Category Archives: Causos e Casos

BRASIL: Polícias brasileiras mataram em 5 anos o que americanos em 30 anos – Dados e Custos da Violência são altíssimos *

 

 

 

 

Violência custou 5,4% do PIB em 2013, mostra

Anuário de Segurança Pública

 

 

 

 

A violência gerou ao Brasil um custo de R$ 258 bilhões, em 2013, o que representa 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados são da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A maior parte do valor está relacionada ao custo social da violência – que inclui despesas com mortes e gastos com saúde – um total de R$ 192 bilhões no ano passado. A íntegra do levantamento será divulgada amanhã (11).

O cálculo do custo da violência reúne também os gastos com prisões e unidades de medida socioeducativas (R$ 4,9 bilhões) e com segurança pública (R$ 61,1 bilhões). Considerando as despesas da União, dos estados e dos municípios, houve um incremento de 8,65% em relação ao ano anterior. A conclusão do FBSP é que as despesas da área de segurança pública são mal administradas. De acordo com a organização, o Brasil gasta três vezes mais com os problemas gerados em decorrência de ineficiências de segurança, do que com a pasta em si.

Leia a Íntegra:

 

Violência custou 5,4% do PIB em 2013, mostra anuário

 

No Brasil, seis pessoas são mortas diariamente

por policiais, mostra Anuário

 

(Em 5 anos as polícias brasileira mataram 5 vezes mais do que as polícias dos Estudos Unidos da América)

 

As polícias brasileiras mataram, durante o serviço, 2.212 pessoas em 2013, apontam dados da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em média, são 6,11 mortos por dia. O número é menor do que o verificado no ano anterior, quando 2.332 pessoas foram mortas pela polícia no Brasil. A íntegra do documento será apresentada amanhã (11) na capital paulista.

Apesar da queda, o FBSP avalia que a diferença não indica uma melhora ou tendência de mudança. A organização aponta que é preciso rever o padrão de atuação das forças policiais. O fórum foi criado em 2006 com objetivo de construir um ambiente de cooperação técnica na área de atividade policial e na gestão de segurança pública. O anuário apresenta dados sobre custo da violência, gastos de segurança pública, estatísticas de crimes e violência, efetivo de polícias e população prisional.

O levantamento releva ainda que, nos últimos cinco anos, a polícia matou 9.691 pessoas. O número é cinco vezes maior do que o verificado nos Estados Unidos, onde 7.584 pessoas foram mortas pela ação policial nos últimos 20 anos. Se forem somados os casos em que os policiais agiram também fora de serviço, o total chega a 11.197. Os dados norte-americanos apontam 11.090 mortes em 30 anos.

Saiba Mais

 

* Fonte: Agência Brasil/Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Brasil Real: Crime, Saúde e Corrupção os MAIORES problemas para os brasileiros *

 

Crime, saúde e corrupção

são os maiores problemas

para os brasileiros

…Segundo pesquisa do Pew Research Center. Divulgada nesta quinta-feira, o levantamento realizado em 34 países emergentes mostra que, no Brasil, 83% dos entrevistados apontam o crime e a saúde como uma grande fonte de preocupação, enquanto 78% reclamam da corrupção.

 

Reginaldo Manente/Divulgacão

 

Crime, saúde e corrupção são os maiores problemas para os brasileiros, segundo pesquisa do Pew Research Center. Divulgada nesta quinta-feira, o levantamento realizado em 34 países emergentes mostra que, no Brasil, 83% dos entrevistados apontam o crime e a saúde como uma grande fonte de preocupação, enquanto 78% reclamam da corrupção.

A qualidade ruim das escolas é vista como um grande problema por 64% dos brasileiros. A poluição da água e do ar incomoda muito 50% dos ouvidos pelo Pew no Brasil. O tráfego é uma grande preocupação para 47% e a falta de eletricidade, para 35%.

Na mediana dos 34 emergentes incluídos no levantamento, 83% dos entrevistados dizem que o crime é problema muito grande. A corrupção preocupa 76%. A medida é o número que está no centro de uma distribuição de dados.

Os latino-americanos são os emergentes que mais veem a criminalidade como um grande problema, com uma mediana de 86% reclamando desse questão. O percentual é de 90% na Colômbia e em El Salvador, alcançando 89% na Argentina, 86% no Chile e na Venezuela e 79% no México. Na África, o número é de 84%, atingindo 67% no Oriente Médio e 72% na Ásia.

Um respeitado instituto de pesquisas americanos, o Pew também perguntou aos entrevistados sobre a imagem das principais instituições no país – militares, imprensa, líderes religiosos, bancos e instituições financeiras, empresas, governo, funcionários públicos e o sistema judiciário. No Brasil, 69% dos ouvidos disseram que a imprensa e os líderes religiosos têm uma boa influência no país. As empresas são bem vistas por 62% dos brasileiros.

