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24 de maio de 2013
Anderson Felipe de Azevedo
Tomados pela fatalidade, a cidade lamenta a perda de um jovem de 19 anos e um futuro pela frente. ANDERSON FELIPE AZEVEDO, não resistiu a sucumbiu a um acidente de moto. Mais um jovem que é tragado por esse equipamento que a cada dia se torna mais e mais perigoso.
Anderson era integrante da Banda Santa Cecília, tocava saxtenor. No mês passado indicado pela diretoria e pelos seus colegas e foi eleito Diretor de Patrimônio da Sociedade Musical Santa Cecília, sendo ele, o primeiro aluno a galgar tal posição de músico e diretor da entidade cultural.
A sociedade sanharoense lamenta profundamente o ocorrido e estende aos seus familiares os sentimentos de pêsames.
“A morte não é o fim
A separação é temporária
Deixe quem você ama seguir em frente
E permita-se viver em paz”
Dom Pablito
Editor
Integração Nacional assinou contrato de R$ 467,4 milhões com as empresas S.A. Paulista e Somague, para a realização das obras complementares do Projeto de Integração do Rio São Francisco; mais 1,5 mil trabalhadores devem contratados para reforçar as atividades do Eixo Leste
O Ministério da Integração Nacional assinou contrato de R$ 467,4 milhões com as empresas S.A. Paulista e Somague, para a realização das obras complementares do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Mais 1,5 mil trabalhadores devem contratados para reforçar as atividades do Eixo Leste. “Este é um passo importante para a plena remobilização da obra do rio São Francisco”, declarou o ministro Fernando Bezerra Coelho. Com um orçamento inicial de R$ 4,5 bilhões, a Transposição está orçada, atualmente, em R$ 8,2 bilhões e emprega mais de 5 mil operários. Os serviços devem ser concluídas em 2015.
Segundo informações do ministério, os novos trabalhadores atuarão na construção de canais e estações de bombeamento dos antigos lotes 9 e 13, renomeados como metas 1 e 2 do Eixo Leste. “Esta etapa vai viabilizar 100 km de água no Eixo Leste no final de 2014. Acreditamos que, nos próximos 30 a 60 dias, já estaremos com as frentes de serviços mobilizadas e as obras retomadas ao longo dos 200 km de extensão do Eixo Leste”, disse FBC.
Enquanto o Eixo Leste beneficiará Pernambuco e Paraíba, o Eixo Norte contempla, além desses dois estados, Ceará e Rio Grande do Norte. Os trechos das Metas 1L (74,% de execução) e 2L (53,8%) começam na captação do rio São Francisco, em Floresta (PE), e seguem até o Reservatório Barro Branco, em Custódia (PE).
Os trechos das obras que estarão sob os cuidados das empreiteiras S.A. Paulista e Somague são as Metas 3 Norte (3N) – antigos lotes 6 em Muriti (CE) e lotes 7 em São José das Piranhas (PB) – e 3 Leste (3L) – antes, eram os lotes 10,11 e 12 em Custódia (PE) e Monteiro (PB).
LEIA A ÍNTEGRA:
Ministério libera mais R$ 467,4 mi para Transposição
*Fonte: Mint / Brasil247
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE PESQUEIRA (Essa lei se equipara as constituições federal e estadual, em relação ao Município).
(…)
CAPÍTULO II. DO PODER EXECUTIVO. SEÇÃO IV. DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS.
(…)
ART. 60 – Os Secretários Municipais serão escolhidos pelo Prefeito dentre brasileiros, maiores de vinte e um (21) anos, RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE PESQUEIRA e no exercício dos direitos políticos.
ART. 61 – Lei de iniciativa do Prefeito disporá sobre a criação, estrutura e atribuições das Secretarias Municipais.
Art. 62 – A competência dos Secretários Municipais abrangerá todo território do Município, nos assuntos pertinentes às respectivas Secretarias.
Art. 63 – Os Secretários serão sempre nomeados em comissão e FARÃO DECLARAÇÃO PÚBLICA DE BENS NO ATO DA POSSE E NO TÉRMINO DO EXERCÍCIO DO CARGO. (…)
Do blog Combate Popular do festejado jornalista William Porto:
PERGUNTA CABULOSA (William Porto)
Que mal haveria se exigissem que os secretários municipais assinassem ponto e fossem obrigados a dar pelo menos oito horas diárias de serviço? E que fossem obrigados a morar na cidade? Não faria mal nenhum, seria uma exigência ética.
Nota de Canetadas: Quem se diz legalista, cumpre a lei! Esse é um dos princípios da legalidade. É inadmissível, portanto, fazer um discurso se dizendo legalista e na prática ofender o princípio da lei. Se a lei diz que o Secretário tem que residir em Pesqueira, esse tem que residir em Pesqueira.
Sobre a nota de William Porto, acima transcrita, Eu não diria sobre as oito horas de serviço (no qual concordo), nem do hábito de bater o ponto (exigência da CLT para os celetistas), ou assinar o livro de presença (habitual no serviço público), mas que os senhores secretários, diretores, comissionados em cargos de chefia, de comando, de mando – (não pode haver outro tipo de comissionados, por exemplo: garis, eletricistas, assessor disso ou daquilo, etc.), não praticassem atos pessoais da sua vida civil e profissional, no horário do expediente.
DECLARAÇÃO DE BENS...
E os Secretários municipais declararam os seus bens, o seu patrimônio, as suas riquezas. Por que não publicá-las, como manda a lei? Cadê a transparência, tão evocada nos comissões e nos guias eleitorais?
CALÇADAS DE PESQUEIRA, QUASE QUE INTRANSITÁVEIS...
Pesqueira/PE, 21/05/2013 > “Nossas” calçadas! Está cada dia mais difícil de andar pelas calçadas das ruas principais de Pesqueira, em razão de sua invasão pelo comércio (que expõe o seus produtos, colchões, motos, móveis, roupas, etc.), pelos feirantes (frutas, verduras, legumes, etc) e outros trecos. Vai ficar assim mesmo, ou vão tomar alguma providência. Com a palavra a Prefeitura de Pesqueira!
A PARTE URBANA DA BR 232, PRECISA DE CUIDADOS...
O perfil urbano da BR 232 precisa de qualificação, não é caso de requalificação, pois nunca existiu. E as medidas educativas ou técnicas (lombadas eletrônicas) para orientar o trânsito e os pedestres que circulam e transitam no perfil urbano da BR 232, estão sendo viabilizadas? Vão esperar morrer mais gente para adotar as medidas de proteção à vida. Com a palavra a Prefeitura de Pesqueira.
DEU NO JORNAL PESQUEIRA NOTÍCIAS – EDIÇÃO DE MAIO DE 2013.
HOTEL ACAUÃ É UMA VERGONHA PARA PESQUEIRA. A situação de petição de miséria do Hotel Acauã constitui, sem dúvida, uma vergonha para Pesqueira. Um hotel em ruínas que agonizou até a morte, é algo que constrange, entristece e revolta. Não adianta discutir de quem foi a culpa ou que motivos levaram aquele estabelecimento a derrocada total, virando um fantasma em ruínas, caindo aos pedaços. É algo que envergonha e também arranha a imagem de Pesqueira. É preciso se fazer um esforço para por fim àquela vergonha. Entendemos que o poder público municipal poderia entrar em entendimento com os credores da massa falida, parece que são instituições oficiais, no sentido de se tentar adquirir aquele prédio. Lembrem-se que a prefeitura tem a receber um resto das contas dos funcionários que foram negociadas com a CEF e uma verba extra do pacote de bondades do governo do estado, e que a negociação partindo da prefeitura poderia sofrer desconto no valor do prédio, haja vista que os impostos podem ser perdoados pelo governo. Do jeito que está o finado Acauã não pode continuar. É uma vergonha, repetimos, para a cidade. Uma vergonha tremenda.
Nota de Canetadas – Já tratamos desse assunto em diversas canetadas, no sentido de se buscar uma solução para o edifício do antigo Hotel Acauã. Na verdade esse suntuoso prédio onde funcionou o HOTEL ACAUÃ, (um dos cartões de visita da Cidade) está aos pedaços, servindo para fins não “republicanos” – (todo mundo agora usa esse termo. Vamos usar, também. Evidenciando o programa Maria vai com as outras) vai continuar com a cara de destroço? É preciso uma solução, a qual pode passar pela sugestão da matéria acima (Pesqueira Notícias), ou pela aplicação do Código de Posturas Municipais, alcançando o contido, também, no Código Tributário do Município, com a finalidade de desapropriação para fins de equipamento público.
Vejam o que diz a Lei Orgânica Municipal (Essa lei não é lei morta):
Seção II – Da Política Urbana.
Art. 108. A política de desenvolvimento urbano será formulada e executada pelo Município de acordo com as diretrizes gerais fixadas em lei visando a atender à função social do solo urbano, ao crescimento ordenado e harmônico da cidade e ao bem-estar dos seus habitantes.
§1º – O exercício de propriedade do solo urbano atenderá a sua função social, quando condicionado às exigências fundamentais de ordenação da cidade.
Nota de Canetadas: Cadê a função social dessa propriedade fincada em solo urbano?
O prédio tem toda uma estrutura para servir à administração pública (Centro Administrativo), ou mesmo voltar a ter o seu destino primeiro: Hotel. Por que não oferecer a grupos que exploram o setor hoteleiro de Pesqueira ou do Estado? Por que não pensar no assunto?
Já sugerimos, também, que o edifício do antigo Hotel Acauã poderia ser utilizado para instalar o Abrigo dos Idosos de Pesqueira, ou um Centro Cultural, com o Arquivo Público Municipal; Museu Geral de Pesqueira, Banda de Música, além de lojas para venda dos produtos da terra, do doce e da renda, do artesanato, além da exploração do Restaurante, servindo para eventos. A verdade é que o prédio tem estrutura para ser utilizado, basta querer. Com a palavra a Prefeitura de Pesqueira!
A TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA
Recebi hoje a conta da CELPE, vencimento do mês de junho/2013. Nela, incluída, na sua forma mensal e sucessiva, a taxa de iluminação pública, com o título de: Contribuição Iluminação Pública, na ordem de R$ 7,22, ou 6,3% do valor da conta. Quem fica com essa arrecadação, conta a conta (residencial comercial e industrial)? Quantas contas? Quanto dinheiro? E a Cidade às escuras, facilitando a ação criminosa. Com a palavra a CELPE e a Prefeitura de Pesqueira e a Câmara de Vereadores!
O BÔNUS DA CELPE
Na mesma conta da CELPE (vencimento: junho de 2013), uma dedução de R$. 17,47 (…), em favor do consumidor, relacionado ao Bônus ITAIPU – art. 21 da Lei 10.438/2002.
O que dispõe essa lei?
Dispõe sobre a expansão da oferta de energia elétrica emergencial, recomposição tarifária extraordinária, cria o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), dispõe sobre a universalização do serviço público de energia elétrica, dá nova redação às Leis no 9.427, de 26 de dezembro de 1996, no 9.648, de 27 de maio de 1998, no 3.890-A, de 25 de abril de 1961, no 5.655, de 20 de maio de 1971, no 5.899, de 5 de julho de 1973, no 9.991, de 24 de julho de 2000, e dá outras providências.
O Que diz o art. 21, da lei acima referida?
Art. 21. Parcela do resultado da comercialização de energia de Itaipu será destinada, mediante rateio proporcional ao consumo individual e crédito do “bônus” nas contas de energia, aos consumidores do Sistema Elétrico Nacional Interligado, integrantes das Classes Residencial e Rural, com consumo mensal inferior a 350 kWh, nos termos de regulamentação do Poder Executivo.
CONFIRA A SUA CONTA?
A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DESMENTE FALTA DE BOM ATENDIMENTO
Muitas das reclamações (denúncias dos ouvintes) que vão ao ar, no programa matinal (a hora da bronca) do festejado radialista Givanildo Silva, Rádio Jornal, não são verdadeiras. Muitas delas foram desmascaradas, no dia 21/05/2013, pela Secretária de Educação, professora Márcia Paes. A responsabilidade não é do programa, muitos menos do radialista, mas de quem faz a denúncia (quando ao ligar cita apenas o primeiro nome e o bairro, com os participantes do programa metendo bronca).
DA RESPONSABILIDADE DO DENUNCIANTE
É preciso responsabilidade dos denunciantes. Essas denúncias são importantes, pois apontam possíveis irregularidades, nesse ou naquele setor da administração pública, ajudando assim a solução do problema. Mas, é preciso que as denúncias sejam fundamentadas e, antes de tudo, verdadeiras. Mas, na grande maioria, as denúncias levadas ao AR pela Rádio Jornal de Pesqueira, são verdadeiras, pois que o problema existe, mas é preciso ter cuidado a denuncia infundada com o objetivo de denegrir a imagem das pessoas, caluniando-as, injuriando-as, é passível de levar o responsável ao banco dos réus, e até responder por crime contra a administração pública.
E O ATENDIMENTO DA SECRETÁRIA?
Sobre o atendimento por parte da Secretária da Educação, disse Márcia Paes, na mesma entrevista, que as atividades externas, tais como visitas às escolas urbanas e rurais, reuniões com professores (as), entre outras diligências não permitem que a mesma (Secretária) fique postada atrás de um birô. Isso é verdade. A Secretaria de Educação tem inúmeras escolas localizadas nas zonas rural e urbana, as quais devem ser acompanhadas pela titular da secretaria. Disse, ainda, que existem servidores (as) preparados para o atendimento de cada assunto, relacionado à pasta que comanda. É isso aí!
AMPARO AO ABRIGO DOS IDOSOS…
Do conhecimento público e das autoridades municipais as enormes dificuldades porque passa o Abrigo dos Velhinhos de Pesqueira. Isso pode ser resolvido pela municipalidade, através de sua Secretaria de Assistência Social, até porque qualquer ajuda financeira que for dada pela prefeitura tem cobertura legal, como disposto no Art. 135, do Capítulo IV – Da Criança, do Adolescente e do Idoso, da Lei Orgânica do Município, que assevera:
ART. 135 – O Município incentivará entidades particulares e comunitárias, atuantes na política de defesa dos direitos da criança, do adolescente, das pessoas portadoras de deficiência e do idoso, devidamente registradas nos órgãos competentes, subvencionado-as com amparo técnico e auxílio financeiro.
PESQUEIRA NOTÍCIAS > (PÁGINA 09) – EDIÇÃO DE MAIO DE 2013 > COLUNA PANORAMA.
SAUDADE DA COERÊNCIA. Se havia algo positivo na política de antigamente era a coerência. Os políticos tinham lado político. Quem era socialista, era socialista; quem era fascista, era fascista; o mesmo em relação a trabalhistas, pessedistas e udenistas. E ninguém virava a casaca. Mas hoje é tudo um saco de gatos, é difícil distinguir o lado político desse pessoal. Avacalharam a política. Virou uma casa de noca. Que saudade do tempo que havia coerência política em Pesqueira.
Nota de Canetadas – Essa é a mais pura verdade. A política de hoje se misturou de tal forma que representa o mais efetivo descaminho da sua história. Partidos fracos, de “mentirinha”, como bem disse o Ministro Joaquim Barbosa, do STF. A expressão utilizada pelo jornal Pesqueira Notícias, de que “avacalharam” a política é bastante saudável, pois o certo seria dizer que criminalizaram a política, tanto assim que são centenas, milhares até, de políticos envolvidos em toda a espécie de crime, não sendo diferente na nossa terra. E, ainda querem tirar os poderes investigativos do Ministério Público. Se assim for é melhor fechar o País! É lamentável e condenável!
NOMES DE LOGRADOUROS PÚBLICOS, NÃO PODEM SER MUDADOS...
O Título VI. Das Disposições Finais e Transitórias, no seu Art. 147, dispõe: Não se darão nomes de pessoas vivas a qualquer localidade logradouro ou estabelecimento público, nem se erigirão quaisquer monumentos e, ressalvadas as hipóteses das que atentem contra os bons costumes, tampouco se dará nova designação aos que forem conhecidos do povo por sua antiga denominação.
Nota de Canetadas – É preciso que a Câmara de Vereadores faça um reestudo sobre o nome dos logradouros de Pesqueira, dos edifícios, etc, no sentido de reordenar essa bagunça. Os logradouros como vimos acima, não podem ter o nome mudado, a não ser em casos que justifiquem, mas nunca para favorecer essa ou aquela, esse ou aquele político.
Temos como exemplo a Rua Major Panta, localizada no Bairro do Centenário (antiga Favela) que foi substituída por um nome de um político (de fora), que nada trouxe para Pesqueira. Enquanto isso, o Major Panta foi um dedicado pesqueirense que na guerra praticou a enfermagem, e quando voltou para a sua terra ajudou a salvar vidas, trabalhando na Pitanguinha. Mais, o nome da nova rua não é usado, até hoje, todos se referem àquele logradouro como sendo a Rua Major Panta, até mesmo na internet, como se observa no site do MAPLINK. No mesmo sentido a travessa Capitão Mor Manuel José de Siqueira, esse simplesmente o fundador da Pesqueira. Retiram-lhe o nome como travessa no centro da Cidade e coloram-no em uma rua por trás dos antigos cabarés de Pesqueira. Em qualquer lugar do mundo, o nome do fundador da cidade é localizado em uma avenida, em uma praça, com destaques e homenagens. Com a palavra a Câmara Municipal de Pesqueira.
* Autor: JURANDIR CARMELO – É advogado, jornalista, escritor e cronista.
Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky – publicada pela Associação de Ciências Psicológicas – descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
“Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo”, diz ele.
“Isso pode comprometer a compreensão sobre o material”, afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um “cobertor de segurança” para muitos estudantes.
A EFICIÊNCIA DE CADA TÉCNICA
Interrogação elaborativa - ser capaz de explicar um ponto ou um fato - MODERADO
Auto-explicação - como um problema foi resolvido - MODERADO
Resumos - escrever resumos de textos - BAIXO
Marcar ou sublinhar trechos - BAIXO
Mnemônocos - escolher uma palavra para associar à informação - BAIXO
Criação de imagens - formar imagens mentais ao ler ou escutar - BAIXO
Releitura - BAIXO
Teste prático - Auto-teste para checar o conhecimento – principalmente com o auxílio de cartões de memória - ALTO
Prática distribuída - espalhar o estudo em um longo período de tempo - ALTO
Prática intercalada - alternar entre diferentes tipos de problemas - MODERADO
LEIA A ÍNTEGRA:
Esforço em vão?
* Fonte: BbcBrasil
23 de maio de 2013

A sigla MMDC ficou marcada na história do país em homenagem aos quatro estudantes mortos durante confronto com a polícia getulista na noite de 23 de maio de 1932,
A sigla MMDC ficou marcada na história do país em homenagem aos quatro estudantes mortos durante confronto com a polícia getulista na noite de 23 de maio de 1932, quando um grupo de populares participava de uma manifestação em oposição ao governo, na Praça da República: Mário Martins de Almeida, 31 anos, solteiro, fazendeiro, nascido em São Manoel (SP); Euclydes Bueno Miragaia, 21 anos, solteiro, auxiliar de Cartório, nascido em S. José dos Campos(SP); Dráusio Marcondes de Souza, 14 anos, ajudante de farmácia, nascido em São Paulo; Antonio Américo de Camargo Andrade, 30 anos, casado, 3 filhos, comerciário, nascido em São Paulo.
Por trás da reivindicação de uma nova constituição, havia a questão da política do café-com-leite, com a qual São Paulo sentia-se desprestigiada desde a Revolução de 30, com o golpe que impediu a posse de Julio Prestes.
O incidente deu origem ao Movimento MMDC, organização civil clandestina que concentrou o alistamento voluntário para quem depois oferecia treinamento militar, e foi o estopim para a revolução constitucionalista. A força de resistência constituída posicionou-se em frentes de combate nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no vale do Paraíba. E no dia 9 de julho de 1932 deu-se início o conflito armado contra a ditadura. Intelectuais, industriais e estudantes, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático, excluído do governo por Vargas, pegaram em armas para lutar por São Paulo. Aguardaram em vão o apoio de outros estados. No dia 3 de outubro, as tropas paulistas se renderam diante da superioridade das forças federais.
Os rapazes tornaram-se mártires da revolta e anos mais tarde, o 23 de maio passou a constar no calendário oficial do estado paulista como Dia da Juventude Constitucionalista, em alusão à participação dos jovens na revolução.
Em 1930, Getúlio Vargas deu um golpe de Estado e assumiu a Presidência, em caráter provisório, mas com amplos poderes. O Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e até as Câmaras Municipais foram fechadas. Os governadores dos Estados foram substituídos por interventores nomeados por Vargas. Nessa época São Paulo, que havia rompido com Minas a política do café-com-leite e que havia sido a principal base política do regime da Primeira República, era encarado como um foco oposicionista.
*Fonte: JB/Hoje na História
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Em Fortaleza, 13 mil alunos do 3° ao 5°
ano precisam ser realfabetizados
A SME (Secretaria Municipal de Educação) de Fortaleza detectou em um estudo que existem 13.747 estudantes do 3º ao 5º ano do ensino fundamental que não são alfabetizados. Os alunos frequentam as aulas, mas não aprendem quase nada por faltar o básico: saber ler e escrever. O índice equivale a 21% dos alunos da rede municipal.
A SME informou que obteve esses números após um diagnóstico feito por meio de uma avaliação de leitura e escrita realizada pelas próprias escolas, no início do ano letivo. As provas foram aplicadas para os 65 mil alunos da rede municipal.
Segundo a SME, a Seduc (Secretaria da Educação do Estado do Ceará) classificou a capital cearense na posição 183° dentre 184 cidades pesquisadas no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica Alfa.
Diante dos números, a SME vai iniciar a correção do fluxo escolar, retirando temporariamente os alunos dessas séries para fazerem um curso intensivo de alfabetização, que deve durar de 3 a 5 meses, e assim retornar as salas de aula de origem e continuar os estudos. Cada turma do período letivo especial terá até 30 alunos. Para isto estão sendo capacitados 327 professores que irão participar da correção de fluxo em Fortaleza.
LEIA MAIS:
Em Fortaleza, 13 mil alunos do 3° ao 5° ano precisam ser realfabetizados
* Fonte: Uol/Educação
NOTA DO BLOG
A presente postagem nos remete a uma reflexão sobre a má (?) qualidade do ensino oferecido por esse Brasil afora, mas particularmente nas regiões norte e nordeste. Desde os anos 80 que esse assunto é recrudescente. Trata-se de algo absolutamente INJUSTO. A má formação nesse período escolar provoca um verdadeiro trauma e compromete o futuro do aluno.
Esse exemplo da Secretaria Municipal de Ensino de Fortaleza é corretíssimo e mais ainda em reconhecer suas falhas e procurar corrigi-las.
Dom Pablito
Editor
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“ESSE TIME PRECISA DESLANCHAR”
Estão pensando que é a seleção? Acham, por acaso, que vou falar sobre o SPORT ou o Pesqueira? Enganaram-se todos.
Pretendo, sem segundas intenções, no exercício do meu sagrado direito de cidadão e com o fim exclusivo de colaborar, tecer alguns comentários sobre os cinco meses da administração do Dr. Evandro.
Grande parte da população do município ainda aguarda pelas medidas de impacto que normalmente ocorrem em toda troca de governo, notadamente quando ele representa uma nova esperança para o povo.
Comparando o nosso município a um time de futebol, constata-se que houve a mudança do treinador, de uma parte da comissão técnica, entraram novos “craques”, mas o rendimento em campo está abaixo do esperado. Faltam entrosamento e espírito de equipe. O desacerto entre a defesa, a meia-cancha e o ataque é facilmente percebido por aqueles que apostaram no novo comando, acreditando em mudanças substanciais.
É possível que isto esteja ocorrendo porque o treinador fez várias improvisações para escalar a sua equipe. Tem muita gente “jogando” fora da posição de origem. Alguns veteranos, já quase sem gás, atuam de maneira bastante manjada, sem buscar novas estratégias, enquanto que os jovens ainda precisam adquirir experiência para encarar os desafios.
Como diria um comentarista esportivo, o time está disperso. Parece que não houve treinamento suficiente. É necessário que se façam reuniões e mais reuniões, pois só assim, todos ficarão “afinados” para começar a agir de maneira eficiente e uniforme, como a situação requer.
Nota-se, facilmente, que velhas táticas usadas pelos técnicos anteriores e até pelo atual, continuam sendo aplicadas.
Boa parte da população esperava que aquela filosofia de jogo de 1983, fosse implantada com algumas atualizações para a alegria dessa torcida composta de pesqueirenses e pesqueiristas, presentes ou ausentes do “gramado”, mas que sente fervilhar em seus corações aquele amor de filhos dessa terra amada que lhes serviu de berço.
É justamente esse amor à terrinha que nos impele a continuar torcendo para que esse esquadrão deslanche e que tenhamos muitas vitórias a festejar daqui por diante, para que percamos a timidez de mostrar a face onde quer que estejamos e possamos proclamar que “PESQUEIRA ESTÁ REALMENTE FORTE OUTRA VEZ”.
Pesqueira, 22 de maio de 2013.
* Autor: Walter Jorge de Freitas – Comerciante, escritor, cronista e pesquisador musical.
22 de maio de 2013
Paira entre os ministros do Supremo Tribunal Federal a sombra de uma dúvida sobre a demora na indicação do substituto de Carlos Ayres Britto, aposentado há mais de seis meses.
Estaria a presidente Dilma Rousseff consciente de que a conclusão do julgamento do mensalão com a Corte incompleta pode beneficiar os condenados e, com isso, se caracterizar uma interferência de fato do Poder Executivo em decisão judicial?
Há, no tribunal, consenso de que é razoável que um presidente da República leve tempo para fazer a melhor escolha. Um relativo atraso, portanto, é considerado aceitável. O ministro Luiz Fux levou 195 dias para ser indicado e Eros Grau, quase oito meses. O que se tem questionado é o atraso que pode vir a ser excessivo e, sobretudo, prejudicial ao andamento dos trabalhos da Corte. A preocupação não diz respeito só ao mensalão, mas também à paralisia em outras decisões do STF.
As questões relativas ao controle de constitucionalidade, por exemplo, só têm efeito vinculante, só produzem a chamada “eficácia geral” quando decididas por maioria dos integrantes da Corte. Semana passada mesmo, um julgamento dessa natureza foi suspenso porque houve empate e o colegiado resolveu esperar a indicação do novo ministro devido à impossibilidade de o presidente dar o voto de Minerva.
LEIA A ÍNTEGRA;
Por ação ou omissão
* Fonte: DORA KRAMER – O Estado de S.Paulo
Estádio terá “Itaipava” incorporado ao nome; anúncio, feito pelo grupo Petrópolis, obedece ao formato fechado para a Arena Fonte Nova, em Salvador; com validade de dez anos, o contrato com a Arena Pernambuco custará R$ 10 milhões anuais à cervejaria, podendo ser renovado duas vezes por igual período; atrás da Ambev, a Petrópolis é a segunda maior cervejaria do Brasil
A Arena Pernambuco terá “Itaipava” incorporado ao nome do estádio. O anúncio feito pelo grupo Petrópolis obedece ao mesmo formato fechado para a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). Com validade de dez anos, o contrato com o estádio pernambucano custará R$ 10 milhões por ano à cervejaria, podendo ser renovado duas vezes por igual período. Atrás da Ambev, que tem 68% de participação no mercado brasileiro, a Petrópolis é a segunda maior cervejaria do Brasil (11%). Serão dez eventos por ano, sendo que em oito desse total, a renda será dividida entre a Arena Pernambuco Negócios e o Grupo Petrópolis (50% para cada). Já o dinheiro arrecadado com os dois últimos será da cervejaria.
O grupo tem como meta chegar a 15% de sua participação na Região Nordeste em dois anos. Este percentual chega a 0,5%, atualmente. Apesar disso, a Petrópolis não pretende investir nos outros estádios que estão sendo construídos no Nordeste – em Natal (RN) e Fortaleza (CE). De acordo com o diretor de mercado da cervejaria, Douglas Costa, a marca “Itaipava” terá 100% de exposição na parte externa do estádio e 60% na parte interna.
A Itaipava Arena Pernambuco, localizada em São Lourenço da Mata, na Zona Oeste da Região Metropolitana do Recife (RMR), foi erguida sob um custo de R$ 532 milhões, sendo R$ 400 milhões do Governo Federal. O estádio tem vaga para 46 mil lugares e contará com 42 bares, 367 pontos de venda, um estacionamento para 4,7 mil vagas, oito rampas de acesso, 13 escadas rolantes, além de câmeras especiais para fazer o monitoramento dentro e fora do estádio, com tecnologia de primeira geração.
As ações de marketing nas Arenas Pernambuco e Fonte Nova só começarão quando as duas fábricas da empresa na Região estiverem concluídas. Enquanto que a de Pernambuco ficará pronta no início do próximo ano, a da Bahia será finalizada já no segundo semestre deste exercício. Além dessas duas fábricas em construção, o grupo detém outras quatro, o que implica na manutenção de 16,7 mil empregos diretos e indiretos.
Aumentar a participação no mercado nacional é a estratégia da Petrópolis e de outras concorrentes, que não passam por um momento tão favorável por conta da inflação. No mês passado, o declínio foi de 4% e o da cervejaria, 2%. Fazendo a comparação entre 2012 e 2011, o mercado de cervejas teve uma queda de 0,5%. Já no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), ligado à Receita Federal, a produção de cervejas somou 3,3 bilhões de litros no primeiro trimestre deste ano, o que representou um declínio de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
* Fonte: PE 247
Adeptos do sono polifásico fazem três cochilos durante o dia e dormem no máximo três horas por noite.

Adeptos do sono polifásico fazem três cochilos durante o dia e dormem no máximo três horas por noite.
Dormir oito horas por dia é o sonho de muita gente. Porém, existem aqueles que preferem passar menos horas dormindo e usar seu tempo livre para trabalhar e criar. Estes são os adeptos do sono polifásico, termo utilizado para definir um padrão de sono diferente, no qual o período de descanso é fracionado e reduzido. A estratégia, usada por Amyr Klink em suas viagens, por uma questão de sobrevivência, vem sendo adotada para aumentar a produtividade – o que pode ser bem arriscado para a saúde.
A maioria dos praticantes opta pelo estilo Everyman – dormem por três horas e, durante o restante do dia, fazem três cochilos de vinte a trinta minutos. Essa soma resulta em aproximadamente quatro horas a menos que as tradicionais oito, dos monofásicos. As demais opções do sono polifásico são Dymaxion (quatro cochilos de 20 a 30 minutos por dia), Uberman (seis cochilos de 20 a 30 minutos por dia) e Chase (duas horas de sono três vezes ao dia).
Um dos entusiastas do sono polifásico é o programador Gustavo de Sousa Lima, de 29 anos, que vive no Rio de Janeiro. Ele conta que descobriu este novo padrão de sono há pouco mais de um ano enquanto pesquisava sobre como conseguir mais tempo livre. “Quando era pequeno, me lembro de ouvir na sala de aula algum professor falar de Michelangelo, Leonardo da Vinci, que eles não dormiam como as outras pessoas. Isso sempre me interessou“, diz.
LEIA A ÍNTEGRA:
Fracionar o sono aumenta a produtividade, mas coloca a saúde em risco
* Fonte: Uol/Saúde / Jairo Bauer
21 de maio de 2013
Escravidão é oficialmente abolida no
Mississippi por causa do filme “Lincoln”
Estado já havia ratificado a 13° Emenda em 1995, mas nunca havia entregado cópia ao Arquivo Federal
Quase 150 anos após o presidente dos EUA durante a Guerra Civil Americana, Abraham Lincoln, ter abolido a escravidão no país, o estado de Mississippi ratificou a 13° Emenda constitucional e, assim, oficializou a liberdade dos negros na região.
Tudo começou quando Ranjan Batra, professor de neurobiologia na Universidade de Mississippi, assistiu em novembro ao filme “Lincoln”, dirigido por Steven Spielberg e nominado a várias estatuetas do Oscar. Na história – e na vida real – o presidente e o Congresso aprovam a medida que dá um fim à escravidão, mas cada um dos 36 estados de então deveriam fazê-lo individualmente.
Os três quartos necessários para a lei entrar em vigor foram atingido quando a Georgia ratificou o decreto, em 1865. Os últimos foram New Jersey, em 1866; Delaware, em 1901; e Kentucky, em 1976. Mas o estado de Mississippi continuava com um asterisco ao lado de seu nome na lista, escrito que havia “ratificado a emenda em 1995, mas como o estado nunca havia oficialmente notificado o arquivista federal, a decisão não era oficial”.
E foi justamente isso que Batra descobriu quando saiu da sala de cinema se perguntando quando cada estado havia concordado com a lei. De origem indiana e nacionalizado norte-americano em 2008, consultou seu colega de trabalho Ken Sullivan e descobriu o site usconstitution.net e o atraso do estado.
Batra e Sullivan entraram em contato com o secretário de Estado do Mississippi, Delbert Hosemann, para que finalizasse o processo – que nunca chegou ao fim porque o secretário de 1995, quando a lei passou no Senado e na Câmara, por motivos desconhecidos não enviou uma cópia ao Registro Federal. No dia 7 de fevereiro de 2013, o estado do Mississippi – historicamente conhecido pelo conservadorismo dos Estados Confederados do sul e pelo trabalho escravo nas plantações de algodão – oficialmente aboliu a escravidão.
* Fonte: Uol/Educação – Com informações de The Clarion Ledger
O SUCESSO DO LANÇAMENTO DO LIVRO
Da Janela do Tempo. De Zezé Freire
O evento de lançamento do livro de Zezé Freire foi um acontecimento sócio cultural da maior relevância acontecido no último sábado, 18, no recinto de uma casa de recepção onde funcionou o cinema Pesqueira.
Maria José Cordeiro Freire, Zezé Freire, conjuntamente com seus familiares recebeu com esmero e especial atenção, a mais de duas centenas de amigos que acorreram ao seu auspicioso convite.
Da Janela do Tempo; passagem da vida, encontros, passado presente…Zezé faz uma narrativa dos contatos com os integrantes do Grupo Nova Vida, do qual ela é membro. Diz ela: “A essas “meninas” que bebem com prazer cada gota de vida, a gratidão por aceitarem participar do projeto deste livro, construído lentamente, com muito sacrifício. Realizei! Realizamos!”
A autora é colaboradora do blog OABELHUDO e cita esse dado na orelha do livro, assim como o jornal Pesqueira Notícias do ilustre amigo Chico Neves que compôs a Mesa juntamente com o prefeito Evandro Chacon, a presidente do Grupo Vida Nova, Socorro Santana; as senhoras Maria Rute Galvão de Souza e Letícia Vieira, além, claro da autora e do seu filho Carlos Diego. As componentes do Grupo estavam em expressivo número o que demonstra cabalmente o prestígio da estreante na categoria livros.
Zezé Freire é dessas pessoas predestinadas. Talentosa e muito disciplinada soube construir um livro denso e com grande apelo sentimental. Castro Alves escreveu: “Bendito aquele que semeia livro e faz o povo pensar“. A parceria do livro é infalível. Um sonho realizado por quem simplesmente tem muita fé na vida.
A BIBLIOTECA DA PARÓQUIA DO
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Lista dos livros:
Hinário
SERVIÇO PÚBLICO – Reparos na Ponte do Ipojuca
A Prefeitura Municipal mandou reparar a ponte do Rio Ipojuca. Sob a coordenação de Valdejânio Bezerra os serviços de reparos estão sendo concluídos, o que traz um alento aos moradores das ruas 7 de Setembro de Barão de Buique. O problema da ponte pode ser considerado muito sério, devido às corrosões das suas ferragens. A ação requer uma intervenção maior. De pronto, diga-se de passagem, a prefeitura atendeu os reclamos daquela população que teve a jovem Arleide Ramalho Cintra como uma das suas aguerridas defensoras.
louve-se a ideia de fazer o serviço de forma a dar mais segurança aos transeuntes. Colocou-se um parapeito com bloqueio para motos (a maioria não respeita nada), mas eu vi pessoas passando de bicicleta.
O problema maior é que não existe hoje, nenhum órgão público federal que se responsabilize pela manutenção dos equipamentos oriundos da antiga Rede Ferroviária. A União criou um vácuo de responsabilidade e o que vemos é um patrimônio inestimável sendo deteriorado e causando transtornos à população. No caso da ponte a interferência que se faz necessária é muito maior. Entretanto, dada às circunstâncias os reparos chegaram em bom tempo e foram preciosos para o uso da comunidade beneficiada.
O Aniversário de Evandro Valença Batista
Foi no dia 11 de maio na sua residência que Evandro e Socorro receberam familiares e amigos para comemorar o aniversário de Evandro. Ambiente descontraído, sem formalismos, com a marca dos donos da casa: simplicidade com muito bom gosto.
Dom Pablito
Editor
O MEC (Ministério da Educação) vai retirar 266 mantenedoras, responsáveis pela administração de 330 instituições de ensino superior, do Prouni (Programa Universidade para Todos). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20).
As mantenedoras deixaram de apresentar a quitação de tributos e contribuições federais de 2012. As mantenedoras já não puderam oferecer bolsas do programa no primeiro semestre de 2013.
Com isso, o programa deixa de ofertas quase 20 mil vagas, segundo o MEC. As mantenedoras podem entrar com recurso nos próximos cinco dias.
- Confira as mantenedoras que deixam de oferecer bolsas do Prouni (pág. 1)
- Confira as mantenedoras que deixam de oferecer bolsas do Prouni (pág. 2)
Adesão ao Prouni
No Diário Oficial da União desta segunda-feira (20) foi publicado também a abertura do processo de adesão de mantenedoras de instituições de ensino superior.
As faculdades interessadas em aderir ao Prouni devem emitir o termo de adesão por meio da mantenedora até as 23h59 do dia 6 de junho pelo Sisprouni (Sistema Informatizado do Prouni), disponível no site.
Renegociação das dívidas
O Proies (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior) permite que instituições particulares convertessem até 90% das dívidas tributárias com o governo federal em bolsas de estudo ofertadas ao longo de 15 anos.
* Fonte : MEC
20 de maio de 2013
A DOIS PASSOS DO PARAÍSO OU DA NASCENTE À FOZ?
“É possível que depois de atingir a foz eu tenha que ir nadando contra a correnteza até alcançar Sanharó”.
Nestes meus presumíveis três quartos de vida tenho a água como elemento invariavelmente presente em minha trajetória, como a querer mostrar que é o movimento (e não a inércia), o enfrentamento de obstáculos e algumas eventuais mudanças de percurso que promovem os traçados da existência.
Pra começar nasci em Sanharó-PE, cortada pelo Rio Ipojuca, que nasce lá nas serras arcoverdenses, dando as costas para o Sertão, e vai serpenteando o território pernambucano até abraçar o mar.
Durante a vida universitária habitei em Recife, a Veneza brasileira, cortada pelos rios Capibaribe e Beberibe, naquela intimidade toda com o Oceano Atlântico.
Quando comecei a desvendar o mundo além dos limites do território pernambucano aterrissei em solo baiano, na pequena Curaçá, às margens do Rio São Francisco. Depois segui para Ibotirama, também na Bahia, igualmente banhada pelo “Velho Chico”.
Sequenciando, segui para o sul baiano onde vivi lado a lado com o Rio Tororomba, o Rio Patipe e o Oceano Atlântico, no trecho Ilhéus/Una /Canavieiras.
Não parou por aí. Passei por Salvador, Aracaju (ambas banhadas pelo mar) e cheguei a Belo Jardim. Nesta última, atuando na Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA, permaneci sete anos lidando com água por todos os lados, na quantidade que a natureza permitiu.
Em meados da década passada fui parar no norte de Minas Gerais, na simpática Montes Claros, atuando no governo federal nas ações de desenvolvimento do Vale do Rio São Francisco. Meus últimos dias em Minas Gerais – esta terra de tanta história, riqueza, arte e valores humanos - foi no Projeto de Irrigação Jaíba, alimentado hidricamente pelo Rio São Francisco.
É na Serra da Canastra, naquele estado, que nasce o “Velho Chico”, o chamado Rio da Integração Nacional, que corta as regiões mais áridas do país, atenuando o quadro de penúria dos habitantes da região e incrementando o progresso de alguns polos de agricultura irrigada.
De lá vim descendo rio abaixo e aportei em Juazeiro-Petrolina. A terra de Nilo Coelho, a cidade pernambucana de Petrolina, é a mais bela e desenvolvida cidade banhada pelo “Velho Chico”. Agora, estou prestes a continuar o deslocamento.
Já estive a 1200 km de minha terra; estou a aproximadamente 600 km, no momento. Possivelmente estarei perto de 300 km nos próximos dias. As reduções de distâncias têm sido de metade, sucessivamente.
Desconfio, seguindo a tendência matemática (ou dos inexplicáveis mistérios da existência), que eu estou a dois passos do Paraíso.
É possível que depois de atingir a foz eu tenha que ir nadando contra a correnteza até alcançar Sanharó.
Mas, também é real a possibilidade de viver o quarto final de vida que presumivelmente me resta numa belíssima península paraibana, entre o Oceano Atlântico e o Rio Paraíba, estancando todo o princípio de indução anteriormente considerado, baseado na variação de distâncias. Coisa da cabeça de quem lidou muito com matemática…
Entrego o meu destino a Deus, como sempre. Que Ele abra meus caminhos como fez com as águas do Mar Vermelho!
Eu lavo as mãos com as águas do Rio São Francisco, por enquanto.
*Autor: Marco Soares – Engenheiro, escritor, cronista e poeta.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a contratação de médicos estrangeiros pelo Brasil deve ser vista apenas como uma solução a curto prazo e defende que o país fortaleça seu sistema de saúde para que seus próprios profissionais possam suprir a demanda interna.
Para Hans Kluge, Diretor da Divisão dos Sistemas de Saúde e Saúde Pública da OMS, a importação de médicos “não é a panaceia” e deve ser feita com cautela pelo Brasil para garantir que médicos de fora tenham treinamento e qualificação adequados para exercer a medicina no país.
O Ministério da Saúde estuda trazer milhares de médicos espanhóis, portugueses e cubanos. Kluge defende que o governo estabeleça acordos bilaterais com os países que fornecerão essa mão de obra para facilitar sua adaptação em terras brasileiras.
“É importante que esses profissionais estejam preparados profissional e pessoalmente para ir para o Brasil”, disse ele à BBC Brasil, acrescentando que a rede de apoio deve continuar depois que esses profissionais começarem a atuar.
“Temos exemplos em outros países de médicos estrangeiros que depois de dois anos de trabalho acabaram voltando para casa ou caindo no mercado informal por não ter conseguido se integrar no novo ambiente de trabalho. Alguns viraram taxistas”, exemplifica ele.
Segundo o Ministério da Saúde, o governo ainda está discutindo os termos do programa de contratação de médicos estrangeiros e, no momento, está estudando como esquemas semelhantes foram implantados em outros países.
LEIA A ÍNTEGRA:
OMS: importar médicos ‘não é panaceia’
* Fonte: BbcBrasil / Fernanda Nidecker
Nesta segunda-feira (20), a presidenta Dilma Rousseff cumpre agenda em Pernambuco. Às 11h30, participa de cerimônia alusiva à primeira viagem do navio petroleiro Zumbi dos Palmares, no Porto de Suape, em Ipojuca. Após o evento, às 13h30, a presidenta almoça com operários que trabalharam na construção do navio, no Estaleiro Atlântico Sul.
Na parte da tarde, Dilma estará em Recife, onde participa do primeiro evento-teste de futebol na Arena Pernambuco, às 15h30, com uma partida entre times formados por operários do empreendimento. Com capacidade para 56 mil pessoas, o estádio completa a lista das seis sedes da Copa das Confederações que já viram a bola rolando.
* Fonte: Blogdoplanalto
19 de maio de 2013
A presidente Dilma Rousseff (PT) desembarca nesta segunda-feira (20) em Pernambuco; na agenda da petista está prevista a entrega do navio Zumbi dos Palmares, o segundo construído pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), à Transpetro e a inauguração da Arena da Copa, no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife; a visita da presidente ao Estado será a primeira desde que o governador e potencial candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014, Eduardo Campos, subiu o tom das críticas contra o governo federal
A presidente Dilma Rousseff (PT) desembarca nesta segunda-feira (20) em Pernambuco. Na agenda da petista está prevista a entrega do navio Zumbi dos Palmares, o segundo construído pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), à Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), que atua como braço logístico da Petrobras. Em seguida, Dilma participará da inauguração da Arena da Copa, no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. A visita da presidente ao Estado será a primeira desde que o governador e potencial candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014, Eduardo Campos, subiu o tom das críticas contra o Governo Federal, o que tem gerado uma forte expectativa no meio político.
O Zumbi dos palmares possui 274 metros de comprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris, equivalente a metade da produção diária registrada no Brasil atualmente. O petroleiro está orçado R$ 424,6 milhões, um acréscimo de 24% em relação ao custo inicialmente estimado de R$ 317 milhões. A embarcação deveria ter sido entregue em 2011, porém o atraso de quase dois anos na entrega do primeiro navio, o João Cândido, afetou o cronograma dos outros petroleiros.
Após a cerimônia de entrega da embarcação, Dilma seguirá para o município de São Lourenço da Mata, onde participará do evento-teste de abertura da Arena Pernambuco, que será marcado por um jogo comemorativo entre os operários que trabalharam na construção do estádio, o sexto a ser entregue dentro da meta da participação do Brasil em sediar a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. A expectativa é que cerca de 15 mil pessoas compareçam ao evento. Na quarta-feira deverá acontecer o amistoso entre Náutico e Sporting Lisboa, que marcará a principal prova de fogo da Arena Pernambuco dentro dos padrões internacionais estipulados pela Fifa.
A passagem de Dilma por Pernambuco será a primeira desde que o governador pernambucano subiu o tom das críticas contra o Governo Federal. Como nas últimas semanas, Eduardo optou por focar na agenda administrativa estadual, tirando de si os holofotes como um potencial adversário do PT nas eleições presidenciais de 2014, a expectativa do encontro entre os dois mandatários no meio político é grande. De um lado Dilma vem intensificando as pressões sobre o PSB, o que levou a alguns governadores do partido a reverem suas posições em torno de uma candidatura própria por parte da legenda. Do outro, apesar da submergida dos últimos dias, Eduardo vem se movimentando nos bastidores visando a formação de alianças visando o seu projeto presidencial. Nesta segunda-feira o discurso de ambos durante os eventos em terras pernambucanas é que dirá o que virá pela frente no que diz respeito ás eleições 2014.
LEIA MAIS:
Cid ao 247: “Não tenho nada contra o Eduardo”
* Fonte: Brasil 247
A conta do inchaço de ministérios no governo Dilma

