Category Archives: Causos e Casos

Crônica/Protesto: A Dissolução da Nossa Banda de Música – Por Walter Jorge Freitas *

A DISSOLUÇÃO DA

NOSSA BANDA DE MÚSICA

(Banda de música maestro José Bevenuto de Pesqueira, nos seus áureos tempos…Foto:Arquivo do autor)

 

 

Li no Pesqueira em Foco, blog do amigo Geraldo Magela, uma interessante matéria sobre a visita que fez a Pesqueira, o professor Thomas Scott, da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, que veio a convite da conceituada escritora Ana Lígia Lira, cuja intenção era levá-lo a conhecer parte dos elementos que contribuem para a musicalidade de nossa gente e ver de perto as principais manifestações culturais da terra de Anísio Galvão.

No texto, a nossa conterrânea fala sobre o encontro dela e o professor com o prefeito Evandro Maciel Chacon e de sua surpresa ao saber que a banda de música de sua terra natal foi extinta.

Conta Ana Lígia que a frustração causada pela notícia ruim foi superada pelo encantamento que ela e o amigo norte-americano vivenciaram ao conhecerem a sede do Projeto Sementes do Amanhã, onde Júnior do Cavaco, Fernando Profeta e outros abnegados, ensinam música a mais de uma centena de crianças e jovens, apesar da carência de tudo, inclusive instrumentos.

Amante da música e macaco de auditório das bandas tanto quanto a conterrânea Ana, ressalto que a nossa foi vítima de um longo processo de sucateamento que durou quase três décadas.

A sua decadência foi tema de crônicas escritas pelos renomados jornalistas William Pôrto, Jurandir Carmelo, Francisco Neves e outros apaixonados pela causa. Este modesto rabiscador também escreveu algumas linhas para o Jornal do Commercio, Pesqueira Notícias, Rádio Jornal e alguns blogs, lamentando o que se passava com a banda que tanto nos encantou.

Lembro até que no seu primeiro mandato, o prefeito Evandro Chacon tentou dar um novo impulso à mesma, trazendo o músico pesqueirense Amauri Soares que havia se aposentado do Exército, para reger e formar novos músicos aqui, coisas que ele adorava e sabia fazer como poucos.
Amauri veio, deu uma arrumada na banda, melhorou o seu repertório, conseguiu fardamento novo, injetou motivação nos músicos, mas de repente, resolveu voltar à capital paraibana, sua segunda casa.

Assim, como o Dr. Evandro, os outros prefeitos também ajudaram à nossa banda. Uns mais, outros menos, mas todos colaboraram.
Ocorre que a partir dos anos de 1990, começaram a surgir questões trabalhistas e isto, a meu ver, foi a principal causa de sua ruína, pois, os administradores se descuidaram, os valores das causas foram se avolumando e o resultado é o que todos conhecemos.

Quanto aos instrumentos musicais, convém ressaltar que eles não foram leiloados por nenhum prefeito. A falta de pagamento de dívidas trabalhistas pela maioria dos gestores é que levou a Justiça do Trabalho a leiloá-los.

Por fim, lembro à estimada Ana Lígia, que municípios do porte de Pesqueira não têm mais condições de manter uma banda de música, pois agora, os músicos são admitidos mediante concurso público e percebem salários estabelecidos pelo sindicato da classe.

O que os municípios podem – e alguns já fazem – é destinar verbas no orçamento para ajudar a instituições que estejam legalizadas como sociedades, com estatutos, diretoria e tudo o que é exigido por lei específica.

 

Pesqueira, 01 de dezembro de 2014

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, contista, poeta e pesquisador musical.

Crônica & Causo: Conversa de bar – Por Seu Rege *

Conversa de Bar

 

 

 

Dois amigos e conterrâneos encontram-se em um boteco:

-Há quanto tempo não nos vemos, até parece que não moramos na mesma cidade!
-Coisa de cidade grande. – Então, vamos tomar uma cerveja e por os assuntos em dia?
– Não estou mais bebendo cerveja!
-Quer dizer que não gosta mais da loirinha?
-Não é bem isso, o caso é que, velho vai constantemente ao banheiro, avalie tomando cerveja.
-Então, pede uma outra bebida e vamos falar sobre a terrinha.
-Meu amigo, por incrível que pareça, eu sou um estranho em minha própria terra.
-Não acontece só com você, comigo é a mesma coisa.
-Que tristeza! Veja que situação, temos vontade de visita-la e lá nos encontramos sozinhos.
-Você está ouvindo esta música que está tocando?
-Estou! Este bolero é bem antigo, é o que chamam de brega.
-Mas interessante como algumas músicas marcam a vida da gente, nos transportam ao passado e estão sempre associadas a um lugar, a uma pessoa.
-E como os sentimentos não mudam, a música nunca envelhece.
-Você parece que mudou!
-Eu não notei muito, mas as pessoas com quem convivo já notaram, mudei sim, não apenas na aparência como também no modo de pensar, de encarar a vida, bem o fato é que a minha cabeça mudou. Estou ficando velho e sempre lembrando o passado.
-É porque o passado não morre nunca.
-Você acredita que completei setenta anos e não lembro de ter vivido todo esse tempo? Tenho um amigo que só veio notar que estava velho quando ao entrar nos ônibus os passageiros se levantavam para lhe dar a cadeira. Somente com a velhice é que notamos como viver é difícil. As vezes pensamos que estamos fazendo o bem e estamos fazendo o mal e vice e versa. E como nos tornamos diferentes da pessoa que planejávamos ser.
-Na juventude sonhamos muito.
-É, sonhar é bom, mas não podemos viver de sonhos e qualquer que seja ele, não podemos esquecer a realidade.
-A esta altura da vida a única certeza que tenho é que não tenho certeza de nada.
-Veja quem está chegando? A quanto tempo não nos vemos? – Como diz o ditado popular: “até as pedras se encontram!”
-Peça uma cadeira, senta e diz o que vai querer beber.
-Vocês parecem que continuam os mesmos! – Que nada, mudamos muito, estávamos conversando sobre isso mesmo.
-Pela forma que estão sorrindo parece que estão em paz.
-Por que em paz?
-Porque dizem que é preciso paz para poder sorrir.
-Você continua um gozador! – Que nada, aprendi apenas que cada um compõe a sua própria estória.
-Você parece que ficou mais sábio?!
-É a velhice! Diz um ditado que o diabo é sabido, não por ser diabo, mas por ser velho.
-Você sempre foi mulherengo, já casou?
-Lá vem a velha conversa. Estou sem ninguém.
-Como você namorou bastante, resta o consolo de ter tentado acertar.
-Somente tive paixão! Devia ter continuado porque afirmam que o amor começa quando a paixão acaba.
-Também sei que a paixão pode levar ao amor como também ao ódio.
-Finalmente, com tanto namoro, o que você procurava?
-Ora, encontrar uma mulher sem defeito.
-É o mesmo que procurar chifre na cabeça de cavalo.
-E aquela morena, boazuda que você dizia gostar tanto?
-Deu um adeus e foi embora. – Talvez seja por este motivo que afirmam que os melhores casos de amos foram aqueles que nunca tivemos.
-Mas você está com saudade? Dizem que saudade é vontade de ver de novo. Parece que gostaria de ver a morena outra vez?
-Bem que gostaria, mas pra que ficar tentando juntar pedacinhos do amor que se acabou, nada mais vai colá-lo.
-Ao meu ver o amor é uma coisa singular. Você pode perguntar a uma pessoa: você gosta de comer feijão? Você gosta de viajar? E ela responder: mais ou menos. Porém quando se trata de amos, você não pode responder assim. Ou gosta ou não gosta.
-Bem, ninguém pode dar aquilo que não tem. E também arriscar o que não pode perder.
-Esta conversa está ficando muito filosófica.
-É a vida amigo, nunca deixamos de filosofar, todavia esta não está parecendo uma conversa de bar.
-É verdade, ainda não falamos palavrões nem contamos anedotas. – Mas a conversa está apenas começando e vai continuar. – Por falar em anedota, vocês conhecem aquela de Eva conversando com a cobra?

-Um momento! Antes de começar vamos pedir uma nova rodada porque os copos já estão vazios. Garçom, por favor uma nova rodada.

Exiba tio regi.jpg na apresentação de slides

* Autor: Seu Rege – Reginaldo Maciel é pesqueirense, economista, colaborador do OABELHUDO, cronista, contista e contador de causos…

Escândalo da Petrobrás: Funcionários “morrem” de vergonha do que vem acontecendo *

 

Investigações constrangem

funcionários da Petrobras

 

 

 

“Para onde vamos?, perguntou o motorista do táxi no Rio. “Para a Petrobras”, respondeu o funcionário de carreira da estatal. “Você está roubando lá também?”, devolveu o condutor, com ironia.

O diálogo causou tamanha indignação que o passageiro pediu que a corrida fosse interrompida imediatamente. A história circula nos corredores da sede da estatal.