Os militares são considerados uma boa influência por 49% dos brasileiros, enquanto 47% dizem o mesmo de bancos e do governo nacional e 41%, dos funcionários públicos. O sistema judiciário aparece na lanterninha, com apenas 25% manifestando uma opinião positiva sobre a sua imagem. A pesquisa no Brasil ouviu 1.003 pessoas, entre 10 e 30 de abril.

 

* Fonte: Valor Econômico/Por Sergio Lamucci | Valor

São João-PE: Marginais ROUBAM a imagem de Santa Quitéria de Flexeiras *

 

Imagem de Santa Quitéria

é roubada de santuário em

povoado de São João-PE

 

Imagem de Santa Quitéria  (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)

 

Milhares de romeiros são atraídos a Frexeiras durante o mês de setembro. Assaltantes estariam interessados em ouro presente na imagem, diz PM.

 

Uma imagem de Santa Quitéria foi roubada na terça-feira (4) de um santuário localizado no povoado de Frexeiras, em São João, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, testemunhas informaram que dois homens teriam chegado e abordado algumas pessoas que estavam no local, sendo que um deles possivelmente estaria armado. Em seguida, os assaltantes teriam fugido levando apenas a imagem em um carro.

Ainda de acordo com a PM, provavelmente os bandidos estariam interessados no ouro presente em joias penduradas por devotos na imagem e também em algumas partes dela. A polícia está em busca dos criminosos.

Romaria

O povoado de Frexeiras fica há aproximadamente 15 km da cidade e atrai milhares de romeiros durante o mês de setembro. A devoção à Santa Quitéria no local surgiu dos portugueses que chegaram no século XVII para tomar posse das terras. No início, índios e escravos visitavam a localidade para venerar à Santa, hoje o espaço virou um santuário popular. Como pagamento de promessas, alguns romeiros costumam passar por baixo do altar onde a imagem ficava exposta. As paredes do santuário são repletas de fotos de pessoas que pedem graças pela intercessão dela.

* Fonte: G1/

Comportamento: Depois de 1 década, nível de miséria volta a subir no Brasil *

 

Depois de 1 década,

nível de miséria volta

a subir no Brasil

 

(Depois de 10 anos, miséria volta a aumentar no Brasil)

 

 

O número de brasileiros em situação de miséria subiu entre 2012 e 2013, segundo dados do Ipeadata. No ano passado, 10.452.383 pessoas no país tinha uma renda inferior per capita inferior à linha extrema de pobreza. Em 2012, 10.081.225 estavam nesta condição.

Para calcular a condição de miséria, o Ipea estima o preço de uma cesta de alimentos que contenha o mínimo de calorias necessárias para suprir uma pessoa, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura(FAO). As estimativas são diferentes para cada um das 24 regiões do país.

Pobreza: mais de 2,2 bilhões de pessoas, ou 15 por cento da população mundial, vivem na pobreza ou perto dela

(Getty Images Pobreza: mais de 2,2 bilhões de pessoas, ou 15 por cento da população mundial, vivem na pobreza ou perto dela)

 

Com esses dados em mãos, o instituto calcula, então, o número de pessoas que não tem uma renda suficiente para adquirir esta cesta de alimentos de acordo com respostas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE).

Esta é a primeira vez desde 2003 que o número de pessoas abaixo da linha de pobreza extrema volta a subir no Brasil. Há 10 anos, 26,2 milhões de pessoas estavam nesta condição.

 

* Fonte: Exame.com/Talita Abrantes

Violência/Escândalo da Petrobrás – Para onde foi o dinheiro das propinas? *

 

Esquema irrigou campanhas

do PT, PMDB e PP, diz

ex-diretor da Petrobras

 

 

 

Em seu primeiro depoimento à Justiça após ter feito um acordo de delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que o esquema de corrupção na estatal irrigou campanhas de três partidos nas eleições de 2010: PT, PMDB e PP, segundo apurou a Folha. Naquele ano, foram disputadas eleições para presidente, governadores e deputados.

Deflagrada em março pela Polícia Federal, a Operação Lava Jato descobriu um esquema de desvio de dinheiro da Petrobras que envolveu Costa, doleiros e fornecedores da estatal. Segundo a PF, uma “organização criminosa” atuava dentro da empresa. O esquema teria movimentado R$ 10 bilhões.

No depoimento, ele disse que o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ligado ao PMDB, também teria participado das irregularidades. Paulo Roberto disse ter recebido R$ 500 mil do presidente da Transpetro. O ex-diretor da estatal também citou José Eduardo Dutra, atual diretor da Petrobras e ex-presidente da BR Distribuidora, como participante dos esquemas do grupo. Dutra também presidiu o PT.

Segundo Paulo Roberto, três ex-diretores da Petrobras fizeram parte do esquema: Nestor Cerveró, Jorge Zelada e Renato Duque.

