Monthly Archives: dezembro 2012

FELIZ 2013 – Dom Pabllito

PAZ PARA TODOS OS LARES.

PAZ PARA TODOS OS LARES.

 

Feliz 2013 para todos os ABELHUDENSES

 

São os votos de

DOM PABLITO

CIMBRES – Sua História e seus Historiadores – Colaboração de Pedro Salviano Filho*

CIMBRES, O COMEÇO DE TUDO

 

«Como sede de paróquia, sob a invocação da Nª. Sª. das Montanhas, criada em 1692 pelo bispo dom Matias de Figueiredo e Melo. ... [À direita] o Senado da Câmara de Cimbres foi instituído por ocasião da criação da mesma e seu termo, nos 3 de abril de 1732. » Fragmentos de texto do livro Pesqueira e o antigo Termo de Cimbres, de José de Almeida Maciel, 1980, pág. 48.

«Como sede de paróquia, sob a invocação da Nª. Sª. das Montanhas, criada em 1692 pelo bispo dom Matias de Figueiredo e Melo. … [À direita] o Senado da Câmara de Cimbres foi instituído por ocasião da criação da mesma e seu termo, nos 3 de abril de 1732. » Fragmentos de texto do livro Pesqueira e o antigo Termo de Cimbres, de José de Almeida Maciel, 1980, pág. 48.

Depois de compilar alguns dados sobre “Pesqueira, terra do doce” (http://tinyurl.com/cnt3bc9  ) estive, em novembro de 2012, em Pesqueira e Cimbres. Visitando a antiga e preservada casa do Dr. Moacyr Britto de Freitas, que foi diretor-gerente da Fábrica Peixe, em Pesqueira, conhecemos a Sra. Paula Tenório de Britto, sua nora. Perguntada sobre qual o segredo da dona Dina, um dos temas da matéria citada, para tornar o doce de goiaba avermelhado, macio, mais saboroso e tão atrativo, a ponto de mudar o rumo da região, ela disse: “Aqui em casa, quando o dr. Moacyr fazia o doce de goiaba ele, no final do preparo, colocava um pouco de suco de limão. O ponto do doce era dado pelo limão”. Seria este o grande segredo da dona Dina, o limão?
Pesqueira está no sopé da Serra do Ororubá, a 655 m de altitude. Seguindo por 18 km, chega-se a Cimbres na altitude de 900m; continuando a viagem, está Ipojuca depois de 12 km e Arcoverde por mais 18 km, no fim de uma descida que chega a 664 m de altitude. E tudo por estrada asfaltada. Um interessante roteiro para se tentar começar a responder a questão: Como e quando foi o início da colonização da nossa região? Nesta ocasião vamos também “viajar” por algumas informações deixados pelos historiadores.

Em Caboclos do Urubá. Caminhos e personalidades da história de Pesqueira, Nelson Barbalho. Recife, 1977, pág. 45, escreveu:

«Toda aquela região do agreste e começo do sertão de Pernambuco, pelos indígenas que a habitavam, era tachada de “Borborema”, o que, no dialeto deles, queria dizer deserto. Em pleno “deserto”, contudo, sobressaía-se um oásis – a gigantesca serra do Urubá, onde o clima era ameno e salutar, a terra forte e fecunda. Por seus rios, córregos e riachos corria abundante água potável, havia fertilidade perene, o que constituía verdadeiro contraste naquele “certam” árido e seco. O Urubá era mesmo o oásis da Borborema, pitoresco recanto dentro de cujos limites viviam, primitivamente, índios tapuias da tribo dos “Ararobás”, nome pelo qual, de logo, ficaria popularizada a serra. A vida ali era edênica, mas, desde a invasão dos brancos, os índios pernambucanos não mais conheciam o que fosse paz, nem sossego – e, de perseguição, não esquentavam canto durante muito tempo, sobrevivendo tangidos como animais daninhos, brutalizados, escravizados, prostituídos, massacrados ou exterminados a ferro e fogo, sem apelação”… “… a criação da vila de Cimbres influiria bastante, constituindo-se ali um novo centro habitacional para onde convergiam em escala crescente novos elementos colonizadores, inclusive autoridades, sesmeiros, escravos, artesãos, funcionários públicos, agregados. Com a penetração dos brancos, incrementa-se a catequese dos índios, a qual de logo fica sob a responsabilidade de missionários jesuítas, que tratavam. O quanto antes, de edificar ali um convento e uma capela. Deste modo, em meados do século XVIII a Aldeia do Arorobá, como era então denominada, tinha por missionário um religioso da Congregação de S. Felipe Néri, e os índios que a habitavam atingiam cerca de 700 almas…. Tamanho fora, no Século XVII, o desenvolvimento da Aldeia de Ararobá, que o bispo D. Frei Matias de Figueiredo e Melo lhe confere os foros de paróquia em 1692, sob a invocação de Nossa Senhora das Montanhas. »

Em Cronologia Pernambucana. Subsídios para a história do agreste e do sertão, 2º. Volume – 1601-1630. Nelson Barbalho, Recife, 1982, pág. 112, afirma:

