Category Archives: Causos e Casos

RIR É O MELHOR REMÉDIO: Colaboradores…

COLABORAÇÃO DE PEUCELLE DE FREITAS.

BORRACHINHA!!!

Na fila do ônibus estavam uma senhora e todos seus 10 filhos.
Junto deles estava um senhor de meia idade, com uma das pernas de pau.
O ônibus chegou, a criançada entrou primeiro e ocupou todos os bancos vazios. O senhor e a senhora entraram e ficaram de pé.

Na arrancada do ônibus o senhor da perna de pau, com visível
dificuldade, desequilibrou-se para trás, e o barulho foi inconfundível:
TOC… TOC…. TOC…TOC…

Quando o ônibus freou, a mesma coisa aconteceu, agora para frente:
TOC… TOC…. TOC…TOC…

Na arrancada, novamente:
TOC… TOC… TOC…TOC…

E assim foi, por várias vezes.

Num determinado momento, já incomodada com o barulho e, ao mesmo tempo, tentando ser gentil, a mãe das 10 crianças disse ao perneta:

– Perdão, mas eu gostaria de fazer uma sugestão ao senhor… Por que o senhor não coloca uma borrachinha na ponta do pau? Com certeza vai diminuir o barulho e incomodar menos a todos.

Imediatamente, o perneta respondeu:

Agradeço a sugestão, mas se a senhora também tivesse colocado uma borrachinha na ponta do pau do seu marido, há alguns anos atrás,  estaríamos todos sentados, numa boa...

MINISTERIO DA SAÚDE ADVERTE:
‘USE BORRACHINHA”

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Colaboração de Cacá Maciel.

O poder da arrogância…

O PODER DE UM CRACHÁ

Um policial federal vai a uma fazenda e diz ao dono, um velho
fazendeiro:
– Preciso inspecionar sua fazenda. Há uma denúncia de plantação
ilegal de maconha.
O fazendeiro diz:
-Ok, mas não vá naquele campo ali.” E aponta para uma determinada área.

O oficial P…’ da vida diz indignado:
– O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo?”
e tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro:
-Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero…. e entrar em
qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma
pergunta. Está claro? me fiz entender?”

O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava
fazendo.
Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial
do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido
pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda. A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado.

O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com
todas as forças de seus pulmões:

“Seu Crachá, mostra o seu CRACHÁ!

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Colaboração de Fernando Valença.

Após bater no carro de um nordestino, o gringo desce do carro
e fala gentilmente:

” HELLO ?! ”
E o nordestino responde:

Relou o karai! Amassou foi tudin!

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Colaboração de Peucelle Freitas.

Era bem cedinho e o seu Tião resolveu visitar o cumpadre no sítio
vizinho.
Quando chegou ao sítio do cumpadre, viu que tudo estava muito em
silêncio.
Chamou, mas ninguém respondeu. Seu Tião resolveu entrar na casa, pois
a porta estava só encostada. Foi em silêncio até o quarto do cumpadre
pra ver se tava tudo bem. Quando passou pelo corredor, viu que a porta do banheiro estava entreaberta e viu seu cumpadre na maior punheta (tava até gemendo).
Resolveu sair quetinho da casa e esperar na varanda.
Quando o cumpadre saiu do banheiro, seu Tião fingiu que estava
chegando naquela hora no sítio e foi logo dizendo:
– Ô cumpade, o mundo é cheio de concidencia memo! Tô chegando nessa
hora, nem chamei ainda e já dô de cara com ocê na porta?
– Mai o mundo é cheio de concidência memo cumpade, sabe que eu tava  pensando nocê fais 5 minuto?
– Fala isso não, cumpade!!!
Verdade, home!!!
– Pelamor di Deus! Fala isso não, cumpade.

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SANHARÓ: Presidente da Câmara de Vereadores é afastado do cargo.

Câmara de Vereadores de Sanharó. Casa Severiano de Assis Aquino.

