Monthly Archives: fevereiro 2013

CANETADAS ON LINE / Odete Andrada Alves – Por Jurandir Carmelo (*)

Professora Odete Andrada Alves.

Professora Odete Andrada Alves.

 

 

Trecho do prefácio do livro “Do âmago da Memória”

Escrito pelo acadêmico Walter Alves Ramalho.

Uma notinha aqui, outra ali, muitas linhas e muitos dias depois, todas elas entrelaçadas pelos personagens comuns ou pelos acontecimentos contemporâneos que lhes dão movimento e colorido, e eis a crônica social gravando, a cada instante que passa, a aventura maior de uma comunidade que vive plenamente, que escolhe os seus caminhos e forja sua cultura.

A morte de dona Odete de Andrada Alves enlutou a família pesqueirense, seus familiares e deixou órfãos corações amigos, como o de dona Zezé França e seu afilhado Aurélio, porque não o de Chico França, que lhe acudiu em pronto momento.

Já havia recebido o livro da escritora Odete de Andrada Alves, lançado no ano de 2003 (Editora Bagaço – Recife / Pernambuco), intitulado “Do Âmago da Memória”. Livro por mim sempre consultado, pois além das anotações de fatos e pessoas de Pesqueira, que retratam pedaços da nossa história da nossa terra, em determinada época, estão inseridas crônicas versando sobre a valoração humana, mostrando caminhos, reabrindo espaços, firmando esperanças. Livro que sempre consultei, nas horas precisas, para uma boa reflexão sobre o Eu, o de dentro de mim, do porque do que vem de dentro da gente que impulsiona as nossas ações nesse mundo exterior, tão cheio de caminhos e descaminhos. Caminhos retilíneos e sinuosos.

Ocorre que um amigo estava precisando de se reencontrar na vida, alguns descaminhos o tiraram da retilínea caminhada. Na sociedade ou no trabalho, ou mesmo na família em que convivia, estavam querendo que Ele não fosse ele, ou seja, que Ele seguisse caminhos indicados pelos outros. É como se me pedissem para que Eu deixasse de ser Eu, como tantas vezes já sugeriram. Fazer o que os outros querem fere a existência da pessoa. Jamais aceitei!

Pediu-me, portanto, o amigo para lhe indicar um livro de alto-ajuda. Ponderei, dizendo-lhe: para ajudar-se a si próprio é preciso conhecer o seu Eu, por dentro. Se não for assim não funciona. Depois é preciso querer mudar o rumo das coisas, da vida entediada daquele instante, das depressões, sobretudo, sociais e familiares. O homem entediado, o homem depressivo, vive com medo, e o medo o remete a mais profunda escuridão.

Disse ao meu interlocutor: Olha amigo o que mais está presente no mercado dos alfarrábios são os tomos de alto-ajuda. Existem centenas deles, milhares deles. Quem sabe, milhões nesse mundo a fora!

Pela beleza de suas expressões, se deles dependesse o caminhar da humanidade, talvez o mundo fosse outro, sem tanta violência, sem desvios de conduta. Seria, quem sabe, um paraíso de bem-aventurança, não esse inferno em que vivemos, vendo o pai matar o filho, a filha matar a mãe e o pai, a bala perdida tirar vida inocente, a torcida de futebol (organizadas ou não) virar espaço de extravasamento de recalques e violências mil, permitindo-nos conviver de forma quase que permanente com um quadro de tão profunda tristeza e de dor.

Mas tenho um livro aqui que não pretendendo ser um livro de alto-ajuda, repassa ao leitor inestimáveis lições que o leva a refletir sobre a vida, a partir do dentro para fora. Do coração e da alma para o mundo exterior das pessoas, levando-as a reflexões que o faz lembrar que Jesus existe. E Jesus é amor, é vida!

Fui à estante e peguei “Do Âmago da Memória”, da escritora Odete de Andrada Alves. Abri o livro na página 27. Estendi-lhe a mão e fiz a entrega do mesmo. Leia com atenção essa crônica escrita no dia 14.09.58, publicada no jornal ERA NOVA – (jornal da Diocese de Pesqueira), intitulada “Conhecer-se a Si Mesmo”, de autoria da professora Odete Marinho de Andrada. Aquela época, ainda solteira, dona Odete usava o sobrenome da mãe e do pai: “Marinho de Andrada”, mais tarde por força do casamento com o mestre Bianor, Odete de Andrada Alves.

O meu interlocutor, encostou-se à cadeira e leu o que estava escrito naquela crônica (transcrição a seguir):

“CONHECER-SE A SI MESMO” (Odete Marinho de Andrada > 14.09.58 – Jornal ERA NOVA)

“Não é difícil um conhecimento de nós mesmos, quando deixamos de ser indulgente com o nosso eu. A tarefa exige um acurado exame de consciência. Se não me conheço é que penso ser a espécie de pessoa que os outros desejariam que eu fosse. Talvez nunca me tenha perguntado se realmente desejo ser aquilo que os outros parecem querer de mim.”

A mentalidade reinante, atualmente, é a de se querer aparecer revestido de uma aparência enganadora, sem, contudo, deixar falar à própria essência. É a vaidade de competição, de ser integrado numa sociedade onde se faz perder a noção do amigo sincero, onde tudo perdeu a finalidade.

O homem foi feito para viver em sociedade.

Que a integre para ser fermento dessa massa heterogênea, dando o seu testemunho para o reajustamento das estruturas sociais mal concebidas.

Sendo outro num meio onde a grita de salvação se faz ecoar, estamos nobilizando o nosso mundo introspectivo, que outra coisa não é senão o conhecimento de nós mesmos.

Seja você mesmo, em qualquer circunstância que se lhe afronte. Aja consoante os ditames de sua consciência, sendo exato no âmbito de suas atividades habituais. E depois, num gesto entusiástico, expresse-se bem alto: O mundo só vai melhorar porque eu vivo, por causa da minha contribuição como verdadeiro cristão – (Jornal Era Nova – Pesqueira, 14.09.1958).

Pois bem, lida a crônica disse-me o interlocutor, com a voz tomada pela emoção, quase que embargada, a caminho de um estágio depressivo. Disse-me mais: É isso que estou procurando. Posso levar este livro? Sim, pode. Conseguirei outro!

Tempos depois, disse-me o amigo: “Tirei cópias xerográficas do livro de dona Odete e repassei a amigos e familiares meus que precisavam de uma ajuda espiritual, humana, materializada tão somente, de forma leve e precisa, do que vem do coração e da alma”.

Relatei esse fato a minha querida e saudosa amiga e sempre professora, dona Odete de Andrada Alves. Pois bem, dias depois Ela veio até a minha casa (no velho bairro do Prado) e trouxe-me um novo exemplar do seu “Do Âmago da Memória”, com a seguinte nota:

Ao amigo Jurandir Carmelo e família, este livro com atenção e amizade, Pesqueira, 27.06.2007.

Ao me fazer a entrega, disse-me: abra na pág. 39. Obra citada. Assim procedi. Há no livro a seguinte anotação: “foram à mesa da comunhão duas das crianças do jornalista Paulo de Oliveira e Sra. Ninfa Araújo Albuquerque. São elas: Paulo Carmelo e Jurandir Carmelo”.

E agora, outro presente. Abra a última página do livro. Assim o fiz. Nela encontrei o santinho de lembrança da primeira comunhão, minha e de Paulo, meu irmão primeiro, com a seguinte anotação.

SALVE 26 DE OUTUBRO DE 1958. “…Só o nome de JESUS, nos dá vida ao coração…”. “Tivemos a sua luz, na primeira comunhão.” Lembrança afetiva dos irmãos Paulo e Jurandir Carmelo Araújo de Oliveira. Ginásio Santa Dorotéia > Pesqueira, 26-10-58.

Sem palavras!

Capa Livro de Odete Andrada Alves  Cópia de Digitalizar0006

Caríssimos leitores de Canetadas.

Essa homenagem, como não poderia ser diferente, vem do tudo que dona Odete escreveu em seu livro, que bem retrata a pessoa exemplar e antes de tudo humana e cristã, que era. Na sua parte preambular, consta:

Do Âmago da Memória

Lembranças as mais sentidas

Testemunhadas pelo íntimo

Essência que se exala

Rememorando o que não se esvaiu

Porque o tempo, na sua magia,

Reconstituiu através do verbo

As memórias que permanecem.

