Category Archives: Bons Exemplos

Editorial: Luto no OABELHUDO – O Adeus de Fernando Valença

Fernando Valença de paletó e gravata

 

Quando tento escrever essas maltraçadas linhas,  tomando pela emoção que se apossou de mim, desde ontem à noite, quando soube através de Denise Zepter, sua filha, que o estimado amigo e emérito colaborador do OABELHUDO, um grande caririzeiro Fernando Valença, falecera.

Fernando chegou apossou-se de seu alugar aqui conosco, através de sua prima, Leonor Medeiros, quando esta leu no blog, algo concernente a esse projeto, interminável, do Canal da Transposição do Rio São Francisco. Como num passe de mágica, aqui estava Fernando Valença – FV, descrevendo sobre o projeto que conhecia como poucos. Alimentava um sonho. Tomaria banho numa bica em plena praça pública da sua Caraúbas, quando as águas lá chegassem e alimentassem a perenização do Rio Paraiba.

Fez mais: vendeu seu casarão de grande estimação, no bairro da Várzea em Recife, e transportou-se de “mala e cuia” para a cidade que mais amava na sua vida – Caraúbas. Fia uma “viagem” pelo seu acervo aqui no blog e constatei as dezenas de artigos, exemplarmente redigidos, sobre esse assunto. Tratou de outras coisas, superficialmente.

O foco da sua luta e da sua obstinação era o tal e infindável Canal. Dizia claramente que em dezembro de 2012, data prevista para que o Paraiba recebesse as águas do Velho Chico, que a partir dali, sua vida estaria completa. Seus desejos estariam realizados e o seu sonho se concretizado.

Relatava nas suas escritas o que vira enquanto criança e adolescente – a peregrinação de famintos tangidos pela seca. levas e levas de pessoas abandonadas e castigadas por esse fenômeno climático que assola há séculos ou até milênios a região nordeste e, em particular, ao seu sofrido cariri paraibano.

O ano passado teve que se submeter a cirurgias dos olhos e esse afetou-o profundamente. Diminuiu sensivelmente a leitura através da tela do computador o que o deixou muito infeliz.

Interessante, nunca nos encontramos pessoalmente. No máximo trocamos alguns telefonemas e no mais nos correspondíamos por e-mails. Nem por isso diminuiu a minha tristeza. Confesso que me bateu um grande arrependimento de não ter provocado um encontro pra contamos, pelo menos, quem tinha cabelos brancos. Agora é tarde. O tempo e a distância se encarregou de fazê-lo.

Em agosto do ano passado ele, quando tomou conhecimento, da morte de Leonides Caraciolo fez contato para se solidarizar comigo e com o nosso blog. Conhecia e admirava os trabalhos da lavra de Caraciolo, era assim que o tratava e lamentou profundamente a sua inesperada perda.

Agora chegou a sua vez, meu caro Fernando. Advogado, jornalista, cronista e caririzeiro…Era isso mais alguma coisa que ilustrava o roda-pé dos seus artigos. De nossa parte fica um abissal vazio que jamais será preenchido. O nosso blog irá continuar, mesmo desfalcado dessa figura de destaque que foi você ao longo desses últimos anos. Nossa legião de grandes colaboradores continuarão a nos dar o prazer de ler os seus escritos. Fica a saudade! Essa não tem substituto para ela.

Agradeço a Deus. Agradeço a prima Leonor. Agradeço aos seus filhos e, em particular a Denise que lembrou-se de mim e se dispôs a tornar-se, tal você, colaboradora do oabelhudo.

Seu enterro ocorrerá às 16:30, na sua Caraúbas. Siga em paz e que sua alma seja acolhida dentre àqueles que lutaram por mundo mais justo ou menos injusto…Nossas lágrimas têm uma forte razão de ser.

 

Paulo Muniz/Dom Pablito

Editor, em nome de todos os abelhudenses…

P.S. – Em sua homenagem e de seus filhos, transcrevo aqui abaixo um de seus artigos.

 

 

Rio Paraiba - temporário e sofrido. Aguarda as águas do velho Chico. FV não suportou a longa espera...