O passageiro não é identificado, e não se sabe se o episódio ocorreu exatamente como os funcionários dizem. Mas a história se transformou num símbolo do desgaste sofrido pela empresa desde que a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato.

Trata-se do maior escândalo vivido pela companhia e seus 86 mil funcionários. Para muitos, sobretudo os mais velhos, o orgulho de trabalhar para a empresa deu lugar para o constrangimento.

Há poucos dias, auditores recolheram os telefones celulares da presidente da estatal, Graça Foster, e dos demais integrantes da cúpula da empresa para copiar todo o conteúdo dos aparelhos, incluindo arquivos pessoais.

A ordem era não apagar nada antes de entregar o telefone. “Vão se divertir com os meus vídeos”, disse à Folha um gerente que diz ter cumprido a determinação.

Os auditores confortaram os mais preocupados com sua privacidade dizendo que o sistema que varre o conteúdo dos aparelhos usa palavras-chave para evitar mensagens de caráter íntimo.

Amigos dizem que Graça Foster se fechou desde o início do escândalo e age como se não confiasse em ninguém.Ela determinou que contratos sejam analisados com lupa para evitar novos desvios e autorizou circular interna proibindo que todos os papéis, anotações, documentos e arquivos fossem destruídos.

Auxiliares, porém, dizem que ela está abatida, e citam um episódio de 2012 para ilustrar a relação atávica que Graça tem com a companhia. Lembram que, naquele ano, ela chorou ao anunciar prejuízo no balanço da empresa.

Neste ano, depois que o ex-colega de diretoria Paulo Roberto Costa foi preso e as investigações começaram a revelar a extensão do esquema de corrupção na estatal, Graça voltou a ficar com a voz embargada ao depor à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o caso.

“Quando a gente lê sobre operações criminosas, nós ficamos muito envergonhados só com as suspeitas”, disse ela com os olhos marejados.

VERGONHA

Como costumava dizer o ex-diretor Guilherme Estrella, um veterano que se aposentou recentemente, a Petrobras era como um país e seu crachá, um passaporte para um Brasil que dava certo. Até pouco tempo atrás, os funcionários da estatal ostentavam com orgulho o crachá no pescoço.

Agora, porém, trabalhadores de diversos escalões dizem que, quando passam pela catraca do edifício-sede da empresa no Rio, jogam logo a credencial na bolsa ou no bolso antes de sair para a rua.

Um funcionário da empresa conta que um colega recentemente passou vergonha ao se candidatar a síndico do condomínio em que mora no Rio. Foi cortado da lista de postulantes ao cargo assim que os demais condôminos descobriram que trabalhava para a Petrobras, ele conta.

* Fonte: Folha de São Paulo/Poder – NATUZA NERY DE BRASÍLIA

Crônica/Alerta!: Como conviver com a Dengue e Chikungunya? – Por Walter Jorge Freitas *

NOTÍCIA PREOCUPANTE

 

Mosquito da dengue aedes egypt (Foto: USDA/AP)

(Expectativa preocupante de que tenhamos que conviver, já nesse próximo verão, com a dengue e com a febre chicungunnya)

 

A edição do Jornal do Commercio do dia 12 deste mês publicou no seu Caderno Cidades, entrevista com uma bióloga e pesquisadora da UFPE, cujo teor é de deixar os moradores da maioria das cidades pernambucanas com vontade de ir morar na Lua.

A matéria é muito bem ilustrada com gráficos, fotos e números concretos sobre a evolução da Dengue em alguns municípios e as possibilidades de um surto da febre chikungunya no Estado de Pernambuco, por serem essas doenças transmitidas por mosquitos que proliferam no lixo.
Para deixar a população ainda mais assustada, a Secretaria Municipal de Saúde do Recife alertou sobre a existência naquela cidade de 17 bairros com alto risco de surto de dengue.

Considerando que os municípios brasileiros não dão à limpeza urbana a atenção que esse serviço requer, estamos bem próximos de uma epidemia de Dengue e até daquela febre de nome meio esquisito.

Na minha modesta condição de cidadão, mesmo sem nada entender sobre o assunto, resta-me apelar para que as Secretarias de Saúde e os Departamentos de Limpeza Urbana se unam no sentido de traçar planos a fim de conscientizar a população de todos os municípios sobre os cuidados a serem adotados visando tentar evitar o pior.

