Daily Archives: 11 de novembro de 2014

Brasil: Seis homicídios por hora? A saga avassaladora da violência *

 

Brasil registra quase

seis mortes por hora

em 2013, revela estudo

O Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

 

 

 

 

 

Quase seis pessoas foram assassinadas, por hora, no Brasil no ano passado, apontam dados da oitava edição do Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Foram 50.806 vítimas de homicídios dolosos, ou 5,8 pessoas a cada hora, o que significa uma taxa de 25,2 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas. Na comparação com os dados de 2012 – quando foi registrada taxa de 25,9 óbitos por grupo de 100 mil, houve redução de 2,6%.

Em números absolutos, no entanto, houve aumento de 1,1%, tendo em vista que foram contabilizados 50.241 de vítimas no ano anterior. Para a organização, a redução no indicador per capita pode ser explicada pelo crescimento da população. A FBSP avalia que é possível reduzir as taxas de homicídios em 65,5% até 2030, o que implica uma redução anual de 5,7%. A projeção é feita a partir dos números do estado de São Paulo, que reduziu os índices desde a década de 1990.

São Paulo continua sendo o estado com menor taxa de vítimas, com 10,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Na comparação com 2012, quando foi verificada uma taxa de 12,4, houve recuo de 12,9%. Em números absolutos, o total de vítimas caiu de 5.209 para 4.739, uma melhora de 9,02%. A organização avalia, no entanto, que a qualidade de informações do governo paulista está no Grupo 2, o que indica que pode haver subnotificação.

Alagoas tem a pior taxa do país, com 64,7 vítimas para cada 100 mil habitantes, o que representa alta de 0,4% em relação a 2012. A Bahia, por sua vez, é o estado com maior número absoluto de mortes, com um total de 5.440 vítimas. A taxa de homicídio é 36,1. Apesar de alarmante, na avaliação do fórum, os números representam retração de 7,47% no total de vítimas e 12,9% na taxa de mortos em relação a 2012.

* Fonte: AEB/Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Crônica: A Omissão ou Descaso do Poder Público – Por Walter Jorge Freitas *

DEU NO JORNAL

(Qual seria o direito do transeunte?)

 

 

O Jornal do Commercio em uma de suas edições da semana passada dedicou espaço considerável a um problema que vem incomodando bastante os recifenses: a ocupação desenfreada das calçadas e das ruas.

Realmente, a situação está ficando cada vez mais caótica na capital pernambucana e isto, sem dúvida, se deve à falta de ações da prefeitura que não fiscaliza a proliferação de barracas espalhadas pelos espaços que em tempos idos, pertenciam aos cidadãos.

Outro problema que exige atenção especial é o fato de alguns bares colocarem suas mesas e cadeiras nas calçadas, principalmente nos finais de semana.

(Calçada ocupada. Como passar?)

(Comércio ambulante ocupando literalmente as calçadas)

A falta de fiscalização no que se refere ao estacionamento de veículos em locais proibidos é outra questão a ser avaliada com rigor. Da maneira que as coisas caminham, a cidade dentro de pouco tempo, estará totalmente travada, o que sem dúvida, trará sérios incômodos para quem tem horário a cumprir.

Seria muito oportuno que o JC desse uma passadinha pelas ruas de minha cidade – Pesqueira – a fim de verificar que as mazelas citadas na reportagem também estão deixando os pesqueirenses muito chateados.

A mudança das feiras livres para o terreno pertencente à Fábrica Peixe por incrível que pareça, não surtiu o efeito desejado, pois, o que se verifica no dia a dia é que aos poucos estão aparecendo vendedores de frutas, verduras, móveis e outros produtos, nas calçadas, nas ruas e até nas praças.

O mais que evidente aumento do número de veículos circulando na cidade exige um eficiente ordenamento nos estacionamentos. Algumas ruas, tanto do centro como as mais afastadas, necessitam urgentemente de fiscalização e ordem no que tange ao trânsito, pois estamos perto do caos.

Tais providências estão sendo cobradas há bastante tempo, mas infelizmente isto não está sensibilizando a quem de direito e o que se vê é um trânsito complicado e falta de espaços para estacionar, coisas que as pessoas imaginam só acontecem nas grandes cidades.

Hoje, dando uma voltinha pela cidade, vi um trator estacionado em plena calçada da Avenida Adalberto de Freitas. Isto significa que o pedestre que andar por ali, será obrigado a descer e ocupar o espaço dos veículos.

Considerando que tudo o que foi abordado neste texto já foi assunto de outros comentários, ficamos no aguardo de providências, mesmo sabendo não ser fácil mudar o que está errado há anos, principalmente, quando algumas medidas podem ser tidas como impopulares. É preciso coragem gente!

 

 

 

Pesqueira, 09 de novembro de 2014.

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, poeta, cronista e pesquisador musical.