Rio Paraiba – temporário e sofrido. Aguarda as águas do velho Chico. FV não suportou a longa espera…

 

 

“EXTINÇÃO INEXORÁVEL DO RIO SÃO FRANCISCO”…

 

Curitiba-PR., 31 de dezembro de 2012; caros leitores do OABELHUDO, aceitem meus sinceros votos de FELIZ ANO NOVO! Quase noite onde estou, em Curitiba, reprimindo uma vontade INFANTIL de botar um calção de banho e, de pé no chão, esgueirar-me, sorrateiramente por entre paredes e postes e tomar A BELA CHUVA que cai aqui, agora!…

Muitos de vocês não são patrícios nordestinos, sertanejos caririzeiros que nem eu e, por isso, não sabem o que significa tal fato: um Filho de Deus já aposentado, chegado ontem do seco Cariri da Paraíba, (à hoje bem chovida terra de Curitiba, e antes mesmo de desatacar as alpercatas), ter a sorte de ver e SENTIR uma vontade abençoada de tomar um banho de chuva, como já o fizera há mais de meio século… naquelas bandas do semiárido do NORDESTE DO BRASIL; isto, minha gente, é de outro plano! Palavras não dizem; só o sentir expressa, o significado dessas lembranças.

Não vou “pedir” à minha memória que me leve àquele passado, menos pelo “endereço” (Cariri seco…) e mais por que, eu era criança, não chorava por emoção..., diferente do que sou hoje: não um velho ”choroso”, mas o pranto me vem, como agora, só por lembrar e, por não poder mudar a história que, hoje, dói demais! Vocês que não sabem o que é padecer fisicamente por Irregularidade de Chuva, e constatar que não lhe é dado o direito de viver e morrer, normalmente, na sua amada terra, não podem avaliar a dor física, e a humilhação moral que é ver a Natureza mirrada sem uma folha verde; os reservatórios de água esgotados com restos de peixe se debatendo, os animais domésticos desabando, literalmente, no campo, sem forças para se levantar, devido a fome e a sede; seus parentes e às vezes você próprio, cambaleando de fome… e de sede e até animais silvestres, morrendo, devido a falta de água: é o Flagelo da Seca que sempre acomete o semi árido do NE setentrional… Trata-se da tortura mais perversa contra a Vida!

O diabo é que, de repente, verifico que não adianta ter nascido aqui, sido criado no cariri mais seco do mundo, Caraúbas- PB, ter migrado aos 14 anos, servir às Forças Armadas com idade “alterada”, ter sido trabalhador de obra, chofer de caçamba, vendedor, monitor, assistente de vendas, chefe, assessor, etc., nem ter-me formado em Direito, e em Radialismo e ter tirado brevet de Piloto e estudado Jornalismo e ser treinador de pessoal se, após aposentado, [mais de 60 anos depois daquela origem], ao me oferecer para Defender Incondicionalmente, gratuitamente, o Projeto São Francisco (Transposição em geral (Eixos Norte e Leste) e PERENIZAÇÃO do Rio Paraíba, em particular), ao Governo Federal, sem lhe cobrar nada; e mais: participando de debates em rádios e televisões, concedendo entrevistas, escrevendo para 5 jornais, atendendo a convites para proferir palestras com material de projeção fornecido pelo Exército e pelo ministério da Integração Nacional, sem jamais cobrar cachê de ninguém, e até atendi apelo do Gov. Federal], para ser o “único” defensor do programa Projeto São Francisco, no “Roda Viva”, da TV Cultura (SP), ante o então governador da Bahia (Ago/2005), tendo o Gov.Federal mandado dizer, depois,“Você deu uma aula de como o Governo deve defender a Transposição: com conhecimento e veemência”foi o que me disse o Ciro Gomes, então ministro da integração.

Caro leitor, permita-me dizer-lhe que não quero nada, agora, senão desabafar, assim: dada a minha origem, estando ainda vivo, tive a oportunidade de –perto do final de minha vida- voltar ao Cariri onde tudo o disse acima sucedeu. Saiba que sou um sentimental que sempre quis fazer algo em favor dessa pobre gente, desta querida e “amarga” terra, o Cariri da Paraíba! De 1938 para cá…. são 75 anos, dos quais mais de 60 passei fora. Nunca deixei de dar um pulo cá, mas meu desejo sempre foi adquirir QUALIFICAÇÃO pessoal para ser útil à minha gente! Só depois de ouvir o Ex. Min. Aluízio Alves é que fiquei sabendo do magnífico Projeto São Francisco. Década de 80 ainda trabalhava, mas comecei a escrever, ler e ouvir palestras a respeito da Transposição. Fiquei encantado e decidi que “iria” defender a Transposição, assim que deixasse o trabalho. Está lá no GOOGLE, na Internet, (no Arquivo do MIN-www.mi.gov.br) todo o rol de matérias que escrevi, a favor da Transposição. Tenho um velho PC com o qual vivo atracado, dia e noite: é meu sinal de vida.