No depoimento, ele reconheceu ter recebido dinheiro da Odebrecht, citou o nome do executivo Márcio Farias como sendo seu contato, mas não citou valores, segundo informou o advogado Haroldo Nater, que defende Leonardo Meirelles, apontado como laranja do doleiro Alberto Youssef no laboratório Labogen, usado para lavar dinheiro.

Segundo a Folha apurou, Paulo Roberto disse que a propina correspondia a 3% do valor líquidos de contratos da Petrobras, que eram divididos entre ele e partidos políticos. Afirmou também que o CNCC, consórcio liderado pela Camargo Corrêa pagou propina para ganhar obras da Petrobras, segundo seu advogado, Antonio Augusto Figueiredo Basto. Basto disse que políticos lideravam o esquema, e não o doleiro Alberto Yousseff, como acusa a Polícia Federal.

Leia a Íntegra:

 

Irregularidades na estatal 

Esquema irrigou campanhas do PT, PMDB e PP, diz ex-diretor da Petrobras

 

* Fonte: Folha de são Paulo/MARIO CESAR CARVALHO – SAMANTHA LIMA – ENVIADOS ESPECIAIS A CURITIBA

Rio Branco(Arcoverde)/História: Outros Causos do Sertão – Por Pedro Salviano *

Alguns causos do sertão

(Capitão Budá – 1821-1870 – Foto do livro de Luís Wilson Roteiro de velhos e grandes sertanejos, 1º volume, pág.265.)
Hoje já se pode navegar pela web por muitos municípios pernambucanos (e de quase todo o mundo) pelo Google Street View (ex.http://www.instantstreetview.com/ ). Para usar esta ferramenta basta clicar e arrastar o mouse e, assim, visitar tantas cidades, localidades e estradas, sem se levantar da cadeira, tendo-se vistas panorâmicas de 360° na horizontal e 290° na vertical. Lançado em 2007 (no Brasil em 2010), este recurso que já colocamos alguns links em artigos anteriores já chegou à Pedra (http://goo.gl/dU8h1h) permitindo aos saudosistas e curiosos, uma viagem virtual por aqueles lugares que há tempos não são visitados. A casa, a escola, as ruas… Como estão agora?
Aproveitando a carona deste modernismo, que tal uma visita também aos velhos tempos do desbravamento dessa região sertaneja, dos quais alguns historiadores puderam registrar alguns dos tantos fatos pitorescos? Assim, muitos causos (aquela pequena história, nem sempre verídica…) estão espalhados por muitas obras, num resgate da cultura popular.
Mais com a ideia de provocar, de atiçar a curiosidade de leitores para a história da nossa região, pinçamos alguns causos.
Do autor Ulisses Lins de Albuquerque (1889-1979), entre suas obras (várias facilmente adquiríveis, por ex. emhttp://goo.gl/VQu1Ho Um sertanejo e o sertãohttp://goo.gl/lXtdMI – Três ribeiras e http://goo.gl/Tw6RX1 Moxotó brabo ) reproduzimos de Um sertanejo e o sertão – 2a edição, Rio 1976 – pág.107, um pequeno texto sobre o português Pantaleão de Siqueira Barbosa, mestre de campo, fundador do povoado de Jeritacó (http://goo.gl/xiz8Q9 ) , célebre pelas sesmarias e fortuna que deixou.
« Pantaleão de Siqueira mereceu a alcunha de “Pica-enxu”, pelo seguinte episódio : uma tarde, nos arredores de Jeritacó encontrou um “enxu verdadeiro” (vespa) e, indo tocá-lo, foi ferroado por um enxame de abelhas que protestaram contra a sua curiosidade em examiná-lo. Então, o português puxou do espadagão e espatifou o “enxu”, bradando — é o que dizem os seus descendentes: “O diavos! Benham de uma em uma mas não de binte em binte!” Ficou sem enxergar — tal a inchação do rosto, com as picadas das abelhas — e, chegando em casa, com dificuldade, teve de recorrer ao clássico purgante de cabacinho. Ficou conhecido por “Pica-enxu” — denominação que, por ironia, é dada ainda hoje aos seus descendentes. 
 
Este episódio me era contado por minha mãe e outras pessoas da família, mas sempre supus tratar-se de uma lenda! Entretanto, quando em 1922 fui ao Jeritacó, conversando com o velho Joaquim Inácio de Siqueira Cavalcanti com 96 anos mas completamente lúcido, bastante inteligente —, bisneto do português Pantaleão, disse-me ele que a história era verdadeira, pois a ouvira do pai e do avô. E narrou-me outros feitos de Pantaleão, inclusive a luta por ele travada com uma onça-pintada o tigre sertanejo — a qual era conhecida entre os vaqueiros como a “papa-úbere”, porque, matando as novilhas, só lhes comia o úbere. . .
 
