Category Archives: Colaboração

Pernambuco da Sorte está sob investigação da Polícia Federal *

 

 

 

Lavagem de dinheiro »

Operação da PF investiga

a empresa Pernambuco

da Sorte

“Ação acontece em 13 estados para desarticular organizações criminosas que usam empresas filantrópicas para lavagem de dinheiro, como bingos, títulos de capitalização e caça-níqueis”

Carros de luxo apreendidos em operação que investiga o Pernambuco dá Sorte

Alguns mandados de prisão da operação que investiga o Pernambuco dá Sorte já começaram a ser cumpridos e as pessoas estão sendo levadas para a sede da Polícia Federal no estado. Também começam a ser encaminhados para lá carros de luxo que foram apreendidos.

 

 

 

A Polícia Federal realizou nessa terça-feira uma operação para cumprir 24 mandados de prisão preventiva, 12 de prisão temporária,  57 de busca e apreensão e 47 de sequestro de bens em 13 estados brasileiros. O objetivo é desarticular organizações criminosas que usam empresas filantrópicas para lavagem de dinheiro, como bingos, títulos de capitalização e caça-níqueis. De acordo com a polícia, grande parte do dinheiro seguia para uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) em Belo Horizonte, que servia de fachada para o dinheiro retornar à empresa.

Em Pernambuco, está sendo investigada a empresa Pernambuco da Sorte. Cinco endereços estariam sendo vistoriados no Recife: uma unidade da empresa na Avenida Caxangá, na zona oeste e quatro endereços residenciais, na zona sul da cidade. O grupo vinha sendo investigado há mais de um ano.

A assessoria de imprensa da PF não informou quantos dos mandados de prisão estão sendo cumpridos na capital pernambucana. As pessoas detidas serão levadas para a sede da Polícia Federal, na Avenida Cais do Apolo, para onde já começaram a ser encaminhados carros de luxo apreendidos durante a operação. Ainda esta manhã, o superintendente da PF, Marcelo Diniz, deve conceder uma entrevista coletiva sobre o assunto.

* Fonte: Diário de Pernambuco/http://diariode.pe/y8b

Educação/Brasil: Inep divulga o Gabarito OFICIAL do Enem *

 

Gabarito oficial

do Enem 2014

 

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)publicou nesta quarta-feira (11) o gabarito oficial do Enem 2014 (Exame Nacional do Ensino Médio), aplicado no sábado (8) e domingo (9).

Gabarito oficial do Enem 2014

  • Sábado (caderno amarelo)
  • Sábado (caderno azul)
  • Sábado (caderno branco)
  • Sábado (caderno rosa)
  • Domingo (caderno rosa)
  • Domingo (caderno azul)
  • Domingo (caderno cinza)
  • Domingo (caderno amarelo
  • Veja a correção comentada das provas

* Fonte: AEB – Agência Brasil

Brasil/Petrolão: Cada dia cai a máscara. Quantos sabiam?

 

Presidente do TCU diz que

alertou governo sobre

desvios na Petrobras

 

O Presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Augusto Nardes, disse nesta terça-feira que as apurações de irregularidades na Petrobras são “o maior escândalo da história do TCU”.

O ministro Nardes afirmou em entrevista coletiva que os desvios apurados pelo órgão já passam do R$ 3 bilhões em diversos contratos assinados pela companhia petrolífera estatal para a aquisição de empresas, bens ou a construção de novas unidades.

Segundo Nardes, que está deixando a presidência do órgão em dezembro, ele pessoalmente avisou ao governo sobre os desvios apurados pelo órgão há alguns anos, mas os alertas do órgão no foram ouvidos. Segundo Nardes, ele informou os problemas à ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Além disso, as conclusões dos relatórios de auditoria também foram mandadas para outros órgãos de controle.