Sem ligação com ong, clube social, Religião, Sindicato, Ideologia , política, nada. Hei de ver a água do ”Velho Chico” PERENIZAR o Rio Paraíba, para que a tragédia do FLAGELO DA SECA que está voltando!…, seja eliminada da gente que está no caminho do rio. O péssimo engraxate que antecedeu a Presidente da República enganou aos caririzeiros quando deixou rolar, dentro do Planalto, em SETEMBRO de 2010, a informação de que seu ÚLTIMO ATO OFICIAL como Presidente da República do Brasil, seria no DIA 31 DE DEZEMBRO DE 2010 na cidade de Monteiro-PB. No entanto, traiu aos sertanejos e a todo POVO porque, hoje é 30 de Janeiro de 2013, e aquele picareta jamais veio pedir perdão pela covardia, frouxidão e falta de palavra… coisas de gatuno que, segundo uma deputada do Rio, é própria de todo brasileiro, disse ela, em Sessão Plenária: “…Todo brasileiro tem o DNA de ladrão”! Este fato, dentre tantos que hoje a Nação conhece, cometidos pelo antecessor da atual Presidente, esmaga a esperança do Povo que é titular absoluto do GOVERNO. Do Patrimônio, do Capital, das Armas, do Poder e da Força. Nossa população não sabe que o GOVERNO é virtual. Quem é REAL é o POVO que pare o Governo, compõe-no, sustenta-o e pode PUNI-LO, derrubá-lo, etc., quando o Governo errar. O POVO é superior ao Governo que existe para servi-lo, para garantir a Paz Social, a Ordem e o Progresso, obrigatoriamente. Mas nós, que somos Pai e Mãe do governo, quando assumimos uma função de governo, nos transformamos… De cara, cada um de nós vira ladrão…. devido o “DNA”? Vemos a frequência com que muitos de nossos filhos, irmãos, pais, mães, amigos e inimigos, que viraram governo, foram condenados por “Enriquecimento ilícito” e ficamos assistindo a um absurdo: a burocracia do mecanismo dos “recursos judiciais”, transformando as condenações num processo “masturbativo” interminável que desfigura o perfil da Justiça, tornando-a mais do que CEGA,: injusta… E nada fazemos, isto é, não punimos o governo. . . Inventamo-lo, compomo-lo, sustentamo-lo, concedemos-lhe Autoridade, Poder e Força porém escafedemos, covardemente; omitimos-nos do DEVER punir o Governo quando ele erra e, absurdo maior, nos comportamos, imbecilmente, feito uns vagabundos irresponsáveis, fugimos precisamente quando era mais importante uma ação de união fraterna de todo o POVO para punir, até para derrubar o Governo que, a seguir assim, levará todo o POVO, [se não obrigar os políticos a mudarem a maneira de fazer política no Brasil], à fatalidade de ser vítima da POROROCA SOCIAL, o tipo mais cruel de guerra, a guerra entre irmãos, que o emérito General João Batista Figueiredo vaticinou, em Nogueira-RJ, no Sítio do Dragão, quando me recebeu após ter deixado Brasília-DF e abraçou-me, chorando.

Não é pessimismo: tudo suscita que será inevitável tal sacrifício, considerado nosso dia-a-dia nacional.

 

FV de camisa

 

* Autor: Fernando Valença/ Advogado, jornalista, escritor, piloto, radialista, treinador de pessoal.

Brasilia: PNE – Plano Nacional de Educação APROVADO vai à Sanção presidencial *

 

Câmara conclui votação do

Plano Nacional de Educação

Câmara conclui votação do PNE e texto segue à sanção presidencial

Governo cede e permite que União complemente orçamentos dos estados e municípios para atingir valor mínimo por aluno

Parlamentares comemoram aprovação do PNE no plenário da Câmara - Ailton de Freitas

Parlamentares comemoram aprovação do PNE no plenário da Câmara – Ailton de Freitas

 

 

 

O plenário da Câmara finalizou, na noite desta terça-feira , a votação do Plano Nacional de Educação (PNE), que aumenta para 10% do PIB (Produto Interno Bruto) os gastos anuais da União, dos estados e dos municípios com ensino público, a partir do décimo ano de vigência da proposta. Em ano eleitoral, o governo cedeu e permitiu a manutenção, no texto, da previsão da União complementar com recursos financeiros os orçamentos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios que não conseguirem atingir o valor do chamado CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial). Esse custo será calculado levando em conta vários fatores como o salário dos professores, equipamentos em sala de aula, jornada de alunos, para garantir educação de qualidade. Todos os partidos encaminharam favoravelmente a aprovação deste ponto. O texto segue agora à sanção presidencial.