Encontrando-se com a onça, o português gritou para o seu cachorro Touro, açulando-o contra a fera e o enorme cão a enfrentou, com ela se engalfinhando. De vez em quando Pantaleão bradava: “Segura a onça, Touro!” Mas, ao verificar que o cão estava muito ferido e não podia vencer a batalha, segurou a onça pela cauda e passou a vibrar-lhe golpes sobre golpes com o seu espadagão, até abatê-la. Cortando-lhe uma das mãos, nas raízes de uma caraibeira, conhecida por “craibeira dos herdeiros” e que depois passou a chamar-se “craibeira do tigre”, levou-a para casa e de lá mandou buscar o Touro que, de tão ferido, não pudera acompanhá-lo — extenuado da luta. E quando lhe perguntaram por que não matou logo a onça, para evitar o sacrifício do cão, ele respondeu que “foi porque queria ber qual dos dois era o mais balente».
O episódio do enxu também mereceu do autor Nelson Barbalho (Caboclos de Urubá, Recife, 1977, pág. 101) uma versão à moda lusa: « – Ô diavos dos seiscentos! Benham d ?uma em uma, não de binte em binte, suas cubardes, ora pois pois!” 
Já Luís Wilson, em Minha cidade, minha saudade, Recife, 1972, pág. 90, conta estes causos do famoso capitão Budá (que também é nome de rua em Arcoverde http://goo.gl/NbOvXC ), tantas vezes já mencionado nesta coluna. Sua famosa fazenda Fundão (porém, ao que parece, pouco explorada turisticamente) pode ser vista, de longe, pelo StreetView (http://goo.gl/zyuJuK).
«O capitão Budá (Antônio Francisco de Albuquerque Cavalcanti) (…) era, no entanto, sob certos aspectos, um homem imprevisível e formidável. Uma tarde, atiraram em Budá na fazenda Fundão. Ele pegou o cabra, meteu-o no “tronco” e foram 9 dias de sofrimento, em frente à casa grande da fazenda. Soltou depois o sujeito e mandou-o embora.
(Fazenda Fundão, na atualidade, vista da estrada 424 (Arcoverde-Pedra).)
(A casa da fazenda Fundão, palco de muitos acontecimentos. Fotos PSF.)
 
O homem pediu para ficar, alegando que não tinha para onde ir e que havia compreendido, durante aqueles dias, no pátio da fazenda Fundão, que Budá era um homem bom, adiantando que se ele fosse o capitão o teria matado.
 
Budá deixou, então, o homem ficar, em sua fazenda, e ele foi, dali por diante, o cabra de sua confiança, em suas viagens ou por onde anda ele andava.
 
Em outra ocasião, chegou no Fundão e pediu emprego. O Cap. Antônio Francisco mandou o homem trabalhar.
 
Uma semana mais tarde, apareceu uma onça, na fazenda, e os escravos e empregados começaram a persegui-la, até que, à noitinha, ela se meteu em uma das furnas existentes naquela redondeza. A onça já estava acostumada a, vez por outra, pegar uma criação de Budá.
 
Cercaram a loca, a até que, logo depois chegou o Capitão. – “Essa onça, ainda hoje, ou amanhã, ou daqui a 3 dias tem de sair deste buraco e nós matamos”, disse um dos empregados.
 
Pediu, então, o homem, para lhe amarrarem os pulsos com uns pedaços de pano velho e com uma pistola e um facão emburacou na furna em que estava a onça. Um segundo depois, só se ouvia o barulho lá dentro, aparecendo enfim, o caboclo na boca da loca, alguns instantes mais tarde, com a onça morta. Sangravam. ambos, da cabeça aos pés.
 
Budá levou o homem para casa, tratou-o e, quando ele estava curado, disse-lhe o seguinte: – “Você não vai ficar mais no Fundão. Vou lhe pagar, vou gratificá-lo bem, e mando deixá-lo onde você quiser. É só você dizer para onde quer ir”.
 
 Mas, Capitão — perguntou o caboclo surpreso — eu fiz alguma coisa que desagradasse ao senhor?
 
— Não — respondeu Budá — mas aqui você não fica mais. Não quero na minha fazenda um homem mais valente do que eu. E, na realidade, pagou ao cabra, gratificou-o e mandou-o embora. 
 
Assim era o Cap. Antônio Francisco de Albuquerque Cavalcanti, homem bonito, de feição fidalga, serena, e de quem ainda hoje se fala no mundo em que ele outrora viveu».
Com o nome “Demitindo um cabra macho”, e com uma outra versão, a história foi repetida no livro Baboseiras (1991, pág45), pelo autor Waldemar Arcoverde.
O historiador Luís Wilson, no citado livro, prossegue com outro causo do famoso capitão:
«Entre as muitas histórias que contam de Budá (algumas, evidentemente, inventadas pelo povo), há também a seguinte: Um dia, o capitão chegando em casa, do roçado, encontrou, no alpendre, um indivíduo, com uma viola, identificando-se como violeiro profissional e dizendo que ia tocar numa festa na Pedra, ou ali perto.
 