«… gente brava e pioneira na ocupação de terras sertanejas da região pernambucana do São Francisco, não tendo meios de fundar engenhos-de-açúcar naquelas plagas, onde o pau-brasil já começava a rarear, tornavam-se grandes criadores de gado, atividade também lucrativa e de menos dispêndio que a de senhor-de-engenho, já que as fazendas eram cuidadas, no máximo, por dez, quinze vaqueiros recrutados entre índios catequizados, degradados, portugueses, mestiços de todos os matizes, negros do mato, aventureiros de toda espécie. Perdidas nas imensidões sertanejas, as fazendas-de-criação, não tendo ainda muitas condições de impor controle severo do trabalho escravo, movimentavam-se com os vaqueiros contratados em regime de parceria – a quarteação, isto é, de cada quatro bezerros nascidos e criados, um era do vaqueiro que de fato tomava conta do gado, como pagamento das tarefas executadas após cinco anos de serviço efetivo na respectiva propriedade. Pode-se afirmar tenham sido esses homens livres ou semilivres, não proprietários de terras, os vaqueiros de quarteação, os mais legítimos conquistadores das regiões agrestino-sertanejas de Pernambuco, devastando as caatingas, abrindo veredas para os carros-de-bois, preando índios brabos, emprenhando as mulheres indígenas, fundando povoações, aceitando os negros como criaturas humanas, movimentando lugares antes inteiramente virgens da presença efetiva dos colonizadores.
Neste mesmo ano de 1614 também teria ocorrido a penetração de alguns outros sertanistas pelo interior de Pernambuco, sertões do Ararobá ou campos do Buíque, na região do rio Ipanema, em busca de prata, cujas minas ali existiriam, ao que já se propalava na época… ».

Senado de Cimbres - Completou 250 anos. (Obra restaurada)

Senado de Cimbres – Completou 250 anos. (Obra restaurada)

 

No Pesqueira secular, crônicas da velha cidade, 1980, Nelson Barbalho, pág. 29 explica mais:

«De passagem para os campos do Buíque, atrás das minas de salitre que diziam ali haver, os holandeses conheceram e atravessaram o sertão do Arorobá, nele contudo não se fixando nem deixando qualquer visível sinal de sua passagem. A região, porém, já era conhecida dos portugueses, inclusive de João Fernandes Vieira, o qual, depois do retorno de Maurício de Nassau à Holanda, em 1644, ia deixando de colaborar com os flamengos, até bandear-se de todo para o lado das forças pernambucanas de resistência ao invasor. Por sinal, com a morte do bravo pernambucano Antônio Cavalcanti, o sagaz Fernandes Vieira torna-se o “governador da liberdade divina”, chefe único da guerra contra os batavos.
Homem muito esperto, providente, oportunista, João Fernandes Vieira, após alcançar as duas espetaculares vitórias sobre os holandeses no morro dos Guararapes, em 1649, trata de pedir ao rei de Portugal toda uma série de vantagens e concessões pessoais, movimentando seus requerimentos em Lisboa através de Gaspar Berenguer de Andrade, seu procurador no reino.. Assim, entre outras várias solicitações, destaca-se uma referente a “dez léguas de terra a começar da última sesmaria da parte de Santo Antão para o interior, comprometendo-se a conquistá-las aos índios e povoá-las”… Fernandes Vieira toma posse de suas terras agrestino-sertanejas no Arorobá em 4 de outubro de 1666, nelas colocando os seus vaqueiros e gados, tudo sob a direção do feitor Manuel Caldeira, e fundando assim diversas fazendas de criação, em torno das quais, de fato, há posteriores referências em alguns documentos sesmariais de terceiros, inclusive nos processos de doação de terras ararobenses alusivos aos requerentes Pedro Correia Ferrete, David de Albuquerque Saraiva, Bento Pereira de Morais, José Fernandes e Leonel de Abreu e Lima. » Sobre História das lutas com os Hollandezes no Brasil desde 1624 a 1654. Francisco Adolfo de Varnhagen (Visconde de Porto Seguro) ver em   http://bit.ly/V9E7dq; outras dicas para pesquisas: Fontes repatriadas. Anotações de história colonial. Referenciais para pesquisa. Índices de catálogos da Capitania de Pernambuco:http://bit.ly/12Uz4Ch  ; Pioneiros da pesquisa histórica em Pernambuco, por Leonardo Dantas Silva, 1997: http://bit.ly/ZHmet7.

Em Cronologia Pernambucana. Subsídios para a história do agreste e do sertão, 3º. Volume – 1631-1650, Nelson Barbalho, Recife, 1982, pág. 112 diz:

«Capitão Bernardo Vieira de Melo, 5º filho de Antônio Vieira de Melo e Maria Margarida Muniz Bittencourt, vivia e residia na Muribeca e era senhor do Engenho Pindoba. Ao lado do pai e de outros parentes, lutaria bravamente contra os holandeses e em 1671, por causa disso, seria beneficiado com a doação de muitas terras no agreste e no sertão de Pernambuco, tornando-se co-proprietário da gigantesca sesmaria Ararobá».