Em 2011, o país destinou 5,3% do PIB à educação. O PNE já tinha sido votado na Câmara, mas sofreu alterações na votação no Senado e retornou à Casa. O PNE estabelece metas e diretrizes para a educação brasileira nos próximos dez anos. A ideia era que vigorasse no período de 2011 a 2020. O projeto foi enviado ao Congresso em dezembro de 2010, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Câmara fez mudanças no texto e aprovou-o em 2012. O Senado devolveu o projeto em 2013.

Durante todo o dia, deputados da bancada da educação conversaram com ministros do governo, defendendo que a União pudesse bancar os custos excedentes do CAQi de municípios que não pudessem atingir o valor que garanta educação de qualidade em todo o país. Segundo o relator do PNE, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), o governo cedeu porque entendeu que o CAQi será o grande instrumento de realização de todas as metas do PNE.

O CAQi irá determinar o custo/aluno em cada um dos níveis de ensino necessário para garantir ensino de qualidade em todo o país. O governo alega que já ajuda 10 estados na complementação dos recursos necessários do Fundeb, fundo de educação do ensino básico. Não há ainda cálculos de quanto o governo terá que desembolsar para ajudar a custear o CAQi.

– O CAQi e o Fundeb se complementam, não se excluem. O Fundeb já equaliza um valor mínimo médio, o custo aluno/ano. Teremos dois anos para discutir a lei que irá determinar de parâmetros e variantes terá o CAQi que garantam escolas públicas de qualidade, um padrão equânime de Norte a Sul do país – afirmou Vanhoni.

AEB – Agência Brasil

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no ensino profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos; e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.

Segundo o plano, o investimento em educação crescerá paulatinamente até 2024, atingindo o equivalente a 10% do PIB ao ano — quase o dobro do praticado atualmente (5,3%). Em 2019, no quinto ano de vigência do plano, o valor já deve estar em 7%.

Após votar o texto-base com quatro anos de atraso, a votação dos destaques foi o primeiro item na pauta do chamado esforço concentrado que os deputados anunciaram para esta semana.

Pelo texto aprovado, os recursos previstos no PNE também poderão ser utilizados no Programa Universidade para Todos (ProUni), que dá isenção fiscal a escolas e faculdades privadas que concedem bolsas de estudo; bem como no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e no Ciência Sem Fronteiras.

Saiba Mais

* Fontes: AEB/O Globo

Artigo/História: Gregório Bezerra – Como era um militante de esquerda no século 20 *

 

DEPUTADO GREGÓRIO,

PRESENTE!

 

deputado Gregorio Bezerra

 

 

Como era um militante

de esquerda no século 20

 

 

 

Gregório Bezerra ganhou as eleições para deputado federal e pouco antes de assumir o mandato deparou-se com um problema: não tinha roupa adequada para tomar posse nem o dinheiro para comprar a passagem para o Rio, então capital federal. Fizera campanha com apenas uma calça e uma camisa, que ganhara de um amigo, e um par de sapatos usados, que lhe fora doado por outro. A calça, a camisa e os sapatos chegaram ao fim da campanha em estado lastimável. Os sapatos, por exemplo, estavam estourados de um lado e furados na sola.

Gregório fora preso em novembro de 1935, após o episódio que ficou conhecido como Intentona Comunista, e solto quase 10 anos depois, em abril de 1945, com a anistia concedida pelo governo Getúlio Vargas. Em 2 de dezembro de 1945 foi eleito deputado federal pelo PCB, em Pernambuco – o mais votado no Grande Recife e o segundo no estado.

Em janeiro de 1946 estava eleito, mas precisando de roupa e de passagem. E aí o que houve? O PCB era um partido cujos principais integrantes haviam acabado de sair da prisão – e, além do mais, tratava-se de um partido tradicionalmente pão-duro em termo de gastos com os seus militantes. Claro que, apesar disso, iria acabar providenciando os meios necessários para a posse e a viagem do deputado pernambucano – mas antes que isso acontece um grupo de eleitores cotizou-se, comprou a passagem e encaminhou Gregório para um bom alfaiate recifense, que lhe tirou as medidas e fez três “ternos de deputado”. Além disso, o grupo comprou três camisas, três cuecas, três pares de meia, duas gravatas e um um bom par de sapatos. Em suas memórias Gregório diz que em sua vida inteira nunca tivera tanta roupa, e de tão boa qualidade.