(CPMI do chamado Petrolão. Governo blinda Renan e o PT – Leia abaixo)

Desde 2010 o TCU está alertando o governo sobre contratos problemáticos na estatal, mas os alertas foram ignorados. Em 2010, o tribunal colocou as obras da Refinaria Abreu e Lima (PE) e Comperj (RJ) na lista de obras que não deveriam receber recursos federais por irregularidades. O Congresso aprovou o dispositivo mas o ex-presidente Lula vetou a medida e determinou que as obras prosseguissem. Agora, nas duas construções, o TCU já apontou que os custos dessa obras estão pelo menos R$ 2 bilhões acima do valor que deveria ser pago.

Outra irregularidade apontada pelo TCU está na compra da Refinaria de Pasadena (EUA), em que o prejuízo passa dos R$ 1,7 bilhões. A estatal não concorda em prejuízo nessas operações e está recorrendo das decisões do tribunal.

Nardes revelou que pediu ao novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) que seja resolvido de vez uma questão jurídica entre o TCU e a Petrobras que se arrasta há quase uma década. Segundo ele, a companhia faz concorrências simplificadas por convite, praticamente escolhendo as empresas que vão trabalhar para ela sem disputa, baseada num decreto. Para o TCU, a estatal só poderia fazer isso se uma lei fosse aprovada pelo Congresso. Mas a Petrobras conseguiu 19 liminares permitindo que ela realize as concorrências simplificadas.

A ex-ministra Gleisi, hoje senadora pelo PT-PR, nega que tenha tratado com o presidente do TCU sobre irregularidades na Petrobras. “Conversamos sobre o programa de concessões do governo, conforme foi divulgado à época. Penso que, se o ministro Nardes sabia de algo a respeito da Petrobras ele deveria, como presidente do TCU, ter tomado as providências cabíveis”, afirmou a senadora

Leia também:

Josias: Governo blinda Renan e PT na CPI

* Fonte: Folha SP/DIMMI AMORA DE BRASÍLIA

Brasil: Seis homicídios por hora? A saga avassaladora da violência *

 

Brasil registra quase

seis mortes por hora

em 2013, revela estudo

O Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

 

 

 

 

 

Quase seis pessoas foram assassinadas, por hora, no Brasil no ano passado, apontam dados da oitava edição do Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Foram 50.806 vítimas de homicídios dolosos, ou 5,8 pessoas a cada hora, o que significa uma taxa de 25,2 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas. Na comparação com os dados de 2012 – quando foi registrada taxa de 25,9 óbitos por grupo de 100 mil, houve redução de 2,6%.

Em números absolutos, no entanto, houve aumento de 1,1%, tendo em vista que foram contabilizados 50.241 de vítimas no ano anterior. Para a organização, a redução no indicador per capita pode ser explicada pelo crescimento da população. A FBSP avalia que é possível reduzir as taxas de homicídios em 65,5% até 2030, o que implica uma redução anual de 5,7%. A projeção é feita a partir dos números do estado de São Paulo, que reduziu os índices desde a década de 1990.

São Paulo continua sendo o estado com menor taxa de vítimas, com 10,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Na comparação com 2012, quando foi verificada uma taxa de 12,4, houve recuo de 12,9%. Em números absolutos, o total de vítimas caiu de 5.209 para 4.739, uma melhora de 9,02%. A organização avalia, no entanto, que a qualidade de informações do governo paulista está no Grupo 2, o que indica que pode haver subnotificação.

Alagoas tem a pior taxa do país, com 64,7 vítimas para cada 100 mil habitantes, o que representa alta de 0,4% em relação a 2012. A Bahia, por sua vez, é o estado com maior número absoluto de mortes, com um total de 5.440 vítimas. A taxa de homicídio é 36,1. Apesar de alarmante, na avaliação do fórum, os números representam retração de 7,47% no total de vítimas e 12,9% na taxa de mortos em relação a 2012.

* Fonte: AEB/Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Artigo/Opinião: O Lulismo, o Dilmismo e o PSDB em 2018 *

 Lulismo? Dilmismo?

 O que vem para 2018

 

 

 “…O dilmismo surgirá caso os desafios econômicos presentes sejam superados com sucesso pelo governo Dilma. E a superação dos desafios não é tarefa impossível. É tarefa plausível. Os desafios econômicos principais são: controles fiscal e inflacionário e retomada do crescimento econômico.”