Continuando a leitura do mesmo volume, na pág. 175 podemos ver:

«Antônio Filipe Camarão, capitão-mor dos índios a serviço de Portugal, tentando induzir o gentio colaborador dos flamengos a bandear-se para o seu lado, pois, como ”cristão”, não deveria continuar servindo a “hereges”, endereça duas cartas (uma datada de 19 de agosto de 1645), com conselhos e recriminações, dirigidas a seu primo Pedro Poti e ao índio Antônio Paraupaba.
A verdade é que a indiada de Pernambuco, via de regra, sempre fora espoliada pelos portugueses da colônia, os quais viam os índios como seres inferiores, preavam-nos, reduziam-nos à escravidão através das infames “guerras justas”, prostituíam-lhe as mulheres, roubavam-lhes as terras, perseguiam-nos a ferro e fogo, massacravam-nos, matavam-nos impunemente, enquanto os holandeses no Brasil sempre trataram os indígenas como criaturas humanas dignas de respeito e consideração, instruíam-nos, davam-lhes assistência médica e social, jamais os tornaram escravos, jamais lhes invadiram as aldeias, jamais lhes roubaram terras. »

«Em 1762 a Aldeia de Ararobá já constituía regular núcleo populacional, tendo sido, por Alvará de 3 de abril daquele ano, transformada em município e sede municipal, recebendo a denominação de Cimbres, sob a condição de vila. » Do livro Pesqueira secular, 1980, por Silvio Lins, pág. 33.

«Em 1762 a Aldeia de Ararobá já constituía regular núcleo populacional, tendo sido, por Alvará de 3 de abril daquele ano, transformada em município e sede municipal, recebendo a denominação de Cimbres, sob a condição de vila. » Do livro Pesqueira secular, 1980, por Silvio Lins, pág. 33.

O médico Pedro Salviano entre os colegas concluintes do Cardeal Arcoverde de 1962.(O 3º da fila de cima da esquerda pra direira)

O médico Pedro Salviano entre os colegas concluintes do Cardeal Arcoverde de 1962.(O 3º da fila de cima da esquerda pra direira)

 

*Colaboração Dr. Pedro Salviano Filho. Arcoverdense, é médico e reside em Ivaiporã-PR.

BRASIL : POR QUE A ECONOMIA NÃO DECOLA? *

Painel de economistas avalia por que a economia do Brasil não decola

Apesar de aumento no consumo, empresários brasileiros investiram pouco.

Apesar de aumento no consumo, empresários brasileiros investiram pouco.

Michael Reid

“Com que países o Brasil quer se comparar? Com a Europa? Basta olhar para a América Latina e os BRICs para ver que o desempenho recente do Brasil é pobre.

 

Antonio Prado

“O Brasil precisa estimular o desenvolvimento de novos setores e setores de alta tecnologia”

 

Até 2011, a imprensa e mercados internacionais pareciam tomados por um grande entusiasmo em relação ao crescimento brasileiro. “O Brasil decola”, anunciou em 2009 a revista britânica The Economist, fazendo um diagnóstico que, à época, parecia ser unanimidade.

A recente polêmica aberta em um artigo da mesma Economist chamava a economia brasileira de “criatura moribunda” – e anunciava: “O Brasil despenca” – dá a medida de como o clima mudou em relação ao País em 2012.
“Este foi o ano em que passamos de uma “brasilmania” – um grande entusiasmo no exterior em relação ao Brasil – para uma visão mais realista e cética sobre o potencial do País. Agora, na imprensa e entre os mercados e investidores há muita incerteza sobre os rumos que a economia brasileira tomará a partir de 2013″, disse à BBC Brasil Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Entre as causas centrais da mudança está a desaceleração econômica dos últimos dois anos. De 2004 a 2010 o PIB brasileiro cresceu a uma média de 4,5%, alcançando, em 2010, os 7,5% que encheram os olhos dos mercados e investidores.
A expansão mais modesta do ano passado – de 2,7% – foi interpretada por analistas como um ajuste sobre o ano anterior, em que o PIB havia crescido mais que seu “potencial” estimado, de 4%.
O que explica, então, a alta de apenas 1% esperada para 2012? Ou o que freou tão bruscamente o crescimento brasileiro – em um contexto em que, ainda por cima, o desemprego está historicamente baixo?
Em um momento em que o governo brasileiro se esforça para garantir que o país retome o crescimento acelerado – com mudanças no câmbio, pacotes de incentivo fiscal e queda dos juros – economistas estrangeiros e brasileiros de prestígio responderam essa questão para a BBC Brasil e opinaram sobre o que é preciso para a economia voltar a alçar voo em 2013.

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA:

Por que a economia brasileira não decola?

*Fonte: BbcBrasil / Ruth Costas

(Homenagem) CANETADAS ON LINE/Carlos Sinésio de Araújo Cavalcante – Por Jurandir Carmelo.

Carlos Sinésio

 

Carlos Sinésio de Araújo Cavalcanti, 47 anos e 27 de profissão, é jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e tem pós-graduação (especialização) em administração de marketing pela Universidade de Pernambuco (FCAP/UPE). Nasceu em Pesqueira, onde na adolescência começou a fazer poesias e a colaborar com textos para pequenos jornais.

Nascido em 29 de junho de 1965, começou a carreira profissional no Jornal do Commércio do Recife, onde trabalhou três vezes. Também atuou nos jornais O Globo e Diário de Pernambuco, além de ter sido free-lancer de publicações importantes, como a revista IstoÉ e o jornal o Estado de São Paulo.

Entre diversos cargos que ocupou na administração pública, Carlos Sinésio foi secretário adjunto de Imprensa do Governo de Pernambuco, secretário adjunto de Imprensa da Prefeitura do Recife, assessor de comunicação social do Tribunal de Justiça de Pernambuco e das secretarias estaduais de Recursos Hídricos e de Planejamento. Também atuou como assessor de comunicação da Unicap.