Não teve muito tempo para usá-las. Em maio de 1947 o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro do PCB. Em janeiro de 1948 Gregório e todos os parlamentares eleitos pelo partido foram cassados. Uma semana depois de cassado ele foi preso no Rio, acusado de ter incendiado um quartel do Exército – uma acusação falsa, que não resistiu ao julgamento, mas que custou dois anos e três meses de prisão para ele.

Vejam que coisa: em janeiro de 1945 Gregório está mofando na prisão. Em janeiro de 1946 está eleito deputado federal, com grande votação. Em janeiro de 1948 está cassado e preso. Esses acontecimentos, em tão curto período de tempo, mostram a gangorra que foi a vida de Gregório Bezerra – o militante político brasileiro mais torturado de nossa história, e o que passou mais tempo na prisão, cerca de 22 anos (para efeito de comparação: Nelson Mandela passou 27). Nasceu miserável (em Panelas, em 1900) e morreu pobre, em São Paulo, doente, em 23 de outubro de 1983. Deixou o exemplo de um militante inabalável em suas convicções revolucionárias e de uma vida dedicada ao que ele considerava ser o melhor para o povo.

A gangorra da vida dele teve novo impulso ontem, quando em iniciativa proposta pelo deputado Waldemar Borges, líder do PSB, a Assembleia Legislativa de Pernambuco fez ato em homenagem à restituição simbólica do seu mandato. Gregório nunca foi deputado estadual; a sessão no legislativo pernambucano entra na categoria do simbolismo do gesto. A restituição do mandato dele na Câmara Federal – e dos outros 13 deputados federais do PCB, cassados em 1948, entre eles Jorge Amado e Marighella – aconteceu em 18 de agosto do ano passado, por meio de projeto da deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB-RJ).

O ato não implica nenhuma indenização nem pagamento de quaisquer vencimentos (a propósito, a família de Gregório nunca recebeu nenhuma reparação econômica da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, diferentemente do que aconteceu com a família de outros líderes comunistas, como Luiz Carlos Prestes e Marighella. Em agosto do ano passado o juiz federal Francisco Alves dos Santos Júnior, da 2ª Vara de Pernambuco, condenou a União a pagar R$ 1,1 milhão aos familiares dele, como indenização por danos morais. O caso ainda está na esfera judicial).

Sim, a restituição do mandato de Gregório Bezerra não tem desdobramentos indenizatórios, mas seu caráter simbólico não tem preço. Faz a correção de um erro histórico e serve de alerta às novas gerações para que nossas divergências não sejam resolvidas tentando calar quem pensa diferente de nós.

Vandeck Santiago

 

* Fonte/Autor: Diário de Pernambuco/Vandeck Santiago – é pesqueirense, jornalista, colunista especial do DP. Colabora eventualmente com o  oabelhudo.

Crônica/Homenagem: Pessoas – Maio – Alexandrina Cordeiro Freire – Por Zezé Freire *

PESSOAS – Maio

 

Alexandrina Cordeiro Freire -

Alexandrina Cordeiro Freire –

Prestar homenagem é externar sentimentos tornando-os concretos. Bom para quem oferece e para quem recebe. Nesse entendimento enviamos mais uma vez para a nossa mãe carinho em forma de palavras.

Maio foi MAIOR para a nossa família por recebermos a graça de comemorarmos mais um ano de vida de Alexandrina Cordeiro Freire, nossa mãe, sogra, tia, avó e bisavó. Alexandrina, aos noventa e quatro anos é o modelo de mulher que gostaríamos de copiar.

Exemplo de superação em todas as provas difíceis que a vida lhe apresentou. Praticante incondicional da generosidade estendendo-a até aos que muito lhe magoaram. Ela nos diz ser feliz por haver nascido em Pesqueira e vivido todos os seus anos nesta cidade de pessoas amáveis e fraternas. Também sentimos sua alegria quando é visitada pelos netos, bisnetos, sobrinhos e amigos. As amigas do Grupo Vida Nova ocupam lugar especial no seu coração. Todos os seus descendentes reconhecem-na como um anjo que mesmo à distância e em surdina zela e intercede por eles.

Agradecemos a Deus por sua presença em nossas vidas rogando que lhe conceda saúde para que possamos gozar por muito tempo das bênçãos e alegrias que a sua presença nos traz.

Zezé Freire e sua mãe beijando

* Autora: Zezé Freire – Maria José Cordeiro Freire é pesqueirense, professora, assistente social, cronista, e autora/coordenadora do livro – Da Janela do Tempo, em parceria com o Grupo Vida Nova.

