Monthly Archives: dezembro 2014

Movimento Cultural/Homenagem: Enéas Freire – O criador do Galo da Madrugada – Por Walter Jorge Freitas *

UM FREVO PARA ENÉAS

 

 

 

PREZADO ENÉAS A TUA PARTIDA
DESTA PARA OUTRA VIDA
FEZ O RECIFE PARAR
FIQUE SABENDO QUE A EMOÇÃO FOI TANTA
SENTI UM NÓ NA GARGANTA
E VONTADE DE CHORAR
O FOLIÃO JAMAIS TE ESQUECE
PERNAMBUCO TE AGRADECE
E O MUNDO TE APLAUDIU
É POR ISTO QUE EU SEMPRE FALO
QUEM NUNCA FREVOU NO GALO {BIS NASCEU, MAS NÃO EXISTIU

ANTÔNIO MARIA
NELSON FERREIRA E EDGARD
ORGANIZARAM UMA GRANDE FESTA
COM BELOS FREVOS
DE ANTIGOS CARNAVAIS
LUIZ BANDEIRA E O BOM SEBASTIÃO
MESTRES DE CERIMÔNIA
DA GRANDE RECEPÇÃO
ESTÃO FELIZES COM A CHEGADA
DE QUEM DEU A SUA VIDA {BIS
AO GALO DA MADRUGADA

VEM FOLIÃO, VEM PESSOAL
HOMENAGEAR ENÉAS
QUE VIVEU PRO CARNAVAL
VEM FOLIÃO, VEM PESSOAL
HOMENAGEAR ENÉAS
QUE VIVEU PRO CARNAVAL.

 

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, poeta compositor e pesquisador musical>

Movimento Cultural/Soneto: Pecados Capitais – INVEJA – Colaboração Marco Soares *

I N V E J A

 

 

Não se pode roubar a luz do pirilampo
que cada vagalume tem a sua
Que iria um rato fazer com o brilho de outrem
se não iluminar o próprio rabo?

Assim como vitórias são de vencedores
não se pode beber da glória alheia
Se não és capaz de brilhar entre os que ascendem
contenta-te com teu triste destino.

Pois o segredo da vida se resume
em tirar alegria do que é simples
Infeliz de quem, por pura inveja,
sendo rato, sofre em não brilhar qual pirilampo.

 

 

* Autor: Nelson Padrella – Nelson Padrella (Rio de Janeiro, 1938) é um pintor, desenhista e escritor brasileiro estabelecido no Paraná.

Crônica/Protesto: A Dissolução da Nossa Banda de Música – Por Walter Jorge Freitas *

A DISSOLUÇÃO DA

NOSSA BANDA DE MÚSICA

(Banda de música maestro José Bevenuto de Pesqueira, nos seus áureos tempos…Foto:Arquivo do autor)

 

 

Li no Pesqueira em Foco, blog do amigo Geraldo Magela, uma interessante matéria sobre a visita que fez a Pesqueira, o professor Thomas Scott, da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, que veio a convite da conceituada escritora Ana Lígia Lira, cuja intenção era levá-lo a conhecer parte dos elementos que contribuem para a musicalidade de nossa gente e ver de perto as principais manifestações culturais da terra de Anísio Galvão.

No texto, a nossa conterrânea fala sobre o encontro dela e o professor com o prefeito Evandro Maciel Chacon e de sua surpresa ao saber que a banda de música de sua terra natal foi extinta.

Conta Ana Lígia que a frustração causada pela notícia ruim foi superada pelo encantamento que ela e o amigo norte-americano vivenciaram ao conhecerem a sede do Projeto Sementes do Amanhã, onde Júnior do Cavaco, Fernando Profeta e outros abnegados, ensinam música a mais de uma centena de crianças e jovens, apesar da carência de tudo, inclusive instrumentos.

Amante da música e macaco de auditório das bandas tanto quanto a conterrânea Ana, ressalto que a nossa foi vítima de um longo processo de sucateamento que durou quase três décadas.

A sua decadência foi tema de crônicas escritas pelos renomados jornalistas William Pôrto, Jurandir Carmelo, Francisco Neves e outros apaixonados pela causa. Este modesto rabiscador também escreveu algumas linhas para o Jornal do Commercio, Pesqueira Notícias, Rádio Jornal e alguns blogs, lamentando o que se passava com a banda que tanto nos encantou.

Lembro até que no seu primeiro mandato, o prefeito Evandro Chacon tentou dar um novo impulso à mesma, trazendo o músico pesqueirense Amauri Soares que havia se aposentado do Exército, para reger e formar novos músicos aqui, coisas que ele adorava e sabia fazer como poucos.
Amauri veio, deu uma arrumada na banda, melhorou o seu repertório, conseguiu fardamento novo, injetou motivação nos músicos, mas de repente, resolveu voltar à capital paraibana, sua segunda casa.