(A autora)

Dona Odete sempre nos saudava com os seus gestos de fina educação e elegância, agasalhados pelo eterno calor que brotava do seu coração e alma. Era uma mulher que vinha de dentro para fora. Tudo nela e dela vinha do coração e da alma, da sua mais profunda essência cristã. Ela se doava às pessoas, compartilhava o bem comum, ajudando sem ver a quem, sem olhar posição social, financeira e/ou econômica. Ela se doava porque se doava, nunca foi o que os outros queriam que ela fosse como bem colocou em seu livro “DO ÂMAGO DA MEMÓRIA” – (pág. 27 – obra citada), crônica acima já citada.

Nascida em Custódia, passou por Amaraji, antes de chegar à Pesqueira, na qual ficou até o último dia 23/02/2013, quando o seu corpo velado na Academia Pesqueirense de Letras e Artes, da qual foi fundadora, membro efetivo, seguiu em cortejo até o Campo Santo, no bairro da Pitanga.

A pág. 245, obra citada, escreveu dona Odete:

Trindade Geográfica

Três cidade para se querer bem,

ao mesmo tempo,

é emoção demais

contida em meu ser,

com toda força afetiva:

uma que me viu nascer – Custódia;

a outra foi berço da infância – Amaraji;

esta completou o ciclo

da minha história de vida – Pesqueira.

O NASCIMENTO. OS AVÓS PATERNOS E MATERNOS; OS PAIS, OS IRMÃOS. OS SOBRINHOS E OUTROS FAMILIARES.

Avós Paternos: Henrique Gomes de Andrada Santos, conhecido por “Seu” Santos e Lídia Guilhermina de Novaes. Avós Maternos: Serapião Domingos de Rezende e Isaura Umbelina Rezende (Dondon).

Odete Marinho de Andrada era filha de José Guilherme de Andrada e Antônia Marinho de Andrada.

SOBRE O PAI: JOSÉ GUILHERME DE ANDRADA nasceu em Floresta – PE, no dia 05.09.1902. Passou a residir em Custódia – PE, no ano de 1922, entrosando-se com o seu irmão Guilherme Ernesto, em atividades comerciais. Casado (08.05.1930) com Antônia Marinho de Rezende, de família ali radicada. Mais tarde Antônia Marinho de Andrada. José Guilherme de Andrada foi nomeado Coletor Estadual de Custódia. Poucos anos depois, em 2ª entrância, exerceu essa função em Amaraji – PE. Transferido para Pesqueira – PE (1ª entrância), em 1944, se fixou com a família até sua morte ocorrida no dia 03.02.1954. É nome de Rua em Pesqueira.

SOBRE A MÃE: ANTÔNIA MARINHO DE ANDRADA Nasceu em Custódia, no dia 28.09.1909. Casada (08.05.1930) com José Guilherme de Andrada, Coletor Estadual em Pesqueira/PE.

Residindo em Pesqueira-PE, para onde o seu marido fora transferido, educou os filhos nos colégios locais, Santa Dorotéia, Cristo Rei e Seminário São José. Após a morte do seu esposo em 03.02.1954, acompanhou os seus filhos para formação superior, em Recife, onde faleceu no dia 15.05.1988. Contemplada “in memoriam” pela Câmara Municipal de Pesqueira, com o seu nome em uma das ruas da cidade.

IRMÃOS E IRMÃS DE ODETE MARINHO DE ANDRADA (ALVES). OUTROS FAMILIARES.

Com exceção de Mário Marinho de Andrada, que nasceu em Pesqueira, os demais irmãos nasceram em Custódia/PE.

TEREZINHA DE ANDRADA CARDOSO (TEREZA). Curso superior de Pedagogia pela UNICAP. Colaborou nos jornais: A Voz de Pesqueira (jornal de Eugênio Chacon), em edições periódicas, Era Nova (jornal da Diocese de Pesqueira), por três anos, com sua coluna “Circulando” e Pesqueira Notícias – (jornal de Chico Neves), em vários números. Prestigiada pela Câmara de Vereadores de Pesqueira, recebeu o título de Cidadania Honorífica, pelos relevantes trabalhos culturais ali prestados. Diretora da Escola de 1º e 2º Grau Fernando Mota, em Recife, aposentada. Foi casada com Ismael Gouveia Cardoso de Morais. São seus filhos:

José Guilherme de Andrada Cardoso, nascido em Pesqueira-PE, engenheiro civil pela UFPE e Lucinéa de Mello, Curso de Direito, exerce a função de Analista Judiciário do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) – 6ª Região. Residência: Recife-PE. Maria Alice de Andrada Cardoso, nascida em Caruaru-PE, pedagoga e funcionária do Departamento de Profissionalização da Cruzada de Ação social (Recife). Filho: Adriano de Andrada Cardoso Alves. Newton de Andrada Cardoso, nascido em Recife-PE, Curso de Direito pela UFPE, exerce a função de Gerente Geral da Financeira Fininvest, em Recife. Casado com Márcia Nóbrega de Andrada. Filhos: Maria Nóbrega de Andrada e Caio Nóbrega de Andrada.

GUILHERME MARINHO DE ANDRADA. Para Pesqueira, simplesmente padre Guilherme. (homem de vasta cultura foi professor do autor de Canetadas, no Ginásio Cristo Rei). De formação filosófica e teológica, com estudos na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália) e, presentemente, professor da Universidade da Paraíba. Casado com Ivanise de Novaes. Seus filhos: Mônica, Pedro, Patrícia e Guilherme, advogado.

OZINALDO MARINHO DE ANDRADA.

Reformado pela PM do Rio de Janeiro como Subtenente. Passou a residir em Pesqueira. Atualmente presta serviços à comunidade local, através da Prefeitura Municipal. Casado com a professora de ensino médio Rozane Maria Freitas Barros de Andrada. Filhos: José Mário e Ana Angélica Freitas Barros de Andrada.

LÍDIA MARIA MARINHO DE ANDRADA.

Grau superior de Assistente Social pela UFPE. Funcionária federal do Centro de Reabilitação Física e Profissional, com uma relevante atividade de reintegração do cliente no mercado de trabalho. Residência: Recife-PE. Sem descendente.

MÁRIO MARINHO DE ANDRADA. Nasceu em Pesqueira, no dia 23.03.1948. Exerceu durante o curto período de vida (26 anos), as funções de advogado. Como homenagem póstuma, prestada pela Câmara de Vereadores, uma das avenidas desta cidade tem o seu nome. Sem descendente.

Nota do autor de Canetadas: Tivemos Mário e Eu, uma infância muito presente na vida de Pesqueira, principalmente na adolescência, mesmo com a diferença de dois anos de idade, o que em determinado momento da vida pesa no “andar da carruagem”. Era com Paulo Carmelo, meu irmão, também nascido em 1948, que ele convivia mais, nas bancas escolares do primário (Grupo Rui Barbosa) e do ginasial (Ginásio Cristo Rei), nos campinhos de futebol (peladas Cristo Rei e Seminário), no futebol de salão (Quadra do Tiro de Guerra), também no futebol amador (Comercial). Entretanto a boemia nos ligou mais do que a Paulo Carmelo, que nunca foi boêmio, principalmente porque começou muito cedo trabalhando (16 anos) no escritório da Fábrica Peixe, sob o enérgico olhar do Dr. Moacyr Britto de Freitas.

Mário tocava bem o seu violão e, juntamente com saudoso Chico Neves (o outro) e Zé Bonga (José Luiz da Silva), entre outros, no Clube dos 50, adentrávamos a madrugada ou varávamos a noite, pelas ruas de Pesqueira, fazendo serenatas (subindo e descendo ladeiras, como o Lira da Tarde) para as namoradas do momento.

Mário, bastante jovem era um verdadeiro cavalheiro, de fina educação, como foram todos os filhos e filhas de dona Toinha e, também, de seu Zé Guilherme, a quem não conhecemos, pois este morreu muito cedo, em 1954, atropelado praticamente na calçada de sua casa, na antiga Rua 15 de Novembro, hoje Dr. Lídio Paraíba.

Mais tarde, a convite do professor Potiguar Matos, trabalhamos juntos no Serviço Social Contra o Mocambo, depois Serviço Social Agamenon Magalhães. Ele jovem advogado dava assistência jurídica ao Departamento de Pessoal, no qual tive a honra a assumir a chefia da pasta.

Em razão das funções que assumíamos, tivemos uma convivência diária. Foi lá no Serviço Social que Mário se sentiu mal pela primeira vez, chegando a desmaiar. Atendido pelo serviço medido interno, lhe foi recomendado descanso e fazer uns exames de saúde. Logo veio a triste notícia: Mário estava com leucemia, forte leucemia, que o levou à morte em tão pouco tempo, na sua tenra idade. Jovem cheio de idealismo, inteligente, o jovem advogado pesqueirense tinha sucesso garantido se a morte não o tivesse levado tão prematuramente.