 

A candidatura presidencial de Lula em 2018 possibilitará a manutenção do PT no poder por longo tempo e impedirá o surgimento de um candidato competitivo estranho ao PT e ao PSDB – Hipótese. Tal afirmação será verdadeira caso o dilmismo surja. Neste caso, o dilmismo nascerá do lulismo e a sua robustez impedirá o enfraquecimento do lulismo. E se o lulismo não sofrer enfraquecimento, ele tende a manter, junto com o dilmismo, o poder.

O raciocínio apresentado não deve ser desprezado pela oposição. O dilmismo surgirá caso os desafios econômicos presentes sejam superados com sucesso pelo governo Dilma. E a superação dos desafios não é tarefa impossível. É tarefa plausível. Os desafios econômicos principais são: controles fiscal e inflacionário e retomada do crescimento econômico.

Arrocho fiscal em 2015, amenização da crise econômica mundial e recuperação da economia americana. Estes eventos podem estar presentes na conjuntura econômica brasileira em 2015. E se estiverem, o governo Dilma adquire condições de superar os desafios apresentados.

Em governos bem avaliados, a oposição perde força. Este é o perigo para a oposição. Se os desafios forem superados com sucesso pelo governo Dilma e os indicadores sociais, em virtude dos programas sociais, melhorarem ou não declinarem, o dilmismo surgirá. E diante do dilmismo, o lulismo permanecerá positivamente com força na memória de parte dos eleitores.

Mas existem os desafios políticos. O PSDB tem quadros para se contrapor à presidenta Dilma? Aécio precisa mostrar disposição e argumentos para fazer oposição. Ressalto, contudo, que Aécio é, hoje, um senador enfraquecido eleitoralmente. Aécio perdeu por duas vezes a eleição presidencial este ano – 1° e 2° turnos. E obteve menor porcentual de votos do que Dilma em Minas Gerais, o seu estado de origem política.

Soma-se a isto, o fato de que Aécio obteve esplêndida votação em São Paulo. Mas diante desta realidade indago: Aécio obteve excelente votação em São Paulo em virtude de Alkmin ou em razão do desgaste do governo Dilma, em particular na capital? Ambas as variáveis são causas plausíveis e atuam conjuntamente. Portanto, Aécio não conquistou eleitores. Foram variáveis, estranhas ao seu desempenho pessoal-político, que lhe proporcionaram sucesso eleitoral em São Paulo. Tal tese deve ser considerada para outras regiões, como Sul e Centro-Oeste.

Alckmin é, neste instante, a força futura do PSDB. O sucesso da nova gestão de Alckmin em São Paulo poderá lhe dar condições de impedir o resgate da força eleitoral do PT. Se isto ocorrer, Alckmin será o candidato do PSDB ao Planalto em 2018. Porém, e o votos do Nordeste, continuarão com o PT?

Assim como Alckmin tem condições de exercer com sucesso o seu governo em São Paulo, Haddad também tem na capital paulista. Com isto, Haddad terá condições de recuperar popularidade para o PT. Caso isto ocorra, Alckmin perde força para vencer a eleição presidencial no estado de São Paulo, em 2018, caso seja candidato.

O PSDB tem Alckmin para ofertar aos eleitores em 2018. O PT tem Lula e Haddad. Todos estes três atores precisam de condições favoráveis, obviamente, as quais foram apresentadas, para serem candidatos competitivos na próxima disputa presidencial. E Aécio terá condições de ser candidato a presidente em 2018? Sim, caso Alckmin sofra processo de enfraquecimento. E se ele conseguir tem bom desempenho como senador oposicionista.

E Marina? As chances de Marina não são claras neste instante. Lembro, cisnes negros surgem e interferem nas previsões.

