Daily Archives: 8 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO: Cursos de Graduação são Julgados Insatisfatórios pelo MEC*

 

MEC divulga nova lista de cursos do

ensino superior com nota ruim no CPC

 

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) publicou na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União lista com 38 cursos de graduação com resultado insatisfatório no Conceito Preliminar de Cursos (CPC) de 2011. Esse conceito avalia o rendimento dos alunos, a infraestrutura e a equipe de profissionais de educação.

Os 38 cursos estão espalhados por 21 instituições de ensino, entre institutos federais de educação, centros universitários e universidades federais. Essa é a primeira vez que os cursos apresentam nota ruim e agora ficam sujeitos a medidas de regulação e supervisão para melhorar a avaliação. Também há perda de autonomia de ações, como a ampliação do número de vagas.

Todos os cursos da lista tiveram conceito inferior a 2 no CPC relativo a 2011. Para os cursos com conceito inferior a 3, o MEC estabelece exigências como assinatura de um plano de melhorias com medidas a serem tomadas a curto e a médio prazo. O CPC concede notas de 1 a 5.

Em 60 dias, os cursos mal-avaliados devem passar por reestruturação no corpo docente com ações como investimento em qualificação e dedicação integral dos docentes. Em 180 dias, deve ser feita a readequação da infraestrutura e do projeto pedagógico.

O plano de melhoria é acompanhado por uma comissão de avaliação que fará relatórios bimestrais sobre a evolução das correções determinadas pelo MEC. Caso as medidas não sejam cumpridas, será instaurado processo administrativo que pode resultar no fechamento do curso. Além disso, os cursos e instituições com conceito inferior a 3 ficam automaticamente impedidos de oferecer o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

LEIA A LISTA COMPLETA:

a lista com os 38 cursos superiores

MEC divulga nova lista de cursos do ensino superior com nota ruim no CPC

*Fonte; Agência Brasil

VESTIBULAR DA UFPE: site Desafia e Estimula Feras*

Site desafia os feras da UFPE

 

PREPARAÇÃO A menos de uma semana para a 2ª fase, os candidatos podem treinar pela internet, acessando o Plantão Fera PE 2013

Falta somente uma semana para a segunda fase do processo seletivo da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE) 2013, que será realizada nos dias 13 e 14 deste mês. Até lá, os 42.093 estudantes inscritos nos 96 cursos oferecidos pela instituição contam com plataforma eletrônica para a resolução de questões cujos temas podem ser abordados nos testes deste ano.

O Plantão Fera PE 2013, disponível desde a última sexta, é gratuito. Para participar da atividade, o jovem precisa entrar no endereço eletrônico (www.archimedes.com.br/estudos/seepe) e efetuar cadastro com seus dados pessoais, município e nome da escola em que está matriculado. Após o cadastro, o fera estará apto para navegar pelo site que disponibiliza 2,5 mil questões de 32 bancas organizadoras de todo o Brasil. No ambiente virtual, estão disponíveis dez disciplinas (língua portuguesa, biologia, física, história, literatura, matemática, língua espanhola, geografia, língua inglesa e química).

De acordo com o professor de História do Colégio Motivo, Rodrigo Pessoa, os quatro principais temas de conhecimentos gerais que podem cair nas provas da segunda fase são a seca no Nordeste, ditadura militar no Brasil, conflitos no Oriente Médio e a Crise de 1929.“Conjecturamos questão com composição do Luiz Gonzaga por causa do recente centenário de nascimento dele. A partir dela, certamente seria abordado o problema social da seca no Nordeste. Já a ditadura militar no Brasil é um tema clássico, ainda mais com o estabelecimento da comissão da verdade, que tem a missão de investigar violações de direitos humanos cometidas pelo Estado durante o período”.

O professor comenta, ainda, que a onda de protestos que se espalhou pelo Oriente Médio e Norte da África, no fim de 2010, seria uma boa surpresa. “Nos últimos anos, tem aparecido pouco. No entanto, foram derrubados quatro ditadores em um ano e milhares de pessoas morreram no processo. Pode ser que apareça agora”.

Para Rodrigo Pessoa, a Crise de 1929, nos Estados Unidos, talvez seja abordada em associação a que ocorre nos dias atuais, nos EUA ou na Europa.

No site, para cada matéria, é possível resolver questões de múltipla escolha ou simulados. As disciplinas que são oferecidas pelas universidades públicas têm, em suas respostas, comentários oficiais dos profissionais da comissão do processo seletivo. Além disso, no ambiente, os alunos ainda podem formar grupos de estudos em disciplinas específicas para trocar ideia com feras de todo o estado. Tudo poderá ser compartilhado nas redes sociais.