Movimento Cultural: Biblioteca da Câmara vai Digitalizar Obras Raras *

 

 

Biblioteca da Câmara vai

digitalizar 200 obras raras

As publicações já digitalizadas estão disponíveis no site www.camara.leg.br, nos menus "Documentos e Pesquisa", "Biblioteca Digital" e "Obras Raras" (veja abaixo como entrar)

As publicações já digitalizadas estão disponíveis no site www.camara.leg.br, nos menus “Documentos e Pesquisa”, “Biblioteca Digital” e “Obras Raras” (veja abaixo como entrar)

A Biblioteca Pedro Aleixo, da Câmara dos Deputados, está digitalizando cerca de 200 obras raras para serem acessadas na internet. Na página Biblioteca Digital, onde parte do acervo da Casa já é disponibilizado gratuitamente, vão ser adicionados livros que datam dos séculos 16 ao 19 e Constituições do século 20.

Das obras raras, a mais antiga é um tratado geográfico de 1522, época em que ainda se considerava a Terra o centro do universo.

Escolhidos a dedo em um acervo de 4.600 livros, a digitalização das obras seguiu alguns critérios. São as mais danificadas, com maior demanda, mais antigas, mais importantes e, claro, mais caras. Uma vez disponíveis na internet, as 200 obras poderão ser melhor conservadas nas estantes da Seção de Coleções Especiais. Os livros dali só podem ser manuseados com luvas, supervisão e cuidados extremos.

Para digitalizar as obras, são necessários equipamentos chamados “scanners planetários”. Com dois deles, funcionários registram o material impresso em alta resolução sem danificar as páginas do arquivo.

“Com a digitalização, estamos ampliando significativamente o acesso a esse material. O usuário poderá, em sua casa ou em seu trabalho, acessar o conteúdo integral desses livros. Ao mesmo tempo, estamos preservando esses volumes”, disse a gerente do projeto, Cristina Silvestre. A iniciativa é da Coordenação de Biblioteca e da Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais da Câmara.

As publicações já digitalizadas estão disponíveis no site www.camara.leg.br, nos menus “Documentos e Pesquisa”, “Biblioteca Digital” e “Obras Raras”. Para acessar, clique aqui.

* Fonte:  ‘Agência Câmara Notícias

Soneto da Homenagem: Mãe – Por Sebastião Gomes Fernandes *

 

homenagem pela minha maefeliz dia das mães

Saudações a minha mãe, a mãe de meus filhos, as mães de meus netos e a todas as mães do planeta e as que estão no plano espiritual.

 

 

MÃE

 

 

Mulher, criação Divina que nasce,
Como propagadora da vida, é privilegiada, vive!
Mansamente és emissária do amor que da sentido à vida.
Você é credora de elogios e de gratidão efetiva.

 

Amiga, benfeitora e progenitora…
Alegria que encanta e enaltece a vida!
Iluminada e cheia de graça, em quanto geratriz!
És, eterna substância impulsionadora da alma motriz…

 

És, espirito que expressa seu amor ao procriar…
És, a expressão verdadeira da vontade imutável de Deus!
És, fundamentalmente o elo que liga da criatura com o Criador!

 

Mãe, amor em si mesma. Não há outra manifestação,
Capaz de externar tamanha virtude! Mãe, arquétipo maior do amor,
Mãe que é só carinho, afeto, fraternidade, harmonia e afeição.

 

Pesqueira, 10 de maio de 2014.

 

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* Autor: Sebastião Gomes Fernandes – Sebastião é pesqueirense por adoção e honorabilidade, Sociólogo,  colaborador do OABELHUDO, Escritor, Poeta e Cronista e Acadêmico da APLAS – Academia Pesqueirense de Letras e Artes

Crônica/Homenagem: Todo dia é dia das Mães – Por Gera Santana *

grávida mão negramae africana e criança branca

Todo  dia é dia das mães

 

 

 

O dia das mães chegou e com ele um sem número de campanhas e promoções comerciais sem, contudo se preocupar com o que é mais importante “O sentir amor puro e verdadeiro dos filhos e filhas”.

Façamos, pois um exame de consciência bem apurado:

• Somos amorosos (as) com a mamãe? Ela precisa muito de gestos verdadeiros e amorosos.

• Diariamente dedicamos um minuto de carinho a nossa mãe? Como ela ficaria feliz se você dedicasse a ela um pouco de atenção e carinho.

• Se longe de casa estamos, telefonamos pra ela e mandamos um beijo? Com certeza ficaria menos preocupada e muito feliz.