Budá não podia compreender ou admitir que um homem, em vez de trabalhar na agricultura, por exemplo, fosse violeiro de profissão. Mandou servir almoço ao cabra e boto-o, em seguida, para tocar, o que envaideceu, sem dúvida, o pobre tocador.
 
Depois de uma ou duas horas, o sujeito já estava de dedos doídos e quis parar. – “Não senhor”, disse o cap. Budá, “a sua profissão é tocar viola e o senhor vai tocar mais um bocado”. Para encurtar a história, o homem acabou de dedos pegando fogo».
Para os leitores que desejarem acessar as matérias já apresentadas nesta seção desde 2009, apresentamos os links encurtados. Para fazer o download, clicar no ícone do canto inferior direito.


2009:

Memória do rádio: http://goo.gl/G61zQV Outubro.

2010:

Olhando para trás. http://goo.gl/6NAEX1 Março.
Vaquejada: http://goo.gl/T6CgtN Maio/junho.
Os filhos de Francisco: http://goo.gl/syuQ6v Julho.
Sertânia no tempo de Alagoa de Baixo: http://goo.gl/V24sfo Agosto/setembro.
A Great Western: http://goo.gl/qXlTJR Outubro.
Documentos em registros de cartórios e assuntos afins: http://goo.gl/Y9YsHA Novembro/dezembro.

2011:

Controvérsias no histórico de Arcoverde: http://goo.gl/Bs4gCt Janeiro/fevereiro.
Qual foi o berço de Arcoverde: http://goo.gl/X6TAJB Março/abril.
Médicos de bem antigamente: http://goo.gl/H27zui Maio/junho.
Contribuições para um novo histórico de Arcoverde: http://goo.gl/pQEBLC Julho/agosto.
Nossa Senhora da Conceição da Pedra: http://goo.gl/LTy4pW Setembro/outubro.
A vida nas fazendas primitivas do sertão pernambucano: http://goo.gl/6wfWBn Novembro/dezembro.

2012:

Muirá-Ubi. Quem?: http://goo.gl/NkkOkl Janeiro/fevereiro.
Bicentenário de Olho d ?Água dos Bredos. Um século da ferrovia a Rio Branco: http://goo.gl/sJpidP Março/abril.
A vida no sertão nordestino no início do século 19: http://goo.gl/mURAOk Maio/junho.
Primórdios do sertão nordestino: http://goo.gl/t3SHu1 Julho/agosto.
Pesqueira. Terra do doce: http://goo.gl/HRIvj5 Setembro/outubro.
Cimbres. O começo de tudo: http://goo.gl/HiI8Dt Novembro/dezembro.

2013:

Mais algumas informações sobre a antiga Pedra: http://goo.gl/YsqayC Janeiro/fevereiro.
Cine teatro Rio Branco: http://goo.gl/irNlDe Março/abril.
As irmãs do cardeal Arcoverde: http://goo.gl/EueUGN Maio/junho.
Mais anotações sobre o histórico de Arcoverde: http://goo.gl/DviX8B Julho/agosto.
Retratando Arcoverde: http://goo.gl/nSzHLa Setembro/outubro.
Brito-Freire. Gente braba: http://goo.gl/AENvtP Novembro/dezembro.

2014:

Mapas antigos: http://goo.gl/QA7XVP Janeiro/fevereiro.
Posse do primeiro prefeito eleito de Rio Branco: http://goo.gl/5ws8pV Março/abril.
O historiador Luís Wilson: http://goo.gl/LjOAPj Maio/Junho.
A ascendência nordestina: http://goo.gl/1J8AlC Julho/agosto.

* Autor: Pedro Salviano Filho – Salviano é arcoverdense, ex-aluno do Colégio Cardeal Arcoverde, médico, cirurgião, residente na cidade Ivaporã-PR. –  (Coluna Histórias da Região – edição de setembro/outubro de 2014 – Jornal de Arcoverde)

Artigo/Opinião: Pernambuco perdeu em NÃO indicar o Vice de Marina *

 

 

 

PERNAMBUCO FICA DE FORA

Segundo a avaliação do autor, Pernambuco perdeu o grande momento...

Segundo a avaliação do autor, Pernambuco perdeu o grande momento…

 

 

A escolha do nome de Beto Albuquerque para vice na chapa de Marina Silva traz de imediato uma constatação: Pernambuco ficou de fora da sucessão. “De fora”, bem entendido, da participação direta na chapa presidencial. Em outras circunstâncias isso seria apenas um detalhe, mas neste momento ela se impõe porque até o último dia 13 a sucessão passava diretamente por aqui, com a candidatura de Eduardo Campos. A morte trágica do ex-governador pernambucano deixou o estado sem o seu principal líder político da atualidade e, agora, fora da sucessão. Há um simbolismo nisso que vai além de uma simples escolha de nomes.