Não poderia aqui, em Canetadas, quando faço esta homenagem a minha querida professora Odete, deixar de, igualmente, homenagear o Mário Marinho de Andrade. Um amigo do qual, após tantos anos, ainda, sentimos a sua falta, porque como dona Odete, tudo nele e dele vinha do coração e da alma.

ODETE E BIANOR

Dona Odete Marinho de Andrada casou com Bianor Alves da Silva no dia 04 de Janeiro de 1970. Bianor Alves da Silva foi Gerente das Casas José Araújo, em Pesqueira, por 57 anos consecutivos. Seu Bianor recebeu o título de Cidadão Pesqueirense no dia 10.12.1992. Do casamento não resultou filhos, portanto, sem descendentes.

Sobre Bianor Alves da Silva, escreveu a sua amada e autora do livro “Do Âmago da Memória”, pág. 270:

Voce e Eu

A dávida maior

Com que Deus abençoou

Toda a minha vida

É voce, Bianor.

Sua paz e dignidade

Enobrecem os meus sentimentos

E irradiam a alegria no meu constante viver.

Cúmplices dessa felicidade,

Trilhamos unidos,

Vencendo obstáculos

E criando momentos inesquecíveis.

Continuamos

Após 33 anos de convivência,

Mais identificados

E completos.

Obrigada por ter me elegido

E por ser a pessoa que é,

De quem me orgulho

E que reverencio

Com admiração e amor.

ODETE DE ANDRADA ALVES escreveu o padre Expedito Miguel do Nascimento Filho, na primeira orelha do livro “Do Âmago da Memória” – (Editora Bagaço / Recife – 2003).

É como se, de volta ao passado, estivesse eu ainda escrevendo sob o olhar da minha mestra de Admissão ao Ginásio (1961), sempre atenta ao menor deslize literário. Dona Odete fazia-nos trabalhar, com seriedade e constância do começo ao fim da aula. Daí, a primeira grande lição: não desperdiçar o tempo, que é ouro!

Quando a autora rememora nestas páginas, em estilo original, agradável e quase poético, os espaços físicos de sua vida feliz ao lado dos entes queridos, sentimos o pulsar de um coração pleno de amor pela vida e de gratidão.

Suas crônica atraentes, do Era Nova, fazem-nos perceber no talento de Odete Andrada, escritora.

– a filosofa (paixão pela verdade)

– a pedagoga (gosto de ensinar) e a missionária (anseio de evangelizar).

Os temas aí tratados começam por pertinente reflexão do existencial, passando por registro de eventos sociais da época – onde tantos rostos de hoje, marcados pelo tempo, de repente se deparam com os de sua infância ou mocidade – até finalizar por

um breve, mas profundo pensamento de esperança e de otimismo.

ODETE DE ANDRADA ALVES escreveu o professor Osvaldo Bezerra de Oliveira, na segunda orelha do livro “Do âmago da Memória”. (Editora Bagaço / Recife – 2003).

Lendo Do Âmago da Memória, criado e organizado pela mestra Odete Andrada, o leitor não deixa de fazer um retorno do ao tempo. A cidade de Pesqueira escreveu uma bela página da história das comunidades do interior de Pernambuco, no decorrer da segunda metade do século XX, focalizando os fatos marcantes da caminhada dos seus habitantes.

Através do seu livro, presta um inestimável serviço à história dos municípios, ali retratados, perenizando os acontecimentos vivenciados por todos aqueles que protagonizaram a construção da história das nossas cidades. Com sua crônica social, escrita num português castiço e literário, uma boa parte da memória da nossa comunidade é recuperada. Com certeza, muitas outras obras brotarão da mente arguta da nossa acadêmica.

Cultivo, no meu coração, um forte sentimento de gratidão, por ter podido privar da sabedoria desta mulher culta, religiosa e humanista, por onde tem estendido a sua ação benéfica e lúcida. É a contemplação do ontem, mostrando aos seus pósteros a irreversibilidade do quotidiano. (Osvaldo Bezerra de Oliveira – professor).

EMAILS RECEBIDOS SOBRE A MORTE DE DONA ODETE.

WALTER JORGE DE FREITAS noticiando a morte de dona Odete. Junto a Grande Nação Pesqueirense (GNP)

Com tristeza, informo o falecimento da amiga DONA ODETE ANDRADA.

Ela foi encontrada sem vida hoje de manhã e seu corpo foi encaminhado

ao IML – CARUARU – para os procedimentos de praxe.

Por favor, informem aos amigos, pois aqui na padaria, onde estou no momento, a internet é péssima. WALTER.

ISOLDA ASSIS E ROBERTO FARIA repassando a noticia da morte de Dona Odete, e fazendo rápido comentário. Em 23 de fevereiro de 2013. Isolda Assis

Amigos, somente agora foi possível eu repassar esta notícia como Walter me solicitou. Acredito que muitos de nós já estamos cientes desta ida inesperada (para nós), da nossa querida ODETE ANDRADA, para a Casa do Pai.

Foi como viveu: de maneira elegante, serena e com certeza na mesma paz com que sempre se conduziu. Linda existência, linda morte e grande exemplo de vida bem vivida.

Odete, querida, você sempre honrou e honra a Grande Nação Pesqueirense e foi um privilégio ser sua companheira de jornada nestes anos que estivemos juntas neste barco da vida! Para suas irmãs e irmãos nossa solidariedade na dor e na saudade.

Muita LUZ na sua jornada

Isolda, Roberto e família.

ÂNGELA FALCÃO DA ROCHA, ampliando a informação aos pesqueirenses. Hoje, dia 23/02/2013 recebi a notícia do Falecimento de Dona Odete Andrade, Professora da maioria dos pesqueirenses amiga de todas as horas de Tia Nair Falcão. Seu velório será em Pesqueira na sede da Academia de Artes e Letras (no prédio da Antiga Fabrica Rosa) e enterro será amanhã dia 24/02 às 9 horas em Pesqueira.
Grande abraço a todos da família e meus respeitos a Sr. Bianor, seu esposo.

Jurandir Carmelo comunicando a antecipação do sepultamento. Domingo, 24 de Fevereiro de 2013. Por decisão da família o sepultamento de dona ODETE foi antecipado. Assim sendo ocorreu ontem 23/02/2012, pelas cinco horas da tarde. Um bom número de pessoas esteve presente. Diversas foram as saudações à prestigiada professora.

JOSÉ IVO (RIO DE JANEIRO) preocupado a antecipação do enterro. Espero que esta antecipação tenha sido divulgada exaustivamente para permitir o comparecimento das pessoas ao sepultamento, porque sei que Odete sempre prestigiou as famílias, comparecendo ao sepultamento de qualquer pessoa da cidade, logo, mereceria a mesma atenção pelas famílias pesqueirense neste momento de emoção e dor. Abraços > Zé Ivo

FAMÍLIA DE LÍDIO LEAL DE BARROS (Diretor de Produção Cultural da Rádio Difusora de Pesqueira – anos 50/60) comenta a morte de dona Odete. Dona Odete foi um marco de elegância e cultura. Atitude discreta na história da geração que viveu em Pesqueira nas décadas de 50 e 60; lembro-me de Mário com carinho e saudade, lembro-me de Lidia, com admiração e a eles, a certeza do nosso sentimento de pesar, bem como a todos de Pesqueira que com certeza lamentam a perda de uma pessoa tão digna ! Nossos abraços, Johannes Maria Helena e toda a nossa família Belfort Leal de Barros.

PROFESSOR WALTER JORGE DE FREITAS. Em 23/02/2013, escreveu:

Dona Odete, além das qualidades já citadas por vocês, Maria Helena, José Ivo e demais amigos, a solidariedade era uma constante em todas as suas atitudes. Sexta-feira, por volta de oito horas, ao chegar em casa para o café da manhã, escutei Marilita falando ao telefone com uma pessoa. Era Dona Odete querendo falar comigo. Ao iniciarmos a conversa e sem perda de tempo disse que a moça que trabalhava em sua casa havia informado sobre um funeral que havia nas proximidades do Correio e que se tratava de uma pessoa muito querida dela, mas não soube informar o nome. Ela, provavelmente por causa da emoção e sem saber que o funeral era do Sr. Moacir Almeida, imaginou que fosse de uma pessoa bem conhecida cujo nome não vou revelar, mas é nossa colega de SOPOESPES – SOC. DE POETAS ESC. DE PESQUEIRA que também reside ali pertinho e é muito querida dos pesqueirenses. Pediu-me que confirmasse e providenciasse uma homenagem para ela, a companheira e amiga de todos nós. Desfiz o equívoco, ela lamentou pela morte do ilustre filho de Pesqueira e segundo eu soube, passou a tarde no velório e foi ao enterro, já que ela e Anita, eram amigas de longas datas. O presente relato é apenas para mostrar o quanto ela se preocupava com as pessoas que tinham o privilégio de tê-la como amiga. (WALTER)

GLÁUCIA MOTA comenta sobre dona Odete Andrada.