Além de atuar como jornalista, publicou vários livros de poesias, um sobre política e é coautor de outras publicações em parceria com jornalistas pernambucanos. (Fonte: Pernambuco de A/Z.)

Quem conhece o trabalho jornalístico de Carlos Sinésio, sabe do seu talento. Para mim é um dos melhores quadros do jornalismo pernambucano. Mesmo formado em jornalismo pela UNICAP, nunca se dissociou da poesia. Que besteira essa minha. Já viu poeta deixar de ser poeta, nem mesmo em curtos intervalos. O poeta é um ser contínuo, portanto, sempre poeta.

Carlos Sinésio nasceu da terra e nela se fez poeta, pois foi na fazenda “Alagoa do Meio”, do seu saudoso Pai, Luiz Sinésio de Araújo Cavalcanti, que ensaiou os seus primeiros versos, talvez, embaixo de um umbuzeiro, escrevendo-os em papel de embrulho, que no passado teve diversas finalidades, sendo sempre exposto nos balcões das bodegas de ontem, com um peso em cima, na vida do interior.

Hoje essas bodegas, com visual transformado, amadurecido e enriquecido, têm o nome de supermercado, mas não tem o fiado anotado em caderneta, para receber no dia do pagamento, quando a fábrica pagar. Sim, Pesqueira tinha indústrias. Ah, Pesqueira!

Um dos melhores depoimentos sobre Sinésio foi dado por Ronildo Maia Leite, na orelha do seu livro “A Ressurreição dos Sonhos” – (Recife – 1993). Disse o saudoso Ronildo:

Ele foi logo entrando e me disse ter começado poeta para depois virar repórter, jornalista. Duvido, respondi na bucha.

Eu chefiava a redação de O GLOBO no Norte/Nordeste quando o rapaz me procurou. Fazia pouco tempo, chegava ele dos cafundós, de onde? Perguntei: lá de Pesqueira. Embaixo do solene sovaco, a cara mais lisa do mundo, pois imberbe o era ainda, um tal de Raízes que cortam a terra, coletânea de versos de menino, 16 anos incompletos.

Sou poeta, repetiu. Preciso de reporte, retruquei. E dei-lhe um esporro, tome jeito, rapaz. Aí, ele destravou o outro sovaco e puxou Desejo de Viver. Mais poemas, poemas, poemas publicados aos 18 anos. Tá vendo? Insistiu… Tô, sim, mas…

Então, fiquei sabendo. Rimando amor, natureza e vida, fez vestibular pra jornalismo, na Universidade Católica de Pernambuco. Passou. Terminou. Sentou praça no Jornal do Commercio. Tá vendo? Legal, camarada. Ele sorriu. Durante alguns anos trabalhamos juntos no Globo – enrugado no batente, este veterano repórter passou a comandar o jovem poeta com tesão de jornalista.

Desembestou o repórter. Além do jornal carioca, assessoria de imprensa, pequenos veículos impressos, jornalões, releases – as sagrada malocas onde se põem em ordem as agonias do mundo. Chegou a ser quase Secretário de Estado. Vejam só um quase secretário de imprensa, adjunto que foi dessa pasta no governo de Pernambuco.

Cheguei a pensar ter assassinado o versista para ajudar o noticiador. Gozava com sua cara. Então, como está, meu poeta da notícia?

Ele sorria com a serenidade dos convictos.

Ele que agora repórter me chegava trazendo-se a si próprio como a um sonho. Veja isso aí, me faça o favor, sete anos depois de novo ele me disse. Originais do terceiro livro de poemas. Seria, esse doer de alma, a notícia de um vício?

Cabrinha chato da peste, eis o que sou. O que seria do poeta, do escritor, do cronista, romancista, historiador, seja o que seja, neles não existisse o repórter, camaradas?

(…)

Por que então, pretender o jornalismo sem a fraqueza e a força do poema, uma notícia da alma? Por que se achar, somente no repórter, o veículo de uma sociedade ímpia? E no poeta apenas o versista de esperança e desespero?

(…)

Este “A Ressurreição dos Sonhos” é a mais recente informação de que este cronista esteve errado quando recebeu a Carlos Sinésio como a um menino poeta e só. A sua coletânea de novos poemas é um jornal com notícias de vida, da consciência da fragilidade masculina, de viagens além daqui, de terras de homens, de lugares. De prazer, de flores, de carnes e gestos, de amor, de paixão e de morte. Da catingueira, dos animais, do sol, da fonte, da serra e dos agrestinos. De uma vida que se sentou na copa de um jacarandá. De conversas com flores e passarinhos.

E até de ideologias versejadas como essa: “Amontoado de palavras… pedaços vermelhos… o coração nunca foi comunista”.

Arre égua, camaradas (Ronildo Maias Leite)

A CASA DA RAPADURA E O BLOG DE SINÉSIO…

Sinésio, buscando reviver a sua infância e adolescência, sentir as raízes da terra, em 2008 volta à Pesqueira, sua terra natal, melhor, nossa terra natal, dos “araújos” pelo quais nos irmanamos pelos laços sanguíneos ou pela “seiva da terra”, como diria o saudoso pesqueirense Potyguar Matos.