Não se trata aqui deixar de ver os méritos do escolhido, Beto Albuquerque, para o cargo. Deputado federal pelo Rio Grande do Sul, líder do PSB na Câmara, homem de confiança do próprio Eduardo Campos, um dos principais defensores da candidatura própria do partido, ele combina perfeitamente com o papel que agora vai desempenhar. Além do que, a própria viúva de Eduardo, Renata Campos, recusou o convite para ser ela a vice (o que é compreensível tendo-se em vista sua situação de mulher que acaba de perder o marido e tem 5 filhos para criar, um deles ainda em fase de amamentação).

A questão não é pessoal – é geopolítica. A falta de um nome pernambucano na chapa implica outra ausência: a do Nordeste, região que tem tido um peso fundamental nas últimas eleições presidenciais. Digo fundamental não porque os candidatos vitoriosos tenham sido vitoriosos só por conta dos votos recebidos na região – é só contar a votação de cada um para ver que a vantagem do vencedor sempre foi nacional. Mas durante toda a campanha – na fase inicial, no meio, no momento em que começa o segundo turno – o candidato mais forte na região sempre conta com uma retaguarda que lhe dá tranquilidade para suportar as oscilações do período eleitoral (sobretudo nas pesquisas).

Eduardo Campos talvez não fosse o candidato a ser o mais votado no Nordeste. Mesmo em Pernambuco, segundo pesquisas antes do seu desaparecimento, Dilma Rousseff aparecia em primeiro lugar. De todo modo, não se sabe o que iria acontecer no futuro. Eduardo era da região e teria um discurso e um plano específico para o Nordeste – as próprias críticas que ele viesse a fazer à candidata petista, sobre obras paradas ou com problemas, teria um impacto mais profundo do que as feitas por outros candidatos.

Estamos aqui vendo o possível impacto eleitoral de um pernambucano/nordestino na chapa. Há outro impacto também que diz respeito diretamente aos interesses do(s) estados (s). Com a Federação capenga que temos, é ingenuidade supor que todos os estados e regiões são tratados igualitariamente, de acordo com as suas necessidades e produção. Não é assim. Muitas das decisões são políticas (não confundir, pelo amor de Deus, com “politiqueiras” – elas até acontecem, mas não são o tema deste artigo).

Novamente Eduardo Campos é referência para o que estamos dizendo. Ele construiu sua candidatura à Presidência da República sobretudo em virtude do sucesso que obteve como governante – e o sucesso que obteve como governante foi motivado também pelos investimentos e apoios que teve do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Daí se sobressaem duas coisas: o apoio do governo federal e a competência do governo estadual para lidar com o apoio recebido (outros governantes também foram beneficiados e não conseguiram o sucesso de Eduardo).

Na relação da geopolítica, é importante que os estados tenham peso para fazer valer suas reivindicações ou o atendimento de suas necessidades. Quando surgiu a chapa Eduardo Campos-Marina Silva a primeira coisa que me chamou a atenção foi que, coincidentemente ou não, era uma composição que unia as duas regiões mais pobres do país, Nordeste e Norte. Não que isso, por si só, os tornassem mais merecedores do voto do que PT e PSDB, ou mais aptos, ou mais competentes. Era só uma constatação: as duas regiões mais excluídas do Brasil acabaram, sem querer, produzindo dois candidatos à Presidência (ambos saídos do mesmo ventre, o do governo petista).

É a soma de todas essas considerações que faz com que se destaque a ausência de um pernambucano/nordestino na chapa que antes era encabeçada exatamente por alguém do estado e da região. Veremos no futuro próximo se esta ausência fará falta à campanha do PSB.

Leia também:

www1.folha.uol.com.br

Vandeck Santiago

* Autor/Fonte: Vandeck Santiago – É pesqueirense e Jornalista/Colunista  Especial do Diário de Pernambuco. (Texto copiado da página do autor no Facebook.)

Editorial: Eduardo Campos *

 

EDUARDO CAMPOS 

 

 

Morte do candidato do PSB retira da campanha presidencial um dos maiores fatores de renovação do cenário eleitoral brasileiro

Morte do candidato do PSB retira da campanha presidencial um dos maiores fatores de renovação do cenário eleitoral brasileiro

 

“O lastro de herdeiro de Arraes não o impediu de procurar caminhos próprios na cena pernambucana do mesmo modo que, ex-ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo Lula, percebeu que suas perspectivas seriam limitadas caso seu partido, o PSB, se mantivesse por mais tempo à sombra do situacionismo petista.”

Na violência cega de um acidente aéreo, perdeu-se uma das personalidades mais promissoras da vida política nacional.

Aos 49 anos, Eduardo Campos vinha de uma bem avaliada gestão no governo de Pernambuco para representar, na disputa à Presidência da República, o difícil e estimulante papel de alternativa à tradicional polarização entre petistas e tucanos no plano federal.

Seu perfil o habilitava de forma singular para esse desafio, embora a própria campanha –tragicamente interrompida– tivesse ainda de desenhá-lo com mais nitidez.