Aconteceu nesta quinta feira, em tumultuada sessão no recinto da Câmara de Vereadores o afastamento do Vereador Lielson (Li) Pontes que havia sido eleito por aclamação ao final do período que se encerrou em dezembro último.

A sessão da câmara foi um espetáculo deprimente. Não havia uma coordenação dos trabalhos e nem um rito a cumprir. Alega-se que o vereador Li, havia sido eleito, porém não empossado. E que isso somente ocorreria na primeira sessão do período que se inicia.
Segundo comentam, o presidente eleito teria atropelado prazos e não seguido o Regimento da Casa. Além de, segundo os que ficaram contra, usurpar da sua função e usar de meios ditatoriais, em detrimento de alguns colegas, em especial, do ex-presidente a quem sucedeu de fato faltando-lhe ainda, o termo de posse para que de Direito pudesse exercer plenamente a função para o qual foi aclamado pela totalidade dos vereadores com assento à Casa Severiano de Assis Aquino.

Pelo que pudemos observar, trata-se primeiro round de uma luta que sem dúvida, descambará aos tribunais. Ocorre que sete dos nove vereadores se insusrgiram e destituiram o presidente não empossado, segundo eles.

A bem da verdade, o povo não sabe o que de fato houve. Se até ontem, bem dizer, o Vereador Li era o líder do governo na Câmara, eleito por todos os pares e de uma hora para outra, tornou-se um déspota ou um renegado político do grupo que hoje administra os destinos do município.

Vamos aguardar novos embates e, enquanto isso, o vereador Antonio Holanda, vice-presdiente da Casa, assumiu a presidência. Faltou alguem afirmar com absoluta precisão de o vice-presidente foi empossado de fato e de direito.

NOTA DE PESAR: FALECEU RONALDO VITURINO (Procópio).

É com profundo pesar que OABELHUDO comunica a sua legião de colaboradores e ilustres leitores o falecimento de RONALDO VITURINO a quem carinhosamente aprendemos por toda a vida a chamá-lo de Procópio.

Ele, lutou bravamente como um guerreiro para continuar aqui conosco. Há cerca de 02 anos vinha enfrentando uma séria dificuldade de saúde e isso o fazia ainda mais forte. A medida que o tempo passava, mais angustiante se tornava seu calvário na busca incessante de sua sobrevivência.

Foi um sanharoense participante da vida ativa, do dia a dia. Desde cedo ajudava na coleta do leite da fábrica de Toinho Quintino. Quem não se lembra da sua F75 que mesmo sobrevivendo às intempéries do tempo, tinha um som invejável. Brincávamos com ele dizendo que o som valia mais do que o carro. Caía na gargalhada…

Frequentador assíduo do nosso Clube Lítero tinha como indelével a sua mesa. Era a de número 01. Àquela que fica junto a bilheteria. Era um dos seus orgulhos. Justos!

Nunca foi um “Zelito” mais sempre deu suas cacetadas no tradicional Estádio Cícero Leite. Integrou as diversas fases do nosso Grêmio, em memoráveis tardes de domingo ou mesmo nos treinos das terças e sextas-feira. Mesmo na reserva estratégica, nunca se deixava abalar.

Servidor do estado, lotado na Adagro/Secretaria de Agricultura, fazia parte de uma plêiade de amigos e companheiros que ali dão o melhor de si pelo engrandecimento e desenvolvimento da atividade agropecuária em nosso município.

Aos seus familiares e, em particular, a sua esposa, Cila Moreira, em nome da família OABELHUDO e, em nome das nossas famílias, transmito às condolências pela perda irreparável desse alvirubro do Clube Náutico Capibaribe. Desse companheiro e conterrâneo que ao longo de mais de 50 anos, soube dignificar o conceito de ser bom e de honrar as calças que vestiu como homem íntegro e cumpridor dos seus deveres.

Sanharó, perde um atleta. Um festeiro. Um bom caráter. Um cidadão de bem. Um servidor público correto e um colega afável, respeitado e admirado.