Aqui em Pesqueira, por exemplo, torna-se necessário que os responsáveis por esses setores façam um mapeamento das áreas críticas da cidade e sem perder tempo, entrem logo em ação, pois do contrário, a julgar pelo estado em que se encontram algumas ruas, com lixo e entulhos amontoados, é bem provável que a nossa cidade passe a figurar nas estatísticas com elevado número de casos de Dengue.

Apenas com a finalidade de colaborar, vou indicar três pontos que considero merecedores de atenção especial:

Um terreno baldio que fica na Rua Antônia Marinho de Andrada (atrás da minha casa, pertinho do posto do SAMU), onde temos metralhas, lixo e galhos de plantas acumulados desde fevereiro.

Pátio do antigo mercado de farinha (Praça José Araújo. Lá, nunca falta lixo. Ontem, por volta de 11 horas da manhã, constatei que além do lixo comum, colocaram pneus, grande quantidade de escovas usadas em salões de beleza e todo tipo de bagulhos que se possa imaginar. Hoje, felizmente, voltei até o local e constatei que foi feita a coleta, mas já existem novos vestígios de sujeira.

Por fim, um esgoto a céu aberto que desce do bairro dos eucaliptos, despeja na esquina do salão de festas do Hotel Cruzeiro e escorre pela Avenida Joaquim Nabuco, junto ao meio-fio. Para “embelezar” mais o cenário, há uma grande quantidade de lixo e mato nas imediações da linha férrea.

Já imaginaram a impressão que os hóspedes daquele hotel levam da terrinha, ao vislumbrarem aquela paisagem da janela de seus apartamentos?

Pesqueira, 26 de novembro de 2014

* Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

Doações de Campanha: Lava-Jato / Partidos mais beneficiados – PP, PMDB, PT e OPOSIÇÃO *

Doações de investigadas

na Lava Jato priorizam

PP, PMDB, PT e oposição

 

 

 

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.

Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da oposição.

Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.

Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.

Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados pela direção nacional do partido.

O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de imprensa disse em nota que “os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado”.

De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, preso desde março.

O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.

Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.

Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.

No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.

No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).

 

* Fonte: Folha/Poder/RANIER BRAGON, MÁRCIO FALCÃO, AGUIRRE TALENTO DE BRASÍLIA. –  Colaboraram GABRIELA TERENZI, ALEXANDRE ARAGÃO e RAYANNE AZEVEDO, de São Paulo

Operação Lava-Jato/Juízo Final: Peça-chave do esquema faz acordo pra DEVOLVER U$ 100 milhões *

 

OPERAÇÃO JUÍZO FINAL

PEDRO BARUSCO É

PEÇA-CHAVE NA

OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Pedro Barusco

(Delatado pelo empresário Julio Camargo, Barusco se apressou em propor a devolução do dinheiro)

 

 

O EX-GERENTE BARUSCO, QUE VAI DEVOLVER 100 MILHÕES DE DÓLARES (R$ 259 MILHÕES) ROUBADOS, É PEÇA-CHAVE DA LAVA JATO

 

 

 

Com Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, o ex-gerente de Serviços da companhia Pedro Barusco aparece na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), como um dos principais operadores do PT dentro da petroleira. Seu nome foi citado nas investigações pela primeira vez pelos diretores da Toyo Setal, Augusto Mendonça e Júlio Camargo, que, em regime de delação premiada, afirmaram ter pago a ele e a Duque R$ 30 milhões em propina para fechar contratos com a estatal.

Funcionário de carreira da Petrobras, divorciado e morador da Joatinga, microbairro entre São Conrado (zona sul) e Barra da Tijuca (zona oeste), área nobre da orla carioca, Barusco se antecipou à PF e, antes que integrasse a lista de presos na sétima fase da Lava Jato, batizada de Juízo Final, fechou acordo de delação premiada e aceitou devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos. Sua defesa está sendo conduzida pela advogada Beatriz Catta Preta, a mesma que atuou para fechar a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o primeiro a denunciar um suposto esquema de corrupção na empresa.

Na Petrobras, Barusco foi responsável por contratações milionárias em diversas áreas – da exploração e produção de petróleo e gás, que aluga plataformas e sondas, até a área de refino, que, ao longo dos últimos anos, vem executando um programa de modernização de refinarias e construindo unidades pelo país para aumentar a produção interna de combustíveis. Apenas os executivos da Toyo Setal relataram ter pago a ele e a Duque propinas para realizar obras sobrefaturadas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São Paulo, e em projetos de instalação de dutos em Macaé (RJ).
Sete Brasil

Em 2010, Barusco se aposentou da Petrobras, mas, no ano seguinte, assumiu a diretoria de Operações da Sete Brasil, a primeira empresa brasileira proprietária de sondas de exploração de águas ultraprofundas, criada especialmente para atender as necessidades da petroleira no pré-sal.