Assim, como o Dr. Evandro, os outros prefeitos também ajudaram à nossa banda. Uns mais, outros menos, mas todos colaboraram.
Ocorre que a partir dos anos de 1990, começaram a surgir questões trabalhistas e isto, a meu ver, foi a principal causa de sua ruína, pois, os administradores se descuidaram, os valores das causas foram se avolumando e o resultado é o que todos conhecemos.

Quanto aos instrumentos musicais, convém ressaltar que eles não foram leiloados por nenhum prefeito. A falta de pagamento de dívidas trabalhistas pela maioria dos gestores é que levou a Justiça do Trabalho a leiloá-los.

Por fim, lembro à estimada Ana Lígia, que municípios do porte de Pesqueira não têm mais condições de manter uma banda de música, pois agora, os músicos são admitidos mediante concurso público e percebem salários estabelecidos pelo sindicato da classe.

O que os municípios podem – e alguns já fazem – é destinar verbas no orçamento para ajudar a instituições que estejam legalizadas como sociedades, com estatutos, diretoria e tudo o que é exigido por lei específica.

 

Pesqueira, 01 de dezembro de 2014

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, contista, poeta e pesquisador musical.

Brasilia: Governo faz um “agrado” aos parlamentares aumentando recursos para emendas *

Governo amplia verba de

congressista, mas condiciona

à manobra fiscal

 

No decreto, o governo eleva de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,032 bilhões a liberação de recursos, com um aumento de R$ 444 milhões para as chamadas emendas individuais.

(Parlamentares terão como contribuir com os municípios, desde que atenda à manobra fiscal do governo)

 

O Palácio do Planalto publicou nesta segunda-feira (1) um decreto ampliando os limites para a liberação de verbas indicadas por congressistas no Orçamento da União. O texto, no entanto, condiciona expressamente o novo teto à aprovação por deputados e senadores da manobra fiscal a que o governo recorreu para tentar fechar as contas deste ano.

Após uma série de derrotas imposta pela própria base aliada, o Congresso Nacional tem sessão marcada para esta terça-feira (2), quando será feita uma nova tentativa de votar o projeto de lei que autoriza o governo a descumprir a meta de economia para pagamento de juros da dívida pública em 2014, o chamado superavit primário.

A presidente Dilma Rousseff se reúne no começo da noite desta segunda com líderes da base aliada na Câmara e no Senado. A petista deve fazer um apelo pela aprovação da proposta que é considerada prioridade zero para o Planalto.

No decreto, o governo eleva de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,032 bilhões a liberação de recursos, com um aumento de R$ 444 milhões para as chamadas emendas individuais.

Um dos principais capitais eleitorais dos políticos, as chamadas emendas parlamentares são usadas, geralmente, para bancar obras e investimentos nos redutos eleitorais dos congressistas.

O decreto afirma que a “a distribuição e a utilização do valor da ampliação […] ficam condicionadas à publicação da lei resultante da aprovação do PLN no 36, de 2014 – CN [número do projeto sobre a manobra fiscal], em tramitação no Congresso Nacional“.

E completa: “não aprovado o PLN de que trata o caput, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Ministério da Fazenda elaborarão novo relatório de receitas e despesas e encaminharão nova proposta de decreto”.

MANOBRA

Com as contas no vermelho, o governo enviou ao Congresso um projeto alterando a LDO permitindo ao Executivo descontar dessa espécie de poupança todo o valor gasto no ano com obras do PAC e com as desonerações tributárias.

Com a proposta do governo, a meta fiscal, hoje de ao menos R$ 81 bilhões, deixa na prática de existir, e o governo fica autorizado até mesmo a fechar o ano com as contas no vermelho.

Na semana passada, o Planalto assumiu formalmente que não cumprirá a meta de poupar R$ 80,8 bilhões para o abatimento da dívida. A nova meta de superavit é de pouco mais de R$ 10 bilhões.

O governo prepara medidas de ajuste para conter as despesas nos próximos anos. Serão propostas mudanças nas regras de seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte.

* Fonte: Folha de São Paulo/MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA

Brasilia: Armando Monteiro é anunciado oficialmente como novo ministro *

Nota Oficial

Dilma anuncia mais

um nome do novo ministério

 

(Armando Monteiro foi deputado federal e atualmente é senador pelo PTB/PE)

 

A presidenta Dilma Rousseff anuncia, nesta segunda-feira, 1º de dezembro, mais um nome do novo ministério.

O senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) será o titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O ministro Mauro Borges está deixando a pasta.