Aperto. A enorme mesa do Palácio do Planalto na reunião ministerial comandada por Dilma em janeiro de 2012. Como naquela época ainda eram 37 pastas, o jeito agora será criar espaço para mais dois assentos à mesa Foto – Roberto Stuckert Filho
Manter a estrutura e os funcionários das atuais 39 pastas do governo Dilma Rousseff, instaladas na Esplanada dos Ministérios e em outros prédios espalhados pela capital, custa pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano aos cofres públicos. Esta verba, que está prevista no Orçamento Geral da União de 2013 para o custeio da máquina em Brasília, é mais que o dobro da que foi destinada ao maior programa social do governo, o Bolsa Família, que custará R$ 24,9 bilhões este ano.
No total, o orçamento para custeio de toda a engrenagem federal chega a R$ 377,6 bilhões, quando são incluídos, por exemplo, órgãos técnicos, empresas públicas, universidades, escolas e institutos técnicos federais. Este valor representa mais do que o PIB (a soma de todos os bens e serviços) de países como Peru, Nova Zelândia ou Marrocos.
A maior despesa nesse bolo é justamente com os salários dos funcionários, tanto os de Brasília quanto os espalhados país afora: o Executivo federal fechou a folha de pagamentos de 2012 em R$ 156,8 bilhões. O número de ministérios passou de 24, em 2002, para 39 este ano. A quantidade de servidores ativos e aposentados também cresceu: passou de 809.975 em 2002, para 984.330 no fim de 2011, segundo dados do próprio governo.
A título de comparação, a verba total destinada a investimentos do governo federal, prevista no Orçamento Geral da União deste ano, é de R$ 110,6 bilhões. Para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina dos olhos da presidente, estão previstos R$ 75 bilhões em 2013.
O ministério que mais gastará para manter sua estrutura este ano é o da Saúde: R$ 18,2 bilhões. Os dados foram extraídos de um levantamento feito pelo DEM a pedido do GLOBO, com base no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do governo federal. Os gastos incluem despesas com custeio, ou seja, pagamento a funcionários civis e militares, compra de material de consumo dos ministérios, e contratação de serviços como água, luz, aluguel, transporte e hospedagem.
O número de pastas, que nem sequer cabe na Esplanada dos Ministérios, é alvo de críticas de políticos aliados, da oposição e de especialistas no setor público.
O empresário Jorge Gerdau Johanpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade — criada pela presidente justamente para propor modos de aperfeiçoar os serviços públicos, com redução de gastos —, é um dos maiores críticos da estrutura gigante do governo federal. Em recente entrevista ao portal UOL, Gerdau chamou de “burrice e irresponsabilidade” a criação de novos ministérios. Para ele, o governo funcionaria a contento com “meia dúzia” de pastas.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou 24 pastas no fim de seu mandato, em 2002. Luiz Inácio Lula da Silva inchou a máquina e deixou 37 pastas, incluindo secretarias que até então eram vinculadas a outros ministérios, como Direitos Humanos, Portos e Pesca, e que, sob a gestão petista, ganharam estrutura própria. Lula também deu ao presidente do Banco Central o status de ministro. A presidente Dilma Rousseff criou, então, as secretarias de Aviação Civil e de Micro e Pequena Empresa, atingindo a marca recorde de 39 ministérios.
só este ano, R$ 21,5 milhões com aluguéis
Na Esplanada dos Ministérios desenhada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa há 19 edifícios. Muitos deles abrigam mais de uma pasta, mas, ainda assim, falta espaço e o governo aluga mais prédios. O Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, divide um edifício na Esplanada com o da Cultura, mas teve de alugar salas em outro local em Brasília, onde instalou secretarias.
O Ministério da Cultura também aluga salas e gasta R$ 1,3 milhão ao mês com locação de imóveis. No total, a pasta desembolsa R$ 141,7 milhões somente com o custeio de sua máquina. Segundo o Portal da Transparência, este ano o governo federal já pagou R$ 21,5 milhões para o aluguel de prédios em todo o país.
LEIA A ÍNTEGRA:
A conta do inchaço de ministérios no governo Dilma
* Fonte: O Globo
18 de maio de 2013
CANETADAS ON LINE
Na hora que é para criticar o errado, criticamos; na hora que é para reconhecer o certo, reconhecemos. Assim tem sido o lema de Canetadas ao longo de sua existência.
Gostei das explicações do advogado Dr. João Prudêncio, na entrevista que concedeu ao VIDANEWS e, também, da desenvoltura do nosso Chico Mendes, um dos diretores do jornal eletrônico referido, o qual vem prestando bons serviços à nossa terra.
O Dr. João Prudêncio foi objetivo ao responder todas as perguntas, esclarecendo a celeuma criada em torno do cargo de Procurador Geral do Município, sendo enérgico em suas respostas às críticas que lhes foram feitas, de forma descabida, orquestrada até, mas desafinada, porque logo Pesqueira tomou conhecimento de que se tratava de críticas feitas meramente com o cunho político, mais grave, por pessoas que perderam a eleição, e assim deixaram de usufruir da “boquinha”, a que estavam acostumadas, melhor dizendo: deixaram de mamar nas tetas da “vaquinha”, chamada Prefeitura.
Na verdade o que incomodou e está incomodando são as verdades ditas pelo jovem advogado, não importando aqui se procurador geral, procurador jurídico, coordenador jurídico, assessor jurídico, etc. O importante é que Dr. João Prudêncio é advogado, devidamente inscrito na OAB/PE, portanto, habilitado a exercer a advocacia, e como tal está à frente do jurídico do Município de Pesqueira, nomeado por ato do prefeito, o que contraria determinados interesses.
O que o Dr. João Prudêncio fez, ao conceder as entrevistas (1ª e 2ª), foi mostrar claramente que há um “rombo” nas contas da prefeitura, tanto assim que o Ministério Público propôs duas ações penais contra a ex-gestora, conforme matéria publicada no Diário de Pernambuco, que segue transcrita:
DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO – 11/MAI/2013…
Denúncias » MPPE ajuíza duas ações penais contra ex-prefeita de Pesqueira > Publicação: 08/05/2013 15:25 > Atualização:
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou duas ações penais contra a ex-prefeita de Pesqueira, no Agreste, Cleide Maria de Souza Oliveira, uma por utilização indevida de imóvel cedido pelo Estado ao Município a fim de viabilizar o desvio de dinheiro municipal em favor de ex-secretários de Finanças e de Obras, na forma de contratos de locações ilegais de imóveis; a outra por não determinar o empenho, a liquidação, e a ordenação de pagamento das remunerações de servidores à prefeitura do mês de dezembro de 2012.
A primeira ação denuncia também os ex-secretários municipais de Finanças, Marcos Antônio Uchôa Tenório, e de Obras, José Hugo Lins Paixão. Segundo a acusação, o prédio da antiga Fábrica Rosa e atual Centro Comercial e Cultural da Rosa foi cedido pelo Estado ao Município para a implantação de um Centro Administrativo Municipal, de um Centro Integrado de Comércio Regional e de uma Escola Pública Municipal.
No mandato da ex-prefeita, de 2009 a 2012, o Departamento de Arrecadação do Município (DAMPE) 2015 que funcionava no referido prédio 2015 foi transferido do local para ocupar um imóvel de propriedade do Marcos Antônio, sem a comprovação do devido processo de licitação. O espaço deixado pela transferência do DAMPE foi ocupado pelo irmão da ex-prefeita para explorar a atividade de venda de placas de automóveis.
O mesmo ocorreu com as Secretarias do Meio Ambiente e de Agricultura, as quais deixaram de funcionar no prédio e foram transferidas para duas propriedades do José Hugo, também sem comprovação de licitação pública. Assim procedendo, a ex-prefeita autorizou o desvio de dinheiro público, no valor aproximado de R$ 288 mil, em favor dos ex-secretários na forma de locação de três imóveis para o funcionamento dos órgãos municipais; desfigurou parte da finalidade pública do Centro ao ceder espaço para que seu irmão desenvolvesse atividade privada; e não observou a exigência do procedimento licitatório.
A segunda ação penal, Cleide Oliveira, na qualidade de prefeita e ordenadora de despesas do município deixou de determinar o empenho, a liquidação e a ordem de pagamento das remunerações de 1.140 servidores públicos à prefeitura do mês de dezembro de 2012, causando um prejuízo aos funcionários na ordem global de R$ 2.187.892,85. A ex-prefeita deixou de praticar, indevidamente, atos de ofícios contra disposição expressa de lei.
Com informações da assessoria do MPPE.
Estimados leitores de Canetadas
Observem o conteúdo da parte final da reportagem do Diário de Pernambuco, com ênfase a seguir:
“A segunda ação penal, Cleide Oliveira, na qualidade de prefeita e ordenadora de despesas do município deixou de determinar o empenho, a liquidação e a ordem de pagamento das remunerações de 1.140 servidores públicos à prefeitura do mês de dezembro de 2012, causando um prejuízo aos funcionários na ordem global de R$ 2.187.892,85. A ex-prefeita deixou de praticar, indevidamente, atos de ofícios contra disposição expressa de lei.”
Isso demonstra de forma clara e objetiva que assistia (e assiste) razão ao Dr. João Prudêncio, quando na sua primeira entrevista disse que havia um “rombo” (expressão utilizada para dizer do “buraco”, ou seja, contas a pagar) que ficou da gestão anterior, superior aos R$ 8.500.000,00 (oito milhões e quinhentos mil reais).
SÃO ESPERADAS NOVAS AÇÕES CONTRA A EX-GESTORA…
Segundo o advogado João Prudêncio várias denúncias foram e estão sendo encaminhadas ao Ministério Público Estadual – (Promotoria de Justiça de Pesqueira), o qual, aqui se registre, nunca se furtou ao cumprimento de suas atividades constitucionalmente determinadas, denunciando sempre os desvirtuamentos praticados com o dinheiro público. Por certo novas ações virão contra atos da ex-gestora e de outros gestores de escalão menor.
Não enxergo nenhum crime praticado pelo jovem advogado Dr. João Prudêncio, ao conceder as entrevistas ao Chico Mendes, do VIDANEWS.
Está ele no seu direito/dever de advogado público municipal de denunciar os malfeitos da gestão anterior, até porque se não o fizer, o novo gestor será responsabilizado civil e criminalmente por crime de omissão e solidariedade aos erros encontrados na prefeitura, remetendo-o ao crivo da lei de improbidade administrativa, além de outras normas pátrias, a exemplo do código penal brasileiro, alcançando até mesmo o direito eleitoral, podendo vir a ser condenado à perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos, com consequências indenizatórias.
TRANSPARÊNCIA DOS ATOS
Na verdade o que falta à nova administração é a transparência dos atos, a comunicação com a sociedade, em razão do silêncio que se instalou no governo do Dr. Evandro Chacon, em razão do que foi encontrado de irregular na gestão anterior, com enormes prejuízos para os cofres públicos.
Caríssimos leitores
A falha, que ainda persiste, da atual gestão é o de não ter divulgado como encontrou as contas públicas do Município, no mesmo sentido a situação do quadro de pessoal da municipalidade, do seu patrimônio, quando se sabe que até trator (retroescavadeira) foi encontrado no Município vizinho de São Bento do Una, quebrando uma das promessas de campanha fincada na total transparência dos atos públicos, de ontem e de hoje. Por lei, o atual gestor não pode se omitir de adotar as providências em relação às irregularidades da gestão passada sob pena de responder judicialmente, por omissão e por conivência com os erros do passado.
Essa situação poderia ter sido evitada se o site da Prefeitura Municipal de Pesqueira postasse as informações precisas e atualizadas sobre o que se passou e o que passa no Palácio Major Candinho, ou seja, na Prefeitura Municipal de Pesqueira. Ao disso o site da prefeitura vive permanentemente desatualizado, nada informando de concreto sobre os atos públicos municipais.
O RECADASTRAMENTO DOS SERVIDORES E A SUA DIVULGAÇÃO
Aqui, ainda, deve ser evidenciado que a atual gestão da Secretaria de Administração Municipal realizou o recadastramento dos funcionários da municipalidade e nada divulgou. Ora, os tempos são outros, a sociedade contribuinte dos impostos municipais tem o direito de saber sobre a administração pública, em todos os sentidos.
AS CONTAS A PAGAR DA SECRETARIA DE SAÚDE, HOSPITAL DR. LÍDIO PARAIBA. TAMBÉM, DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO…
Somam mais de R$ 1.000.000,00 – (um milhão de reais) as contas a pagar que ficaram para a nova gestão da Secretaria de Saúde, dentre elas pertinentes ao funcionamento do Hospital Dr. Lídio Paraíba. No mesmo sentido contas a pagar na Secretaria de Educação.
É preciso que tudo isso venha à tona, para que o povo de Pesqueira conheça de perto a realidade do que realmente existe de tão podre com o dinheiro público.
Canetadas faz um apelo ao prefeito Dr. Evandro Chacon para que ele determine a publicação de um relatório, de como efetivamente foram encontradas as finanças do município, no mesmo sentido sobre o patrimônio municipal, sobre o quadro de pessoal.
Paralelamente, que o prefeito Dr. Evandro Chacon faça valer uma das suas promessas de campanha, que é a TRANSPARÊNCIA DOS ATOS, que por sinal consta do seu programa de governo, este disponibilizado no site do Tribunal Regional Eleitoral.
E para não dizer que não falei das flores (Vandré), pedimos ao Dr. Evandro Chacon que determine a publicação da prestação de contas do Carnaval de Pesqueira, versão 2013, também, do aniversário da cidade, como diz o matuto > Tim-Tim por Tim-Tim.
Por último, a minha solidariedade ao Advogado João Prudêncio!
(Por Jurandir Carmelo > Pesqueira, 18/05/2013).
“Como é possível que a sociedade atual seja mais rica e que, paradoxalmente, seus filhos vivam bem pior que seus pais?”
Um artigo recente do jornalista Vicenço Navarro para o diário Público na Espanha traz à pauta a nova-velha-sempiterna história das consequências antidemocráticas da concentração de riqueza: afinal, como é possível que a sociedade atual seja mais rica e que, paradoxalmente, seus filhos vivam bem pior que seus pais? A resposta é que o crescimento econômico se distribui desigualmente, concentrando-se nos estratos superiores da sociedade.
Uma das características da situação dos dois lados do Atlântico Norte foi o enorme crescimento das desigualdades com uma grande concentração dos rendimentos e da propriedade, unida à grande deterioração das instituições democráticas. As instituições políticas dos países estão muito influenciadas por poderes financeiros e setores ricos que induzem as intervenções públicas a favorecerem os interesses desses setores à custa da maioria da população.
Isto cria uma perda de legitimidade e de apoio popular às instituições chamadas representativas, junto com a diluição da confiança que a cidadania tinha no poder do Estado (dirigido pelas autoridades políticas) para garantir um progresso do desenvolvimento econômico do país, de tal maneira que as gerações novas vivessem melhor que as anteriores. Esta esperança desapareceu. Na realidade, grandes setores da população, que nalguns países chegam à maioria, são conscientes de que “os filhos não viverão melhor do que os seus pais”.
LEIA A ÍNTEGRA:
Muito dinheiro na mão de poucos
* Fonte: Congressoemfoco / Autora: Márcia Denser, colunista
A aposentadoria pode gerar prejuízos para a saúde física e mental, revelou uma nova pesquisa.
O estudo, publicado pelo centro de estudos Institute of Economics Affairs (IEA) com sede em Londres, descobriu que a aposentadoria leva a um “drástico declínio da saúde” no médio e longo prazos.
Segundo a IEA, a pesquisa sugere que as pessoas devem trabalhar por mais tempo por razões de saúde e também financeiras.
O estudo, realizado em parceria com a entidade beneficente Age Endeavour Fellowship, comparou aposentados com pessoas que continuaram a trabalhar mesmo após terem alcançado a idade mínima para a aposentadoria e também levou em conta possíveis fatores
Philip Booth, diretor da IEA, disse que os governos deveriam desregular os mercados e permitir que as pessoas trabalhassem por mais tempo.
“Trabalhar mais não será apenas uma necessidade econômica, mas também ajudará as pessoas a viverem vidas mais saudáveis”, disse ele.
Edward Datnow, president da Age Endeavour Fellowship, acrescentou: “Não deveria haver uma idade ‘normal’ para a aposentadoria no futuro”.
Na Grã-Bretanha, o governo já planeja elevar a idade mínima para a aposentadoria.
“Mais empresários precisam pensar sobre como podem capitalizar em cima da população mais velha e aqueles que querem se aposentador devem refletir duas vezes sobre essa questão”.
O estudo, focado na relação entre atividade econômica, saúde e política pública de saúde na Grã-Bretanha, sugere que há uma pequena melhora na saúde imediatamente depois da aposentadoria, mas constata um declínio significativo no organismo desses indivíduos no longo prazo.
Segundo a pesquisa, a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de desenvolver depressão, enquanto aumenta em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico.
O efeito é o mesmo em homens e mulheres. Já as chances de ficar doente parecem aumentar com a duração da aposentadoria.
* Fonte: BbcBrasil /
17 de maio de 2013
As Primeiras Famílias de Sanharó
Parte das inúmeras famílias que constituem o município de Sanharó originalmente era portuguesa ou de origem portuguesa e chegou à região no final do século XVI e no começo do século XVII, em razão da crise da cana – de – açúcar na Região da Mata e as novas perspectivas oferecidas pelo Agreste para as culturas do algodão, café e assim podemos citar: Antonio Álvares dos Passos em Água Fria, Antonio dos Santos Coelho em Jenipapo, Belchior do Amaral Leite na fazenda Capivara, Rodrigues da Cunha em São Bento do Una.
Parece-me que Água Fria é o ponto de referência de fixação de uma das mais antigas e tradicionais famílias sanharoenses, a família Leite. Foi neste atual distrito de Belo Jardim, e que antes pertencera a Pesqueira, onde se fixou Antonio Alvares dos Passos, que era filho do português João Álvares dos Passos e de Suzana da Silva, cujos avós maternos e paternos eram portugueses. Antonio Alvares dos Passos era casado com Inácia Maria de Jesus Leite, neta de Lourenço das Neves Caldeira e Josefa Torres Galindo, fundadores da matriz de Cimbres. Lourenço era descendente de Manoel Caldeira, vaqueiro a quem João Fernandes Vieira confiou a sua sesmaria.
O atual município de Sanharó fazia parte da sesmaria de João Fernandes Vieira. É do casal Antonio dos Passos e Inácia Maria de Jesus Leite que descendem os Leite e Souza Leão de Sanharó.
Há em vários registros, de autores diferentes, que a fundação de Sanharó se deve ao Major Francisco Leite. Creio que essa fundação ocorreu provavelmente na primeira metade do século XIX, haja vista que Francisco Leite faleceu em 1875
(Major Sátyro Ferreira Leite dá nome a principal rua de Sanharó)
No livro de autoria de Luiz Wilson, Arorubá Lendária e Eterna (página 44) existe uma citação de que em 1877 foi iniciada a construção da Capelinha de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Sanharó.
Um documento em nosso poder comprova a existência de um núcleo, com doze moradas, o qual deu origem ao atual centro de Sanharó. Trata-se de uma escritura registrada no cartório de Pesqueira, em vinte dois de julho de mil oitocentos e noventa seis, cujo teor passo a transcrever na íntegra:
Pública forma de uma doação de patrimônio do teor seguinte: Dizemos nós abaixo assinados, que entre os mais bens que possuímos de mansa e pacífica posse, é bem assim partes nas terras das propriedades Sanharó e Poço d’Anta e destas terras doamos a São Sebastião uma parte no valor de cem mil reis para seu patrimônio e edificação de sua capella que se está erigindo no Povoado de Sáfaro, deste município de Cimbres, tendo a terra doada os limites seguintes: Pegará do pé do serrote de Sáfaro, seguirá pela beira do rio Ipojuca abaixo para o lado sul, até o pé do alto, onde faz a volta o rio, daí seguirá pelo pé do dito alto para o lado nascente até confrontar com o marco ao pé de giquiri que tem junto da estrada que vai para o Recife e daí seguirá em linha reta para o primeiro ponto de partida. Declaramos que ficam excluídos do patrimônio acima declarado, os terrenos que se acham edificados por casa pertencentes ao consenhores (?) das propriedades Sanharó e Poço d’Anta, como sejam: duas casas pertencentes a Joaquim Francisco Assis Aquino, uma pertencente a Maria Ezequiel Leite, uma a Satyro Ferreira Leite, uma a Argemira Leite, uma a Rita Zeferina Leite, uma a Antero Clementino Leite e cinco a Felícia de Jesus Leite. E para validade da presente doação, transferimos ao doado, na pessoa do vigário desta Freguezia, toda posse, domínio, acção e usufruto que em dito terreno tínhamos, obrigando-nos em todo tempo a fazer a presente doação firme e valiosa, por nós e nossos herdeiros por ser feita de livre e espontânea vontade. Para constar mandamos passar a presente que lida assignamos com as testemunhas presentes. Pesqueira, dezoito de julho de mil oitocentos e noventa e seis. Antonio Clementino Leite – Por minha mãe Thereza de Jesus Leite. Rita Clementino Leite. Francisco de Assis Leite da Victoria. Arcelina Marcionilla Leite. Francisco Alves Maciel – A rogo de Anna Thereza da Conceição. Antero Clementino Leite – a rogo de Clementino Ferreira de Almeida e sua mulher Antonia Dina das Merceis, Francisco Alves Maciel. Rita Zeferina Leite. Joaquim Francisco Assis Aquino e sua mulher Clara Pacífica Leite. A rogo de José Claudino Leite e sua mulher Maria Generoza da Silva por não saber ler nem escrever – Como testemunhas: Thomaz…. de Araújo Cavalcanti. Antonio de Mello Falcão. Pagou trezentos reis de sello. Pesqueira, vinte e dois de julho de mil oitocentos e noventa seis. Colletor: Cícero Galvão – Dezoito – Brandão. Colletoria do Estado. Imposto – oito mil reis – addicional de dez por centos, oitocentos reis –Reis oito mil e oitocentos. ..*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.
Tabelião: Antonio Severiano de Melo Falcão
Observação:
Neste grupo Thereza de Jesus Leite, Sátyro Ferreira Leite e Felícia de Jesus Leite são irmãos. Antero Clementino Leite é irmão de Rita Zeferina Leite e filhos José Francisco Leite (Fundador de Sanharó) e Thereza de Jesus Leite. Antonio Clementino Leite é filho do casal Antero e Thereza de Jesus Leite, José Claudino Leite e sua mulher Maria Generoza da Silva são pais de Domingos Zusa, Clara Pacifica Leite, esposa de Joaquim de Aquino.
“Em Sanharó tudo é Leite.
Metade das famílias é Leite
e a outra vive do leite”
16 de maio de 2013
Hoje, 16, reunida, a Câmara municipal de vereadores de Sanharó, em sessão especial, derrubou o Parecer do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco – TCE-PE que recomendava a REJEIÇÃO das contas do exercício de 2008, do então prefeito César Augusto de Freitas.
É quinta vez consecutiva que a Câmara se interpõe ao TCE e não acata a sua recomendação. Como opção foi lido e aprovado um Relatório da Comissão de Finanças e Orçamento que tem como titulares, os vereadores Ricardo Didier, Adesuiton Almeida (Dezo) e Ary Sergio.
Antes da leitura desse Relatório da Comissão foi lido o documento de defesa do ex-prefeito Cesar Freitas que atualmente exerce o cargo de secretário de governo. No seu arrazoado o acusado fez uma extensa defesa ponto a ponto, demonstrando, segundo ele, que não houve dolo, nem apropriação indébita ou muito menos má fé nas ações interpeladas pela corte de contas do estado de Pernambuco.
Vereador Antonio Holanda
Isso posto, o presidente vereador Antonio Holanda tomou a palavra pra si e fez um comentário bem realista sobre a situação. Disse ele que vinha sendo criticado por não colocar o Parecer em votação e explicou que nas três semanas anteriores a essa, ora faltava um vereador ou faltava documentos. Hoje, tomou a iniciativa de ligar para o ex-prefeito que, segundo falou de público, tratou-o muito mal. Que César teria dito: “vote se quiser eu não quero saber de nada”. Houve da plateia um misto de risadas e surpresa. E aí, o presidente deu início à votação justificando que era um homem de grupo e que, mesmo diante da arrogância do ex-prefeito, iria votar contra o Parecer do TCE.
Daí seguiu-se a tomada de votos. Clayton de Linda que está assumindo o lugar de Ricardo Didier que tirou 30 dias de licença, em seguida o vereador Dezo e aí a primeira surpresa. O vereador Vinicius Barros que é do grupo da situação e foi eleito pelo PSB, votou a favor do parecer do tribunal. Depois votou o vereador Diano, Ary Sergio, Taciana Calado, Luciano Fernandes. Pela chamada de vez foi perguntado como votava ao vereador Iury Brito que, conjuntamente com o vereador Li-Lielson acompanharam o Relatório do TCE. Então se deu a maior surpresa da noite. O vereador Paulinho Valentim de forma inaudível, falando fora do microfone disse que acompanhava o Relatório da Comissão de Finanças e Orçamento da câmara e, portanto, contra o Parecer do Tribunal de Contas.
Um bom público lotou as acanhadas dependências da Casa Severiano de Assis Aquino. O que chamava de fato a atenção não era a boa quantidade de assistentes. Era sim, uma Guarnição da Polícia Militar com pelo uns dez a doze militares. Imaginou-se que essa tomada de posição do vereador Paulinho Valentim poderia acirrar os ânimos, mas nada disso aconteceu. Ouvimos apenas algumas brincadeiras que aludiam ao fato de que parecia que o vereador Valentim tinha se vendido…
Coisas de política.
Dom Pablito
Editor
JOÃO SOARES SOBRINHO
Nascido na velha Capivara em 16 de maio de 1926, faria hoje, 87 anos. João ou Danda, pras os de casa era um predestino a quem Deus, na sua infinita sabedoria, deu-lhe o dom da diplomacia.
Foi vereador em dois mandatos, vice-prefeito duas vezes e prefeito por três mandatos.
Tem seu nome escrito na história da sua Sanharó como um homem digno e honesto.
Dedicou-se de corpo e alma e tinha grande zelo pela coisa pública. Foi um benemérito e um grande humanista. Na época em que se podia nomear sem concurso, foi através desse humanismo que empregou muitas pessoas. Alguns desses superfavorecidos depois lhes viraram às costas, numa demonstração de falta de gratidão e principalmente, de falta de caráter.
João Soares sempre foi maior do que tudo isso. Um homem sem mágoas e com total desapreço ao mercantilismo. Saiu da política maior do entrou em dignidade e honradez. Contudo, não fora a modestíssima aposentadoria como auxiliar administrativo da secretária estadual da fazenda e como salário mínimo do INSS, nada mais tinha de patrimônio físico/financeiro.
Nunca o vi reclamar de nada disso. Sobrava-lhe bom humor e amor ao próximo como exercício diário para superar algum desânimo que pudesse lhe abater.
A cidade por que tanto fez e amou ainda não lhe fez jus ao auferir uma obra pública que levasse seu honrado. Certamente que o tempo, senhor da razão, se encarregará disso. Aliás, esse desapreço por figuras importantes da história de Sanharó é algo abjeto. Mesquinho e injusto. Afora João Soares Sobrinho, outras figuras marcantes estão condenadas ao esquecimento por erro, omissão e má fé dos que não deveriam cometê-lo.
Diz o dito popular: “Morre o Homem e fica a fama”. O valor dessa fama é intrinsecamente inferior, igual ou superior ao que efetivamente a pessoa faz jus. João Soares é detentor de qualidades que permitem que ele se inscreva na galeria das maiores figuras públicas do município de Sanharó.
Um Causo
De repente aparece Ramos (motorista) com alguns papeis à mão e o procura: “seu João. Me dê a chave do seu carro pra eu ir ali no posto de Serafim levar esses papeis para ele assinar. João, na tranquilidade que estava, continuo e apenas respondeu: ” de jeito nenhum. O carrim (opala verde) tá cansado. Chegou agora de Caruaru e tá ali descansando debaixo daquela algaroba e não sai dali pra ninguém. Se vire e procure outro”. Esse era o nosso João.
Dom Pablito
Editor
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Brasileiros pagam caro por carros ruins enquanto o governo está em lua de mel com as montadoras e a presidente da Petrobras diz adorar engarrafamentos
(Principais montadoras brasileiras)
Carros reprovados em testes de segurança, soldas mais fracas, materiais de baixa qualidade, uma taxa de acidentes quatro vezes maior que a dos Estados Unidos. Segundo um estudo da LatinCar New AssessmentProgram, muitos carros brasileiros receberam apenas uma estrela de um total de cinco. E o Novo Uno foi descrito como tendo uma coluna de direção “instável”, o que não impediu a Fiat de vender mais de 250 mil unidades no ano passado. Eu o descreveria como “parece de papelão” e diria que numa colisão a mais de cem por hora a tendência dele é desintegrar-se.
Essa história foi contada num artigo do jornal Huffington Post, que descreve a taxa de mortes no trânsito no Brasil como uma “tragédia nacional”. Se Dilma lesse os jornais trataria de dar uma bronca nas montadoras, mas não espere qualquer atrito entre o governo e a indústria de automóveis. Eles estão em lua de mel há tempos – os petistas não batiam de frente com esses caras? – e a presidente da Petrobras já disse em alto e bom som que “adora engarrafamento.” Não sei vocês, mas achei de uma deselegância atroz e imperdoável.
O PT pode ter distribuído renda, mas na área de logística seu avanço é próximo do zero. Os grandes gargalos do país só pioraram na última década, o trânsito ficou mais caótico, as ruas mais entupidas de carros. Os portos são sucateados. Quase nada foi feito em relação ao metrô nas grandes cidades. O de Salvador é uma vergonha nacional. Ficou torto. Ficou mal feito. Extrapolou todos os orçamentos. Tem que fazer de novo. Tem que fazer direito e entregar ao povo. É pra isso que foram eleitos.
O governo federal é do PT. O governo da Bahia é do PT. Os baianos pagam os impostos e esperam que os governantes resolvam os problemas, mas Dilma só tem olhos pro Trem Bala e o ministro da Economia faz qualquer coisa pra aumentar o pibinho em meio ponto. Ele reduz os impostos das montadoras, as mesmas montadoras que fazem carros “uma estrela” e escoam o resto do resto pros brasileiros. Pô, ministro, reduz o meu! Estou precisando!
Quando você entra num carro nos Estados Unidos, sente na hora que eles são mais encorpados. Mais sólidos, mais seguros, todos têm air bag – lá já é obrigatório há muitos anos -, sistemas de travas e vidros elétricos, GPS e cintos de segurança que prendem mesmo. Por aqui o governo e as montadoras se retroalimentam, enquanto os brasileiros continuam morrendo. O PT é imediatista e pragmático: quer PIB alto. Quer consumo. Mas o povo quer outra coisa.
É sério. Ele não quer o país do churrasco, da cerveja e da Copa do Mundo – JBS, Ambev e FIFA, todos bombando sob os auspícios do governo -, mas sim escola, metrô, hospital, essas coisas chatas e importantes que deviam ser prioridade de quem foi eleito. Não vamos chegar lá com carros “uma estrela” e provavelmente nem vamos chegar lá de carro.
* Fonte: Autor: André Cunha – Postado no Brasil 247
15 de maio de 2013
A revelação de que a atriz e cineasta Angelina Jolie passou por um tratamento para remover ambos os seios, após descobrir uma predisposição genética que aumentava as suas chances para câncer de mama, trouxe à tona a vasta possibilidade – e incertezas de mesma escala – de identificar futuras doenças com base em testes de DNA.
Hoje, os testes de DNA, em geral feitos a partir de amostras de sangue, podem estipular as probabilidades de aparecimento de mais de 2,2 mil doenças genéticas hereditárias, incluindo tipos raros de Alzheimer e casos de câncer.
É um recurso que ficou mais barato e acessível nos últimos anos, e que hoje está facilmente disponível para pacientes em laboratórios e clínicas. Vejam na matéria exemplos reunidos pela BBC Brasil.
O problema dos testes, alertam entidades de pesquisa em genética, é quando eles predizem a possibilidade, mas não a certeza, de uma doença.
“Minha preocupação, depois de uma notícia como essa (referente a Angelina Jolie), é que todo mundo vá correndo ao seu médico pedir um exame de DNA e os resultados sejam desastrosos“, disse à BBC Brasil a diretora de aconselhamento genético do Centro do Câncer, em Yale, Ellen Matloff.
Em duas pesquisas recentes, uma na publicação Connecticut Medicine e a outra no Cancer Journal, Matloff descreve exatamente os riscos associados à proliferação de testes como o que detectou a mutação no gene BRCA1 de Angelina Jolie, levando a atriz a optar pela dupla mastectomia.
Não parece ter sido o caso de Jolie, diz Matloff, mas sua pesquisa mostra que são vários os exemplos em que a requisição errônea de testes, a interpretação equivocada dos resultados e o aconselhamento inadequado dos médicos submeteram pacientes a “cirurgias profiláticas desnecessárias, exames desnecessários, estresses psicossociais e falso conforto”.
“A percepção pública é de que os testes genéticos são simples e que o resultado é ou positivo ou negativo, e portanto, fácil de interpretar”, escreveu a pesquisadora.
LEIAM A ÍNTEGRA:
Milhares de doenças podem ser identificadas por exames de DNA
* Fonte: BbcBrasil / Pablo Uchoa de Washington
UMA RESENHA DA SECA
Mesmo sem entender de que se tratava, cresci ouvindo o meu pai falando sobre a seca. Lembro-me, também, de seus comentários sobre o inverno, a colheita e a intensidade das chuvas, sempre fazendo comparações com os anos anteriores.
As irregularidades pluviométricas verificadas no Nordeste, levaram o governo federal a criar no início do século XX, o Polígono das Secas e o DNOCS. Foram, também, iniciadas as construções de grandes barragens na Região.
Luiz Gonzaga, já quase famoso, começa a propagar os efeitos da seca cantando Asa Branca de sua autoria e Humberto Teixeira, A Volta da Asa Branca, Vozes da Seca e Acauã, todas feitas em parceria com Zé Dantas, se assemelham a orações.
A Triste Partida, toada de Patativa do Assaré, foi gravada por Gonzagão já como Rei do Baião e atingiu em cheio os sofridos corações nordestinos.
O Jornal do Commercio do dia 14 de dezembro de 1957 divulga nota em que o DNOCS anuncia para janeiro de 1958, a inauguração do Açude Poço da Cruz, com capacidade para armazenar 500 milhões de metros cúbicos de água.
Deu no JC do dia 14 de abril de 1958: Chove forte desde ontem nos municípios agrestinos de Pesqueira, Caruaru e Garanhuns, segundo informações do DPV – Departamento de Produção Vegetal. Diante disso, os agricultores iniciam nos próximos dias, o plantio de milho e feijão.
O JC também noticiou no dia 02 de maio do mesmo ano: O governador Cordeiro de Farias viaja hoje para o Agreste a fim de verificar uma praga que vem atacando as plantações. Essa praga aconteceu após as fortes chuvas na região, principalmente em Pesqueira, estragando a plantação do tomate. O governador viaja em companhia de agrônomos do IPA e passará cerca de uma semana na região.
No mesmo ano, no dia 10 de junho, o JC publicou: Agricultores de Pesqueira estão preocupados e pedem ajuda ao governo estadual, para o combate da praga de gafanhotos nas plantações do tomate. O município é o maior plantador do tomate e os plantadores temem prejuízo total. O governo prometeu pulverizar as plantações que atingem mais de 500 hectares.
Nota-se, nas canções gravadas por Gonzagão o teor de tristeza em suas melodias e as lamentações contidas nas letras. Uma, porém, se destaca por condenar a prática de assistencialismo implantada já naquele tempo, quando o governo mandava alistar as pessoas atingidas pelas calamidades a fim de lhes enviar ajuda.
Em Vozes da Seca, os autores “puxam as orelhas” dos políticos com esses versos: “Seu doutor uma esmola/a um homem que é são/ou lhe mata de vergonha/ou vicia o cidadão”.
Infelizmente, as advertências dos poetas e o clamor dos cidadãos, não comoveram os governos e estes, pouco realizaram para amenizar os efeitos da falta de chuvas numa região onde a agricultura, a pecuária e a agroindústria eram as principais atividades econômicas.
Resta-nos perguntar aos governantes de plantão: até quando as secas continuarão fazendo as suas vítimas e ao mesmo tempo, servindo de trampolim para os caçadores de votos?
Brevemente voltaremos a abordar o assunto, com dados mais atuais.
* Autor: Walter Jorge de Freitas. Comerciante, escritor, poeta e pesquisar musical.
Pesqueira, 14 de maio de 2013.
A Segunda Câmara do TCE referendou hoje uma Medida Cautelar, monocrática, expedida pelo auditor substituto Carlos Pimentel, determinando a suspensão, sem a ouvida dos interessados, do Pregão Eletrônico 029/2012, da Secretaria de Educação, cujo objeto é o registro de preços para aquisição de pacote de software educacional para Tablet PCs; serviço de suporte e monitoramento e gerenciamento da solução, serviço de capacitação e aquisição de cartões SD do projeto “Aluno conectado” da rede estadual de ensino.
Com essa licitação, a Secretaria de Educação pretende contratar uma solução integrada, com diversas funcionalidades, para apoiar e dinamizar o aprendizado dos alunos, composta por pacotes de softwares, livres e licenciados, para serem instalados nos tablets dos alunos, notebooks de professores e computadores servidores das escolas, além de cartões SD para os tablets dos estudantes.
O valor global estimado da licitação é de R$ 23.469.874,99.
HOMOLOGAÇÃO – A Secretaria de Educação já homologou a licitação e publicou no Diário Oficial do Estado de 23/02/13 os extratos das Atas de Registro de Preços decorrentes, uma para cada um dos dois lotes licitados, estando agora na iminência de firmar contratos com as licitantes vencedoras do certame.
Todavia, analisando o processo licitatório, a equipe de auditoria do TCE detectou várias irregularidades dentre as quais destacam-se as seguintes:
a) Homologação de proposta comercial da empresa vencedora do lote 01 (Metasys Tecnologia S/A) no valor de R$ 12.875.700,00 – importância superior ao valor orçado por esta mesma empresa na fase interna do certame, que foi de R$ 11.451.500,00 para o mesmo objeto;
b) Deficiências no planejamento da licitação no que tange aos quantitativos licitados;
c) Licitação de partes do objeto (cartões SD) para as quais não ficou demonstrada as reais necessidades da Secretaria de Educação;
d) Licitação de pacotes de softwares para professores sem que esteja devidamente definido para quais equipamentos eles se destinam nem os reais quantitativos necessários;
e) Não demonstração da composição dos custos unitários dos softwares licenciados componentes dos pacotes de software dos alunos, professores e computadores servidores das escolas;
Considerando a gravidade das falhas, bem como o iminente risco de grave lesão ao erário, o conselheiro substituto acatou a sugestão da equipe de Gerência de auditoria da Técnologia da Informação e expediu a Medida Cautelar, determinando a suspensão de todo e qualquer ato relativo à execução contratual do referido Pregão até que seja comprovada, perante o TCE, a economicidade constante da Ata de Registro de Preço nº 033/2012.
O secretário José Ricardo Wanderley Dantas de Oliveira foi notificado da expedição da Cautelar e teve o prazo de cinco dias para apresentar Pedido de Reconsideração, porém não se manifestou sobre a decisão do TCE.
*Fonte: Gejo/TCE
14 de maio de 2013
É comum ouvir que devemos multiplicar por sete os anos dos cães para termos ideia de sua idade em aspectos mais humanos. Mas será que isso é verdade?
A minha terrier Meg morreu há alguns meses, com 19 anos e quatro meses. Foi quando lembrei dessa multiplicação, o que faria com que minha cadela tivesse improváveis 135 anos “humanos” ao morrer.
Não se sabe de nenhum humano que tenha vivido além dos 122 anos.
Mas se a multiplicação por sete está equivocada, como fazemos um cálculo mais preciso da idade dos cães?
Raças maiores e menores
Os cães são a espécie de mamíferos mais diversa do planeta. Podem variar em peso – de 3 kg a 90 kg – na idade adulta, em tipos de corpo e em pelos.
Isso significa também que há grandes variações de expectativa de vida entre as raças. E, curiosamente, cachorros pequenos tendem a viver mais do que os grandes.
“A correlação estatística entre expectativa de vida e tamanho costuma ser positiva – gorilas, elefantes e baleias vivem muito mais do que roedores, por exemplo”, diz Daniel Promislow, professor de genética da Universidade da Geórgia (EUA).
Por que, então, cães são uma exceção? Promislow tem uma teoria: “A doença que tem a maior correlação com o tamanho (do animal) é o câncer”, diz.
Calcule a idade de seu cão
Nos dois primeiros anos:
12.,5 anos para cada ano humano para cães pequenos
10, 5 anos para cada ano humano para cães médios
9 anos para cada ano humano para cães grandes
Para 3 anos ou mais:
Cães pequenos: mini Dachshund 4,32 / Border Terrier 4,47 / Lhasa Apso 4,49 / Shih Tzu 4,78 / Whippet médio 5,30 / Chihuahua 4,87 / West Highland Terrier branco 4,96 / Beagle 5,20 / Mini Schnauzer 5,46 / Spaniel (Cocker) 5,55 / Cavalier King Charles 5,77 / Pug 5.95/ buldogue francês 7,65
Cães médios: Spaniel 5,46 / Retriever (Labrador) 5,74 / Golden Retriever 5,74 / Staffordshire Bull Terrier 5,33 / buldogue 13,42
Cães grandes: pastor alemão 7,84 / Boxer 8,90
Leia Mais:
Vida de cão
* Fonte: BbcBrasil / Ben Carter
Na reflexão de Luiz Flávio Gomes, o consumo individualista é a principal causa deste ódio: “Tudo que é estatal é visto, hoje, com desconfiança, com descrédito. Isso se passa com a educação, saúde, polícia, Justiça”
Quando um jovem domesticado pelo consumismo contemporâneo conversa com pessoas sexagenárias ele escuta histórias incríveis, como a da boa qualidade da educação nas escolas públicas, que antigamente a polícia e a Justiça funcionavam bem (ou muito melhor que hoje), que os presídios não eram tão deteriorados, que se podia despreocupadamente andar à noite pelas ruas da cidade etc. O serviço público ou, pelo menos, alguns setores do serviço público funcionam bem.
O que caracterizava esse bom serviço público? A padronização, que facilita o gerenciamento burocrático assim como a realização do ideal de igualdade (mesmo serviço para todas as pessoas), que está na raiz da distribuição dos bens públicos nos estados com baixa desigualdade.
Ocorre que, a partir dos anos 80, para salvar o modelo capitalista que entrava em recessão, desenvolveu-se uma nova cultura, a do consumismo individualista, personalizado, egoísta, que promove a socialização material do indivíduo assim como sua diferenciação, conferindo-lhe status; essa nova cultura conflita radicalmente com o serviço público padronizado, generalizador, burocratizado. O serviço público, prestado pelos agentes e autoridades do Estado, caiu em desgraça, porque não atende o desejo (a lei) de diferenciação do consumidor, que passou a ser oferecido pelo mercado (veja W. Streeck, em Piauí, 79, p. 61).
A partir do momento em que nossos desejos começaram a se dirigir para o produto ou o serviço personalizado, individualizado, estratificado ou sofisticado, que não é evidentemente prestado pelo Estado, passamos a odiá-lo (ou a refutá-lo), até por uma questão de diferenciação de grupos ou classes (dá status ter um carro, especialmente quando personalizado, um atendimento médico distinguido, colocar o filho numa escola cara, frequentar lugares ricos etc.). Primeiro caiu em desgraça o Estado, depois o serviço público (os serviços privados seriam mais eficientes); logo a contaminação alcançou também a política e os políticos (que enfrentam uma brutal senão a pior crise de credibilidade).
Tudo que é estatal é visto, hoje, com desconfiança, com descrédito. Isso se passa com a educação, saúde, polícia, Justiça, agências públicas, infraestrutura governada pelo poder público (aeroportos, portos, estradas, hospitais) etc.
Não há como não reconhecer que as democracias ocidentais passaram por uma profunda transformação neoliberal, que resultou mais acentuada em países com tradição escravagista (como o Brasil). O que Albert Hirschman escreveu sobre as ferrovias estatais da Nigéria (veja W. Streeck, em Piauí, 79, p. 65), bem sintetiza a nossa atual realidade: “Conforme os mais ricos perdem o interesse pelo serviço coletivo, e se voltam para as alternativas privadas – mais caras, mas, para eles, acessíveis -, sua saída acelera a deteriorização dos trens públicos e desestimula o seu uso, mesmo entre aqueles que dependem deles porque não podem pagar por alternativas privadas”.
Ou seja: o serviço público (educação, saúde, segurança etc.) consegue manter um certo nível de satisfação enquanto é utilizado também pelos ricos. Aquilo que não é usado pelos ricos se deteriora. Isso explica, adequadamente, a razão pela qual os presídios nunca constituíram um bom serviço público. Quando os ricos (os que podem pagar) deixam de utilizar um determinado serviço ou bem público, em razão da lei da diferenciação do consumidor, vem o colapso. Esse é o motivo pelo qual o BNDES tem vida longa.
* Luiz Flávio Gomes, Professor, jurista e presidente do Instituto Avante Brasil, está no blogdolfg.com.br.
* Fonte: Comgressoemfoco
13 de maio de 2013
O governador Eduardo Campos assinou, na tarde desta segunda-feira (13/05), a saída de Ranilson Ramos da Secretaria Estadual de Agricultura e Reforma Agrária e seu ingresso como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Ranilson foi eleito por unanimidade pela Assembleia Legislativa de Pernambuco para a vaga de conselheiro deixada por Romário Dias, que se aposentou da corte em abril. O agora ex-secretário deixa o cargo que ocupava desde o início da atual gestão, em 2007. Para a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, foi nomeado Aldo Santos. Os atos serão publicados no Diário Oficial desta terça-feira (14/05).
Perfil
José Aldo dos Santos é natural da cidade de Altinho, no Agreste pernambucano. Formado em Agronomia e mestre em Administração Rural pela UFRPE, coordenou o Centro de Desenvolvimento Agroecologico Sabiá e foi membro da coordenação estadual da ASA-PE, da coordenação executiva da ASA-Brasil e da coordenação nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). Faz parte do Comitê Integrado de Combate à Estiagem. É o atual presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável de Pernambuco (CDRMS). Ingressou na atual gestão em janeiro de 2011, quando assumiu a Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar. Em junho de 2012, acumulou a gerência-geral do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável de Pernambuco (Prorural).
*Fonte: PortalPE
Na tarde desta segunda-feira (13/05), o governador Eduardo Campos recebeu os diretores da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), no prédio da Secretaria de Planejamento de Gestão (Seplag), em Santo Amaro, no Recife. Os gestores, sob o comando do presidente José Patriota, entregaram ao Governador, um documento batizado de “Grito do Nordeste” – uma reivindicação destinada ao Governo Federal.
No texto, a instituição cobra mais rapidez na aplicação das políticas públicas que visam minimizar os efeitos da estiagem nos municípios do semiárido pernambucano. Da reunião, participaram mais de 100 prefeitos de todo o Estado.
“Nós entendemos que essa pauta expressa a legitimidade dos mandatos”, disse o governador. Durante a reunião, Eduardo explicou que o Governo de Pernambuco está sempre em busca de mecanismos para colaborar com a administração municipal. Na ocasião, o governador pediu para que esse debate seja feito “com responsabilidade e com rapidez”, pois “é necessário recompor urgentemente a base econômica dos municípios mais prejudicados nesses últimos anos”.
LEIA A ÍNTEGRA:
Eduardo recebe prefeitos e garante diminuição da burocracia no Estado
* Fonte: PortalPE
A ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DE PERNAMBUCO – AMUPE PROMOVEU HOJE PELA MANHÃ O “Grito do Nordeste” PARA REIVINDICAR MAIS ATENÇÃO COM MUNICÍPIO ATINGIDOS PELA LONGA ESTIAGEM
Um número reduzido de prefeitos ou representantes se fez presente ao evento previamente marcado pela AMUPE para marcar o “Grito do Nordeste”.
A baixa presença fez arrefecer o ânimo do presidente da entidade - José patriota, prefeito de Afogados da Ingazeira que contava com a presença maciça dos colegas. Estima-se que entre 50 e 70 prefeitos do total de 184, estiveram no recinto da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na manhã de hoje.
No manifesto da Amupe, lida pela prefeita Rorró Maniçoba (PSB), de Floresta, a sugestão é que o formato do fundo seja parecido com o criado pelo Governo de Pernambuco em fevereiro, o FEM – Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal. A Amupe é presidida por José Patriota (PSB) e anda afinada com o governador Eduardo Campos (PSB), que ensaia se candidatar a presidente da República.
“Neste dia virão caravanas de todas as regiões do Estado”, disse José Patriota, presidente da Amupe, na nota convocativa. A expectativa da entidade é que pelo menos 130 a 140 prefeitos prestigiassem o evento, o que de fato não aconteceu.
Aguarda-se agora novas investidas dessa feita em Brasília, para tentar sensibilizar o governo federal. Dos 49 deputados estaduais, cerca de 20 compareceram. Dos 25 federais, apenas o dep Pedro Eugênio (PT-PE) deu o ar da graça. Dos 03 senadores, somente o senador Humberto Costa foi e na sua fala disse que “não estava ali como advogado do governo federal”, mais ressaltou “os efeitos positivos dos diversos programas ora em execução do governo Dilma”.
Sistema de irrigação é calculado conforme a demanda da área
HASTINGS, NEBRASKA (EUA) – Os sistemas de irrigação no estado de Nebraska, Estados Unidos, são milimetricamente pensados. O compromisso maior é “aproveitar cada gota retirada dos poços”, segundo descreve o gerente de Vendas Internacionais da T-L Irrigation Company, Travis Thomsen. A empresa é o grande fabricante de pivôs centrais dos Estados Unidos, vende para todo o mundo e ainda tem pontos de vendas espalhados pelo globo. Somente em Nebraska, são 70 mil pivôs em funcionamento e cada um deles atende às demandas específicas da propriedade para a qual foi adquirido.
“Não vendemos ‘a granel’. O resultado (produtivo) do nosso cliente é o nosso sucesso”, arremata Thomsen. A empresa tem base familiar, está no mercado desde 1955 e recebeu a missão da Federação da Agricultura de Pernambuco (Faepe) e do Sebrae Pernambuco, que visitou regiões que convivem com a seca nos Estados Unidos e no México.
Os pivôs produzidos pela T-L Irrigation utilizam um sistema simplificado mais econômico, movido a diesel ou gás natural, ao invés de utilizar a energia de alta tensão das bombas. “A vantagem é que é mais simples, mais barato, e o produtor já trabalha com sistemas hidráulicos o tempo todo. Por isso, eles entendem muito mais fácil o manejo dos pivôs centrais que produzimos”, explica Thomsen.
A Conoco, uma das maiores companhias de petróleo do mundo, produz um óleo especial para os modelos fabricados pela T-L (modelo 40NL), “ambientalmente amigável, que emite menos CO2”, comenta. A principal vantagem desse sistema a combustível, explica Thomsen, é que o pivô se movimenta continuamente, em uso, sem as interrupções comuns aos ligados a sistemas elétricos. “Isso dá uniformidade à cobertura sobre as plantas, tanto com água quanto na aplicação de fertilizantes. Melhor também para a vida útil dos eixos, que sofrem menos desgastes”, ensina.
Thomsen comenta que um dos problemas que agravam situações de seca é o uso ineficiente de água. “Aqui, estamos acostumados a produzir sistemas de irrigação prontos para as piores condições climáticas e para usar a água disponível da melhor forma”. Exemplificando: os pivôs têm um sistema de controle de vazão de água. Se houver problemas, o funcionamento da bomba é interrompido automaticamente para que não haja desperdício.
O gerente diz ainda que há representantes de vendas da T-L Irrigation em vários países da América do Sul, como Argentina, Chile, Paraguai, Colombia, Venezuela, exceto no Brasil, embora haja maquinários em algumas propriedades. “No Brasil, há um problema muito sério que é a importação, que joga uma quantidade de impostos muito alta, o que torna o produto muito caro”, completa.
* Fonte: FolhaPE / Tatiana Notaro
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A APAC é diferente, para melhor, de tudo que estamos habituados a ver no sistema penitenciário brasileiro.
Uma frase de seu fundador, o jornalista Mario Ottoboni, espelha a crença básica em que se apoia a prática revolucionária da APAC: “Todo homem é maior que o seu erro”.
A APAC – Associação de Proteção e Assistência ao Condenado — é uma experiência iniciada nos anos 70 em São José dos Campos (SP) e, devido ao sucesso do projeto, hoje presente em 11 estados brasileiros e até fora do país.
Não há como construir um sistema prisional decente e eficaz sem concordar com o princípio que inspira a entidade. Nem sequer é possível um delinquente salvar a si mesmo sem essa crença fundamental.
Talvez, por isso, a frase de Ottoboni, escrita na parede com letras gigantes, é a primeira das muitas exortações a motivar reeducandos (prisioneiros) e administradores no Centro de Reintegração Social (prisão) da APAC em Macau, no Rio Grande do Norte.
Reeducandos? Centro de Reintegração? Neste caso não se trata de mero jogo de palavras, um recurso de marketing. Mais de 20 anos de experiência confirmam que, por trás dos rótulos politicamente corretos, opera um paradigma humanista de diferenciais marcantes e bem-sucedidos no trato da ferida social da criminalidade. Aceitar, defender e cuidar da dignidade da vida é o fermento da receita.
A crença básica da APAC é o que falta ao falido sistema penitenciário oficial, espécie de geena dos tempos bíblicos para onde a sociedade tem enviado os seus novos “leprosos”, na ilusão deque a segregação pura e simples é vacina contra o mal.
LEIA A ÍNTEGRA:
Uma experiência fascinante de prisão no Brasil
* Fonte: DCM
12 de maio de 2013
VIVA A REPÚBLICA INDEPENDENTE DO ARRUDA
SANTA CRUZ TRICAMPEÃO EM 2013
A mãe, onipotente, acredita
ser a pessoa mais essencial
para tornar seus filhos felizes
Não importa a classe social. Não importa a idade. Ou o endereço e a profissão. Não importa se é casada ou solteira. O maior medo da mãe é que seu filho ou sua filha não seja feliz. Por mais impalpável que seja esse medo, por mais subjetivo que seja o conceito de felicidade, a mãe, em sua onipotência, acredita ser a pessoa mais essencial para fazer de seu filho ou de sua filha um adulto feliz.
Um dos medos comuns é não ser uma boa mãe – e esse adjetivo tem dezenas de significados. O que é ser boa mãe? Ela costuma ter obsessão em manter o filho e a filha alimentados, agasalhados e saudáveis, qualquer que seja a idade, como se isso os livrasse de todas as maldades do mundo. Tantas mulheres se culpam pelas desventuras dos filhos. Onde foi que errei? É uma culpa inútil, não leva a nada. Uma culpa perigosa, porque retira dos filhos a responsabilidade por seus caminhos e os infantiliza.
Existe hoje, nas famílias, um medo mais concreto, quase tão paralisante quanto um pesadelo. É um medo maior que o filho ficar sem emprego ou ser assaltado. As mães receiam que os filhos se viciem em drogas, percam a saúde e o rumo. Esse sentimento foi detectado por uma pesquisa publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. As drogas sempre existiram, mas, hoje, elas atemorizam 45% dos paulistanos. É muito. Fácil entender. Drogas são hoje mais letais e disseminadas. O crack e seus efeitos devastadores estão expostos nas esquinas, nos parques, na mídia. E desafiam governos, que parecem perdidos e impotentes. Não há campanhas maciças nas escolas nem conversas suficientes em casa sobre os perigos, que podem ser irreversíveis. Vejo, desolada, o choro de mães, amigas ou não, cujos filhos estão internados por cocaína. Eles entram, saem, entram de novo – a luta pela reabilitação é eterna.
Na semana passada, um atleta promissor do Fluminense, Michael, de apenas 20 anos, foi suspenso por uso de cocaína. Com os olhos marejados, Michael admitiu precisar de tratamento. Pode ficar até dois anos fora dos gramados. O problema não é o período de punição imposto a ele, mas sua chance real de se livrar do vício e de não desperdiçar seu talento e sua vida.
Adianta conversar com os filhos? Adianta. Desde cedo. Mas o amor e o rigor maternos não são suficientes. Sempre defendi que escolas levem turmas de adolescentes a presídios e clínicas para escutar depoimentos de quem se deixou destruir pelas drogas. O rito da iniciação continua o mesmo, lúdico e prazeroso, como se não houvesse amanhã. Antigamente, estudantes fumavam cigarro de tabaco no banheiro da escola para transgredir e se sentir parte da turma. O mesmo acontece hoje com drogas mais letais.
LEIA A ÍNTEGRA:
Os maiores medos das mães
*Fonte: Revista Época / Autora: Ruth Aquino
MÃE EXEMPLO DE AMOR E FÉ
UM POUCO DE HISTÓRIA
Expressar gratidão a sua Mãe é necessário e indispensável. Mas, que aconteça todos os dias, com muito carinho e afeto! Como a expressão desse amor carecia de uma comemoração mais aplausiva e festiva criou-se o Dia específico dedicado as Mães.
A história relata que a mais remota comemoração do dia das Mães é mitológica. A entrada da primavera na antiga Grécia era festejada em honra a Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus, considerada a Mãe dos Deuses.
No início do século XVII, a Inglaterra elegeu o quarto domingo da Quaresma dedicando-o às mães das operárias inglesas.
Este dia tornou-se público como o Mothering Sunday (Domingo das Mães). As trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.
Os Estados Unidos, através das ideias de Julia Ward Howe, autora do hino do país, sugerindo uma data para a celebração do Dia das Mães em 1872. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz.
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães.
Com a morte de sua mãe ficou em grande depressão. Inquietadas com aquele sofrimento algumas amigas tiveram a ideia de eternizar a memória de sua mãe com uma festa.
Pouco tempo depois a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.
Em Portugal, ouve um tempo em que o Dia das Mães era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o “Dia das Mães é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo”.
No Brasil, o Dia das mães foi inserido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918, mas, somente em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio e, em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Ser mãe é um privilégio que o Criador com sua admirável sabedoria concede a todas as mulheres. Todavia aquelas que são impossibilitadas de gerar em seu ventre uma criança lhes conferiram a graça e a capacidade de amarem incondicionalmente através do instinto materno de criar e amar os filhos de outras mães como se seus o fossem.
É a maternidade para a mulher um dom que a faz feliz, mas ao mesmo tempo, a torna responsável pela progressão da sua prole…
É você mamãe um ser bendito e carismático. Capaz de todo sacrifício em favor do bem-estar do filho (a) amado (a)! Você que não mede esforços no sentido de acompanhar, ver e sentir o pulsar vital daquele (a) que emanou de suas entranhas.
Mãe você é a mola mestra, o sustentáculo, o equilíbrio da vida familiar! Evidente que não importa a condição de mãe genitora ou de mãe que adota um filho (a) e que assumi o (a) criar, ordenar e satisfazer as necessidades básicas e necessárias à formação ética, moral, política e religiosa dos seus filhos. E olhe que tamanha carga! É evidente que a condição de família – marido – mulher, vida em comum -, não seja condição indispensável para o equilíbrio e o rumo que deverá ser orientado a seus filhos, mas sem sombra de dúvida é na família constituída e harmônica onde se conhece o amor maternal, o filial, o paternal, o fraternal, onde se concretiza o desejo de senti-los predestinados ao bem, tendo como alvo o de elevar e fazer crescer o outro, sem preconceitos nem inveja, mas, seguindo aquele princípio que Jesus Cristo nos deixou, “Ame a teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não quer que façam contigo”.
Ser mãe ainda é cuidar, educar, corrigir, amar, disciplinar e, acima de tudo está pronta para sofrer, para suportar, a se doar sem nada pedir em troca, visando apenas o bem-estar e a segurança de um outro ser – o filho.
É na família onde se aprende a mais pura lição do amor de Deus, concebido no amor de mãe. E você mãe é merecedora de todo o carinho, de todo o amor e respeito não só no dia que lhe é dedicado, mas todos os dias, porque você é a incansável e brava mulher que parece ter fôlego de gato, você é forte como uma leoa quando em estado de fome ou na defesa de sua prole.
Por esta e outras razões é que os filhos têm não só o dever, mas a obrigação de agradecer, amparar, cuidar e supri todas as suas necessidades materiais e espirituais! Todos os dias de sua vida e em particular no Dia que lhe é dedicado.
É bom que se veja que o maior presente não está naquele de ordem material, mas certamente na maneira carinhosa, amável, afável e meiga com que se deve tratar nossa querida mãezinha!
Parabéns neste seu Dia!!!
* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Escritor, Poeta e Cronista.
Presidente da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes.
11 de maio de 2013
“Até as deusas podem morrer. A ausência de Elizeth Cardoso silencia uma das mais belas vozes de nossa música popular, um oceano pacífico que por mais de 50 anos encharcou seus fãs de poesia e majestade. Foi única, não por se esforçar numa frenética busca de originalidade, vício de muita cantora atual, mas simplesmente porque imprimia em sua voz de contralto, arranhada de prussianos erres, a mesma fibra do caráter com que encarou a juventude pobre e os amores falidos”. Jornal do Brasil de 08 de maio de 1990.
A cantora Elizeth Cardoso, 69 anos, morreu numa clínica em Botafogo, no Rio, onde estava em tratamento de um câncer de estômago, doença contra a qual lutou nos últimos três anos. Velada no Teatro João Caetano, a portelense e flamenguista pediu que sobre seu caixão repousasse uma bandeira rubro-negra e outra do Cordão do Bola Preta. Assim se fez.
Uma das mais belas vozes da MPB, nasceu no Rio em 1920. Os fãs da boa música devem eterna gratidão a Jacob do Bandolin, que a descobriu 16 anos depois. O sucesso chegou com a gravação de Canção de Amor (1949). Em 54 anos de carreira, a dama que esbanjava classe nos palcos, gravou mais de 60 LPs, imortalizando composições de grandes nomes da MPB, como Ary Barroso, Cartola, Lamartine Babo, Noel Rosa e Paulinho da Viola.
Precursora da invenção da Bossa Nova
Foi em uma de suas fases românticas que Elizeth contribuiu para deflagrar o movimento musical que sairia das salas dos apartamentos da Zona Sul carioca para ganhar o mundo: a Bossa Nova. Misturando sua interpretação com a poesia delirantemente apaixonada de Vinicius de Moraes, as melodias e os arranjos de Tom Jobim, e a batida diferente de João Gilberto, lançou Canção do amor demais. Estranha a princípio, a combinação insólita se transformou num clássico. Era o anúncio da chegada de um samba diferente que encantaria com sua harmonia sintetizada na voz e no violão.
Para ver imagens históricas de Elizeth Cardoso, é só curtir a;
*Fonte : Jornal do Brasil – Hoje na História/Lucyanne Mano
10 de maio de 2013
Patrimônio perdido
A mim não pertence mais hoje
já um tanto que me pertenceu
Nem sei se meu coração foi dela,
Mas sei que o dela um dia foi meu
Só nas vagas lembranças sombrias
A alma abre uma fresta de janela
Tenho dúvidas se já me amou um dia
Mas enxergo o amor que tive por ela
E assim vivo uns momentos sonhando
Com coisas que já me foram realidade
Como tudo não me é mais palpável
Alimento a alma apenas com a saudade.
.
* Autor: Carlos Sinésio de Araújo Cavalcante – Jornalista, escritor, poeta
Cabo, 10 de maio de 2013.
…
Saudações,
Carlos Sinésio.
Deus nos proteja sempre!
O governo negocia com Cuba um acordo para trazer 6 mil médicos ao país, que atuariam em regiões carentes de assistência médica; mas por que não utilizar nossos próprios profissionais na missão?
Desde janeiro de 2012, o governo está estudando uma proposta de “importar” médicos de outros países para trabalharem em locais do Brasil pelos quais os nossos médicos não se interessam. E, ontem, o ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, afirmou que o país negocia com Cuba um acordo para trazer 6 mil médicos, que trabalhariam em regiões pobres onde a assistência média é deficiente.
A ideia seria razoavelmente interessante; o Brasil é um país grande, aliás, enorme. Em números absolutos, de acordo com parâmetros internacionais, há falta de profissionais médicos, em especial quando se observa a distribuição por estados – havendo uma concentração maior nos estados do sul e sudeste, e menor nos estados do norte e nordeste. É uma consequência de um país que ainda está em desenvolvimento. Trazer profissionais de fora poderia suprir esta demanda. Contudo, esta é a solução mais acertada?
A revista Ser Médico, do Cremesp, publicou recentemente uma extensa reportagem sobre a qualidade das faculdades de medicina na Bolívia. Lá, bastava você se inscrever para, por uma bagatela de 300 dólares ao mês (uma faculdade particular aqui no Brasil custa entre 7 e 10 vezes isso), aprender medicina, sem pré-requisitos básicos como processo seletivo ou saber falar espanhol, em cursos com professores de má qualificação, com falta de recursos e, o pior de tudo, sem contato com o paciente. Exatamente. Em alguns lugares, os estudantes sequer examinavam os pacientes, mas saíam formados com diplomas que lhes davam os mesmos direitos, lá, que nós, médicos, temos aqui.
Para trabalhar legalmente no Brasil, qualquer médico formado no exterior necessita passar pelo “Revalida”, exame para validação do seu registro no nosso país. Ele, contudo, é uma peneira ainda maior do que o exame da Cremesp ou da OAB – cifras acima de 90% de reprovação. Será o nosso teste muito exigente, ou a qualidade das escolas do exterior é muito inferior? A reportagem da Ser Médico já basta para sanar a dúvida.
A intenção do governo brasileiro é de importar médicos de Cuba – ao que tudo indica, seis mil médicos cubanos virão trabalhar no nosso país. Como, porém? Isto implica em um grande obstáculo: como será feita a revalidação? Como permitir que seis mil médicos ingressem, se apenas menos de 10% passariam na prova? Teriam de convocar 60, 120 mil?
LEIA MAIS:
Faz sentido o Brasil importar médicos?
* Fonte: DCM / David Nordon
9 de maio de 2013
O espírito da medicina cubana
O que a Grã-Bretanha pode aprender com o sistema médico de Cuba?
Assim começou uma reportagem de um dos mais prestigiosos programas jornalísticos britânicos, o Newsnight, da BBC.
Uma equipe do programa foi enviada a Cuba para entender por que é tão comum o “olhar de admiração” sobre a medicina cubana.
O Diário selecionou trechos que jogam luzes sobre um tema que vem despertando discussões apaixonadas no site e fora dele: a questão da importação de 6 000 médicos cubanos para trabalharem em áreas remotas no Brasil.
O relato do Newsnight foi acrescido de trechos do relatório de uma visita de integrantes do Comitê de Saúde do Parlamento britânico. Da mistura surgiu um retrato da saúde de Cuba.
Bom proveito.
A lógica subjacente do sistema cubano é incrivelmente simples. Em razão principalmente do bloqueio econômico americano, a economia cubana continuamente sofre.
Saúde, no entanto, é uma prioridade nacional, por razões em parte românticas : Che Guevara, ícone do Partido Comunista, era médico. Mas muito mais por pragmatismo: a saúde admirável da população é certamente uma dos principais razões pelas quais a família Castro ainda está no poder.
A prioridade em Cuba é impedir que as pessoas fiquem doentes, em primeiro lugar.
Em Cuba você recebe anualmente a visita de um médico. A ideia não é apenas verificar a sua saúde, mas ter um olhar mais amplo sobre seu estilo de vida e o ambiente familiar. Essa visita é feita de surpresa, para ser mais eficiente.
Os médicos estão espalhados por toda a população, e o governo lhes fornece habitação, bem como às enfermeiras.
A expectativa de vida em Cuba é maior do que a dos Estados Unidos. A relação médico-paciente ser comparada a qualquer país da Europa Ocidental.
Há em Cuba um médico por cada 175 pessoas. No Reino Unido, é 1 por 600 pessoas.
Cuba dá ênfase à formação generalista. O currículo foi alterado na década de 80 para garantir que mais de 90 por cento de todos os graduados completem três anos em clínica geral.
Há um compromisso com o diagnóstico triplo (físico / psicológico / social). Os médicos são reavaliados frequentemente.
Também chama a atenção a Policlínica – uma engenhosa invenção que visa proporcionar serviços como odontologia, pequenas cirurgias, vasectomias e raios-X sem a necessidade de uma visita a um hospital.
Cada Policlínica tem uma série de especialistas (pediatria, ginecologia, dermatologia, psiquiatria) que resolvem boa parte dos problemas de saúde das comunidades e assim reduzem a necessidade de busca de hospital. Com isso, a lista de espera nos hospitais é quase inexistente.
Todos os lugares que visitamos eram geridos por profissionais da saúde (médicos e enfermeiros).
Fizemos uma visita à Escola de Medicina América Latina, onde médicos estagiários de todo o mundo - muitos deles, para nossa surpresa, americanos – recebem treinamento à moda cubana.
E nos deparamos em nossa visita com pequenos detalhes que podem fazer uma grande diferença: pelotões de aposentados se exercitando todas as manhãs nos parques de Havana.
Apesar de os hospitais não serem equipados com o nível de TI encontrado no Reino Unido, por causa do bloqueio americano, os profissionais de saúde têm uma paixão por dados e estatísticas que eles usam com frequência para fins de governança na saúde.
O contexto da revolução cubana e as estruturas sociais desenvolvidos localmente levaram ao envolvimento contínuo do Estado no sistema de saúde. Isto é visto não como a cereja no topo do bolo, mas como uma parte muito importante do próprio bolo.
* Fonte: DCM
Depoimento adicional de:
Brasil fica em penúltimo lugar em
ranking global de qualidade de educação
Escola Na Finlândia. Cada aluno tem seu computador
O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.
A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.
(Diferença: biblioteca de escola na Finlândia e alguns dos meios de transportes ainda usados nas regiões norte/nordeste do Brasil) fotos Google.
Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.
Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.
Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.
Ranking Pearson-EIU
01 – Finlândia
02 – Coreia do Sul
03 – Hong Kong
04 – Japão
05 – Cingapura
06 – Grã-Bretanha
07 – Holanda
08 – Nova Zelândia
09 – Suíça
10 – Canadá
11 – Irlanda
12 – Dinamarca
13 – Austrália
14 – Polônia
15 – Alemanha
16 – Bélgica
17 – Estados Unidos
18 – Hungria
19 – Eslováquia
20 – Rússia
21 – Suécia
22 – República Tcheca
23 – Áustria
24 – Itália
25 – França
26 – Noruega
27 – Portugal
28 – Espanha
29 – Israel
30 – Bulgária
31 – Grécia
32 – Romênia
33 – Chile
34 – Turquia
35 – Argentina
36 – Colômbia
37 – Tailândia
38 – México
39 – Brasil
40 – Indonésia
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Como ensinar adolescentes diferença entre sexo real e pornográfico?
Um apostador ganhou 550 vezes na loteria. Outro, 327 vezes. Mas o mais incri?vel de todos é um cidadão agraciado com 107 prêmios da loteria, em sete modalidades diferentes, em vários estados da Federação e no mesmo dia
A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as loterias da Caixa Econômica Federal – CEF, mais que uma demanda necessária, evidencia-se como urgente.
Encontro no dia 7 de maio com o Senhor Gilson César Pereira Braga, Superintendente Nacional de Loterias da Caixa Econômica Federal, revelou que minha intuição estava correta. Na conversa, mostrei-lhe números que pareciam surreais: um apostador que ganhou 550 vezes na loteria, outro que ganhou 327 vezes, ou – o mais incrível de todos – um cidadão agraciado com 107 prêmios da loteria, em sete modalidades diferentes, em vários estados da Federação e no mesmo dia! Diante desses absurdos, ouvi do superintendente uma resposta que, francamente, jamais poderia imaginar receber: Ou eles têm muita sorte, ou fazem muitos jogos.
Ainda insisti, com perplexidade, em confirmar se esses dados seriam verdadeiros. Sim, são verdadeiros, as suas informações estão corretas, respondeu o Senhor Gilson Braga. Cabe notar, fato que deixei claro na conversa, que o cálculo matemático encomendado por mim aponta que a probabilidade de uma pessoa ganhar na loteria, jogando três cartões toda semana, é de uma vez em 400 anos. Não é, portanto, razoável acreditar que pessoas tivessem vencido prêmios mais de 500 vezes!
Apesar de demonstrar segurança e de afirmar que as Loterias da CEF são submetidas a rigorosos critérios de controle, o Superintende de Loterias não me convenceu. Acho que nem a mim, nem a milho?es de brasileiros que fazem todos os dias suas apostas nas Loterias da Caixa. De acordo com dados da própria instituição retirados da publicação A Sorte em Números 2012, só no ano passado o volume de vendas das Loterias Federais – considerando todas as dez modalidades – totalizou R$ 10,49 bilhões, os quais representaram a possibilidade de realização dos sonhos de milhares de apostadores.
Por essa razão, além de enviar requerimentos de informação ao COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras e à própria Caixa Econômica Federal, vamos mobilizar o maior número de assinaturas para instalar, com urgência, na Câmara Federal, a CPI das Loterias da Caixa.
É melhor investigar que acreditar em tanta sorte!
* Fonte: Brasil 247 / Autor: Anthony Garotinho-deputado federal.
Ficou decidido anteontem (06.05) em reunião na AMUPE com os prefeitos pernambucanos que segunda-feira (13.05) será o Grito do Nordeste para com os efeitos da seca e as constantes perdas de receitas municipais, principalmente o FPM. Será um grande ato em defesa dos municípios que está sendo encabeçado pela CNM para os Municípios do Nordeste em razão das medidas insuficientes para a convivência com a Seca, será às 10h na Assembleia Legislativa, na Rua da Aurora.
“Neste dia virão caravanas de todas as regiões do Estado”, disse José Patriota, presidente da Amupe. Com a mobilização, as prefeituras vão manter apenas os serviços essenciais. Estão sendo convidados a participar deste ato, toda sociedade, igreja, movimentos sociais, deputados federais, estaduais, senadores, os interioranos que moram na capital, enfim será um ato de questionamento para as perdas reais da economia dos municípios pernambucanos.
Os prefeitos lamentam a não inclusão dos municípios como agentes executores e demonstram suas insatisfações diante da falta de respostas do Governo Federal a reivindicações já feitas e que, se implementadas, já poderiam ter mudando a triste e cruel realidade por que passam quase 10 milhões de nordestinos de forma direta. Eles reconhecem as ações implementadas até agora, mas destacam que atualmente mais de 1.400 municípios de nove Estados já declararam situação de emergência em 2013, representando 22% das cidades brasileiras.
Os prefeitos pretendem mostrar o cenário de miséria, fome e perdas na agropecuária que continua inalterado, impactando negativamente em todo o país, pressionando o índice inflacionário e provocando o desabastecimento de produtos da cesta básica, mesmo com as chuvas ocasionais que têm caído em parte de Pernambuco e no Nordeste. Além dos prejuízos nas lavouras e criações, a demanda assistencial tem aumentado sem contrapartida financeira. “Pelo contrário, o Fundo de participação dos Municípios- FPM, já é menor que o mesmo período de 2012, em contraponto ao aumento constante dos compulsórios”, diz Patriota.
Os prefeitos reivindicam mais desburocratização, ações emergenciais e estruturantes, em parceria com os municípios, para que os mesmos passem de meros expectadores a agentes ativos desse processo e possam dar aos seus municípios, opções de vida, trabalho e a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da Nação. Ao final do evento será entregue um documento ao Governador Eduardo Campos mostrando as dificuldades enfrentadas pelas prefeituras em atender a população em suas necessidades básicas.
* Fonte: AMUPE
8 de maio de 2013
“… Como Chefe de Governo e como brasileiro sinto-me orgulhoso pelos feitos dos nossos bravos expedicionários...” (Getúlio Vargas)
Considerado feriado nacional, este dia marcou a volta ao Brasil dos primeiros escalões da Força Expedicionária Brasileira.
A informação começou a circular logo cedo, veiculada por várias estações de rádio. A população carioca deixou-se contaminar com a notícia.
O comércio cerrou as portas e o movimento nas ruas tornou-se intenso. Ouviam-se a todo instante a buzina dos automóveis, o clamor das sirenes. Dos andares mais altos dos edifícios da Avenida Rio Branco e das avenidas e ruas próximas jogava-se papel picado, o que dava à cidade um ar festivo.
Quando os horrores da guerra se espraiaram até os mares do Brasil, o povo brasileiro veio para as ruas, em passeatas memoráveis, protestar contra o afundamento dos nossos navios; em comícios eloquentes, pediu a guerra e reclamou a entrada do Brasil no grande conflito, e mais uma vez, à altura das suas tradições, vibrou de ardor cívico e patriótico com o dia em que a Alemanha se reconheceu aniquilada e se confessou vencida.
A cidade marchou por várias ruas ao som de canções patrióticas, arrancando vibrantes aclamações do povo. Em meio ao imenso mar de gente que enchia a Avenida Rio Branco, dando-lhe características de singular apoteose, abria-se espaço para que, entre palmas e aclamações ruidosas, desfilassem soberbos os bravos integrantes do Corpo de Bombeiros ou os valorosos soldados do Exército Nacional, irmãos daqueles outros que, na Europa, honraram o nome do Brasil.
Foi uma vitória do povo o fim da guerra e, ao seu modo, ele a festejou.
LEIAM TAMBÉM:
7 de maio de 1945: A rendição alemã
* Fonte: JB na Hisória
BARBOSA VENCERIA NO PRIMEIRO TURNO
Direita & esquerda
Hoje vou começar com espinhos — com uma dualidade que define o nosso mundo. Qual é o ponto central da oposição entre esquerda e direita — esse dualismo que levou tanta gente (de um lado e do outro) para a prisão, para a tortura, para o exílio, o abandono, a rejeição e a morte? Qual é o rumo desses lados?
Penso que a pior resposta cairia na decisão de ancora-los num fundamentalismo: numa oposição com conteúdo definitivo. Uma sendo correta e a outra errada já que sabemos que direita e esquerda admitem segmentações infinitas, pois toda esquerda tem uma esquerda mais a esquerda; do mesmo modo que toda direita também tem a sua direita extremadamente direitista. No plano religioso somos ainda dominados pelo sagrado (situado à “direita” do Pai); mas no plano político ninguém — pelo menos no Brasil — é de “direita”. Como ninguém é rico ou poderoso.
Deus e o Diabo seriam os avatares dessa dualidade? Mas as dualidades não tendem a sumir quando delas nos aproximamos? Ademais, não seriam os dualismos, como sugere um antigo texto de Lévi-Strauss, modos de encobrir hierarquias porque um equilíbrio perfeito jamais existe, e a dualidade mistifica com perfeição as múltiplas diferenças entre grupos e pessoas, juntando tudo de um lado ou do outro ?
O ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa — depois de fazer um diagnóstico impecável de nossa hierarquia e do nosso personalismo que realizam a indexação de pessoas, tirando-as da universalidade da lei; essas dimensões centrais do meu trabalho de interpretação do Brasil — disse que os principais jornais do país se alinhavam para a direita. Joaquim Barbosa seria meu candidato definitivo à presidência da república e estou certo que ele venceria no primeiro turno mas ao exprimir tal opinião eu acho, com devida vênia, que ele perdeu de vista o contexto sócio-político do Brasil.
Os jornais estão a “direita” porque todo o governo (e, com ele quase todo o Estado brasileiro) está englobado numa “esquerda” de receitas estatizantes que recobre o dualismo político inaugurado com a Revolução Francesa. A razão para o Estado figurar como o nosso personagem político mais importante e decisivo, revela um fato importante. A crença segundo a qual a nossa sociedade malformada, mestiça e doente (destinada, como diziam Gobineau e Agassiz, a extinção pelas enfermidades da miscigenação) teria que ser corrigida por um “poder público” centralizador, autoritário, aristocrático que varreria seus costumes primitivos, híbridos, intoleráveis e atrasados.
A “esquerda” sempre teve como central a ideia de que somente um “estado forte”, poderia endireitar as taras, como dizia Azevedo Amaral, da sociedade brasileira. Essas depravações — carnaval, comida, sensualidade, dança, preguiça, musica popular… — de origem. Taras que um Estado devidamente “tomado” por pessoas bem preparadas (a honestidade não vinha ao caso porque não se tratava de uma questão de “moral”, mas de “política”) iria mudar por meio de decretos …
* Fonte: O Globo / Autor: Roberto da Matta (Antropólogo)
LEIAM O CONTRA PONTO DO BLOG O CAFEZINHO
Xaropadas barbosianas de Roberto Damatta
Sempre acreditei nas boas intenções das pessoas, sem ser necessário a chamada “Carta de Intenções”. Acho até que é um dever de cada um de nós acreditarmos nas pessoas de boa índole, honestas, quando públicas comprometidas com o bem-estar da população, quando gestores quando promovem os seus atos com transparência e segurança jurídica, fundado respeito nos princípios constitucionais, elencados no art. 37, caput, da Constituição Federal vigente.
Dois amigos me questionaram em razão de posições que envolvem o meu trabalho de jornalista, que o faço desde os 16 anos de idade (estou com 63 anos), começando pelo jornal ERA NOVA, então pertencente a Diocese de Pesqueira, mais tarde no NOVA ERA, já sob a direção do saudoso Padre José Maria da Silva, e, ainda, como correspondente, em períodos distintos, do Jornal do Commércio e Diário de Pernambuco, em determinada época, ambos da capital pernambucana, ou no Programa: “PESQUEIRA EM DEBATE”, etc, que tive a oportunidade de criar e convidar Willam Porto e Jonas Brito para atuarem com debatedores, ou ainda, hoje com as canetadas on line, publicadas em diversos blogs de Pesqueira e da região, em jornais escritos e eletrônicos, via internet, tendo iniciado no Blog de Sinésio (2008), do festejado e competente jornalista pesqueirense, Carlos Sinésio.
O PRIMEIRO AMIGO, PAULO MUNIZ, carinhosamente conhecido como Paulinho Muniz, um sanharoense de primeira linha e grandeza, dono de um dos blogs mais bem feitos e acreditados em Pernambuco, OABELHUDO, em um diálogo que tivemos no MSN, quando fez uma observação sobre o fato de “um passarinho” lhe ter contado que em alguns dos meus escritos estava presente a figura do pseudônimo, nome fictício, etc.
Quem me conhece sabe que não uso nem nunca usei desse tipo de expediente, que para mim é uma espécie de anonimato, muito menos o anonimato propriamente dito. O “passarinho” mentiu, meu caro amigo Paulinho! Esse passarinho tem vôo raso, rasteiro, baixo.
Aqui assevero, que tudo que escrevi até hoje assinei embaixo, e será assim até o final, com ou sem prejuízos, principalmente os prejuízos, os quais sempre enfrentei de cabeça erguida. É difícil ser verdadeiro, mas é a verdade que nos conduz a uma vida exercida, sobremaneira, pela simplicidade, pela pobreza de bens materiais, mas rica do sentimento humano e cristão. Rica, na fé em Deus! Se quisesse ter sido rico, rico seria, pois oportunidades não me faltaram, mas para isso teria que trilhar os descaminhos da vida, seja no campo do jornalismo ou na advocacia. Isso nunca me interessou, nem interessa!
Não condeno a utilização de pseudônimo, quando esse é dirigido para exercer o bem. Respeito a sua utilização como alternativa ao nome legal de uma pessoa que o faz para facilitar a sua identificação. Quase sempre o pseudônimo é utilizado por escritores, poetas, jornalistas, artistas, religiosos, assim como ocorreu com todos os papas, a exemplo de João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyla ou como ocorre com o papa Francisco, nascido Jorge Mário Bergoglio.
Não foi diferente com Tristão de Ataíde, nascido Alceu Amoroso Lima; Ferreira Gullar, nascido, José Ribamar Ferreira; Pablo Neruda, nascido Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto; Voltaire, nascido François Marie Arouet; Allan Kardec, nascido Hippolyte Léon Denizard Rivail; ou no campo artístico: Fafá de Belém, nascida Maria de Fátima Palha de Figueiredo; Cazuza, nascido Agenor de Miranda Araújo Neto; Lady Gaga, nascida Stefani Joanne Angelina Germanotta; Lima Duarte, nascido Ariclenes Venâncio Martins; Marilyn Monroe, nascida Norma Jeane Mortensen; Silvio Santos, nascido Senor Abravanel, entre tantos outros nomes nacionais ou internacionais.
Essas pessoas se identificam com os seus pseudônimos e têm até cobertuda jurídica, pois que abrigados por lei, adquirindo assim o mesmo valor e reconhecimento legal do nome próprio
Agora, quando determinada figura se esconde através do anonimato, utilizando pseudônimo para macular princípios, detratar pessoas, mentindo, inventando fatos, simplesmente abômino, detesto, não merece o menor respeito, nem meu e nem da sociedade, disso não há dúvida alguma.
Muitas vezes essas “pessoas do mal” e medrosas, não tendo coragem para assumirem os seus próprios atos, se escondem atrás das cortinas e na mais profunda escuridão de um palco enlameado, manchado, emporcalhado, encardido, pelas suas próprias existências, fazendo um teatro que foge aos princípios éticos e morais, demonstrando medo e sucumbindo no mais ínfimo degrau da “fama”, fama que pensam está conseguindo, ou ter conseguido.
Aqui é bom lembrar a saudosa CLARA NUNES, nessa composição que se associa àqueles que buscam na mentira, no anonimato, nos “pseudônimos” da vida, a FAMA, mas na verdade estão “…com a moral toda enterrada na lama.
Eis “LAMA”, tão bem defendida por Clara Nunes:
Lama
Clara Nunes
Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mais o que eu soube a seu respeito
Entristeceu-me ouvi dizer
Que pra subir você desceu
Você desceu
Todo mundo quer subir (laraia)
A concepção da vida admite (lalaraiaralaia)
Ainda mais quando a subida (laraia)
Tem o céu como limite
Por isso não adianta está no mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama.
Grande Clara Nunes. Essa menina faz falta a nossa mais efetiva Música Popular Brasileira – MPB.
Caríssimos leitores
Fazendo jornalismo desde os 16 anos de idade, não seria agora, aos 63 anos, que iria mudar o meu estilo. Escrevo Canetadas desde os mesmos 16 anos de idade. Não escrevo para ninguém, não mando recados, analiso os fatos, sobretudo, da minha terra Pesqueira. Como diz o poeta: “escrevo pra mim”.
Escrevo o que vem na minha mente, na minha verdade, no meu coração, no meu sentimento de vida. Tenho consciência de que não sou dono da verdade, o que muitos não têm.
Não escrevo para agradar ou desagradar. Se o que escrevo agrada, tudo bem, mas sem puxar saco, nem aplaudir o que vejo e sinto de errado. Se não agrada, que tenha paciência o não agradado. Não sou daqueles que se expressam de forma a pedir licença para discordar. Ora, ou se discorda ou não se discorda. De uma coisa fiquem certos: nunca procuro focalizar a pessoa como tema dos meus escritos, mas os fatos. Se a pessoa está por trás dos fatos, sejam eles bons ou ruins, se os fatos forem bons, tudo bem, se não, aí tenham paciência. Procurem mudar!
Em razão dos meus escritos recebi um email, sobre as últimas canetadas, dizendo que bati forte no presidente da Compesa. Pode até ter sido, mas não retiro uma só palavra do que está escrito e assinado. O que esse cidadão merece mesmo é ser tratado como “persona non grata” pelo povo de Pesqueira, pelo deboche com que se comportou quando entrevistado ao programa do radialista Geraldo Freire, com o agravante de que o fez nos microfones da Rádio Jornal de Pesqueira, ou seja, na nossa Terra, na nossa casa. Tenha paciência, é querer demais!
Pesqueira exige respeito! O que o Senhor presidente da Compesa deveria ter dito não disse, ou seja, que estava aqui em Pesqueira, em um programa de rádio, feito em homenagem aos 133 anos da nossa terra, para resolver o problema da água. O que em nenhum momento disse, deixando a população ainda mais ansiosa, aflita, angustiada, inquieta, revoltada, até porque o governador Eduardo Campos, em agosto/setembro de 2009, aqui esteve e assinou em praça pública uma ordem de serviço para resolver o problema da água até 2010. Estamos em 2013 e tudo ficou na promessa. Cadê a água Senhor Governador? Pesqueira quer água, Governador Eduardo!
Vem, agora, o presidente da Compesa e diz em alto e bom tom, que a companhia que preside não tem interesse em limpar os açudes, de sua competência e responsabilidade, pois a prioridade são os carros pipas. Que descaso para com Pesqueira e o seu povo! É a indústria da seca!
O SEGUNDO AMIGO!
O segundo amigo, essa figura extraordinária que é Célio Guimarães, a quem tenho muito respeito e admiração, porque se trata de um Homem de bem, bom filho, bom esposo, bom pai, dotado de simplicidade e honestidade, o que o faz respeitado em nossa sociedade, fez uma anotação em minha página do Facebook, em razão de um comentário que fiz em relação ao que disse o festejado jornalista William Porto, em seu blog COMBATE POPULAR, no dia 29/04/2013, publicando a seguinte nota:
CONTA-GOTAS
“Nenhum detentor de cargo comissionado pode abusar de sua autoridade. Se constranger qualquer cidadão é passível de punição judicial. Se há esse tipo de absurdo na nossa terra, conforme estão denunciando, só posso julgar que seja alguém deslumbrado com o poder. Quem constrange e recebe mal uma pessoa humilde é um despreparado. É preciso averiguar se a denúncia procede, se proceder é demitir o autoritário no ato, na hora que nem caldo de cana, caso contrário é fazer a denúncia às autoridades. Urgente.” (William Porto).
Como se observa, no escrito de William Porto não há referência alguma a qualquer nome, qualquer pessoa, qualquer autoridade.
William não provocou ninguém, mas disse com muita propriedade o que deveria ser dito em relação ao relacionamento que deve ter o homem público para com os contribuintes, melhor dizendo: no atendimento para com as pessoas, contribuintes ou não, ricas ou pobres, enfim, qualquer pessoa do povo, pois os que estão no poder, eleitos ou não, exercem cargos públicos e são pagos com o dinheiro do povo. Concordo plenamente com William Porto.
Assim, na minha página de Facebook, compartilhei a nota de William, fazendo o seguinte comentário:
Pesqueira/PE, 02/05/2013 > Muito boa essa postura do jornalista William Porto. Quem está no “poder” tem que tratar bem os contribuintes.
Em razão disso o meu amigo Célio Guimarães fez o seguinte comentário, também, na minha página de Facebook.
Célio Guimarães. Amigo e Jornalista Jurandir Carmelo, Realmente, como diz o jornalista Carlos Augusto Gêmeo, no seu texto original “O Blog tem a obrigação de mostrar os fatos que está acontecendo em nossa cidade doa em quem doer.”
Acrescento: Mostrar os fatos que sejam verdadeiros – ouvindo as partes envolvidas.
Conheço o Drº Fábio Lins – que foi o Secretário citado. Tenho respeito e consideração por ele. É uma pessoa gentil. Se o blog tivesse feito um levantamento jornalístico, ou alguma pergunta sobre o que ouviu – encheria sua página de elogios ao atendimento do Secretário de Ação Social.
Amigo, esta minha intervenção é que eu quero ver em Pesqueira uma mídia forte e responsável. É uma piada usar esse tipo de argumento, de que “essas pessoas estão gravando um vídeo e em breve estaremos mostrando”. Mostra logo. Dessa forma desacredita o blog e os jornalistas. Dá a ideia de que estão editando um filme de longa metragem.
Assiste razão ao amigo Célio Guimarães. Quero apenas fazer algumas colocações precisas sobre esse fato.
Em primeiro lugar, que o meu comentário foi feito ao que escreveu o jornalista Willliam Porto, em seu blog, como demonstrado. William é um amigo a quem prezo muito, apesar da distância que se estabeleceu em nosso convívio, em razão de que o mesmo hoje reside no Recife, talvez até mesmo contra a sua própria vontade, muito mais por compromisso familiar. Respeitamos, seja lá qual for a razão. William tem um grande serviço a nossa, também sua, terra Pesqueira.
Em segundo lugar, quero dizer que conheço Fabinho Lins, mantendo com ele e os seus familiares um bom relacionamento, uma convivência saudável e respeitosa. Fábio Lins é exatamente o que você bem disse meu amigo Célio Guimarães: “uma pessoa gentil”. Aliás, a educação e os gestos de gentileza são marcas incontestáveis, em Pesqueira ou em qualquer lugar do mundo, por parte dos filhos desse paraibano, meu amigo, Floriano Lins, para Lídio Carmelo, simplesmente PARAÍBA.
Você, meu caro Célio, acompanha ao longo dos anos o meu trabalho como jornalista, em Canetadas, desde os tempos de ERA NOVA ou NOVA ERA, e sabe que não adoto esse tipo de expediente, mas nunca abrindo mão da verdade. Analiso bem o que vou dizer e o que vou publicar. Nunca difamei, caluniei ou injuriei ninguém. Por isso mesmo, nunca respondi a qualquer processo judicial, nesses 47 anos de jornalismo. Como disse, anteriormente, aqui em Canetadas Online, não escrevo para agradar ou desagradar. Escrevo sobre os fatos, não sobre as pessoas, o que diferencia da postura de certos blogueiros, que necessariamente não são jornalistas.
O Carlos Gêmeo, nosso amigo, tem todo o direito de fazer oposição, em seu blog ou não, é o que lhe garante a liberdade de imprensa, um dos sustentáculos da democracia e da liberdade.
É preciso que Ele apenas observe e bem observe o que diz a norma que vincula os blogs aos limites da nova lei da internet, pelos chamados crimes cibernéticos, Lei nº 12.737/2012, conhecida “Lei Carolina Dieckman”.
Os blogueiros são responsáveis pelos seus blogs e podem vir a responder civil ou criminalmente pelas suas publicações, no mesmo sentido, pelas publicações de terceiros, quando essas não trazem de forma clara e responsável a identificação de seus colaboradores, ou seja, quando publica matérias assinadas via pseudônimos, in casu verdadeiros anonimatos, não identificáveis, ou de difícil identificação.
Ontem, enquanto oposição aos ex-gestores de hoje, Carlos Gêmeo defendia o grupo de oposição liderado pelo prefeito de hoje Dr. Evandro Chacon, até a convenção, quando para surpresa de todos, passou a servir ao governo da ex-prefeita Cleide Maria.
Hoje, mudando de lado novamente, ou seja, voltando à condição de oposicionista, pois a prefeita que apoiou e que o levou para o seu grupo, perdeu a eleição, está em seu direito de fazer oposição ao governo do Dr. Evandro Chacon. É, portanto, responsável pelos seus atos.
Ao contrário do que muitos pensam, entendo que o Blog de Carlos Gêmeo ajuda muito mais a nova administração do que prejudica, pois que abre os olhos e os ouvidos do prefeito Evandro para “coisas” e “fatos” que não lhe chegam aos olhos, muito menos aos ouvidos.
O Blog, Pesqueira na Boca do Povo tem prestado bons serviços à comunidade pesqueirense, pela sua postura em contestar fatos e coisas que não se coadunam com os legítimos interesses do povo e de Pesqueira.
Talvez a forma de dizer, a maneira de se expressar, e com certeza a presença de colaboradores que se utilizam de pseudônimos (anonimatos), esses no todo condenáveis, é que o põe em dúvida, em relação aos seus interesses. No mais não enxergo nenhuma maldade no blog de Carlos Gêmeo.
Por último, fica aqui a sugestão de mudar um pouco o estilo do blog, procurando ouvir o outro lado, dando-lhe assim, o direito de falar sobre esse ou aquele assunto.
Porém, a notícia quando pode se tornar furo de reportagem tem que vir à tona na hora, como caldo de cana, no dizer de William Porto, como bem colocou o blog em relação às secretarias municipais (Meio Ambiente e Agricultura) que foram lacradas pelo proprietário do prédio – (numa atitude profundamente deselegante, autoritária e ilegal, pois comprometeu serviços públicos, sequestrando documentos, igualmente, públicos, o que é vedado por lei), impedindo assim a entrada dos secretários, funcionários, no mesmo sentido inviabilizando os seus funcionamentos, em razão de falta de contrato ou de pagamento. Se não há contrato, se o contrato findou, se há falta de pagamento, busque o manto protetor da Justiça. Os tempos mudaram e a lei dos costumes, a aplicação pura e simples do habitual que bem nutre o princípio consuetudinário não pode ser mais aplicada, em determinados casos, bastando para tanto aplicar a hermenêutica do direito, no seu sentido mais amplo.
Essa, meu caro amigo Célio Guimarães, é a minha posição sobre o seu comentário, justo comentário, que inspirou essas canetadas, porque em defesa de um cidadão de bem, o Fábio Lins, não agredindo, em nenhum momento o blogueiro Carlos Gêmeo, muito menos, sendo deselegante com esse seu amigo.
* Autor: Jurandir Carmelo (Pesqueirense, jornalista matuto e advogado matuto, também).
Painel sócio-cultural do jornal do oabelhudo
O Lançamento do Livro de Davi Calado
Poucas vezes vi um lançamento de livro tão animado como o RIO IPOJUCA – Da Nascente à Foz, do fotógrafo, gestor ambiental e agora também escritor – Davi Calado.
Em conversas com o próprio, ele falou que a sua expectativa foi atendida. O número de frequência foi bom e melhor ainda foi o interesse demonstrado por todos com relação ao “rei da noite”, o Livro.
Seus 7 irmãos e uma leva de amigos trouxeram seu fraternal abraço ao novo escritor sanharoense que de forma arrojada e muito profissional, construiu um trabalho significativo na área de meio ambiente e sustentabilidade.
Na semana passada, Davi foi convidado e deu uma entrevista na Radio Jornal Pesqueira, no programa de maior audiência – Super Manhã, do radialista Givanildo Silva.
O Livro de Moisés Alves de Siqueira
Lançado em memorável noite no recinto do Círculo Militar do Recife, no dia 04 de abril, o mais recente trabalho do escritor e poeta – Moisés Alves de Siqueira – Poesias e Pensamentos da Maturidade.
O conterrâneo Moisés de seu Neco Soares é um desses privilegiados da vida com o dom poético. Esse é seu quarto trabalho.
Estamos todos aguardando o lançamento aqui em nossa cidade e desde então, posso assegurar que é mais um bonito trabalho do nosso estimado amigo Moisés.
Robson Aquino
Quem está de fato em débito com todos nós é o nosso grande poeta, cordelista e romancista Antonio Robson Maciel Aquino. Ele é autor de uma obra primorosa que tem o título: Cinco Homens e Um Caçuá de Lembranças. Pronto desde o ano passado, Robson foi deixando o tempo passar e resultado é que ainda não cumpriu a sina do escritor que é ver seu trabalho espalhado pelo mundo afora.
Fica o aviso como INTIMAÇÃO!
Banda de Música Santa Cecília de Sanharó
A Sociedade Musical Santa Cecília, acaba de renovar a sua diretoria para mais um triênio. Eleita em chapa única, com a aprovação da todos os votantes, ficou assim:
Presidente; Francisco Eduardo Cavalcante de Freitas; Vice; Jailza Almeida Barbosa Galvão; 1ª Secretária Edna Mariza Soares Muniz; 2ª Secretária – Socorro Costa; Diretor de Patrimônio – Anderson Felipe Azevedo; Diretor de Finanças – Lidinho Souza Cintra e Diretor Musical – José Lopes Leite.
Compõem o Conselho Fiscal – Titulares; Arni Tolentino Leite; Artur Guimarães; Domingos Sávio de Melo Monteiro e José Anderson de Brito Rodrigues. Como membros suplentes: José Gomes de Melo (Padre Nilson), Carlos Lincoln Batista Leite, Iara de Melo Monteiro e Diego marques dos Santos.
O evento transcorreu com toda tranquilidade no dia 27 de abril.
A nova diretoria as nossas melhores recomendações e um lembrete que julgo oportuno: BANDA TEM QUE TOCAR!
CLUBE LÍTERO DE SANHARÓ
Enquanto a Santa Cecília cumpre com sua agenda sócio-administrativa, o mesmo não se pode dizer do nosso Clube Lítero Recreativo de Sanharó. Há nem sei quantos anos, uma assembléia resolveu apoiar uma DIRETORIA PROVISÓRIA. Convencionou-se que um quinteto de sócios iria promover a regularização de sócios e providências outras para que em seguida fizéssemos uma eleição normal e a partir daí o clube seguir seu destino.
Ocorre que o que era pra ser PROVISÓRIO tornou-se permanente. O que era pra ser uma diretoria virou um monopólio. Apenas uma pessoa MANDA EM TUDO.
Já fiz várias críticas a essa situação e vou continuar fazendo ou provavelmente procure alternativa no JUDICIÁRIO.
Nada tenho contra ninguém especificamente. No entanto, não se concebe uma sociedade ser tão desorganizada que vai e vem, alguém a toma pra si como se fora um patrimônio particular – QUE NÃO O É.
Certificado de ações do Clube digitalizar0001
Recebi de meu pai – Paulo de Sena Muniz que era Sócio-Fundador as suas 10 Ações Nominativas desde 10 de julho 1982, inscrita no Livro 01, página 05, de Registro de Ações, assinada pelo presidente, à época, Paulo Foerster. Vou honrá-las defendendo o nosso patrimônio, doa em quem doer.
OS MENINOS E A OAB
A coluna registra com enorme satisfação a vitoriosa trajetória de sanharoenses, na busca de sua inscrição na OAB – Ordem dos Advogados do Brasil. Refiro-me aos jovens, Fabrício Didier e Leomiltom Brito Guimarães. É bem provável que tenhamos outros heróis dessa mesma façanha. Tomara que cheguem seus nomes que postaremos com o mesmo prazer.
E por falar em OAB, os parabéns da coluna também vai para o amigo HALYSSON FREITAS, primogênito do estimado casal Fátima e Jozinaldo que prestou juramento e regularizou em definitivo sua situação formal com a OAB. Tomo a liberdade de transcrever o bilhete que recebi e que me deixou muito feliz:
Paulinho,
Como sou sabedor de seu prazer e entusiasmo em conhecer e participar das conquistas dos sanharoenses, tenho o prazer de dividir com o amigo minha alegria. Na última quinta feira (25/04) fiz o juramento e regularizei minha inscrição junto a OAB sob o nº 33.962, depois de um árduo caminho de estudos e aprovação no exame mais difícil da história da OAB, onde apenas aproximadamente 10% dos candidatos obtiveram êxito, ou seja, 1 em cada 10. Estou enviando imagens do momento no qual esteve presente minha esposa, a psicóloga Roberta Freitas. Abraços.
CATARINA LEITE SOUZA
A estimada amiga Catarina completou uma tonelada de anos e lá fomos nós, direto do livro de Davi, para a residência do casal Leila e Lidinho, a fim comemorarmos o aniversário dessa guerreira que sempre encantou a todos nós. Uma Plêiade de amigos trouxeram sua alegria e abraçaram a aniversariante e foram ciceroneados pelo casal Isabel e Gilberto ao som de música do Grupo Reviver, capitaneado pelo exímio cantor e violonista Eduardo Pereira. Presente também o nosso Zica de Louro ou Carlão do Brega que deu uma canja muito especial.
Catarina não é boa camarada – é EXCELENTE CAMARADA!
Antonio de Pádua Couto Caraciolo - TONICO – O Livro
Devido às circunstâncias lamentáveis em que esteve envolvido o seu filho Gustavo, o escritor Leonides Caraciolo resolveu não mais fazer o lançamento do seu mais recente livro: TONICO – Biografia e Genealogia.
Toda a cidade tomou conhecimento do fato gerador quando veio a óbito o 1º Suplente à Câmara Municipal de Vereadores, Antonio Teixeira de Lima a quem carinhosamente chamávamos de Kula.
Colhido pela fatalidade, o evento criou um transtorno para todos. Assim sendo, e, em respeito à memória de Kula, Leonides preferiu não mais realizar o evento. Apenas está distribuindo o livro com os familiares e amigos mais chegados.
Fica aqui patenteado nosso mais profundo voto de pesar aos familiares e amigos de Kula pelo o acontecido. Por fim registrar que os desígnios de Deus são absolutamente indecifráveis ao homem. Kula, talvez vivenciasse agora o seu melhor momento de vida e de reconhecimento público dos seus conterrâneos.
Wilma Freitas e Socorro Muniz
Duas pessoas amigas estão atravessando momentos difíceis e de muita preocupação. Trata-se de Wilma Freitas Caraciolo, esposa de Benito e a outra é minha irmã Socorro Muniz Ferreira (Corrinha) casada com Henrique Ferreira. Henrique e Corrinha nos deram dois sobrinhos vencedores - Riquinho e Kellynha.
Nossas preces para que tudo dê certo e elas voltem ao nosso convívio, sã e salvas. É o que pedimos ao Senhor, Bom Deus.
Dom Pablito
Editor
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7 de maio de 2013
Ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, cogita trocar o PT pelo PSB e ser candidata ao governo do Ceará com apoio do governador pernambucano; mudança tem implicações nacionais e pode forçar a saída dos irmãos Cid e Ciro, que vêm sabotando Eduardo Campos, do PSB; um destino possível é o PSD
Um movimento ousado do governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, pode ter implicações nacionais. Ele deve formalizar o convite para que a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, troque o PT pelo PSB e, assim, concorra ao governo do Ceará em 2014. É uma vingança contra a atitude dos irmãos Cid e Ciro Gomes, que vêm sabotando suas pretensões presidenciais.
Campos contra-ataca com Luizianne Lins
A ex-prefeita de Fortaleza (CE) Luizianne Lins está com um pé no PSB, partido de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e virtual candidato a presidente da República nas eleições de 2014. A decisão depende de conversas que Luizianne terá com o ex-presidente Lula e com o próprio Eduardo Campos.
A eventual filiação de Luizianne ao PSB daria a Eduardo Campos um palanque competitivo, num colégio hoje inteiramente controlado pelos irmãos Cid (atual governador do Estado) e Ciro Gomes (ex-ministro da Integração Nacional de Lula). Os irmãos Ferreira Gomes são do PSB, como Campos, mas contrários a sua candidatura presidencial.
A ex-prefeita de Fortaleza e seu grupo político ainda estão indecisos e lamentam o afastamento de Campos do que chamam de “campo democrático”. Luizianne tem preferido não se manifestar, mas é certo que considera o racha provocado por Ciro Gomes no PSB o principal motivo para o deslocamento de Campos e a consolidação de sua candidatura a presidente.
A notícia foi revelada pelo jornalista Raymundo Costa, colunista do Valor Econômico.
PSB tenta palanque forte contra Dilma na terra dos Gomes
LEIA A ÍNTEGRA:
Com Luizianne, Campos enquadra irmãos Gomes
* Fonte: Valor / Brasil 247
PREFEITURA ADQUIRE UM NOVO ÔNIBUS PARA TFD
O veículo foi adquirido da empresa Veneza Diesel, de Recife, pelo valor de R$ 340.000 (trezentos e quarenta mil reais)
LABORATÓRIO DE ESTABILIZAÇÃO DA UNIDADE DE SAÚDE JOÃO XXIII DE SANHARÓ.
No Posto de Saúde da Major Sátiro foi instalado também, a Sala de Eletrocardiograma.
ALUNOS DA FACIG E A AÇÃO SOCIAL PELA CIDADANIA
O “CARTÃO POSTAL” PEDE SOCORRO - A PONTE FÉRREA - O Risco é grande.
ARAÇÃO DE TERRAS
* Dom Pablito
Editor
6 de maio de 2013
*Estudos nos EUA antecipam saídas contra estiagem
Agricultores e criadores se preparam com informações sobre futuras secas
COLLEGE STATION, TEXAS - Em 2011, o estado norte-americano do Texas viveu um período de seca intensa que volta com força em 2013. Produtores e governo já estão cientes das condições deste ano graças aos estudos de acompanhamento climático realizado pela Texas A&M University. Os naturais ciclos de estiagem e as altas temperaturas neste estado são recorrentes desde 1996, por isso o compromisso com o setor tem uma razão econômica forte: a indústria agrícola texana movimenta em torno de US$ 18 bilhões ao ano e 26 milhões de texanos (2% da população) vivem da atividade.