Leia a Íntegra:

Notícias
OPERAÇÃO JUÍZO FINAL
PEDRO BARUSCO É PEÇA-CHAVE NA OPERAÇÃO LAVA JATO
* Fonte: Diário do Poder

 

Caso “Petrorrobalheira/Justiça”: Empreiteiros dão pouca informação e deixam contas pessoais zeradas *

 

 

Lava-Jato: Justiça

encontra contas bancárias

de empreiteiros zeradas

Bloqueados R$ 47,8 milhões em bens de 16 pessoas e 3 empresas (Editoria de Arte/G1)

 

Primeiros levantamentos em dois bancos mostram que seis executivos acusados na Lava-Jato não têm saldo

(conta de Ildefonso Colares Linhares da Queirós Galvão tinha menos de 5 mil -reprodução)

 

 

As primeiras varreduras feitas para o bloqueio de até R$ 720 milhões de dirigentes de empresas presos na Operação Lava-Jato mostram que as contas bancárias dos investigados podem ter sido esvaziadas antes da determinação da Justiça Federal. O Banco Itaú informou, em ofício encaminhado à Justiça Federal, que não havia valores a serem bloqueados nas contas de Walmir Pinheiro Santana (UTC Participações S.A.), Valdir Lima Carreiro (presidente da Iesa Óleo e Gás) e do lobista Fernando Soares. O banco bloqueou apenas os R$ 4,60 que estavam na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril passado, depois que a Operação Lava Jato foi deflagrada.

Os valores encontrados nas contas de alguns outros executivos também não foram altos. Sócio da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca teve R$ 4 mil bloqueados. Já Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da área Internacional da Construtora OAS, teve R$ 6 mil retidos. Foram bloqueados ainda cerca de R$ 33 mil do empresário Sergio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Junior. Apenas as contas de Gerson de Mello Almada, um dos sócios da Engevix, tinham valores mais altos, superiores a R$ 1 milhão.

Também não surtiu efeito a busca por saldo nas contas de Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, e de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da empresa, mantidas no Banco Caixa Geral do Brasil. No mesmo banco, também não havia saldo ou aplicações financeiras em nome de José Aldemario Pinheiro Filho, da OAS.

As duas instituições foram as primeiras a atender à determinação da Justiça Federal, que determinou o bloqueio de R$ 20 milhões por pessoa. No total, 16 pessoas foram alvo de pedido de bloqueio de valores. Não foi determinado bloqueio de valores de nenhuma das grandes empresas envolvidas.

O Ministério Público Federal já solicitou a colaboração das autoridades suíças para bloquear valores mantidos em contas no exterior pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Renato Duque. O também ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teve US$ 23 milhões bloqueados no exterior. Pedro Barusco, gerente da Petrobras subordinado a Duque, já negociou a devolução de US$ 100 milhões.

Leia a Íntegra:

VEJA TAMBÉM

* Fonte: O Globo/POR CLEIDE CARVALHO

Caso “Petrorrobalheira”: 1,2 bilhão é quanto advogados teriam proposto para livrar empresas *

 

MP rejeita proposta de

multa para livrar réus de culpa

“O Valor PRO apurou que os defensores estavam autorizados a chegar, no caso do fechamento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) coletivo, até a cifra de R$ 1,2 bilhão. No entanto, os advogados não prescindiram de livrar os executivos e as empreiteiras das respectivas sanções judiciais”.

 

Advogados das cinco maiores empreiteiras do país buscaram fechar um acordo coletivo considerado “imoral” pelo Ministério Público Federal (MPF), na véspera da deflagração da sétima fase da operação Lava-Jato, que levou 23 pessoas à prisão e contou com dezenas de ações de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal.

Na quinta-feira que antecedeu a etapa Juízo Final da investigação, advogados da Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e de duas outras construtoras de grande porte compareceram juntos ao prédio da força-tarefa em Curitiba.

Os defensores insistiram na proposta de estabelecer um acordo conjunto. A resposta dos procuradores foi negativa.

Todos se reuniram conosco ao mesmo tempo. Expuseram suas propostas. Nós as ouvimos. E dissemos obrigado, mas não”, disse um dos investigadores.

O advogado da Camargo Corrêa, Celso Vilardi, confirmou ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a realização do encontro: “Buscávamos um acordo. Mas o Ministério Público não o quis.”

