Category Archives: Atualidades

ATUALIDADE: COINCIDÊNCIA NA VIDA E NA MORTE –

Estados Unidos

Gêmeos de 92 anos que passaram a vida juntos

morrem no mesmo dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

Dois gêmeos idênticos e frades franciscanos que passaram a maior parte de seus 92 anos juntos morreram no mesmo dia, de parada cardíaca, na Flórida (EUA).

Julian e Adrian Riester cursaram a escola juntos, viajaram juntos pelos Estados Unidos e entraram juntos na mesma ordem franciscana.

Nascidos com apenas alguns segundos de diferença em 27 de março de 1919, eles morreram em um intervalo inferior a 12 horas na última quarta-feira, segundo parentes.

“É um fim quase poético para a sua notável história de vida”, disse à Associated Press Tom Missel, porta-voz da Universidade Bonaventure, em Nova York, onde os irmãos passaram grande parte de sua vida.

“É incrível ouvir (sobre a morte dos dois), mas não surpreende, considerando o fato de que eles faziam tudo juntos.”

Nascidos em Buffalo, Nova York, eles eram conhecidos na Bonaventure por suas habilidades manuais como jardineiros e carpinteiros, informou o jornal Buffalo News.

Segundo o jornal, o único período em que os frades ficaram em diferentes Estados dos EUA foi entre 1946 a 1951, quando se dedicaram a sacristias distintas – um morou em Boston; o outro, em Manhattan.

“Eles tinham uma conexão íntima, em que nenhum dos dois era egoísta”, disse seu primo, Micheal Riester, ao jornal local.

Eles se mudaram para a Flórida em 2008 e estavam hospitalizados. Serão enterrados juntos na cidade de St.Petesburg.

 

Fonte: BbcBrasil

ATUALIDADES: PERNAMBUCO AINDA TEM UM MILHÃO DE PESSOAS EM ESTADO DE MISÉRIA.

Ipea

Número cai, mas Pernambuco ainda

tem 01 milhão de miseráveis.

 

A foto diz tudo. Essa realidade nos envergonha...

 

O conceito de pobreza extrema foi definido como o estado de privação de um indivíduo cujo bem-estar é inferior ao mínimo que a sociedade a qual ele pertence julga obrigada a garantir.

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base de dados de 2009, apontou a existência de um milhão de pernambucanos vivendo na pobreza extrema, com renda de até R$ 70 mensais. Grande parte concentrada na área urbana. Em 2001, Pernambuco contava com 1,8 milhão de miseráveis. O Ipea registrou uma queda de 43% da pobreza extrema, nesse período de oito anos. O diagnóstico constatou que 74% dos extremamente pobres são cobertos pelo programa de transferência de renda do governo federal Bolsa Família. Em 2004, apenas 54% recebiam o benefício. O trabalho, divulgado nesta sexta-feira (3), teve como base informações do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Seguindo a tendência nacional, a maior parte da população pernambucana que vive nessa situação é formada por crianças de 0 a 14 anos. Elas representam 39,7% do total. Em relação à cor ou raça, foi constatado que a maioria dos pernambucanos que vive em extrema pobreza no meio urbano é parda (61,3%). Maria do Carmo Batista, 33 anos, moradora da comunidade do Arco-íris, no bairro de Peixinhos, Zona Norte do Recife, tem seis filhos. Mora num barraco de madeira e ganha R$ 136 por mês. “Aqui, falta tudo. Nunca trabalhei. Não existe emprego para mim. Ganho dinheiro do Bolsa Família. É isso que salva a gente”, reclama.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, explicou que a escola é o caminho mais importante para tentar mudar o quadro de pobreza. “O Bolsa Família é importante para garantir a manutenção mínima das pessoas. Não há uma geração perdida. Essa faixa etária, de 0 a 14 anos, está na escola. Hoje, o acesso à educação é maior. É isso que faz o quadro mudar.” Ele explicou que, entre os que ganham até R$ 70 mensais em Pernambuco, a média da renda é de R$ 38. Abrahão ressaltou que Pernambuco tem um pobreza mais urbana. “Na área rural, é mais fácil minimizar a miséria. Os mecanismos são menos complexos. Na cidade, a pobreza é multifacetada. No campo, grande parte sobrevive de agricultura. Há programas de crédito agrícola por exemplo.”

O levantamento revelou que o acesso às necessidades básicas, como uso de banheiro exclusivo, esgotamento sanitário, abastecimento de água, energia elétrica e coleta de lixo, apesar de ainda ser muito distante do ideal do ideal, está mais avançado em relação aos parâmetros nacionais. O conceito de pobreza extrema foi definido como o estado de privação de um indivíduo cujo bem-estar é inferior ao mínimo que a sociedade a qual ele pertence julga obrigada a garantir.

 

Publicado em 03/06/2011, às 19h58
Do JC Online

ATUALIDADES – AS IMAGENS (charges) QUE FALAM POR SI SÓ…

AS IMAGENS FALAM POR SI SÓ…


 

(autor – Amarildo)

(Autor – Erasmo)

João Alves Leite – II – A saga de um revolucionário.