Na sua volta à Pesqueira, como se nunca mais fosse sair daqui, comprou um pequeno sítio pras banda da estrada de Alagoinha. Era, segundo ele, para sentir o cheiro da terra, convier com a natureza. Em seguida, abriu a CASA DA RAPADURA, centrando-a na Rua Araújo Maciel, no bairro popular de São Sebastião.

A Rapadura, comida de pobre no dizer do amigo Zé Coquita, pois que estraga os dentes, não só é um alimento feito à base de cana-de-açúcar, como virou cultura no Nordeste. Se em Aquiraz, Ceará, existe o Museu da Rapadura, também, em Areia, Paraíba, criado por intelectuais sua da Universidade Federal, por que em Pesqueira não poderia existir A CASA DA RAPADURA, criada por um jornalista, como um desafio poético? Até porque a rapadura é poesia.

Vejam caríssimos leitores de Canetadas, a rapadura em forma de poema, de Maria Graça Campos, publicado em seu blog “Arte e Vida”, postado em 16/08/2010:

Caldo de cana no fogo

Mexido no tacho
Vira melaço

Poesia ao pé do ouvido

Pedaços de rapadura
No céu da boca!

Rapadura e poesia

Duas doçuras
Rima pura!

É que na verdade há um vasto caminho poético sobre a rapadura. Se o jornalista não pode vendê-la, o poeta pode! Sinésio sabe disso. É como jornalista sem jornal, não existe! Mas poeta existe. Criou, então, a CASA DA RAPADURA, que vendia a própria de si e seus derivados, também, Nêgo Bom e os doces caseiros de goiaba, mamão, leite, jaca, umbu, muitos deles misturados meio a meio, goiaba com leite, leite com ameixas, dando assim um visual diferente, todos saborosos.

Esses doces, após o fechamento do parque industrial do tomate e do doce em nossa terra Pesqueira, são feitos em pequenas indústrias caseiras, lembrando até mesmo o iniciou a fabricação do doce marca Peixe, primeiro em tachos de quintal, mexidos sob a supervisão de dona Maria da Conceição Cavalcanti de Britto, ou simplesmente dona Yayá, isso pelos idos de 1898, depois com Carlos de Britto, 1904, com a produção já industrializada através de modernas máquinas vindas da Europa.

Sinésio fazia assim a notícia da Rapadura, ou raspadura em sua variação. Cumpria o seu papel de repórter, noticiando a rapadura em conversa com as pessoas, dando e recebendo notícias, tal e qual o boca a boca da divulgação dos candidatos, em tempo de eleição. Isso tudo sem usar a tinta dos jornais, as máquinas de impressão, estando livre, totalmente livre, sem se preocupar com um furo jornalístico, ou ter que divulgar uma notícia do governador, do prefeito, do Tribunal de Justiça, por onde andou como jornalista.

A Casa da Rapadura era a sua redação. Dali nasceu o Blog de Sinésio, talvez o blog mais respeitado da região, porque de Pesqueira foi o melhor, isso tudo sem perder a veia poética, até porque poeta não entra de férias, não sucumbe nunca, ou sem perder a outra veia, a do jornalismo puro, verdadeiro. O jornalismo é a notícia, e a notícia é a vida do repórter, ou como no dizer de Ronildo Maia Leite:

“Por que então, pretender o jornalismo sem a fraqueza e a força do poema, uma notícia da alma? Por que se achar, somente no repórter, o veículo de uma sociedade ímpia? E no poeta apenas o versista de esperança e desespero?”

Poeta e jornalista Sinésio, ainda na sua juventude, aos 47 anos de idade, alcança mais um degrau da fama, para uns, para si próprio o degrau do compromisso com a notícia, com a verdade, esposado com o caráter do cidadão, cujas raízes nasceram na sua terra Pesqueira, na sensibilidade da poesia, na humildade do saber subir e descer esses mesmos degraus.

Gilvandro Filho, seu antecessor na Secretaria de Comunicação do Cabo de Santo Agostinho, no Facebook, sobre Sinésio, asseverou:

Com muita alegria, eu parabenizo o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado Da Farmácia, pela escolha do jornalista Carlos Sinésio De Araújo Cavalcanti para o cargo de Secretário de Comunicação, cargo que já vem exercendo no governo de Lula Cabral.
Profissional do mais alto nível, com passagem pela mídia local e nacional, Sinésio é, além de tudo, gente da melhor qualidade. Tive o grande privilégio de contar com a sua competência, dedicação e lealdade no período em que fui secretário e ele, meu assessor especial. Assumiu a secretaria quando eu vim (voltei) para o JC e vem dando aula de talento e profissionalismo.

É querido pelos colegas e respeitado por todos, dou meu testemunho com total segurança. Não poderia ter havido escolha mais justa e mais feliz.

Daqui de Pesqueira a homenagem de Canetadas. Digo mais: foi feliz o prefeito Vado da Farmácia, do Cabo de Santo Agostinho, que toma posse a 1º de janeiro, pois ao contratar o jornalista, ganhou o poeta.

Em homenagem ao Carlos Sinésio, meu querido primo, amigo e conterrâneo a homenagem da sua terra Pesqueira, e em nome dos seus amigos cito o Arlindo Gomes, que certa vez disse:

“Não entendo como a prefeitura de Pesqueira não chamou o Sinésio para o seu Departamento de Imprensa. Carlos Sinésio é um talento, raro talento”.

Eu também acho meu caro amigo Arlindo Gomes. Eu, também, nunca entendi. Ah, Pesqueira!

