Crônica: Parodiando os “conchavos” Políticos – Por Walter Jorge de Freitas *

PARADA DE SUCESSOS

 

His  parade dos "conchavos" políticos

Hit parade dos “conchavos” políticos

 

Esse episódio pré-eleitoral ora encenado no Brasil poderia ser narrado através de joias da MPB, cujas letras falam de brigas, separação, roedeira, despedida, etc. e tal.

Foi dessa maneira que DU, chegou perto de DI e cantou:Tudo acabado entre nós, já não há mais nada”.

DI, em cima do ato, aconselha: “Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida, já anuncias a hora de partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar”.

LU, antigo rei, disfarçado de aposentado, dá o seu recado: “Quem sou eu, pra ter direitos exclusivos sobre ela”.

DU reinicia o diálogo e solta a voz: “Seu mal é comentar o passado, ninguém precisa saber, o que houve entre nos dois”.

Aí, DI que detesta ficar calada, responde: “Risque, meu nome do seu caderno, já não suporto o inferno, do nosso amor fracassado”.

Por sua vez, DU, romântico e ao mesmo tempo vingativo, retruca: “Você é que pensa que poderá viver sem mim”.

DI, geniosa desde criancinha, descarrega sua ira: “Vai, vai mesmo, eu não quero você mais, nunca mais”.

LU sai do seu silêncio e adverte: “Esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei”.

DU, já em nova companhia, solta uns versinhos: “Quem nos vê brigar, quase a nos matar, há de pensar que essa louca, não gosta de mim”.
DI, demonstrando sua ironia: “Quem é você que não sabe o que diz?”.

Finalmente, DU, tenta encerrar a discussão: “Devolveste cartinhas, bilhetes, tudo mais que te dei com prazer, porém, o que mais me interessa, isso jamais poderás devolver”.

DI, certa de que o papo será encerrado, diz: “Devolvi tudo, só não posso devolver, a saudade cruciante que amargura o meu viver”.

A essa altura, a plateia fingindo nada entender fica no aguardo de que as coisas se normalizem, para finalmente tomar a sua decisão.

MÚSICAS E COMPOSITORES:

Tudo Acabado (J. Piedade/Osvaldo O. Martins).
O Mundo é um Moinho (Cartola).
Matriz e Filial (Lúcio Cardim).
Segredo (Herivelto Martins/Marino/Pinto).
Risque (Ary Barroso).
Você é que Pensa (Roberto Roberti/Dunga).
Vai, mas vai mesmo (Ataulfo/Alves).
Esses Moços (Lupicínio Rodrigues).
Amigo Ciúme (Lupicínio Rodrigues/Onofre Pontes).
Palpite Infeliz (Noel Rosa).
Devolva-me (Irmãos Orlando).
Devolvi (Adelino Moreira).

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* Autor: Walter Jorge de Freitas – É pesqueirense, professor, comerciante, cronista, contista, poeta e pesquisador musical. É emérito colaborador do OABELHUDO.

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