Adriano Oliveira

*Adriano Oliveira é professor e cientista político. – Doutor em Ciência Política. Professor da UFPE – Departamento de Ciência Política. Coordenador do Núcleo de Estudos de Estratégias e Política Eleitoral da UFPE. Colaborador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. Sócio da Contexto Estratégia

BRASIL: Polícias brasileiras mataram em 5 anos o que americanos em 30 anos – Dados e Custos da Violência são altíssimos *

 

 

 

 

Violência custou 5,4% do PIB em 2013, mostra

Anuário de Segurança Pública

 

 

 

 

A violência gerou ao Brasil um custo de R$ 258 bilhões, em 2013, o que representa 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados são da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A maior parte do valor está relacionada ao custo social da violência – que inclui despesas com mortes e gastos com saúde – um total de R$ 192 bilhões no ano passado. A íntegra do levantamento será divulgada amanhã (11).

O cálculo do custo da violência reúne também os gastos com prisões e unidades de medida socioeducativas (R$ 4,9 bilhões) e com segurança pública (R$ 61,1 bilhões). Considerando as despesas da União, dos estados e dos municípios, houve um incremento de 8,65% em relação ao ano anterior. A conclusão do FBSP é que as despesas da área de segurança pública são mal administradas. De acordo com a organização, o Brasil gasta três vezes mais com os problemas gerados em decorrência de ineficiências de segurança, do que com a pasta em si.

Leia a Íntegra:

 

Violência custou 5,4% do PIB em 2013, mostra anuário

 

No Brasil, seis pessoas são mortas diariamente

por policiais, mostra Anuário

 

(Em 5 anos as polícias brasileira mataram 5 vezes mais do que as polícias dos Estudos Unidos da América)

 

As polícias brasileiras mataram, durante o serviço, 2.212 pessoas em 2013, apontam dados da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em média, são 6,11 mortos por dia. O número é menor do que o verificado no ano anterior, quando 2.332 pessoas foram mortas pela polícia no Brasil. A íntegra do documento será apresentada amanhã (11) na capital paulista.

Apesar da queda, o FBSP avalia que a diferença não indica uma melhora ou tendência de mudança. A organização aponta que é preciso rever o padrão de atuação das forças policiais. O fórum foi criado em 2006 com objetivo de construir um ambiente de cooperação técnica na área de atividade policial e na gestão de segurança pública. O anuário apresenta dados sobre custo da violência, gastos de segurança pública, estatísticas de crimes e violência, efetivo de polícias e população prisional.

O levantamento releva ainda que, nos últimos cinco anos, a polícia matou 9.691 pessoas. O número é cinco vezes maior do que o verificado nos Estados Unidos, onde 7.584 pessoas foram mortas pela ação policial nos últimos 20 anos. Se forem somados os casos em que os policiais agiram também fora de serviço, o total chega a 11.197. Os dados norte-americanos apontam 11.090 mortes em 30 anos.

Saiba Mais

 

* Fonte: Agência Brasil/Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Artigo/Opinião: Que tipo de Idiota merece o Troféu “Seu Lunga”? *

 

Troféu “Seu Lunga”!

Quem se habilita?

 

(Seu Lunga – Joaquim dos Santos Rodrigues, cearense do Juazeiro do Norte)

 

Existem os inofensivos e os de alta periculosidade, estes, em geral, ativos, influentes, imodestos. Aliás, alguém já disse que, atualmente, “o idiota perdeu a modéstia” o que é um corolário da constatação genial de Nelson Rodrigues: “O grande acontecimento dos nossos dias foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”.

Um dos meus dez fieis leitores, ou seja, 10% deste vasto universo, me cobrou: “Como é cara? Não escreve mais?”.

De fato, resolvi dar um tempo diante do bate-boca eleitoral e do furor analítico que tomaram conta da mente e do coração dos brasileiros. Afinal, nada acrescentaria ao acalorado debate, não poucas vezes, contaminado pelo veneno da ofensa.

Enquanto a pauleira corria solta, não sei por quê, uma súbita associação de ideias me fez refletir sobre o idiota. Talvez, uma autoanálise que me denunciava como o próprio idiota.

Que tipo de idiota? Eis uma questão pertinente (no meu caso, deixo o enquadramento a critério do leitor). Com efeito, a palavra idiota, desgarrada da origem grega (pessoa leiga, o homem privado face ao homem público) e do diagnóstico psiquiátrico, tem dois significados.