Vai aí METAMORFOSE, um poema de Sinésio (Página 10, do seu livro “A Ressurreição dos Sonhos” – Edição do Autor: Recife/1993):

Metamorfose

O querer das coisas

Transforma o homem:
Às vezes bom,
Às vezes mau.
Ou mesmo não transforma
Em nada além
Do que era Antes
Da busca da transformação.

Jurandir Carmelo.

 

Jurandir Carmelo: (pesqueirense, jornalista e advogado).

ECONOMIA PERNAMBUCO – Além da Montadora de Veículos a FIAT vai Construir uma Fábrica de Motores.*

Fiat amplia investimentos no estado com

instalação de fábrica de motores em Goiana

Solenidade de Assinatura   da nova planta da FIAT em Pernambuco.

Solenidade de Assinatura da nova planta da FIAT em Pernambuco.

 

Pernambuco ganha mais uma planta da Fiat e confirma Goiana como Polo Automotivo do Nordeste. Nesta quarta-feira (26/12), o governador Eduardo Campos e o Presidente da Fiat/Chrysler América Latina, Cledorvino Belini, anunciaram a instalação de uma fábrica de motores na região. A solenidade aconteceu na Sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções.

A nova planta está orçada em R$ 500 milhões e será construída numa área de 50 mil m2, gerando 550 postos de trabalho, com capacidade de produção de 150 mil unidades por ano de uma nova série de motores de última geração. “Consolida aqui um empreendimento que vai marcar a história da indústria pernambucana e aponta para tudo que precisamos em 2013: mais e mais decisões como essa que vão animar a economia para ganharmos o ano com mais investimentos”, disse Eduardo.

Para Belini, o ato é representa “a boa nova de inclusão de uma moderna fábrica de motores que a Fiat implanta no polo automotivo de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Estamos dando em conjunto passos importantes no processo de reindustrialização do Estado, adensando a cadeia produtiva regional”, afirmou, lembrando que a fábrica deve funcionar em 2015, depois da fábrica de automóveis entrar em operação.

Eduardo com o presidente da FIAT Cledorvino Belini.

Eduardo com o presidente da FIAT Cledorvino Belini.

Com o anúncio desta quarta-feira, chega a R$ 6,7 bilhões o total de investimento da montadora em Pernambuco. São R$ 4 bilhões da primeira planta, R$ 2,2 em desenvolvimento de novos produtos e pesquisa, e R$ 500 milhões da fábrica de motores. “Serão equipamentos de nova geração ainda não existentes no mundo e que atenderão as exigências de eficiência energéticas previstas”, explicou Cledorvino Belini.

Além de recursos próprios, a Fiat conta com financiada por distintas instituições e fontes, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil/FDNE (Sudene), Banco do Nordeste do Brasil/ Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Para o governador, o projeto só existe graças um “diálogo federativo” e ao papel da União. “Agradeço à presidenta Dilma em nome dos pernambucanos por colocar de pé um empreendimento que dá outra dimensão a tudo que estamos fazendo e vai animar outros sistemistas, fornecedores da Fiat, a tomar, ainda este ano, a mesma decisão”, ressaltou Eduardo.

*Fonte: Portal do Governo PE.

Crônica: Brasil e Pernambuco. Exemplos e Perspectivas – Por Sebastião Gomes Fernandes.*

O BRASIL E PERNAMBUCO FAZEM HISTÓRIA EM 2012

 

 

Estamos chegando ao final de mais um ano. O Brasil fez história de grande repercussão na vida pública e de renovação da esperança em dias melhores que seu povo tanto almeja! A nossa história não tem registro de decisões judiciais de tamanha solidez e envergadura que nos foi dada por bravos juristas da nossa corte maior! Os corruptos, os sem brio e sem moral, sugadores do erário público receberam com justiça o que plantaram – cadeia e perda de mandatos. Este o resultado final. É evidente que uma outra classe de gestores que fizeram parte da quadrilha também receberam o que lhes couberam.

Sabemos que não são, nem serão os últimos dos enfrentamentos que a nossa egrégia justiça tenha pela frente! Vivemos em um País em que viver e praticar atos desabonadores e de consequências prejudiciais à nação nunca foram levados em consideração, ao contrário, foram sempre deixados para segundo plano!… Todavia algumas pessoas de índole e de moral e ética elevada sempre se preocuparam com tais descasos! Até que surge um procurador da república abnegado e cônscio do seu dever e respaldado em processos e apoio popular entende que é hora de exercer sua função, e segue os trâmites legais a fim de por ordem aos desmandos praticados descaradamente por aproveitadores e usurpadores do dinheiro do povo! Faz chegar ao pode judiciário a denúncia formalizada.

De posse da referida denúncia a mais alta corte judiciária do País composta por juristas de garbo, comprometidos com a função que exercem e com a operacionalidade da justiça a todo custo agem com denodo e competência. Com algumas reservas a nação agradece e se rejubila com estes iluminados juristas que compõem a insigne justiça brasileira!

Tais fatos, cada vez mais se tornam corriqueiros e até nos surpreendem e então perguntamos, por que isso acontece? Porque os envolvidos nada mais são do que os que estão e/ ou estiveram no comando do País. São esse os nossos representantes políticos, com exceções, desde os comandantes de partidos políticos a vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e senadores. Gestores em funções ministeriais e secretarias, diretorias, empresários etc que enojaram e enojam a imagem do Brasil aos olhos do mundo!