Walter, Odete era tão educada que aguentava as brincadeiras da gente e apenas sorria timidamente. Esclarecendo: Odete estudou o “normal” então resolveu completar o segundo grau entrando no segundo ano do pedagógico exatamente na turma da gente. Ela era reservada, mas não esnobava por saber mais que a gente. Quando ela começou a namorar Bianor aí foi que a gente aperreou e ela só fazia piscar os olhos. Ficamos amigas pra sempre. Glaucia.

LOURDINHA TENÓRIO – LÚ, irmã do professor Aluiz Tenório, comenta sobre a professora Odete Andrada.

Realmente, Odete era tão educada (fina) que as vezes até nos intimidava, muitas vezes queria dizer uma brincadeira e me reprimia em consideração a ela.

Sempre nos tratou com muita alegria e carinho. Só tenho recordações boas dela e vou guardá-las para sempre. Com certeza está num lugar bem privilegiado lá no andar de cima. Um abração para todos. Lú.

DO SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E IMPRENSA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO, PERNAMBUCO, JORNALISTA E PESQUEIRENSE CARLOS SINÉSIO ARAÚJO CAVALCANTI, a seguinte mensagem:

Somente agora tomo conhecimento do falecimento de Dona Odete Andrada, pessoa que sempre admirei e de quem fui seu fã, apesar de não ter sido seu aluno. Notícia triste mesmo. Só nos resta rezar por ela e pedir a Deus que lhe dê (e dará) um bom lugar ao lado dos bons. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. > Carlos Sinésio.

Prezados Leitores de Canetadas.

Fiz questão de colar essas mensagens, que nos foram enviadas no vai e vem de e-mails, aqui em Canetadas, em razão da demonstração de carinho e respeito de tantos – (permanecerá, em profusão, pois morte) para com a saudosa amiga dona Odete Andrada Aves. Outros emails não os publiquei em razão de espaço.

Mas, ao final destas Canetadas, não poderia deixar de transcrever essa linda matéria, que se segue, escrita por dona Odete, quando do Centenário de Pesqueira, também, publicada no seu livro “Do Âmago da Memória” (págs. 262 e 263).

CENTENÁRIA PESQUEIRA

Eu a imagino pequenina. Recém-formada. Embrião e promessa. Deve ter sido assim: uma meninazinha, misto de índia e português. Olhos claros de noite de luar e escorridos negros cabelos de trevas de noite. Deve ter corrido pelas veredas do mato, descalça e livre, simples e feliz. Assim eu a imagino, a Pesqueira que surge.

Depois, tomou ares de sinhazinha, calçou-se e entrelaçou fitas de ouro de sol pelos cabelos de noite. Pôs um leve e belo vestido branco, cheio de rendas de que é rica e dos bordados que vêm criando suas fadas artesãs.

Buscou ver seus domínios e conhecer seus potenciais. Do seio da terra, vê brotarem os vermelhos frutos cujo sangue transforma em alimento e doces. Vê chegar a violenta, alegre e brilhante revolução dos tachos caseiros às chaminés das fábricas. O odor puro dos frutos da terra enche o ar e cria riqueza para a jovem terra que se veste de vestes múltiplas e se cobre de riquezas.

Assim vai caminhando Pesqueira, de descoberta em descoberta, de produção em produção.

Vejo-a, porém, na sua grandeza maior, os numerosos filhos de valor intelectual e técnico a coroam da glória. O surgimento dos seus colégios a irradiarem a mais preciosa dávida: a dos conhecimentos e do pensamento. A força da idéia e da inteligência.

Agora, não é mais necessário imaginá-la. Aí a temos, diante de nós, a nos contar a sua história centenária. Jovem e sofrida. Jovem e realizadora. O século para uma cidade é tanto e tão pouco! Depende do que ela viveu. De tudo quanto criou e realizou seu povo.

Eis o cântico de glorificação a Deus e a mensagem ao homem. Eis a Pesqueira centenária a nos clamar por um esforço cada vez maior, em prol do seu crescimento, do seu progresso. > (Odete de Andrada Alves).

Estimados leitores

ÚLTIMO RECADO PARA DONA ODETE

À minha querida e saudosa professora dona ODETE DE ANDRADA ALVES, pesqueirense por adoção, licenciada em Pedagogia, que exerceu todo o período de magistério em Pesqueira, educando várias gerações e membro integrante da Academia Pesqueirense de Letras e Artes, em nome de todos os seus ex-alunos, mais ainda, em nome da minha terra Pesqueira, a mais efetiva e afetiva homenagem de Canetadas, que lhe teve, ao longo dos anos, como uma especial e ilustre leitora.

Jurandir Carmelo.

Saudades e descanse em paz!

(*) Autor: Jurandir e Gil Carmelo

Sanharó: PREFEITO SE REÚNE COM O CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO E PROMETE AGIR (*)

Prefeitura de Sanharó. Prefeito começa ações prioritárias para socorrer a pecuária do município;

Prefeitura de Sanharó. Prefeito começa ações prioritárias para socorrer a pecuária do município;

 

Paulo,
boa tarde.

Estou enviando a proposta de plano de ação para agropecuária do nosso município, que foi apresentada e debatida em reunião no dia 23/02/2013, com pessoas e entidades que trabalham e vivenciam esse segmento. Vale salientar que foram absorvidas as sugestões pela prefeitura e setor produtivo em sua totalidade, tendo um prazo de (15) quinze dias, para se tornar realidade as ações emergenciais e que os itens de recuperação da agropecuária seriam trabalhados cada um a seu tempo, sendo o matadouro municipal prioridade de ação.

Wilson Avelino sozinho

 

Atenciosamente,

Wilson Avelino – Médico Veterinário e Coordenador do Conselho.

 

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A SECRETARIA DE AGRICULTURA DO MUNICÍPIO  DE SANHARÓ

 

 

                  I.            AÇÕES EMERGENCIAIS:

 

1)      Disponibilizar veículos em número suficiente (no mínimo cinco) para transportar milho, cana de açúcar, bagaço de cana, palma, cevada e outros alimentos para o rebanho, que venham amenizar os efeitos da estiagem.

2)      Disponibilizar carros pipas em número suficiente para abastecer os reservatórios de água existentes nas propriedades rurais, que servem de bebedouros para animais.

3)      Combater a praga cochonilha do carmim, inseto que vem dizimando a palma forrageira com palestras localizadas (por sítios), programas de rádios, dia de campo e etc.,  para o produtor se esclarecer em seu enfrentamento, solicitando apoio quando necessário às instituições de pesquisa, universidades e outras.

4)      Repassar o uso da tecnologia  hidropônica  para os produtores, usando o mesmo processo do item anterior, complementado com quite  demonstração, em propriedades setorizadas (por sítio).

5)    Fundamentar e estruturar uma base hídrica forte, como abertura e limpeza dos açúdes, barreiros, barragens e poços, atrelados a dessalinizadores quando for necessário. Formar parcerias públicas e privadas.

 

 

               II.            AÇÕES DE RECUPERAÇÃO  DA  AGROPECUÁRIA:

 

 

1)    Promover reuniões com pecuaristas e agricultores, ouvindo as suas necessidades, para formatar plano de ação.

2)    Promover reuniões com técnicos e especialistas do setor, filhos de Sanharó e com  aqueles que trabalham em instituições como IPA, ADAGRO, empresas PRIVADAS, IGREJAS e etc., incorporando as suas sugestões e doações.

3)    Estimular o surgimento de novas associações rurais, objetivando o desenvolvimento do campo e ampliação participativa no conselho municipal de desenvolvimento rural.

