Crônica/Alerta!: Como conviver com a Dengue e Chikungunya? – Por Walter Jorge Freitas *

NOTÍCIA PREOCUPANTE

 

Mosquito da dengue aedes egypt (Foto: USDA/AP)

(Expectativa preocupante de que tenhamos que conviver, já nesse próximo verão, com a dengue e com a febre chicungunnya)

 

A edição do Jornal do Commercio do dia 12 deste mês publicou no seu Caderno Cidades, entrevista com uma bióloga e pesquisadora da UFPE, cujo teor é de deixar os moradores da maioria das cidades pernambucanas com vontade de ir morar na Lua.

A matéria é muito bem ilustrada com gráficos, fotos e números concretos sobre a evolução da Dengue em alguns municípios e as possibilidades de um surto da febre chikungunya no Estado de Pernambuco, por serem essas doenças transmitidas por mosquitos que proliferam no lixo.
Para deixar a população ainda mais assustada, a Secretaria Municipal de Saúde do Recife alertou sobre a existência naquela cidade de 17 bairros com alto risco de surto de dengue.

Considerando que os municípios brasileiros não dão à limpeza urbana a atenção que esse serviço requer, estamos bem próximos de uma epidemia de Dengue e até daquela febre de nome meio esquisito.

Na minha modesta condição de cidadão, mesmo sem nada entender sobre o assunto, resta-me apelar para que as Secretarias de Saúde e os Departamentos de Limpeza Urbana se unam no sentido de traçar planos a fim de conscientizar a população de todos os municípios sobre os cuidados a serem adotados visando tentar evitar o pior.

Aqui em Pesqueira, por exemplo, torna-se necessário que os responsáveis por esses setores façam um mapeamento das áreas críticas da cidade e sem perder tempo, entrem logo em ação, pois do contrário, a julgar pelo estado em que se encontram algumas ruas, com lixo e entulhos amontoados, é bem provável que a nossa cidade passe a figurar nas estatísticas com elevado número de casos de Dengue.

Apenas com a finalidade de colaborar, vou indicar três pontos que considero merecedores de atenção especial:

Um terreno baldio que fica na Rua Antônia Marinho de Andrada (atrás da minha casa, pertinho do posto do SAMU), onde temos metralhas, lixo e galhos de plantas acumulados desde fevereiro.

Pátio do antigo mercado de farinha (Praça José Araújo. Lá, nunca falta lixo. Ontem, por volta de 11 horas da manhã, constatei que além do lixo comum, colocaram pneus, grande quantidade de escovas usadas em salões de beleza e todo tipo de bagulhos que se possa imaginar. Hoje, felizmente, voltei até o local e constatei que foi feita a coleta, mas já existem novos vestígios de sujeira.

Por fim, um esgoto a céu aberto que desce do bairro dos eucaliptos, despeja na esquina do salão de festas do Hotel Cruzeiro e escorre pela Avenida Joaquim Nabuco, junto ao meio-fio. Para “embelezar” mais o cenário, há uma grande quantidade de lixo e mato nas imediações da linha férrea.

Já imaginaram a impressão que os hóspedes daquele hotel levam da terrinha, ao vislumbrarem aquela paisagem da janela de seus apartamentos?

Pesqueira, 26 de novembro de 2014

* Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

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