Paisagem realista, mas vergonhosa. Ao contrário do agreste nordestino, o Texas não fica marcado por esse tipo de tragédia
Ao contrário do que acontece no Nordeste brasileiro, o cenário nas fazendas do Texas não fica marcado, nesses períodos de seca, pelo gado morto. Antes que os rebanhos sucumbissem à estiagem, 20% deles foram vendidos para criadores de estados vizinhos ou enviados ao abate mais cedo. “Com os dados, você pode se antecipar à seca. No Brasil, o produtor está sempre correndo atrás”, comparou o coordenador técnico da missão da Federação da Agricultura de Pernambuco (Faepe) e do Sebrae Pernambuco, agrônomo e doutor pela Texas A&M University, Geraldo Eugênio França.
Um grupo de técnicos, produtores e criadores do Estado, reunidos na missão que já visitou o estado de Sonora, no México, foi recebido pela equipe do Departamento de Agricultura da universidade texana. A instituição já trabalha com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desde um acordo firmado em 2010. Os Estados Unidos concentram as questões referentes às estiagens no Centro Nacional de Mitigação às Secas, que fica em Lincoln, estado de Nebraska. França explica que o trabalho é feito por todos os meteorologistas e que os Estados Unidos mantêm o serviço constantemente.
“Semanalmente, os dados são trabalhados e as previsões são colocadas aos produtores. As previsões de temperatura são de três meses à frente, com probabilidade de 50% de acerto. É um dado que ajuda muito a definir as políticas”, analisa França. “Se nós trabalharmos muito bem, vamos ter dados da nossa região, mas os Estados Unidos têm dados mundiais, com estações (meteorológicas) espalhadas no mundo inteiro. Por isso que eles sabem a temperatura do Atlântico, de algum lugar do Pacífico e como isso está influenciando dentro do clima deles”. Observou o agrônomo.
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Missão acerta convênio com americanos
Mão de obra escassa nos EUA exige adaptações
*Fonte: FolhaPE
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5 de maio de 2013
Lula agora defende política sem promiscuidade

“Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse.” Lula.
Será lançado no próximo dia 13 o livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma.” Em meio a duas dezenas de textos analíticos, a obra traz uma entrevista de Lula. Ocupa 20 das 384 páginas. Foi concedida ao educador argentino Pablo Gentili e ao sociólogo Emir Sader, organizador do livro, em 14 de fevereiro nas pegadas das condenações do mensalão.
Em vários pontos da conversa, Lula fez algo muito parecido com uma autocrítica. A certa altura, disse que “o PT cometeu os mesmos desvios que criticava” nos outros partidos. Atribuiu o rebaixamento ético ao peso do dinheiro nas eleições. Disse que seu partido precisa voltar a acreditar nos “valores” que o inspiravam no passado, para “provar que é possível fazer política com seriedade.”
De repente, Lula saiu-se com essa: “Você pode fazer o jogo político, pode fazer aliança política, pode fazer coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política. O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como uma tarefa dele e como exercício prático da democracia.”
O Lula do livro destoa do Lula que, em nome dos arranjos de 2014, aconselhou Dilma Rousseff a devolver à Esplanada representantes dos esquemas partidários que haviam sido varridos na pseudofaxina de 2011. Esse Lula que dá aulas de balcão não orna com o Lula da entrevista: “Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade.”
Em todo o livro, a expressão “mensalão” foi utilizada uma mísera vez. Pingou dos lábios do próprio Lula. Ainda assim para insinuar que a mídia e a oposição se portaram mal. “Tentaram usar o episódio do mensalão para acabar com o PT e, obviamente, acabar com o meu governo.”
LEIA A ÍNTEGRA:
Lula agora defende política sem promiscuidade
* Fonte: blogdojosias
(Com um pé fora do PSB, FBC dará muito trabalho a Eduardo Campos. Poderá ir para PMDB)
A possibilidade de o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ingressar na disputa sucessória do Palácio do Campo das Princesas, no próximo ano, como eventual adversário do nome a ser indicado pelo governador Eduardo Campos (PSB) mexeu, e muito, com os cenários que já se configuravam para o pleito.
O auxiliar da presidente Dilma Rousseff (PT) surgiu, inicialmente, como uma provável opção do PT em resposta às movimentações do chefe do Executivo estadual para o fortalecimento de sua postulação presidencial. Na sequência, o gestor sertanejo foi ligado a um quadro bem mais ousado, no qual assumiria o comando em Pernambuco de uma legenda de médio porte da base aliada do Governo Federal, para a constituição de uma chapa majoritária, que já incluiria o próprio PT e o PP. A mais recente especulação projeta um retorno de Bezerra Coelho ao PMDB, que é comandado pelo senador Jarbas Vasconcelos no Estado. Contudo, esse movimento implicaria numa intervenção da instância nacional peemedebista. Algo que poderia gerar, no mínimo, um constrangimento considerável.
O ministro Fernando Bezerra Coelho não esconde de ninguém o seu desejo, tratado muitas vezes como um sonho, de governar Pernambuco. E há uma interpretação de bastidor de que este seria o seu melhor momento para ingressar na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O comandante da Integração Nacional tem capilaridade no Interior do Estado e um trânsito invejável junto ao empresariado local. Como ex-secretário de Desenvolvimento Econômico estadual, foi justamente o gestor que construiu as pontes necessárias para o desembarque de grande parte das empresas que chegaram ao Complexo Portuário de Suape nos últimos anos. No entanto, é no campo político que Bezerra Coelho encontraria as maiores resistências. Ele não apareceria na lista idealizada pelo governador Eduardo Campos para representar o PSB.
Sem contar com a preferência do líder da Frente Popular de Pernambuco, Fernando Bezerra teria seu desejo satisfeito pelo PT. O Partido dos Trabalhadores, que saiu enfraquecido da disputa pela Prefeitura do Recife, no ano passado, vê seus principais nomes envolvidos numa briga interna que parece sem fim. Como atualmente não haveria um petista “legítimo” em condições de brigar pelo Governo do Estado com condições de vencer a eleição, a legenda apostaria na “conversão” de um aliado, e o ministro da Integração Nacional reuniria as condições consideradas como ideais para a missão.
Entretanto, como no PT nada é tão fácil de se concretizar, o ministro poderia encontrar resistência em algumas das tendências do partido que, atualmente, flertam com o Palácio do Campo das Princesas. Vale lembrar que após as polêmicas prévias para a escolha do candidato petista à Prefeitura do Recife, o partido não conseguiu chegar ao consenso em nenhum dos debates que se apresentaram até o momento.
Para evitar possíveis problemas com a logística do PT pernambucano, alguns aliados do ministro Fernando Bezerra Coelho entendem que o melhor caminho para o gestor é contar com o apoio do partido da presidente Dilma Rousseff, mas entrar na disputa por outra legenda. Esse cenário ainda apresentaria um outro ponto significativo capaz de seduzir ainda mais o chefe da Integração Nacional. O comando de uma sigla da base do Governo Federal possibilitaria ao sertanejo um caminho mais seguro na disputa estadual. Com o controle de sua agremiação, Bezerra Coelho teria como evitar qualquer investida da Frente Popular para minar suas pretensões. Além do fato de que uma legenda somada à dupla PT/PP poderia render um tempo significativo ao ministro.
* Fonte: FolhaPE
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4 de maio de 2013