• Quando a vemos todos os dias, oferecemos os nossos doces carinhos? Fique certo (a) ela se sentiria a mulher mais amada do mundo.

• Compreendemos quando ela está aperreada e zangada? Quase sempre ela se aperreia por você. Por não ter o melhor para oferecer e ou Por você está se desviando dos caminhos corretos.

• Aceitamos os seus sábios conselhos sobre o rumo da nossa vida? Ela sentiria tão importante em saber que você aceita e segue os conselhos. Só pra lembrar conselho de mãe sobre é pra ser seguido e jamais esquecido. Quem segue acerta sempre.

• Ajudamos a nossa mãe nas horas de necessidade? Lembre-se que ela ariscou a sua vida para que viesse ao mundo.

Mãe é mãe em todos os momentos e nos enche de carinho e afeto a cada dia. Quando nascemos ela nos cobre de amor.

Quando criança ela nos ensina a fazer as tarefas de casa, mesmo que tantas vezes não saiba ler ou escrever e nós aprendemos.

Quando estamos em perigo ela nos alerta e nos defende com a força de um gigante.

Quando adultos ela se preocupa quando saímos, que hora chegamos se estamos bem, se adoecemos nos enche de remédios da vovó e enfim se preocupa e nos ama todas as horas.

Quando constituímos uma família ela se preocupa com tudo e se estamos felizes.

A bem da verdade, ser mãe é ser guia da vida

Ser mãe mesmo em situação adversa é semear vidas

Ser mãe é acordar na tormenta e transformá-la num paraíso

Ser mãe é no mundo semear luz!

E essa luz é você!

Portanto tendo ou não condição de dar um grande presente à sua mãe, não esqueça que o presente pode ser material, que é o mais simples, e ou espiritual que é o mais belo dos presentes.

Que tal se doar de presente à sua mãe, todos os dias?

Ela adoraria, pois teria o seu filho e ou a sua filha de volta aos seus braços.

Ela ficaria nas nuvens, pois teria uma bela prova de amor.

Afinal somos filhos de uma DEUSA!

Feliz todos os dias, pois todo dia é dia das mães!

 

Gera-Santana-pesqueira1

 

 

* Autor: Gera Santana  – GERALDO SANTANA – É pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, radialista e cerimonialista.

Movimento Cultural/Homenagem: Mãe, a Essência do Amor… – Por Francisco Aquino *

coraçao de roas

MÃE,

ESSÊNCIA DE PURO AMOR

 

 

 

 

Símbolo do verdadeiro e puro amor com total entrega visando sempre o bem comum dos seus filhos amados.

Gerou e cuida com muito zelo e total paixão o cercando de afeto e amor se enchendo de emoção quando ver cada realização do ser que gerou com muito amor. E quando vê o seu nome pronunciado por aquele que ela mesmo criou.

Visa verdadeiramente o seu bem estar e vira uma leoa em defesa do seu ente querido.

Não admitindo nenhum erro ou atributo errôneo a seu afeto criado por opção ou às vezes, não mais com puro amor.

Busca sempre estar por perto em todos os momentos e cobra postura de correção sendo responsável direto pela sua evolução como pessoa humana e educação para a vida. Por isso protege tanto o ser que fecundou dos males da vida.

Temos de louvar o tempo desprendido com muito esmero pois há uma aposta alto numa nova e promissora vida gerada com muito zelo, carinho e amor.

Ficam desesperadas quando algo não está bem para os filhos amados e sofre muito quando algo de ruim os atingem e demonstra ciúmes quando tem de entregar os filhos para a vida, soltos no mundo, longe de seus cuidados.  Por isso, se preocupam na busca na orações para proteger os seus amados.

Porém estará sempre pronta pra defender e confrontar se preciso for.

Para o ser que gerou esteja sempre protegido dos perigos que a vida proporcionou.
Estando sempre de braços abertos para acolher prontamente o ser amado não os abandonando jamais.

Assim é a mãe.

Essência da vida que fecundou a espécie humana e sente-se realizada quando a perpetuação está garantida em segurança.

Vive em função dos filhos amados e que serão sempre lembrados com carinho.

Cobrando atenção especial que os entes agradecidos lhe cubram de mimos criando até um dia para comemorar este magnifico ser de fundamental importância na vida do ser humano que deve ser homenageada sempre cercada de carinho, respeito, cuidados e amor.

Por isso desejo-lhes felicidade plena com saúde,respeito, paz e muito amor.

Para que continue a embalar os filhos os educando com responsabilidade, afeto e simplicidade mais carinho e muito amor.

