Category Archives: Comportamento

Brasil/Faz-de-contas: “Eu não sabia” a resposta cínica que o país mais ouve… *

 

 

“Eu não sabia” virou a

frase-lema de uma época

 

 

PAULO ROBERTO COSTA, O DELATOR - Investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro, Paulo Roberto Costa é ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012.

PAULO ROBERTO COSTA, O DELATOR – Investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro, Paulo Roberto Costa é ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012.

 

 

“Eu não sabia” passará à história como a frase-lema do Brasil pós-ditadura. Será lembrada quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o país era regido pelo cinismo. Lula usou-a no escândalo do mensalão do PT. Citando-o, o tucano Azeredo repetiu-a no processo do mensalão do PSDB. Alckmin empregou-a no caso do cartel dos trens e do metrô. Volta agora, com variações, na desconversa de Dilma sobre o petrolão: “Eu não tinha a menor ideia de que isso ocorria dentro da Petrobras.”

Usada assim, desavergonhadamente, a expressão vai virando uma espécie de código. Quando ela aparece, já se sabe que o país está diante de mais um desses escândalos que, de tão escancarados, intimam os responsáveis a reagir, ainda que seja com uma cara de nojo. É nessa hora que governantes capazes de tudo pedem ao país que os considere incapazes de todo. E alguns brasileiros, como que dotados de indulgência congênita, lhes concedem um deixa-pra-lá preventivo, que transforma cúmplices notórios em cegos atoleimados.

Claro que, entre o arrombamento do cofre e a manchete de primeira página, há um longo caminho de decisões tomadas ou negligenciadas —desde a ordem presidencial para entregar a diretoria da Petrobras a um apadrinhado de PT, PMDB e PP, até o engavetamento dos relatórios do TCU que apontavam superfaturamentos na obra da refinaria de Pernambuco.

charge quem eu AroeiraPetro

Lei a a Íntegra:

‘Eu não sabia’ virou a frase-lema de uma época

* Fonte: Blog do Josias

Artigo/Opinião: As voltas que a vida dá – Por Marco Soares *

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

 

 

Marina e a controvérsia entre o que é !velha política! e "nova política"...

Marina e a controvérsia entre o que é !velha política! e “nova política”…

 

 

 

 

Eu poderia intitular este artigo “Os desígnios de Deus”, mas como já escrevi outro neste sítio com igual denominação vai assim mesmo.

Refiro-me, aqui, ao mais surpreendente acontecimento político da atualidade, protagonizado por uma ex-seringueira acreana: o vertiginoso crescimento de Marina da Silva nas pesquisas de opinião pública para a presidência da república do Brasil.
Retrocedendo no tempo lembro que a candidata a presidente pelo PSB tentara fazê-lo através da sua Rede Sustentabilidade, mas tanto fizeram que acabaram inviabilizando as suas pretensões.

Provocando grande impacto, à época, ela migrou para o PSB e, mesmo com melhor posicionamento nas pesquisas, aceitou ser coadjuvante de Eduardo Campos, político tarimbado, presidente do partido e com o know how de ter feito um muito bem avaliado governo no estado de Pernambuco.

Uma fatalidade tirou Eduardo do páreo e eis que Marina é aclamada candidata à presidência pelo PSB, conseguindo em diminuto espaço de tempo se igualar com Dilma na corrida ao Palácio do Planalto, com grandes chances de ultrapassá-la já no primeiro turno, segundo importantes cientistas políticos.

A sua humildade e a “cara de pobreza” que seu visual imprime, talvez tenham estabelecido um sentimento de identidade com a maioria do povo brasileiro, por um lado; mas, por outro lado, a sua segurança nos pronunciamentos e debates, sua proposta de uma nova política e a exaustão do modelo político que aí está certamente foram determinantes na conquista de fatias importantes de outros segmentos da estratificação social brasileira, consolidando sua exponencial ascensão.

Não está de todo equivocado o ex-ministro José Dirceu quando se refere a ela como “Lula de saia”. Ela é carismática, envolvente.
Que, em chegando a ser chefe do executivo do Brasil, esta frágil criatura advinda das entranhas de um Brasil esquecido possa continuar a demonstrar sua força e obsessão em lutar pelos verdadeiros interesses do povo brasileiro!

 

 

 

* Autor: Por Marco Soares  –marco soares Marco Aurélio Ferreira Soares é sanharoense, engenheiro, escritor, colaborador pioneiro do OABELHUDO, cronista e poeta.