De um lado, o significado inspirado no personagem central da obra canônica de Dostoiévski, O Idiota, na qual o príncipe Michkin é criatura benevolente, generosa, ingênua, portadora de pureza e de compaixão reveladoras de um ser inadaptado ao mundo perverso; de outro lado, está o significado corrente que empresta ao idiota uma cesta de sinônimos, entre os quais, estão: cretino, tolo, pateta, palerma, parvo, abobalhado, abilolado, energúmeno, estúpido, leso, mentecapto, banana, bocó, desmiolado, pato, mané, etc.

Ora, diante desta amplitude, quem não cometeu idiotices, atire o último sinônimo! Cuidado, é pecado, diz a Bíblia, atribuir ao próximo a pecha de idiota.

Assim sendo, é preciso identificar tipos: existe o idiota ocasional e o idiota fundamental; o idiota, pessoa física, e o idiota coletivo, o maria-vai-com-as-outras, a massa, o rebanho, a manada, a multidão, o consumidor, o torcedor, o eleitor. Todos, vulneráveis à manipulação.

Existem os inofensivos e os de alta periculosidade, estes, em geral, ativos, influentes, imodestos. Aliás, alguém já disse que, atualmente, “o idiota perdeu a modéstia” o que é um corolário da constatação genial de Nelson Rodrigues: “O grande acontecimento dos nossos dias foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”.

E o que tem “Seu Lunga” a ver com isso? Seu Lunga, Joaquim dos Santos Rodrigues, cearense, residente em Juazeiro do Norte, estabelecido no ramo do comércio de sucata, tornou-se conhecido como o homem mais ignorante do país, rude, grosso que nem papel de embrulhar prego e, sobretudo, implacável combatente da idiotice.

Seu Lunga fica arretado quando contam suas histórias. Diz que é mentira. Não adianta. Virou verdade. São tiradas saborosas. Aí vão algumas: Seu Lunga estava coçando a cabeça por cima do chapéu. Aí um cara perguntou: “Seu Lunga, por que não tira o chapéu?”

Seu Lunga, rápido no gatilho: “Você tira a calça pra coçar a bunda?”. Seu Lunga estava sentado no ônibus e, ao lado, o lugar vago, aí o cara perguntou: “Seu Lunga tem alguém sentado do seu lado?”. “Se tem, tô cego. Num tô vendo”. Seu Lunga ia saindo de casa e deu de cara com o vizinho. “Bom dia, Seu Lunga, para onde vai tão cedo”.Vou pro enterro do Chico”. “E Chico morreu”. “Não. A família se reuniu e vai enterrar Chico vivo mesmo”.

Seu Lunga levou o carro pra oficina. O mecânico perguntou: “Seu Lunga esse carro ronca”?
“Sei não. Ele dorme na garage”. Um amigo encontrou Seu Lunga: “Nunca mais vi o sinhô.
Por onde o sinhô anda?”. “Pelo chão mesmo. Ainda não aprendi a voar”.

No dia da eleição, Seu Lunga, abusadíssimo, foi votar. A jovem mesária perguntou: “Veio votar, Seu Lunga?”. “Não. Vim doar sangue para o bem do Brasil”.

Por essas e outras, foi instituído o troféu “Seu Lunga”, um prêmio para as pessoas que, a exemplo dele, contribuem para reduzir a Taxa de Idiotice Nacional – TIN. Conte sua história e envie para o seguinte endereço: bradoretumbante@giganteadormecido.com E fique tranquilo. A Comissão Espertobras julgará, com decência e isenção, os casos apresentados.

Gustavo Krause

 

* Autor: Gustavo Krause  –  Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado.

