Movimento Cultural/Soneto: Vaidade – Por Djanira Silva *

S O N E T O

 

(Djanira Silva é pesqueirense, poetisa, cronista e contista)

VAIDADE

 

 

Não sei se é prêmio ou se será má sorte
Ser condenado à vida sem pedir
E a qualquer hora ter que sucumbir
Sumariamente condenado à morte

Para esta transição, o passaporte
É a vida, com o visto só de ir
Sem que se possa ao menos intervir
Nem alterar a hora do transporte

Por vaidade o homem busca a fama
Cria entidades, nelas se proclama
Um ser notadamente genial

Até que se consume a execução
No peito ostentará um medalhão
Pensando até morrer que é imortal

 

 

* Autora: Djanira Silva (oabelhudo) . Soneto extraído do  livro SAUDADE PRESA que será lançado durante a 1ª Bienal do Livro de Pesqueira que ocorrerá nos dias 09 a 13 de dezembro. 

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