Artigo/Opinião: Duas Caras – Por Walter Freitas *

DUAS CARAS

 

 

politico  de duas caras

 

 

Cresci ouvindo os mais velhos dizerem: “Fulano tem duas caras”. Atualmente, acho que são raríssimas as pessoas que possuem apenas duas. E se a figura pertencer à classe política, certamente deve ter pra mais de trinta.

Como estamos em início de campanha, sem dúvida teremos o desprazer de conhecer as diferentes faces dos famigerados caçadores de votos.

Agora, todos são simpáticos, sorridentes, agregadores, de fácil convívio (ou como diria o saudoso Luiz Leite: fáceis de tanger), caridosos, carismáticos, disponíveis pra tudo.

Fazem questão de comparecer a todo tipo de evento, ou reunião social, desde clube de dominó, a festinha de primeira comunhão, dançam ao som das músicas de Xuxa e participam até de aniversário de boneca. Tudo isso, sempre acompanhados dos inseparáveis xeleléus.

Apesar de se declararem abstêmios, não recusam uma boa dose, seja de cachaça, de batida, de vinho de jurubeba, tomam cerveja quente e tudo o que lhe oferecem. E o tira-gosto? Podem botar sarapatel de três dias, charque ardida, buchada mal preparada, tripa assada cheirando ao recheio natural e qualquer tipo de mortadela, que eles traçam. Político em campanha toma até iogurte com data de validade vencida e ainda lambe os beiços, fingindo satisfação.

Passadas as eleições, a coisa muda de feição. Os perdedores fecham a cara e a casa. Não recebem nem carteiro. Chamam a todos de traidores e culpam até os parentes.

Os candidatos de fora desaparecem e só voltam no próximo pleito, fazendo parte de outra legenda, falando mal dos ex-aliados, acompanhados de outros cabos eleitorais e certos de que somos uns bobos.
E os eleitos? Bem, esses, a gente raramente encontra. Estão sempre apressados, esquecem as promessas, os compromissos, o convívio social, as reais necessidades da população e dão prioridade às obras eleitoreiras em detrimento das de interesse geral.

Dizem ser democratas, mas não aceitam críticas e muito menos, opiniões contrárias.
Logo que começam a surgir os comentários negativos sobre o seu desempenho, respondem com aquela manjada desculpa: herdei uma instituição falida. Os que atuam no poder legislativo arranjam sempre um jeito de justificar a sua fraca atuação como parlamentar.

Aproveitando que estamos no período do riso fácil, dos beijinhos, tapinhas nas costas, apertos de mão, dentaduras à mostra, devemos cobrar deles que dediquem mais atenção aos problemas que afligem a população.

É direito nosso, também, exigir que fiscalizem tudo o que mandarem fazer, para que nada saia mal feito, como sempre ocorre com os serviços realizados com o suado dinheiro que sai do bolso do contribuinte.

A todos que nos procurarem em busca do nosso voto, principalmente, se a figura já for velha conhecida de outros carnavais (ou eleições) e não cumpriu nadinha do que prometeu, temos razões de sobra para responder nas urnas com um categórico NÃO.

 

walter-J-Freitas II

Pesqueira, 30 de agosto de 2014.

 * Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, compositor e pesquisador musical.

Movimento Cultural/Poema: O Bem – Por Francisco Aquino *

O bem e a rosa de celio guima

O BEM

 

 

 

 

O vento sopra

Trazendo brisa

Lavando as mazelas

Da alma em agonia.

 

Vamos limpar a vida

Purificando a alma

Pra vivermos a plenitude

Dos dias.

 

Seja um construtor do bem

Pra você e demais.

Não viva criando problemas

Que não satisfaz.

 

Seja um arauto do bem

Pivô de união e felicidade

Com alegria.E jamais ponto de discórdia e desunião.

 

Vamos fazer o bem

Sem olhar a quem

para nos realizarmos também.

 

Porque seja como for

Vale a pena praticar o bem.

Partilhar pela vida a bondade

Dando e recebendo amor.

 

Sinta a ventania contagiante

Soprando a seu favor

Trazendo bons fluídos

Como Jesus mandou.

 

Viva prazerosamente com emoção e alegria a felicidade.

Porque por merecimento foste contemplado com o sopro da vida

Que pulsa em ti e contagia

Todos com fervor.

Por isso pratique o bem.

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

* Autor: Francisco Aquino  –  Francisco de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, teatrólogo e comentarista esportivo.

