Movimento Cultural/Soneto: Baque – Por Francisco Aquino *

BAQUE

 

 

 

 

Caiu pela vida

diante dos fracassos amargados

e pela falta de deferência humana.

Caiu diante das violências

vividos por milhares

que sofrem dilacerando os corações.

 

Caiu da calçada abaixo

num verdadeiro baque

sobre os olhares curiosos dos que passam e apenas olham sem ajudar.

Vendo levantar e prosseguir na labuta diária.

Caiu diante de tantos obstáculos

que aflora o ser buscando guarita na fé e oração.

 

Caiu pela vida quando buscava acertar tendo solidez humana e honradez.

Caiu na esquina diante dos traumas vividos

tentando superar tristezas e feridas abertas

com o aniquilamento do ser humano.

 

Caiu diante da vida e da morte se distanciando da sorte

que assola o ser errante entristecendo o viver.

Caiu pelo o tempo perdendo os reflexos e memória

ficando a mercê do outro pela história.

Caiu pela falta de saúde que vai nutrindo a vida

atingindo sua essência de vitalidade.

 

Caiu pelas feridas da alma suando sangue

ficando renegado pelos cantos

buscando ser notado e procurando ninho para descansar e realizar.

Assim vive diante de tantas caídas e baques pela vida

que decidiu reunir forças e levantar-se de vez

nutrindo uma vivência salutar

com a vida voltando a pulsar de cheia de esperança e amor

para realizar-se

como ser criado

para viver e vencer.

 

 

* Autor: Francisco Aquino  –  Francisco de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e comentarista esportivo.

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