4)    Buscar parcerias com outras secretarias municipais de agricultura, instituições de ensino, pesquisa, financeira e religiosa, para fomentar, aplicar tecnologia e financiar projetos. Exemplos: SAGS. DA REGIÃO, UFRPE, ESCOLA AGRÍCOLA DE BELO JARDIM, ILA, IPA, EMBRAPA, BNB, CEPLEITE  e outros.

5)    Captar recursos para viabilizar projetos. Exemplo: Recursos do PRORURAL, MDA, ONGS ligadas ao setor rural, etc.

6)    Disponibilizar tratores e máquinas de implementos agrícolas na época de plantação e preparação de silos e fenos. Identificar parceiros.

7)    Manter as estradas do município sempre em boas condições e cobrar do Governo do Estado a execução do asfalto das estradas que liga Jenipapo a Sanharó a Mulungu, para um melhor escoamento da produção  e que possa se pensar em projetos de  turismo rural.

8)    Buscar a construção de um matadouro em conjunto com os municípios da região, Pesqueira, alagoinha e Poção. Tentar reabrir em caráter provisório o já existente.

9)    Buscar, incentivar e intermediar a legalização da produção de lácteos, estabelecendo projetos e fomentando a intermediação junto aos agentes financeiros (linha de crédito) como Governo do Estado, MDA, BNDS, BNB e outros.

10)                  Promover a Educação do Campo com programa de rádio, reuniões com os pecuaristas e agricultores de forma sistemática para debates e apresentar programas melhorando os seus conhecimentos.

11)                  Manter os programas de defesa sanitária animal e contratar médico veterinário para assistir todos os tipos de animais em todas as suas complexidades.

12)                  Criar departamento para assistir o homem do campo, orientando em seus direitos (aposentadoria, processos referentes a questões fundiárias, etc.) e projetos bancários.

 

 

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José Wilson Avelino Bezerra – Médico Veterinário

 

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  Bismarck Almeida Avelino – Comerciante e pecuárista

BRASIL: STF diz que lei do piso de professores só vale a partir de 2011 (*)

 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (27) mudar a vigência da Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública. Embora tenha sido editada em 2008, ficou definido que a lei só pode ser considerada a partir da data na qual o Supremo confirmou sua legalidade, em abril de 2011. Haverá impacto direto na programação orçamentária dos estados e da União.

Os ministros atenderam a recursos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Ceará e de Mato Grosso do Sul, que alegaram dificuldades para adaptar as finanças às novas regras. As unidades da Federação lembraram que o STF deu liminar em 2008 suspendendo os efeitos da lei. Os estados passaram a aguardar posicionamento definitivo da Corte antes de alterar os orçamentos. A decisão liminar caiu quando o julgamento foi concluído pelo plenário do STF, três anos depois.

O julgamento de hoje começou com o voto do relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Ao negar os recursos, ele entendeu que os estados estavam usando de artifícios processuais para atrasar a conclusão do julgamento e, consequentemente, não cumprir a lei. Ele alegou que a lei tinha um escalonamento que permitiria a adaptação financeira dos estados ao longo do tempo.

Seguido apenas pelo ministro Luiz Fux, Barbosa acabou mudando de ideia quando a maioria dos ministros acompanhou a divergência aberta pelo ministro Teori Zavascki. Segundo Zavascki, a preocupação trazida pelos estados faz sentido, uma vez que a lei deixou de produzir efeitos entre 2008 e 2011 e não houve adaptação neste meio tempo.

“As informações que se tem é que os gastos são muito elevados, e em alguns estados, comprometem seriamente a previsão orçamentária e o atendimento de outras necessidades”, observou Zavascki. O ministro Antonio Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido. Ele atuava como advogado-geral da União na época do fato e defendia a aplicação imediata da lei nacional.

(*) Agência Brasil

ECONOMIA: RECIFE brilha na arrecadação de ISS no Nordeste e no Brasil (*)

 

tabela1(1) de ISS

 

tabela2 ISS Brasil

 

Os dados do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, elaborado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em parceria com a Aequus Consultoria, divulgados nesta terça-feira, mostram que a cidade de Recife ficou com a segunda maior arrecadação de ISS no Nordeste, com R$ 473,8 milhões.

Ocupando o topo do ranking das cidades que mais arrecadaram o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Salvador registrou um crescimento de 9,4% no recolhimento do tributo, passando de R$ 561,5 milhões, em 2010, para R$ 614,5 milhões, em 2011. Outro destaque é Fortaleza, com um montante de R$ 427,5 milhões.

No raio X nacional, a cidade do Recife ainda aparece em oitavo lugar em termos de arrecadação.

Como só assumiu agora em 2013, Geraldo Júlio ainda não pode dizer que fez essa evolução. Ocorreu na gestão João da Costa, mas pode muito bem ser atribuído ao crescimento da cidade, que alguns cretinos dizem estar doente.

O levantamento acaba mostrando a grande concentração de renda existente na região.

(*) Jamildomelo-blog

Crônica : CIDADANIA – Cada Um Deve fazer a Sua parte… – Por Marco Soares (*)

FAÇAMOS A NOSSA PARTE

 

 

Eu houvera passado sete meses sem ir à minha terra, a outrora tranquila Sanharó, da qual ainda estão bem vivas na minha memória as imagens dos anos 1970, quando eu era ainda adolescente. Cidade pacata, ruídos amenos, bucólica…

Mas, a cada nova visita minha o cenário se distancia daqueles tempos.

Tudo bem: o tempo não para, como dizia Cazuza. Mas me dá uma saudade danada!

Ainda mais quando chega ao meu conhecimento notícias da degeneração da nossa juventude e da inércia daqueles que poderiam conduzi-los a melhores caminhos, livrando-os da perdição.
Ouvi, com espanto, indignação, relatos da escalada das drogas entre os nossos jovens. Acredito, talvez por ser um sonhador, que este quadro pode ser revertido se providências forem tomadas com celeridade, se houver uma conjugação de esforços de toda a comunidade.
De minha parte, resolvi trilhar por um caminho que já vem apresentando algum resultado: o livro. Sim, pois como dizia Monteiro Lobato “um país se faz com homens e livros”. E se somos uma célula da nação brasileira, o conceito que vale para o país como um todo consequentemente valerá para as partes.

Na minha última visita a Sanharó um acontecimento me induziu a acreditar que meus sonhos não são vãos.

Uma graciosa estagiária da Caixa Econômica, muito jovem, abordou-me e disse: “Foi o senhor (que bacana!) que escreveu aquele livro, LINA? Eu estou lendo… Estou ansiosa para ver o final”.
Sabe aquela alegria que invade um ser quando vê seus propósitos realizados? Foi isso que me aconteceu. Eu escrevo especialmente para os jovens, para despertar-lhes o interesse pela leitura. E este episódio foi o estímulo suficiente para eu dar continuidade a uma tarefa que eu houvera negligenciado. Concluir meu sexto livro.
Está agora concluído. Um livro que trata da questão das drogas, inserida no contexto de um romance.
Tratei de noticiar a boa nova através do blog OAbelhudo e deixei clara a minha intenção de encontrar alternativas para editar e distribuir o livro gratuitamente entre os jovens das principais escolas de Sanharó. Para tanto solicitei a informação do número de adolescentes dessas escolas através do Sanharoline e d’OAbelhudo.
O editor do blog OAbelhudo ainda publicou a solicitação (nos comentários), apesar de manifestar incredulidade no sucesso das minhas intenções. O Sanharoline, nem sequer isso fez.
Infere-se daí, o desinteresse, a miopia de alguns segmentos com as causas realmente importantes da comunidade. Perdem-se na visão atrofiada de se limitarem a fazer críticas hostis a quem representa, de alguma forma, a interrupção dos seus projetos de interesses pessoais.
Se a realidade mostrou que o editor do blog OAbelhudo estava certo em relação à falta de espírito público de uma parcela dos nossos conterrâneos – talvez exatamente aqueles que vivem mais diretamente do povo, através do seu voto – errou com relação às minhas intenções. Sabendo ou não o número de adolescentes das nossas principais escolas, podendo ou não oferecer um livro individualmente a eles, o projeto já teve a largada: já foram concluídas as negociações para a edição da obra “FORA DE PRUMO – Um livro que poderá salvar muitas vidas!”, com uma editora de São Paulo.

Deverá estar concluído ainda neste primeiro semestre.

Àqueles que por motivos quaisquer sonegaram as suas mínimas contribuições, recomendo um momento de reflexão. Não se pode viver realmente bem numa sociedade permeada de carências materiais e espiritualmente débil.

Mesmo à distância, esforço-me para contribuir com a minha terra, às vezes tão ingrata com alguns dos seus bons filhos.