Cabe aos homens e mulheres de bem deste País, exaltarem e agradecerem com honrarias a estes aguerridos defensores da lei que souberam honrar e dignificar suas funções de justiceiros, conhecedores da lei e de defensores dos direitos humanos.

Este é um fato histórico que ficará gravado e servirá de estímulo e arquétipo para as novas gerações de juristas que venham amanhã ou depois ocupar tão importantes e dignas funções.
A complexidade dos fatos deste referendo fundamentada na força de um ato jurídico vem a coroar nossa magistratura por tão honroso feito! Mostra ainda ao povo brasileiro que a justiça é sem dúvida o caminho para a segurança e a normalidade democrática, econômica, social e fraterna de um povo que quer viver em paz e harmonia. Que acredita no trabalho, na moral e na ética como convivência e que desta forma chegar-se-á a um País, com base econômica e social plena. Um País que cresce e se desenvolve fundamentado no princípio da fraternidade, da honradez e da justiça. Que quer ver seu povo progredindo sempre e feliz.

Aos nossos corajosos juristas que nos presentearam com um fim de ano onde o que prevaleceu foi na verdade a justiça. Não o lobby.

Pernambuco fez e faz história tendo como fundamentação a sua solidez econômica e que sem dúvida melhora o bem-estar social do seu povo. Mesmo que em doses modestas, mas com resultados satisfatórios. Dentre os Estados do Nordeste foi o que mais recebeu projetos de investimentos e que se encontram em execução.

Vejamos os projetos:

1. REFINARIA DE ABREU E LIMA – investimento de R$ 232,1 bilhões da Petrobrás com a Venezuela PDSVA terá capacidade para processar 230 mil barris por dia. A obra deve terminar em 2014.

2. POLO-PETROQUÍMICO SUAPE – Investimento de R$ 3,7 bilhões produzirá polímeros com derivados gerados pela refinaria Abreu e Lima. A previsão é que viabilize a formação de uma nova cadeia têxtil no Nordeste.

3. ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL – Maior estaleiro do hemisfério Sul, com capacidade de processar 160 mil toneladas de aço por ano, tem uma carteira de pedidos de R$ 8,1 bilhões.

4. TRANSNORDESTINA – Com 1.728 km, a ferrovia vai ligar Suape ao Porto de Pecém (CE). O investimento de R$ 1,3 bilhão será importante conexão do litoral com o sertão nordestino.

5. TRANSPOSIÇÃO – A Obra do Rio São Francisco levará as águas a 63 cidades do agreste. O projeto é uma parceria do governo estadual com a União.

6. SIDERÚRGICA SUAPE – O complexo ganhará uma siderurgia para laminação de aços planos, o primeiro projeto do tipo na região Nordeste. A obra prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão.

7. FIAT – A montadora iniciará a formação de um pólo automotivo no Nordeste. Investirá R$ 3 bilhões na nova fábrica em Suape, onde deve produzir 200 mil veículos por ano a partir de 2014.
Estes são sem dúvidas os impulsionadores do crescimento econômico de Pernambuco.

Segundo RAFAEL BARROS JUNIOR (Sócio – Diretor da Barros & Barros e da Barros Pesquisa) os números de Pernambuco têm demonstrado vigor nos últimos anos. O PIB pernambucano demonstra vigor e o combustível é sem dúvida o Complexo Industrial e Portuário de Suape. Em 2010, o PIB estadual foi de R$ 87 bilhões – expansão de 18,78% num só ano.

A forte expansão econômica elevou a renda per capita do Estado a quase R$ 10 mil, acima da média do Nordeste, de R$ 7.488, mas ainda inferior à renda nacional, de R$ 19.990. Hoje, a receita de Pernambuco é de R$ 14 bilhões, impulsionada pela arrecadação de ICMS que cresceu 18,2% em 2010.

Face aos dados acima expostos os estudiosos da economia preveem que Pernambuco terá uma expectativa para 2013 de crescimento e que não sofra descontinuidade.

Esperamos que apesar de estarmos sofrendo com uma das maiores seca dos últimos 40 anos, o nordestino que antes de tudo é um forte, encontre forças, coragem, determinação e muita fé para ingressar no novo ano que se aproxima, acreditando que dias melhores virão!…

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

Pesqueira, 26 de dezembro de 2012.

*Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, escritor, poeta e cronista. É presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

PERNAMBUCO-Educação: Governador foi Receber os Alunos do (PGM) PROGRAMA ESTADUAL GANHE O MUNDO.*

Governador recebe alunos da primeira turma

do Programa Ganhe o Mundo

Chegada dos alunos nos Guararapes no dia do Natal.

Chegada dos alunos nos Guararapes no dia do Natal.

 

A efervescência do frevo e do caboclinho em pleno Natal deram o tom do reencontro dos 20 estudantes da rede estadual de ensino que desembarcaram nesta terça-feira (25), no Recife, depois de passarem um período letivo no intercâmbio em Phoenix, nos Estados Unidos. Aguardavam o grupo, no hall do Aeroporto Internacional dos Guararapes, o governador Eduardo Campos e dezenas de familiares dos jovens, com faixas, apitos e muita saudade.