Que sua Alma tão sanharoense descance em Paz. E que o Senhor o acolha dentre àqueles que por aqui passaram e zelaram pelos seus nomes como filhos, pais, irmãos e amigos. Enfim que Deus conforte a todos que o tomaram como amigo, colega, irmão e dedicaram sua especial atenção à luta que bravamente travou pela vida.

Dom Pablito/Paulinho Muniz

Crônica: Morreu o pé de castanhola

Atendendo a pedidos de amigos/colaboradores, vamos postar no abelhudo, algumas crônicas que foram divulgadas pelo sanharonews.

(Crônica oferecida aos amigos Helena e Leonan Tenório)

 

 

Quase tive um choque ! Ao chegar à casa de papai vi que faltava algo  que me pareceu estranho! Havia sumido, desaparecida aquela árvore que como guardiã daquele lar, estava ali fincada há décadas, muito antes da construção daquela nossa nova casa.

 

Fui então informado de que o nosso pé de castanholas havia morrido. Sucumbira ao tempo, deixando órfãos os animais que por muitas décadas se abrigaram à sua sombra, além dos veículos que ali também faziam pouso.

Aquela castanhola era co-irmã de outras dezenas que permearam as nossas ruas. Principalmente a nossa Coronel Júlio Nunes. Essa rua era repleta de pés de ficus e de castanholas, a saber: Havia pés de ficus nas casas de Antônio Avelino, no armazém de Zé Monteiro, na casa de Totô Batista, na fábrica de Aristides Guimarães, na casa de Sebastião Porfírio e na bodega de meu pai, Paulo Muniz. Representava a metade linear da rua. A outra metade era repleta de castanholas. Salvo engano, essa falecida, representava um dos últimos espécimes que ainda resistiam às intempéries do tempo.

 

A nossa cidade é muito pobre em arborização. Do tempo que me entendo como gente, reconheço as árvores que já encontrei, basicamente, castanholas e ficus. Lembro que Erivaldo Monteiro, quando prefeito, mandou arborizar com algaroba, isso na década de setenta. Mais de vinte anos depois, Geovane Leite, disseminou o plantio de sombreiros que hoje embelezam principalmente a sua rua, Dr. Benjamim Caraciolo. A rua que hoje eu moro, a Jurandir de Brito, é a recordista da cidade por metro quadrado sem ter árvore alguma. Uma pena!

 

À sombra daquele pé castanholas, papai conseguira com seu fiel amigo  João do Grupo, um banco de praça. Esse banco é remanescente daquela primeira praça erigida por volta dos anos cinqüenta. Formavam uma excelente dupla. Esse velho banco, viúvo da castanhola, certamente terá muita paciência para esperar o crescimento desse novo amigo – um sombreiro que minha irmã, Frai, o adotou.

 

 

 

Muitos hão de se lembrar do flamboyant que ficava em frente à bodega de Sebastião Simão e da casa de dona Regina, mãe de Vavá Frazão. Era um dos veteranos, cuja beleza foi incorporada a paisagem bucólica da nossa Praça capitão Augusto Rodrigues. Desafiou o tempo a florir nos finais de ano.

Até que alguém, impiedosamente, mandou ceifá-lo. Primeiro pelas picaretas e machados. Como resistia bravamente, parecia até que quanto mais o maltratavam mais ele se agarrava à terra que lhe viu nascer e florescer. Foi enfim acorrentado e puxado pela força de um trator sob os olhares complacentes dos que viram e calaram. Em seu lugar foi plantado um pé de não sei o quê. Até hoje, já se passaram alguns anos e o infeliz ocupante, não deu ar de sua graça. Bem feito!

 

Fico a imaginar quais mãos abençoadas plantaram essas árvores e outras mãos que as regaram e fizeram-nas tão resistentes. O pé de figo em frente à minha antiga casa foi nossa paixão, até ser trocado por essa castanhola, quando nos mudamos do número 132 para 158 da mesma rua que nos viu crescer.