Neto, por parte de mãe, do mitológico líder esquerdista Miguel Arraes, de quem foi secretário da Fazenda nos anos 1990, Campos tinha, pelo lado paterno, ligações com os setores mais conservadores da política local.

O lastro de herdeiro de Arraes não o impediu de procurar caminhos próprios na cena pernambucana do mesmo modo que, ex-ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo Lula, percebeu que suas perspectivas seriam limitadas caso seu partido, o PSB, se mantivesse por mais tempo à sombra do situacionismo petista.

Escorado nos altos índices de crescimento econômico obtidos em seu período como governador, bem como numa visão administrativa sem ranços ideológicos, Campos procurou aproximar-se do empresariado, adiantando-se em relação ao mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa pelo campo de oposição à presidente Dilma Rousseff (PT).

Ao mesmo tempo, sua candidatura buscava desvincular-se de uma imagem excessivamente industrialista, dada a presença de Marina Silva como vice.

Para a postulação de Eduardo Campos confluíam tendências diversas, capazes de consolidar seu nome como fator de inovação diante dos dilemas nos quais se tem debatido a política brasileira nas últimas décadas. Capazes também, todavia, de minar a própria coerência interna de sua campanha e de um eventual governo.

A tragédia de ontem –que vitimou outras seis pessoas– impõe, naturalmente, uma dor e um choque sem limites a familiares e amigos do candidato. Pai de cinco filhos, um dos quais nascido há pouco mais de seis meses, Campos aparentava possuir, mesmo para o grande público, os sinais inconfundíveis do bom humor, da disposição e da felicidade pessoal.

Na política, ficam irrespondidas as perguntas sobre seu futuro e sobre a forma final que assumiria a candidatura pessebista no espectro ideológico.

O próprio PSB, agora, colocado ante a escolha de Marina Silva, que soa óbvia, e a de um nome mais ligado à cúpula do partido, terá de haver-se com encruzilhadas e definições que a hábil empatia de Eduardo Campos provavelmente lhe permitia postergar.

* Fonte: Editorial da Folha de São Paulo

Luto: Eduardo Campos * 1965 + 2014 – “Não vamos desistir do Brasil” *

 

Eduardo Campos

* 1965 – + 2014

 

 

Transformando o Luto em Luta

“Nós não vamos desistir do Brasil.” Eduardo Campos ontem no JN da Rede  Globo

 

 

EC datas nasc e dead

 

Em imagem de 2007, Campos é visto com sua mãe, a então deputada estadual Ana Arraes, recebendo homenagem em seu primeiro dia de trabalho no Palácio do Campo das Princesas, sede administrativa do poder executivo de Pernambuco

1965 - Eduardo Henrique Accioly Campos nasce em 10 de agosto, na cidade de Recife (PE). Era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941-1998) com a ex-deputada federal Ana Arraes

1965 – Eduardo Henrique Accioly Campos nasce em 10 de agosto, na cidade de Recife (PE). Era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941-1998) com a ex-deputada federal Ana Arraes

1965 – Eduardo Henrique Accioly Campos nasce em 10 de agosto, na cidade de Recife (PE). Era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941-1998) com a ex-deputada federal Ana Arraes, atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, e neto do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes.

1979 – Miguel Arraes, avô de Eduardo Cmapos, retorna ao Brasil após 15 anos exilado na Argélia e, em 1982, é eleito deputado federal.

1981– Aos 16 anos, Eduardo ingressa no curso de Economia na Universidade Federal de Pernambuco, concluído quatro anos depois ,como aluno laureado e orador da turma. No período chegou a ser eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia.

1986 – Eduardo abdica do mestrado que faria nos Estados Unidos para se envolver plenamente na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco.

1987 – Assume o cargo de chefe de gabinete do governador de Pernambuco, Miguel Arraes

1990 – Entra no Partido Socialista Brasileiro (PSB), partido pelo qual é eleito deputado estadual.

1992 – Lança sua candidatura à Prefeitura de Recife, mas não vence

1994 – Aos 29 anos, é eleito para a Câmara dos Deputados com 133 mil votos.

1995- 1998 – Pede licença do cargo de deputado para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e, depois, como secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998.

1998 – É eleito pela segunda vez deputado federal, com 173.657 votos, a maior votação de Pernambuco.

2003 – Assume pela terceira vez uma vaga na Câmara dos Deputados. No mandato, ganha destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária.

2004 – Em 23 de janeiro, aos 38 anos, se licencia da Câmara e assume o Ministério da Ciência e Tecnologia.

2005 – Assume a presidência nacional do PSB.

2006 – É eleito governador de Pernambuco com mais de 60% dos votos válidos

2010 – É reeleito governador de Pernambuco com 83% dos votos válidos, o maior percentual de todo o Brasil.