de forma didática, precisa e também enérgica, ele define a decisão de Gilmar como “algo que parece não ter paralelo na história do STF e na experiência internacional”… Virgílio A Silva.
JURISTA DA USP REDUZ A PÓ A LIMINAR DE GILMAR
Professor de Direito Constitucional na Universidade de São Paulo, o jurista Virgílio Afonso da Silva reduziu a pó a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que impediu a tramitação de um processo sobre fidelidade partidária no Congresso Nacional. No texto, que se espalha como um rastilho de pólvora em todo o meio jurídico, ele afirma que a decisão de Gilmar não encontra paralelo na história do STF nem na experiência internacional.
A decisão, de caráter puramente político, deve ser derrubada na próxima quarta-feira, mas Gilmar tem feito romaria aos gabinetes dos colegas pedindo apoio. Teme que a derrota se dê por um placar humilhante e o exponha a críticas ainda mais duras por ter invadido, de forma monocrática, as prerrogativas de um outro poder.
Leia, abaixo, o artigo de Virgílio Afonso da Silva:
A emenda e o Supremo
Virgílio Afonso da Silva
Na semana passada, todos os holofotes estavam apontados para a Câmara dos Deputados, que discutia uma proposta de emenda constitucional (PEC) que, segundo muitos, é flagrantemente inconstitucional, por ferir a separação de poderes. Contudo, a decisão mais inquietante, em vários sentidos, inclusive em relação à própria separação de poderes, estava sendo tomada no prédio ao lado, no Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia seguinte, nas primeiras páginas dos jornais, o grande vilão, como sempre, foi o poder Legislativo. A PEC analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara é polêmica, com certeza. Sua constitucionalidade é questionável, não há dúvidas. Mas, do ponto de vista jurídico, da separação de poderes e do direito comparado, a decisão do STF, que bloqueou o debate no Senado sobre as novas regras de acesso dos partidos políticos à TV e ao fundo partidário, é muito mais chocante.
O ponto mais polêmico da PEC é a exigência de que uma decisão do STF que declare a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, o qual, se a ela se opuser, deverá enviar o caso a consulta popular.
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Jurista da USP reduz a pó a liminar de Gilmar
*Fonte: Brasil 247
Famílias Pinto Bezerra &
Foerster
Da Fazenda Pé de Serra A Canaã
(Foto da Família Pinto Bezerra – apenas foram identificados o casal Joaquim/Águeda e o filho Manoel)
(Registros do Livro)
F654f FOERSTER, Paulo José Elias. Famílias
Pinto Bezerra & Foerster: da Fazenda
Pé de Serra a Canaã. Recife:s.e., 2011.
72p.;Il.
Inclui fotografias
- Genealogia
CDU-920
Introdução
Conheço relativamente bem os últimos cem anos de história de Sanharó. A segunda metade do século XX eu a vivenciei intensamente e a primeira metade da centúria tomei conhecimento através das narrações do meu pai, e do velho Joaquim Pereira, “moleque” criado pelo meu bisavô Joaquim Pinto, o qual posteriormente passou a ser vaqueiro do meu pai, Paulo Foerster.
No início das noites frias de Canaã e de Sanharó, sentávamos em volta ao velho Pereira para ouvirmos as suas estórias de trancoso, ou estórias dos antigos costumes, das primeiras casas construídas em Sanharó, ou ainda das matas fechadas existentes nas redondezas, onde abundavam a baraúna, angelim, jucá, cabraíba, mororó, rabo de cavalo, cedro, freijó, aroeira, pau d’arco, jatobá, sem falar da jurema preta, rasga beiço e marmeleiro.
Falava sobre as pescarias no rio Ipojuca, onde se pescava traíra, carito, jundiá, curimatã, piaba, e das brigas dos touros, quando o gado dos fazendeiros se encontrava no “Cote”, bebedouro existente no leito rio Ipojuca.
Falava sobre a beleza do canto da passarada: pintasilgo, golinha, papa-capim, guriatã, sanhaçu, xexéu, canário, galo de campina, rolinha cafofa, caldo de feijão e fogo-pagou. Contava estória da onça que pegava os bodes, das raposas que comiam as galinhas, do guará que chupava cana e do gato – maracajá que pegava os pintos. Nos contava como se seguia as abelhas e como se tirava o mel das mandaçaia, jandaia, uruçu, tubiba e jataí.
Hoje, onde estão as matas? O homem derrubou para vender dormentes para a linha de trem da Great Western e plantar pastos. Onde estão os peixes? Acabaram. Onde estão animais selvagens (onça, raposa, guará, os gatos – do – mato)? Desapareceram. Onde estão os pássaros? Foram extintos. Onde estão as abelhas? Migraram.
Creio que uma das mais importantes famílias, que partiu definitivamente de nossas terras foi a Apydae, cuja espécie Trigona silvestriana, vulgarmente conhecida por “Cú de Vaca” ou Sanharã ou ainda Sanharó. Palavra de origem tupi que significa zangado.
Essa espécie de abelha é a nossa principal referência, mesmo emprestando o seu nome para nossa cidade foi impiedosamente dizimada, porém continua a existir em outras regiões da América Latina.
Junto com quase toda flora e fauna, várias famílias sanharoenses de antepassados se extinguiram como: Torres Galindo, Cordeiro Fonseca, Pinto Bezerra e mais recentemente Nunes de Arruda, Guimarães, Pereira e os Carolina, das quais restam raros remanescentes.
Provavelmente inúmeros sanharoenses, que por necessidade deixaram a mãe terra, carreguem no peito saudades das nossas tradições, do nosso passado, e por certo na solidão das noites, a dezenas de “léguas” de distância do torrão natal, transformam junto ao seu travesseiro, essas inquietantes recordações em solitárias lágrimas.
Do Pereira, filho de ex-escravo, que tanto amou Sanharó, e de suas estórias, só nos restaram as lembranças, saudades e uma placa fixada com seu nome em uma das ruas de Sanharó.
As minhas saudades levavam a reflexões sobre a nossa Sanharó, sobre as antigas casas de fazendas, suas famílias, tradições e costumes. No meu raciocínio, sonhei por perpetuar esses sentimentos através da escrita, para que as novas gerações saibam de onde viemos, quem somos e para onde vamos.
Fragmentos desses sentimentos estão aqui resumidos, através de famílias das quais me originei: Monteiro da Costa, Pinto Bezerra, Foerster, Cordeiro da Fonseca, Cordeiro de Farias, Cordeiro Valença, Almeida Valença, Medeiros, etc.
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Era sabiá, craúna, galo de campina,
Pintassilgo, golinha, papa capim,
Azulão, asa branca, vim-vim,
Juriti, anum, arribaçã, cravina.
Era Xexéu, sanhaçu, caboclinho,
Rolinhas branca, cafofa, cardo d`feijão,
Casaca de couro, tisiu, salta caminho,
Papa arroz e lagarta, canário, cancão
Guriatã, joão de barro, corduniz,
Nambu, chorrochó e concriz.
Que bom, tanta passarada
A cantar na mata fechada
De cabraíba, angelim, juazeiro,
Feijó, rabo de cavalo, mulungu,
Angico, quixaba, jatobá, facheiro,
Mororó, marmeleiro, mandacaru,
Rasga beiço, trapiá, catingueira,
Canafista, pau d’arco e aroeira,
Hoje…. tudo, tudo se foi,
Até a seriema e o sangue de boi
As matas se tornaram campina,
Só restou pela providência divina
Umbuzeiro, cedro, jurema, baraúna, jucá,
E lavandeira e rouxinol que continuam a cantá.
* Continuação
Autor: Paulo José Elias Foerster. Sanharoense. Alem deste escreveu As Famílias de Boa Vontade, É membra da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária.
3 de maio de 2013
Testas de ferro se oferecem na web
para controlar empresas “obscuras”
Os paraísos fiscais não são só para os ricos. Um cidadão comum como você ou eu pode ganhar seus reais – ou pesos ou dólares – se tornando um diretor de centenas ou talvez milhares de empresas.
Não é necessário ter um um diploma da Universidade de Harvard. Na realidade, para a carreira de testa de ferro não é necessário nem boa aparência.
Isso tem levado a uma proliferação, na internet, de pessoas que se mostram interessadas em desempenhar a função, aparentemente cientes de que podem estar se envolvendo em atividades ilegais.
O testa de ferro é a cara visível da empresa registrada no paraíso fiscal. Muitas vezes, suas funções se limitam a emprestar seu nome e, em contrapartida, receber um pagamento anual.
Em alguns casos é preciso responder algumas cartas e dar um alerta caso a empresa comece a ser investigada.
“É comum contratar advogados, contadores, banqueiros, administradores, mas o que eles fazem é apenas dar seu nome. Não assumem nenhuma responsabilidade concreta. Às vezes têm que assinar alguns documentos. Raramente fazem algo mais”
John Cristensen, diretor do departamento internacional da UK Tax Justice
Anúncios
Richard Murphy, diretor da ONG britânica UK Tax Justice, que denuncia casos de evasão de divisas, explicou à BBC Mundo como os testas de ferro operam nos paraísos fiscais.
“Quando aceitam o trabalho, assinam uma carta de renúncia sem dada para que os verdadeiros diretores possam demiti-lo quando queiram. Sua principal função é esconder o verdadeiro dono da companhia, que não quer seu nome divulgado por razões políticas ou de dinheiro irregular”, disse Murphy.
A remuneração anual por esses serviços vai de US$ 300 a US$ 5 mil. As ofertas dos testas de ferro podem ser encontradas por meio de uma busca simples na internet.
Ao buscar em sites em inglês por nominee director (tradução livre de testa de ferro), é possível obter 134 milhões de resultados correspondentes a países de todo o mundo, desde a Finlândia até Cingapura.
Um dos anúncios diz: “Se você quer que a propriedade de sua companhia permaneça anônima, este é o serviço ideal”.
LEIA A ÍNTEGRA:
Testas de ferro se oferecem na web para controlar empresas ‘obscuras’
*Fonte: BbcBrasil
OS ENFRENTAMENTOS E DESAFIOS
DO NOVO PREFEITO DE PESQUEIRA…
Há uma sensação e expectativa no ar pesqueirense de que a partir de 1º de Janeiro de 2013, com a posse do novo prefeito, tudo vai mudar. E que essa mudança será imediata. Esse é o sentimento maior que norteia a vida da cidade, nesses dias que antecedem a chegada do novo governo.
Puro engano! As coisas não acontecem assim. E quem pensa dessa forma está profundamente equivocado, mesmo que tenha a esperança de ver acontecer profundas e imediatas mudanças, quase que radicais, para resgatar a moralidade pública perdida, no tempo e no espaço.
Até porque são doze anos de descaminhos e desencontros! Não que nada tenha sido feito. Seria injusto assim dizer, mas é que nada foi feito com o coração, por isso sucumbiu, desandou. Em razão disso a nossa terra está necessitando dessas mudanças. Urgentes mudanças! Mudanças que partam, em primeiro momento, do coração e da alma. Da alma e do coração da nossa gente, dos nossos governantes, do nosso legislador, bem assim de todas as autoridades constituídas. Sem isso, não haverá mudanças!
Chega de ficarmos olhando para esse passado tenebroso, cheio de sinuosidades, de desencontros e descaminhos. A ordem é marchar para frente na retomada dos caminhos retilíneos, que nos leve ao reencontro do desenvolvimento da nossa terra, nela fincando melhores dias para o nosso povo, sempre humilde, trabalhador e ordeiro.
Vamos de vez acabar com essa tristeza, esse olhar cabisbaixo, esse olhar de pedinte. Esse olhar pobre diante da riqueza da nossa força produtiva fere os postulados maiores da grandeza da nossa terra. Pesqueira sempre foi altiva e forte. Novamente será! Mas para isso, procuremos na amenidade dos gestos das nossas crianças, dos nossos jovens, do homem e da mulher pesqueirenses, o sentimento maior que povoará os novos tempos.
De nada adianta querermos “caçar bruxas”. Pesqueira não tem essa vocação. A vocação da nossa terra é a da convivência saudável, ordeira, prestimosa. É PESQUEIRA OLHANDO PARA FRENTE! Os erros do passado, os crimes cometidos por um ou outro, deles tomem de conta a Justiça. É o seu papel! A nossa parte já fizemos e fizemô-la com acerto, no momento certo, na hora precisa. Daí ganharmos as eleições.
Unamo-nos, portanto, pelo fortalecimento de Pesqueira, pelo seu desenvolvimento, pelo seu reordenamento moral e cívico. Vamos procurar ajudar o novo prefeito. O Dr. Evandro vai precisar de cada um de nós. Ele não será o prefeito apenas de alguns, mas o prefeito de todos. Sim, porque Pesqueira pertence a todos e, indistintamente, todos têm direitos e deveres.
E é respeitando esses direitos e deveres, respeitando as leis, que confiamos na ação político-administrativa do nosso futuro gestor. E porque assim pensamos? Porque essa convicção vem do quanto Pesqueira conhece o Dr. Evandro, que além ter nascido aqui, sempre residiu e trabalhou em Pesqueira. Aqui, como pediatra cuidou bem das nossas crianças, sendo reconhecidamente um homem sério e honesto, um profissional responsável e competente, e que tem experiência político-administrativa. Foi prefeito por 10 anos de Pesqueira. Sabe, portanto, o que fazer. Ajudá-lo a governar a nossa terra, não será tarefa apenas da sua equipe de trabalho, mas de todos os pesqueirenses e pesqueiristas, dos que aqui estão ou dos que fora vivem, mas que amam Pesqueira, se preocupam com Pesqueira, a exemplo dos nossos conterrâneos que fazem a Grande Nação Pesqueirense, espalhados por esses “brasis” afora.
Será, portanto, a união de todos nós a grande força para reconduzirmos Pesqueira ao seu lugar de destaque no contexto das grandes cidades pernambucanas, quiçar brasileiras.
É preciso assim que tenhamos compreensão, sim, porque muitos que ajudaram na campanha do Dr. Evandro, de uma forma ou de outra, gostariam de ingressar nos quadros funcionais da prefeitura. Mas isso tem limites, limites de ordem moral e de ordem legal. Limites!
Ora, se lutamos por mudanças, temos que ter a compreensão de que essas mudanças passam, inevitavelmente, por profundas transformações administrativas, inclusive no controle dos gastos do município, cujas finanças estão agonizantes. A máquina pública precisa, urgentemente, ser enxugada. Urge a diminuição do número de cargos comissionados, de contratos temporários, de carros agregados, e com isso o fim de privilégios.
Haverá, portanto, um enorme esforço para ajustá-las. E o prefeito sabe disso. Os problemas existem e são enormes. A situação quase que falimentar do Hospital Lídio Paraíba, ensejará, esforço concentrado, a partir de um choque de gestão.
A questão do matadouro e do açougue públicos, aliada ao descaso para com a nossa rodoviária e a limpeza pública carecem intervenções fortes, urgentes. E tudo precisa ser solucionado, resolvido. Mas para que isso ocorra necessário se faz a união de todos os pesqueirenses.
Mais do que isso o prefeito Evandro precisará do apoio do governador, como para resolver a questão da água e de outros setores, igualmente, necessitará. Temos certeza de que o governador Eduardo Campos não vai negar a Pesqueira o que lhe é justo e merecido. Da mesma maneira que não faltará ao prefeito Evandro Chacon, em suas reivindicações.
Deixemo-lo, que decida o que deve fazer e como fazer. Deixemo-lo que tome pé da situação. Deixemo-lo que busque as soluções reclamadas.
Assim, não cabe, portanto, a esse ou aquele barganhar cargos e posições de destaque, buscar no jeitinho brasileiro uma maneira de ver atendidas as suas pretensões. Nem para os que querem entrar nem para os que querem ficar na prefeitura. Os servidores do quadro, esses não. Esses estão garantidos por lei.
Referimo-nos aos cargos de livre escolha e nomeação. Os chamados cargos em comissão. Dos dois lados há gente boa, respeitada, honesta, como há funcionários que, no primeiro momento, sejam necessários em seus cargos. Daí a necessidade da compreensão. Demais disso cabe ao novo prefeito decidir. A livre indicação e nomeação dos cargos é uma prerrogativa sua, é um direito seu intransferível, garantido pela legislação pátria.
No mesmo sentido, essa reflexão cabe aos partidos políticos da base de apoio do prefeito eleito. Os partidos de oposição, temos certeza, não serão contrários aos projetos de interesse coletivo, que busquem melhores condições de vida para a população, que visem o desenvolvimento de Pesqueira. Evidente que farão a sua parte, mas, está na hora de acabar de vez como o toma lá e da cá. Filosoficamente esse não é o papel dos partidos políticos.
Temos que a lição do mensalão criou novos tempos. Temos, igualmente, que as decisões do Supremo Tribunal Federal haverão de acabar de vez com essas pretensões sinuosas, descabidas, ilegais e imorais. Portanto, os ilustres vereadores eleitos e diplomados, que tomarão posse a 1º de janeiro de 2013, haverão de conduzir o legislativo honrando o voto dos seus eleitores e, definitivamente, sem barganhas, votando, pelas suas consciências, o que de melhor for para o Município como um todo.
Até porque a conduta do “jeitinho brasileiro” sempre passa pela ilegalidade dos atos, pela imoralidade das decisões, pela falta da transparência, impedindo a limpidez dos gestos, da ação política e administrativamente correta. Temos a quase certeza de que não haverá no governo do Dr. Evandro Chacon, esses descaminhos e desencontros.
Fiquem certos aqueles que pensam que poderão se locupletar do dinheiro público, que para eles o novo prefeito será enérgico, afastará de forma imediata o infrator, o “esperto”, além de abrir os processos administrativos e judiciais cabíveis. Esse foi o discurso que nos passou o Dr. Evandro, antes durante e depois da campanha. Essa, sem dúvida, será a tônica maior da sua conduta a frente da Prefeitura Municipal de Pesqueira.
De tal modo, que deixemos que o futuro prefeito faça, por si só, a escolha de sua equipe. Se nele votamos, o fizemos pela confiança, o quisemos prefeito porque temos a certeza de que Ele caminhará pela trilha dos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Por outro lado temos a certeza de que Ele saberá contemplar os partidos políticos que o apoiaram, bem como conclamará pessoas que estiveram ao seu lado durante a campanha, mas repetimos, a escolha, a decisão, terá quer ser sua.
POR ÚLTIMO…
Como se não bastassem essas questões, o futuro prefeito terá de enfrentar uma séria turbulência nas finanças do município que refletirá nos caminhos que haverá de percorrer, a partir de janeiro, pois dos descaminhos financeiros da municipalidade pouco Ele sabe, até porque essas comissões de transição sempre brincam entre si, uma pensando que informa e a outra ponderando que recebe as informações.
Na verdade o prefeito eleito só vai conhecer o que realmente existe nas finanças da municipalidade, após a sua posse, quando efetivamente tomar pé da situação, ou seja, quando mandar sem pedir. Por ora, Ele apenas pede quem manda, ainda, é o outro lado, daí ficar a ver navios, em pleno semiárido.
Mas, é bom saber que o sentimento de mudanças está inserido no dia a dia das pessoas, dos pesqueirenses, enfim. É isso é bom, muito bom! Até porque o nosso município está muito debilitado, quase afundado em profundas águas turvas, impedindo a visibilidade precisa para melhor enxergar, para se apurar o que de fato existe de tão podre no “reino da Dinamarca”.
Portanto, ninguém espere que as mudanças tão esperadas pela maioria do nosso povo vão acontecer agora, de forma imediata. Elas virão! Disso temos certeza. E o que nos remete a esse entendimento é saber que o novo prefeito é um Homem honesto, bem intencionado, experiente, e antes de tudo PESQUEIRENSE, que ama a sua terra e a sua gente e, como ele gosta de dizer, as crianças.
A COLUNA CANETADAS, POR SEU AUTOR, DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE PAZ E PROSPERIDADE.
*Autor: (Jurandir Carmelo: pesqueirense, jornalista matuto e advogado)
2 de maio de 2013
Seca: governo federal libera mais
R$ 100 milhões para Pernambuco
O Ministério da Integração Nacional vai destinar mais R$ 100 milhões para construção de mil pequenas barragens em municípios do agreste pernambucano. Nesta sexta-feira (3), às 10h, o ministro Fernando Bezerra Coelho e o governador Eduardo Campos assinam o termo de compromisso para dar início às obras. O ato será realizado no Parque de Exposições de Garanhuns.
Além destes repasses, a pasta está investindo, mediante convênio com o estado, R$ 21,7 milhões para construção de 440 barreiros e R$ 192 milhões para implantação de 1,4 mil sistemas coletivos de abastecimento de água em Pernambuco.
Outros R$ 10 milhões estão sendo aplicados na construção de 200 barreiros em 40 municípios. Nesse caso, as obras estão a cargo da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada do Ministério da Integração Nacional.
Ainda nas ações do Programa Água para Todos, o Governo Federal instalou mais de 24 mil cisternas, garantindo água em casa para 124 mil pessoas, um investimento de R$ 126 milhões.
* Fonte: Mint
Estrela da seção cearense do PSB, o ex-ministro Ciro Gomes disse que o presidente da legenda, Eduardo Campos, “está desafiado a responder duas perguntas: 1) por que o partido não teve candidato quando a Dilma era uma desconhecida e nós resolvemos apoiá-la, e agora teremos, quando ela está postulando a reeleição com dois terços de aprovação popular recorde? 2) Para quê ser candidato?”.
Ciro borrifou as duas indagações numa rápida entrevista ao repórter Eliomar de Lima, em Fortaleza. Num instante em que Eduardo Campos frequenta o noticiário agarrado ao bordão “é possível fazer mais”, seu companheiro de partido parece achar que, antes de fazer, é preciso explicar um pouco mais: “Se nós temos alguma ideia, temos que colocar em debate agora porque o Brasil está precisando, o governo tem muito problema.”
Há um quê de revanche nas cobranças de Ciro Gomes. Em 2010, quando ele se apresentava como alternativa presidencial, Eduardo Campos acertou-se com Lula, puxou-lhe a escada e empurrou o PSB para dentro da coligação oficial de Dilma Rousseff.
Em reforço à pregação do irmão, o governador cearense Cid Gomes insinua que, hoje, a candidatura de Eduardo é um desserviço ao PSB. “Nem sempre uma candidatura própria é o melhor para o partido”, diz Cid Gomes. “Eu defendo que a gente tenha um projeto nacional. Acho que, estrategicamente, nesse ano que vem, em 2014, é melhor que a gente se fortaleça nos Estados.”
Como quem não quer nada, Cid cita os três governadores do PSB que disputarão a reeleição: Renato Casagrande (ES), Camilo Capiberibe (AP) e Ricardo Coutinho (PB). Dá a entender que, com Dilma, teriam mais chances de êxito: “Lançar candidatura nacional pode fragilizar os seus palanques. São três candidatos à reeleição que vão precisar de palanques fortes.”
Para desassossego de Eduardo, Ciro e Cid afirmam que não deixarão os quadros do PSB. Eles não dispõem de munição para barrar a candidatura do governador pernambucano numa convenção do partido. Mas produzem uma algaravia que, dentro da agremiação, incomoda mais do que aquele barulhinho de perfuratriz de dentista.
* Fonte:blogdojosias
“INDÚSTRIA DA SECA” NO NORDESTE É UM ÓTIMO NEGÓCIO PARA OS PREFEITOS MUNICIPAIS PRINCIPALMENTE EM ANO ELEITORAL
PREFEITURAS TERÃO ANISTIA DE DÍVIDAS E AINDA RECEBERÃO MUITOS RECURSOS. E O POBRE?
Os problemas sociais existem em todo o Nordeste, mas a culpa pela miséria da região sempre recaiu sobre o fenômeno das secas. De fato, elas muitas vezes inviabilizam as atividades econômicas no sertão, dizimando o gado e fazendo com que os sertanejos deixem suas terras em busca de melhores condições de vida. Mas a seca não é a única responsável por toda a situação. Questões como a distribuição de renda e de terras costumam ser deixadas de lado nas discussões. Durante anos, grupos políticos e econômicos aproveitaram-se do flagelo da região em benefício próprio. Divulgando situações de calamidade pública, essa elite vem conseguindo importantes ajudas governamentais, como anistia das dívidas, verbas de emergência e renegociação de empréstimos. Tais auxílios nem sempre beneficiam a população afetada pela estiagem. Muitas vezes, o dinheiro público é usado para a construção de açudes e para o desenvolvimento de projetos de irrigação que trazem benefícios apenas para os próprios dirigentes. Tudo isso caracteriza a chamada “indústria da seca”, ou seja, uma série de medidas que eternizam o problema para impedir que o auxílio desapareça.
Trata-se de um fenômeno político segundo o qual latifundiários nordestinos e seus aliados políticos nas diversas esferas de governo utilizam a seca para angariar recursos públicos a pretexto de combatê-la. Tais recursos são aplicados em benfeitorias em suas propriedades particulares, como por exemplo, a utilização de “frentes de trabalho”, pagas pelo governo, para construir açudes em suas terras. Não raro, os recursos são desviados para finalidades distintas das atividades agropecuárias ou combate à seca. Finalmente, o mesmo argumento da seca é utilizado para não pagarem as dívidas contraídas. Desta forma, os recursos governamentais destinados ao combate à seca não atingem a população que é mais castigada, beneficiando às elites locais. Como consequência, políticas mais eficazes são proteladas, uma vez que é do interesse dos latifundiários a eternização do problema.
Junto à isto, está o voto de cabresto, no qual as mercadorias vindas em prol da seca são desviadas e usadas pelos “industriais da seca”, para comprar votos dando-as aos latifundiários, fazendo com que eles peçam aos seus trabalhadores que votem no político o qual lhe deu a mercadoria. Algumas soluções para à seca foram formuladas, entretanto, têm-se interesse na continuidade do problema, para que a população continue apoiando os políticos através da venda de votos.
Essa “indústria” aumentou ainda mais as disparidades entre proprietários e trabalhadores rurais. Essa situação serviu para preservar o coronelismo e muitas vezes reforçar o clientelismo. Já naquela época, tudo indicava que qualquer solução para o problema teria, necessariamente, que passar por uma reformulação do sistema de posse e uso da terra, o que era, e continua sendo, em larga medida, inaceitável para os grandes proprietários de terra.
VEJAM MAIS IMAGENS
*Fonte: blog do prof. Escolástico Paulino
Exagero da natureza
Genuinamente brasileira, a fruta de sabor e aroma incomparáveis é considerada iguaria sofisticada, e causa burburinho na gastronomia internacional

O cupuaçuzeiro, ou cupu, como é carinhosamente conhecido, é filho genuíno e original dos solos brasileiros.
O cupuaçu não é uma fruta basiquinha, dessas que se come nos intervalos das refeições ou que se leva para o trabalho cortadinha dentro de vasilhinhas plásticas. É impossível encontrá-la nas dietas de enfermos e quase nunca está disponível nas fruteiras de nossas casas para mordiscadelas ao longo do dia, como ocorre com pêras, maçãs e bananas. Tudo nela é over, grandioso, fora dos padrões. É fruta de ringue, peso-pesado, boa de briga. Dá um trabalho danado para comer. É preciso martelo para quebrar a casca e tesoura para soltar a polpa das sementes, mas basta uma única provinha para ser recompensado: o sabor é um verdadeiro ultraje de tão bom e o aroma um caso à parte, intrigante e enebriante, é digno de olfato apurado de perfumista. A fruta naturalmente exala notas de cabeça, de fundo e de coração, fragrâncias básicas para se compor qualquer essência.
O cupuaçuzeiro, ou cupu, como é carinhosamente conhecido, é filho genuíno e original dos solos da pátria amada gentil, mas se espalha pela vizinhança latino-americana. Por todos os estados do Amazonas, Pará, Maranhão e Acre a fruta pode ser encontrada em estado silvestre. É muito comum também em quintais e pequenas plantações familiares, que se fartam do fruto altamente rico em nutrientes. A expressão “caindo de maduro” se aplica como uma luva ao cupuaçu, que simplesmente se desprende das enormes árvores de copa densa no tempo e na hora exata de ser saboreado. Espalha-se pelo chão forrageiro das florestas e fica ali disponível para a população, à prova de pássaros e outros animais, que não conseguem quebrar sua dura e espessa casca acastanhada que esconde uma polpa branca, carnuda, macia e incrivelmente saborosa.
LEIA A ÍNTEGRA:
O incomparável cupuaçu é considerada iguaria sofisticada, e causa burburinho na gastronomia internacional
* Fonte: Pernambuco.com
Uma pesquisa feita por cientistas noruegueses sugere que mulheres fumantes têm mais risco de desenvolver câncer de intestino que homens fumantes.
Os pesquisadores, da Universidade de Tromso, analisaram os registros médicos de 600 mil pacientes e concluíram que a incidência da doença é duas vezes maior entre mulheres que fumam.
O estudo foi divulgado na publicação especializada Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention. Ele mostra que as mulheres fumantes têm 19% mais risco de desenvolver esse tipo de câncer que as não fumantes, enquanto entre os homens o cigarro aumenta esse risco em 9%.
Durante o período analisado, cerca de 4 mil pacientes tiveram câncer no intestino.
O risco de desenvolver a doença mostrou-se especialmente alto entre mulheres que começaram a fumar aos 16 anos ou mais jovens e aquelas que fumaram durante décadas.
Segundo os cientistas noruegueses, esse é o primeiro estudo a mostrar que até mulheres que fumam menos que homens têm um risco maior de desenvolver câncer no intestino grosso – um indicativo de que elas seriam mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do cigarro.
Mas eles fizeram a ressalva de que a pesquisa não conseguiu levar em conta outros fatores que poderiam afetar a incidência da doença, como o consumo de álcool e a dieta dos pacientes.
Doenças cardíacas
Especialistas também já haviam mostrado que mulheres fumantes têm mais chances de sofrer um ataque cardíaco que homens fumantes, mas não sabiam muito bem o motivo dessa diferença.
Outra pesquisa recente, publicada por uma equipe da Universidade do Oeste da Austrália na revista médica Journal of Clinical Endrocrinologyand Metabolism, apresenta uma possível explicação para isso.
De acordo com ela, adolescentes expostas ao fumo passivo apresentariam baixos níveis do colesterol “bom” (HDL), que ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas.
Já entre meninos, o fumo passivo não teria o mesmo impacto negativo – ou seja, os níveis de colesterol “bom” não seriam afetados pela exposição à fumaça de cigarro.
O estudo analisou mais de mil adolescentes na região de Perth, na Austrália.
“Levando em conta que doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo ocidental, essa é uma preocupação importante”, afirmou Chi Le-Ha, que coordenou a pesquisa.
De acordo com um terceiro estudo, que acompanhou a trajetória de mais de um milhão de mulheres, aquelas que abandonaram o cigarro aos 30 anos evitaram quase completamente o risco de uma morte prematura devido a doenças relacionadas ao fumo.
“Já se sabe que fumar causa pelo menos 14 tipos diferentes de câncer”, diz Sara Williams, da organização britânica Cancer Research UK.
“Para homens e mulheres, as provas são incontestáveis: não fumantes têm menos chances de desenvolver câncer, problemas cardíacos, deficiências pulmonares e muitas outras doenças graves.”
* Fonte: BbcBrasil / Michelle Roberts
( NB – Enquanto o leitor ler a crônica, escuta o áudio do famoso dobrado Saudade da Minha Terra, executado pela banda do Corpo de Bombeiro do Distrito Federal)
A situação da banda de música de Pesqueira está deixando muitos cidadãos preocupados. Saliente-se, a bem da verdade, que o problema vem se arrastando por quase duas décadas e já escrevi outras vezes sobre o assunto.
O artigo intitulado O VALOR DE UMA SINFÔNICA, publicado no Jornal do Commercio do dia 10 de abril, cujo autor é o Sr. André Régis, vereador e presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara do Recife, me fez voltar ao assunto.
A referida matéria relata o estado de penúria em que se encontra a tradicional e queridíssima Orquestra Sinfônica do Recife.
Na condição de Pesqueirense, amante da música, admirador das bandas e bastante temeroso quanto ao destino da centenária Banda de Música José Bemvenuto, venho externar a minha admiração e aplaudir a iniciativa do atuante político recifense.
Como cidadão comum, sem mandato e sem prestígio, resta-me apelar para que os vereadores pesqueirenses sigam o exemplo do colega da capital e que a sua luta sirva de motivação para que os daqui se empenhem no sentido de encontrar uma solução que evite a total desativação de uma instituição que formou e projetou vários músicos que honraram o nome e o prestígio da terra de Anísio Galvão.
Convém lembrar que manter uma banda de música não é tarefa fácil para um município, conforme muitos imaginam. A prova é que são raras as que possuem vínculo com as prefeituras. Entretanto, nada impede que os prefeitos destinem uma verba para ajudar, desde que as mesmas estejam devidamente organizadas e habilitadas para funcionar de acordo com a legislação vigente.
Na condição de leigo no assunto, mas como um pesqueirense que gostaria de ver a nossa banda formando jovens instrumentistas e se apresentando nos palcos e nas praças, chamo a atenção dos músicos para que se organizem e se movimentem, caso estejam interessados em lutar pela sua reativação.
Mas isto só não basta. É necessário que as pessoas que gostam e querem ir à janela ou à praça “pra ver a banda passar, tocando coisas de amor”, colaborem conforme ocorre em outros municípios.
Sanharó e Belo Jardim, cujas bandas são mantidas com verbas de seus respectivos municípios e a ajuda permanente da sociedade são dois exemplos a serem seguidos.
Mesmo assim, elas também já enfrentaram tempestades e a população de pronto se mobilizou em seu socorro para que não encerrassem as suas atividades.
Neste início de mês destinado às tradicionais novenas, creio que tem muita gente sentindo saudade das “Noites de Maio”, quando os noiteiros providenciavam além da queima de fogos, o leilão e a memorável retreta, onde a banda deleitava os presentes com um repertório que incluía dobrados e músicas populares.
Este, talvez, seja mais um motivo para os pesqueirenses mais “rodados” sentirem e lamentarem a ausência da nossa banda nas festas populares, religiosas e cívicas, escutando a memorável composição de Chico Buarque – A BANDA.
RECORDAR É VIVER!
Paulinho Nogueira – A Banda (1)
Paulinho Nogueira – A Banda (1)
Pesqueira, 1º de maio de 2013.
Walter Jorge de Freitas
1 de maio de 2013
O governador de Pernambuco veio até Pesqueira acompanhada da primeira dama Renata Campos e de uma comitiva de secretários e parlamentares, para assinar várias ordens de serviço para as comunidades da área indígena, MST e quilombola Negro do Osso, no 1º de Maio, dia do trabalhador, obras de infraestrutura e de combate aos efeitos da seca no município. No local, o governador autorizou a construção de várias cisternas tipo calçadão.
“Fazer reforma agrária e minimizar os efeitos da seca não é só distribuir terra e fazer cisternas, pois para produzir é necessário garantir o acesso às políticas públicas”, explicou o governador, detalhando os investimentos feitos no ato.
Para o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Ramos, o Governo aprendeu muito com o MST. “Nós aprendemos que os assuntos do campo devem ser discutidos com os agricultores”, garantiu o secretário, revelando que o orçamento da pasta dobrou, chegando a R$ 700 milhões, devido à presença dos movimentos sociais.
No encontro, o cacique da tribo Xucuru Marcos Luidson Araújo (Marquinhos) também fez várias solicitações, que foram endossadas pelo prefeito Evandro. “Temos terras férteis e se plantando tudo dá”, disse o prefeito, analisando que o município precisa de água, o sangue da terra. Os prefeitos de Belo Jardim e de São Bento do Una, João Mendonça e Débora Almeida, respectivamente, também estavam na visita de trabalho do governador, que foi acompanhada por secretários da prefeitura, vereadores, lideranças indígenas e moradores da área.
O prefeito de Pesqueira fez questão de relembrar a obra da adutora de Pão de Açúcar, tão importante para normalizar o abastecimento no município. Disse ainda sobre programas essenciais que já foram implantados na cidade pelo Governo do Estado. “A construção dessa adutora só vem a coroar as inúmeras ações deflagradas em Pesqueira”, destacou Evandro Chacon.
* Fonte: Da Assessoria de Imprensa – João Jardim

“Não há como disputar, no mundo, se a gente legar uma subeducação à maioria do povo brasileiro”Eduardo Campos (foto Alan Marques folha21)
Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, sancionou nesta terça-feira (30) lei estadual que destina 100% dos royalties do petróleo para a educação pública. Fez isso num instante em que Dilma Rousseff amarga decisão do Congresso de mandar ao arquivo medida provisória que propõe a mesma coisa no âmbito federal.
A lei pernambucana foi aprovada na Assembléia Legislativa por unanimidade. Votaram a favor os 49 deputados estaduais. A MP de Dilma, que perderá a validade em 12 de maio, não será nem apreciada. Os congressistas alegam que não faz sentido deliberar sobre o destino do dinheiro antes que o STF decida o contencioso da partilha dos royalties entre os Estados produtores de petróleo e os sem óleo.
“Não há como disputar, no mundo, se a gente legar uma subeducação à maioria do povo brasileiro”, disse Eduardo Campos em discurso. Ouviam-no representantes de entidades estudantis. O governador fez questão de lamentar a falta de entendimento no Congresso em torno da medida provisória de Dilma. Na véspera, em viagem ao Mato Grosso, a presidente dissera que irá insistir no tema, reenviando ao Congresso proposta análoga à primeira.
Perguntou-se a Eduardo por que Pernabuco antecipa-se ao governo federal. E ele: “A lei federal vai disciplinar a utilização de recursos para a parte federal, do governo federal; os Estados e Municípios terão de fazer seus projetos de lei para destinar os recursos e nós fomos os primeiros a tomar a iniciativa.”
Hoje, os royalties do petróleo rendem a Pernambuco, cerca de R$ 15 milhões por ano. Se o STF mantiver a partilha decida pelo Congresso, a receita do Estado saltará para algo como R$ 345 milhões. “Vamos blindar esses recursos para que não sejam utilizados nos gastos ruins de custeio da máquina. Para que não se repita o que aconteceu no passado com o imposto do cheque, que entrou por um lado e saiu por outro lado.”
* Fonte: Blogdojosias
30 de abril de 2013
Não bastassem avaliações distorcidas perante a opinião pública, por má-fé ou desconhecimento, a emenda parlamentar ao Orçamento tem recebido de muitos governos, e não apenas hoje, um tratamento depreciativo
Anualmente, ao analisar a proposta de lei orçamentária elaborada pelo Executivo, os parlamentares têm a prerrogativa constitucional de propor emendas individuais que destinem recursos contemplando obras ou programas em seus municípios. Na realidade, as emendas servem de elo entre as necessidades de seus representados e os recursos e ações de governo disponíveis para atendê-las.
Historicamente, entretanto, essas emendas parlamentares individuais, aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Poder Executivo, não são empenhadas e executadas ao longo do ano. Ficam como se fossem letra morta na lei orçamentária, caracterizando desrespeito ao Poder Legislativo.
Em alguns casos, seus recursos só são empenhados nos últimos dias de dezembro em valores irrisórios, para que se transformem em restos a pagar e sejam executados no ano subsequente.
Desde agosto de 2006, aguarda a análise da Câmara dos Deputados uma proposta de emenda constitucional (PEC), já aprovada pelo Senado, que pode alterar esse processo. Ela daria a palavra final sobre as emendas parlamentares individuais ao Congresso, cabendo ao Executivo cumpri-las tais como aprovadas no Legislativo.
Recentemente, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a constitucionalidade da proposta. Ela fica, portanto, credenciada a ter o mérito analisado por uma comissão especial, à qual competirá submeter um relatório ao plenário. A partir de então, a PEC precisará de maioria qualificada para ser implementada.
Ao anunciar a criação dessa comissão especial na Câmara há poucos dias, deixei clara a existência de um entendimento majoritário entre as bancadas de limitar essa etapa do debate sobre o Orçamento impositivo somente às emendas parlamentares individuais.
A apresentação das emendas individuais -sempre baseadas no que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentárias e vinculadas a programas criados e gerenciados pelo Executivo- constitui a mais legítima identificação do mandato parlamentar com a base diversificada que representa em cada município.
Poucos são os que, tanto quanto um parlamentar, podem interpretar com legitimidade os anseios, as aspirações e as necessidades da população que representam.
LEIAM A ÍNTEGRA:
Orçamento respeitosamente impositivo
*Fonte: Brasil 247
Cine Teatro Rio Branco

O cine teatro Rio Branco após sua primeira restauração que aconteceu em 1941, quando passou a dispor de um serviço de alto falantes para propaganda interna, e 500 cadeiras. Foto do livro ÍCONES – Patrimônio Cultural de Arcoverde, de Roberto Moraes, 2008, pág. 62
O cinema em Rio Branco teve início em 1917 por iniciativa de Augusto Cavalcanti ou Augusto Mouco como era mais conhecido. O historiador Luís Wilson o considera “o maior benfeitor, talvez, da cidadezinha de Rio Branco da sua época” (Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos, volume 1, de Luís Wilson, pág.363). Afinal foi ele quem proporcionou, em 1917, pela primeira vez, a luz elétrica, além do cinema. E a cidade o reverencia com nome de uma das suas ruas: http://bit.ly/12vRABX.

O Cel. Augusto (de Albuquerque) Cavalcanti (Augusto Mouco) e sua esposa Teodolina Freire, casados em 13 de novembro de 1919. Fotos do livro Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos, de Luís Wilson, 1978, pág. 365 e 367.
Mas quem foi mesmo esse Augusto Cavalcanti?
Para precisar mais informações sobre ele, encontramos no livro de Registro de Matrimônios do cartório de Registro Civil do município de Rio Branco http://bit.ly/15v6uvxalguns dados desconhecidos ou pouco divulgados: Augusto Cavalcanti de Albuquerque(filho de André Cavalcanti de Albuquerque e Maria Emília de Albuquerque Cavalcanti – na ocasião já falecida), nasceu em 1882, e seu novo casamento, como viúvo, aconteceu no dia 13 de novembro de 1919, na Fazenda Tamboril, tendo como testemunhas os majores Tito Magalhães da Silva Porto e Joaquim de Albuquerque Cavalcanti Filho. Então com 37 anos de idade, casava-se com Teodolina Freire, solteira de 17 anos, filha do já falecido Antônio Freire e de Maria Pacifica de Souza Freire. Neste documento ficou declarado que todos os seus bens passavam para o casal, com exceção de uma parte da Usina Maria das Mercês (município do Cabo-PE) que, após sua morte, ficaria para suas sobrinhas solteiras.
O historiador Luís Wilson registrou no já citado livro, sobre Augusto Cavalcanti: “Falecido aos 45 ou 50 anos de idade, em 1921, no Recife, para onde viajara doente de Rio Branco, acompanhado do seu primo e velho amigo Dr. Leonardo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti. Conta-se que foi envenenado depois que ingeriu, em casa, certa porção de cerveja, com algum alimento, dado por uma pessoa da família da moça bonita (dizem que a moça mais bonita que viveu naquele mundo). O velho apaixonou-se perdidamente e com ela se casou”. Confrontando os dados do registro, desconhecidos pelo historiador mencionado, ele deveria ter em torno de 39 anos quando morreu. Como curiosidade, encontra-se no mencionado livro de matrimônios, no dia 25 de agosto de 1917, na mesma residência no Tamboril, o casamento de sua irmã Teonila Freire, de 21 anos de idade, com João Santa Cruz. Anexo ao registro um documento http://bit.ly/11rFMhJ,
Certidão com ação de desquite, “já que Teonila Freire Santa Cruz entregou-se a prática de atos deponentes com vários indivíduos, inclusive José Mariano da Silva e que, por ciúme a sua esposa resolveu assassinar este. 12 de maio de 1941.”No Diário Oficial de abril de 1946 (Seção I 5458): “Teonila Freire Santa Cruz já cumpriu mais de 6 anos e 3 meses da pena de 24 anos de reclusão...”.Teolina e Teodolina também eram irmãs de Teodomira, Teodoreto, Teódulo, Teobaldo, Teoplisto, Teófilo e Teopompo Freire, como vimos, filhos do Antônio Freire (irmão de Severiano José Freire, de Ildefonso Freire etc. mais nomes de ruas de Arcoverde).
Com Teodolina teve um filho, André (http://bit.ly/13PxRjA), mas, porém, antes de chegar a Rio Branco, em 1915 ou 1916, como revela Luís Wilson, teve mais filhos: “Não sei se Augusto Cavalcanti deixou filhos com a alemã com a qual casou no Rio de Janeiro, tendo deixado de Teodolina um único filho (André), e com Francisca Josefa Maia… quatro filhos, criados pelos irmãos do coronel”… Já Teodolina casou, em segunda núpcia, com João Falcão e teve três filhos; e em terceira núpcia, com o cônsul do Uruguai,Antônio Melo Barreto (Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos. Vol. 3, Luís Wilson, 1978, pág. 1292).
O seu pai, André Cavalcanti de Albuquerque, nasceu em 1845. “Vivia já em Ipojuca [município no litoral], licenciado da Magistratura, quando veio a República e, por influência de D. Joaquim Arcoverde, naquela época Bispo do Rio de Janeiro (em 11 de dezembro de 1905 foi escolhido Cardeal Presbítero da Santa Igreja Católica Apostólica Romana), foi nomeado por Prudente de Morais, chefe da polícia da capital.Quando Campos Sales subiu ao poder, sendo indicado Sampaio Ferraz para a Chefia de Polícia, ainda por iniciativa de D. Joaquim, foi nomeado André Cavalcanti para a primeira vaga do Supremo Tribunal Federal”,conta-nos Luís Wilson.
O português Pantaleão de Siqueira Barbosa nasceu em 1716, chegou a Pernambuco em 1739 falecendo em 1785 (Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e outras notas. Luís Wilson, 1982, pág. 42).Teve seis filhos, o último deles Joaquim Inácio de Siqueira Barbosa que, casado com Maria de Jesus Bezerra Cavalcanti, tiveram 20 filhos (“Os 20 de Pesqueira”). Um dos filhos era José Camelo Pessoa de Siqueira Cavalcanti, pai do Ministro André Cavalcanti. Cita-se que José Camelo Pessoa de Siqueira Cavalcanti casou-se com Maria da Penha Cavalcanti, irmã de Jerônimo Cavalcanti de Albuquerque Arcoverde, tornando-se pai do capitão Budá e avô do Cardeal Arcoverde.
O coronel Augusto Cavalcanti chegou a Rio Branco em 1915. “Em 1917, graças ao dinamismo e operosidade do Sr. Augusto Cavalcanti, é fundado o serviço de Iluminação Pública e Particular por eletricidade, realizando-se, assim, a concretização de um sonho por todos almejado, e um passo a mais no caminho do futuro” (O Município de Arcoverde – Teófanes Chaves Ribeiro, 1961: http://bit.ly/of9Jn6 pág. 3)
Os primeiros cinemas de Pernambuco começaram a funcionar em Recife: em 27 de julho de 1909, o “Pathé”, na Rua Barão de Vitória (Rua Nova), nº 45. Apareceriam depois o “Royal”, também na Rua Nova (dia 6 de novembro), o “Helvética”, na Rua da Imperatriz (março de 1910), o “Moderno” (1913)…
Em 1913 os cinemas já começavam a funcionar no interior: Palmares, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Jaboatão, Barreiros, Garanhuns etc., como nos mostra o jornal A PROVÍNCIA.
Um cine-theatro Rio Branco também funcionou em Caruaru, naquela época.
O Cel. Augusto Cavalcanti era o proprietário da obra e encarregou Antônio Napoleão Pacheco de Albuquerque da administração e da construção do referido cine teatro que foi inaugurado numa sexta feira, dia 18 de maio de 1917 (Muirá Ubi. Arcoverde. Tradução, trajetória e talentos, Roberto Moraes, 2004, pág.52). Naquele dia os filmes anunciados para Recife eram:
Em 1919, o dono do cineteatro Rio Branco recebe a visita do seu pai, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Cavalcanti http://bit.ly/11WU2jJ. “Foi para receber o pai que o Coronel mandou construir [em 1918] uma de nossas mais belas casas de residência, algum tempo depois vizinha à feira de gado do Tamboril e onde esteve entre os anos de 1932 e 1936, em Rio Branco, as Obras Contra Secas.” (Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e outras notas. Luís Wilson, 1982, pág. 93).
Um movimento para a emancipação de Rio Branco do município de Pesqueira já estava se estabelecendo. “Assim, a começar do ano de 1919, uma plêiade de homens de boa vontade se movimenta, no sentido de emancipar o distrito, desligando-o e tornando-o independente. No cine local houve uma sessão muito agitada, tendo todos os presentes, que eram na sua maioria elementos do comércio, se comprometido a não mais pagar impostos ao município de Pesqueira. Jornais da capital do país publicaram notícias desse movimento emancipacionista, enviadas pelo então correspondente dos órgãos A NOITE e O JORNAL – Sr. Antônio Napoleão Arcoverde” (O Município de Arcoverde, 1961 – Teófanes Chaves Ribeiro, pág.4: http://bit.ly/of9Jn6 ).
Proprietários do Cine Rio Branco:
1917 – Cel. Augusto de Albuquerque Cavalcanti (Augusto Mouco).
1921 – Médico Dr. Leonardo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti.
1934 – José Cavalcanti de Araújo (Zezé de “seu” Santino).
1942 – Dentista Dr. Pedro de Albuquerque Pedrosa.
1957 – Químico industrial Prof. Nilson Magalhães de Oliveira
1978 – Henrique Napoleão Arcoverde
1998 – Centro de Apoio Comunitário de Arcoverde (CEACA)
2010 – Prefeitura Municipal de Arcoverde
Com a morte de Augusto Cavalcanti, o seu primo e velho amigo Dr. Leonardo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti passa a ser o novo proprietário do cineteatro, que o arrendou a Sebastião Bezerra (http://bit.ly/oBR7Zf).
Os filmes exibidos, os atores, as séries, as companhias de teatro, o comportamento dos rio-branquenses no cinema, a preferência dos lugares, a animação dos filmes mudos pelo piano e flauta e tantos outros aspectos pitorescos estão bem registrados nos livros de Luís Wilson, alguns já citados aqui.
Foi no dia 23 de dezembro de 1934 que o cinema falado chegou ao Rio Branco. O exibido foi o filme musical inglês “Viena de Meus Amores” (Magic night), 1932 ,com Jack Buchanan (http://bit.ly/13FBZyV ) e Anna Neagle http://bit.ly/13FC7hD , e substituiu a anunciada comédia musical “O Meu Boi Morreu” (The Kid from Spain), de 1932, com Eddie Cantor e Lyda Roberti (http://bit.ly/13rUXZK ) .
Depois vieram as cores, novos sons e imagens, reformas etc. Na década de 30 tomou o nome de cine Globo por um período.
“O Cine Rio Branco era também teatro até 1938 ou 1940”. (Minha Cidade, Minha Saudade – Luís Wilson, 1972, pág. 269).
Somente em 1º de junho de 1947 é que foi inaugurado o Cine Bandeirante (Cine Bandeirante. Histórias que o vento não levou. Fernando Figueiredo. 2012, pág. 23), quando o Cine Rio Branco já tinha completado suas três décadas.
Esta coluna, que teve seu início em 2009, com um texto “Memória do rádio” (http://bit.ly/13G1vUw), retoma o assunto CINEMA para acrescentar mais esclarecimentos, especialmente algumas compilações do importante historiador arcoverdense Luís Wilson, que tanta dedicação demonstrou nos seus livros ao “meu cine Rio Branco”, como ele costumava dizer.
Vale lembrar que, com o proprietário Nilson Magalhães de Oliveira http://bit.ly/ZXpU4O tivemos pela primeira vez um CINEMA DE ARTE em Arcoverde, numa parceria de sucesso com o programa da RÁDIO BANDEIRANTE DE ARCOVERDE (depois Rádio Cardeal Arcoverde) CINEMA NO RÁDIO.
Uma edição deste programa (de 27-2-1966) pode ser escutada em http://bit.ly/4wAq4F.No livro Baboseiras, de Waldemar Arcoverde, 1991, pág. 111 a 114, alguns comentários para aquele programa radiofônico. O Cinema de Arte funcionava nas manhãs dos domingos. Panfletos com a ficha técnica e a avaliação artística de “filmes de arte”, selecionados pela crítica, eram distribuídos na entrada do cinema e os espectadores apoiaram a iniciativa por um bom tempo.Nos anos 60 funcionavam três cinemas na cidade: http://bit.ly/12yeJTn .
A atual reestruturação desta especial casa de espetáculos permite que o Cine Teatro Rio Branco continue sendo o mais idoso (em funcionamento) da América Latina e, ao mesmo tempo, vem torná-lo um dos mais modernos, inclusive mantendo o seu perfil inicial de também apresentar peças de teatro, resgatando o grande carinho que seus espectadores sempre lhes dedicaram.
Mais artigos desta coluna: http://bit.ly/ysUcSY
*Fonte: Coluna Histórias da Região – Edição de Março/Abril de 2013 – Jornal de Arcoverde
29 de abril de 2013
Prefeitos “se esquecem” da seca
Dos 437 projetos enviados pelas prefeituras ao governo do estado, só 22 se destinam à estiagem
(Fundo-PE FEM: 80% dos prefeitos optaram por CALÇAMENTOS. Apenas 5% preferiram OBRAS HÍDRICAS.)
O discurso político e a prática nem sempre andam colados quando o assunto diz respeito à seca nossa de cada dia. Embora 127 municípios de Pernambuco estejam em estado de emergência por conta da estiagem, só há 22 projetos em análise pela Secretaria de Planejamento estadual para realizar abastecimento de água nos municípios através do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal.
As 184 cidades pernambucanas terão direito a R$ 228 milhões, mas os 22 projetos representam apenas um pequeno recorte dos 437 enviados pelas prefeituras após o governador Eduardo Campos (PSB) criar o fundo, em fevereiro passado.
O fundo foi idealizado por Eduardo para movimentar a economia, incentivar os investimentos dos municípios e, como pano de fundo, servir de plataforma política para a eventual campanha presidencial do socialista. Mas em um cenário de estiagem como este, poucos municípios decidiram usar os recursos para realizar obras de abastecimento. Os prefeitos, no tocante ao combate à seca, ficam mais como espectadores, aguardando grandes obras do governo federal e estadual.
Cada cidade de Pernambuco terá direito de receber o valor médio equivalente a uma parcela do Fundo de Participação Municipal (FPM) pago pelo governo federal no ano passado. Mas a prioridade das prefeituras passou longe de criar medidas que possam aliviar a seca das cidades, se não neste ano, pelo menos no próximo. Cerca de 70% dos prefeitos solicitaram para seus municípios obras de pedra e cal, como calçamentos de ruas.
O governo do estado ainda está fazendo a análise dos pedidos feitos pelos prefeitos, por meio da Secretaria de Planejamento. Mas só a partir do próximo dia 30 os moradores poderão checar, no site www.fem.seplag.pe.gov.br, as obras solicitadas pelos seus gestores para cobrar de perto. Ninguém imagine, contudo, que haja grandes investimentos para aliviar o drama da seca, como sempre cobra a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) em nome dos prefeitos.
Saiba mais
R$ 228 milhões é o valor que o governo do estado repassará a todos os municípios através do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal
15 de maio é a data que o estado vai liberar a primeira parcela para os municípios
437 é o total de projetos entregues pelos municípios ao governo do estado
184 municípios entregaram seus projetos no tempo exigido
30 de abril de 2014 é o prazo máximo para os projetos serem feitos pelos municípios
311 foram encaminhados à Secretaria de Cidades (Calçamentos)
39 foram remetidos à Secretaria de Saúde
28 foram enviados à Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos
25 foram encaminhados à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária
20 foram recomendados para a Secretaria de Educação
10 foram remetidos à Secretaria de Transportes
4 foram recomendados à Secretaria de Defesa Social
22 dos 437 projetos são relativos a obras de abastecimento de água
127 municípios estão, reconhecidamente, em estado de emergência devido à seca
1,3 milhão de pessoas estão sendo prejudicadas com a estiagem
Fonte2: Secretaria de Planejamento Estadual e Secretaria de Agricultura
* Fonte: dpnet
Famílias Pinto Bezerra
&
Foerster
Da Fazenda Pé de Serra A Canaã
O nosso passado está escrito,
jamais poderemos corrigi-lo.
Aos irmãos Sônia, Severina, Auxiliadora(Cicy), Cláudio, Flávio, Alberto (in memoriam), Cristina e Luciano, que mesmo percorrendo diferentes caminhos sempre permanecemos juntos.
Agradecimentos (in memoriam)
A Joaquim Pereira, “moleque” criado por Joaquim Pinto, vaqueiro e meu grande mestre, a quem muito devo sobre os costumes e tradições do povo de Sanharó.
A Dolores Bezerra Ledo, descendente da família Pinto Bezerra, que mesmo como estado de saúde debilitado, ao final de sua existência, permanecia porém, com uma memória invejável.
As suas pacientes confidências induziram-me às presentes anotações.
Apresentação
Djair Pinto Bezerra
“Alguns deixaram o nome, que é ainda
lembrado com elogios. Outros não deixaram
nenhuma lembrança e desapareceram como
se não tivessem existido” (Ecl 44, 8-9).
Iniciativa persistente e meritória de Paulo J. E. Foerster ao pesquisar, seja através de documentos oficiais ou históricos, seja recorrendo a informações orais, dados elucidativos sobre antepassados das famílias enfocadas, Pinto Bezerra e Foerster, visando identificar quem foram os ancestrais geradores delas.
O esforço despendido foi recompensado. Possibilitou aos pósteros conhecerem como se deu a origem do grupo de pessoas ao qual estamos ligados por consanguinidade, pois remonta aos primórdios, o que denominamos família.
Pertencendo ao grupo familiar Pinto Bezerra, recorri à Internet, objetivando esclarecer a genealogia dos vocábulos designativos da minha família:
PINTO – localidades existentes em Portugal e Espanha. Judeus com este sobrenome são encontrados já antes de serem expulsos da Espanha em 1492;
BEZERRA – é um desdobramento do hebraico bTzur, “rocha”. Em alguns livros do Brasil Imperial se constata a citação desse nome.
O autor faz citação ao livro, Pesqueira e o Antigo Termo de Cimbres, do historiador/pesquisador José de Almeida Maciel que cita presença em Sanharó, no início do século XIX, de Joaquim José Pinto Bezerra, em 20 de agosto de 1823 e Antônio Pinto Bezerra, em 02 de maio de 1838.
Em busca cuidadosa, Paulo afirma não existir dados precisos sobre a linha sucessória da família Pinto Bezerra. Recorreu a informações verbais de Dolores Bezerra Ledo, (nome de casada), descendente da família Pinto Bezerra, que confirmou que havia em Sanharó, dois irmãos (Joaquim e José) com esses sobrenomes, os quais deram origem a diferentes famílias naquela cidade. E mais, ao confrontar os dados informados por Dolores com a Certidão de Nascimento de Olindina, filha de Joaquim Pinto Bezerra, conclui-se que os irmãos mencionados por ela eram filhos de Antônio Pinto Bezerra (citado no livro de José de Almeida Maciel) e de Joaquina Maria da Conceição. Esse casal, sem sombra de dúvidas, se constitui, portanto, nos mais remotos membros da família Pinto Bezerra, que foi possível pesquisar.
Do casamento de Joaquim Pinto Bezerra com Águeda Maria da Conceição, descendente do português Capitão-Mor de Ararobá, Manoel Monteiro da Rocha, nasceram seis filhos. Um deles foi Manoel Pinto Bezerra, como é mencionado no título – Descendência de Joaquim e Águeda.
Posteriormente, meu avô, Manoel Pinto Bezerra, filho de Joaquim e Águeda, se casou com Maria Avelina Cavalcanti tendo residido por poucos anos em Sanharó, transferindo-se em definitivo para Pesqueira, onde se estabeleceu como comerciante. Desse casamento originou-se o ramo da família Pinto Bezerra que se fixou nessa cidade.
A imagem mais remota do meu avô, a quem fui muito apegado, era de incessante caminhante em busca de manter a família. Sempre de bom humor, jamais o ouvi se lamentar pelo abastado passado. Assim se manteve até Deus chamá-lo, em 05 de fevereiro de 1954.
* NOTA DO BLOG
De comum acordo com o autor, o blog fará a postagem do conteúdo do citado livro, em capítulos. Primeiro o Famílias Pinto Bezerra & Foerster e, em seguida, As Famílias de Boa Vontade.
** Paulo José Elias Foerster – é médico-veterinário, escritor, cronista. Membro da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária.
Post tags: Famílias, Fazendas, Histórias, Livro, Parentes, sanharó
Minha casa, meu negócio
Num claro conflito de interesses, parlamentares lucram com contratos milionários do maior programa habitacional do governo. Políticos são beneficiados na venda de terrenos e ao colocar suas próprias empreiteiras para tocar as obras