Os alunos, que estavam desde agosto em terras americanas, foram contemplados com intercâmbio patrocinado pelo Programa Estadual Ganhe o Mundo (PGM), que só este ano levou os 552 estudantes com melhores notas no curso intensivo de língua inglesa oferecido pela Secretaria de Educação, para fazer intercâmbio nos Estados Unidos e no Canadá. Além desse desembarque, outros oito já estão agendados até o fim de janeiro de 2013. O próximo está programado para o dia 1º de janeiro. A expectativa é que nesse período 124 alunos estejam de volta a Pernambuco.

O governador, que esteve no embarque do grupo para os Estados Unidos, fez também questão de recebê-los para agradecer o exemplo e parabenizá-los pela coragem. “Não é singelo o que eles viveram. Muitos saíram de realidades completamente diferentes, enfrentaram uma barra e não desistiram. Venceram a saudade e o medo, mas não se entregaram. Completaram uma etapa importante da sua formação”, destacou.

LEIA A ÍNTEGRA:

Governador recebe alunos da primeira turma do Programa Ganhe o Mundo

*Fonte: Portal GovernoPE>

MEIO AMBIENTE – Biólogo prevê que o Rio São Francisco pode “ser extinto”…*

São Francisco pode ser extinto, diz biólogo

Rio São Francisco - A Rio da Unidade Nacional.

Rio São Francisco – A Rio da Unidade Nacional.

 

Após quatro anos de monitoramento do rio e das obras de transposição de parte das águas do São Francisco, o biólogo José Alves Siqueira, 41, e outros 99 pesquisadores alertam: o rio está em processo de “extinção inexorável”.

"Catastrófico" Biólogo José Alves de Siqueira da Univasf (Petrolina-PE)

“Catastrófico” Biólogo José Alves de Siqueira da Univasf (Petrolina-PE)

O professor integra a equipe da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), em Petrolina (PE), contratada pelo governo federal para fazer o inventário da flora e da fauna ao longo de todo o trecho da obra.O resultado encontrado no rio e nos 469 quilômetros de canais está no livro “Floras das Caatingas do Rio São Francisco: História Natural e Conservação” (Andrea Jackobsson Estúdio).

Governo afirma que área afetada por transposição será recuperada

Leia os principais trechos da entrevista.

São Francisco pode ser extinto, diz biólogo

* Fonte: FolhaSP / DANIEL CARVALHO

 

CARTA ABERTA AO PREFEITO E VICE-PREFEITO DE SANHARÓ – Por ZéNilson Fernandes.

Aos meus amigos Fernandinho e Artur

(Prefeito e vice-prefeito, respectivamente)

 

 

Antes de tudo quero parabenizá-los pelos importantes cargos que agora estão assumindo e desejar que tenham condições de fazer uma boa administração. Sei que a coisa está difícil, mas nada é impossível. Todavia, pela experiência que tive como administrador público ouso em dar algumas sugestões a Fernandinho.

1 – TRABALHE NO GABINETE DO PREFEITO. (ele foi feito para isto. Sua casa é o abrigo de sua família.)

2 – Faça reuniões periódicas com seu secretariado, peça explicações, examine projetos, aceite sugestões, cobre resultados e exerça sua autoridade.

3 – Atenda aos vereadores e se houver necessidade vá até a câmara defender os interesses da municipalidade.

4 – Marque um dia da semana (ou mais) para atender o povo. Sempre em seu gabinete, sem esquecer visitas regulares as comunidades.

5 – Consulte sempre a população quando você quiser implantar um projeto. Lembre-se que você foi “eleito pelo povo, para o povo e em nome dele deverá exercer o seu cargo”

6 – Não queira resolver tudo pessoalmente, pois você não vai conseguir, para isso, existe o secretariado. Delegue competência e determine prazos. Eles não vão ficar chateados, pelo contrário, vão se sentir valorizados.

7 – Só admita se você, quando houver necessidade, puder demitir

8 – Consulte e peça pareceres a pessoas especializadas, quando o caso exigir. Lembre-se que todos nós temos conhecimentos limitados e, portanto, não devemos querer ser o rei da sabedoria.

9 – Lembre-se que desperdiçar dinheiro público com projetos inacabados ou desestruturados é crime e até desonestidade. Só comece se você puder terminar.

10 – E por último, peço que acabe com aquelas barracas nas imediações dos colégios. Elas são ilegais e imorais e ferem todos os princípios da dignidade humana.

Faço estas sugestões porque acredito e confio em você. Um abraço.

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Sanharó, 26 de dezembro de 2012.

José Nílson de Brito

MENSAGEM – FELIZ NATAL E ANO NOVO DE RENOVAÇÕES – Por Zezé Freire.*

MENSAGEM DE BOAS FESTAS

 

“Se as paixões e os sonhos
não pudessem criar novos tempos
a vida seria um engano.” Autor: Legrand

Acreditar em um novo tempo!
Para construí-lo, primeiro sonhar!
No sonho ele vai tomando a forma do que um dia será real.
Eu acreditei e acredito nisto !
Convido-a (o) neste final de ano a fortalecer sua lista de sonhos; quem sabe resgatar alguns julgados perdidos?..

A você que compartilhou em 2012 dos meus momentos especiais – bons ou difíceis – a minha gratidão embalada em um forte abraço.

Natal de Fé e Paz!
Ano Novo de Renovações!

Zezé-Freire-e-mãe

 

Pesqueira, 24 de Dezembro de 2012

Leninho e Zezé Freire.