O blog dá continuidade ao artigo de Leonides Caraciolo, constante no seu livro “Sanharó da Colméia a Cidade“. O presente texto é em homenagem a Data Magna de Pernambuco que é o 06 de Março de 1817.Boa leitura!


 

JOÃO ALVES LEITE II

 

João Alves Leite, todavia, conseguiu escapar dos algozes e as “idéias francesas” continuaram a circular até a implantação definitiva da República.

          Entre os filhos de João Alves Leite  ( dez ao todo ) estava o capitão Manoel Leite Torres Galindo que , por sua vez, deixou 14 filhos, entre os quais, o Major Sátiro Leite ( o 13º filho, v. o quinto capítulo). João Alves Leite também foi pai do comendador João Torres Galindo, combatente  e chefe de guerrilha na “cabanada” de Panelas de Miranda  (v. segundo capítulo).

João Alves Leite era neto de dona Suzana da Silva , priora do Carmo no Recife  (v. terceiro capítulo),  e filho de Inácia Maria e Antônio Alves dos Passos, casal que fundou as fazendas Água Fria e Sapato. Faleceu em 1855 com 90 anos de idade deixando os seguintes filhos:

Major Joaquim Severiano Galindo

Antônio Leite Torres Galindo

Comendador João Leite Torres Galindo

Tenente-coronel José Claudino Leite

Capitão Francisco Leite Torres Galindo

Capitão Manoel Leite Torres Galindo

Maria Benedita

Tereza Florentina

Izabel Alexandrina

Francisca Joaquina Leite.

Suponho não haver naquela época lei que disciplinasse os assentamentos do registro civil, por isso essa diversidade nos apelidos dos filhos de João Alves Leite, cada um adotando um sobrenome ao seu bel-prazer. Os  Torres Galindo,  de Sanharó, surgiram mais ou menos cem anos antes dos de Alagoinha e  não havia e nem há qualquer parentesco entre as duas famílias. Assim como também não há entre os Torres Galindo daqui com os de Bonito e os de Bezerros. Os de Sanharó, como vimos, procederam de João Alves Leite, os de Alagoinha, das irmãs Ana e Inês Bernarda, da família Torres Galindo, de Vitória de Santo Antão. Em Sanharó não prevaleceu nos descendentes de João Alves Leite o apelido Torres Galindo. O que existe hoje no município é uma extensa família Leite.

Leonides de Oliviera Caraciolo – Engenheiro e escritor

 

 

Crônica: Morreu o pé de castanhola

Atendendo a pedidos de amigos/colaboradores, vamos postar no abelhudo, algumas crônicas que foram divulgadas pelo sanharonews.

(Crônica oferecida aos amigos Helena e Leonan Tenório)

 

 

Quase tive um choque ! Ao chegar à casa de papai vi que faltava algo  que me pareceu estranho! Havia sumido, desaparecida aquela árvore que como guardiã daquele lar, estava ali fincada há décadas, muito antes da construção daquela nossa nova casa.

 

Fui então informado de que o nosso pé de castanholas havia morrido. Sucumbira ao tempo, deixando órfãos os animais que por muitas décadas se abrigaram à sua sombra, além dos veículos que ali também faziam pouso.

Aquela castanhola era co-irmã de outras dezenas que permearam as nossas ruas. Principalmente a nossa Coronel Júlio Nunes. Essa rua era repleta de pés de ficus e de castanholas, a saber: Havia pés de ficus nas casas de Antônio Avelino, no armazém de Zé Monteiro, na casa de Totô Batista, na fábrica de Aristides Guimarães, na casa de Sebastião Porfírio e na bodega de meu pai, Paulo Muniz. Representava a metade linear da rua. A outra metade era repleta de castanholas. Salvo engano, essa falecida, representava um dos últimos espécimes que ainda resistiam às intempéries do tempo.

 

A nossa cidade é muito pobre em arborização. Do tempo que me entendo como gente, reconheço as árvores que já encontrei, basicamente, castanholas e ficus. Lembro que Erivaldo Monteiro, quando prefeito, mandou arborizar com algaroba, isso na década de setenta. Mais de vinte anos depois, Geovane Leite, disseminou o plantio de sombreiros que hoje embelezam principalmente a sua rua, Dr. Benjamim Caraciolo. A rua que hoje eu moro, a Jurandir de Brito, é a recordista da cidade por metro quadrado sem ter árvore alguma. Uma pena!

 

À sombra daquele pé castanholas, papai conseguira com seu fiel amigo  João do Grupo, um banco de praça. Esse banco é remanescente daquela primeira praça erigida por volta dos anos cinqüenta. Formavam uma excelente dupla. Esse velho banco, viúvo da castanhola, certamente terá muita paciência para esperar o crescimento desse novo amigo – um sombreiro que minha irmã, Frai, o adotou.

 

 

 

Muitos hão de se lembrar do flamboyant que ficava em frente à bodega de Sebastião Simão e da casa de dona Regina, mãe de Vavá Frazão. Era um dos veteranos, cuja beleza foi incorporada a paisagem bucólica da nossa Praça capitão Augusto Rodrigues. Desafiou o tempo a florir nos finais de ano.