É a vida. A luta continua. É preciso acreditar…

SINOPSE DO LIVRO:

O uso de drogas não é coisa surgida em tempos recentes. Remonta a um distante passado. O que se observa agora é uma escalada incontrolável, uma grave questão de saúde pública, um espantoso caso de ameaça à segurança da população.

Famílias, profissionais da saúde, organizações sociais, educadores e governos se debruçam para encontrar soluções que equacionem este problema que tem vitimado milhares de pessoas, desestruturado lares e provocado insegurança social.

A situação toma dimensões dramáticas principalmente entre os jovens, que embarcam nesta aventura por curiosidade, por desinformação e até mesmo como forma de se livrar do isolamento, tamanha é a disseminação entre seus pares, atualmente.
Decisivamente, usar droga é uma má escolha. É uma droga!
A rejeição social, os malefícios à saúde, e o comprometimento da própria vida são alguns dos fatores que devem ser destacados no esforço contra esse terrível inimigo, tão presente no nosso cotidiano.

É preciso alertar veementemente, por outro lado, que a disseminação das drogas é o adubo para germinar o fortalecimento dos traficantes, ameaçando toda a estrutura social, como estamos frequentemente assistindo em todos os meios de comunicação.

Portanto, a luta para exterminar esse “mal permanente” é de todos.

Este livro conta a história protagonizada por cinco estudantes secundaristas unidos por laços de amizade e de amor, que buscavam um objetivo comum: ingressar na universidade.
Dentre eles havia um jovem de família de classe média alta que pretendia ser engenheiro. Enveredou pelo caminho das drogas e tentou induzir seus amigos a trilharem o mesmo caminho.
Estes, por sua vez, juntaram-se à família dele e o livraram do vício. Mas, o cometimento de uma sucessão de outros desatinos levou-o irremediavelmente a uma tragédia.
Com linguagem simples e objetiva a leitura é indicada especialmente para pais e para adolescentes. É um repúdio preventivo às drogas, em meio a uma emocionante história de amor.

marco soares

 

(*) Autor: Marco Soares – É engenheiro, escritor, cronista e poeta.

FINANCIAL TIMES: 25 Brasileiros em Ascensão (*)

25 brasileiros a serem observados

 

A partir de um medalhista de judô e um modelo superior a um DJ trance e um presidente do Supremo Tribunal, estes são estrelas em ascensão do Brasil

 

POLÍTICA

Aécio Neves

aecio neves blog do sertão

Ele já foi deputado federal, governador e senador – tudo o que está faltando é ser presidente. Partido de Neves é oposição de centro-direita, o PSDB, nomeou-o a concorrer contra a presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014. Aécio Neves de 52 anos de idade, é o neto de Tancredo Neves, o primeiro presidente democraticamente eleito da nova república, após duas décadas de regime militar.

Joaquim Barbosa

ministro-joaquim-barbosa- em pé 15082015

No ano passado, Barbosa tornou-se o primeiro presidente negro da Suprema Corte, mais alto tribunal do país. O juiz, mais conhecido como “o justo”, chegou à fama por seu julgamento implacável do julgamento Mensalão , em que altos membros do Partido dos Trabalhadores do ex-presidente Lula “foram condenados por compra de votos no Congresso”.

Eduardo Campos

Governador-Eduardo-Campos Financial times

Eduardo Campos tem um registro impressionante como governador de Pernambuco, um estado em expansão do nordeste. Embora um aliado do Partido dos Trabalhadores de Dilma “, ele é visto como um potencial candidato presidencial.

Segue abaixo a declaração do governador Eduardo Campos sobre a inclusão de seu nome na lista dos 25 brasileiros a serem observados nos próximos meses, divulgada pelo jornal inglês Financial Times.

O importante é que esta citação se refere aos resultados que alcançamos no Governo de Pernambuco num momento especial de nossa história. De fato, o Estado vive um momento especial, com relação qualificada entre poder público e sociedade, crescimento econômico acima da média nacional e avanços em todas as áreas sociais”.

MAIS NA POLÍTICA: Eliane Calmon, Aldo Rebelo;

ESPORTES – Anderson Silva, Sarah Menezes, Neymar, Maria Sílvia Bastos Marques (Comitê Olímpico do RJ);

ARTE – Vik Muniz, Romero Britto,

SOCIAL – Thalita Rebouças, Izadora Faber,

DIVERSÃO (Cinema/Música) – O pernambucano Kleber Mendonça Filho, Fernando Meirelles, Criolo, Carlos Cohen, Marcelo Adnet, Carlos Saldanha.

NEGÓCIOS – Philipp Povel, Alex Behring, Anotnio Ermírio de Moraes neto, Maria das Graças Foster, Gisele Bündchen, Murilo Ferreira.

Leia a matéria completa aqui.

(*) Financial Times/PortalPE

 

PESQUEIRA: A Quem Interessa Mudar o Nome do Nosso Carnaval? – Por Walter Jorge de Freitas (*)

MUDOU POR QUÊ?

 

O Carnaval dos Caiporas foi sepultado. Não sabemos se temporária ou definitivamente. Os motivos também são desconhecidos.
Teria, por acaso, sido obra de algum órgão do governo estadual? O fato é que nada foi divulgado sobre a mudança.

Para quem não sabe, existem coisas que para serem feitas ou desfeitas pelo poder público, precisam da opinião das pessoas e/ou entidades envolvidas no contexto.
E isto, foi justamente o que ocorreu há cerca de dez anos, quando, salvo engano, a EMPETUR, sugeriu que fosse dada uma marca ao nosso carnaval. E assim, mediante consulta aos responsáveis pelos nossos movimentos culturais, nasceu o Carnaval dos Caiporas, como homenagem ao grupo carnavalesco que surgiu no bairro do Prado, nos anos sessenta.
Convém lembrar que não houve unanimidade. Algumas pessoas foram contra, o que é legitimamente democrático, mas com o passar dos anos, a poeira baixou e o Carnaval dos Caiporas estava se consolidando.

O que nos preocupa é que existe um trabalho de pesquisa patrocinado pela FUNDARPE feito pelo escritor, teólogo, mestre, doutor em História do Brasil e professor da UFPE – Severino Vicente – sobre quatro grupos culturais de nosso município, a saber: Caiporas, Cambindas Velhas, Samba de Coco Cancão Piou e Escola de Samba Labariri.

Com muita honra, fui designado pesquisador auxiliar e os trabalhos que conseguimos realizar junto aos grupos supracitados foram repassados ao pesquisador titular, atualmente trabalhando na elaboração de um relatório que constará de um livro sobre nossas entidades culturais.
Já comunicamos o ocorrido ao professor Severino (Biu) Vicente e a essa altura dos acontecimentos, não sabemos como ele reagirá e muito menos, como esse ato de aparente irrelevância, será encarado pela FUNDARPE.

Nunca é tarde para lembrar que o atual governo do Estado já fez de tudo para enterrar o Circuito do Frio criado no governo Jarbas e não conseguiu. Mesmo mudando de nome várias vezes, o povo continua chamando pela denominação antiga.

Quem avisa amigo é!

walter-J-Freitas II

 

Pesqueira, 24 de fevereiro de 2013.

(*) Walter Jorge de Freitas

HISTÓRIA: O Município da Pedra – Colaboração de Pedro Salviano (*)

O MUNICÍPIO DA PEDRA

Pedra cidade

A partir da fazenda Puxinanã, Manoel Leite da Silva fundou a Pedra. Uma vista panorâmica da cidade para reflexões também sobre seu passado.

O resgate de dados que possam ser somados para a formação de um histórico de uma região sempre deve ser considerado. Já vimos alguns aspectos do município da Pedra (http://bit.ly/X377HK) e agora retomamos o assunto para nos aprofundarmos na segunda metade do século 19 e “sentir” o clima político-social vivido então.

A prepotência de certos políticos pode ser analisada em dois recortes do periódico O LIBERAL (1863 e 1866) e num documento publicado em A PROVÍNCIA de 1878. Estenos mostra a manifestação dos correligionários de um partido político contra o então major Francisco Vaz Cavalcanti (na década seguinte foi o primeiro prefeito da Pedra, já como coronel Chico Vaz – informação no livro A DOCE PEDRA, págs.5 e 92).