2013 – Em 18 de setembro, a Executiva Nacional do PSB entrega os cargos que o partido ocupa no governo federal, entre eles o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria Especial de Portos. “O futuro do Brasil não passa por cargos, mas pela discussão sobre os melhores caminhos para o país e o nosso povo, visando preservar os avanços que obtivemos nos últimos 30 anos. O que buscamos é espaço para fazer esse bom debate sem constrangimentos”, afirma a carta entregue à presidente Dilma Rousseff.

Em 15 de janeiro, Eduardo recebe o “Prêmio Governante: A Arte do Bom Governo” na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington D.C. (EUA), por conta do Programa Pacto pela Vida, que reduziu os índices de homicídio em 40% no Estado, e do Programa de Soluções Integradas da Junta Comercial de Pernambuco, que agilizou a abertura e fechamento de empresas no Estado.

2014 – Em 28 de junho, a Coligação Unidos pelo Brasil (PSB-REDE-PPS-PPL-PRP-PHS-PSL) oficializa, em convenções dos partidos da aliança, a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República e de Marina Silva à Vice-Presidência.

Em 4 de abril, Eduardo renuncia ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha presidencial.

Em 13 de agosto, mesma data da morte de seu avô, Eduardo Campos morre em acidente durante viagem com seu avião de campanha que ia para o Guarujá, no interior de São Paulo.

* Fonte: Estadão/Oabelhudo

Comportamento/Tecnologia: Os Perigos que rondam a Net. Proteja-se! *

 

Internet oculta:

os segredos de um

universo paralelo

 

E à medida que a internet cresce e se transforma, cresce também o desejo de cientistas como Juliana Freire de explorá-la. Governos e autoridades, por outro lado, querem domá-la.

E à medida que a internet cresce e se transforma, cresce também o desejo de cientistas como Juliana Freire de explorá-la. Governos e autoridades, por outro lado, querem domá-la.

 

 

Milhares de pedófilos estão usando a chamada dark web, (internet obscura, em tradução livre), para compartilhar, vender ou acessar imagens de crianças sofrendo abuso sexual.

 

Um britânico que disse ter fundado um desses sites disse à BBC disse que a página chegava a receber 500 visitantes por segundo. Segundo ele, o site não está mais em funcionamento.

Em um relatório publicado neste ano, a agência de combate ao crime na Grã-Bretanha disse que criminosos estão cada vez mais se voltando para uma internet paralela, por onde passeiam de forma anônima, para realizar atividades ilegais.

No Brasil, “boa parte dos usuários são curiosos, que querem apenas ver o que existe por lá e ter a sensação de adentrar em um território da internet que é cercado de tabus”, disse o advogado e especialista em tecnologia e mídia Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio).

Segundo ele, uma fração menor de pessoas entra na dark web para praticar atividades ilícitas. E outra fração entra em busca de privacidade, de um canal de comunicação que não seja monitorado ou espionado.

A BBC Brasil conversou com a especialista em ciência da computação Juliana Freire, que faz pesquisas na New York University, nos Estados Unidos. Freire está prestes a embarcar em um projeto que deve revolucionar a forma como fazemos buscas na internet, permitindo, inclusive, que identifiquemos conteúdos “escondidos” na dark web.

E apesar de sua determinação em conhecer e explorar os conteúdos desse universo, a pesquisadora não parece preocupada com a existência dessa internet obscura, fora do alcance das ferramentas de busca comuns – e das autoridades.

“Tráfico humano, pedofilia, esssas coisas aconteciam. Pelo menos, se está lá e você conseguir ver o conteúdo, você sabe que elas existem”.

Milhares de pedófilos estão usando a chamada dark web, (internet obscura, em tradução livre), para compartilhar, vender ou acessar imagens de crianças sofrendo abuso sexual.

Milhares de pedófilos estão usando a chamada dark web, (internet obscura, em tradução livre), para compartilhar, vender ou acessar imagens de crianças sofrendo abuso sexual.

Definições

A internet visível, ou surface web (internet de superfície), é uma porção minúscula de uma rede gigantesca, a deep web (internet profunda).
Esta rede profunda engloba bancos de dados cujo conteúdo não está indexado e, portanto, não pode ser acessado por ferramentas de busca como o Google.

Passeio Perigoso?

A ideia de uma internet secreta, co-existindo com a rede visível, porém inacessível à maioria de nós, habitada por criminosos e libertários, parece coisa de ficção científica.

Freire diz que já passeou por essas terras sem lei. Não são necessariamente perigosas, ela diz. Mas contêm armadilhas onde podem cair os viajantes menos experientes.

“Já brinquei com isso. Fiz buscas sobre tráfico humano e não vi nada. Então, digitei a palavra cocaína e encontrei vários sites de venda. Mas meus colegas me disseram que muitos desses sites são armadilhas que o governo coloca lá para pegar você”.
Você não sabe se é o governo ou se é um traficante de verdade – mas também é assim no mundo aqui fora”.

Leia a Íntegra:

Investigação desvenda mercado negro de armas e drogas na internet

* Fonte: BBCBrasil/Mônica Vasconcelos Da BBC Brasil em Londres