Brasil/Opinião: Cristovam Buarque: Quais as consequências da violência na escola para a educação no país ? *

 

Escola é violenta com aluno,

diz Cristovam Buarque

 

 

Para Buarque, para solucionar problema da violência no curto prazo "só colocando valium na merenda"

Para Buarque, para solucionar problema da violência no curto prazo “só colocando valium na merenda”

 

 

 

“…Os próprios professores são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos…”

Um dos grandes defensores da educação como instrumento de transformação do Brasil, o senador Cristovam Buarque considera que o problema da violência na rede pública de ensino do país é gerado principalmente por causa da desvalorização da escola como instituição.

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Cristovam afirma que a escola no Brasil “está sem moral”. “A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, não vai fazer diferença, porque o curso não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno na escola”, explica.

O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de Clique Facebook, Clique Twitter e Clique Google+.

Ministro da Educação do governo Lula entre 2003 e 2004, Cristovam Buarque chegou a se candidatar à Presidência em 2006 levantando como principal bandeira a “revolução na educação de base”. Ele acredita que só ela poderia resolver de vez o problema da violência e fazer com que a escola voltasse a ser respeitada no país.

BBC Brasil – Como o senhor define o problema da violência nas escolas do Brasil? Por que ele acontece?

Cristovam Buarque – A sociedade brasileira é uma sociedade muito violenta hoje, então as pessoas se sentem no direito de agir violentamente, às vezes, até não necessariamente com agressão física, mas com palavras.

As escolas estão rodeadas de traficantes, a violência do meio influencia. O outro é o fato de que a escola não é uma instituição valorizada e, ao não ser valorizada, as crianças também entram na mesma onda da não valorização, se sentem no direito de quebrar os vidros, se sentem no direito de levar as coisas pra fora.

Aqui mesmo na UnB (Universidade de Brasília), eu vi a enciclopédia britânica sendo rasgada, porque o aluno em vez de tirar o xérox da folha que ele precisava, arrancou a página e levou. Os próprios professores são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos. Além disso os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, ele sabe que não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno da escola.

BBC Brasil – Quais as consequências da violência na escola para a educação no país?

Cristovam Buarque – A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os professores hoje estão fugindo, porque o salário é baixo e há muito desrespeito com relação à profissão deles. Quando a gente analisa o concurso para entrar na universidade, o vestibular, os últimos cursos na preferência dos vestibulandos são pedagogia e licenciatura, isso gera um clima de desvalorização.

Leia a Íntegra:

Leia MaisEscolas, alunos e professores ‘não falam mesma língua’

* Fonte: Renata Mendonça  –  Da BBC Brasil em São Paulo

Eleições 2014/Corrida Presidencial: Por que temas fundamentais ficaram de fora do debate da Band *

 

Oito temas polêmicos que

ficaram à margem de

debate na TV

 

Três principais presidenciáveis evitaram temas polêmicos, como legalização da maconha ou direitos LGBT

Três principais presidenciáveis evitaram temas polêmicos, como legalização da maconha ou direitos LGBT

No primeiro debate entre os presidenciáveis, transmitido pela TV Band na terça-feira, alguns temas polêmicos e intensamente discutidos na sociedade ficaram à margem dos discursos dos três candidatos que lideram a disputa.

A BBC Brasil listou alguns assuntos que receberam pouca ou nenhuma atenção de Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Desmilitarização das polícias

Defendida por militantes de direitos humanos, medida não foi mencionada pelos três candidatos.

Guerra ao tráfico e legalização da maconha

Somente a candidata do PSOL, Luciana Genro, tratou explicitamente dos dois temas, ao pregar uma revisão das políticas atuais em vigor. Ela defendeu descriminalizar o consumo da maconha e trocar o enfoque da repressão ao narcotráfico pela discussão aberta da questão das drogas com a sociedade.

Já Pastor Everaldo, do PSC, disse ser contrário à legalização das drogas.
Os três principais candidatos não trataram do tema.

Legalização do aborto

Único dos três principais presidenciáveis instado a se posicionar sobre o tema, Aécio Neves disse ser contrário à alteração da legislação em vigor, que prevê a possibilidade de aborto apenas em casos excepcionais – se a gravidez oferece risco à mulher, for resultado de um estupro ou se o feto for anencefálico.
Eduardo Jorge, do PV, disse ser favorável à legalização do aborto, enquanto Pastor Everaldo, do PSC, afirmou ser contra.