Política/Entrevista: Pedro Simon: “Descarregaram uma metralhadora na Marina. Ela sucumbiu” *

 

Pedro Simon:

o novo Congresso é uma piada

 

 

Às vésperas de se despedir do Senado, no qual esteve por 32 anos, o senador gaúcho diz que o Parlamento nunca esteve tão mal e que vai aproveitar a aposentadoria para pregar uma nova forma de fazer política

 

(Senador Pedro Simon:Descarregaram uma metralhadora na Marina. Ela sucumbiu”)

 

Último remanescente dos chamados “autênticos” do velho MDB, grupo que fazia a oposição mais radical ao governo militar, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) encerra uma trajetória política iniciada como vereador em 1960 e marcada pelo espírito combativo, pela defesa da ética e pela oratória demolidora. Com 32 anos de Senado, é um feroz crítico do Parlamento, das siglas partidárias e do sistema eleitoral. Nas palavras dele, o novo Congresso é “uma piada”, a forma de eleição dos deputados brasileiros é a pior do mundo e os partidos não passam de uma “esculhambação”. “O Congresso nunca esteve tão mal”, avalia em entrevista à Revista Congresso em Foco.

Fiel ao velho MDB, enterrado, segundo ele, com Tancredo Neves, o senador experimentou seu último protagonismo de maneira discreta: partiu dele a sugestão a Marina Silva de se filiar ao PSB e firmar parceria com Eduardo Campos. “Descarregaram uma metralhadora na Marina. Ela sucumbiu”, lamenta, ao explicar a derrota da ex-colega.

Por Marina, Simon desistiu de última hora da aposentadoria, anunciada há dois anos, e lançou-se candidato à reeleição, substituindo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), conduzido a vice após a morte de Eduardo. Assim como a ex-senadora, acabou em terceiro lugar. Mas passou o bastão ao filho Tiago Simon, de 44 anos, eleito pela primeira vez deputado estadual.

Discípulo da Ordem Terceira de São Francisco desde 2000, Simon afirma que, aposentado, correrá o país pregando uma nova forma de fazer política. “Os que querem o mal ou usufruir vantagem terminam se unindo, se dando as mãos. E os outros, os chamados autênticos, que querem o bem ficam isolados. Temos de mudar isso.” Simon deixará o Senado em 31 de janeiro de 2015, dia em que completará 85 anos.

Revista Congresso em Foco – Este é o pior Congresso do qual o senhor participou?

Pedro Simon – Não falo em pior nem em melhor. É a circunstância que estamos vivendo. Não tem mais o que fazer. Qual é o próximo escândalo depois da Petrobras? Como é que vamos começar no ano que vem? Na base do “é dando que se recebe”? É preciso que o Palácio do Planalto reúna o Congresso para governar com seriedade de um modo muito especial. Todos dizem que querem uma reforma política, uma reforma partidária, uma reforma na economia, um novo pacto social. Então vamos fazer isso. Precisamos de um governo de entendimento geral, tal como houve no Itamar. O PT, o PSDB e o PMDB têm de se reorganizar para fazermos uma eleição pra valer daqui a quatro anos. Não digo que o próximo deva ser um governo de transição, mas que tem de fazer a transição. É uma oportunidade que temos.

R.C.F. – Depois das manifestações do ano passado, acreditava-se em uma grande renovação no Congresso, que não houve. Por quê?

P.S. – Porque o momento não permite. O escândalo do mensalão foi grande demais. A mocidade foi às ruas espontaneamente, sem partidos, exigindo mudanças, um Brasil novo. O governo errou ao tratar os condenados no mensalão como heróis. A classe política caiu em descrédito. CPIs, como a do Cachoeira, só jogaram a sujeira pra debaixo do tapete. O governo e os parlamentares ficaram muito desgastados. Muitas pessoas não aceitaram em hipótese alguma serem candidatas. Conheço pessoas sérias, advogados, médicos, empresários, professores, que não aceitaram concorrer. Além disso, o candidato à reeleição tem muita vantagem. As emendas parlamentares, que somam R$ 15 milhões para cada congressista, muitas vezes decidem uma eleição.

R.C.F – Como resolver esse quadro?

