TECNOLOGIA : Americanos aproveitam cada gota que sai do poço *

Sistema de irrigação é calculado conforme a demanda da área

 

Americanos fabricam produtos econômicos que consomem diesel e gás natural

Americanos fabricam produtos econômicos que consomem diesel e gás natural

HASTINGS, NEBRASKA (EUA) – Os sistemas de irrigação no estado de Nebraska, Estados Unidos, são milimetricamente pensados. O compromisso maior é “aproveitar cada gota retirada dos poços”, segundo descreve o gerente de Vendas Internacionais da T-L Irrigation Company, Travis Thomsen. A empresa é o grande fabricante de pivôs centrais dos Estados Unidos, vende para todo o mundo e ainda tem pontos de vendas espalhados pelo globo. Somente em Nebraska, são 70 mil pivôs em funcionamento e cada um deles atende às demandas específicas da propriedade para a qual foi adquirido.

Não vendemos ‘a granel’. O resultado (produtivo) do nosso cliente é o nosso sucesso”, arremata Thomsen. A empresa tem base familiar, está no mercado desde 1955 e recebeu a missão da Federação da Agricultura de Pernambuco (Faepe) e do Sebrae Pernambuco, que visitou regiões que convivem com a seca nos Estados Unidos e no México.

Os pivôs produzidos pela T-L Irrigation utilizam um sistema simplificado mais econômico, movido a diesel ou gás natural, ao invés de utilizar a energia de alta tensão das bombas. “A vantagem é que é mais simples, mais barato, e o produtor já trabalha com sistemas hidráulicos o tempo todo. Por isso, eles entendem muito mais fácil o manejo dos pivôs centrais que produzimos”, explica Thomsen.

A Conoco, uma das maiores companhias de petróleo do mundo, produz um óleo especial para os modelos fabricados pela T-L (modelo 40NL), “ambientalmente amigável, que emite menos CO2”, comenta. A principal vantagem desse sistema a combustível, explica Thomsen, é que o pivô se movimenta continuamente, em uso, sem as interrupções comuns aos ligados a sistemas elétricos. “Isso dá uniformidade à cobertura sobre as plantas, tanto com água quanto na aplicação de fertilizantes. Melhor também para a vida útil dos eixos, que sofrem menos desgastes”, ensina.

Thomsen comenta que um dos problemas que agravam situações de seca é o uso ineficiente de água. “Aqui, estamos acostumados a produzir sistemas de irrigação prontos para as piores condições climáticas e para usar a água disponível da melhor forma”. Exemplificando: os pivôs têm um sistema de controle de vazão de água. Se houver problemas, o funcionamento da bomba é interrompido automaticamente para que não haja desperdício.

O gerente diz ainda que há representantes de vendas da T-L Irrigation em vários países da América do Sul, como Argentina, Chile, Paraguai, Colombia, Venezuela, exceto no Brasil, embora haja maquinários em algumas propriedades. “No Brasil, há um problema muito sério que é a importação, que joga uma quantidade de impostos muito alta, o que torna o produto muito caro”, completa.

* Fonte: FolhaPE / Tatiana Notaro

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