Os deputados Augusto Coutinho, Inocêncio Oliveira e os senadores Wilder Morais
e Lobão Filho (da esq. para a dir.) têm sido favorecidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. (A CASA É NOSSA)
De vitrine do governo Dilma Rousseff à vidraça para os órgãos de controle, o programa Minha Casa, Minha Vida se tornou uma fonte de problemas e fraudes. Nas últimas semanas, o jornal “O Globo” denunciou que ex-servidores do Ministério das Cidades integrariam um esquema para ganhar contratos de habitação destinados às faixas mais pobres da população. Os antigos funcionários das Cidades não são, porém, os únicos que lucram com um dos principais programas sociais do governo. Levantamento feito por ISTOÉ indica que a política habitacional criada para ajudar os mais pobres enriquece também deputados e senadores. Os parlamentares se aproveitam de um filão imobiliário que já movimentou R$ 36 bilhões em recursos públicos para a construção de 1,05 milhão de casas e apartamentos para famílias de baixa renda. Os dados do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) – reserva financeira composta por recursos do FGTS e gerenciada pela Caixa Econômica Federal – mostram que parlamentares de diferentes partidos têm obtido vantagens financeiras com o programa de duas maneiras: na venda de terrenos para o assentamento das unidades habitacionais e na obtenção de contratos milionários para obras que são realizadas por suas próprias empreiteiras. Entre eles, os senadores Wilder Morais (DEM-GO) e Edison Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro de Minas e Energia e presidente da Comissão de Orçamento do Senado, e os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), Augusto Coutinho (DEM-PE) e Edmar Arruda (PR-PR).
No Recife, o deputado federal Augusto Coutinho (DEM) também tenta tirar proveito do programa Minha Casa, Minha Vida, seguindo o exemplo de Inocêncio Oliveira. O governo negocia com o parlamentar a compra de uma área de 2.400 metros localizada no bairro de Campo Grande para construção das casas populares. As terras estariam registradas em nome de sua construtora, a Heco. Os valores precisos da negociação não foram divulgados. Coutinho já declarou que não aceita menos de R$ 300 mil para ceder o terreno para o Minha Casa, Minha vida. O caso, no entanto, deve parar na Justiça. A prefeitura, nas mãos do PSB, alega que a área é de propriedade da Marinha.
LEIA A ÍNTEGRA:
Minha casa, meu negócio
* Fonte: Revista IstoÉ / por Josie Jeronimo
Do blog do Magno:
“O parlamentar Inocêncio Oliveira esclareceu que no total foram vendidos 234 hectares de terreno, sendo 93 hectares do loteamento Poço da Cruz e 141 hectares do loteamento Estrelinha, para a construção de 1.594 casas. A soma é de 4.500 lotes com dimensão de 12 m 30 m. Recebeu R$ 1 milhão de reais pela venda dos terrenos à Construtora Duarte, sendo a transação feita através do engenheiro Rômulo Menezes e do empresário Gilson Freitas, de Pesqueira”.
Post tags: Casas, Maracutaia, Negociatas, Negócios, Terrenos, Trambicagem
28 de abril de 2013
O Brasil será o grande derrotado na Copa do Mundo de 2014. Esqueçam esquemas táticos, análises técnicas, convocações, gols ou arbitragem. A derrota não virá numa zebra nas oitavas de final contra a Bélgica, num duelo épico de quartas contra a Itália, numa semifinal angustiante contra a Espanha ou num Maracanazzo reloaded contra a Argentina.
A derrota já veio. O Brasil perdeu a Copa de 2014.
O Brasil perdeu, leiam bem. O que vai acontecer com a seleção brasileira é outra história. Uma história que muda pouco o que realmente importa. O Brasil perdeu a Copa de 2014.
Um evento como a Copa é a chance de um país mudar, se redescobrir, sanar problemas e construir soluções, mesmo que seja sob a fajutíssima desculpa de “o que o mundo vai pensar da gente se não estiver tudo dando certo?”. Que seja, dane-se a pequenez da desculpa, desde que sejam construídas estradas, linhas de metrô, corredores de ônibus, elevadores, hotéis, e, vá lá, até um ou outro estádio.
A Copa do Mundo é, para os tempos de hoje, o que foram as tais “Exposições Mundiais” no século 19. Era preciso se arrumar para receber visitas em casa.
Mas o Brasil hoje corre para retocar a maquiagem, empurra a vassouradas a sujeira para debaixo do tapete, tranca os cachorros pulguentos na despensa e manda a criançada dormir mais cedo, porque sabe como é criança quando chega visita, desanda a falar cada coisa…
Faltam pouco menos de dois meses para a Copa das Confederações, e o estádio da final não está pronto. Aquele estádio na Zona Norte do Rio, que foi erguido no lugar do Maracanã ao preço mirabolante de 1 bilhão de reais; e que terá de ser reformado para a Olimpíada.
LEIA A ÍNTEGRA:
2014, a Copa que o Brasil já perdeu
*Fonte: ESPN / Thiago Arantes
Pílulas mágicas e cobertores curtos
Nem os americanos aguentam pagar as novas drogas contra o câncer
Adoramos reclamar da saúde no Brasil. Não faltam justificativas para isso, mas para avançar é preciso ter consciência do tamanho do desafio coletivo e assumir as responsabilidades individuais.
Que estilo de vida é esse que escolhemos viver? O Brasil é uma nação em desenvolvimento, mas importou os hábitos de comportamento e consumo dos países ricos. Subir na vida, para a maioria da população, é comprar carros com direção hidráulica e ar-condicionado e encher a casa de outras facilidades que poupam esforços e impedem o gasto calórico.
Comer virou diversão, mas parece que só vale a pena sair de casa se for para comer muito. Fast food cinco vezes por semana. Rodízios de carne e pizza. Esses e outros templos de esbórnia e desperdício. Shopping é o destino das famílias. Comer um pouquinho mais, comprar, ir ao cinema…
Para acompanhar a importação total dos hábitos americanos, a função das salas de projeção mudou. Cinema virou o lugar bizarro onde 300 pessoas se reúnem para falar alto e devorar baldes de pipoca e coca-cola.
A consequência dessas escolhas não poderia demorar a aparecer. Estamos gordos, sedentários e doentes como os americanos. Mas não somos um país rico como os Estados Unidos. Quem vai pagar a conta?
Além de tratar as pragas provocadas pelos maus hábitos (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes etc), o Brasil convive com doenças superadas pelos países ricos nos anos 60. É o caso da diarreia (provocada por falta de saneamento básico), da tuberculose e da hanseníase.
O dinheiro gasto com saúde no país (cerca de 8% do PIB) é comparável aos valores que as nações desenvolvidas gastavam nos anos 80. É pouco. A inflação na área da medicina é muito maior que a do tomate. Por isso, a França gasta em saúde cerca de 11% do PIB e os Estados Unidos 15%. Gastamos pouco e gastamos mal.
LEIA A ÍNTEGRA:
Pílulas mágicas e cobertores curtos
* Fonte: Revista Época / Cristine Segatto (Foto)
27 de abril de 2013
27 de abril de 1994
Autorizada a transposição do Velho Chico
O presidente Itamar Franco autorizou a execução do Plano de Transposição de Águas do Rio São Francisco para quatro estados do Nordeste – Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Ao custo de US$ 2,1 bilhões, o plano visava construir 240 quilômetros de canais e quatro elevatórias, transportando água de Cabrobró (PE) para a perenização de seis rios, abastecendo 220 cidades e aumentando a capacidade de irrigação de 175 mil hectares, para 1,6 milhão de hectares.
A primeira fase do plano, orçada em US$ 550 milhões seria financiada por empréstimos obtidos junto a bancos europeus e japoneses, através do Banco do Nordeste. A segunda fase custaria aos cofres públicos cerca de US$ 1,5 bilhão, sendo financiada pelo Banco Mundial.
O projeto de transposição, apesar de aprovado pelo presidente, não saiu do papel durante o seu mandato. O governo encontrou grande oposição por parte de diversos segmentos da sociedade, que achavam que a transposição das águas beneficiaria uma pequena parcela da população, em sua maioria latifundiários, retirando água que seria destinada ao uso humano para atender à demanda do agronegócio. Outra crítica ao projeto se referia a um possível aumento no processo de desertificação das margens do rio, com a retirada de parte de suas águas, o que poderia vir a causar a extinção do mesmo.
Em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a presidência, o projeto voltou a ser discutido. FHC assinou o documento “Compromisso pela Vida do São Francisco”, que propunha a revitalização do Velho Chico e um novo plano para a construções dos canais de transposição. Assim, com a revitalização, o rio suportaria adequadamente o desvio de uma pequena parcela das suas águas sem correr o risco de secar. Apesar das novas idéias, as obras não conseguiram ser alavancadas.
No primeiro mandato de Lula, no entanto, três empresas foram contratadas para reestudar o plano de irrigar as terras secas do agreste nordestino, desviando 2% do volume total das águas do rio. Em 2007, após o novo projeto ter sido aprovado, o Exército iniciou obras de construção de túneis na parte leste do rio, apesar da oposição de ambientalistas, habitantes de regiões banhadas pelas águas do Chico, indígenas e religiosos.
* Fonte: Hoje na História/JB
Post tags: Descaso, Desvio, Efemérides, História, Malogro, Obra
26 de abril de 2013
L A N Ç A M E N T O do L I V R O
DAVI CALADO e o RIO IPOJUCA da Nascente à Foz
Depois de 3 anos de intensa luta e muita determinação, eis que surge o primeiro trabalho literário de JOSÉ DAVI CALADO FERREIRA ou simplesmente, Davi Calado.
Fotógrafo profissional Davi é nascido no sítio lajeiro em Sanharó. Filho caçula de uma prole de oito de Maria das Neves e José de Freitas.
O livro que será lançado nesse sábado,no recinto do Clube Lítero Recreativo de Sanharó, perpassa o romantismo que todos temos pelo rio e envereda em assuntos sérios, levantando questões que devem interessar a estudiosos, conselhos, comitês e mesmo a quem é apenas admirador do famoso rio pernambucano.
Criado ali perto onde ele mesmo identifica: “…Especialmente do trecho que ia desde a velha Fazenda Lajeiro (de Quitéria Batista), na divisa com o Poço D’Antas de Zé Valentim, passando pela Fazenda Batista de Sebastião Dario, até as curvas da Fazenda de Zé Monteiro…” Ali tomava banho, pescava de loca, anzol ou tarrafa…”. Diz ele que além da necessidade era uma grande diversão para a criança de então…
Davi faz sérias abordagens para o quase extermínio que o rio vem sofrendo ao longo dos anos e relembra quando o laticínio da antiga Fábrica Cilpe jogava produtos químicos quando lavava as caldeiras, “jogando resíduos no leito do rio abaixo…”
O livro.além de instigante e provocativo é rico em detalhes e tem um acervo de fotos que ilustram consideravelmente os assuntos ali contidos.
O mais novo escritor sanharoense não é apenas um autodidata que ama o rio Ipojuca. É, sim, um estudioso das causas e efeitos e tem na bagagem os fundamentos de Gestão Ambiental e atualmente faz Pós-Graduação em Educação Ambiental. O próximo passo será o Mestrado em Gestão Ambiental. É também membro do COBH – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca.
Além de atuar como fotógrafo desde 1995, é Tutor do EAD em Gestão Ambiental do ISEP-UNOPAR, em Pesqueira.
É sócio fundador da ACA – Agreste Consultoria Ambiental.
Davi Calado – “Tudo posso naquele que me fortalece“. (Filipenses 4-13)
O Diário de Pernambuco foi vencedor em quatro categorias na 19º edição do Prêmio Cristina Tavares. O evento é promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco.
Na Reportagem com Desdobramento, ganhou o trabalho do repórter André Duarte*, a reportagem Entulhados, publicada na Revista Aurora. O jornalista Lucas Fitipaldi venceu na categoria Arena Pernambuco, uma novidade no Cristina Tavares. Este ano, o Sindicato estabeleceu uma parceria com a Arena Pernambuco, uma empresa da Organização Odebrecht, o que possibilitou a premiação.
Na categoria Desenho para Imprensa, o ganhador foi Greg, com o trabalho O maior inimigo dos EUA. A charge vencedora foi de Samuca: Comissão da verdade. A Trupe Ensaia Aqui e Acolá, grupo de teatro do Recife, apresentou os finalistas do Cristina Tavares. A presidente do Sinjope, Cláudia Eloi, disse que a ideia era inovar. “Fizemos um formato diferente para homenagear o jornalismo pernambucano, que demonstra maior qualidade a cada ano”.

A reportagem Entulhados, foi publicada em junho/12 e deu a André mais um prêmio na sua brilhante carreira.
André Duarte relatou que vencer foi gratificante porque o seu trabalho representa um projeto do Diário de Pernambuco, a Revista Aurora. “Além disso, passamos um ano acompanhando cada passo do personagem. Quero agradecer à fotógrafa Alcione Ferreira“, destacou. Para Lucas Fitipaldi, o projeto que vem sendo desenvolvido no Superesportes foi coroado. Ele também lembrou os nomes dos fotógrafos Paulo Paiva e Bernardo Dantas.
Greg dedicou o prêmio aos companheiros da Editoria de Arte do Diário de Pernambuco. Já Samuca salientou a representatividade da charge e fez um alerta: “espero que a Comissão da Verdade trabalhe, é isso que a sociedade espera”. O Cristina Tavares foi apresentado pelos jornalistas Isly Viana, apresentadora da TV Clube, e Aldo Vilela.
LEIAM - entulhados | Revista Aurora
* O jornalista André Duarte é filho do casal Isabel/Gilberto de Catarina.
Abaixo um quadro comparativo dos índices de chuvas registradas no mês de abril de 2013 até agora (25) com o mês de abril de 2010 e o total dos primeiros 4 meses nos respectivos anos na Gerência Regional de Arcoverde.
AN0 2013 Ano 2010
|
MUNICÍPIOS |
TOTAL MÊS |
TOTAL ANO |
TOTAL MÊS |
TOTAL ANO |
| ALAGOINHA |
79.0 |
99.0 |
207.0 |
452.0 |
| ARCOVERDE |
54.0 |
71.5 |
210.0 |
502.5 |
| BUÍQUE |
35.0 |
110.0 |
236.0 |
416.0 |
| IBIMIRIM |
10.3 |
81.8 |
180.0 |
456.8 |
| INAJÁ |
22.0 |
87.0 |
79.0 |
208.0 |
| MANARI |
39.0 |
99.0 |
114.0 |
280.0 |
| PEDRA |
83.0 |
140.0 |
262.0 |
520.0 |
| PESQUEIRA |
65.8 |
105.3 |
329.5 |
583.2 |
| POÇÃO |
58.0 |
91.0 |
143.0 |
503.0 |
| SERTÂNIA |
34.4 |
105.7 |
207.0 |
376.2 |
| TUPANATINGA |
43.0 |
134.0 |
153.0 |
311.0 |
| VENTUROSA |
11.0 |
55.0 |
131.0 |
385.2 |
| TOTAIS DA GERE |
534.5 |
1.179.3 |
2.251.5 |
4.993.9 |
Agreste Central – Regional Lajedo
Mês – ABRIL 2013
| MUNIC?PIOS |
23
|
24
|
25
|
26
|
27
|
28
|
29
|
30
|
31
|
TOTAL M?S
|
TOTAL ANO
|
| BELO JARDIM |
1.2
|
9.0
|
1.2
|
1.4
|
|
|
|
|
|
87.7
|
104.9
|
| CACHOEIRINHA |
0.4
|
8.5
|
15.8
|
1.9
|
|
|
|
|
|
79.6
|
82.1
|
| CAL?ADO |
2.0
|
5.0
|
6.0
|
9.0
|
|
|
|
|
|
44.0
|
53.5
|
| CANHOTINHO |
2.9
|
6.0
|
8.2
|
6.0
|
|
|
|
|
|
76.3
|
100.2
|
| CUPIRA |
0.0
|
9.5
|
10.0
|
7.5
|
|
|
|
|
|
84.0
|
124.0
|
| IBIRAJUBA |
0.0
|
7.0
|
8.0
|
2.0
|
|
|
|
|
|
120.0
|
127.0
|
| JUCATI |
0.0
|
2.5
|
0.0
|
6.1
|
|
|
|
|
|
26.9
|
63.1
|
| JUPI |
3.1
|
3.5
|
1.8
|
5.0
|
|
|
|
|
|
27.1
|
67.5
|
| JUREMA |
5.0
|
11.0
|
25.0
|
11.0
|
|
|
|
|
|
132.0
|
160.0
|
| LAGOA DOS GATOS |
1.5
|
11.5
|
24.0
|
12.5
|
|
|
|
|
|
109.0
|
165.1
|
| LAJEDO |
0.7
|
0.5
|
5.7
|
10.0
|
|
|
|
|
|
55.0
|
69.5
|
| PANELAS |
0.0
|
12.0
|
18.0
|
7.5
|
|
|
|
|
|
109.0
|
136.5
|
| QUIPAP? |
1.6
|
5.5
|
19.1
|
12.7
|
|
|
|
|
|
134.0
|
154.0
|
| SANHAR? |
0.0
|
3.6
|
1.0
|
5.7
|
|
|
|
|
|
89.9
|
106.9
|
| S?O BENEDITO DO SUL |
5.0
|
13.5
|
18.5
|
23.0
|
|
|
|
|
|
174.0
|
224.5
|
| S?O BENTO DO UNA |
1.0
|
1.0
|
2.0
|
4.0
|
|
|
|
|
|
39.5
|
88.2
|
| TOTAIS DA GERE | 24.4 | 109.6 | 164.3 | 125.3 | 1388.0 | 1827.0 |
*Fonte: IPA
25 de abril de 2013
ALGUÉM (ainda) DUVIDA?
Estrela da propaganda partidária que vai ao ar na noite de hoje (25) em rede nacional, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, ataca, no programa, o governo Dilma Rousseff (PT) e diz que seu partido é quem vai dar o “passo adiante“ que o “Brasil precisa”. “Temos um Estado antigo que ainda traz as marcas do atraso e do elitismo. Ou avançamos agora ou corremos o risco de regredir nas conquistas do nosso povo”, afirmou Eduardo na peça que foi ao ar às 20h30.
No Progrma de dez minutos, o PSB lembrou da luta pelas eleições diretas, que permitiram “qualquer brasileiro se candidatar legitimamente a esse cargo”. Eduardo, que faz parte da base aliada de Dilma, é cotado para disputar a Presidência da República em 2014.
VEJAM O PROGRAMA NA ÍNTEGRA:
* PSB
Uma pesquisa recente ressaltou os benefícios do café grego para o coração, alentando os fãs da bebida em todo o mundo. Mas será que todos os tipos de café são bons para o bom funcionamento do órgão mais vital do corpo humano?
Todos os dias milhões de nós consumimos café saboreando seus componentes viciantes, e a verdade é que, a cada gole na xícara, nem todos pensam nos benefícios para a saúde.
“Nunca achei que tivesse problema tomar cinco xícaras de café por dia”, diz Will Corby, especialista em café e instrutor da London School of Coffee.
A cafeína é um estimulante tão poderoso que é comum ouvir histórias de pessoas que tomaram “overdose” de café espresso. Tomar muito da bebida é algo geralmente associado a malefícios para a saúde, como insônia, dores de cabeça e diurese.
Will Corby defende que qualidade é chave na hora de escolher um café. Ele diz que pode tomar 20 xícaras de café em um dia de degustação sem qualquer efeito colateral, mas o que acontece se ele beber três cafés ruins?
Sem insônia
“Eu tomo muito café, mas é um café bom, bem macerado. Não tenho problemas para dormir. Mas se você tomar um café mal feito, isso pode ter um efeito negativo”, diz Corby.
De fato, pesquisas ao longo dos anos têm ressaltado os benefícios de tomar café, mais especificamente o café grego.
O consumo de café entre idosos na ilha grega de Ikaria foi relacionado à redução do riso de doenças cardiovasculares, segundo uma pesquisa divulgada na publicação Vascular Medicine Journal.
Mas por que o café grego é especial?
O café grego não é coado. Dentro de uma pequena cafeteira de bronze conhecida como briki, a água é misturada ao pó, que desce até o fundo, quando pode, então, ser servido. Tem mais concentração de cafeína do que o café filtrado e o percolado.
LEIA A ÍNTEGRA
Afinal, café é saudável?
*Fonte: BbcBrasil / Anna-Louise Taylor Da BBC Food
De inflação, o Brasil entende. Mesmo assim é difícil até para a gente imaginar o que aconteceu na Alemanha do começo do século 20. Entre 1914 e 1923, os preços lá subiram 143 trilhões por cento. Seria como se um chope de R$ 5 passasse a custar R$ 12 trilhões em 2022. Para ter uma ideia do que isso significa, tenha em mente que há 12 trilhões de segundos, os Neandertais começavam as dar seus primeiros passos (dá 378.552 anos). E o Homo sapiens não estava nem no papel. Nossa espécie existe há 6 trilhões de segundos. Nunca subestime o trilhão.
Bom, os salários dos alemães também eram trilionários. Mas não adiantava nada. No círculo vicioso da inflação, os preços sempre sobem antes dos salários (numa economia saudável acontece o oposto). Hitler, que tinha 34 anos em 1923 e ainda era só um agitador de rua, discursava contra o absurdo de a Alemanha ter “bilionários miseráveis”. Para o sujeito, a culpa era dos comunistas, dos judeus, dos capitalistas, dos judeus, da frouxidão do governo com os judeus. E dos judeus também.
Mas o problema estava no lugar de sempre: na cabeça de quem imprime aquilo que a gente tem na carteira. No caso, os responsáveis pelo Reichsbank, o Banco Central de lá. A Alemanha tinha entrado na Primeira Guerra Mundial e precisava de mais dinheiro circulando para manter a economia viva, já que todo país em conflito precisa aumentar sua produção. O governo, via Reichsbank, injetou grana na praça, concedendo empréstimos a rodo, a juros baixíssimos, de 5% ao ano. Conseguir o dinheiro não era problema para o Banco Central. Era só ligar as impressoras de papel-moeda e mandar ver.
No começo deu certo. O Reichsbank inundou a economia alemã de dinheiro novo, mas a produção respondeu à altura. Ou seja, o governo imprimia papel-moeda para comprar aço a fim de fabricar armas, por exemplo, e as siderúrgicas alemãs produziram quase tanto aço a mais quanto a quantidade de dinheiro extra que foi impressa. Assim deu para segurar as pontas. O resultado foi uma inflação relativamente baixa ao longo da Primeira Guerra, uma média de 14% ao ano entre 1914 e 1918.
Na prática, os preços dobraram entre o começo e o fim da guerra. Era do jogo. O problema foi depois.
LEIA A ÍNTEGRA:
* Fonte: Super Interessante
24 de abril de 2013
Com obras de infraestrutura queremos melhorar o perfil das cidades, afirma Dilma a prefeitos

Dilma Rousseff participa do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidenta Dilma Rousseff afirmou na noite desta terça-feira (23), em Brasília, durante cerimônia de abertura do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, que deseja, com obras de infraestrutura, mobilidade, saneamento e habitação, melhorar o perfil das cidades. A presidenta também disse que buscará atender os pleitos dos municípios, entre eles o de levar médicos para áreas afastadas, pequenos municípios e periferias das grandes cidades.
MINISTRA ALERTA PREFEITOS PARA OS SEUS “OBJETIVOS CONCRETOS”
![Ministra disse: "É preciso] escolher onde vale a pena interferir para que as ações se realizem com mais facilidade"](http://oabelhudo.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Miriam-Belchior-Encontro-de-Prefeitos.jpg)
Ministra disse: “É preciso] escolher onde vale a pena interferir para que as ações se realizem com mais facilidade”
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse nesta quarta-feira (24) que os novos prefeitos vão precisar melhorar a gestão e investir em bons projetos para garantir a realização de mais ações durante o mandato. Segundo ela, em apenas quatro anos é preciso “objetivo concreto” para melhorar a qualidade de vida da população de cada uma das cidades brasileiras.
“O macrodesafio que parece estruturante e desdobra os outros é a melhoria de gestão. Para dar conta das expectativas é necessário apostar na visão global e identificar principais problemas e questões que precisam ser resolvidas nos próximos quatro anos. Exercício concreto e objetivo não é gastar meses”, disse ao abrir os debates do 2º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília.
O prefeito de Sanharó Fernando Fernandes (PCdoB) está em Brasília prestigiando esse evento e aproveitou sua estada na capital federal, para alguns despachos com ministros, no intuito de liberar emendas de projetos de amplo interesse do município, Nas audiências o prefeito esteve acompanhado da deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE). O vice-prefeito Artur Guimarães o acompanha nessa viagem.
LEIA (e escute) A ÍNTEGRA
http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2012/12/botao_integra.png
*Fonte: Blog do Planalto
Todos contratados de uma só vez, em 2001, pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia

O garçom do Senado Federal, José Antonio,(Zezinho) durante seu trabalho servindo água mineral e cafezinho para os senadores. (O Globo / Ailton de Freitas)
O cafezinho dos senadores tem um custo alto, menos pelo produto servido, mais pelos garçons que servem os parlamentares no plenário e na área contígua. O Senado tem uma equipe de garçons com salários até 20 vezes maiores do que o piso da categoria em Brasília. Para servir os senadores, sete garçons recebem remuneração entre R$ 7,3 mil e R$ 14,6 mil — três deles atuam exclusivamente no plenário, e quatro ficam no cafezinho aos fundos, onde circulam parlamentares, assessores e jornalistas. O grupo ocupa cargo comissionado na Secretaria Geral da Mesa com título de assistente parlamentar. Todos nomeados de uma só vez, num dos atos secretos editados em 2001 pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.
Nestes 12 anos, os garçons (ou assistentes parlamentares) foram promovidos a cargos comissionados superiores ao mencionado no ato secreto: saíram do AP-5, que tem remuneração básica de R$ 3,3 mil, para o AP-4 e até mesmo o AP-2, com vencimentos básicos de R$ 6,7 mil e R$ 8,5 mil, respectivamente. Em março, o maior salário pago foi a José Antonio Paiva Torres, o Zezinho, que serve exclusivamente os senadores no plenário. Ele recebeu R$ 5,2 mil somente em horas extras. A remuneração bruta chegou a R$ 14,6 mil.
Outros dois garçons também têm a obrigação de cuidar do cafezinho dos senadores no plenário. Um deles é Jonson Alves Moreira, que virou notícia na última sexta-feira, quando O GLOBO mostrou Jonson fazendo as vezes de um dublê de senador, num plenário vazio, a pedido do único orador que fazia uso da palavra naquele momento, João Costa (PPL-TO). Enquanto João Costa falava, Jonson concordava com a cabeça. O salário pago a ele em março foi de R$ 7,3 mil.
Na copa, ficam os outros quatro garçons. Todos eles são amigos de longa data. O grupo assumiu os cargos de uma só vez, em 17 e 18 de outubro de 2001, menos de um mês depois da edição do ato secreto por Agaciel Maia, hoje deputado distrital. Boa parte era vinculada a empresas terceirizadas. A nomeação a um cargo comissionado ocorreu num momento de vazio da gestão do Senado. O ato secreto é de 20 de setembro de 2001, dois dias depois da renúncia do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) ao mandato e à presidência do Senado, e no dia em que Ramez Tebet assumiu o comando da Casa.
— Aqui todo mundo se conhece há um tempo, a gente viu muitos senadores passarem por aqui. O serviço é bem tranquilo — diz um dos garçons do Senado.
Os assistentes parlamentares estão vinculados à Secretaria Geral da Mesa. A secretaria, aliás, tem um garçom do grupo — que diz apenas distribuir papéis atualmente — à sua disposição. Em resposta ao O GLOBO, a assessoria de imprensa do Senado afirma que os servidores realizam atividades de apoio previstas no Regulamento Administrativo da Casa.
* Fonte: O Globo / Vinícius Sassine
Post tags: Brasil, Garçons, Privilégios, salários, Senado
MÍDIA JÁ RECOLOCA “A FACA NO PESCOÇO” DO STF
Supostos representantes da “opinião pública” já declaram guerra antecipada aos ministros que ousarem dar guarida à defesa na nova fase da Ação Penal 470; para o Estadão, que encolheu nesta semana, há o risco de que se dissemine uma percepção de que o “STF arregou”; em Veja, Celso de Mello já é acusado de ter cedido à patrulha; ameaças rondam também a reputação de Teori Zavascki; sereno, Ricardo Lewandowski diz que não há pressa na análise dos embargos
Antes do julgamento da Ação Penal 470, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, criou uma imagem perfeita: a de que a suprema corte estava sendo obrigada a julgar um processo político, às vésperas de uma eleição, com a “faca no pescoço”. E os responsáveis pela pressão, chantagem ou intimidação eram os grandes meios de comunicação.
O primeiro tempo do julgamento, como se sabe, terminou entre o primeiro e o segundo turno das eleições municipais, com condenações pesadas – muitas delas, polêmicas. Agora, no segundo tempo, a mídia já trata de recolocar a faca no pescoço do STF. A começar pelo Estadão, que, nesta semana, encolheu e reduziu seus cadernos.
LEIA A ÍNTEGRA:
MÍDIA JÁ RECOLOCA “A FACA NO PESCOÇO” DO STF
* Fonte: Brasil 247
Pesqueira haverá de considerar o presidente da Compesa, Dr. Roberto Tavares persona non grata, pelo ar de deboche e pelo descaso com que se teve na entrevista da Rádio Jornal, em relação à Pesqueira.
Ouvi hoje (23/04/2013, pelas 11h00min) através da Rádio Jornal de Pesqueira, o debate comandado pelo radialista Geraldo Freire, do qual participou o presidente da Compesa, Senhor Roberto Tavares, (foto) para falar sobre a seca, principalmente sobre os seus efeitos em Pesqueira e quais as providências efetivas a serem adotadas. Presentes ao debate os prefeitos Evandro Chacon (Pesqueira) e Sebastião Dias (Tabira).
Fiquei indignado com o descaso do presidente da Compesa, Senhor Roberto Tavares, para com Pesqueira. O presidente desanimou ainda mais os pesqueirenses. Renovação de promessas e nada mais. Fantasiosas promessas. Não convenceu em nada, não demonstrando autoridade para resolver o problema da falta d’água em Pesqueira.
Disse o dito presidente da Compesa que a água do São Francisco se chegar à Pesqueira será no ano de 2015. Mas, vai construir a adutora do agreste mesmo assim, por ordem do Governador Eduardo Campos, informando que se a água chegar eles fizeram as suas partes, deixando a adutora pronta. Isso é de total irresponsabilidade. E se mudarem o projeto das águas do Rio São Francisco?
A Câmara de Vereadores de Pesqueira deveria se posicionar sobre essa questão, requisitando a fita gravada e ouvindo-a em plenário, partindo então para elaborar um documento e enviá-lo ao Ministério Público Estadual, através da competente Promotoria de Justiça de Pesqueira, solicitando uma posição do MPE, no sentido de celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, no qual conste, entre outras questões, o plano emergencial para Pesqueira, se esgotarem os mínimos recursos hídricos que restam e que abastecem a cidade.
O Dr. Evandro Chacon questionou do presidente da Companhia de Saneamento de Pernambuco sobre a necessidade de se limpar os açudes da Compesa (Santana – açude dos Brittos -, Ipaneminha, Pedra D’água e Afetos). Com uma resposta seca, despreparada, esquivando-se de suas responsabilidades disse o citado presidente que a prioridade da Compesa está dirigida aos carros pipas. É lamentável que o Senhor Roberto Tavares venha à Pesqueira, em um momento de muitas dificuldades para o nosso povo, com a falta d’água nas torneiras ou mesmo através de carros-pipas, quando servida sem nenhum tratamento, para nada responder de concreto, em outras palavras para debochar na nossa cara. É bom o senhor presidente lembrar que o pagamento do seu salário é feito com o dinheiro do povo pernambucano, através da gorda arrecadação mensal, estando incluído nesse montante o dinheiro pago pelo povo pesqueirense, relativo a um serviço mal prestado, com o agravante de que se paga a conta sem ser servido do produto, neste caso precioso líquido: ÁGUA!
Disse que Pesqueira está sendo abastecida com o plano de um dia de água por sete sem água. É lamentável que o presidente da Compesa não esteja informado sobre o que se passa dentro da própria companhia que dirige, pois o calendário atual vem sendo com intervalos de vinte a vinte e cinco dias, tendo algumas localidades sem água há mais de dois meses, como denunciado diariamente no programa do radialista Givanildo Silva.
Paralelamente ao trabalho da Câmara, aqui sugerido, o prefeito Evandro Chacon deveria, aqui a título de sugestão, através de sua Procuradoria Jurídica, adotar providências idênticas, junto ao Ministério Público, requerendo, também, um parecer do órgão ministerial no sentido de se estudar uma forma para que o consumidor da Compesa de Pesqueira, que não recebe água não pague a conta mensal, até porque não de pode pagar por aquilo que não se recebe, e quando o pouco de água que se recebe, essa vem sem qualquer tratamento, ou tratamento deficiente e inadequado.
Outro assunto aqui tratado se refere ao monitoramento dos carros-pipas, em relação as suas condições de higiene, os quais deveriam receber um adesivo para ser colocado em lugar visível da parte externa do caminhão, expedido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com a expressão escrita: CARRO-PIPA FISCALIZADO E AUTORIZADO!
Por último fazer o mapeamento da distribuição da água pelas torneiras e pelos carros-pipas, divulgando pelas rádios de Pesqueira, além de promover uma campanha educativa pedindo à população para economizar água.
Chegou a hora da população se unir e ir às ruas para protestar desse descaso, tanto do Governo do Estado quanto da Compesa, convidando a imprensa para registrar o fato.
A CAMPANHA CONTINUA: GOVERNADOR EDUARDO, PESQUEIRA QUE ÁGUA!
* Autor: Jurandir Carmelo – Advogado, jornalista, cronista, defensor das grandes causas pesqueirenses.
Não é surpresa para ninguém que o Hospital das Clínicas da UFPE está caindo aos pedaços.
Elevadores quebrados, superlotação, péssimo ambiente de trabalho, etc. Poderia passar uma hora descrevendo os problemas do hospital, que hoje podemos reduzir em duas palavras: incompetência e desfaçatez.
Durante a campanha eleitoral para Reitor, Anísio Brasileiro (foto) resolveu prometer, em carta endereçada à Comunidade Universitária, que de forma alguma iria aderir à empresa que o Governo Federal estava fazendo para gerir os hospitais universitários.
Mas farei um parêntese para explicar as pretensões do Governo Federal.
Apenas para explicar: após anos de completo descaso com os hospitais universitários, o Governo Federal encontrou uma “fórmula mágica”, criando uma empresa nacional para contratar e gerir os hospitais ligados às universidades. O objetivo é semelhante ao de dar a uma fundação privada a administração destes hospitais, já que este será o passo seguinte.
Vamos combinar uma coisa: uma empresa, criada por petistas de Brasília para centralizar milhões de reais em compras e contratações, já merece desconfiança. Não está sendo feita para melhorar eficiência alguma.
No Hospital das Clínicas da UFPE a campanha de Anísio Brasileiro ia de mal a pior, e preocupado com isso, fez uma carta (imagem acima) dizendo:
“Posicionamento contrário à MP 520 e defesa da ampliação do quadro de servidores do HC por meio de concurso público”.
Manutenção do caráter público do HC e Escolha dos dirigentes do HC a partir de consulta à comunidade.
Mais direto do que isso, impossível.
Pois bem…passada a eleição, já com quase metade de sua gestão, Anísio Brasileiro não apenas manteve o antigo Diretor, como preparou o caminho para esta entrega do patrimônio público.
E como isto está sendo feito?
Com a receita de sempre: sucateando até não poder mais.
Só temos duas opções para o que está acontecendo: incompetência em mais alto grau ou descompromisso absoluto com a verdade.
Veja que em 2007 o site PE360 graus já falava dos elevadores quebrados do HC.
Já em 2012, o Diretor do HC dava uma desculpa para os elevadores que continuavam quebrados: a falta de peças. Na semana passada, em uma entrevista vergonhosa o mesmo Diretor confessou que nem a licitação ainda estava pronta pois faltava um engenheiro no hospital.
Veja bem….passaram-se 6 anos e nada dos elevadores funcionarem.
Não estamos falando de um problema de outro mundo, apenas do conserto de meia dúzia de elevadores.
Na entrevista do Diretor do HC, George Telles, é possível perceber a real intenção da Reitoria: sucatear para privatizar. E para isso passa-se por cima de um compromisso de campanha, que foi assumido e apresentado à comunidade da UFPE.
E a Administração Central ainda chama de não democráticos os que cobram uma inverdade dita durante a campanha para ganhar votos.
Se quer mudar o que está escrito, que se convoque um plebiscito junto à comunidade, já que não foi eleito para isso. Não há legitimidade em praticar uma mentira.
Para termos uma ideia do tamanho da incompetência gerencial da Reitoria da UFPE, basta saber que a Universidade Federal de Pernambuco apresentou volume de investimentos, nos dois últimos anos, mais do que a Prefeitura do Recife para cuidar de toda a cidade. O orçamento é maior do que a Prefeitura de Jaboatão. Em resumo, o orçamento é de R$ 1,1 bilhão.
E o que se vê?
Salas de aula em péssima condição, restaurante universitário com fila quilométrica, elevadores quebrados em todos os prédios e um campus mal cuidado.
Após quase metade da gestão de Anísio, qualquer um na Universidade é incapaz de falar de algo que foi feito, a não ser os quase 400 cargos de confiança espalhados pela UFPE, cujo contracheque faz perder qualquer tipo de capacidade crítica. Esta parte da comunidade universitária ainda não percebeu que esta gestão desastrosa está envergonhando a imagem da Universidade.
O que está acontecendo na UFPE é uma mistura de politicagem com descompromisso, e não dá mais para ficar calado.
Para satisfazer aos amigos petistas, entrega-se o hospital universitário como se fosse um estorvo.
É uma vergonha.
* AUTOR: Pierre Lucena editor do Blog acertodecontas
EU NÃO TROCO MEU OXENTE
Esse tal de rocambole
Esfirra, nissin, miojo
Quer-me ver cuspir com nojo
Ofereça-me um rizole
Prefiro uma fruta mole
Beliscada do vem-vem
Feijão de corda xerem
Canjica com leite quente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém
Tomar wisky importado
Na taça pra ser bacana
Sou mais um gole de cana
Num caneco enferrujado
Não sou muito refinado
Nem tenho inveja também
Druris conhaque almadem
Prefiro minha aguardente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém
Esses verbetes do inglês
Que usam no dia a dia
Não me trazem simpatia
Estragam meu português
Vou ser sincero a vocês
Sou muito mais meu quinem
Adonde, prumode, eim?
Acho mais inteligente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém
Eu não falo RED BULL
Prefiro touro vermelho
MIRROR pra mim é espelho
BLUE BIRD pássaro azul
Bonito e não BEAUTIFUL
Falo dez em vez de TEN
BABY pra mim é neném
E HOT pra mim é quente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém
Não gosto de pancadão
Nem de RAP improvisado
HIP HOP pé quebrado
Sem métrica e sem oração
Sou muito mais gonzagão
No forro do xem nhem, nhem
Gosto de aboio e também
De um baião de repente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém
Não troco o meu “oxente” pelo “ok” de ninguém!
Ariano Suassuna
23 de abril de 2013
Departamento de Tireoide da SBEM divulga comunicado sobre a decisão da ANVISA de diminuir a concentração de iodo no sal de cozinha comercializado no Brasil. A medida pode trazer consequências para à população de gestantes e seus bebês.
Segundo a presidente do Departamento de Tireoide, a principal crítica sobre a decisão da Anvisa é a falta de embasamento científico para a adoção destas medidas. “Consideramos uma atitude surpreendente e precipitada”. Ela explica que não houve uma discussão adequada com os especialistas da Sociedade.
Ela explica que a Sociedade não foi chamada para discutir seriamente sobre o assunto.
“O erro está no consumo em excesso de ingestão de sal e não no iodo que está contido nele. A alegação das autoridades é a existência de pesquisas, que mostram um consumo excessivo de iodo pela população, porém os números finais desta pesquisa, se é que ela está finalizada, não foram divulgados”. A endocrinologista explica que ao colocar na balança o número de problemas relativos à deficiência de iodo em relação ao excesso, observa-se que a deficiência é gravíssima, incontestável e reconhecida, com consequências para o desenvolvimento social do país. “Já em relação ao excesso não existem pesquisas suficientes para comprovar que a nossa população esteja sofrendo algum malefício “.
O Departamento de Tireoide da SBEM Alerta para o Perigo de Diminuir o Teor de Iodo do Sal
O iodo vem sendo adicionado ao sal de cozinha no Brasil desde 1953, como medida de erradicação do bócio endêmico. Tal medida é defendida em todo mundo pela Organização Mundial da Saúde e pelo ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders) e é uma das mais eficazes para combater este verdadeiro flagelo da humanidade que é o cretinismo, o retardo mental endêmico causado pela falta de iodo intrauterina.
O Brasil sofreu de carência de iodo na alimentação de sua população por séculos. Cidades e regiões inteiras eram conhecidas pelo fato de seus habitantes apresentarem “papo” e suas crianças serem “lerdas”, algumas com severa deficiência mental.
A falta de iodo tem efeitos graves em várias fases da vida, como resume a tabela abaixo:
Feto – Aborto/Natimorto
Anomalias congênitas
Aumento da mortalidade peri-natal
Cretinismo endêmico
Surdo-mudez
Neonato Bócio Neonatal
Hipotiroidismo neonatal
Retardo mental endêmico
Aumento da suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
Crianças e
Adolescentes - Bócio
Hipotiroidismo
Diminuição da função mental
Retardo do desenvolvimento físico
Aumento da suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
Adulto Bócio
Hipotiroidismo
Diminuição da função mental
Aumento da suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear.
LEIA A ÍNTEGRA:
http://www.tireoide.org.br/reducao-de-iodo-no-sal/
* Fonte: Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
“São Paulo não está cara, está safada.” A frase, postada na rede social Facebook, resume uma percepção que vem ganhando força entre moradores de grandes capitais brasileiras – a de que a atual alta de preços de alguns bens e serviços tem sido alimentada pelo que é descrito como “abuso” ou “oportunismo” inflacionário.
Foi essa a percepção que motivou um grupo de amigos a criar o site Boicota SP, propondo a denúncia e boicote dos estabelecimentos comerciais que “cobram demais e entregam de menos”. “Percebemos que estávamos pagando o dobro do que há um ano para ir aos mesmos bares e restaurantes, e o sucesso da iniciativa parece mostrar que não fomos os únicos a nos indignar com esse tipo de situação”, disse à BBC Brasil o publicitário Danilo Corci, um dos criadores do site.
Entre as denúncias dos consumidores há lugares que cobrariam R$ 12 por uma água mineral ou mais de R$ 40 por um milk shake, ingressos de shows a R$ 2 mil e um restaurante que teria aumentado em 40% seus preços da noite para o dia.
Em pouco mais de uma semana, o Boicota SP recebeu dezenas de contribuições, além de conquistar mais de 30 mil fãs no Facebook. E a iniciativa não parece ser um caso isolado de indignação anti-inflacionária.
No Rio, associações de moradores e consumidores já vêm manifestando há algum tempo a preocupação com a alta “exagerada” dos preços de itens como aluguel e alimentação em função da Copa e Olimpíada.
LEIA A ÍNTEGRA:
Inflação: quando há abuso no reajuste de preços?
Entenda por que a inflação preocupa no Brasil
22 de abril de 2013
Café: compra de equipamentos garante benefícios à população e movimenta economia
A presidenta Dilma Rousseff explicou, no programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (22), a importância e como é feita a entrega de máquinas e equipamentos para municípios com até 50 mil habitantes, além de ônibus escolares e ambulâncias. Segundo Dilma, o governo faz muitas compras porque precisa oferecer bons serviços para a população. Ela ainda destacou o uso do poder de compra para gerar empregos e renda no Brasil.
Somente em retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba foram investidos, até agora, R$ 8 bilhões. Com os equipamentos, os prefeitos poderão, por exemplo, melhorar estradas vicinais, fazer drenagem ou construir uma pequena barragem. Para Dilma, com as aquisições são garantidos benefícios para população, movimentando a economia e criando renda e oportunidade.
“Nós contrataremos, ao todo, 4.962 de cada uma dessas máquinas. Um dos nossos objetivos é ajudar as prefeituras a manter as estradas vicinais em boas condições, principalmente, porque por elas passa uma parte importante da agricultura familiar brasileira e da agricultura comercial. Passa aquilo que está na nossa mesa. Além disso, por essas estradas vicinais, passam também os ônibus escolares, as ambulâncias do SAMU”, afirmou.
A presidenta ainda lembrou que os municípios que sofrem com os efeitos da pior ser seca dos últimos 50 anos também receberão, além de retroescavadeiras e motoniveladoras, caminhão-pipa e uma pá-carregadeira. Assim, os prefeitos poderão levar água para população e recuperar mais rapidamente açudes e barreiros. Segundo Dilma, só na aquisição de equipamentos para a região foram investidos R$ 5 bilhões.
“Essa iniciativa faz parte de um conjunto de ações do governo federal em parceria com os municípios para enfrentar a pior seca dos últimos 50 anos. (…) Juntando todas as máquinas que nós compramos para recuperar as estradas vicinais e as novas compras de máquinas que estamos fazendo para a região da seca e os municípios da Sudene em situação de emergência, chegamos a um investimento em torno de R$ 5 bilhões”, disse.
LEIA A ÍNTEGRA:
* Fonte: Blog do Planalto
Uma nova estratégia de “atração de cérebros” poderá trazer cerca de 6 milhões de profissionais estrangeiros para o Brasil nos próximos anos, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo.
Com o auxílio de grupos de especialistas e consultorias de mercado, a secretaria quer desenvolver uma política de atração de profissionais – o número, no entanto, não inclui imigrantes de baixa qualificação e, sim, profissionais altamente qualificados que possam atender a demanda atual da economia brasileira.
“Imigrantes qualificados são o foco do esforço. Não é uma política geral de imigração, é uma estratégia de atração de cérebros.“, disse o ministro-chefe interino da SAE Marcelo Neri à BBC Brasil. A proposta deve chegar à presidente Dilma Roussef nos próximos 40 dias.
Neri afirmou que a estimativa de 6 milhões foi feita considerando levantamentos de uma comissão de especialistas e de pesquisas com as empresas e o público em geral.
Segundo Neri, o Brasil é um dos países com a menor proporção de imigrantes na população, o que reflete “um fechamento do país ao fluxo de pessoas”. Os estrangeiros representam hoje 0,2% da população. Com a adição de seis milhões nos próximos anos, este percentual subiria para cerca de 3%.
“O Brasil é muito fechado para imigrantes, mesmo em relação à América Latina que já não é tão aberta para estrangeiros.”
Para Neri, esse “fechamento” deve ser revertido para responder à demanda crescente por profissionais altamente qualificados, especialmente na áreas de engenharia e saúde.
No entanto, sindicatos nacionais temem que trazer mão de obra de fora prejudique a força de trabalho doméstica – que, de acordo com eles, é suficiente em termos numéricos, mas precisa de valorização e melhor qualificação.
Visto rápido e mais seleção
A estratégia mais bem cotada pela SAE para atrair profissionais para o Brasil é a adoção do sistema de pontos, utilizado por países como Austrália, Canadá e Grã-Bretanha.
O sistema confere quantidades diferentes de pontos às respostas do potencial imigrante em um questionário.
André Luiz Sacconato, analista da Brain, diz que o sistema pode ser uma opção beneficie empresas e proteja o trabalhador brasileiro de uma “invasão” de profissionais…
LEIA A ÍNTEGRA:
Brasil precisa de 6 milhões de profissionais estrangeiro…
*Fonte: BbcBrasil

Sem água, canal feito pelo Exército entre os municípios de Floresta e Sertânia é declarado ‘pronto’(Foto CassioCLima)
Se o Brasil fizesse algum sentido, o governo estaria envergonhado por não ter cumprido os compromissos que assumiu em relação à transposição do Rio São Francisco. Como o país desobrigou-se de fazer sentido há muito tempo, o governo apenas renova as promessas aos sertanejos, agora submetidos à mais severa seca dos últimos 50 anos. Um pedido de desculpas? Nem pensar.
Na última sexta-feira (20), senadores da comissão especial constituída no Senado para acompanhar as obras da transposição fizeram a segunda visita ao empreendimento em menos de dois meses. Dessa vez, sobrevoaram o Eixo Leste. Acompanhados do ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), estiveram em duas cidades pernambucanas (Floresta e Sertânia) e uma paraibana (Monteiro).
Nesse trecho, o único pedaço com cara de coisa pronta é um canal feito pelo Exército. Cerca de 5,5 quilômetros. Vai escoar água retirada do lago da barragem de Itaparica. Por ora, nem sinal dos equipamentos necessários ao bombeamento da água. De resto, os senadores visitaram um canteiro reativado, e testemunharam a paralisia em outros. Na território paraibano nem obra há. A licitação deve ser feita em uma semana.
As fotos que ilustram esse texto foram tiradas pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Ele utilizou a câmera do celular. Impressionou-se com “os trechos abandonados” que observou ao longo do percurso: “A obra está toda picotada.” Além de Cássio, integravam o comboio: Vital do Rêgo (PMDB-PB) e Humberto Campos (PT-PE) –respectivamente presidente e relator da comissão—, e Cícero Lucena (PSDB-PB).
O ministro Bezerra reiterou que a transposição estará pronta em fins de 2015, primeiro ano do próximo governo. É o terceiro calendário. Lula prometera entregar uma parte da obra em 2010. Nada. Empurrara para 2012, já sob Dilma. Necas. Nesse intervalo, a única coisa que evoluiu rapidamente foi o custo. Ministra, Dilma avalizara um orçamento de R$ 4,8 bilhões. Presidente, ela convive com previsões que jogam o orçamento da obra para R$ 8,4 bilhões.
Numa explicação cândida, Bezerra justifica o atraso invocando a má qualidade dos projetos. Eram projetos básicos, não executivos, diz o apadrinhado de Eduardo Campos (PSB). De resto, havia terrenos por desapropriar e licenças ambientais por obter. Dilma talvez devesse imitar Lula e redigir uma carta aos brasileiros. O texto diria algo assim:
Sertanejos e sertanejas, não é preciso dizer que estamos envergonhadíssimos porque não cumprimos nenhuma das nossas promessas. Sei que vocês ficaram aborrecidos conosco. E com razão. Peço que suportem a seca, aceitem a nossa explicação técnica –“O Brasil é assim mesmo”— e deem um crédito de confiança ao doutor Bezerra, esse afilhado do nosso querido Eduardo Campos.
É verdade que, como mãe do PAC, eu autorizei o início das obras a partir de ‘projetos básicos’, um eufemismo para falta de planejamento. Claro que isso não reflete, em absoluto, o nosso modo de agir. Apenas nós precisávamos ter o que apresentar na propaganda de 2010. Agora estamos jogando a inauguração para 2015. Dessa vez é pra valer. Mesmo.
Se vocês me reelegerem juro que inauguramos a obra. Por tudo o que é mais sagrado. Que caiam o bigode do Sarney, a empáfia do FHC e a inflação se nós estivermos mentindo. Com amor de mãe, Dilma.”
*Fonte: blogdojosias

Patrimônio cultural a Banda Santa Cecília em evento regional no ano de 1957, soba a batuta do maestro Ulisses Lima.
Com a abertura dos portos às nações amigas pelo Príncipe Dom João, em 1808, o Recife, que segundo Henry Koster possuía uma população de cerca de 5 mil habitantes, veio a se tornar o porto de maior movimento comercial da colônia, chegando a exportar no ano seguinte 12.801 caixas de açúcar. Os altos preços obtidos por este produto, que em 1817 atingiu a quantia de 17 francos a arroba, e pelo algodão, “então com um aumento de 500 por cento”, fez surgir na província grandes fortunas e um maior intercâmbio com os Estados Unidos e a Europa.
É desta época o aparecimento dos primeiros pianos em Pernambuco, segundo depreende-se de depoimentos de viajantes, dentre os quais o próprio Henry Koster que conta ter dançado em Olinda, precisamente numa noite de agosto de 1810, ao som de um piano na casa de um padre professor do Seminário de Olinda: “Dançamos ao som do piano, tocado por um dos professores [de música?] com tal bom humor que só se deteve quando os próprios dançarinos lhe pediram para parar” (¹) Anotou ainda, o mesmo autor, a existência de um piano no conjunto musical que animava o novenário da festa de Nossa Senhora da Saúde do Poço da Panela (Recife), em janeiro de 1810: Consistia num piano, tocado pela senhora de um negociante, numa viola e nalguns instrumentos de sopro tocados por pessoas respeitáveis.
A música vocal foi executada pelas mesmas pessoas, auxiliados por alguns mulatos escravos da senhora. Fiquei um tanto surpreendido pelo tom de danças e de marchas fortuitamente introduzido nessas composições. “No dia da festa vieram músicos profissionais e à noite queimaram um fogo-de-vista”. Surgia assim uma sociedade com gostos musicais, não só nas casas de famílias da cidade como nos engenhos de açúcar, onde o mesmo autor confirma a presença de uma espécie de banda de música composta por escravos executantes de charamelas, gaitas de foles e outros instrumentos, que tocava à mesa e nos divertimentos da família. Muito embora a confirmação da existência de bandas militares na segunda metade do século XVIII, em Pernambuco, essas corporações vieram a gozar de mais prestigio, no Brasil, a partir da chegada do Príncipe D. João com a corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, segundo observa o historiador José Ramos Tinhorão (²) : Na verdade quando o Príncipe Regente desembarcou no dia 6 de março de 1808, no Rio de Janeiro, vindo da Bahia, o cronista Luiz Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca – que relataria todos os lances da chegada em sua Memória para servir à História do Brasil – não encontrou bandas para citar, declarando apenas ter ouvido “alegres repiques de sinos, e os sons dos tambores, e dos instrumentos músicos, misturados com o estrondo das salvas, estépidos de foguetes e aplausos do povo”.
A existência de uma banda naquele dia festivo não teria escapado ao minucioso Padre Perereca, pois, dez anos mais tarde, em 1818, quando o mesmo Príncipe D. João foi aclamado Rei com o título de D. João VI, não esqueceria de anotar a presença de “uma numerosa banda de música dos regimentos da guarnição da Corte”. Assunto que voltava adiante, ao descrever o desfile militar realizado na ocasião: “outra banda de música fechava esta cavalgata, após a qual se seguia uma companhia de cavalaria da Real Guarda da Polícia, comandada por um capitão e dois subalternos, igualmente em grande uniforme”. Enquanto o Rio de Janeiro não apresentava uma banda musical por ocasião da chegada da família real, em 1808, em Pernambuco todos os regimentos militares, sediados no Recife e em Olinda, possuíam seus grupamentos de músicos.
Em 1817 o Governo Provisório da República de Pernambuco, proclamada em 6 de março daquele ano, “atribuía uma gratificação de cinquenta réis diários, sobre o soldo de cem réis de soldado infante que percebiam os da banda dos corpos de linha”. (³) Essas mesmas bandas, quando das execuções por enforcamento ou espingardeamento dos patriotas, envolvidos naquele movimento revolucionário de caráter republicano, acompanhava os hinos realistas e os cânticos de regozijo pela morte daqueles mártires da pátria. Ainda naquele ano, por ocasião do embarque de 800 soldados republicanos, enviados aos cárceres da Bahia, essas mesmas bandas acompanharam o cortejo do forte das Cinco Pontas ao porto do Recife. A estada da família real portuguesa no Rio de Janeiro, porém, tornou rotineiros os concertos realizados pelas bandas militares, como por ocasião da cerimônia do beija-mão (audiência) do Príncipe D. João, “todas às noites entre oito e nove horas, exceção feita dos domingos e dias santificados” (4) . É desta época a presença no Rio de Janeiro da banda alemã, trazida da Áustria na comitiva da princesa Carolina Josepha Leopoldina, filha do imperador Francisco II, da Alemanha e da Áustria, quando do seu casamento com o Príncipe D. Pedro em 1817. Herdeiro trono português, o príncipe veio a ser o primeiro imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I, e Rei de Portugal, com o título de D. Pedro IV. Sobre aquele tal cenário, é de Oliveira Lima o comentário(5) : A inclinação musical não era só poderosa no Brasil entre a gente de educação: ela denunciava-se, sem artifícios nem preparos na característica e espontânea música popular.