P.S. – Temos o pior sistema de eleição para deputado do mundo. O normal é eleição com voto distrital, que não tem nada a ver com isso e reduz o gasto. É como uma eleição para prefeito. No município, em geral, ganha o candidato que tem mais credibilidade e respeito, não o que tem mais dinheiro. Hoje um deputado tem de trabalhar nos 500 municípios do Rio Grande do Sul para ganhar voto. Não trabalha em nenhum. Se botássemos o voto distrital, na segunda eleição, este Congresso seria uma maravilha. O candidato trabalharia para o seu recanto.

R.C.F – Em relação ao novo Congresso, do qual o senhor não participará, que avaliação o senhor faz?

P.S. – Serão 28 partidos na Câmara e 17 ou 18 no Senado. Uma matéria de maior importância vai ter 28 comunicações de líder. É uma piada. Não existe. Como vamos reunir uma bancada de 40 caras para tomar uma decisão no Congresso? Tem de sair logo essa reforma partidária. Se não a fizerem, será impossível a convivência.

R.C.F. – O que o senhor fará fora do Congresso? É o fim da política na sua vida?

P.S. – Pretendo fazer o que o Teotônio Vilela fez: percorrer o Brasil. Recebo um número muito grande de convites, principalmente de estudantes e entidades de classe, para fazer palestras. Mas não tinha tempo. Agora vou fazer isso. Temos que estimular políticos, professores e intelectuais a criarem um movimento em favor do Brasil.

Leia a íntegra da entrevista na Revista Congresso em Foco

Mais sobre o novo Congresso

* Fonte; Congresso em Foco/Edson Sardinha

Pesqueira: Ex-xerife da Receita aprofunda críticas à política do governo federal *

Everardo aprofunda críticas

 

CONJUNTURA Ao tomar posse na Academia Internacional de Direito e Economia, consultor diz que nossa realidade atual é trágica

 

“A realidade econômica brasileira de hoje é trágica, raras vezes tão perversa. Os parâmetros de avaliação da economia brasileira hoje demonstram falta de equilíbrio fiscal, dificuldade de comércio exterior, inflação e crescimento econômico baixo”,

O consultor e ex-secretário da Receita Federal nos governos de Fernando Henrique Cardoso, o pernambucano Everardo Maciel, tomou posse na Academia Internacional de Direito e Economia, ocupando a cadeira que pertencia ao economista e ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno, morto no ano passado. O convite para integrar a entidade partiu do acadêmico Hamilton Dias de Souza, pedido que foi acolhido pelo fundador da entidade, o jurista Ives Gandra e pelo presidente, o jurista Ney Prado.

Sobre a indicação, Maciel se disse honrado. “É uma honra participar de uma casa com pessoas tão qualificadas a exemplo dos ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Carlos Veloso, Marco Aurélio e outros como Delfim Netto e Michel Temer.”

A academia é uma entidade que promove seminários e debates a respeito de temas em que o direito e a economia se cruzam. Os principais temas discutidos giram em torno dos limites em que a Federação deve atuar, sua eficiência na adoção de políticas nacionais, com objetivo de discutir reformas que possibilitem a abertura e competitividade da economia e o avanço das instituições jurídicas. A Academia foi criada em 87 e tem entre seus acadêmicos 60 notáveis.

Como a posse aconteceu durante o período de embate eleitoral, Everardo criticou em seu discurso as políticas em curso no Brasil. “A realidade econômica brasileira de hoje é trágica, raras vezes tão perversa. Os parâmetros de avaliação da economia brasileira hoje demonstram falta de equilíbrio fiscal, dificuldade de comércio exterior, inflação e crescimento econômico baixo”, comentou.

Na sua visão, a reforma no sistema tributário brasileiro é condição necessária para a retomada do crescimento, embora haja questões mais básicas em questão na atual conjuntura. “Há falta de crescimento por conta dos fundamentos da economia que estão sendo desconsiderados. Há excesso de intervencionismo, que gera situações de privilégios para determinadas empresas e empresários”, disse, referindo-se à política do governo de conceder desonerações a setores específicos e estímulos específicos à empresas campeãs nacionais, dando crédito subsidiado a grandes grupos tidos com potencial para serem líderes globais. Everardo também se mostra preocupado com o descuido em relação ao poder da moeda com a gestão fiscal, que ameaçam a credibilidade do Brasil perante investidores.

