Crônica/Homenagem : Uma Saudade. “A minha querida Carmo Ribas…” – Por Ducarmo Leite Calado.

UMA SAUDADE

 

“A saudade, a enorme saudade da grande amiga, a minha querida Carmo Ribas, a maior e mais importante de todas, somente Deus sabe.”

 

Se tivesse que escrever minha autobiografia, pinçando fatos que mais me influenciaram para o abrir d’olhos, para a descoberta do mundo, sem dúvida, a família Ribas seria colocada com grande destaque. O espírito de união e respeito, entre os que dela faziam parte, muito me impressionaram. Aquele ambiente harmonioso me proporciona um enorme bem estar e me orgulhava, pelo simples fato de me sentir a ele pertencente, como amiga. As marcas desse convívio são muito importantes para mim. Vivi emoções, aprendi, experimentei a paz e fui feliz.

A saudade, a enorme saudade da grande amiga, a minha querida Carmo Ribas, a maior e mais importante de todas, somente Deus sabe. São passados anos de sua ida para outra Dimensão, mas sinto-a perto, vejo-a com seu jeito tímido, suas atitudes simples, amáveis, compreensíveis para com todos. Surpreendo-me com um sentimento muito intenso de que ela vive. Sim, ela vive em meu coração, pois nele o espaço que lhe pertence é muito grande.

Como ela, ninguém me entendeu tanto. Ninguém compartilhou tanto os meus momentos, Ninguém foi tão espontâneo e verdadeiro. Quando íamos estudar, quando íamos ensinar, quando íamos à praça – saudosa praça – quando íamos à Igreja, ao Clube, às festas, aos bares, às serestas, enfim, quando juntas estávamos, o que ocorria com grande frequência, eu me sentia na melhor das companhias que já tive. Confiança, paz, alegria, segurança, aprendizado eram os ingredientes da nossa amizade.
Mais que uma amiga – um ser especial – cujas atitudes sempre entendi, como sentia as minhas entendidas. Gostos, vontades, dúvidas, erros, acertos não necessitavam de explicações: eles se combinavam ou eram, simplesmente, respeitados.

Mesmo que o quisesse, seria impossível apagar estas lembranças. Elas ainda me confortam diante dessa perda tão prematura e absurda. Sinto-me feliz por tê-la conhecido e com ela ter compartilhado a fase mais bonita da minha vida.

Para ela, hoje, com enorme carinho e com muita saudade, quero desejar o que ela própria desejou-me, em carta datada de 12.06.75, quando o destino nos separara, pois havia me mudado para Recife:

Querida Carmo,

“Apesar de tanto silêncio, não te esqueci. Antes de tudo, espero que já estejas acomodada a essa nova VIDA, aceitando-a com aquela coragem que te é peculiar. E, sobretudo, que aches que valeu a pena mudar. Espero, sinceramente, que tudo corresponda exatamente às tuas aspirações”.

Um grande abraço,

DuCarmo Leite Calado. Sanharoense do Sítio das Moças. É professora Universitária.

a) DuCarmo Leite Calado.

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3 Responses to Crônica/Homenagem : Uma Saudade. “A minha querida Carmo Ribas…” – Por Ducarmo Leite Calado.

  1. Joel Bezerra Lêdo disse:

    Carmo Leite:

    Realmente, traduziste tudo sobre a pessoa de Maria do Carmo Ribas, que, juntamente com sua irmã Maria José, formavam a dupla de pessoas simples e simpáticas, onde, mantinhamos grande amizade.

  2. Maria do Carmo disse:

    Obrigada, Paulinho, pela publicação. Abraços.

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