Filarmônica São Sebastião de Belo Jardim, desfilando garbosamente na Festa de 20 de janeiro de 1959.(Maestro José Vieira).
O que faltava era apenas escola. Ao próprio padre José Maurício e a outros talentos brasileiros do gênero foi muito útil, ao que se afirma, o influxo da banda alemã que ficou com a princesa real e ajudou a formar entre nós o bom gosto e o estilo musicais, determinando a prática inteligente e sábia sem a qual se extraviam numerosas vocações profissionais.
Os primórdios das bandas militares em Pernambuco nos é revelado por Pereira da Costa(6), ao transcrever trecho do ofício do brigadeiro José Correia de Melo, comandante das Armas da Província, datado de 15 de novembro de 1822, dirigido à Junta do Governo informando a pretensão de Francisco Januário Tenório, “pernambucano, músico e compositor de merecimento”, primeiro mestre de banda de música que se tem notícia: Assentou praça em 27 de maio de 1793 no Regimento de Olinda, onde organizou e ensaiou uma classe de música, que compôs a banda do Regimento e depois organizou uma outra para o Regimento de Artilharia.
Em 1810 passou por contrato e praça a mestre da Banda do Regimento do Recife e serviu até 1817. Neste ano foi nomeado, pelo general Luís do Rego, mestre da música da Divisão que com ele viera do Rio de Janeiro, mediante a gratificação mensal de 24$000 [vinte e quatro mil réis]. Por ordem do mesmo general, organizou as músicas do 1º e do 2º Batalhões de Milícias de segunda linha, ensinando e compondo músicas para as mesmas bandas, e depois passou a servir no 3º Batalhão de Caçadores, incumbido de igual trabalho, assim como no 2º , em idênticas condições.
Em 1821 obteve baixa, mas no ano seguinte, por não haver outro músico na província que pudesse tomar sobre si a tarefa de ensinar, organizar e compor para todos os corpos as marchas e mais músicas necessárias para as bandas dos mesmos corpos assentou praça de novo no 2º Batalhão de Caçadores, mediante a gratificação de 11$000 [onze mil réis] além do soldo de 290 réis; mas sendo mudado o comandante, viu-se somente com o soldo de 100 réis, pelo que deu a sua demissão. Segundo a mesma fonte, o peticionário requeria, “em atenção aos seus serviços, que lhe mandasse dar praça em qualquer corpo com a antiga gratificação de 24$000 e o soldo conveniente, assim como o lugar de Mestre Geral de todas as Músicas [bandas militares] da Província”. Sobre o requerimento do mestre Francisco Januário Tenório, acrescenta Pereira da Costa: “cremos, porém que o seu requerimento não foi encaminhado para a Corte, porquanto o encontramos na Secretaria do Governo junto ao referido ofício de informação do general Comandante das Armas, em que diz ainda – “ser verdade tudo o que o suplicante alega, e muito digno da graça requerida”. O padre Jaime Cavalcanti Diniz, autor de vários trabalhos sobre a História da Música no Brasil, no terceiro tomo de sua obra Músicos pernambucanos do passado (7), traz preciosos informes sobre este primeiro mestre das bandas militares em Pernambuco. Informa que Francisco Januário Tenório ingressou na Irmandade de Santa Cecília da Vila do Recife, fundada em 1789 na igreja de São Pedro dos Clérigos, sodalício que congregava os músicos profissionais, em seis de novembro de 1793, sendo eleito mordomo no ano seguinte e participado por anos seguidos da mesa regedora. Até 1830 estava em atividade, como escrivão daquela irmandade, devendo ter falecido entre 1831 e 1837. Entre 1818-19 compôs uma Missa Solene para a Irmandade de São Pedro dos Clérigos do Recife, recebendo por seu trabalho a quantia de 12$800 [doze mil e oitocentos réis], segundo recibo por ele assinado e datado de 12 de junho de 1819. A ele é suposta a autoria de um Tratado de Contraponto, hoje desaparecido, atribuindo o padre Jaime Diniz a hipótese de ele ter sido aluno de Luiz Álvares Pinto (1719-1789), grande mestre da música, autor da peça erudita Te Deum Laudamus e do manuscrito Arte de Solfejar (1761); cuja primeira edição foi publicada pelo autor destas notas em 1977. A banda marcial montada em Pernambuco data de 1822, quando aqui se encontravam sediadas duas companhias de cavalaria com as suas respectivas fanfarras. Em 1824, por portaria de 30 de abril, ordenou o Governo da Província à Junta da Fazenda a importação da França de dois instrumentais completos para as bandas militares e uma coleção de partituras, para inclusão nos respectivos repertórios. Nas oficinas do Arsenal de Guerra e do Trem Militar instalaram-se, por esta época, oficinas de conserto de instrumentos musicais.
Bibliografia:
1) KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil.. Tradução de Luís da Câmara Cascudo. Recife: SEC; Departamento de Cultura, 1978. (Coleção Pernambucana, 1ª fase; v. 17) il. p. 49. 2) TINHORÃO, José Ramos. História social da música popular brasileira. p. 139-140. Lisboa: Editorial Caminho, 1990. 328 p. 3) COSTA, F. A. Pereira da. Anais Pernambucanos op. cit. v. 7 p. 121. 4) LIMA, Manoel de Oliveira. D. João VI no Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996. p. 614. 5) LIMA, Manoel de Oliveira. D. João VI no Brasil. op. cit. 6) COSTA, F. A. Pereira da. Anais Pernambucanos. v. 7 p. 121. op. cit. 7) DINIZ, Jaime Cavalcanti Diniz. Músicos pernambucanos do passado . 3 v. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1979.p. 48-51.
*Autor: Leonardo Dantas / Postado originalmente no bestafubana.
21 de abril de 2013
Fundo Partidário
As campanhas eleitorais brasileiras custam os olhos da cara, mas isso não tira o sono dos candidatos e seus partidos. Eles gastam literalmente o que têm e o que não têm, principalmente para pagar os publicitários e marqueteiros incumbidos, a peso de ouro, de mostrá-los ao eleitorado sob o ângulo mais favorável – uma proeza e tanto, em muitos casos, sendo o que é a qualidade da clientela para quem trabalham. Os políticos vão em frente na gastança porque sabem que as milionárias dívidas acumuladas na temporada de caça ao voto – cobertas apenas em parte pelas doações declaradas de grandes empresas e pelo recebimento de “recursos não contabilizados” do caixa 2 – serão saldadas, mais dia, menos dias, pelo desvalido contribuinte.
A gazua que lhes dá acesso aos cofres públicos para onde são carreados os impostos cobrados da população atende pelo nome de Fundo Partidário, que merecia ser chamado, isto sim, fundo perdulário. Em nome do fortalecimento do pluripartidarismo – portanto, da democracia e da promoção da igualdade de oportunidades eleitorais entre as siglas -, no período de 10 anos até 2012, o Estado nacional transferiu-lhe aproximadamente R$ 2 bilhões. Da dinheirama, 95% são distribuídos proporcionalmente à votação recebida pelas diversas legendas para a Câmara dos Deputados a cada pleito. O restante é rateado em partes iguais. Além disso, sempre que um partido aparece em rede nacional obrigatória de rádio e TV, o governo recompensa as emissoras pela publicidade comercial perdida no período, isentando-as do pagamento de impostos. No ano eleitoral de 2012, a renúncia fiscal chegou a R$ 606 milhões, apurou o repórter Daniel Bramatti, do Estado.
O maná do Fundo Partidário – reajustado com base na inflação e no crescimento do eleitorado – não sacia, porém, a fome da tigrada. Tanto que, nos dois últimos anos, ao tramitar no Congresso o Orçamento da União, deputados e senadores aprovaram um adicional de R$ 100 milhões ao total já corrigido. Vão repetir a dose agora em 2013, elevando o montante a R$ 293,7 milhões. Os políticos dizem abertamente que as campanhas estão cada vez mais caras, logo maiores as dívidas – e o País que arque com a dolorosa. Em dezembro, um membro da Comissão Mista de Orçamento, o deputado pernambucano Paulo Rubem Santiago, cometeu a imprudência de se opor à nova sangria. “Me olharam com cara de metralhadora”, lembra. E, obviamente, a objeção de nada adiantou.
LEIA A ÍNTEGRA:
*Fonte: Contabilidade Financeira
20 de abril de 2013
LOUVAÇÃO A PESQUEIRA
TODOS CANTAM A SUA TERRA
TAMBÉM VOU CANTAR A MINHA
ERGUIDA AO SOPÉ DA SERRA
COM AS BÊNÇÃOS DA MÃE RAINHA
TEM UM BELO AMANHECER
PRESENTE DA NATUREZA
À NOITE, DÁ GOSTO VER
SUA INVULGAR BELEZA
É DOCE AO RECEBER
AMÁVEL NO ABRAÇAR
POETA QUERIA SER
PARA EM VERSOS LHE EXALTAR
COM O SEU SEMBLANTE MATERNO
E UM CLIMA ACOLHEDOR
SEJA VERÃO OU INVERNO
ESPALHA UM MANTO DE AMOR
TEM UM BONITO CRUZEIRO
E DO LADO, UMA CAPELA
FEITA PARA O ROMEIRO
REZAR E ACENDER VELA
POSSUI RUAS LADEIROSAS
E PRAÇAS ACONCHEGANTES
ONDE A LUA CAPRICHOSA
INSPIRA POETAS CANTANTES
SUAS IGREJAS ANTIGAS
CONGREGAM OS FILHOS SEUS
PARA ENTOAREM CANTIGAS
E MIL LOUVORES A DEUS
FIZ DO VIOLÃO, UM TERÇO
DOS VERSOS UMA ORAÇÃO
PRA DIZER DO MEU APREÇO
DO FUNDO DO CORAÇÃO
VOCÊ NÃO É A MAIOR
NEM SEGUNDA, NEM PRIMEIRA
É SIMPLESMENTE A MELHOR
É MINHA TERRA, É PESQUEIRA.
Autor: Walter Jorge de Freitas
As eleições presidenciais do próximo ano já estão nas ruas. Não serão as únicas. Haverá também eleições de deputados e senadores. Estas ainda estão, algo tímidas, nas calçadas. Mas se o único dever dos congressistas é manter o voto de seus eleitores, a hora está chegando.
Qualquer pesquisa eleitoral aponta os temas importantes para os eleitores, além de emprego e salário: saúde, segurança e educação. O quê o deputado e o senador fizeram para melhorar os direitos a saúde? Ou os direitos do paciente? Ou a eficiência dos hospitais? Ou o preço dos remédios? Isto conta.
O Senador Magno Malta, do PR/ES, está para instalar uma CPI do Direito Humano à Saúde, inicialmente chamada de Erro Médico, no Senado, nos próximos dias. Só falta o PSDB indicar seu representante.
Erro médico não é necessariamente erro do médico. É do hospital. É da enfermeira. É do atendimento. Difícil encontrar uma família no Brasil que não tenha uma história para contar. Não de erro fatal, mas de descuido, despreparo, desatenção, pouco profissionalismo. Que por menores que sejam causam impacto decisivo nos pacientes e suas famílias.
LEIA A ÍNTEGRA:
CPI da Saúde, por Joaquim Falcão
*Fonte: blogdonoblat
19 de abril de 2013
HOSPITAL ADQUIRE NOVOS EQUIPAMENTOS
O Hospital João XXIII acaba de receber alguns novos equipamentos para ampliar o atendimento ao público. Segundo informa o o diretor da unidade Wilker Victor, o investimento é da ordem de R$ 70.000 (setenta mil reais), com recursos próprios e visa melhorar o atendimento de emergência.
SALA DE ESTABILIZAÇÃO
A maior parte do equipamento atenderá a demanda na nova Sala de Estabilização que funcionará na Emergência. Um aparelho Cardioversor, mais um Ventilador Mecânico e Bomba de Fusão. Hoje, existe um equipamento de reanimação desfibrilador no Posto de Atendimento Médico da Rua Major Sátiro, além de um equipamento de Eletrocardiograma.
Outras ações atendem a pediatria, a sala de parto e as enfermarias. houve aquisição de novas camas e colchões e bercinhos para as parturientes.
Afora esse investimento, o diretor geral Wilker, informa que a aquisição de um Aparelho de Raio X está previsto para 2014, tempo suficiente para que a unidade hospitalar possua uma Sala Baritada, necessária para o funcionamento do equipamento.
Tudo isso vem partindo do pressuposto de que “nada substitui o profissional de saúde. Ele é o agente principal do nosso trabalho e, consequentemente, o desejo de que ofertemos um atendimento célere e embasado nos princípios de respeito absoluto aos pacientes que nos procuram”, disse o diretor Wilker Victor.
O diretor fez questão de salientar um apoio do secretário de saúde do município – Pedro Marinho que como médico e como gestor público tem sido elemento importante nesse nova administração da saúde em Sanharó. E arrematou que o prefeito Fernando Fernandes tem mantido um link permanente, sempre atento ao dia a dia da unidade João XXIII.
Dom Pablito
Editor
Resumo de decisão do mensalão reforça entendimento de que parlamentares devem deixar o cargo; questão é polêmica porque políticos entendem que decisão é do Congresso
O resumo do acórdão do julgamento do mensalão divulgado nesta sexta-feira, 19, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) reafirma a perda automática dos mandatos dos deputados federais condenados no processo. A questão tem gerado polêmica desde o ano passado após as penas de prisão terem sido impostas aos deputados federais José Genoíno (SP), então presidente do PT na época do esquema, João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), ex-presidente do PL.
O presidente da Câmara na época do julgamento, o petista Marco Maia (RS), sustentava que a decisão sobre a perda de mandato dos parlamentares seria prerrogativa da Casa Legislativa. O atual presidente, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), tem dado declarações ambíguas, dizendo ora que cabe à Câmara dar a “palavra final” ora ela vai apenas cumprir as “formalidades legais” da decisão. As perdas de mandatos só serão efetuadas assim que forem esgotados todos os recursos do processo, o chamado trânsito em julgado.
Na decisão publicada nesta sexta-feira, 19, um resumo das 53 sessões do julgamento, a Corte ressalta que o Supremo recebeu da Constituição Federal de 1988 competência para processar e julgar criminalmente parlamentares federais acusados de práticas de infrações penais. Como consequência, destaca o documento, cabe ao STF a aplicação das penas previstas em lei, em caso de condenação.
“A perda do mandato eletivo é uma pena acessória da pena principal (privativa de liberdade ou restritiva de direitos), e deve ser decretada pelo órgão que exerce a função jurisdicional, como um dos efeitos da condenação, quando presentes os requisitos legais para tanto“, diz o acórdão.
O documento também destaca que não cabe ao Congresso deliberar sobre aspectos da decisão condenatória criminal determinada pelo Poder Judiciário. “A Constituição não submete a decisão do Poder Judiciário à complementação por ato de qualquer outro órgão ou Poder da República”, ressalta. Segundo ele, ao Poder Legislativo “cabe, apenas, dar fiel execução à decisão da Justiça e declarar a perda do mandato”, de acordo com a sentença judicial.
Nesta semana, o STF decidiu ampliar o prazo para a defesa dos réus recorrer da sentença. A partir de terça-feira, 23, os advogados terão dez dias para preparar os recursos. O prazo termina no dia 2 de maio. O prazo só começa a contar na terça-feira, 23, porque o acórdão completo só será publicado na segunda-feira no Diário da Justiça, etapa necessária para a efetiva contagem do prazo. O julgamento condenou 25 réus.
LEIA MAIS:
Supremo publica acórdão com resumo de decisão do mensalão
*Fonte: Estadão
Sobe para 2.395 número de Ongs proibidas de conveniar com o Governo Federal
A Controladoria-Geral da União (CGU) acaba de incluir mais 621 organizações não-governamentais (Ong) no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim). Com isso, sobe para 2.395 o número de entidades proibidas de firmar novos convênios com o governo federal por não terem prestado contas regularmente de recursos federais que já receberam.
Ao todo, chega a 3.922 a quantidade de convênios firmados com essas entidades. As Ongs incluídas no Cepim são alvo de uma Tomada de Contas Especial, que vai quantificar os prejuízos a que deram causa para efeito de ressarcimento aos cofres públicos.
Criado em março de 2012, em obediência ao Decreto Presidencial nº 7.592, da presidenta Dilma Rousseff, o Cepim está hospedado no Portal da Transparência, mantido pela CGU. A inclusão de novas ONGs à lista é resultado da análise permanente que vem sendo feita pelos diversos ministérios quanto à regularidade na execução de seus convênios com entidades privadas sem fins lucrativos, refletindo agora publicamente informações antes incluídas apenas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que não é acessível ao público.
Clique aqui para acessar o cadastro.
* Fonte: Assessoria de Comunicação Social
As lágrimas também podem ser
a expressão de uma imenso contentamento.
E sendo assim, é doce senti-las rolar…
Os fatos da vida que mais me sensibilizam são as manifestações de afeto extravasadas sem pudor, sem camuflagem, com muita sinceridade!
Fui agraciada na noite de 07 de março próximo passado por uma dessas passagens protagonizada por um jovem profissional (Dr. Júlio César Araújo de Macedo – cirurgião-dentista) que inaugurando moderno consultório – Praça Jurandir Brito de Freitas Nº30, Centro /Pesqueira – na presença de amigos e familiares nos presenteia com lágrimas e palavras semi-sufocadas pela emoção.
Foram palavras de agradecimento dirigidas a todos àqueles que o ajudaram a concretizar mais esse projeto em sua carreira. Discorrendo do hoje para o ontem focaliza as pessoas que estiveram caminhando ao seu lado nesta conquista: profissionais da arquitetura e obras que trabalharam na reforma do novo consultório; amigos e parentes que se fizeram presentes de diversas formas – destaque para os irmãos (Mauricinho e Daniela) a namorada, a também odontóloga , Dra. Gilliene Costa; professores que o encaminharam para as descobertas do conhecimento técnico; chegando enfim, aos parceiros de todos os tempos: Fábio Lins Macedo e Sueli, seus pais. Os avós( Ilídio Araújo –in memoriam e Gilda / Júlio Lins( in memoriam) e Mª Lourdes também foram lembrados com muito carinho.
Dr. Júlio César falou em seu discurso que escolheu a terra natal, Pesqueira, para exercer com muito compromisso a profissão.
Desejo que sua trajetória pessoal e profissional, já vitoriosa, seja de muito sucesso.
* Autora; Zezé Freire. Escritora, cronista. (Está com um livro no prelo) muito breve teremos o lançamento.
18 de abril de 2013
Senado mantém refinanciamento das dívidas das prefeituras
Proposta, que segue para sanção presidencial, permite que prefeituras e estados parcelem suas dívidas previdenciárias, mesmo as feitas por autarquias e fundações
O Senado aprovou em plenário nesta quinta-feira (18) a Medida Provisória 589/12, que permite o refinancimento de dívidas previdenciárias de prefeituras e estados, garantindo aos entes o parcelamento de seus débitos, mesmo aqueles feitos por autarquias e fundações. Como foi aprovada sem alterações, a matéria segue para a sanção presidencial.
A matéria, em vigência desde 14 de novembro, perderia validade no início da próxima semana. O texto foi aprovado na Câmara somente na semana passada. A iminência de arquivamento levou os líderes governistas a costurarem com a oposição acordo para a votação do texto sem discussões, uma vez que não havia divergências quanto ao mérito e aos pressupostos de urgência e relevância da proposição.
O relatório aprovado, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), permitiu renegociar débitos vencidos até 28 de fevereiro deste ano. Podem ser parcelados até débitos que já estavam refinanciados anteriormente. Para isso, será abatido um percentual de juros, multas e encargos. Os pagamentos serão feitos com a retenção de parte do dinheiro dos fundos de participação dos Estados (FPE) e dos municípios (FPM), em prestações equivalentes a 2% da média mensal da receita corrente líquida. O percentual poderá ser menor se o montante a pagar puder ser dividido em 20 anos.
Os governos devedores terão que aderir às regras até três meses após a publicação da nova lei. Quem já fez o pedido baseado no texto original da Medida Provisória também tem o mesmo prazo. Segundo o texto, também haverá a redução total das multas e de 50% dos juros de mora. A proposta estabelece as mesmas regras de parcelamento para dívidas do Pasep. A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional regulamentarão esse parcelamento. De acordo com registros oficiais, só nos municípios os débitos com a União somam R$ 47,2 bilhões.
LEIA A ÍNTEGRA:
Senado mantém refinanciamento das dívidas das prefeituras
*Fonte: Congressoemfoco
PALHAÇADA NA COREIA
Liguei, bem cedo, a TV
E já vi que estava sem sorte,
Tá lá um batorezinho
Dá tal Coreia do Norte
E sem eu lhe ter feito nada
Me olhou de cara fechada
E já me jurou de morte
Somente eu, não. Meio mundo.
Coreia do Sul, Japão,
Estados Unidos, França,
Itália, o povo alemão.
Dizia o resto de tôco
Que apertava um pitoco
E não sobrava um cristão.
Peguei um ar da mulesta,
Saí de casa arretado,
Pensando: Ah, se eu encontro
Com esse batoré safado
Ele ia se arrepender
De um dia conhecer
Um Braúna meio zangado.
Telefonei pra Coreia
Pra acabar logo essa intriga
E disse: Alô! Kim Jong-Un?
Ô seu fí de rapariga
Pare de se amostar
Senão eu vou lhe mostrar
Como é que um cabra briga.
Tu num é bosta nenhuma
E quer me botar terror?
Cachorro! viado anão!
Vagabundo! Agitador!
Tu quer levar uma pisa
Nessa tua bunda lisa,
Aprendiz de ditador?
Sem armas, tu quer brigar?
Com quê? De faca? De mão?
Com essas bombas de um real
Que eu solto no São João?
De soca-soca? Cacete?
Ou soltando esses foguetes
Que aqui solta em procissão?
Teu povo passando fome
E tu querendo guerrear?
Enche o bucho de tua gente
Dá emprego, estudo, lar.
Seja um menino bonzinho
Que te dou um presentinho:
Um Playstation pra tu brincar.
Quem te aplaude hoje obrigado,
Depois te cobre na vaia
E te lascam no cacete
Como quem mata lacraia
E levam tudo que tu tem
Como Kadaff, Hussein
E outros de tua laia.
Ele calado ficou,
Não resmungou, nem sorriu,
Desligou o telefone,
Nem de mim se despediu,
Nem quis mais cantar de galo
E nem esperou eu mandá-lo
Para puta que o pariu.
Só sei que daí pra cá
O cabrinha se aquietou.
Ontem o vi na TV
Com um cacho de fulô,
Salto alto, brilhantina
E um magote de menina
No aniversário do avô.
Tô longe mas, tô de olho,
Seu ditadorzinho fajuto!
E se der só mais um piu
Ou fizer mais um insulto,
Você vai se arrepender
Pois vai ter que conhecer
A peixeira deste matuto.
É triste ver aquela gente
Sofrer sem fazer alarde,
Escravos de um regime
Ditatorial covarde.
Mas, o mal não vai perdurar
E aquele povo há de gritar
Liberdade! ainda que tarde.
Lugar bom é meu Brasil,
Com imprensa sem vigia.
Qualquer um grita, critica,
Faz greve, protesta, chia,
Caça político ladrão,
Muda o poder com eleição
e… Viva a democracia!
*Autor: JOÃO ROBERTO MACIEL AQUINO – Prosador, poeta, cordelista e cronista.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje (17) projeto de lei que criminaliza a venda, fornecimento (inclusive gratuito), servir ou entregar bebida alcoólica a menores de 18 anos de idade. Apreciada em turno suplementar – segunda votação – a matéria segue para avaliação da Câmara dos Deputados.
A proposta aprovada na comissão, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), excluiu dispositivo da Lei de Contravenção Penal, datada da década de 40, que pune de forma mais branda a venda de bebida às crianças e adolescentes. O relator Benedito de Lira (PP-AL) destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) “já considera implicitamente” esse comércio como crime, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem determinado, com frequência, as punições com base na Lei de Contravenção Penal, que é a legislação em vigor.
“O senador Humberto Costa, no seu projeto de lei, diz que a iniciativa irá resolver controvérsia jurídica acerca de qual procedimento aplicar nos casos de venda de bebida alcoólica a criança ou adolescente: se o ato deve ser tratado como contravenção ou como crime”, frisou o relator.
Os senadores estabeleceram que os vendedores ou fornecedores de bebida alcoólica processados e condenados pela Justiça deverão cumprir pena de dois a quatro anos de detenção. O projeto prevê multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil aos estabelecimentos comerciais punidos e estes ficarão interditados até a efetivação do pagamento.
*Fonte: Agência Brasil
*Fonte: O Globo
17 de abril de 2013
ex-governador José Serra se encontra em Brasília, mais uma vez, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; no jantar ao lado do presidente do PPS, Roberto Freire, foram tratados detalhes da entrada de Serra no MD, o novo partido que vai surgir da fusão entre o PPS e o PMN; além de Serra, que deverá carregar consigo dissidentes tucanos e lançar-se candidato a governador de São Paulo pela nova legenda, ajudarão a fundar a agremiação os senadores Cristóvam Buarque (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL) e Pedro Taques (PDT)
O ex-governador José Serra encontrou-se secretamente, por uma segunda vez, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Foi na quarta-feira 16, em Brasília, quando ambos, ao lado do deputado Roberto Freire, presidente do PPS, acertaram detalhes da entrada do tucano no novo partido em formação, o MD – Mobilização Democrática. A legenda será resultado da fusão do PPS com o PMN, fortalecida por políticos saidos do PDT e até do PSOL.
Serra obteve garantias de que poderá ser candidato a governador de São Paulo, em 2014, pelo novo partido. A missão nacional é a de coligar-se, para efeito de palanques e acréscimo de tempo de televisão, à candidatura presidencial de Campos, presidente do PSB. Além de todo o PPS, do PMN completo e dos dissidentes do PSDB que Serra poderá aglutinar, o MD deverá ter suas primeiras fichas de fundação assinadas por senadores como Cristóvão Buarque (PDT-DF), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT). Buarque, que não sabe se seu atual partido irá para a oposição à presidente Dilma Rousseff, entrará para o MD com a intenção de ser candidato a vice de Campos.
O governador Campos deixou o jantar mais do que satisfeito com os resultados das articulações que lhe foram apresentados pelo conterrâneo Roberto Freire. O ex-governador José Serra, que vem sendo defenestrado no PSDB, deverá igualmente ser um dos primeiros integrantes do novo partido. O baralho da sucessão presidencial acaba de ganhar uma nova carta e jogadores poderosos.
* Fonte: Brasil 247 (EXCLUSIVO)
FUNDAMENTAL É MESMO O AMOR?
Foi-se o tempo em que encontrávamos as criaturas do gênero feminino com beleza genuína.
O que se vê agora, com frequência, é mulher com beleza resultante de uma sucessão de intervenções de toda natureza: da cabeça aos pés, literalmente. Cada segmento atendendo às suas peculiaridades.
No mundo da moda, o tal mundo fashion, vê-se aquelas criaturas esqueléticas, que mantêm um padrão de beleza, nas mais das vezes (para não dizer sempre), à custa de dietas rigorosas, exercícios físicos penosos. Padrão de beleza perigoso que, sabemos, já levou adolescentes à morte ou, no mínimo, a problemas como a bulimia.
De outro lado, no mundo da “periguetice”, a beleza se fabrica nas academias e mesas cirúrgicas, não menos arriscadas.
Envolvem suor, profissionais de estética e bisturi. Neste último caso já se tem notícia de deformações avassaladoras e irreversíveis, face à imperícia de alguns interventores (diga-se: cirurgiões).
Das alterações do cabelo, passando por tratamento de rugas; plástica de nariz, boca e queixo; enxerto de seios; lipoaspiração; ganho de massa muscular nas academias para realçar a “preferência nacional”, como falou a japonesinha do Faustão; tudo vale.
O resultado é uma beleza artificial, sendo qualquer descuido determinante para levar a situações nada alentadoras.
Certa vez, em terras mineiras, fui apresentado a uma jovem colega de trabalho e fiquei surpreso com o seu biótipo. Comentei entre colegas que ela parecia mais com as gaúchas. Como assim, perguntaram?
Ora, disse eu, cabelos louros (pintado, disseram); olhos azuis (lentes de contato, afirmaram); seios fartos e firmes (é implante, emendaram); pernas e traseiro “em cima” (mora na academia, completaram).
Às vezes fico a pensar que o culpado de tudo isso é aquele desvairado Poetinha, que jamais deveria ter pronunciado aquela célebre frase: “Que me desculpem as feias, mas a beleza é fundamental”. Ainda bem que em uma de suas canções ele fala algo mais lúcido: “fundamental é mesmo o amor…”.
E viva Bruna Marquezine, beleza genuína e respirando amor. Ou não?
*Autor: MARCO SOARES – Engenheiro Civil, escritor, poeta e cronista…
Ele não sabe o que faz (?)
Como convencer pais enlutados a aceitar a lei que protege homicidas de 17 anos, vistos como “menores” incapazes?
Mais um assassino covarde tira proveito da lei paternalista no Brasil, que considera os menores de 18 anos incapazes de responder criminalmente por seus atos. Como não sentir vergonha diante dos pais do universitário Victor Hugo Deppman, assaltado e morto na calçada de casa em São Paulo? Como convencê-los a se conformar com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que protege o homicida de 17 anos que deu um tiro na cabeça de seu filho após roubar seu celular? Como conviver com a perda brutal de um filho e saber que seu algoz será internado por no máximo três anos porque “não sabia o que estava fazendo”?
Não consigo enxergar jovens de 16 anos como “adolescentes” ou “menores”. Eles votam, fazem sexo, chegam em casa de madrugada ou de manhã. Por que considerá-los incapazes de discernir o certo do errado? Ao tornar jovens de 16 anos responsáveis por seus atos diante da Justiça, o objetivo não é encarcerar todos os delinquentes dessa idade, mas, quem sabe, reduzir os crimes hediondos juvenis. A mudança na lei reforçaria o status que eles próprios já reivindicam em casa diante dos pais: “Eu não sou mais criança”. E não é mesmo.
Para quem argumenta que de nada adiantará reduzir a maioridade penal para 16 anos, respondo com uma pergunta: longas penas para assassinos adultos acabam com o crime bárbaro? Não, claro. Então, vamos acabar com as cadeias porque elas são custosas e inócuas? Não, claro. Longas penas servem para reduzir a impunidade e dar às famílias de vítimas a sensação de que foi feita justiça. Não se trata de “vingança”. É um ritual civilizatório. Matou? E ainda por cima por motivo torpe? Tem de pagar.
LEIA A ÍNTEGRA:
Aos 16 anos, ele não sabe o que faz?
*Autora: Ruth Aquino / Revista Época
O julgamento do mensalão está chegando à sua etapa decisiva. O processo, na verdade, começou quando da instalação da CPMI dos Correios, em maio de 2005. A brilhante produção do relator Osmar Serraglio e das sub-relatorias permitiu, depois de muitos meses de trabalho e inúmeras pressões vindas do Executivo, aprovar, numa sessão muito conturbada, devido à ação dos petistas, seu relatório em abril de 2006. Foi, sem sombra de dúvidas, a mais importante e eficiente CPMI da história do Congresso.
Juntamente com o trabalho dos congressistas, foi aberta em Minas Gerais investigação pelo Ministério Público Federal para apurar as denúncias, pois dois braços do mensalão, o publicitário e o financeiro, tinham lá sua base inicial. A somatória dos dois excelentes trabalhos permitiu que, em agosto de 2007, o inquérito 2.245 fosse aceito pelo STF e se transformasse na Ação Penal 470.
Deve ser recordado que não foi nada fácil o recebimento do inquérito. Foram 4 sessões de muito debate, porém o STF não se curvou. Registre-se o triste papel do ministro Ricardo Lewandowski, que, em um restaurante de Brasília, após a última sessão, foi visto falando ao celular, muito nervoso, que não tinha sido possível amaciar (a expressão é dele) as acusações contra José Dirceu. Falava com quem? Por que tinha de dar justificativa?
A terceira – e mais longa – batalha do processo foi o trabalho desenvolvido entre agosto de 2007 até julho de 2012 para a confecção da Ação Penal 470. Foram dezenas e dezenas de depoimentos, documentos, laudos, registrados em milhares de páginas organizadas em mais de duas centenas de volumes. Deve ser destacado o importante papel do Ministério Público Federal, que permitiu apresentar o conjunto das provas e a acusação efetuada com ponderação e argúcia pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Mas, é óbvio, nunca é demais ressaltar o papel central em todo este processo do relator, o ministro Joaquim Barbosa. Não é exagero afirmar que, se não fosse a sua determinação – apesar de tantas dificuldades -, os trabalhos não teriam chegado a bom termo. Deve ser lembrada ainda a lamentável (e fracassada) tentativa de chantagem contra o ministro Gilmar Mendes efetuada pelo ex-presidente Lula.
Em 2 de agosto de 2012, finalmente, teve início a quarta batalha, o julgamento propriamente dito. Foram 53 sessões. Centenas de horas de debates. Com toda transparência, o Brasil assistiu a um julgamento único na nossa história. Não foi fácil chegar ao final dos trabalhos com a condenação de 25 réus.
Algumas sessões foram memoráveis, especialmente no momento da condenação do núcleo político liderado por José Dirceu, sentenciado por formação de quadrilha – considerado o chefe – e nove vezes por corrupção ativa, além de mais três membros da liderança petista.
A quinta – e última – batalha é a que estamos assistindo. Depois da publicação do acordão e com os recursos apresentados pelos advogados, inócuos, pois não foram apresentadas novas provas que pudessem justificar alguma mudança nos votos dos ministros, teremos finalmente o cumprimento das sentenças. Mas, até lá, serão semanas tensas. Já vimos várias tentativas de desmoralização do STF.
A entrevista do quadrilheiro e corrupto José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses de prisão, acusando o ministro Luiz Fux de traidor, foi apenas uma delas. Os advogados de defesa, pagos a peso de ouro, vão tentar várias manobras, mas dificilmente obterão algum êxito. Outra tentativa de desmoralização foi a designação dos condenados José Genoíno e João Paulo Cunha para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
LEIA A ÍNTEGRA:
Prisão dos mensaleiros refunda a República
*Autor: Marco Antonio Villa/Publicado no O Globo
Marco Antonio Villa, historiador, é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
16 de abril de 2013
Novo partido pende para Eduardo, afirma Freire
A Mobilização Democrática, legenda a ser criada nesta quarta-feira (17) a partir da fusão do PPS com o PMN, enxerga no governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) a melhor alternativa para a sucessão de 2014. “Isso é bom inclusive para o próprio Aécio Neves, porque a presença de mais candidatos na disputa força a realização de um segundo turno”, disse o deputado Roberto Freire, presidente do PPS, em entrevista ao blog.
O novo partido foi constituído para oferecer uma “janela” aos políticos descontentes com suas atuais legendas. Freire informa que serão bem-vindos inclusive insatisfeitos do recém-criado PSD e do DEM. “Não temos razão para adotar filtro ideológico. A realidade política que estamos vivendo exige uma amplitude maior, pede a formação de uma frente democrática.” Espera trazer o tucano José Serra? “Estamos no jogo, esperando até o último segundo”, responde Freire. Abaixo, a entrevista:
LEIA A ÍNTEGRA:
Novo partido pende para Eduardo, afirma Freire
*Fonte: blogdojosias
O Ministério da Cultura (MinC) promove, entre os dias 20 e 22 de maio, no Recife, Oficinas de Implementação do Sistema Nacional de Cultura. A oficina tem 21 vagas, das quais 16 são destinadas para cidades do interior e 5 para os municípios da Região Metropolitana do Recife. A capacitação terá a duração de dois dias e carga horária de 20h.
O objetivo é dar suporte para estados e municípios na execução dos respectivos Planos de Trabalho. O Ministério da Cultura arcará com a maioria dos custos, restando ao participante, vindo do interior do Estado, somente a responsabilidade com o deslocamento até a localidade onde ocorrerá a oficina. Serão oferecidos almoço, jantar e hospedagem entre 19 e 22 de maio para os inscritos vindos do interior, e almoço para aqueles da Região Metropolitana.
A participação no evento deverá ficar a cargo dos gestores responsáveis pelos acordos de cooperação federativa de cada município. Para integrar as oficinas, é preciso preencher a ficha de inscrição e enviá-la para os dois endereços eletrônicos responsáveis pela ação: acordosnc@cultura.gov.br e nordeste@cultura.gov.br. A mensagem deve obrigatoriamente ter como assunto do email a sentença “Inscrição – Recife”. O prazo para envio da ficha preenchida segue até o dia 30 de abril.
As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, e a participação está condicionada à regularização do acordo de cooperação federativa, assinado pelo município para adesão ao SNC. No momento da inscrição será verificado se o acordo foi publicado ou está aguardando publicação.
Veja a Ficha de Inscrição e leia o Projeto da Oficina.
Mais informações podem ser obtidas por meio dos telefones (81) 3117.8430 – Representação Regional Nordeste do MinC ou (61) 2024.2332, (61) 2024.2287, (61 ) 2024.2330, (61)2024.2328 – Secretaria de Articulação Institucional – Coordenação de Institucionalização e Monitoramento do Sistema Nacional de Cultura.
*Fonte: Ministério da Cultura
Iniciada em escândalo há 26 anos, Norte-Sul
é sétima obra de transporte mais cara do mundo

Árvore cresce no meio dos trilhos de Ferrovia Norte-Sul, em Jaraguá: vistoria do TCU encontrou 280 km de problemas.
A ferrovia Norte-Sul nasceu em 1987, sob José Sarney, num processo licitatório de cartas marcadas. Revelado à época pelo repórter Jânio de Freitas, o conluio das empreiteiras levou à anulação da concorrência. Ninguém foi punido. Decorridos 26 anos, a obra permanece inconclusa. Pior: com 2.244 quilômetros de extensão, uma penca de denúncias de corrupção e orçamento total estimado em US$ 6,7 bilhões, tornou-se o sétimo empreendimento de transporte mais caro do mundo.
O repórter André Borges (Valor) visitou o pedaço de 855 quilômetros da Norte-Sul que liga as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). Retomadas em 2007, sob Lula, as obras desse trecho deveriam ter ficado prontas em 2010. Torraram-se R$ 4,2 bilhões em verbas públicas. Em 2011, a coisa ganhou as manchetes como um novo caso de polícia. Já em pleno 2013, a caminho do término do mandato de Dilma Rousseff, não há vestígio de trens. O capim começa a cobrir os trilhos. Um acinte.
Clique Aqui, leia todos detalhes.
- Clique para assistir à reportagem.
*Fonte: Valor Econômico
CHORO FORA DE HORA
Foi Luiz Fux que admitiu ter saído por aí durante o segundo governo Lula à caça de apoios para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Acabou nomeado por Dilma.
Em meio ao julgamento do mensalão, líderes do PT plantaram notas em jornais garantindo que o episódio acontecera. Irado, Fux aproveitou uma festa em Brasília e comentou o fato com o ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF).
Na semana seguinte, procurado por Mônica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo, admitiu que fizera, sim, campanha para ocupar uma vaga no STF. E que conversara a respeito com o ex-ministro José Dirceu.
Conversou seis vezes. E mais de uma dezena com Evanise, mulher de Dirceu.
Negou, porém, que tivesse prometido absolvê-lo caso participasse do julgamento. “Não me lembrei que ele era réu”, alegou Fux, o distraído.
Às vésperas da publicação do acórdão do julgamento, o que pretende Dirceu ao revisitar o episódio e dizer que foi assediado moralmente por Fux para ajudá-lo a se tornar ministro do STF?
Vingar-se por ter bancado o bobão?
Desmoralizar o ministro? Difícil que consiga. O distinto público está satisfeito com o resultado do julgamento. E com Fux e todos que votaram pela condenação dos réus.
Dirceu imagina sugerir que houve parcialidade no julgamento pelo menos da parte de Fux?
Difícil de entender o raciocínio dele.
Digamos que Fux prometeu votar a favor de Dirceu. Haveria parcialidade se ele tivesse honrado a palavra.
Ou a intenção de Dirceu seria forçar a Procuradoria Geral da República a investigar o comportamento de Fux? Com base em que provas?
Fux tem credibilidade, Dirceu, não, segundo o procurador.
Quantos ministros não procederam como Fux para ganhar uma cadeira no STF?
Joaquim Barbosa foi um dos poucos que não procederam.
O objetivo de Dirceu não era este, certamente não era, mas ao dizer o que disse sobre Fux pode ter estimulado a discussão a cerca do que os três poderes da República sempre passaram ao largo – a natureza doméstica do processo de escolha dos ministros de tribunais superiores.
A Constituição exige de um aspirante a ministro que tenha notório saber jurídico e reputação ilibada. A escolha é do presidente da República, submetida ao Senado.
Na história de mais 100 anos do STF, o Senado só rejeitou um nome. A aprovação, portanto, é um mero e inócuo ritual. Ninguém se interessa em interrogar a fundo um candidato a ministro. E se no futuro precisar dele no exame de alguma questão?
Joaquim Barbosa tem um notável currículo. O que pesou mais para que virasse ministro, contudo, foi sua cor. Em certa época, Lula encantou-se por ministros temáticos – negro, mulher, do Nordeste, do Sudeste.
Dias Tóffoli entrou na cota do PT. Dele não se exigiu notório saber jurídico. Por duas vezes foi reprovado em concursos para juiz. O que vale é que por longo tempo serviu a Lula e ao PT com lealdade.
Se Dirceu discorda do modo pouco republicano como os ministros do STF costumam ser indicados, deveria, no mínimo, ter dado um fora em Fux ao ser procurado por ele atrás de patrocínio.
Se não discorda, choraminga fora de hora. Deixou Dilma sob a suspeita de que promoveu Fux a ministro de olho no voto favorável dele à absolvição dos mensaleiros. Na verdade, o maior cabo eleitoral de Fux foi Antonio Palocci.
A prisão espera Dirceu. Uma aposentadoria cinco estrelas, Fux. Que não pode se queixar da vida confortável e repleta de mimos que leva desde agora.
*Fonte: Ricardo Noblat
15 de abril de 2013
No interior do Estado, a situação de falta d’água é ainda mais grave. Das 40 barragens fora do Grande Recife, 16 estão em situação de colapso, das quais 13 zeradas. Os mananciais que abastecem os municípios de Buíque, Pesqueira e São Caetano estão zeradas, já a barragem de Ingazeira em Venturosa ainda tem 1,1% de água.
É o que diz o último boletim do monitoramento dos reservatórios, divulgado anteontem pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Na tarde de ontem, o governador Eduardo Campos esteve nos municípios de Carnaíba e Afogados da Ingazeira, no Sertão, uma das regiões mais castigadas pela seca, e assinou ordens de serviço da ordem de R$ 26,8 milhões em ações de infraestrutura hídrica na área do Pajeú. Em discurso, disse que 440 barragens estão sendo construídas e que convênio para a construção de mais 660 será firmado com o governo federal.
“Alcançaremos a média de praticamente dez barragens para cada município, consolidando capacidade de acumulação equivalente a quase uma barragem como a de Jucazinho, que armazena 250 milhões de metros cúbicos, só que de uma maneira descentralizada e mais próxima das comunidades”, afirmou, acompanhado pelo ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho.
Entre as medidas anunciadas sexta-feira (12), está a construção de 68 barragens de parede de terra, investimento de R$ 3,2 milhões e que vai beneficiar 3,4 mil famílias. Outras 100 barragens subterrâneas serão erguidas, num custo de R$ 1,6 milhão, prometendo melhorar a vida de mil famílias. O trabalho para a água chegar aos sertanejos será reforçado com a implantação de 119 sistemas de abastecimento de água domiciliar – beneficiando 4,8 mil famílias – e com a perfuração de 255 poços artesianos – o que amenizará o sofrimento de 5,1 mil famílias.
O secretário de Recursos Hídricos e Energéticos, Almir Cirilo, lembrou a gravidade da situação no Agreste, onde há quatro barragens em situação de colapso. “Nossa preocupação maior é porque já está configurada a redução da precipitação e nós não temos garantia de que haverá chuvas no Agreste”, comenta.
*Fonte: Apac
A equipe econômica pretende acabar com a obrigação de a União fazer esforço fiscal extra para compensar o rombo de estados e municípios. A mudança consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, enviado hoje (15) pelo Executivo ao Congresso Nacional. O governo também quer que a exigência deixe de valer este ano e também está enviando um projeto para alterar a LDO de 2013.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin,(foto) a mudança tem como objetivo permitir que as prefeituras e os governos estaduais ampliem os gastos em anos de baixo crescimento da economia. “Achamos importante ter essa margem para introduzir um mecanismo anticíclico para estados e municípios. Até agora, a União tinha de fazer um movimento contrário que anulava o efeito desses estímulos”, explicou.
No ano passado, as prefeituras e os governos estaduais fizeram superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) de R$ 21,511 bilhões, enquanto a meta inicialmente estipulada correspondia a R$ 42,8 bilhões. Para compensar esse rombo, o Tesouro Nacional teve de fazer uma série de manobras nos últimos dias de 2012 para aumentar o superávit do governo federal.
As operações fiscais envolveram o uso de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano e de cerca de R$ 7 bilhões de dividendos de estatais – parte dos lucros que as empresas são obrigadas a repassar aos acionistas, dos quais o maior é o Tesouro Nacional. Segundo Augustin, essa diferença equivale à quantia que os estados foram autorizados a investir com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto da LDO define meta de superávit primário de R$ 167,4 bilhões (3,1% do Produto Interno Bruto) para 2014. Desse total, R$ 116,1 bilhões (2,15% do PIB) correspondem ao Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central); e R$ 51,2 bilhões (0,95% do PIB), aos estados e municípios. A proposta, no entanto, permite que o governo possa abater da meta até R$ 67 bilhões de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações de tributos.
De acordo com Augustin, o valor que pode ser descontado da meta é praticamente igual aos R$ 62,5 bilhões autorizados pelo Orçamento Geral da União deste ano – R$ 42,5 bilhões do PAC e R$ 20 bilhões de desonerações. O secretário, no entanto, ressaltou que o abatimento é apenas uma possibilidade e que, se a economia e a arrecadação voltarem a crescer em 2013, o governo cumprirá a meta cheia e nem precisará recorrer a esse mecanismo.
“Acho mais transparente abater desonerações e gastos do PAC em vez de simplesmente reduzir a meta em anos de crise porque esse mecanismo evita que o governo diminua o superávit primário porque os gastos de custeio [manutenção da máquina pública] estão aumentando”, justificou Augustin.
*Fonte: Agência Brasil
CARDEAL JOSEPH RATZINGER ( BENTO XVI)
E PADRE CÍCERO
O Cardeal Joseph Ratzinger, antes de ser Bento XVI, ocupava no Vaticano, o cargo de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Até 1967, essa Congregação era denominada de Santo Ofício, instituição que “fazia tremer a alma dos acusados de heresia: Inquisição Romana.”
A Congregação para Doutrina da Fé sob a direção do cardeal Joseph Ratzinger cabia o papel de guardião da ortodoxia católica.
Em 2001, o cardeal Ratzinger expediu uma carta ao Nunciatura Apostólica do Rio de Janeiro, sobre a reabilitação do padre Cícero Romão Batista, um proscrito da Igreja, um condenado sobre o qual incidia a pena de excomunhão . A pesar disso Padim Ciço, como era e é chamado pelos romeiros, “continuava a arrebanhar milhões de peregrinos e devotos”
O cardeal Ratzinger tinha noticia de que cerca de 2,5 milhões de pessoas visitam todos os anos o Juazeiro do Norte. Sabia que uma “multidão compacta paga promessas, acende velas, remove a fé, faz novos pedidos e invoca a proteção de seu guia espiritual” Sabia que doentes terminais que juram ter recuperado a saúde, “aleijados que afirmam ter voltados a andar, cegos que dizem enxergar de novo, loucos que asseguram ter recuperado o juízo”.
O cardeal Ratzinger também sabia das graves acusações que recaiam sobre o Padre Cícero, ditos pelos seus adversários, as quais constituíam um grande obstáculo para sua anistia.
Por outro lado, Dom JOAQUIM ARCOVERDE DE ALBUQUERQUE CAVALCANTI escrevia diretamente para o Vaticano acusando o padre Cícero de mistificador. Dizia o cardeal Arcoverde, entre outras coisas: “há ali (Juazeiros) apenas malicia de uns e medo de revelar a verdade de outros… fora disso, apenas a ignorância de quem via o sobrenatural onde só havia esperteza e velhacaria”.
O cardeal Ratzinger tinha consciência de que “deixar que o culto a padre Cícero permaneça à margem da liturgia significa negar o acolhimento pastoral a toda uma preciosa legião de devotos … ele tem plena ciência da força do mito em torno do chamado Patriarca do Juazeiro”.
Mas como absorver das penas do Tribunal do Santo Oficio um pessoa que dá uma patente de capitão ao um cangaceiro como Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião.
O cardeal Joseph Ratzinger escreve uma carta dirigida ao CNBB em Brasília, com a chancela do brasão da Santa Sé, levantando uma questão “sobre a qual se debatem, por décadas a fio, apologistas e difamadores de Cícero Romão Batista” Um padre de apesar de ter sido excomungado, atrai para o Juazeiro multidão de devotos recebendo o nome de santo, santo Padim Ciço.
Em 2006, após um ano de Dom Bento XVI (cardeal Joseph Ratzinger) ter iniciado o seu pontificado, Dom Fernando Panico com uma comitiva brasileira leva ao Vaticano relatórios e documentos de especialistas com novos estudos sobre o fenômeno de Juazeiro, e anexando um abaixo assinatura de mais de 150 mil assinatura de populares e de 253 bispos brasileiros em prol da reabilitação de padre Cícero Romão Batista.
“Nas prateleira empoeiradas do antigo Tribunal do Santo Oficio, por determinação de Bento XVI, os documentos secretos que resultaram na expulsão de Cícero das fileiras da Igreja começam a acordar de um sono de quase cem anos.”
* Fonte: PADRE CÍCERO, Poder, Fé e Guerra no Sertão, de LIRA NETO.. - Leonides de Oliveira Caraciolo é engenheiro civil, escritor, membro das academias de letras e artes de Pesqueira e Belo Jardim.
14 de abril de 2013
O sertanejo sitiado pela seca é antes de tudo um frágil dependente das vigarices forjadas por espertalhões federais
A seca no Nordeste é a maior dos últimos 50 anos e não tem prazo para terminar. Além da chuva e do caminhão-pipa, incontáveis brasileiros esperam sentados pelas águas do São Francisco que Lula prometeu para 2006, 2008 e 2010 mas continuam onde sempre estiveram. “Esta é uma das maiores obras já feitas no mundo que beneficiará 12 milhões de pessoas, o que significa vida e que nossos filhos não serão vítimas de doenças”, desandou Dilma Rousseff há quatro anos, numa das escalas da expedição de ministros liderada pelo chefe supremo (veja o post no Vale Reprise). Ainda no comando da Casa Civil, o neurônio solitário naufragou de vez no fecho do falatório: “O setor está virando mar e desta vez o sertão vai virar mar”.
Conversa de 171. As carcaças de animais, a terra esturricada e os rostos mumificados antes da morte física atestam que o sertão só virou mar em palavrórios eleitoreiros. Incumbida de concluir o que o padrinho mal começou, a Mãe do PAC deixou na orfandade o colosso forjado para transformar um palanque ambulante em D. Pedro III (ou simplesmente “Predo”). Os canteiros de obras desertos confirmam que a transposição do São Francisco descansa no porão onde o trem-bala apita desde 2009. A presidente preferiu tapear o povo com vigarices menos complicadas. Por exemplo, mudar o nome do problema, aumentar a gastança com a “bolsa-estiagem” e nadar de braçada no oceano de flagelados que pagam com votos as esmolas federais.
“O sertanejo é antes de tudo um forte”, escreveu Euclides da Cunha no começo do século 20. Passados 100 anos, o sertanejo castigado pela seca é antes de tudo um dependente de favores engendrados por espertalhões no poder. Conformado com o ofício de bolsista, parece satisfeito com a vida não vivida: não morrer de fome e de sede já está de bom tamanho. O voto dos desvalidos ficou bem mais barato que o apoio dos ricos, porque o governo que jura só pensar nos pobres anda cada vez mais ágil e mais pródigo na hora de estender a mão a bilionários em apuros.
(Fotos JCONLINE/Economia)
LEIA A ÍNTEGRA:
*Fonte: Veja/Augusto Nunes
13 de abril de 2013
As causas da seca nordestina
Correntes de ar que cruzam o Oceano Pacífico e a temperatura das águas no Atlântico norte, influenciadas pelas geleiras do Pólo Norte, determinam o ciclo das chuvas e secas no Nordeste do Brasil.
Aracati, nos sertões do Ceará; cantarino na Chapada do Araripe — divisa de Pernambuco com o Ceará —, porque assovia ao atravessar a serra: um vento forte, de nordeste para sudoeste, que sopra pontualmente entre 19 e 21 horas e refresca agradavelmente as noites de primavera. Mas, para os nordestinos, a mesma brisa benfazeja é o primeiro sinal de tragédia. Quando sopra nas últimas semanas de dezembro e no mês de janeiro, é sintoma certo de seca. Seca que será tão mais grave e inevitável se não chover até 19 de março, dia de São José. Durante séculos, enquanto os meteorologistas torciam o nariz, essas foram duas das formas de o sertanejo fazer a previsão do tempo para a temporada das chuvas na região, entre março e abril. Agora, respaldados pelas observações de satélites meteorológicos e modernos computadores, os climatologistas dão a mão à palmatória: os sertanejos tinham razão.
O que o sertanejo não sabia é que as secas do Nordeste têm origem em lugares tão distantes quanto o Sudeste asiático e o círculo polar ártico. O que é compreensível: os próprios cientistas levaram décadas para entendê-las. São provocadas por dois intrincados e fascinantes mecanismos gerais de circulação de ventos no planeta. São fenômenos que se estabeleceram provavelmente há 20 000 anos, no fim da última grande era glacial. O primeiro e mais importante é composto pelas áreas de baixa e alta pressão atmosférica no Pacífico equatorial — a pressão atmosférica não é igual em todo o globo terrestre — conhecido como “célula de Walker”.
Na década de 1920, o inglês Gilbert Walker descobriu que o padrão meteorológico do Oceano Pacífico equatorial contém uma área de baixa pressão atmosférica sobre a Indonésia e o norte da Austrália e uma área de alta pressão no oceano, próximo à costa da América do Sul, resultado da lei física de que o ar quente tende a subir e o ar frio tende a descer. De maio a setembro, as águas quentes do Oceano Índico e do Mar da China provocam a ascensão de um vento quente e úmido, criando o que os meteorologistas chamam de área de baixa pressão. A ascensão desse vento úmido, também chamada de convecção, leva à formação de nuvens e chuvas, no fenômeno conhecido no Sudeste asiático como monções. Livre da água, o vento viaja sobre o Pacífico a um a altura de 15 quilômetros em direção ao leste. Nesse trajeto, o vento se resfria e tende a descer sobre o oceano, próximo à costa oeste da América do Sul, criando uma área de alta pressão atmosférica.
O ar de cima para baixo impede a formação de nuvens de chuvas, o que, ao longo de milhares de anos, levou ao surgimento do deserto do sul do Chile e da região de Lima, no Peru. Parte dessa coluna de ar retorna em direção à Austrália e à Indonésia, enquanto uma parcela, novamente aquecida, toma novo movimento ascendente sobre a Amazônia, provocando chuvas na região, e desce sobre o Nordeste brasileiro, onde recebe os nomes de aracati ou cantarino, para refrescar as noites de primavera. Mas nem sempre acontece assim.
Em ciclos de três e sete anos, nos meses de setembro, outubro e novembro, por motivos que ainda não se consegue determinar com certeza, uma grande massa de água quente vinda da Austrália avança pelo Pacífico equatorial em direção ao leste além da Ilha de Taiti, no fenômeno conhecido como El Niño. A água quente cria nova zona de convecção, deslocando as chuvas do meio do Oceano Pacífico para a costa oeste da América do Sul, na altura do Peru, e levando a corrente de ar vinda do Sudeste asiático a cair diretamente sobre o Nordeste brasileiro, impedindo a formação de nuvens de chuva.
É quando o suave assovio do cantarino na Chapada do Araripe nos meses de janeiro a março se torna de mau agouro, anunciando seca para o inverno — os nordestinos chamam a estação das chuvas na região de “inverno”, embora ocorra nos meses de verão-outono oficiais. É chegado, então, o tempo das novenas, promessas e procissões para São José, cujo dia, 19 de março, é a última esperança de chuva no sertão. Afinal, apesar de sua importância, o El Niño não é o único fator determinante das chuvas no Nordeste.
Ainda assim, as chuvas da terceira semana de março no Nordeste dependem muito mais de fatores físicos que de fé. Elas são conseqüência de outro fenômeno meteorológico conhecido desde o século XVIII e chamado pelos climatologistas de ZCIT — zona de convergência intertropical, um anel de ar úmido que envolve a Terra próximo à linha do equador. A ZCIT oscila entre as latitudes de 10° ao norte e 5° ao sul, a região onde os ventos alísios dos hemisférios norte e sul se encontram. Esse fenômeno também é chamado de “célula de Hadley”, devido ao meteorologista inglês George Hadley (1685-1768) que em 1735 descreveu seu funcionamento. Dependendo da localização, a zona de convergência intertropical pode amenizar ou agravar as secas provocadas pelo El Niño.
As nuvens de chuva da zona de convergência intertropical são alimentadas em boa parte pelo sistema de baixa pressão atmosférica da região da Terra Nova, no Canadá, próximo ao círculo polar ártico. Quando a baixa pressão é mais forte na Terra Nova, o ar úmido engrossa a ZCIT que se desloca em direção às águas mais quentes próximas ao equador, acompanhando com um pequeno atraso o movimento do Sol. Assim, quando o Sol atravessa a linha do equador no equinócio de outono do hemisfério sul, entre os dias 20 e 21 de março, a zona de convergência intertropical atinge sua posição mais ao sul, com o seu centro sobre a cidade de Quixadá, a 5° de latitude sul, no sertão cearense, provocando as chuvas do dia de São José.
Às vezes, porém, a chuva não chega. O movimento da zona de convergência intertropical depende da temperatura das águas no oceano, que na região equatorial varia entre 26° e 29°. E uma variação de 1 a meio grau entre as águas do Atlântico norte e do sul é a diferença entre um “inverno” chuvoso ou seco. Com as águas do Atlântico norte mais frias, a ZCIT desloca-se para o sul, trazendo suas nuvens carregadas. Se as águas do Atlântico estiverem mais frias no sul, entretanto, as chuvas serão despejadas na Amazônia e sobre a Ilha de Marajó. Para o nordestino será a seca, a fuga da asa-branca, a terra calcinada e a fome. Sem culpa de São José.
*Autor :por Antônio Carlos Fon
**Fonte: http://super.abril.com.br/ecologia/causas-seca-nordestina-440989.shtm
12 de abril de 2013
LIDERANÇAS POLÍTICAS RECEBEM O SENADOR ARMANDO MONTEIRO E DISCUTEM A CRISE NA SETOR PRODUTIVO
Liderados pelo prefeito Fernando Fernandes (PCdoB), lideranças políticas do município receberam a visita do senador Armando Monteiro (PTB-PE), hoje pela manhã, no recinto da prefeitura municipal.
Numa reunião informal e aberta ao público, o prefeito e vereadores puderam expor as agruras que oram passam os produtores de leite, em particular, e toda a economia rural do município de Sanharó.
Mesmo o problema não se localizando apenas em Sanharó, claro, ocorre que aqui é muito mais acentuado, já que a pecuária, com ênfase à produção leite, tem um peso maior na formação da economia local.