O endereço estará disponível na rede, para os jovens, até o início da segunda fase do vestibular da UFPE. Para usar a ferramenta, os alunos podem utilizar os tablets entregues, em 2012, aos estudantes dos 2º e 3º

*Fonte: JC/domingo

BRASIL: A OBRA DA TRANSPOSIÇÃO AO INVÉS DE CRESCER, DIMINUIU*

O curioso caso da obra da transposição

 

INFRAESTRUTURA A megaobra ganhou um ano a mais de vida, porém fechou 2012 ainda mais distante de seu final: seu percentual de execução física, em vez de crescer, diminuiu.

Trechos completamente abandonados. De fartura, só conversas...

Trechos completamente abandonados. De fartura, só conversas…

 

As obras de transposição do Rio São Francisco fecharam 2012 em uma situação peculiar. A obra que poderia estar aliviando os efeitos da seca para milhões de pessoas, em vez de avançar, encolheu – ao menos percentualmente. É como no filme O curioso caso de Benjamin Button, onde o protagonista fica mais velho na idade, porém seu corpo passa por um processo inverso, de rejuvenescimento até desaparecer. No caso da transposição, as obras ganharam um ano a mais de vida, mas fisicamente ficaram mais distantes de seu final: elas terminaram 2011 com 58% de execução e ao final de 2012 tinham bem menos, 43%.

O motivo para o “encolhimento” na obra foi uma grande revisão do projeto, iniciado no governo Lula sem o nível de detalhamento adequado. Após a transposição acumular graves problemas, apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o governo Dilma Rousseff concluiu que era preciso aumentar o volume de obras para concluir, de fato, a construção. Como será preciso fazer mais obras, o que já está pronto agora representa uma menor parte do todo.

O projeto foi pensado pela primeira vez no Brasil Império, mas só começou a sair do papel em 2007. Ele é composto por dois canais, o Eixo Norte e Leste, um total de 713 quilômetros de extensão. A ideia é retirar água do São Francisco e distribuir no Semiárido do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

A transposição teve no primeiro ano do governo Dilma Rousseff seu pior ano:foram desembolsados R$ 600 milhões na obra, com um avanço físico de apenas 5%. Foi quando, no auge dos problemas do megaprojeto, nove dos 14 lotes com empreiteiras pararam.
As paralisações ocorreram porque as empresas, pressionadas para acelerar as obras em 2010, ano de eleições à Presidência da República, em 2011 resolveram cobrar a fatura – reajustes até maiores do que o limite de 25% permitido pela legislação.

Após renegociações contratuais em todos os lotes, no início de 2012 o ministério passou a anunciar a assinatura de aditivos, todos dentro do teto legal, mas retirando alguns serviços dos pacotes de obras. Em fevereiro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff fez sua primeira visita oficial à obra. Parecia que a transposição ia decolar.

O orçamento em 2007 era de R$ 4,5 bilhões. Após as renegociações, a cifra que já estava em R$ 6,9 bilhões subiu ainda mais, para R$ 8,2 bilhões. Mesmo assim, as empresas voltaram a parar e começaram a rescindir os contratos.

Projeto terá nova revisão em março

O Ministério da Integração Nacional promete lançar até março as últimas licitações da transposição do São Francisco. São os pacotes chamados pelo governo de “saldos remanescentes“:serviços de construção adicionais e também excluídos dos lotes originais da obra. Por causa disso, em março o orçamento da transposição terá uma nova revisão de prazos e de valor total.

O governo federal optou por usar o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), um conjunto de regras para concorrências públicas consideradas mais ágeis do que a tradicional Lei de Licitações. No rito da RDC, os valores de referência das obras não são divulgados até que a disputa chegue ao final.

Quanto aos prazos, oficialmente o governo mantém a conclusão do Eixo Leste em dezembro de 2014 e o Eixo Norte em dezembro de 2015. Mas é muito provável que a transposição seja novamente atrasada.

Quando as obras começaram, em 2007, a previsão era de que o Eixo Leste estivesse pronto em 2010 e o Norte, ano passado. A mudança de prazos ocorreu apenas no primeiro ano do governo Dilma, que de uma vez só admitiu um atraso de quatro anos no cronograma.

Parte dos prazos atuais claramente são inviáveis. Um exemplo são os saldos remanescentes da Meta 1 L, o piloto da transposição no Eixo Leste. Esse pequeno trecho, de 16 quilômetros, deveria estar em funcionamento desde o mês passado, mas o contrato para a execução das obras pendentes ainda será assinado “nos próximos dias”, segundo o governo.

Cada eixo da transposição tem três pacotes de saldos remanescentes e até agora apenas um foi contratado, no Eixo Norte, no último dia 28.

Para a obra ficar mais próxima do fim, falta assinar mais cinco contratos. A questão é saber se a revisão de prazos vai, novamente, fazer a transposição ficar mais velha, porém distante de seu fim.

*Fonte: JC / Giovanni Sandes / gsandes@jc.com.br