Em outro documento, do mesmo jornal A PROVÍNCIA, do ano de 1900,e sempremantida a escrita da época, podemos também ver listadas as personalidades de destaque da Pedra, agora como proprietários de fazendas. Neste edital de citação, o meu tio-avô paterno Joaquim Salviano de Albuquerque, requer a demarcação e divisão da sua propriedade, como também dos pertencentes a cada um dos demais condôminos.
Muitos nomes mostrados nestes documentos estão captados na árvore genealógica que desenvolvo há alguns anos: www.lanta.myheritage.comrevelando, assim, o entrelaçamento de tantas famílias que originaram o povo pedrense.
O LIBERAL – Sabbado 27 de junho de 1863. Anno III Numero 51, pag.1 – http://bit.ly/X365eF
«PUBLICAÇÃO A PEDIDO – VILLA DO BUIQUE
PARA O EXM. SR. PRESIDENTE DA PROVINCIA, CHEFE DE POLICIA E O PUBLICO VEREM.
Tendo o cidadão Joaquim Barbosa de Abreu Cavalcanti apresentado ao juiz municipal do Buique o Dr. Balbino Cezar de Mello, em 31 de Março findo, uma denuncia por crime de morte contra o capitão Francisco Vaz Cavalcanti, 1º. Suplente do delegado d’aquelle termo em exercicio, como mandante de um assassinato, de que foram mandatarios Agostinho de tal e outros o mencionado juiz, em cumprimento de seus deveres, acceitou essa denuncia; no entretanto chegando esse facto ao conhecimento do referido capitão immediatamente dirigiu-se á esta villa do Buique para desfeitaraquelle juiz. … »

O LIBERAL. Serie 1 – N. 6 – Sabbado, 12 de Setembro de 1868. Pag. 3 -http://bit.ly/VDN2H2
e 4http://bit.ly/Yl13YR

«…Na freguesia da Pedra foram cumpridas a vontade do governo e os desejos de sua pandilha.
O capitão Francisco Vaz Cavalcanti, o mesmo que em principios do corrente anno, protegendo e asylando criminosos e designados, resistiu, com dusentos homens armados, ás ordens legaes da autoridade policial; o mesmo que por força e autoridade propria arrogou a si o comando do batalhão nº 30 deste municipio; o capitão Vaz, seu genro Antonio Benicio, subdelegado, e o primeiro supplente Nuno Campello, cercaram as dez horas da noite do dia 6 a matriz com quasi 150 homens armados de bacamarte, entrando neste numero uns quarenta Indios da aldeia de Cimbres, condusidos pelo mesmo Vaz, sem saber-se com que autorização… »

A PROVINCIA – 26 de julho de 1878 – paginas 3 e 4 http://bit.ly/15be1wg
«Illms. Srs. redactores da Provincia –

Os abaixo assignados, adherentes da idéa liberal e residentes na freguezia da Pedra, vindo no conhecimento que o Sr. major Francisco Vaz Cavalcante, sendo conservador de principios, e chefe do partido desse nome nesta localidade, procura, a todo transe, engerir-se na fileira liberal, em preterição ao direito adquirido pelos mesmos abaixo assignados, com vista de os conservar sempre sob seu jugo e exercer a mais encarniçada perseguição, como em tempos idos, veem pelo presente declarar ao publico e especialmente aos illustres membros do digno directorio do partido liberal da provincia, que o referido major Vaz sempre foi, é, e será conservador exaltado e conseguintemente inimigo implacavel da familia liberal no geral, não se fallando na desta freguezia, que na sua mor parte teem sido victima do cutello do Sr. Vaz; e haja vista o estado do penuria a que se acha reduzida a casa da Cachoeira, do sempre lembrado liberal Manoel Vicente Monteiro Cavalcante, seu tio e padrinho a atróz perseguição desenvolvida contra a do Riacho do Pao, do capitão Henrique da Silva Lobato, seu parente, não se fallando em outras, que para poupar espaço, deixa-se de mencionar.

Vêem, pois, os ilustres cavalheiros do directorio, que o Sr. major Vaz, desejando ser admitido no partido liberal, de quem sempre foi algoz, o faz por disfarce, e somente para fins sinistros, não por amor a idea, como quer impingir. Se o Sr. Vaz renegou de seu partido para ser liberal, porque razão não o fez quando mesmo partido estava de cima?

Mais artigos desta coluna: http://bit.ly/ysUcSY

(*) Pedro Salviano, arcoverdense, é médico e escritor. ( grafia original de acordo com a época)

O LIVRO: Biografia e Genealogia – SEULAU – Por Leonides Caraciolo

 

O livro SEULAU é uma espécie de álbum de família, escrito para meus familiares e amigos, com distribuição limitada e gratuita. A sua impressão foi patrocinada pela minha irmã Rosane e seu filho Rhassanno Caraciolo patriota, engenheiro-perito da Policia Federal.

O nosso blog – OABELHUDO – em boa hora, resolveu oferecer aos seus leitores –  “SEULAU” –  o que constitui uma honra para mim e a minha família. Vamos começar com a minha apresentação e o prefacio, escrito pelo amigo da família, Moisés Alves de Siqueira, sócio efetivo da Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

 

capa do livro SEULAU Adigitalizar0001

APRESENTAÇÃO

 

Escrevi este ensaio biográfico tendo em mente não só traçar um ligeiro perfil do meu pai, mas homenagear um cidadão que na vida a sua preocupação maior foi cuidar da instrução dos filhos. Um cidadão político no sentido mais amplo e positivo do termo e, acima de tudo, um homem bom.  Ele possuía o dom de servir.

O deputado federal Nilson Gibson assim se pronunciou a seu respeito, em discurso na Câmara, por ocasião de sua morte.  “Ótimo pai de família, excelente cidadão, grande amigo e notável político. A lacuna que deixa dificilmente será preenchida e durante muitos anos, sua figura será lembrada, em preito de gratidão e à guisa de exemplo para as gerações de políticos que a sucederem”.

Devido às linhas marcantes da personalidade de meu pai não foi difícil em encontrar o título para esta biografia: SEULAU, nome que não precisa de adjetivação nem de complementação. Para mim, essa simples palavra já contém implícito o significado que desejo expressar. É como disse Edilene Freitas: “SEULAU foi uma pessoa no trato da coisa pública acima de tudo honesta”. Só isso é bastante e suficiente para preservar e cultuar sua memória, além de outras qualificações de homem público e cidadão cônscio de seus deveres.

Por outro lado, insiro neste livro as anotações deixadas pelo Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho pelo seu valor histórico, em que não só a genealogia da sua família é registrada como fatos importantes como a prisão do bispo D. Vital. A genealogia deixada pelo monsenhor abrange o período desde 1780 a 1909 e a complementação até os dias atuais foi feita por mim, na parte que diz respeito à minha família.

LEONIDES CARACIOLO

  PREFÁCIO

 

Para render uma homenagem ao seu ilustre pai, LAURENTINO VENTURA CARACIOLO, SEULAU, o autor LEONIDES DE OLIVEIRA CARACIOLO, produziu mais este livro histórico, “SEULAU BIOGRAFIA E GENEALOGIA”, remontando às origens genealógicas que já havia mostrado personagens singulares, ao longo do tempo, culminando com a figura destacada do MONSENHOR ESTANISLAU FERREIRA DE CARVALHO (1828-1916), pessoa particularmente brilhante, o qual foi ordenado SACERDOTE aos dezenove anos de idade, coisa surpreendente até para os dias de hoje. O Monsenhor Estanislau deixou um relato histórico intitulado NOTICIA no qual registrou, pormenorizadamente, as gerações a partir do casal ANTÔNIO FERREIRA DA COSTA e JOSEFA DE MELO PAES BARRETO, no meado do século XVIII, registrando o nascimento do menino LAURENTINO na seguinte forma, simples e clara: “A 17 de julho desse mesmo ano (1898), nasceu o filho de minha sobrinha FRANCISCA CARACIOLO, que no batismo, recebeu o nome de LAURENTINO VENTURA CARACIOLO.”