Salve o importante ser criado por nosso Senhor símbolo de puro amor.

Por alto grau de importância deve ser defendida, acolhida, respeitada, amada e festejada sempre pela sua fidelidade ao ser que gerou.

Saúdo todas as mães desejando que Deus na sua mais infinita bondade as proteja sempre.

Esta educadora símbolo da essência, amor verdadeiro que conduz tão bem a vida no planeta criado por Nosso Senhor.

 

Pesqueira, 10 de maio de 2014.

 

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* Autor: Francisco Aquino  –  FRANCISCO DE ASSIS MACIEL AQUINO é pesqueirense, filho de sanharoense, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e comentarista esportivo.

Crônica: Votar – (Escrita por Rachel de Queirós em 1947) * – Colaboração de Carlos Sinésio

 

cedula de votourna-eleitoral-do-tse-1 antiga

(Cédula e Urna eleitoral – Peças que foram “aposentadas”. Agora tudo é no voto biométrico)

 

 

(Há 65 anos atrás Raquel de Queiroz escreveu sobre a magnitude do Voto. O texto é mais que atual, poderia ter sido escrito hoje). Observação: Postado na grafia original.

 

Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama govêrno democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: govêrno do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVÊRNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.

Escolhem-se pelo voto aquêles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

Escolhemos igualmente pelo voto aquêles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aquêles que irão estipular a quantidade dêsses impostos. Vejam como é grave a escolha dêsses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gôta de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bôlso.

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aquêles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aquêles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos.

Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Êles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

Não preciso explicar muito êste capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder.

Escolhem-se nas eleições aquêles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interêsse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de tôdas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.

E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fêz um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio – lembrem-se de que não vão proporcionar a êsses sujeitos um simples emprêgo bem remunerado.

Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para êles comandarem – e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem.

Entregamos a êsses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a êles prêsa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.

Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.

Porque, afinal, a mulher quando é ruim, dá-se uma surra, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o govêrno, quando é ruim, êle é que nos dá a surra, êle é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da bôca dos nossos filhos e nos faz aprodecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar êste ou aquêle candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem mêdo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem mêdo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.

 

* Fonte: Texto de Raquel de Queiroz. Revista O Cruzeiro, 11 de janeiro de 1947

 

Rachel de Queiroz foto Orlando Brito

 

 – Rachel de Queiroz – (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994 na ocasião do centenário da instituição. (foto de Orlando Brito)

Garanhuns/Cultura: II Bienal Internacional do Livro do Agreste *

 

Bienal do Livro reúne

Laura Muller, Jessier

Quirino e Marcelo Canellas

Nivaldo Tenório, Carrero e César Obeid também estarão em Garanhuns. Além de feira, haverá oficinas, contações de histórias e debates.

O poeta paraibano Jessier Quirino terá uma palestra no evento no dia 16. (Foto: Diego Marcel/ Divulgação)

O poeta paraibano Jessier Quirino terá uma palestra no evento no dia 16. (Foto: Diego Marcel/ Divulgação)

marcelo canellaslaura muller

 

 

 

Desta sexta-feira (9) até o dia 18 de maio ocorre a II Bienal Internacional do Livro do Agreste em Garanhuns, Pernambuco. Além de dispor de feira com mais de 100 editoras em 2.500m² da Praça Mestre Dominguinhos, a organização elencou vários destaques locais e nacionais para intervenções durante a programação.

Têm presença garantida, por exemplo, a sexóloga Laura Muller, o poeta Jessier Quirino, o contador de histórias César Obeid, os jornalistas Marcelo Canellas e Arnaud Mattoso, os escritores Nivaldo Tenório e Raimundo Carrero, o historiador Antônio Vilela, o publicitário Erickson Monteiro e os padres Agnaldo e Ayrton. Os convidados estão distribuídos em palestras, sessões de autógrafos, recitais, oficinas, encontros de blogueiros, debates, contações de histórias e cafés literários.

Devido à estrutura e programação, a Bienal do Agreste é “o maior evento de literatura do interior do Estado e abrigará a 10ª feira do livro do país em área e movimentação financeira”, de acordo com a assessoria de imprensa do evento. E “irá movimentar cerca de 2 milhões de reais na região e irá gerar mais de 500 empregos diretos e 2 mil indiretos”, complementa. São esperados mais de 200 mil visitantes.

O músico Dominguinhos e a escritora Luzinete Laporte – ambos de Garanhuns – receberão homenagens durante a programação, que pode ser conferida no site da prefeitura.

* Fonte: G1