Até que alguém, impiedosamente, mandou ceifá-lo. Primeiro pelas picaretas e machados. Como resistia bravamente, parecia até que quanto mais o maltratavam mais ele se agarrava à terra que lhe viu nascer e florescer. Foi enfim acorrentado e puxado pela força de um trator sob os olhares complacentes dos que viram e calaram. Em seu lugar foi plantado um pé de não sei o quê. Até hoje, já se passaram alguns anos e o infeliz ocupante, não deu ar de sua graça. Bem feito!

 

Fico a imaginar quais mãos abençoadas plantaram essas árvores e outras mãos que as regaram e fizeram-nas tão resistentes. O pé de figo em frente à minha antiga casa foi nossa paixão, até ser trocado por essa castanhola, quando nos mudamos do número 132 para 158 da mesma rua que nos viu crescer.

 

As árvores, como as flores e as pessoas, também vivem de amor. Sem a pieguice do saudosismo, devemos nos sentir donos daquilo que nos pertence, ainda que seja historicamente. Vejo certa preocupação com o novo. O centro da cidade foi todo desfigurado. As fachadas das casas foram literalmente modificadas. Enfearam a Casa Paroquial com aquelas janelas horríveis de basculhantes retirando as de postigos. O Mesmo fez dona Sônia de Joel. A casa de Mariolinda foi ultrajada pela ganância de certo comerciante. A única coisa bonita que existia no prédio da prefeitura, eram dois pinheiros que o prefeito à época, numa atitude insana, mandou cortá-los. Não devemos esquecer do prédio do nosso antigo cinema. Não merece qualquer comentário. Resta o quê? A casa de dona Aliete que mudou o muro original, era todo ondulado, a casa, hoje, de Leonides que mudou a concepção das portas e janelas e vai, vai, chega-se ali na casa onde mora Aiá Ledo. Essa, acho eu, é das últimas que não sofreu nenhuma mutilação física. Sua fachada é a mesma desde quando a sua esquerda funcionava a Sede que antecedeu o nosso Clube Lítero Recreativo. Há ainda uma outra com bom aspecto arquitetônico que é a casa dos herdeiros de João Avelino.

 

A fachada da antiga coletoria estadual, hoje, sede do Conselho Tutelar é também remanescente dos anos sessenta e mantém a sua originalidade. Outra mudança negativa ocorreu no muro da Escola Nossa Senhora de Fátima. Era ondulado e combinava com o arco do portal de entrada. Faltou competência ou bom gosto para saber mantê-los.

 

Creio que a única construção no centro da cidade que ainda se mantém fiel as origens é a “casinha” do antigo motor-da-luz, ali junto ao nosso Clube. Quem sabe se pudesse ser tombada e se transformar num espaço ligado à cultura e a história do município. Há de se ressaltar o trabalho de restauro dos prédios que serviram a Refesa, hoje pertencentes ao município, e que agora têm serventia ao tímido movimento da nossa cena cultural.

 

Lembrar os pinheiros que embelezaram a nossa praça principal. Nasceram no início dos anos setenta, quando da administração do então prefeito Paulo Foerster, cuja obra de maior destaque foi a construção da nova praça. Diga-se de passagem, que essa obra foi motivo de orgulho para todos. Recordo, no período natalino, quando as luzes nos pinheiros formavam um belo conjunto, pareciam Árvores de Natal. Infelizmente, faltou zelo e atenção e as lindas araucárias, não resistiram às pragas e tiveram que ser dizimadas. Lamentável!

 

Faz bem aos nossos olhos, os pinheiros que imponentes, decoram a frente do Hospital João XXIII. Há outros, juntamente com belas palmeiras no antigo Colégio Pio XII e Escola Normal Emilia Câmara. Árvores essas remanescentes das ações prioritárias do saudoso e inesquecível Padre Heraldo Cordeiro de Barros.

 

Fico imaginando, onde foi parar o pé de romã de dona Sinhá? Ressurgiu. Foi estoicamente resgatado graças à verve do nosso conterrâneo, os grande Carlos Elder e seu irmão Romerão, em brilhante composição.

 

Quem nos dera que houvesse uma campanha para se resgatar a mata ciliar do rio ipojuca, ainda que contemplasse apenas o perímetro onde ele, feito uma cobra, passa silente pela zona urbana da nossa cidade. O rio está com a sua calha totalmente assoreada e, hoje, representa um risco muito grande em períodos chuvosos.

 

Mas, voltando a minha tristeza pela perda do pé de castanholas. Conforta-me saber que outras pessoas também o admiravam. Alguém, no afã de me conformar, falou – “ora Paulinho, isso tava muito velho”. Lembrei-me de que o mesmo eu ouvira quando da retirada do flamboyant da praça. Pensei com os meus botões, qual sorte daremos as coisas que estão ficando velhas ?

Mesmo sendo um vegetal, que tal transferir o exemplo para o ser humano? O que faremos com os nossos velhos e o que farão conosco dentro de alguns anos? Lembrei-me de um pensamento do grande poeta Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem – por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.

 

Dom Pablito