O Monsenhor Estanislau, por sua cultura e por sua estatura moral, exercia influência sobre a família, tendo levado o garoto LAURENTINO para o Recife, a fim de fazer o CURSO PRIMÁRIO, em 1909, com onze anos de idade, a pedido do pai, o Capitão Augusto Rodrigues de Freitas Caraciolo que costumava dizer, de forma bem humorada e deliciosa, que “assim o fazia para que ele, pelo menos, aprendesse a dar o LAÇO NA GRAVATA,”

Laurentino Ventura Caraciolo, desde jovem, revelou seus pendores para a Política e para Administração, tendo desempenhado, muito cedo, as funções de JUIZ DE PAZ, na Vila de Sanharó e, a seguir, assumiu as responsabilidades de Administrador da Vila de Sanharó que era, na época, Distrito do Município de Pesqueira. Foi vereador à CÂMARA MUNICIPAL DE PESQUEIRA por três legislaturas como representante da, então, Vila de Sanharó. Ao emancipar-se SANHARÓ, tornando-se CIDADE, no dia 24.12,1948, SEULAU veio a ser o seu primeiro Prefeito Eleito, logo após a curta Administração do Sr, Severiano Aquino, como Prefeito Interino. SEULAU governou o Município de Sanharó por duas vezes como Prefeito constituído: a primeira vez de 1949 a 1953 e a segunda vez, de 1953 a 1957. O Prefeito SEULAU, demonstrando sempre um grande amor por Sanharó, revelando as suas grandes qualidades de Administrador e, também, de Político e, com visão de futuro, fundou ESCOLAS, priorizando, dessa forma, a EDUCAÇÃO do alunado então existente; construiu ESTRADAS para facilitar a Comunicação e acesso entre o Centro da Vila (logradouros, cidade)) e as diversas localidades na periferia de Sanharó; pavimentou RUAS E PRAÇAS para dotar Sanharó de mais beleza e modernidade e, com visão de urbanista, partindo de sua atitude de um verdadeiro bandeirante, ao lado da velha e romântica Sanharó dos tempos inesquecíveis de minha infância, abriu a Avenida JOÃO ALVES LEITE, no sentido Norte, estimulando a construção civil que se desenvolveu tanto nas administrações que o sucederam que nos mostra, hoje, uma Sanharó bela, nova e florescente, de modo que o Prefeito SEULAU de forma imarcescível deixou a sua inconfundível marca de Administrador dinâmico, realizador e honesto e de Político altamente dotado que, com o seu carisma, e com sua habilidade pessoal, sabia conciliar os contrários, tendo levado adiante o seu programa de realizações, tudo em proveito de sua terra que tanto amou e do povo a quem serviu sem reservas.

Ao falecer SEULAU, no dia 03 de Março de 1986, o ilustre Deputado Federal NILSON GIBSON, de quem era correligionário e grande amigo, pronunciou um comovido e emocionado discurso na CÂMARA FEDERAL, no qual ele exalta as altas qualidades de Laurentino Ventura Caraciolo, SEULAU, quais sejam: larga visão, como Administrador, grande bondade, alto espírito público, liderança natural e grande habilidade como Político.
O ilustre Deputado Nilson Gibson assinalou eloquentemente que SEULAU “era pessoa polivalente e íntegra, total e única, cujos traços marcantes caminhavam paralelos, cada um com sua grandeza plena e múltipla”.
Sou muito agradecido ao autor Leonides de Oliveira Caraciolo, meu conterrâneo, por ter-me distinguido com a missão de escrever o PREFÁCIO a este livro cujo conteúdo é tão significativo e o faço cheio de entusiasmo e profunda satisfação pois, sempre fui, desde a infância, um devotado admirador de SEULAU a quem considero como um verdadeiro ÍCONE de Sanharó, figura altamente representativa da nossa terra, o que não vem em demérito de outros políticos e líderes sanharoenses ilustres que atuaram nos vários setores da atividade social, os quais, também, inspirados pela duradoura obra de governo de SEULAU, e pelo seu próprio exemplo pessoal, adotaram uma linha de trabalho no sentido de fazer SANHARÓ cada vez mais próspera e cada vez mais afirmativa, face aos demais municípios do brioso Estado de Pernambuco.
Para corroborar esta minha opinião sobre SEULAU expendida no parágrafo anterior transcrevo, abaixo, alguns tópicos da crônica intitulada de “SEULAU, O AFÁVEL PREFEITO DE SANHARÓ” que escrevi há algum tempo atrás, a qual consta do meu livro de “CRÔNICAS”, o qual pretendo publicar oportunamente:
“Guardo uma grata recordação de SEULAU, desde os meus dez anos de idade (1940) , quando SEULAU era o CHEFE POLÍTICO e, também, o Administrador do Distrito de Sanharó que pertencia à Jurisdição do Município de Pesqueira. Só alguns anos depois, em 25.12.1948, é que Sanharó se emancipou, tornando-se município e adquirindo foro de CIDADE, sendo SEULAU o seu primeiro PREFEITO ELEITO. “Naquele tempo, a partir de 1940, sendo meu pai Arrecadador de Impostos de Sanharó, cargo para o qual fora indicado por seu amigo SEULAU, por força desse relacionamento administrativo entre meu pai e SEULAU, eu fui, muitas vezes, utilizado como portador de correspondência entre os dois. “Eu era recebido carinhosamente por SEULAU que me dizia, sempre umas quantas palavras amáveis e pegava na minha orelha, dizendo: -CABÕCO, CABÕCO!. Foi desses contatos, já, desde a minha infância, que eu guardei de SEULAU a imagem de uma pessoa sumamente agradável, afável, sempre com um sorriso nos lábios que, além de emprestar à sua personalidade um carisma especial, era, sem dúvida, uma arma muito eficaz no trato diário com as pessoas e, também, nas lides políticas”.

Sem dúvida, a figura de SEULAU está perpetuamente ligada a Sanharó no que ela tem de mais autêntica, no que ela tem de melhor.

Recife, 06 de Novembro de 2007.

MOISÉS ALVES DE SIQUEIRA.
Membro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes

ELEIÇÃO 2014: CIRO GOMES – Está à Serviço do PT para Sabotar a Candidatura de Eduardo Campos (*)

“DECLARAÇÕES DE CIRO NÃO

REFLETEM POSIÇÃO DO PSB”

Eduardo Campos enfrenta a "sabotagem" dos irmãos: Cid e Ciro Gomes contra a sua possível candidatura...

Eduardo Campos enfrenta a “sabotagem” dos irmãos: Cid e Ciro Gomes contra a sua possível candidatura…

Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, reage aos ataques do ex-ministro Ciro Gomes de que ele e os oposicionistas Aécio Neves e Marina Silva, que devem se candidatar à presidência em 2014, não têm propostas; “discordo da opinião dele, essa não é a opinião do partido”, declarou o presidente do PSB

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou nesta segunda-feira 25 que as declarações do ex-ministro Ciro Gomes não refletem a posição do PSB. No último sábado 23, Ciro disse* que os presidenciáveis Eduardo, Marina Silva, do Rede Sustentabilidade (lançado no último dia 17), e o senador Aécio Neves (PSDB) não têm propostas para fazer o Brasil se desenvolver.

“Isso é uma opinião que ele vem dando há algum tempo. Não é nenhuma novidade. Só que ontem ele falou em relação à Dilma (Rousseff), a Aécio (Neves), a Marina (Silva). Discordo da opinião dele, essa não é a opinião do partido”, declarou Eduardo Campos.

Ciro Gomes O Sabotador  4ef5e5f8fb170f37b21e71248d154b9464e25179

Em entrevista à rádio Verdes Mares, Ciro Gomes foi irônico e disse que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, pode ganhar por WO. “Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina não têm nenhuma proposta, nenhuma visão. Isso é o que me preocupa”, afirmou.

Para Ciro, o governador pernambucano precisaria de mais “bagagem”, “estrada” para tentar ser presidente da República e, mais uma vez, não poupou Aécio Neves nem Marina Silva, ex-ministra de Meio Ambiente do governo Lula.

“O Eduardo não tem estrada ainda. Não conhece o Brasil. O Aécio não conhece o Brasil. A Marina Silva representa uma negação ética, uma negação desses maus costumes, mas não representa a afirmação de rigorosamente nada”, disparou.

Não é de hoje que Ciro Gomes se posiciona contra a candidatura de Eduardo Campos a presidente. O ex-governador cearense quis se candidatar à Presidência em 2010, porém teve se contentar com o lançamento da candidatura de Dilma Rousseff. Agora, Ciro vem reforçando a sua posição a favor do PT nas próximas eleições presidenciais.

O governador pernambucano negou as especulações de que estaria ocorrendo uma movimentação dentro do PSB para tirar Ciro Gomes da legenda. “O partido é democrático, as pessoas têm direito de fazer o debate. Esse debate vai ser travado no tempo certo e nas instâncias certas, que é quem decide”, afirmou Campos no evento “Nordeste: Como enfrentar as dores do crescimento”, do ciclo de debates Diálogos das Capitais, que está sendo promovido pela revista Carta Capital.

* LEIA O QUE CIRO GOMES FALOU:

Ciro disse

(*) PE 247