* Fonte: JC/Domingo – Economia

Homenagem: 09/11 – 25 Anos da Queda do Muro de Berlim *

 

Gorbachev visita Berlim para

a festa dos 25 anos da queda do Muro

AP

(Gorbachev alertou para escalada da tensão entre Ocidente e Rússia e criticou os EUA)

 

 

Mikhail Gorbachev foi o último dirigente da União Soviética. Capital alemã terá festa popular neste domingo (9).

Em meio às celebrações dos 25 anos da queda do muro de Berlim, o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev fez um alerta: o mundo está à beira de uma nova Guerra Fria.

 

Mikhail Gorbachev, o último dirigente da União Soviética, visitou Berlim nesta sexta-feira (7), antevéspera da festa dos 25 anos da queda do Muro que dividiu a cidade durante a Guerra Fria. A capital da Alemanha recebe uma instalação com 8 mil balões luminosos para celebrar a data até domingo (9), quando também será realizada uma grande festa popular.

Gorbachev esteve no Checkpoint Charlie, antigo local de passagem da fronteira entre BerlimOcidental e Oriental, onde deixou a marca de suas mãos em uma placa de cimento. Ele também deve participar de um debate que discutirá o recente aumento de tensão entre o Ocidente e a Rússia.

O Muro de Berlim, que separou a ilha de Berlim Ocidental do Leste comunista, foi o símbolo mais contundente da Guerra Fria. Pelo menos 136 pessoas foram mortas ou morreram no Muro, a maioria tentando fugir. Ele foi derrubado em 1989.

A construção de mais de 150 km de comprimento foi erguida em 1961 pela República Democrática Alemã (RDA, Oriental), comunista.

Sob a pressão pacífica de centenas de milhares de manifestantes, o muro foi derrubado 28 anos depois, em 9 de novembro de 1989. Menos de um ano depois, em 3 de outubro de 1990, a reunificação da Alemanha foi oficializada.

Muito respeitado no Ocidente, Gorbachev, de 83 anos, é criticado pelos russos, que o consideram responsável pela desintegração da URSS e o caos econômico e social após o fim da União Soviética.

O pai da “Perestroika”, política de reforma lançada em 1985, renunciou em 25 de dezembro de 1991, abrindo caminho para o fim da URSS, após um acordo assinado sem ele por Ucrânia, Belarus e Rússia.

Segundo matéria publicada pela revista “Der Spiegel”, o ex-presidente soviético e o ministro das Relações Exteriores na época, Eduard Shevardnadze, teriam pedido ao líder da Alemanha Oriental, Erich Honecker, que derrubasse o muro de Berlim em 1987, dois anos antes da queda.

Gorbachev deixa as marcas de suas mãos em placa de cimento no Checkpoint Charlie, em Berlim, nesta sexta-feira (7) (Foto: AFP PHOTO / ODD ANDERSEN)

AP

(Mikhail Gorbachev foi o líder soviético responsável pela reaproximação com o Ocidente)

Segundo o correspondente da BBC em Berlim, Damien McGuinness, Gorbachev buscou reduzir esta tensão com o pedido de diálogo, para que a situação não piore ainda mais.

“Seus comentários podem ser vistos como um esforço louvável, mas algumas de suas opiniões são motivo de controvérsia no Ocidente”, afirma McGuinness.

“Ele diz que a Europa e os Estados Unidos são parcialmente culpados pelo conflito na Ucrânia, ao citar a expansão da Otan no leste da Europa. E ele acusou líderes ocidentais de se aproveitarem do estado de fraqueza da Rússia após o fim da União Soviética.”

Gorbachev é o líder responsável pela reaproximação da União Soviética e do Ocidente no fim dos anos 1980 e por criar uma atmosfera mais liberal, o que levou ao colapso dos regimes comunitas na Europa em 1989.

Leias a Íntegra:

Gorbachev participa de celebração dos 25 anos da queda do Muro …

Gorbachev visita Berlim para a festa dos 25 anos da queda do Mu…