Para os integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, acordo sem assumir a culpa é sinônimo de impunidade. “Talvez daqui a 50 anos, se o Brasil mantiver seu desenvolvimento, isso seja possível. Mas hoje é moralmente impossível fechar um acordo nestes termos”, avalia um integrante da investigação. “Além do fato de juridicamente não ter base legal. Na nossa opinião é imoral”, completa.

Também estiveram na reunião a advogada Dora Cavalcanti Cordani, representando a Odebrecht e o advogado Roberto Telhada, que atua na defesa de executivos da OAS. Dora trabalha em conjunto com o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Ele advoga para a Odebrecht e a Camargo Corrêa. Procurados pela reportagem, Dora e Telhada não retornaram os telefonemas.

No encontro do dia 13 de novembro não se chegou a discutir o valor de uma eventual multa, porque “a conversa não avançou a este ponto”, diz uma fonte que participou da tentativa de acordo.

O Valor PRO apurou que os defensores estavam autorizados a chegar, no caso do fechamento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) coletivo, até a cifra de R$ 1,2 bilhão. No entanto, os advogados não prescindiram de livrar os executivos e as empreiteiras das respectivas sanções judiciais.

* Fonte: Valor Econômico/Por André Guilherme Vieira | De Curitiba

Brasil: Diminuiu, mais ainda temos 155 mil pessoas em situação análoga à escravidão *

 

No Brasil, situação

análoga à escravidão

atinge 155,3 mil pessoas

 

 

 

 

Jornada exaustiva de trabalho

(No Brasil, situação análoga à escravidão atinge 155,3 mil pessoas Ministério Público do Trabalho – Divulgação)

 

 

O Brasil tem 155,3 mil pessoas em situação análoga à escravidão, segundo o relatório Índice de Escravidão Global 2014, da Fundação Walk Free, divulgado hoje (17). Houve significativa queda em relação ao levantamento do ano passado, que apontou mais de 210 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo no país. De acordo com a organização, dos 200.361.925 de brasileiros, 0,078% está nesta condição.

Pela primeira vez, segundo o levantamento, o número de pessoas resgatadas em situação de trabalho forçado no setor da construção civil (38% dos casos) foi maior que no setor rural do país. De acordo com a Walk Free, o Brasil atraiu bilhões de dólares em investimentos para a execução da Copa do Mundo, o que propiciou o aumento do número de casos em áreas urbanas.

O relatório também destaca que a exploração sexual concentrou um grande número de pessoas em situação de trabalho forçado por causa do grande fluxo de turismo nas cidades-sede do Mundial. A Walk Free ressaltou que Fortaleza concentrou boa parte dos casos de abuso sexual de crianças por turistas.

O documento ressalta que ainda há muitas crianças trabalhando como empregadas domésticas. Em 2013, segundo a organização, 258 mil pessoas entre 10 e 17 anos estavam trabalhando como trabalhadoras domésticas no Brasil. Segundo um dos autores do relatório, Kevin Bales, também há preocupação com a participação de crianças no tráfico ilegal de drogas.

De acordo com a Walk Free, outro dado relevante no país é o fato de muitos bolivianos e peruanos serem explorados na indústria têxtil. Mais da metade dos 100 mil imigrantes bolivianos entraram no Brasil de forma irregular e são facilmente manipulados por meio da violência, das ameaças de deportação, e da servidão por dívida, segundo a pesquisa.

A organização ressaltou o progressivo comprometimento do governo e das empresas com a erradicação do trabalho forçado no Brasil. Um das medidas lembradas foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo, que determina a expropriação de imóveis urbanos e rurais onde seja constatada a exploração de trabalho análogo à escravidão. Outra medida importante é a lista suja do trabalho escravo, elaborada pelo Ministério do Trabalho.

“O Brasil é um dos líderes mundiais no combate à escravidão. A lista suja e os grupos móveis de combate ao trabalho escravo são muito importantes e nenhum outro país tem medidas como essa”, disse Bales.

Leia a Íntegra:

No Brasil, trabalho escravo atinge 155,3 mil pessoas

Saiba Mais

 

* Fonte: AEB/Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Construtoras denunciadas operam grandes obras no Brasil e em vários países *

 

Escândalo na Petrobras

As dez maiores construtoras

brasileiras, que movimentam

bilhões em obras, foram citadas

na Operação Lava Jato

 

 

 

 

Muro alto

 

* Fonte: Folha de São Paulo/Poder