Armando Monteiro Neto é senador pelo PTB e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A presidenta Dilma agradece a dedicação e lealdade do ministro Mauro Borges, que permanecerá no ministério até que esteja concluída a transição e a formação da nova equipe.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Leia também:

Crônica & Causo: Conversa de bar – Por Seu Rege *

Conversa de Bar

 

 

 

Dois amigos e conterrâneos encontram-se em um boteco:

-Há quanto tempo não nos vemos, até parece que não moramos na mesma cidade!
-Coisa de cidade grande. – Então, vamos tomar uma cerveja e por os assuntos em dia?
– Não estou mais bebendo cerveja!
-Quer dizer que não gosta mais da loirinha?
-Não é bem isso, o caso é que, velho vai constantemente ao banheiro, avalie tomando cerveja.
-Então, pede uma outra bebida e vamos falar sobre a terrinha.
-Meu amigo, por incrível que pareça, eu sou um estranho em minha própria terra.
-Não acontece só com você, comigo é a mesma coisa.
-Que tristeza! Veja que situação, temos vontade de visita-la e lá nos encontramos sozinhos.
-Você está ouvindo esta música que está tocando?
-Estou! Este bolero é bem antigo, é o que chamam de brega.
-Mas interessante como algumas músicas marcam a vida da gente, nos transportam ao passado e estão sempre associadas a um lugar, a uma pessoa.
-E como os sentimentos não mudam, a música nunca envelhece.
-Você parece que mudou!
-Eu não notei muito, mas as pessoas com quem convivo já notaram, mudei sim, não apenas na aparência como também no modo de pensar, de encarar a vida, bem o fato é que a minha cabeça mudou. Estou ficando velho e sempre lembrando o passado.
-É porque o passado não morre nunca.
-Você acredita que completei setenta anos e não lembro de ter vivido todo esse tempo? Tenho um amigo que só veio notar que estava velho quando ao entrar nos ônibus os passageiros se levantavam para lhe dar a cadeira. Somente com a velhice é que notamos como viver é difícil. As vezes pensamos que estamos fazendo o bem e estamos fazendo o mal e vice e versa. E como nos tornamos diferentes da pessoa que planejávamos ser.
-Na juventude sonhamos muito.
-É, sonhar é bom, mas não podemos viver de sonhos e qualquer que seja ele, não podemos esquecer a realidade.
-A esta altura da vida a única certeza que tenho é que não tenho certeza de nada.
-Veja quem está chegando? A quanto tempo não nos vemos? – Como diz o ditado popular: “até as pedras se encontram!”
-Peça uma cadeira, senta e diz o que vai querer beber.
-Vocês parecem que continuam os mesmos! – Que nada, mudamos muito, estávamos conversando sobre isso mesmo.
-Pela forma que estão sorrindo parece que estão em paz.
-Por que em paz?
-Porque dizem que é preciso paz para poder sorrir.
-Você continua um gozador! – Que nada, aprendi apenas que cada um compõe a sua própria estória.
-Você parece que ficou mais sábio?!
-É a velhice! Diz um ditado que o diabo é sabido, não por ser diabo, mas por ser velho.
-Você sempre foi mulherengo, já casou?
-Lá vem a velha conversa. Estou sem ninguém.
-Como você namorou bastante, resta o consolo de ter tentado acertar.
-Somente tive paixão! Devia ter continuado porque afirmam que o amor começa quando a paixão acaba.
-Também sei que a paixão pode levar ao amor como também ao ódio.
-Finalmente, com tanto namoro, o que você procurava?
-Ora, encontrar uma mulher sem defeito.
-É o mesmo que procurar chifre na cabeça de cavalo.
-E aquela morena, boazuda que você dizia gostar tanto?
-Deu um adeus e foi embora. – Talvez seja por este motivo que afirmam que os melhores casos de amos foram aqueles que nunca tivemos.
-Mas você está com saudade? Dizem que saudade é vontade de ver de novo. Parece que gostaria de ver a morena outra vez?
-Bem que gostaria, mas pra que ficar tentando juntar pedacinhos do amor que se acabou, nada mais vai colá-lo.
-Ao meu ver o amor é uma coisa singular. Você pode perguntar a uma pessoa: você gosta de comer feijão? Você gosta de viajar? E ela responder: mais ou menos. Porém quando se trata de amos, você não pode responder assim. Ou gosta ou não gosta.
-Bem, ninguém pode dar aquilo que não tem. E também arriscar o que não pode perder.
-Esta conversa está ficando muito filosófica.
-É a vida amigo, nunca deixamos de filosofar, todavia esta não está parecendo uma conversa de bar.
-É verdade, ainda não falamos palavrões nem contamos anedotas. – Mas a conversa está apenas começando e vai continuar. – Por falar em anedota, vocês conhecem aquela de Eva conversando com a cobra?

-Um momento! Antes de começar vamos pedir uma nova rodada porque os copos já estão vazios. Garçom, por favor uma nova rodada.

Exiba tio regi.jpg na apresentação de slides

* Autor: Seu Rege – Reginaldo Maciel é pesqueirense, economista, colaborador do OABELHUDO, cronista, contista e contador de causos…