O ex-vereador Carrinho lembrou que Armando Monteiro é o primeiro senador que vem ao município fora do período de campanha eleitoral.
Além de todos os vereadores que compõem o grupo de situação, estavam presentes outras lideranças expressivas, a começar pelo ex-prefeito César Freitas. Acompanhando o deputado estadual Julio Cavalcanti, estava o ex-prefeito Geovane Leite.
O senador falou aos presentes da sua disposição de se engajar cada vez na luta dos produtores, bem como apoiar outros pleitos do município que também contemplam outras ações importantes.
Demonstrando estar intimamente antenado com a situação da classe produtora e as ações que os governos estadual e federal vêm implementando, o senador enfatizou à necessidade de mais empenho para que obras estruturadoras que vêm se arrastando como a Transposição, seja agilizada,para que obras complementares como a Adutora do Agreste possa trazer os benefícios hídricos que a região tanto reclama.
Na sua fala final o prefeito Fernando Fernandes, passou as mãos do parlamentar um documento, retratando todo o quadro que afeta os produtores rurais e concluiu com um veemente apelo para que o senador acuda no que for possível, junto as autoridades nominadas, em destaque o Banco do Nordeste.
*Dom Pablito
Editor
*Fonte: Artfliport?o / FLIPORTO 2013
Pode ser pura coincidência, mas, ontem, os três principais jornais do País deram manchetes idênticas sobre inflação; nesta sexta, dos três jornalões, dois voltaram a se repetir, batendo na tecla dos preços às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária; a dúvida é: Dilma irá se curvar à pressão organizada dos meios de comunicação, que parece ter um comando central, ou recomendará cautela ao Banco Central, diante dos sinais contraditórios da economia?; em editorial, Folha e Estado pedem juro maior
Será que existe um comando central, alinhado e coeso, definindo as manchetes dos principais jornais do País, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária? Pode ser que sim, pode ser que não, mas o fato é que nunca houve tanta coincidência e tanta convergência entre os jornalões. Ontem, quinta-feira, os três principais jornais do Brasil, deram destaques idênticos ao mesmo tema, conforme abaixo:
Inflação passa teto da meta e juro pode subir – O Globo
Inflação passa teto e cresce pressão por alta de juros – Estado de S. Paulo
Inflação estoura meta, e governo prevê juro maior – Folha de S. Paulo
Nesta sexta, de novo, novas repetições:
Alta dos preços já derruba vendas em supermercados – O Globo
Alta de alimentos derruba vendas de supermercados – Folha de S. Paulo
É por essas e outras e outras que os jornais tradicionais muitas vezes são rotulados como um integrantes de um suposto PIG, Partido da Imprensa Golpista, como se fizessem parte de um partido único. E é também por isso que tantas vozes gritam por um processo de democratização dos meios de comunicação.
No tocante à inflação, o movimento coordenado dos grandes jornais pode provocar até um resultado inverso ao desejado. Como a presidente Dilma é ciosa de sua autoridade, será desagradável elevar os juros, na reunião do Copom dos dias 16 e 17, depois de uma pressão tão explícita dos jornalões. Será que ela irá se curvar aos barões da imprensa?
Não bastasse isso, os sinais são bastante contraditórios. Já se sabe que o estouro da meta em março será revertido em abril. Além disso, as previsões de analistas convergem para uma taxa de 5,70% em 2013, confortavelmente dentro da meta de 6,5%. E o ritmo de atividade econômica, já fraco, recomendaria certa cautela. Até mesmo no sistema financeiro não há consenso e um grande banco não vê razões para a alta dos juros.
No dia 17, quando forem anunciados os resultados da reunião do Copom, o Brasil saberá quem venceu a queda de braço: Dilma ou o exército coeso que a enfrenta.
E se não bastassem as manchetes, o Estadão e a Folha publicaram ainda editoriais pedindo juros maiores. Leia abaixo:
A inflação da omissão – EDITORIAL O ESTADÃO
Além do teto – EDITORIAL FOLHA DE SP
*Fonte: Brasil 247
11 de abril de 2013
MARIA DE OLIVEIRA CARACIOLO
Laurentino Ventura Caraciolo –Seulau – casou-se, em 1931, com Maria de Oliveira Caraciolo, da família Oliveira, do distrito de Mulungu, cuja genealogia é a que segue:
Esta família Oliveira tem a sua origem no povoado de Cheleiros, próximo de Lisboa, Portugal. O português Domingos de Farias Castro, natural daquele povoado, veio para o Brasil e influenciado por parentes que já estavam na região, fixou-se no Cariri paraibano.
Sertões difíceis, recém-saídos da guerra contra os índios tapuias temíveis, porém, por outro lado, havia facilidades em conseguir terras para criar gado. Estabelecido já, desde os fins do século XVII, no Cariri, no lugar chamado de Boqueirão do Carnoió, o capitão Pascácio de Oliveira Lêdo, dono de vastas terras requeridas em sesmarias, casou-se com Izabel Rodrigues. Os seus pais, tios, primos e irmão, os Oliveira Lêdo, fixaram-se na região que hoje corresponde mais ou menos ao município de Espinharas-PB. Eles, os Oliveira Lêdo, saíram de Sergipe, das margens direita do rio São Francisco, em 1664, para explorar uma sesmaria de 50 léguas de comprimento e 10 de largura no Cariri paraibano.
O bisavó de Pascácio, Bartolomeu Lêdo, vivia na capitania de Itamaracá (esta começava em Goiana e ia até hoje na cidade de João Pessoa) de fabricar tijolos e telhas e para fugir do domínio holandês subiu o São Francisco estabelecendo-se nos vales desse rio do lado sergipano. Daí, alguns de seus descendentes emigraram para a região do Cariri, inclusive Pascácio de Oliveira Lêdo.
Bartolomeu Lêdo foi casado com a mameluca Ana Lins, filha de uma índia batizada com o nome cristão de Filipa Rodrigues e do alemão Rodrigues Lins, primo do mestre arquiteto, Cristóvão Lins, que “riscou o traçado” do primeiro forte levantado pelos portugueses na Paraíba, em 1593.
“A família Oliveira Lêdo teve um papel importantíssimo na penetração do gado no sertão paraibano. Segundo registros disponíveis, foram os membros dessa família, os primeiros a se situarem no interior da Paraíba, a uma distância superior a 14 léguas de distância do mar”.
“Teodósio de Oliveira Lêdo, homem destemido(…), em suas andanças para o sertão paraibano, descobriu o melhor caminho para atingi-lo, a partir do Cariri: subindo e, depois, vadeando o sopé da Borborema, em cujo cimo, aliás, fundou um arraial que se tornaria a Campina Grande de hoje”(…) “De certo modo, pode-se afirmar que não há uma só cidade do sertão que não se tenha originado de uma fazenda pertencente a um membro da família Oliveira Lêdo”.
Ao morrer em 1732, Teodósio de Oliveira Lêdo deixou seis filhos, quatro do primeiro casamento e dois do segundo. Um descendente dele, Custódio de Oliveira Lêdo ( nome tradicional na família), foi o precursor na criação de uma fazenda às margens do riacho Liberal, afluente do rio Ipojuca, em terras do hoje distrito de Mulungu, do município de Sanharó.
Custódio de Oliveira Lêdo , procedente do Cariri paraibano, instalando-se, em 1810, em Mulungu, casou-se com Maria José de Vasconcelos, moça da região. O casal teve 13 filhos, entre os quais, Tereza Eufrazina que casou com um sobrinho de Custódio, chamado de Manoel Raimundo de Oliveira Lêdo (morreu em 23/12/1910). Manoel Raimundo casou-se duas vezes, a primeira vez com a prima Tereza Eufrazina e na segunda vez, com uma sobrinha da primeira esposa, Luíza de Oliveira Lêdo, filha de Custódio Moço. Do primeiro casamento deixou nove filhos e do segundo, cinco filhos. Uma das filhas de Manoel Raimundo com Tereza Eufrazina foi Salustriana (Calú) que se casou duas vezes, a primeira com Benício Calado, com a sucessão ( esta genealogia, pelo lado materno, é também a do autor destas notas):
F1 – Herculina casou-se primeiro com Amaro Francisco da Silva, sucessão: Nair, Margarida .e Antônio. A segunda vez, casou-se com Luís Honório Filho, sucessão: Anete, Auxiliadora e Francisco.
F2 – Olindina casou-se com Evaristo Pereira Barbosa, sucessão: José, João e Maria José..
F3 - Juveniana (Viana) casou-se com João Ferreira Calado, sem sucessão.
- Salustiana (Calú), pela segunda vez, casou-se com Amaro Calado, primo ou irmão do primeiro marido, sucessão:
F4 – José de Oliveira, comerciante de Autopeças em Arcoverde (Concessionária Ford). casado com Liquinha, sem sucessão.
F5 – Pedro, comerciante de autopeças em Arcoverde, casado com Neta, sucessão: Nadir, Nanci e Pedro Júnior.
F6 – Antônio, comerciante no Recife, casado com Inês Peixe, filha de seu Peixe, o primeiro industrial de Sanharó, com fábrica de instrumentos para a agricultura. Sucessão: Helena e Lúcia
F7 - Argemiro, comerciante em Sanharó, casado com Rosinha Lins, filha de Antônio Victor Alves Filho e Maria José Leite.
F8 – Adelaide, casada com Leonel Lyra, de Nazaré da Mata, sucessão: Murilo, Milton, Mário, Múcio, Maria do Carmo, Nazaré e Lúcia. Leonel Lyra foi subprefeito de Arcoverde em 1947 e Murilo (de Oliveira Lyra), prefeito eleito da mesma cidade, em 1955.
F9 – Adélia, casada com Tomás Alves, de Belo Jardim, comerciante em Arcoverde. Sucessão: José de Oliveira Alves (Zuzinha), comerciante no Recife.(Concessionária Ford, da rua da Vitória, em frente à Estação Ferroviária), casado com Iracy, filha de Pedro de Souza, de Caruaru, sem sucessão e Zeca, casado com sucessão.
F10 – Aurora, casada com Pedro Gomes da Silva, comerciário no Recife, sem sucessão.
F11 – Maria de Oliveira Caraciolo, casada com Laurentino Ventura Caraciolo, com a seguinte sucessão:
F1 – Leonides, autor destas notas., casado duas vezes. A primeira vez com Terezinha Samico Caraciolo (médica). Sucessão:
N1 – Gerber Samico Caraciolo (médico), casado com Fernanda Albuquerque Caraciolo, sucessão: Pedro Paulo Albuquerque Caraciolo.
N2 – Leonides Júnior (engenheiro), casado com Jeane Carla da Fonseca Araújo, sucessão: Camila, Carla Araújo Caraciolo, Leonides de Oliveira Caraciolo III e Lara Araújo Caraciolo.
A segunda vez, com Gorette, sucessão: Gustavo e Guilherme.
F2 –Maria Leonie, casada com o primo Antônio de Pádua Couto Caraciolo (Juiz de Direito). Sucessão:
N3 – Mara Marusa, casada com Hamilton Didier, sucessão: Maruska e Talitha.
N4 – Mara Moema, casada com Alexandre, sucessão: Clarissa e Pedro.
N5 – Mara Magda, casada com Jairo, sucessão: Jairo Magno e Mateus.
N6 – La Place, casado com Fernanda, sucessão, Laís e Bruna.
F3 – Maria Laurinete, primeiro casamento com José Sérgio de Britto. Sucessão: Marco Arcelino(falecido), Sérgio Arcelino (falecido) e José Sérgio Júnior, casado com Eloá, filha de José Avelino, sucessão: Sergio Neto A segunda vez com Mussoline Caraciolo Souza Leão; sucessão: Betti Lauren, casada com Fúvio, sucessão: Aretha Paloma e Aquiles Gabriel.
F4 – Laurentino Júnior, casado com Gorete, sucessão: Mariana e Felipe. Laurentino deixou mais três filhos: Fábio, Ítalo e Laís.
F5–Maria Rosane, primeiro casamento, com José Patriota(falecido),. sucessão: Rhassanna Shizue (falecida) e Rhassanno, engenheiro-perito da Polícia Federal, casado com Eliane, sucessão: Renato e Maria Clara. O segundo casamento de Rosane, com Gilson Paes Barreto (médico), sem sucessão.
Seulau antes do casamento foi pai de:
F6 - Estanislau Kostka Ventura Caraciolo (Estende), que foi criado pela tia Mariah Ventura Caraciolo e casado com Maria José Rosa (Mãezinha). Sucessão:
N7 – Sandra, casada com Paulo Jarbas, sucessão: Andréa, Paulo André e Cristiane.
N8 – Augusto, casado com Gilmara Lizandra, sucessão: Maria Clara. Filhos de Augusto antes do casamento: João Augusto e Maria do Carmo.
N9 – Marieta, ex-casada com Hermano, sucessão: Maylla, Millena e Johannes.
N10 – Ana Paula, ex-casada com Robervaldo, sucessão: Ramon e Ramona.
N11 – Estanislau Júnior, casado com Areta, sem sucessão.
Seulau deixou outras filhas. Nesta sucessão, temos:
F7 – Marly Nascimento de Freitas, casada com Valdemir (Bibi), Aquino de Freitas, com a sucessão:
N12 – Tatiana, casada com Júlio César, sucessão: Clara.
N13 – Ana Bolena, casada com Golbery, sucessão: Valdemir Neto.
N13 – Ranniere Aquino de Freitas, ex-prefeito de Sanharó, casado com Shirley, sucessão: Ranya. Além desta, Ranniere é pai de Raila e João Paulo.
F8 – Marlene, sucessão: Laurentino Magno, Cristiano(Novinho), Juliana, Cristiane e Ari.
F9 – Maria de Lourdes, casada com Normando Fernandes, sucessão: Normando, Rose e Ane Caroline.
[1] Parte da genealogia descendente de Custódio Oliveira Lêdo foi obtida nos arquivos de ex-vereador José Raimundo de Oliveira (Zé de Godó).
*Autor: Leonides de Oliveira Caraciolo – Engenheiro Civil, escritor, historiador/memorialista. É membro das academias de letras e artes de Pesqueira e Belo Jardim.
EMPATE TÉCNICO ENTRE DILMA E EDUARDO NO RECIFE
Se dependesse do Recife e as eleições presidenciais fossem realizadas imediatamente, a presidente Dilma Rousseff (PT) estaria empatada tecnicamente com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; segundo pesquisa do Instituto Maurício de Nassau/Jornal do Commercio, Dilma teria 36% das intenções de voto contra 34% de Eduardo, o que levaria a disputa para o segundo turno; já Marina Silva (Rede) teria 4% e Aécio Neves (PSDB) 2%; caso Lula disputasse, os recifenses o elegeriam com 49%
Um páreo duro no Recife, tanto para o governador Eduardo Campos (PSB) como para a presidente Dilma Rousseff (PT). Potencial candidato à Presidência da República em 2014, Campos tem a sua gestão aprovada por 75% dos recifenses. Apesar disto, caso as eleições fossem realizadas imediatamente, a presidente Dilma – que tenta a reeleição – teria 36% dos votos da capital pernambucana contra 34% do governador, caracterizando um empate técnico que levaria a disputa para o segundo turno. Já a ex-ministra Marina Silva (Rede) teria 4% e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) 2%. A pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau (IPMN)/Jornal do Commercio aponta que caso o ex-presidente Lula disputasse o pleito majoritário, os recifenses o elegeriam com 49% das intenções de voto, enquanto Campos teria 25%.
O empate técnico promete esquentar a disputa eleitoral na capital pernambucana. Se a gestão de Eduardo é bem avaliada pelos recifenses, chegando a 75%, a presidente Dilma registra 62% de aprovação ao seu governo. O problema, tanto para um como para o outro, é como encontrar os mecanismos para transformar este otimismo administrativo em votos. Talvez o problema mais imediato seja a ser trabalhado pelo socialista esteja em convencer o eleitor se será ou não candidato, algo que até o momento permanece dúbio, uma vez que Eduardo ainda não se colocou oficialmente na disputa, muito embora se posicione como tal. Já a presidente Dilma tem ao seu lado o enorme capital das políticas de inclusão social e de melhoria do padrão de consumo, já deixou uma clara mensagem ao eleitorado de que será candidata à reeleição.
A surpresa da pesquisa IPMN/JC está no fato que o ex-presidente Lula – que não deve participar da disputa em 2014 – tem 49% das intenções de voto do recifense, 24 pontos a mais que a sua correligionária. Nesta situação, Eduardo teria 25% dos votos a seu favor, evidenciando a força do ex-presidente como alguém capaz de tirar ou transferir votos para si ou para quem apoiar. O estudo apontou, ainda, que Lula é considerado o melhor presidente da história do País para 72,5% dos entrevistados. Logo em seguida aparece Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 13,1%, e a atual presidente Dilma Rousseff (PT), com 1% das citações.
A pesquisa IPMN/JC ouviu 816 eleitores da cidade do Recife entre os dias 1 e 2 de abril. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.
*PE 247 / IPMN/JC
Quais os desafios do setor de logística do Nordeste? Soluções e cases para esse questionamento deverão ser apresentados por empresários do setor de logística, no 1º Seminário Nordestino de Logística, que acontece agora no dia 15 de abril, das 9h às 18h, no Centro de Convenções de Pernambuco. O encontro, que tem como tema “Os desafios do futuro”, é um dos eventos paralelos à Feira de Fornecedores Industriais do Nordeste (Forind NE), promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado de 15 a 18 de abril, com a participação de empresários da região.
De acordo com dados da Associação Nordestina de Logística (Anelog), o setor cresce hoje 15% ao ano. “O desafio das empresas, hoje, é se encaixarem dentro de um processo de globalização que exige que os empresários reestruturem suas empresas e procurem a diferenciação dos seus produtos”, aponta o presidente da Anelog, Fernando Trigueiro, da consultoria Focus Trigueiro. “A eficiência dos processos de logística trazem competitividade e o setor também é hoje um grande gerador de empregos”, acrescenta o empresário Adalberto Novaes, da Contagem Inventários, diretor da Anelog.
O seminário pretende criar estimular o network entre as empresas, possibilitando a troca de experiências com o objetivo de torná-las mais competitivas. As inscrições podem ser realizadas no site da Anelog www.anelog.com.br ou pelo email anelog@anelog.com.br, onde o interessado solicitará a ficha de adesão.
A programação é composta por quatro palestras. Pela manhã, a primeira vai abordar o tema da mobilidade logística, ministrada pelo diretor de logística da Coca-Cola, Fernando Castelão. Em seguida, a tecnologia da informação vai propor soluções para alavancar os negócios, com a palestra “Otimizando a Logística com RFID”, com o diretor da VC2ti, Gustavo Caldas Filho. À tarde, o consultor e professor Marcilio Cunha fala sobre o potencial logístico do Nordeste.
O seminário será encerrado pelo presidente da Anelog, Fernando Trigueiro, que vai tratar da importância da qualidade no serviço de logística, no intuito de mostrar às empresas como a excelência do trabalho afeta diretamente a vantagem competitiva da empresa.
A Feira de Fornecedores Industriais do Nordeste (Forind NE) é o maior encontro de negócios industriais do Nordeste, promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, principal organizadora de eventos do mundo. São esperados 280 expositores, 45% a mais do que no ano passado. Além das cadeias produtivas de energia, metal e mecânica e elétrica e eletrônica, a feira ganha um quarto segmento este ano, o de movimentação industrial.
*Fonte: Algo Mais
10 de abril de 2013
A ALEGRIA DO MAESTRO FORRÓ
“Eu nunca saí da Bomba, aqui é o
meu Porto Seguro. É um lugar inspirador, é
como se fosse uma nave mãe para mim,
um quartel-general. Daqui dá para ver o
mundo todo”.
MAESTRO FORRÓ Aos 38 anos o músico conquistou a Bomba do Hemetério, a crítica pernambucana e palcos pelo mundo
Francisco Amâncio da Silva nasceu na comunidade da Bomba do Hemetério, em Água Fria, filho de José Amâncio da Silva e Maria da Penha da Silva. A mãe, professora. O pai, José Amâncio do Coco, canta coco de roda. Não bastasse a efervescência do bairro, a casa era reflexo da bagagem trazida por José Amâncio de Aliança, na Zona da Mata: caboclo de lança, maracatu rural, ciranda, violeiros e repentistas.
Aos cinco anos já tocava zabumba acompanhando o pai na sanfona. Além de presenciar os encontros de violeiros – que aconteciam dentro da casa – Francisco Amâncio teve no irmão mais velho, Givanildo, mais referência musical: o piano. Forró, ou melhor, Maestro Forró foi um nome que só se consagrou algum tempo depois. Entre a infância e a fase adulta vivenciou a cultura vinda dos próprios vizinhos da comunidade da Bomba do Hemetério. Dormia escutando os ensaios do Leão Coroado, Caboclinho Canindé, Boi de Nelson, Reisado Imperial, Gigantes do Samba e Maracatu Nação Elefante. Hoje, a infância de experiências sonoras mostra os seus frutos.
Com irreverência e alegria, o Maestro Forró fundou a Escola de Música da Bomba do Hemetério, que teve como resultado a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério. Desde 2002 o conjunto lançou 3 CDs e recentemente arrebatou a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pela presidente Dilma Rousseff. Com a música, rodou o mundo, mas se você perguntar se ele vai sair de Água Fria a resposta não deixa dúvida: “Eu nunca saí da Bomba, aqui é o meu Porto Seguro. É um lugar inspirador, é como se fosse uma nave mãe para mim, um quartel-general. Daqui dá para ver o mundo todo”.
Quando a música se tornou um interesse profissional?
A minha formação musical começou por causa da minha família, mas a formação acadêmica começou na década de 1980, quando eu entrei na escola Dom Vital. Meu primeiro professor de
música chama-se José do Nascimento Tenório, grande formador. Eu era da banda de música da escola Dom Vital. De lá, eu entrei no Centro de Criatividade Musical do Recife e depois e ingressei na Universidade Federal da Paraíba, onde tive aulas com o primeiro doutor em trompete da América Latina, Naílson de Almeida Simões. Quando eu saí da UFPB, comecei a ir atrás de cursos de verão, onde eu vivenciei misturas. Foi um período muito bom da minha vida, eu só fazia estudar e aprender com essas coisas.
A necessidade de misturar sons e inspirar a pesquisa surge em que época?
A gente foi meio que vivenciando esse meio e bebendo dessa fonte naturalmente. Eu já era profissional da música, eu já tinha viajado 36 países com o DJ Dolores e já tinha feito direção
musical de alguns grupos da cidade como o Maracatu Nação Pernambuco e Mundo Livre S/A. Com DJ Dolores viajei por toda a Europa Central, Leste Europeu, Istambul, América Central Durante esses três, quatro anos, fomos constatando várias características em comum com a nossa cultura e eu fui sentindo necessidade de transformar essas pesquisas – toda vez que eu viajava, saía pesquisando sons – e tem algumas coisas que eu não esperava. O Leste Europeu, por exemplo, tem muita coisa em comum com a nossa cultura e a China também, passei três meses lá com o Maracatu Nação Pernambuco.
Como é que nasceu o personagem Maestro Forró?
Na verdade, primeiro foi Forró. Quando eu comecei na música, na década de 1980, teve uma festa junina na escola, na época a lambada estava estourada no Brasil todo e o forró tinha caído no
ostracismo. Enquanto as pessoas escutavam música americana ou lambada, o meu pai escutava aboio, então todo mundo escolheu cantar músicas do momento e eu escolhi “Dona Tereza”, de Azulão. O professor me perguntou como eu, que tinha 11, 12 anos, sabia cantar aquele forró e eu disse que era por causa do meu pai. Ele começou a me chamar de Forró, me batizou. O nome Forró pegou e com a trajetória musical virei Maestro Forró.
LEIA A ÍNTEGRA
http://www.revistaalgomais.com.br/blog/wp-content/ea/edicao82.pdf
*Fonte: Revista Algo Mais
Desde 1933, para cumprir o seu objetivo de livrar-se dos judeus, classificados como “impuros por sua raça”, os nazistas em sua expansão territorial acelerada durante a Segunda Grande Guerra Mundial (1939-1945), dominando o Estado alemão, implantaram e operaram campos de concentração, câmaras de gás, fornos crematórios, experiências médicas com humanos, assassinatos públicos em massa, valendo-se de uma logística e determinação que assombra a humanidade até os nossos dias. A esse processo que assassinou seis milhões de judeus, apenas pelo fato de serem judeus, milhares de Testemunhas de Jeová, ciganos, negros, deficientes, políticos e outros considerados inimigos do regime, deu-se o nome de HOLOCAUSTO.
No dia 8 de abril, a comunidade judaica e, em especial, a de Israel, rememora o Holocausto através de uma cerimônia bastante simbólica, estabelecida em 1959 como lei e aprovada por David Ben-Gurion e Yitzhak Ben-Zvi: o Yom Hashoá ou Dia da Lembrança do Holocausto. Em Israel, feriado nacional, a população faz dois minutos de silêncio entrecortados apenas pelo alarme de sirenes aéreas. Estabelecimentos públicos são fechados, as bandeiras hasteadas a meio mastro, e os veículos de transporte param, assim como as pessoas. Em várias partes do mundo, rememora-se a data sob o lema de “lembrar e recordar – jamais esquecer”.
A data escolhida, originalmente 15 de Nissan do calendário hebraico, marca o fim da revolta do Levante do Gueto de Varsóvia, em 19 de abril de 1943, quando pela primeira vez, um grupo de judeus confinados no gueto e chefiados pelo jovem Mordechai Anielewicz, desafiou durante vários dias o poderoso exército nazista, que acabou assassinando milhares de judeus habitantes daquela área de confinamento. O Gueto – construído em Varsóvia, logo após a ocupação da Polônia pelo exército nazista – chegou a ter mais de 380 mil judeus, confinados em menos de 3% do espaço da cidade, onde uma dieta de 184 kcal era servida, causando morte, tifo além da determinação de destruir a moral da, na época, ativa, cultural e pungente comunidade judaica polonesa. Importante rememorar esta data como uma reivindicação ao “direito à rebelião e resistência” nos casos de repressão onde vidas correm perigo.
LEIA A ÍNTEGRA:
Após o Holocausto, onde o ser humano pode chegar?
*Fonte: FolhaPE – Autores: *Profa. Maria Luiza Tucci Carneiro, Luiz Carlos Fabbri e Abraham Goldstein são da comissão fundadora do ISDH
A velha e sempre nova, Rua Nova…
No século XVII não passava de um caminho que ligava o Terreiro dos Coqueiros com a margem do Capibaribe, nas proximidades da segunda ponte de madeira erguida no Recife pelo Conde João Maurício de Nassau-Siegen, unindo a ilha de Antônio Vaz ao que viria a ser a Boa Vista dos nossos dias.
Na primeira metade do século XVIII, o primitivo caminho veio a ser embelezado por dois dos mais importantes templos católicos da Vila de Santo Antônio do Recife: Inicialmente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, construída entre 1725 e 1757; seguindo-se da Igreja do Santíssimo Sacramento [hoje Matriz de Santo Antônio], que veio ocupar o local da Casa da Pólvora dos holandeses, com sua construção se estendendo de 1755 a 1790. No Governo de Henrique Luís Pereira Freire (1737-1746) consolidou-se a ligação definitiva entre o bairro portuário e a Boa Vista, consagrando definitivamente o caminho então denominado de Rua Nova de Santo Antônio.
Sucessivos aterros contribuíram para o nivelamento da nova artéria e sua ligação com a Boa Vista, o que se deu com a construção da primitiva ponte (1737), ainda com seu lastro em madeira, que antecedeu a atual ponte de ferro adquirida na Inglaterra e aqui instalada no ano de 1876. Surgia assim a nossa velha e sempre nova, Rua Nova.
Da segunda metade do século XVIII aos nossos dias, a Rua Nova tornou-se o coração pulsante da cidade. Nos seus sobrados residiam importantes famílias; o da esquina com a Rua do Sol era residência do dicionarista Antônio Moraes Silva que, nascido no Rio de Janeiro em 1755, veio fixar residência no Recife, no início do século XIX, tendo aqui falecido em 11 de abril de 1824. No Recife escreveu a segunda edição do seu Dicionário da Língua Portuguesa, publicada em Lisboa em 1813. Também Joaquim Nabuco residiu na Rua Nova, quando aluno do quinto ano da Faculdade de Direito do Recife, nos idos de 1870, em casa do médico Jesuino Augusto dos Santos Mello. Na época, Joaquim Nabuco escrevia o seu livro, A Escravidão, tendo registrado nos originais a seguinte declaração: Este livro foi escrito por mim em 1870 quando estudante do 5º ano no Recife; morava eu então com o Dr. Santos Mello e o Barros Pimentel fazia bolsa comigo”.
Era a Rua Nova a artéria de maior importância do Recife, reunindo consagrados profissionais (médicos, fotógrafos, advogados) e as mais conceituadas casas de comércio de então, com destaque especial aos centros de convívio formados por seus cinemas, cafés e restaurantes. No trecho entre a atual Praça da Independência até a Ponte da Boa Vista, localizavam-se a Casa Inglesa de Emília Brack (1912), que pela primeira vez admitiu como vendedoras elementos do sexo feminino; Lojas Paulista, a Casa Hermes (1942), especialista em aluguel de trajes a rigor; os cinemas Pathé (1909), com 320 lugares, Royal e Vitória; o Café Ruy; o Café Familiar e a Confeitaria Glória, onde em 26 de julho de 1930 foi assassinado o presidente da Paraíba João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque; dando causa a Revolução de 1930. Nos anos que se seguiram a Rua Nova continuou a ser o centro pulsante da cidade do Recife, com as Lojas 4.400, Casa Matos (tecidos finos), Sapataria Inglesa, Casa Parlophon, Nova Magnólia, Slopper, Ao Anel de Ouro, Drogaria Villaça, A Primavera, Confeitaria Fênix, Etan (loja de senhoras), Casas Huddersfield (tecidos finos), Casas Maia, além de estabelecimentos bancários e uma infinidade de casas comerciais.
Todo movimento da cidade tinha na Rua Nova o seu centro, fosse na Procissão do Senhor Bom Jesus dos Passos ou nos Trotes Estudantis (quando os calouros das faculdades vinham às ruas em desfiles de críticas e chacotas). E no restante do ano, o que se via nas tardes na Rua Nova era verdadeiros desfiles de elegância, como nos descreve o cronista Tadeu Rocha nos idos de 1963: A qualquer hora do dia, é grande o seu movimento de veículos e pedestres; e nas últimas horas da tarde, ela se povoa de gente elegante, que vem às compras, aos cinemas e aos namoros. Moças bonitas e rapazes bem trajados enchem às calçadas, em que também transitam respeitáveis matronas e onde estacionam encanecidos senhores, saudosos de sua mocidade. Passam os transeuntes, passa o tempo, sucedem-se gerações. Mas esta rua continua sempre nova…
No Carnaval, porém, a Rua Nova se transformava no reinado da folia… Seu nome era lembrado com frequência por compositores de então, como Antônio Maria (Frevo nº 2 do Recife), Carnera (Frevo na Rua Nova), Jacob Bittencourt (Rua Nova), sem falar em Marambá, como era conhecido José Mariano da Fonseca Barbosa (1896-1968), que assim a imortalizou: A macacada vai pra Rua Nova Quando chega a hora alegre da folia Entra na onda cai na brincadeira Dança a noite inteira faz o passo todo dia.
No final dos anos setenta do século vinte, porém, a Rua Nova foi transformada em rua de pedestres, bem na moda do modelo escolhido pelo arquiteto Jaime Lerner para as ruas de Curitiba, e assim começou a perder o seu charme. Hoje apesar do movimento de afluência ao seu comércio e do trânsito incessante de pedestres, a Rua Nova perdeu seu charme, e jamais voltou a ser o centro pulsante das nossas emoções.
*Autor: Leonardo Dantas Silva – Escritor, Pesquisador Cultural, Cronista e Jornalista.
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MOBILIDADE URBANA
É só no que se fala. Mobilidade é a palavra da moda. Tanto faz na capital como no interior, a situação é a mesma: as cidades estão travadas por causa do excesso de veículos, da ocupação indevida dos espaços públicos e, principalmente, devido à da falta de ação e de planejamento dos governantes.
O que se ouve é muita conversa fiada e providências que é bom, só no papel e no discurso. Os nossos gestores cada vez mais dão demonstrações de que agem em descompasso com a realidade. Eles estão perdidos que só barata em terreiro de galinha.
Dias atrás os nossos jornais encheram suas páginas com matérias alusivas à construção de vários viadutos em áreas críticas da cidade do Recife, cujo objetivo era dar maior mobilidade, ou em outras palavras, acabar com o caos que vem fazendo do trânsito da nossa capital um dos piores do Brasil. Agora, numa prova de que nada havia sido planejado e também não tinham ouvido a opinião de quem entende do assunto, estão desistindo dos viadutos e falando em rodízio de automóveis, como se o recifense fosse atendido por um eficiente serviço de transporte público.
Segundo me parece, há uma empolgação fora do comum sobre a Copa do Mundo e os políticos finalmente caíram na real e já admitem que muito do que foi prometido para 2014, não será realizado. Entretanto, se isso pode servir de consolo para os moradores da capital, lembro que no interior a situação – guardadas as devidas proporções – é quase igual.
Aqui em Pesqueira, por exemplo, estamos passando por situações que nunca imaginamos. Além do aumento da quantidade de veículos em circulação, temos como agravante a falta de sinalização, a ausência de demarcação das áreas de estacionamento, a ocupação das calçadas pelas lojas e a volta das barracas de feira para o centro da cidade. Tudo isso junto, resulta em dificuldade para o cidadão andar a pé e trafegar de carro.
Mais uma vez, insistimos na necessidade de que seja elaborado, discutido e aprovado um novo Código de Posturas para o município, pois não é admissível que continuemos sendo guiados por normas que foram editadas em 1951, ainda no governo do Dr. Ésio Araújo, que, diga-se de passagem, fez escola ao mostrar que era possível governar com seriedade e competência.
Pesqueira, 09 de abril de 2013.
*Autor: Walter Jorge de Freitas – Comerciante, escritor, cronista e musicólogo.
9 de abril de 2013
NO TEMPO DO ZEPPELIN
A propósito do feito dos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, vale lembrar que as primeiras experiências com sucesso no campo da aeronáutica no Recife aconteceram em 1862 com Július Buislay, artista da companhia francesa de Acrobatas.
Noticia a imprensa da época que, subindo num balão, ele fazia acrobacias no Pátio do Teatro Santo Antônio, na Rua das Florentinas (trecho hoje ocupado pela Avenida Dantas Barreto, entre a Praça da República e a Rua Siqueira Campos); assim descrevendo o Jornal do Recife de 26 de outubro daquele ano: A nossa população presenciou ontem um espetáculo inteiramente novo para ela. Foi a ascensão do artista acrobático Júlio Burlay, que conforme havia feito comunicado, subiu as regiões etéreas arrebatado pelo seu Montgolfier. Uma multidão imensa apinhada no Campo das Princesas saudou o intrépido aeronauta com gritos de prolongados vivas e aplausos. Eram cerca de 6 horas e um quarto quando o balão ergueu-se suavemente, buscando o lado sul, impelido pelo vento norte; não estando completamente cheio começou logo a baixar, indo depois o corajoso viajante cair nas proximidades dos Coelhos. Durante o trajeto o excelente artista fez diversas evoluções sobre o seu trapézio, oferecendo aos olhos da população admirada a realização de um espetáculo para o qual, há cerca de um ano, teria sido convidado … A temporada de balonismo do francês Július Buislay vem a ser novamente noticiada na edição do Jornal do Recife de 3 de novembro – “o artista fez anteontem a sua segunda ascensão aerostática, indo aterrissar sobre uma casa térrea na Rua Velha, de onde o trouxe para o Teatro da Rua das Florentinas uma multidão imensa de pessoas”.
Na semana seguinte,na edição de 11 de novembro, o mesmo jornal informa que na sua terceira tentativa, “o balão pouco cheio não subiu alto, indo cair no quintal de uma casa da Rua dos Martírios”. Outra proeza aconteceu em sete de outubro de 1906, tendo por balonista José Pereira da Luz (Zé da Luz), que subindo num aeróstato, na antiga Rua do Sebo, hoje Barão de São Borja, foi cair em Tejipió. A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, porém, só veio a ser realizada pelos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral , que saídos de Lisboa a bordo do hidroavião “Lusitânia” , em 3 de março de 1922, amerissaram na bacia do Capibaribe em 5 de junho daquele ano.
Para comemorar o feito, fez-se erguer um grande monumento em mármore aos dois aviadores, esculpido por “Santos e Simões – estatuários”, e foi ofertado pelos portugueses residentes em Pernambuco. A sua inauguração aconteceu, em 1927, sendo instalado no Cais Martins de Barros.
Os primeiros brasileiros a cruzar o Atlântico Sul porém foram João Ribeiro de Barros (comandante), Newton Braga, João Negrão e Vasco Cinqüini, que, a bordo do hidroavião Jahú, fizeram o vôo histórico Gênova-São Paulo, escalando no Recife em cinco de junho de 1927, amerissando na bacia do porto, sendo recebidos com grandes festas. No mesmo ano, o comércio da Encruzilhada, a fim de assinalar o feito, mandou erguer uma coluna de oito metros de altura, encimada por uma águia pousada sobre o globo terrestre, com a inscrição: “Raid Gênova-Santos. À heróica tripulação do Jahú, homenagem do povo da Encruzilhada. Recife, 25 de setembro de 1927”.
A correspondência aérea entre o Recife, o Rio de Janeiro e Buenos Aires, veio a ter início a 7 de março de 1927, através da Companhia Latecoére, depois denominada de Aeropostale, que veio a ser o embrião da Air France.
Na bacia do Pina-Santa Rita passaram também a amerissar os hidroaviões da Condor-Lufhansa e da Panair-Panamerican. O Graf-Zeppelin Dentre as novidades aeronáuticas da década de 1930, famosa pelo aparecimento de novos hábitos e costumes, antecedendo a segunda Grande Guerra, foi a chegada no Recife do Graf Zepelin, uma invenção do Conde Zeppelin, Ferdinand von Zeppelin (1838-1917), nobre, general e aeronauta alemão, projetista e construtor do dirigível. Com tal viagem era inaugurada uma linha direta, bimestral, com a Europa, numa quinta-feira, 22 de maio de 1930, fazendo a rota Friedrischafen-Sevilha-Rio de Janeiro.
Pelo noticiário, que se depreende do Diário de Pernambuco, do dia 23 de maio, e depoimentos dos que assistiram e documentaram, a exemplo do compositor Raul Valença que chegou a fazer um filme, foi uma verdadeira revolução na cidade, quando da chegada daquele dirigível após 59 horas de viagem: Um vivo interesse se desenhava em todos os semblantes em torno desse acontecimento destinado a marcar uma data inesquecível na vida da cidade. [...] às 18 horas e 35 minutos o dirigível foi avistado no Recife e logo entrou a tocar, para divulgar a boa nova, o carrilhão do Diário de Pernambuco, cujos terraços estavam ocupados por famílias do nosso escol social. [...] O Diário de Pernambuco, em sua edição do dia seguinte, às 16 horas, era já compacta a multidão de curiosos que se empilhavam nas torres das igrejas e até nos tetos das casas. – inclusive nos terraços dos edifícios mais altos: Moinho Recife, Palácio da Justiça, Diário de Pernambuco, Hotel Central, etc.
No mais alto da cúpula do Palácio da Justiça, em verdadeiro esporte de equilíbrio, agrupavam-se algumas dezenas de pessoas. O terraço desta folha, já às 17 horas, estava repleto de numerosa e compacta assistência. [...] – Chegarei pouco depois do por do sol, foi a mensagem do comandante Eckener. [...] É ele! É ele! É uma estrela!…. , gritava o povo. Mas a dúvida em breve dissipou-se. Alguns instantes mais e a sombra branca do imenso pássaro aéreo começou a surgir e a crescer. Já eram então visíveis os dois focos de proa e popa marcando o vulto imenso que desfilava dentre as nuvens.
Precisamente às 18h30m passava o Graf Zeppelin, mais baixo acerca de trezentos metros de altura, sobre a torre da Catedral de Olinda.... E logo se começou a ouvir o surdo rugido das suas hélices possantes …. Mas pode mencionar-se o emocionante espetáculo da nave imensa a deslizar dentro da noite, sobre a cidade, rumando do norte ao poente, numa grande curva, direto ao Campo do Jiquiá, como se conhecesse o caminho; como uma ave retardatária que se torna ao pouso, mil vezes demandado.
O dirigível estava sob o comando do Comandante Hugo Eckener, que, juntamente com o infante Dom Affonso de Espanha, foi saudado pelo então secretário particular do governador Estácio Coimbra, Gilberto de Mello Freyre, após a sua amarração no Campo do Jiquiá.
O Graf Zeppelin realizou 63 viagens unindo o Recife à Europa. Em 1936, veio a ser substituído por outro dirigível maior e mais moderno, o Hindenburg, que possuía 804 pés [245,06 metros] de comprimento [76 pés menos do que o transatlântico Titanic e 228 pés maior do que um Boeing 747], trazendo no seu leme a cruz suástica símbolo do nazismo.
O Hindenburg realizou sete viagens ao Brasil, antes do acidente que o destruiu, em 1937, ao pousar em Lakehurst, no estado norte-americano de New Jersey.
*Autor: por Leonardo Dantas Silva - Pesquisador cultural, escritor, cronista, musicólogo.
TSE altera número de deputados federais de 13 estados
AL, ES, PB, PE, PI, PR, RJ e RS perderão representação na Câmara.
Aumentará número de deputados de AM, CE, MG, PA e SC.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (9), por cinco votos a dois, alterar a quantidade de deputados federais de 13 estados para as eleições de 2014.
O novo cálculo foi feito com base dos dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, a divisão das 513 cadeiras da Câmara tem por base a população dos estados em 1998.
Se algum estado considerar inconstitucional a nova divisão, pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelos dados apresentados pelo TSE, os estados de Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira. Paraíba e Piauí perderão dois deputados.
Ganharão mais uma cadeira Amazonas e Santa Catarina. Ceará e Minas Gerais passarão a ter mais dois deputados. O Pará foi o maior beneficiado – passará de 17 cadeiras para 21. O estado de São Paulo continuará com 70 cadeiras.
LEIA MAIS;
8 estados perdem deputados, e 5 ganham
* G1
Desde que a história do poder começou a ser escrita, dela tem sido inseparável o registro da corrupção. Contra a corrupção do poder, Savonarola, sugeriu um governo de santos. Platão um governo de sábios austeros. Em uma de suas famosas cartas, algumas tidas como apócrifas, ele fala da perversão do poder pelo hedonismo em Siracusa – ele que fora mal sucedido conselheiro de dois de seus tiranos, Dione e Dionísio. Pôde entender Platão que uma coisa são as ideias, outras, os homens.
Savonarola é o modelo de todos os combatentes contra a corrupção na História. Coube-lhe opor-se ao mais corrupto e corruptor de todos os papas, Rodrigo Borgia, que ocupou o trono com o nome de Alexandre VI. O frade dominicano desafiou o papado e soube esquivar-se da astúcia do Pontífice, que lhe ofereceu tudo, até mesmo o chapéu cardinalício, com o propósito de retirá-lo da Toscana, onde se sentia seguro.
O monge acabou sendo vencido pelas armas, preso, julgado e condenado à morte. Naquele episódio, e em outros, Mamon, o deus do papa, se sobrepôs ao Cristo de Savonarola.
LEIA A ÍNTEGRA:
O poder e sua maldição, por Mauro Santayana
*Fonte: Jornal do Brasil
*Fonte: Campos Advogados / (controledeconteudo@fliporto.net)
Municípios e Estados podem ficar sem verba de merenda
Mais de 780 entes federativos correm risco de ficar sem os recursos devido a irregularidades nos conselhos de alimentação escolar locais
Mais de 780 entes federativos podem ficar sem os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) devido a irregularidades na situação dos conselhos de alimentação escolar. Esses conselhos são responsáveis por acompanhar a execução do programa em cada localidade do País. Caso estejam com mandato vencido, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fica impedido de transferir os recursos federais para a alimentação escolar.
No total, 780 municípios estão com seus conselhos de alimentação escolar (CAE) vencidos, entre eles 29 pernambucanos. Seis Estados – Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia e Sergipe – estão na mesma situação. “Se esses entes não regularizarem a situação rapidamente, podem ficar sem os recursos da próxima parcela do Pnae”, afirma o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Rafael Torino.
Este ano, o orçamento do programa é de R$ 3,5 bilhões, para beneficiar 44 milhões de alunos da educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos). O dinheiro é transferido em dez parcelas mensais, para atender 200 dias letivos, e deve ser utilizado na aquisição de gêneros para a alimentação escolar.
Contas – Municípios, Estados e o Distrito Federal têm prazo até 30 de abril para enviar as prestações de contas de 2011 e 2012 do Pnae por meio do Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SiGPC), disponível no portal eletrônico do FNDE. As contas serão analisadas inicialmente pelos conselheiros do CAE, que terão até 14 de junho de 2013 para registrar seus pareceres, aprovando ou não as contas, no Sistema de Gestão de Conselhos (Sigecon).
O mesmo prazo vale para o envio das prestações de contas do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Quem não cumprir a determinação pode ficar sem os recursos dos três programas enquanto não regularizar a situação.
CONFIRA A LISTA:
http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/18432441#
Fonte: MEC/JC NE10
A defesa do consumidor
O governo federal lançou no dia 15 último o PLANDEC – Plano Nacional de Consumo e Cidadania com o objetivo de “transforma a proteção do consumidor em política de Estado; priorizar o direito à informação sobre a qualidade do atendimento ao consumidor e promover a melhoria da qualidade de produtos e serviços”. Apoiamos os objetivos visados, porque todos nós, empresários ou não, somos também consumidores, mas, sobretudo, porque é do atendimento de necessidades e desejos dos consumidores que a atividade empresarial se justifica.
Quanto melhor for o atendimento do consumidor, maior será a possibilidade de sucesso de um empreendimento em uma economia de mercado. A melhor garantia de bom atendimento para o consumidor não vem de leis ou da tutela do Estado, mas da existência de opções que lhe assegurem a possibilidade de escolher livremente o que comprar, onde comprar, quando comprar e como comprar. Quando o
Brasil era uma economia fechada, as opções do consumidor eram limitadas, obrigando-o a escolher não o que queria mas o que podia.
Em um regime onde existe concorrência as empresas são obrigadas a procurar oferecer melhores produtos, preços mais convidativos, produtos mais modernos e de qualidade e um atendimento de qualidade que procure fidelizar o consumidor.
LEIA A ÍNTEGRA:
A defesa do consumidor
*Fonte: Importômetro / Autor: Rogério Amato Presidente da ACSP e da FACESP.
Decreto do executivo faz a convocação para a 5ª Conferência Municipal da Cidade, que será realizada no dia 04 de maio, no auditório do CDL local. No ato, o gestor também constituiu a comissão preparatória da conferência, que terá como tema “Quem Muda a Cidade Somos Nós: Reforma Urbana Já!”. O evento terá como objetivos debater o aprovar ações de promoção da participação sociedade civil no acompanhamento e elaboração das propostas de habitação, saneamento básico e ambiental, mobilidade, acessibilidade, regularização fundiária e planejamento territorial.
No encontro também serão promovidos diálogos para o desenvolvimento de novas idéias e conceitos sobre a participação social nos debates inerentes ao tema. Estimular órgãos e entidades públicas a participarem dos debates é do interesse da gestão municipal, por isso toda a sociedade está sendo convocada. Durante a conferência haverá a escolha de dez representantes municipais que vão integrar a Etapa Regional para debates tais propostas. A Conferência Municipal das Cidades será presidida pelo prefeito Evandro Chacon, sob coordenação do secretário de Governo Cel. Manoel Medeiros, com a colaboração direta de Sandra Valéria e Maria da Conceição Valença.
Campanha pela Paz
A Campanha Sou Pesqueirense Sou da Paz que começa dia 20 de abril, quando se comemora os 133 anos de elevação à categoria de Pesqueira (aniversário da cidade) é uma ação da Polícia Civil, Prefeitura de Pesqueira, Diocese de Pesqueira, Polícia Militar, CDL, Rotary, Lions, Maçonaria e vários outros seguimentos da sociedade civil organizada, além do apoio de vários empresários que patrocinam este ato, e que visa diminuir ou até mesmo extinguir os chamados crimes de aproximação.
Este tipo de crime, segundo o delegado de Pesqueira Dr. Bernardo Moraes, são crimes caracterizados por brigas fúteis ou motivos banais, “na maioria das vezes a polícia não tem como prevê, por isso o diálogo é o fator mais importante. Estamos fazendo esta Campanha visando exatamente conscientizar a população pesqueirense para que se evite esse método que não leva a nada”, diz Moraes.
Na realidade, a Campanha começa quinta feira, dia 11, às 08 horas da manhã no Auditório do Centro Comercial Rosa em Pesqueira, com um curso de capacitação ministrado por autoridades do município, afim de que após as devidas orientações, a rede docente municipal e estadual de ensino multiplique o conhecimento através de atividades pedagógicas, tais como dinâmica de grupo, trabalhos, etc.
* Fonte: João Jardim/Assessoria de Imprensa da prefeitura
8 de abril de 2013
Mês passado o articulista Marco Soares fez compôs um artigo abordando a situação crítica das nossas principais ruas, no que tange ao disciplinamento de trânsito, estacionamento e ocupação irregular de calçadas.