 

As árvores, como as flores e as pessoas, também vivem de amor. Sem a pieguice do saudosismo, devemos nos sentir donos daquilo que nos pertence, ainda que seja historicamente. Vejo certa preocupação com o novo. O centro da cidade foi todo desfigurado. As fachadas das casas foram literalmente modificadas. Enfearam a Casa Paroquial com aquelas janelas horríveis de basculhantes retirando as de postigos. O Mesmo fez dona Sônia de Joel. A casa de Mariolinda foi ultrajada pela ganância de certo comerciante. A única coisa bonita que existia no prédio da prefeitura, eram dois pinheiros que o prefeito à época, numa atitude insana, mandou cortá-los. Não devemos esquecer do prédio do nosso antigo cinema. Não merece qualquer comentário. Resta o quê? A casa de dona Aliete que mudou o muro original, era todo ondulado, a casa, hoje, de Leonides que mudou a concepção das portas e janelas e vai, vai, chega-se ali na casa onde mora Aiá Ledo. Essa, acho eu, é das últimas que não sofreu nenhuma mutilação física. Sua fachada é a mesma desde quando a sua esquerda funcionava a Sede que antecedeu o nosso Clube Lítero Recreativo. Há ainda uma outra com bom aspecto arquitetônico que é a casa dos herdeiros de João Avelino.

 

A fachada da antiga coletoria estadual, hoje, sede do Conselho Tutelar é também remanescente dos anos sessenta e mantém a sua originalidade. Outra mudança negativa ocorreu no muro da Escola Nossa Senhora de Fátima. Era ondulado e combinava com o arco do portal de entrada. Faltou competência ou bom gosto para saber mantê-los.

 

Creio que a única construção no centro da cidade que ainda se mantém fiel as origens é a “casinha” do antigo motor-da-luz, ali junto ao nosso Clube. Quem sabe se pudesse ser tombada e se transformar num espaço ligado à cultura e a história do município. Há de se ressaltar o trabalho de restauro dos prédios que serviram a Refesa, hoje pertencentes ao município, e que agora têm serventia ao tímido movimento da nossa cena cultural.

 

Lembrar os pinheiros que embelezaram a nossa praça principal. Nasceram no início dos anos setenta, quando da administração do então prefeito Paulo Foerster, cuja obra de maior destaque foi a construção da nova praça. Diga-se de passagem, que essa obra foi motivo de orgulho para todos. Recordo, no período natalino, quando as luzes nos pinheiros formavam um belo conjunto, pareciam Árvores de Natal. Infelizmente, faltou zelo e atenção e as lindas araucárias, não resistiram às pragas e tiveram que ser dizimadas. Lamentável!

 

Faz bem aos nossos olhos, os pinheiros que imponentes, decoram a frente do Hospital João XXIII. Há outros, juntamente com belas palmeiras no antigo Colégio Pio XII e Escola Normal Emilia Câmara. Árvores essas remanescentes das ações prioritárias do saudoso e inesquecível Padre Heraldo Cordeiro de Barros.

 

Fico imaginando, onde foi parar o pé de romã de dona Sinhá? Ressurgiu. Foi estoicamente resgatado graças à verve do nosso conterrâneo, os grande Carlos Elder e seu irmão Romerão, em brilhante composição.

 

Quem nos dera que houvesse uma campanha para se resgatar a mata ciliar do rio ipojuca, ainda que contemplasse apenas o perímetro onde ele, feito uma cobra, passa silente pela zona urbana da nossa cidade. O rio está com a sua calha totalmente assoreada e, hoje, representa um risco muito grande em períodos chuvosos.

 

Mas, voltando a minha tristeza pela perda do pé de castanholas. Conforta-me saber que outras pessoas também o admiravam. Alguém, no afã de me conformar, falou – “ora Paulinho, isso tava muito velho”. Lembrei-me de que o mesmo eu ouvira quando da retirada do flamboyant da praça. Pensei com os meus botões, qual sorte daremos as coisas que estão ficando velhas ?

Mesmo sendo um vegetal, que tal transferir o exemplo para o ser humano? O que faremos com os nossos velhos e o que farão conosco dentro de alguns anos? Lembrei-me de um pensamento do grande poeta Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem – por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.

 

Dom Pablito