Daily Archives: 3 de janeiro de 2013

ECONOMIA MUNDIAL – O que se Projeta para os próximos 05 Anos*

As dez “tendências globais” dos próximos cinco anos

Para Euromonitor, marcas chinesas querem disputar mercado com marcas internacionais.

Para Euromonitor, marcas chinesas querem disputar mercado com marcas internacionais.(AFP)

 

O mundo dos próximos anos deve ser mais interconectado, de população mais velha e urbana, e com uma classe média mais forte nos países emergentes.
Mas também será um mundo de jovens desiludidos, de incertezas econômicas, crescente disparidade de renda e sob sérios desafios climáticos.

Favela brasileira; desigualdade caiu no país, mas cresceu em vários lugares do mundo, diz relatório.

Favela brasileira; desigualdade caiu no país, mas cresceu em vários lugares do mundo, diz relatório.

 

Essas são algumas das tendências previstas pela empresa de pesquisas Euromonitor International, autora de um relatório chamado “Dez Macro Tendências para os Próximos Cinco Anos”.

O objetivo do relatório é analisar o futuro dos mercados consumidores.

Confira as projeções:

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA:

As dez ‘tendências globais’ dos próximos cinco anos

*Fonte: BbcBrasil /

Crônica: COMO FOI A MORTE QUE SONHEI – Por Luis Fernando Veríssimo*

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NB

O escritor Luis Fernando Veríssimo esteve hospitalizado por várias semanas e em coma por alguns dias. Recuperando-se, retoma ao que sabe fazer melhor: escrever! “Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência”.

 

O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente.

Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. O fim do sonho seria o meu fim também.

Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos”, etc.

Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga.

O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa.

Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação.

Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido…”

As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava.

Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência.

Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos.

Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto.

Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia.

Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.

No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minhas costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei.

Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.

*Fonte: blogdonoblat

Famílias de Sanharó / AMARO CALADO – Por Leonides Caraciolo.

AMARO CALADO

 1ª casa do distrito Mulungu.(Fica ao lado da Capela)(1ª casa do distrito Mulungo)

 

Amaro Calado, agricultor, e Salustiana (Calú) de Oliveira Calado, ambos nascidos no distrito de Mulungu, no começo do século XX, foram os avós do autor destas notas.

– Salustiana casou duas vezes, a primeira com Benício Calado, deixando a sucessão:

F1 – Herculina, casada duas vezes, a primeira vez com Amaro Francisco da Silva e segunda vez com Luís Honório Filho

F2 – Olindina, casada com Evaristo Pereira Barbosa

F3 – Juveniana (Viana), casada com João Ferreira
Calado.

Dona Calú, em segundas núpcias, casou com Amaro Calado, primo ou irmão do primeiro marido. Os filhos de dona Calú, todos nascidos em Mulungu, migraram para Arcoverde quando esta cidade estava em franco desenvolvimento por ser ponto terminal da linha férrea da central de Pernambuco, a Great Western.

Viúva, dona Calú passou a residir na cidade de Sanharó, em uma casa ao lado da Igreja Matriz, onde hoje reside José Espíndola Bezerra (Zé Preto). No quintal da casa havia um frondoso pé de umbu, que na safra fazia a alegria da garotada, inclusive de seu neto, autor destas notas.

Sucessão de Amaro Calado com dona Calú:

F4 – – José de Oliveira Calado, comerciante de autopeças e automóvel em Arcoverde (Concessionária Ford).

F5– Pedro de Oliveira Calado, comerciante de autopeças em Arcoverde.

F6 – Antônio de Oliveira Calado, primeiramente comerciante em Arcoverde e depois no Recife no ramo de secos e molhados , casou com Inês Peixe, filha de Francisco Batista Peixe (seu Peixe), o primeiro industrial de Sanharó, com “fábrica de gelo, fábrica de produção de tacha de cobre para fabrico de queijos e doces, alambiques, máquina para matar formiga”.

F7 – Argemiro de Oliveira Calado, comerciante em Sanharó, casado com Rosinha Lins, filha de Antônio Victor Alves Filho e Maria José Leite.

F8 – Adelaide de Oliveira Lyra, casada com Leonel Lyra, de Nazaré da Mata, Subprefeito de Arcoverde em 1947, e seu filho Murilo de Oliveira Lyra Prefeito Eleito de Arcoverde em 1955.

F9 – Adélia de Oliveira Alves, casada com Tomás Alves, de Belo Jardim,

F10– Aurora de Oliveira Silva, casada com Pedro Gomes da Silva, comerciário do Recife.

Maria Oliveira Caraciolo. (casada com Seulau e mão do autor)

Maria Oliveira Caraciolo. (casada com Seulau e mãe do autor)*

F11 – Maria de Oliveira Caraciolo ( veja foto abaixo), casada com Laurentino Ventura Caraciolo, Seulau,  pais do autor destas notas.

 

* – Maria de Oliveira Caraciolo viveu para o trabalho e a educação dos filhos, incentivou o autor destas notas para a realização do seu destino. (Leonides Caraciolo)