Calçada do mercadinho Compre e Lucre. Junto tem uma loja e um posto de saúde. Quase que não dá pra passar pela calçada. Aloja ao lado tem cavaletes irregulares, como reserva de estacionamento.
Agora, voltamos ao assunto, mostrando alguns requintes e tópicos que ficaram de fora da matéria do ilustre colaborador.
Por exemplo, a novidade advinda do arrombamento da agência da Caixa e o caos que se seguiu. De repente, constatamos que o posto da Lotérica é super acanhado para suprir a falta de expediente da citada agência. As fotos foram feitas nessa segunda-feira, mas refletem às agruras dos usuários do serviço complementar.
Outra situação que carece de uma reprimenda dos que cuidam do disciplinamento de ruas e calçadas é a ocupação desmedida e os “famosos” tubos/manilhas de cimento que estão enfeando a rua e causando transtornos aos transeuntes e ao precário espaço para estacionamento de veículos.
Pelo visto, o uso desses tubos, não será mais necessário, já que, ao que se sabe, o projeto contemplaria outra ação de engenharia. O quê fazer com isso?
Dom Pablito
Editor
CAPITÃO AUGUSTO RODRIGUES CARACIOLO
O escritor Luís Cristóvão dos Santos, da Academia Pernambucana de Letras, em “Caminhos do Pajeú” , escreveu o seguinte sobre o capitão Augusto Rodrigues de Freitas Caraciolo, o pai de Seulau:
“Augusto Caraciolo é rijo e forte, como o miolo da aroeira. Viu a derrubada do Império, assistiu a implantação da república e aos noventa anos, lúcido e são, passeava pelas ruas de Sanharó a sua longevidade, com a mesma afoiteza com que os jequitibás sentem no alto da serra o sopro das ventanias nas ramagens altaneiras”. Prossegue aquele escritor com uma entrevista com o capitão Augusto:
-No seu tempo de moço, coronel, quanto valia um moleque de senzala?
- ”Dinheiro a juro. Eu não deixava escravo descansar. Nem possuía negra donzela. Tinha que parir moleque, movimentar a senzala”. E acrescentava ainda o velho Augusto: “Tinha meus negros craúnas, pai-de-lote, para reproduzirem”. Já viúvo pela segunda vez, quis saber se desejaria casar novamente:
- Pois não.
- Com alguma viúva, ainda nova e fresca?
- Não.
- E cortando o ar com a mão espalmada
- Não gosto de sobejo de defunto.
- Com quem, então?
- Com moça já madura, de 25 anos…”
Remata o escritor Luiz Cristóvão dos Santos:
“Despedi-me do velho Augusto. Apertei a mão enrugada. Deixei-o evocando o fogo da mocidade, a glória distante da farda da Briosa, de botões dourados e espada brilhando ao sol, sentido já perto a fria mensagem da eternidade. Porque, pouco depois, os jornais noticiaram a sua morte. Um colapso parou traiçoeiramente o velho coração do capitão Augusto. E com ele se foi para sempre, um pedaço da tradição da gente sertaneja.”
Conta um dos netos do capitão Augusto, Adelardo (Bebé), que certa vez viajava com o velho Augusto à cavalo, de volta de Sanharó, para a fazenda Água Branca onde morava o capitão. Ele tinha ido à cidade e hospedou-se na casa do filho Seulau. À noite, este ligou o rádio para que o seu pai ouvisse um programa político e na ocasião falava um político da oposição. Na viagem, pergunta Adelardo ao avô:
- O senhor veio ontem, já vai voltando hoje, não quis demorar.
- É, não gostei, o rádio de Seulau é adversário.
Capitão sob o número 124, da Brigada da Cavalaria da Guarda Nacional e vereador à Câmara Municipal de Pesqueira na primeira legislatura após a implantação da república, em 1893, Augusto Rodrigues de Freitas Caraciolo casou-se duas vezes: em primeiras núpcias com uma jovem do vale do Ipanema, que morreu do primeiro parto deixando uma filha de nome Adelaide, criada pela família materna e casada com Antônio Tenório de Carvalho, da fazenda Gentio, município da Pedra. Descende deste tronco, Dr. Domingos, comerciante e veterinário de Belo Jardim.
Em segundas núpcias, casou-se com Francisca Ferreira Ventura, filha do tenente-coronel Laurentino Ferreira da Costa Ventura e Felícia Ferreira de Carvalho Ventura, de Monteiro-PB, fixando residência na fazenda Água Branca, Sanharó. Este evento está registrado na “Notícia” do Monsenhor, nos seguintes termos: “1887 – A 28 de junho deste ano de 1887, minha sobrinha, filha do capitão Laurentino, casou-se na capela de Umbuzeiro com o capitão Augusto Rodrigues de Freitas Caraciolo. O capitão Augusto nasceu a 08 de abril de 1860.” (Coincidentemente, hoje, 08 de abril é 153º do seu nascimento)
Sucessão do capitão Augusto e Francisca Ferreira Ventura Caraciolo:
F1 – Abelardo, nascido em 1889, casou-se com Otacília Toledo, da cidade de Olinda. Sucessão: Francisco Sales, Adelardo, Fabiano, Bartolomeu, Maria José, Terezinha, Margarida, Zoé e Inês.
F2 – Maria Augusta, nascida em 1890, casou-se com Manoel Fernandes. Sucessão: Nelson, Francisco, Paulo, Henrique, Joaquim, Geraldo, Manoel, Maria de Jesus(Duda), Margarida, Carmelita, Maria Estela e Maria José.
F3 – Antônio, nascido em 1896, casou-se com Luiza Couto Magalhães, filha de Pedro Pacheco. Sucessão: Salomé, Jessé, José de Anchieta, Antônio de Pádua, Magdala, Maria Nazareth, João Pessoa, Maria Jerusalém e Maria do Monte Sinai.
F4 – Laurentino (Seulau), nascido em 17 de junho de 1898, casou-se com Maria de Oliveira Caraciolo. Sucessão: Maria Leonie, Leonides, Maria Laurinete, Laurentino Júnior e Maria Rosane.
F5 – Bartolomeu, nascido em 1899, tenente da Marinha Brasileira, casou-se com Anunciada. Sucessão: Humberto, Abelardo e Aécio.
F6 – Mariah, nascida em 1901, solteira.
F7 – Maria Bernadete, nascida em 1909, casou com José Carlos de Souza Leão(Juquinha). Sucessão: Carlito, Antoinete, José Marconi e Mussoline, ex-vereador por várias legislaturas à Câmara Municipal de Sanharó.
F8 – Maria de Lourdes, nascida em 1911, casou-se com Efigênio Nazaré, da Paraíba. Sucessão: Lúcia, Dulce, Efigênio e Nazaré.
Augusto Rodrigues de Freitas Caraciolo nasceu na fazenda Boa Vista e faleceu em 24 de abril de 1951 na fazenda Água Branca, ambas no município de Sanharó.
*Autor: Leonides de Oliveira Caraciolo – Engenheiro, escritor, historiador/memorialista, membro das academias de letras e artes de Pesqueira e Belo Jardim.
ZÉ DE CAZUZA
No Portal de Gravatá, acompanhado da Melba, comemorando meu setentenário, fui apresentado pelo Eduardo e Fernando a um paraibano repentista pra lá de arretado, 84 anos, de memória extraordinária, de nascimento José Nunes Filho, de consagração nacional Zé de Cazuza.
Para os mais jovens ainda não devidamente antenados no universo do Repentismo Nordestino, apresento Zé de Cazuza, baseado na apresentação feita por José Rabelo de Vasconcelos em seu livro Poetas Encantadores, editado pela Gráfica Marcone, Campina Grande, já em 3ª. edição revista e ampliada. Nascido em 13 de dezembro de 1929 na Fazenda Boa Vista, Monteiro, Paraíba, estudou Zé de Cazuza apenas um ano numa escola rudimentar, assistindo pela vez primeira, aos seis anos, uma cantoria realizada por Severino Lourenço Pinto, um seu conterrâneo, que se fazia acompanhar de Antônio Marinho do Nascimento, de São José do Egito.
Segundo Rabelo, Zé de Cazuza tem “estatura mediana, cabeça meio achatada, testa larga, olhos castanhos, ombros um pouco derreados, braços longos, mãos delizadas e nervosas, fala e voz firmes claras, sorriso simples e espontâneo, passos largos e seguros”. E diz mais: “Mentalmente, é uma pessoa superdotada. Sua inteligência, sua vontade e sua sensibilidade estão acima da média. Tem plena consciência disto. É nobre e digno. Sabe, sem arrogância, de seu valor e de sua importância na cultura de seu povo e de sua região”. E nele ainda se manifestam três características: uma memória fenomenal, acurada capacidade crítica e gigantesca sensibilidade poética. Graças à sua prodigiosa memória, tem o dom de decorar o melhor da produção dos seus colegas, desde os tempos onde ainda não existiam os recursos tecnológicos hoje imperantes.
Sempre apoiado pelos filhos e pela esposa Duca Moura, mais de 50 anos de vida conjugal, aos primeiros Zé de Cazuza faz apresentação versejada:
“Tem Antônio Tadeu que é o primeiro
Tem a Neide Maria que venero
E depois vi nascer José Romero
Desvelando outro amor tão verdadeiro
Tem Luiz, o maior como troveiro,
Felizardo, poeta, e Antenor
Tem Marcondes um bom compositor
No baião e no xote se projeta
Se de fato eu gerei tanto poeta
Agradeço ao Divino Criador”.
Certa feita, no Recife, foi apresentado a um casal francês, cuja mulher se chamava Bucê. E logo a saudou com toda sabedoria:
“Eu vou convidar Bucê
Uma distinta pessoa.
Perdoe do pobre poeta
Meu repente, minha loa,
Mas seu nome tira um fino
Numa coisa muito boa”.
Guardarei com apreço o livro do Zé de Cazuza, uma enciclopédia de motes e repentes. A sua dedicatória – Ao ilustre Fernando Gonçalves, professor e jornalista de vôos condoreiros, com meu abraço –, datada de 16 de março de 2013, jamais a esquecerei. Foi bênção de um nordestino poeta muito do arretado!! E sempre recordarei para meus amigos todos a definição contida numa das páginas do livro:
“O poeta é quem mergulha
Num mundo mais diferente
Como a rolinha que arrulha
Sobre o cipreste pendente
Diz lendas dos luminares
Dos verdejantes palmares
Das sombras do arrebol
Das aragens congeladas
Que soluçavam prostradas
Na sepultura do sol”.
* Autor: Prof. Fernando Antonio Gonçalves: Publicado no Jornal do Commercio, 05.04.2013
7 de abril de 2013
Diante dos chamados fenômenos climáticos extremos, já ficou entendido que, se é impossível evitá-los, o melhor a fazer é tomar medidas de precaução. É óbvio, mas não se aplica às secas no Nordeste. Mesmo que o conhecimento humano na meteorologia tenha avançado bastante, e seja possível fazer previsões com grande antecedência, a cíclica falta de chuvas na região parece sempre apanhar governos de surpresa.
Deve-se reconhecer que a atual seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, demonstra grande poder de destruição de plantações e rebanhos. Mas ela já constava há tempos dos mapas de previsão dos especialistas.
Não surpreende que o aparato burocrático criado para tratar de questões como esta se mostre lento, incapaz de formular e executar projetos no ritmo exigido pelos problemas. É uma característica do Estado. E quando formula, não executa.

Canal da transposição. Obra caminha a passos lentos. As liberações não são realistas com as necessidades.
O exemplo gritante é o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco para irrigar o agreste. Discutido já na monarquia, na corte de D. Pedro II, o empreendimento sempre foi centro de intenso conflito político regional, até que, no segundo governo Lula, com Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, o que estava nas pranchetas começou a se tornar realidade. Não por muito tempo. Mesmo com a participação de destacamentos de engenharia do Exército, frentes de trabalho foram paralisadas por falta de pagamento. Canais já construídos se deterioraram. Perda de tempo e dinheiro.
Em Brasília, gosta-se muito de falar em “obras estruturantes”. Pois esta é uma, e não recebeu a prioridade merecida. Venceu a tradição de se gastar mais na atenuação dos efeitos da seca ? carros-pipa, Bolsa Estiagem etc. ? do que em projetos de largo alcance. (Também é assim na Serra Fluminense.)
Levantamento da ONG Contas Abertas constatou que, no ano passado, o programa Oferta de Água, do qual constam a construção de barragens, adutoras e a transposição do São Francisco, aparecia no Orçamento com uma dotação de R$ 3,4 bilhões. Porém, foi empenhado apenas R$ 1,9 bilhão, e gastos, de fato, R$ 406,9 milhões.
Quer dizer, obras para reter e transportar água no atacado ficam em segundo plano, enquanto o varejo dos carros-pipa deslocados para encher cisternas de quintal, entre outras ações fáceis de serem capitalizadas pelo coronelismo político, leva a parte do leão do dinheiro público.
A esta altura, não resta mesmo muito mais a fazer além de assistir as pessoas. Mas esta seca deveria servir de marco zero no enfrentamento da questão. Já existe conhecimento suficiente para se formular um programa sério, com metas de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a seca. Teria, porém, de ser um projeto de Estado, não só de governos.
* O Globo (Editorial)
Eduardo Campos : crise reclama “nova agenda”
Eduardo Campos, o presidenciável do PSB, discursou nesta sexta-feira no 57º Congresso Estadual de Municípios paulistas, na cidade de Santos. Recepcionado por uma claque partidária que o lançou ao Planalto, o governador pernambucano disse: “2014 só em 2014”. Porém, pronunciou um discurso impregnado de sucessão.
Apresentado-se como o “novo”, Eduardo repisou um bordão que lançará semanas atrás num encontro com empresários, em São Paulo: “o Brasil precisa fazer mais.” O quê? O candidato não diz. Disse coisas definitivas sem definir muito bem as coisas. Vão abaixo três comentários do candidato:
1. “Nós vivemos em um tempo novo e precisamos pensar numa nova agenda, porque o mundo está pensando uma nova agenda. A crise que sacudiu os Estados Unidos, está chegando ao Brasil. Há novas pactuações comerciais sendo feitas e não podemos ficar sem posicionar o Brasil na posição que devemos posicionar.”
2. “Precisamos de uma pauta estratégica que devolva a economia brasileira à produtividade que precisamos para competir. Precisamos investir mais em educação, ciência e tecnologia, mas não só no discurso.”
3. “Está na hora de termos a consciência de que o Brasil melhorou muito, mas dentro deste país ainda tem mais sonhos e mais direitos que este país ainda não conseguiu legar aos brasileiros”.
*Fonte – blogdojosias
Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios mostra que apenas 4% das cidades têm contas em dia com a União
Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) feito a partir de dados do Tesouro Nacional e dos ministérios aponta que 96,4% de 5.563 municípios do país estão, este mês, inaptos a fazer convênios com o governo federal. Por conta disso, apenas 200 cidades em todo o Brasil podem receber verbas de transferências voluntárias. É dinheiro que pode ser usado, por exemplo, para reformar e ampliar postos de saúde, para obras de dragagem e pavimentação e até para construção de equipamentos de lazer e reformas de escolas e creches.
. Segundo a CNM, as cidades inaptas têm restrição no Cadastro Único de Convênios (CAUC), uma espécie de Serasa das prefeituras. Em sete estados — Alagoas, Piauí, Amazonas, Amapá, Maranhão, Roraima e Sergipe —, todos os municípios estão inadimplentes. Rio Grande do Sul, que no levantamento aparece como sendo o estado com menos cidades com pendências, ainda assim tem 89,5% dos municípios inaptos. No Rio, apenas Natividade e Niterói estão aptos.
— Estamos monitorando o CAUC desde janeiro e houve um aumento grande de inadimplência entre março e abril. Eram 4.042 cidades inaptas no mês passado. Essas que entraram agora vão parar de receber os repasses dos convênios que têm. São obras que acabam paralisadas — diz Paulo Ziulkoski, presidente da CNM:
— Uma parte do problema se deve à falta de capacidade técnica, mas os municípios chegaram ao fundo do poço muito porque o governo oferece os programas, os prefeitos aceitam e depois não têm como arcar com a manutenção. O ProInfância, que é para construir e reformar creches, é importante. Mas o governo federal faz o prédio e depois cada criança matriculada custa entre R$ 700 e R$ 800. Daí, a prefeitura recebe pouco mais de R$ 250 por aluno. Para mantê-los, o prefeito deixa de pagar a Previdência, não aplica a renda mínima em Saúde e em Educação e acaba com pendência no CAUC.
LEIA A ÍNTEGRA:
Inadimplentes, 96,4% dos municípios não podem firmar convênios com o governo federal
*Fonte: Portal CNM
Post tags: CAUC, Convênios, Inadimplência, Municípios, Recursos
6 de abril de 2013
O que está por trás da retórica agressiva da Coreia do Norte
Nenhum lugar do mundo é como a Coreia do Norte, e nada se assemelha à sua retórica. Acompanho a propaganda política de Pyongyang desde os anos 1960. É uma tarefa deprimente, avivada por um estranho sorriso irônico.
A maioria da prosa de Pyongyang é pesada e estridente. Bravatas e hipérboles, além de idolatria, são recursos comuns, exaltando ou ameaçando incessantemente.
Na era da internet, qualquer um – exceto na Coreia do Sul, que absurdamente impõe vetos – pode ler essas falas, se tiver paciência. A KCNA, agência noticiosa oficial da Coreia do Norte e o jornal diário do partido, Rodong Sinmun, estão online, em inglês e em outras línguas.
A leitura atenta desses textos abre um universo paralelo – e uma cápsula do tempo. O Pyongyang Times de hoje se parece ao dos anos 1960.
Retórica x ameaças
Ou seja, há continuidade – mas também mudança. Nos últimos 16 meses, desde que Kim Jong-un se tornou líder, após a morte de seu pai, Kim Jong-il, a Coreia do Norte elevou sua retórica.
Insultos, é claro, têm sido constantes. A Coreia do Sul já amadureceu o suficente para superá-los, mas durante anos os dois lados se chamaram entre si de marionetes ou coisas piores.
No entanto, ameaças diretas eram raras.
Em abril de 1994, durante a primeira crise nuclear, um enviado do Norte causou choque quando, durante diálogos intercoreanos, ameaçou transformar Seul, a capital do Sul, em um “mar de fogo”. Isso passou dos limites, e o enviado foi supostamente demitido.
Porém, sob o governo de Kim Jong-un, e sobretudo neste ano, frases extravagantes como essa se tornaram lugar-comum.
O Pyongyang Times inclui matérias com dizeres como: “Unidades do KPA (Exército do Povo Coreano) em compasso de espera, destruindo alvos”; “Queime os inimigos até as cinzas”; “Adolescentes prometem se unir ao Exército”.
Começaram também ameaças tolas de ataques nucleares aos EUA (os norte-coreanos não conseguem alcançar os EUA e sabem disso).
Essas hipérboles costumavam ser restritas a Kim Myong-chol, tido como o porta-voz da Coreia do Norte no Japão. Alegre pessoalmente, Kim é conhecido por suas falas raivosas – em 2006, chegou a dizer que “a guerra está chegando ao solo americano”.
Mas a própria imprensa de Pyongyang nunca falou assim, até agora. Será que Kim Jong-un contratou Kim Myong-chol?
LEIA A ÍNTEGRA:
O que está por trás da retórica agressiva da Coreia do Norte
Leia Também:
As ameaças da Coreia do Norte são para valer?
*Fonte: BbcBrasil / Aidan Foster-Carter - Pesquisador honorário sênior em sociologia e Coreia moderna da Universidade de Leeds
O indiciamento de Lula e o preço da covardia petista
Um “passarinho” muito bem informado me telefona para contar que o PT está preocupadíssimo com o recente indiciamento de Lula pela Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) em inquérito aberto para apurar denúncia que o ex-presidente sofreu de Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado pelo STF a 40 anos de prisão.
Lula foi acusado por Valério de ter negociado em 2005 com o então presidente da Portugal Telecom o repasse de recursos para o PT em troca de benefícios à empresa, e a PRDF diz enxergar motivos para investigar essa denúncia.
Sobre motivos, os de preocupação não faltam ao partido. Esse é o primeiro inquérito aberto com o objetivo único de investigar se Lula atuou no “mensalão”, apesar de a Ação Penal 470 (iniciada em 2007 pelo Supremo Tribunal Federal) tê-lo investigado antes de aceitar a denúncia da Procuradoria Geral da República.
Tanto o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza – autor da denúncia do escândalo – quanto o STF, porém, à época entenderam que não havia elementos para indiciar Lula juntamente aos outros 38 acusados naquela ação penal.
Lula, portanto, jamais foi indiciado como alvo específico. Assim, o significado do que acaba de ocorrer é muito maior do que se pensa, ainda que o alarde da mídia sobre o fato ainda esteja esperando a hora certa para ter início.
A investigação que começa a tramitar na Procuradoria do Distrito Federal, segundo petistas graúdos – que só agora começam a se preocupar de verdade com a utilização do MPF e do Judiciário por seus adversários políticos –, tem todas as características da AP 470 e já é dado por aqueles “petistas graúdos” como certo que deverá ter o mesmo destino, se nada for feito enquanto é tempo.
Em primeiro lugar, lembremo-nos de que o julgamento do “mensalão” subverteu toda ordem jurídica e as jurisprudências conhecidas, inovando em procedimentos e critérios, chegando ao ponto de dar tratamento diferente àquele inquérito do que foi dado a outros absolutamente iguais, como no caso do desmembramento do processo quanto aos réus que não tinham foro “privilegiado”, o que não foi feito com o inquérito do “mensalão tucano”.
Dessa maneira, esqueçamo-nos de que Lula não tem mais foro privilegiado e de que, assim, não pode ser julgado pelo STF, tendo direito ao que aquela Corte negou a réus da AP 470 que tampouco deveriam ser julgados por ela: o duplo grau de jurisdição.
Detenhamo-nos um pouco mais nesse princípio do Direito Processual. Segundo a doutrina prevista na Constituição Federal do Brasil em seu artigo 5º, inciso LV, o duplo grau de jurisdição é parte dos princípios do contraditório e da ampla defesa.
O princípio em tela garante ao jurisdicionado sem “foro privilegiado” a reanálise de seu processo por instância superior. Em casos em que existe esse “privilégio”, a competência cabe à instância máxima do Judiciário, o STF, de forma que o duplo grau fica impossibilitado.
Em contrapartida, o “foro privilegiado”, apesar de negar a reanalise da primeira decisão judicial a que o jurisdicionado for submetido, dá a ele o benefício de ser julgado por um órgão colegiado como o Supremo Tribunal Federal em vez de ser julgado monocraticamente por um único magistrado em cada uma das duas instâncias do duplo grau de jurisdição.
Além disso, o réu sem “foro privilegiado” tem possibilidade de ser julgado três vezes e, na última, pelo mesmo colegiado que julga uma única vez quem tem esse “privilégio”, ou seja, pelo mesmo STF.
A desvantagem do “foro privilegiado” para réus de ações penais é a de que o STF pode, a seu bel prazer, antecipar prazos e criar jurisprudências, como aconteceu no caso da AP 470, com sua teoria do “domínio do fato”, ou negar um desmembramento da ação que fora concedido a outra praticamente idêntica, só que envolvendo o PSDB e não o PT.
Para réus de ações penais, portanto, o “foro privilegiado” não traz privilégios. Muito pelo contrário.
A má notícia para Lula, para o PT e até para a presidente Dilma Rousseff – ainda que ela pareça não entender isso – é que o STF pode, sim, arrogar para si o julgamento do ex-presidente, caso a Procuradoria do Distrito Federal opte pela abertura de ação penal contra ele, pois aquela Corte pode entender que a característica da denúncia a enquadra no mesmo processo que condenou José Dirceu e companhia petista limitada.
O Supremo Tribunal Federal começou o julgamento dos 38 réus do escândalo do “mensalão” no dia 2 de agosto de 2012. Já nos primeiros momentos de um processo visto por inúmeros e respeitados juristas como um julgamento de exceção pelas inovações que perpetrou, já era possível prever no que daria.
Naquele primeiro momento, movimentos sociais e sindicatos ligados ao PT, tais como MST, CUT etc., prometeram mobilização, manifestações, ações que visassem mostrar aos que pretendiam promover uma farsa jurídica que a sociedade civil não a aceitaria. Porém, ficou só no gogó.
O PT, por sua vez, soltou uma ou duas notinhas tímidas de protesto e nada mais. Lula se calou – e até hoje segue calado – e Dilma manteve uma distância daquela vergonha que, anotem aí, irá lhe cobrar um preço muito mais alto do que pode sequer imaginar. E que não se resumirá à muito maior dificuldade que terá em se reeleger caso seu principal cabo eleitoral, ano que vem, seja alvo de uma ação penal no Supremo.
Lula, hoje, é o alvo mais apetitoso não só da direita midiática brasileira, mas da de toda a América Latina. Não é apenas o maior eleitor do Brasil. Com a morte de Hugo Chávez, vai assumindo o posto de líder máximo da esquerda na região. Levá-lo à desmoralização – e quem sabe até ao cárcere – é um dos sonhos mais acalentados por essa direita.
Com a esquerda brasileira apeada do poder, um efeito dominó será desencadeado pela América Latina. Com a direita governando a maior potência regional haverá rompimento de acordos e até sufocamento de governos de esquerda em países como Argentina, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela e outros.
Para o Brasil, a volta da direita midiática ao poder será a maior desgraça de sua história. Essa retomada do poder visa interromper um processo que está eliminando a característica mais perversa deste país, a de pátria da desigualdade.
LEIA A ÍNTEGRA:
Eduardo Guimarães: O melancólico fim de uma era da política brasileira?
*Fonte: por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania
PS do Viomundo: Já escrevemos anteriormente que, em nossa opinião, haverá segundo turno em 2014. O rearranjo das forças políticas (com Eduardo Campos aderindo a Aécio ou Serra) claramente beneficia a oposição. A federação que se reúne dentro do PT representa interesses tão distintos e diversos — da reforma agrária à Monsanto — que perdeu a coesão política interna necessária à reação. E o Eduardo se esquece do papel essencial dos Estados Unidos nos bastidores, tentando reorganizar a América Latina mais uma vez em torno de seus objetivos políticos, econômicos, diplomáticos e militares.
3 monumentos que prometem dar sorte
(e a história por trás deles)
Eles prometem ser mais poderosos que trevo de quatro folhas, figas e pé de coelho. Pudera: a jornada para conhecê-los não é acessível para qualquer um, pois estão espalhados pelos 4 cantos do mundo. De qualquer forma, papel e caneta na mão: o História Sem Fim selecionou três monumentos da sorte e conta, agora, a origem de cada um deles. Caso alguma dessas cidades esteja nos seus próximos roteiros de viagem, não perca a chance de dar um empurrãozinho para a sorte!
1. The Charging Bull
Se visitar Nova York, programe uma parada na Wall Street – além de conhecer um dos principais centros comerciais e financeiros do mundo, você ainda pode visitar o Charging Bull, ou o Touro de Wall Street.
O ícone, símbolo de otimismo financeiro, é uma criação do artista italiano naturalizado americano Arturo di Modica. Dizem que ele deixou a estátua (detalhe: ela pesa mais de três toneladas!) como um presente, em frente à bolsa de valores de NY, no natal de 1989. O touro seria um símbolo dos novos e bons tempos para os americanos e para o mundo depois da quebra da bolsa de NY dois anos antes.
Na época a prefeitura nova-iorquina não gostou muito do presente e a escultura chegou a ser removida pela polícia por certo tempo, até ser reinstalada na Broadway Green Park, no final da Broadway Avenue. Atualmente, é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.
Onde encontrar? Em Nova York, perto da estação de metrô Bowling Green, da linha verde.
Sorte: Acredita-se que quem toca o chifre, o focinho ou os testículos do animal terá sorte e prosperidade financeira.
2. Julieta Capuletto, em Verona

…varanda onde Julieta teria se encontrado com seu amado e uma estátua de bronze da Srta. Capuletto no jardim.
Em Verona, no norte da Itália, fica a casa que teria pertencido à família Capello, que por sua vez teria inspirado Shakespeare a criar a família Capuletto na peça Romeu e Julieta. Independentemente da veracidade da história (até hoje não se sabe se o dramaturgo inglês teve alguma inspiração real), o certo é que atualmente a casa abriga um museu com objetos do século XIII, com direito à varanda onde Julieta teria se encontrado com seu amado e uma estátua de bronze da Srta. Capuletto no jardim.
Nos muros que cercam a residência é possível encontrar declarações apaixonadas de casais do mundo todo. Dentro da casa, afrescos e trechos do livro completam o ambiente. Aos apaixonados, Giulietta Capuletto responde cartas e e-mails com dilemas amorosos através do Clube da Julieta, uma associação composta de moradoras de Verona que trabalham como voluntárias respondendo aos dilemas amorosos enviados para lá.
Onde encontrar? Via Cappello, 23, a poucos metros da central Pazza delle Erbe, em Verona, na Itália.
Sorte: Quem deseja encontrar o verdadeiro amor deve passar a mão sobre o seio direito da estátua da Julieta.
3. Touro da Galleria Vittorio Emanuelle II
Um dos pontos turísticos mais famosos de Milão é a Piazza Del Duomo onde, além da Catedral Gótica (a maior do mundo nesse estilo), encontra-se a Galleria Vittorio Emanuelle II. Lá, é possível gastar bastante os olhos nas lojas das grifes mais famosas e caras do mundo todo, bem como visitar os famosos cafés e restaurantes.
Mesmo que fazer compras não esteja entre em seus planos, vale a pena visitar a galeria por sua arquitetura. No centro do local há um octógono formado pelo cruzamento das vias do local. É lá que se encontra o brasão central, que representa a Casa Savóia, uma dinastia europeia. Ao lado da imagem, seguindo na direção de cada uma das saídas, encontram-se quatro mosaicos que representam cidades que uma vez foram capitais do reino da Itália: Roma, Milão, Florença e Turim.
É nessa última que os supersticiosos devem apostar suas fichas – os milaneses acreditam que pisar na genitália do touro que representa a cidade trás sorte. Originalmente a tradição deveria ser feita dia 31 de dezembro para trazer sorte para o ano seguinte, mas ao longo do tempo a crença se tornou válida para os turistas que visitam o local ao longo do ano.
Onde encontrar? Piazza del Duomo, 20121, em Milão, na Itália.
Sorte: Pise com o calcanhar do pé direito sobre a genitália do touro representado no mosaico e dê um giro sobre ele.
*Super Interessante / Por Júlia Matravolgyi
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5 de abril de 2013
(Por que tudo no Brasil custa tão caro)
Carro é esse aí em cima, não é aquilo que eu tenho lá em casa. Só apresentando: Ferrari 458 Spider, leitor. Leitor, Ferrari 458 Spider – o carro de 2 milhões de reais. Bom, isso é o que ela custa no Brasil. Lá fora é diferente. Que os preços são bem melhores no exterior todo mundo sabe. Até o meu amigo João Lucas. Pro João, meia dúzia de camisetas do AC/DC já é algo que dá pra chamar de guarda-roupa completo – mais do que isso é frescura. Aí ele foi fazer um curso no Texas e acabou comprando mais roupa nova do que a Imelda Marcos comprava de sapato. O João não acreditava que camisas, calças e tênis pudessem custar tão pouco. Você conhece histórias parecidas, eu sei.
Agora, se praticamente não faz mais sentido comprar roupa, maquiagem ou carrinho de bebê no Brasil, como fica então o caso da Ferrari aí em cima? Fica assim: com o dinheiro que ela vale aqui, dá para comprar um apartamento em Nova York, um helicóptero, mais uma Ferrari. Sério: o apto, o helicóptero e, de troco, a 458 Spider em pessoa.
A bichinha custa R$ 510 mil nos EUA, contra precisamente R$ 1.950.000 no Brasil. Bom, este apartamento, no bairro do Queens, está a venda por R$ 710 mil. Este helicóptero, com ar-condicionado e banco de couro, sai por R$ 670 mil. E nem é a pechincha do século: qualquer helicóptero semi-novo dessa marca custa nessa faixa lá fora. Somando tudo, dá só R$ 1.890.000. Ou seja: ainda sobram R$ 60 mil de chorinho… Oê! Quem quer dinheiro?!
Só que vale lembrar: comprar coisa cara não é crime de lesa-sociedade. Os milhões do sujeito não se desintegram se ele gastar tudo num carro em vez de doar pro Criança Esperança. Se o dono da concessionária usar o lucro para abrir uma rede de esfiharias, vai dar emprego pra um monte de gente, certo? E vai matar a minha fome também. Então beleza. Valeu.
O problema mesmo nessa história é que a realidade do mercado de luxo hardcore se reflete aqui no andar de baixo. No México, por exemplo, o Honda City é um carro importado. Não do Japão, mas de Sumaré, uma cidade da região de Campinas, SP, onde tem uma fábrica da Honda.
O City sai de Sumaré, vai para o porto de Santos, navega 8 mil km num contêiner e chega às concessionárias mexicanas custando R$ 33.500. Aqui, o mesmo carro, da mesma fábrica, custa R$ 53.600. Aí só afogando as mágoas.
Sim os impostos no México são menores. Mas nem tão menores. Lá, 20% do preço total de um carro são impostos. Aqui é entre 30% e 40%. Não explica os R$ 20 mil de diferença.
A explicação está na resposta para esta pergunta: você pagaria R$ 6 mil numa geladeira? Uma família de classe média até tem como pagar R$ 6 mil numa geladeira – nem que seja financiando e parcelando a perder de vista. Mas não. Não paga. As pessoas acham R$ 6 mil demais para uma geladeira. Mas com carros tudo muda de figura. O brasileiro típico ainda acha normal hipotecar a vida num carro. E com a subida na renda média nos últimos anos, R$ 50 mil, R$ 60 mil já parecem um preço ok por um carro razoável. Mas não. Isso é preço de Mercedes lá fora.
Também não adianta por a culpa no volume de vendas, que justifica parte do preço pornográfico dos carros de luxo. O Brasil já é o quarto maior mercado de automóveis no mundo, atrás só dos EUA, da China e do Japão. Acabou de passar a Alemanha. O problema é que, no quesito bom-senso, ainda estamos na parte debaixo do ranking. Noção de valor é o que eles têm lá fora, não isso que temos aqui em casa.
* SuperInteressante / Alexandre Versignassi
Naquela tarde de cinco de janeiro de 1867, o inusitado ocorreu no Recife… Como já haviam noticiado os jornais, nas ruas da pacata cidade de pouco mais de 116 mil habitantes, passou a circular o primeiro trem urbano da América do Sul; uma espécie dos atuais metrôs de superfície que por muitos anos tornou-se o meio de transporte preferido da maioria dos habitantes do Recife e de Olinda.
Explorados pela Brazilian Street Railway Company, empresa dirigida por ingleses, os trens urbanos receberam o apelido de maxambomba e logo uniram o centro do Recife à povoação de Apipucos, estabelecendo assim a “Linha Principal”; que ao chegar na Estação do Entrocamento (hoje praça do mesmo nome), se bifurcava em três ramais: Linha Principal (Dois Irmãos), Caxangá (Várzea e Caxangá), Arraial (Casa Amarela e Monteiro).
Haviam ainda os ramais com destino a Olinda e Beberibe, que tinha seu itinerário através da atual Avenida João de Barro, se bifurcando na Encruzilhada de Belém, com as composições seguindo pela Estrada de Belém (Olinda) e Estrada de Beberibe (hoje avenida). A primeira linha da maxambomba, entre o bairro portuário e a povoação de Apipucos, foi inaugurada em 5/1/1867, com bitola de 1.219 mm (4 pés), sendo nesse ano estendida ao bairro Dois Irmãos e em 24/6/1870 a Caxangá.
Um ramal para Arraial (Casa Amarela) começou a funcionar em 24/12/1871. O vocábulo, segundo Pereira da Costa, “tem origem fluminense, em cujo estado há uma localidade [hoje Nova Iguaçu] assim chamada”; na antiga Lourenço Marques (hoje Maputo), capital da República de Moçambique, na África Austral, o vocábulo servia para designar certo tido de transporte coletivo (espécie de micro-ônibus); opinando Antenor Nascentes ter ele origem na corruptela de machine pump (bomba mecânica).
Por sua sonoridade, logo ganhou o folclore sendo cantado nos sambas de então: Moça nenhuma / Me faça tromba/ Qu’eu as embarco / Na maxambomba! O preço da passagem na maxambomba era fixado em 200 réis por cada milha do trajeto e logo foram inaugurados os ramais de Dois Irmãos e Caxangá (1870), Olinda (1870) e Arraial (1871). Com a construção da ponte Lasserre (ponte da Capunga), no final da atual Rua Joaquim Nabuco, as composições da maxambomba cruzaram a Estrada Nova de Caxangá (atual Avenida Caxangá) e atingiram à povoação da Várzea (1885).
Outra linha, com bitola de 1,4 metro, foi instalada por uma nova companhia formada por acionistas locais, a Trilhos Urbanos do Recife – Olinda e Beberibe, fazendo uso de locomotivas inglesas da Manning Wardle e carros de passageiros fabricados por John Stephenson, em New York. A ligação com Olinda, porém, só veio a ser inaugurada em 20 de junho de 1870, fazendo o trajeto através da Estrada de João de Barros passando pela Encruzilhada, seguindo pela Estrada de Belém até atingir Salgadinho, Duarte Coelho e o Carmo.
Na mesma época, foi construído outro ramal que, bifurcando na Encruzilhada de Belém, seguia em direção à povoação de Beberibe, passando pelo Arruda, Água Fria, Porto da Madeira e outras localidades. Neste mesmo ano de 1870, segundo o relatório da concessionária, o sistema de transportes era composto por cinco locomotivas, onze carros de passageiros e cinco eram destinados aos serviços de carga.
No recordar do escritor Mário Sette, “cada um de que viveu seu tempo [da maxambomba] guardará uma recordação amável, esquecendo a poeira dos vagões, o sacolejo das rodas, as janelas sem vidraças, os atrasos nos desvios, os argueiros de carvão e os pregos dos bancos que furavam as calças novas… Olhamos, de longe, somente o lado bom das maxambombas. Sem cometer o gesto ingrato daqueles que recitavam os versinhos em voga antigamente: Trepei na bomba / Comi pitomba; / Atirei caroço /Na maxambomba”…
A maxambomba, tão integrada à paisagem e ao folclore do Recife, funcionou até 1917 quando a Pernambuco Tramways, adquirindo a “Linha Principal”, consolidou um novo tempo: o tempo do bonde elétrico.
* Jornalista, historiador e pesquisador.
4 de abril de 2013
A Fifa apresentou ontem mais um balanço da venda de ingressos para a disputa da Copa das Confederações, que será realizada no Brasil entre os dias 15 e 30 de junho, e revelou que mais de 546 mil entradas já foram compradas para as 16 partidas que serão realizadas em seis estádios.
Apesar da grande procura, a Fifa explicou que ainda estão à venda 246 mil ingressos. Estas entradas podem ser adquiridas exclusivamente pela internet através do site www.fifa com/ingressos. Essa atual fase da comercialização dos bilhetes se encerrará no dia 28 de maio, mas o diretor de marketing da entidade, Thierry Weil, já faz uma análise positiva.
“Os números provam que a Copa das Confederações com a participação de quatro campeões da Copa do Mundo é um evento muito aguardado, especialmente pelos fãs e residentes locais, que estão ansiosos por vivenciar a ação ao vivo, em um dos seis estádios da Copa do Mundo da FIFA. Apesar da enorme procura, ainda há boas chances de conseguir ingressos para a maioria dos jogos antes do final da atual fase de vendas, no dia 28 de maio”, explicou.
Nesse balanço, a Fifa detalhou quantos ingressos foram vendidos para cada partida da Copa das Confederações. Para o jogo de abertura, entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional, em Brasília, 58.620 foram entradas compradas. A partida entre México e Itália, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é a que tem mais bilhetes adquiridos – 60.717. Já Brasil x México, na Arena Castelão, em Fortaleza, já vendeu 47.075 ingressos.
Segundo a Fifa, 40.719 ingressos foram comprados para Brasil x Itália, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Para a final, em 30 de junho, no Maracanã, 58.860 bilhetes foram adquiridos. A partida com menos procura, até agora, é Uruguai x Taiti, na Arena Pernambuco, no Recife, com apenas 9.363 entradas comercializadas. Outros dois jogos acontecerão no estádio que está sendo erguido em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR): Espanha x Uruguai, em 16 de junho (34.806 ingressos vendidos) e Itália x Japão, no dia 19 (26.073 bilhetes reservados).
* Agência Estado
Aparelho pesava mais de um quilo e media 25 centímetros.
Bateria levava 10 horas para recarregar e só durava 20 minutos.
Ninguém consegue imaginar o mundo hoje sem o telefone celular. São só 40 anos desde que foi feita, em Nova York, a primeira ligação por um aparelho do tipo.
No planeta Terra, vivem cerca de 7 bilhões de seres humanos. Destes, segundo dados da ONU, 6 bilhões usam telefones celulares.
Entre estes, os aparelhos mais avançados já somam 1 bilhão: são os smartphones, os telefones inteligentes. Para quem cresceu na era do celular, é difícil imaginar que essa revolução surgiu há apenas 40 anos.
Foi exatamente em frente de um hotel na Sexta Avenida, em Manhattan, que começou essa história, em 3 da abril de 1973. O inventor Martin Cooper usou o protótipo do primeiro celular para fazer a ligação pioneira.
Ligou para um engenheiro de uma empresa rival, Joel Engel, que estava em uma conferência dentro do hotel, e disse: “Estou usando um telefone portátil, sem fio. Que tal a ligação?”. Engel ficou mudo. Ele tinha acabado de perder a corrida para a invenção do primeiro celular.
O primeiro aparelho se chamava Dynatac, pesava mais de um quilo e media 25 centímetros. A bateria levava 10 horas para recarregar e só durava 20 minutos. De qualquer forma, segundo Cooper, ninguém conseguia segurar um aparelho tão pesado por mais de 20 minutos. Custava 4 mil dólares. E o apelido era perfeito: “tijolão”.
Em 1991, veio a segunda geração, que começou na Finlândia, com aparelhos menores e mais baratos. Quando chegou a terceira geração, em 2001, o celular já tinha conquistado o mundo.
Nesta década, entramos na quarta geração, e o celular passou a ser multitarefa: mensagens de texto, música, fotos, jogos, navegação, e está substituindo os computadores em quase todas as funções. Não dá mesmo para imaginar como seria o mundo sem o celular.
*Jornal da Globo/Jorge Pontual
CCJ aprova na Câmara o “orçamento impositivo“
Passou na CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a proposta de emenda constitucional número 565. Prevê que o governo será obrigado a executar o Orçamento da União exatamente como aprovado no Congresso. Proíbe o Executivo de bloquear as verbas enfiadas dentro da peça por meio de emendas dos congressistas.
Coube ao deputado Paulo Maluf (PP-SP), um suposto aliado do Planalto, relatar a proposição. Ele considerou que a emenda não fere a Constituição e foi redigida segundo as boas técnicas legislativas. Cuidou de anexar ao texto principal mais de uma dezena de projetos que tratam de temas análogos. Levado a voto, o parecer de Maluf foi aprovado.
O governo é contra a emenda. Por isso, os representantes do PT na CCJ discursaram e votaram “não”. O mais eloquente foi José Genoino (SP). Ele chegou mesmo a apresentar um voto separado. Sustentou que o Orçamento é mero “planejamento”. Disse que a emenda fere a autonomia dos poderes.
Durante sua campanha à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) enrolou-se na bandeira do orçamento impositivo. Fixou-se nas emendas dos parlamentares. Depois de eleito, foi à CCJ pedir pressa na votação do tema. A emenda relatada por Maluf tramitava na comissão havia sete anos. Para desassossego de Dilma Rousseff, o texto obriga a execução de todo o Orçamento, não apenas das emendas de parlamentares.
Nessa fase, os deputados não analisam o mérito da proposta. Limitam-se a deliberar sobre a forma. Admitida sua constitucionalidade, a emenda seguirá para uma comissão especial, que se ocupará, aí sim, da análise do conteúdo do texto. Na sequência, a matéria segue para a deliberação do plenário. Se for aprovada pelos deputados, segue para o Senado.
O Planalto deve mobilizar-se para tentar deter o avanço da tese do orçamento impositivo –seja na sua versão integral, seja na parcial (só as emendas dos congressistas). A eventual aprovação da emenda teria o peso de uma revolução.
Durante a votação na CCJ, o deputado Felipe Maia (DEM-RN) afirmou que o Orçamento da União, após intensos debates no Congresso, torna-se “uma peça fictícia” recheada de “números de papel”. Ele tem razão. O Executivo executa o Orçamento como bem entende. Gasta o que quer e bloqueia o que não quer.
Na hipótese de mudança das regras, a forma como o Orçamento é elaborado, meio em cima do joelho, teria de ser reformulada. De resto, acabaria a chantagem de bloquear emendas de deputados e senadores para liberá-las em conta-gotas, ajustando as doses à taxa de fidelidade do beneficiário ao Planalto.
Resta saber o que será da moralidade orçamentária se os gastos pendurados no Orçamento pelos congressistas passarem a ser impositivos. Como se sabe, nove em cada dez escândalos têm origem nessas emendas. A lista de casos é interminável: vai dos Anões do Orçamento à Operação Navalha, que pilhou as traficâncias da Gautama do companheiro Zuleido. Vai das ambulâncias dos Sanguessugas às ONGs da era petista, tão ativas nas pastas do Turismo, dos Esportes e do Trabalho.
*Blogdojosias
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3 de abril de 2013
De acordo com informações obtidas junto a agência da CAIXA, Sanharó, a Polícia Federal, fez a vistoria no Trailer que se encontra em frente a citada agência e NÃO APROVOU O SISTEMA DE ALARME. Assim sendo, é bem provável que NÃO se resolva logo o problema.
Em face disso, é ainda provável que na próxima segunda-feira, dia 08, mesmo sem terminar os serviços , seja restabelecido os trabalhos na própria agência. Aguarda-se a chegada, nessa quinta-feira, dos caixas eletrônicos que substituirão os que foram avariados. Creio que é hora da prefeitura agir e mandar tirar o “monstrengo” que ocupa um lado da praça matriz.
Chamou a nossa atenção, o expediente usado pelo técnico da Polícia Federal que veio fazer a inspeção, depois de nove dias. Disse ele que “isso aqui é muito longe. Acho que não posso vir de novo. Encontrem uma forma de resolver por aqui mesmo”… Imaginar que um servidor federal tenha uma atitude tão arrogante. Veio em veículo da repartição e, provavelmente, recebendo diária. (comentário meu – coisas do meu Brasil varonil).
Dom Pablito
Editor
Partilhamos as histórias de quatro homens e damos-lhe a conhecer os mais inovadores tratamentos.
Imagine isto. Está a chegar aos 50 anos de idade, o seu médico de família começou a incluir o exame da próstata nas suas análises anuais de rotina e aconselhou-o a fazer um teste para detecção precoce. Os seus resultados mostram um nível de PSA elevado, o que pode indiciar a presença de tumores cancerígenos. É provável que o seu médico lhe aconselhe uma biópsia de confirmação. Acaba, assim, de entrar no mundo, muitas vezes desconcertante e confuso, do cancro da próstata, da sua detecção, diagnóstico e tratamento.
Se na biópsia for detectado um câncer de crescimento rápido, é necessário tratamento imediato. No entanto, estima-se que cerca de dois terços dos cancros da próstata sejam de crescimento de tal forma lento que poderão nunca constituir um mal efetivo. É mais provável que os homens – em especial os mais velhos – venham antes a morrer de outras causas. E é aqui que as coisas ficam realmente complicadas.
Apesar de a sua biópsia mostrar que tem um cancro de desenvolvimento lento e não letal, isso pode não ser definitivo. As biópsias à próstata retiram amostras de tecido “às cegas”, e o procedimento pode não ter conseguido localizar um tumor mais agressivo e potencialmente letal. O seu médico pode, no futuro, aconselhar biópsias anuais durante muito tempo.
A sua opção será fazer mais biópsias, submeter-se a tratamento imediato ou continuar a monitorização (vigilância ativa)? À semelhança dos 300 mil homens que se estima receberem anualmente na Europa o diagnóstico de cãncer na próstata, você terá de escolher entre as possíveis mudanças que uma eventual sobremedicação pode operar na sua vida, e a eventual morte por falta de diagnóstico e de tratamento. Os homens precisam de falar honestamente com os seus médicos e com as suas parceiras e fazer escolhas informadas.
Para ajudar, as Seleções apresentam-lhe as últimos dados disponíveis sobre os tratamentos existentes – há, inclusive, boas notícias que podem resolver o dilema entre o excesso de tratamento e a falta de detecção.
Ressonância magnética multiparamétrica
Vigilância ativa
Terapia focal («Lumpectomia Masculina»)
Prostatectomia
Radiação
LEIA A ÍNTEGRA:
Falar a sério sobre o Cancro da Próstata
*Fonte: Seleções Readers Digest
2 de abril de 2013
Ontem foi o dia universal da mentira. Já me explicaram milhões de vezes as razões de uma data tão inútil, que pode funcionar para brincadeiras inocentes, mas sem equivalente no calendário: não há um dia dedicado à verdade. Até mesmo a comissão que foi criada para descobrir uma verdade recente parece que ainda não se entendeu e muita gente desconfia que nunca se chegará ao seu objetivo.
Todos os dias deviam ser da verdade –há aquela belíssima frase do Evangelho, a cada dia basta a sua verdade, “sufficit diei malitia sua”. Infelizmente, todos os dias, de certa forma, são destinados à mentira, algumas inocentes, até mesmo piedosas, o sujeito não passa daquela noite, mas as visitas louvam sua saúde e seu prognóstico.
Passados tantos anos, no último domingo, Geneton Moraes Neto entrevistou importante conselheiro da Casa Branca ao tempo de Bush. O assessor presidencial para combater o terrorismo disse o que todos já sabíamos, mas agora em tom que pode ser considerado oficial: o governo de Bush mentiu a respeito da invasão do Iraque, não havia armas de destruição em massa. Agredido pela Al Qaeda no 11 de Setembro, os Estados Unidos reagiram às cegas para mostrar que não eram vulneráveis ao terrorismo.
A mentira foi fartamente divulgada, dezenas de milhares de americanos e iraquianos morreram e continuam morrendo num dos crimes mais repugnantes de nosso tempo.
Temos agora os casos do Irã e da Coreia do Norte. De mentira em mentira, os Estados Unidos podem provocar uma guerra nuclear que não será de mentira, mas de verdade.
Um autor, cujo nome não me recordo agora, perguntou o que aconteceria se soasse um imenso sino no espaço e, a partir daí, só se pudesse dizer a verdade durante dez minutos. Haveria um suicídio universal.
* FolhaSP/Colunistas Carlos Heitor Cony (Autor)
Todas as unidades judiciárias do Estado terão seu horário de funcionamento reduzido. A Resolução nº 350, que trata do assunto foi aprovada pela Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), nesta segunda-feira (1º), e tem como objetivo diminuir custos. A medida visa também atender aos interesses da administração pública, com vistas a uma maior efetividade na prestação jurisdicional. A alteração no horário atende, ainda, a um pleito dos servidores, dos magistrados e da população do Interior.
O custo/benefício para manter os fóruns abertos durante todo o expediente foi outros fator determinante. Pesquisa realizada pela Presidência do TJPE, além de visitas de comissão de desembargadores, mostrou que, no Recife e na Região Metropolitana, não há procura suficiente para justificar a realização de dois turnos. Na Capital, pela manhã, algumas unidades chegam a atender apenar três pessoas por dia. E o custo diário para manter aberto o Foro do Recife, por exemplo, é de R$ 36.000,00.
A resolução entra em vigor 60 dias após sua publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJE). As comarcas do Interior funcionarão das 8h às 14h, salvo alguma situação especial justificada. Já as unidades da Capital e Região Metropolitana terão horário de funcionamento das 12h às 18h, com exceção dos Juizados Especiais e Centrais Jurisdicionais, das 7h às 19h, e do Tribunal de Justiça, que atenderá das 8h às 19h.
A situação financeira do Tribunal, que teve corte de cem milhões de reais no repasse do duodécimo, foi uma das causas da resolução. Com o comprometimento do quantitativo de servidores e magistrados que seriam nomeados este ano, cujo número já é aquém do necessário, o atendimento ao público em horário estendido estava prejudicando a prestação jurisdicional. Com jornada de trabalho de seis horas diária, o grupo de servidores tinha que se dividir em dois turnos para atender à população durante todo o horário, o que gerava déficit nos períodos de maior movimento e durante as audiências.
Os setores de Protocolo e Distribuição Processual das comarcas da Capital, de Jaboatão dos Guararapes e de Olinda terão horários diferenciados. As unidades funcionarão das 8h às 18h, por serem considerados essenciais no atendimento às necessidades do jurisdicionado.
Para a proposta ser levada em consideração a necessidade de se atender às peculiaridades locais, especialmente seus usos e seus costumes, resguardando a prevalência do interesse público. A mudança também foi motivada por manifestações de servidores e magistrados, que destacavam as dificuldades para atender durante o atual expediente forense, das 9h às 18h, e observou a decisão liminar proferida pelo Supremo Tribunal Federal que suspendeu os efeitos da Resolução nº 130, do Conselho Nacional de Justiça, que prevê horário de funcionamento uniforme para o Poder Judiciário, das 9h às 18h.
*Fonte: TJPE

Dilma Rousseff durante 17ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (2), em Fortaleza (CE), durante a 17ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), novas medidas para combater os efeitos da seca no Nordeste, entre elas, a disponibilização de 340 mil toneladas de milho subsidiado nos meses de abril e maio, aumento de 30% no número de carros-pipa, prorrogação do Garantia Safra e do Bolsa Estiagem, ampliação de linhas crédito e renegociação das dívidas dos agricultores da região.
“Ações estruturantes relativas à oferta de água, seja barragens, adutoras e estações elevatórias, todas as formar de construir aqui na região um nível de segurança hídrica mais efetivo e de grande durabilidade. Essas medidas estruturantes, junto com toda a estrutura de proteção social, montada pelo governo do presidente Lula e pelo meu governo, elas explicam porque a cara da miséria nessa região não foi tão acentuada perversamente pela estiagem”, disse.
Durante o discurso, a presidenta afirmou que já foram entregues 270.611 cisternas para consumo humano e outras 13.369 para cisternas de produção. Segundo ela, o compromisso do governo entregar até julho 130 mil cisternas e construir o restante das 240 mil ainda em 2013. Para o apoio ao agricultor, serão feitos ainda 20 novos poços profundos de grande vazão e 1.100 poços, além da recuperação de 1.400 poços.
“Assumimos o compromisso de construir 27 mil cisternas de produção e agora acrescentamos mais 40 mil. Porque consideramos que as cisternas de produção são estratégicas no momento de iniciar dois processos, que é salvar os rebanhos existentes e nos preparar para ter de fato uma estrutura mais robusta para não ter uma perda de rebanhos a cada seca”, afirmou.
*Fonte: blogdoplanalto














































































































































































































































































































































