queijo. Coloque em assadeira untada de manteiga e regue com Coca-Cola. Leve ao forno, coberto com papel-alumínio, por aproximadamente 40 minutos. Retire o papel e deixe dourar.

(*) Letícia Cavalcanti. Colunista

Escreve aos sábados no Caderno Sabores da FolhaPE.

(Foto: Google)

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