Casamento gay e direitos LGBT

Os três principais candidatos não trataram do tema.
Luciana Genro (PSOL) criticou Pastor Everaldo (PSC) pela atuação dele no Congresso para barrar iniciativa contra a discriminação sexual nas escolas. O candidato do PSC defendeu que o casamento só seja permitido “entre homem e mulher”.

Cotas raciais

Tema não foi tratado por nenhum candidato no debate.

Redução da maioridade penal

Somente Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) se posicionaram sobre o tema, ambos favoravelmente à medida.

Reforma agrária

Apenas Luciana Genro (PSOL) abordou a questão, defendendo a medida.

Política externa

Única menção direta ao tema ocorreu quando Pastor Everaldo (PSC) questionou Dilma sobre financiamento do governo brasileiro à construção de um porto em Cuba e seus laços com o governo cubano (que ele chamou de “ditadura cubana”). A presidente disse que o financiamento favoreceu empresas brasileiras e gerará benefícios ao Brasil.

Leia também:

* Fonte: BBC/Brasil – João Fellet / Da BBC Brasil em Brasília

Brasil/Economia: Cai mais uma vez o PIB. Estamos em recessão técnica *

 

 

PIB do Brasil cai 0,6% no 2º

trimestre e país vê recessão técnica

 

Queda do PIB - o país enfrenta uma "recessão técnica", quando há dois trimestres consecutivos de queda da atividade econômica.

Queda do PIB – o país enfrenta uma “recessão técnica”, quando há dois trimestres consecutivos de queda da atividade econômica.

 

 

 

A economia brasileira teve contração de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos três primeiros meses do ano, na série com ajuste sazonal. A Indústria apresentou queda de 1,5% entre abril e junho enquanto os Serviços declinaram 0,5%. Em sentido contrário, a Agropecuário avançou 0,2%.

O resultado ficou abaixo da média apurada pelo Valor Data junto a 20 consultorias e instituições financeiras, que apontava queda de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) do período. No primeiro trimestre, a economia registrou retração de 0,2%, após revisão. Originalmente, foi reportado crescimento de 0,2% nos três meses até março. No trimestre final de 2013, houve expansão de 0,5%, em vez de 0,4%.

Com a revisão, o país enfrenta uma “recessão técnica”, quando há dois trimestres consecutivos de queda da atividade econômica.

Pela ótica do gasto, o resultado negativo do PIB foi puxado pelas quedas da formação bruta de capital fixo (-5,3%) e da despesa de donsumo da ddministração pública (-0,7%), destacou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em nota.

A despesa de consumo das famílias aumentou 0,3% no segundo trimestre, em relação aos três meses antecedentes. As exportações cresceram 2,8%, enquanto as importações recuaram 2,1%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 0,90%. Nos 12 meses encerrados em junho, houve, contudo, crescimento, de 1,4%.

Fonte: IBGE
período variação do PIB (%)
2º trimestre 2014 / 1º trimestre 2014 -0,60
2º trimestre 2014 / 2º trimestre 2013 -0,90
acumulado em 4 trimestres 1,40
1º semestre 2014 / 1º semestre 2013 0,50


* Fonte: Por Elisa Soares e Diogo Martins | Valor Econômico

Artigo/Opinião: Marina – perspectivas reais de vitória *

Marina se destaca nas pesquisas

Ibope e CNT e projeções lhe dão

vitória na eleição

 

 

Marina. Enfrentou a sanha virulenta de William Bonner e venceu com equilíbrio e firmeza. Deixou a "fera" abatida

Marina. Enfrentou a sanha virulenta de William Bonner e venceu com equilíbrio e firmeza. Deixou a “fera” abatida

 

 

 

 

Com números muitos parecidos, as novas pesquisas do Ibope e do MDA/CNT, publicadas nos dias 26 e 27 deste mês de agosto, exibem o protagonismo de Marina Silva no novo quadro eleitoral que se desenhou após a morte de Eduardo Campos.

Os números são expressivos: na média das duas pesquisas, Marina pontua 28,6% de intenções de voto e já aparece a apenas cinco pontos e meio de Dilma Rousseff, que continua liderando com 34,1%. Aécio obteve 17,5%, relegado, agora, ao terceiro lugar. Os outros candidatos somam 2,8%, os brancos e nulos registram 7,9% e os indecisos aparecem com 9,2%.

Esses percentuais reforçam a possibilidade do pleito acontecer em dois turnos, a exemplo do que já havia indicado o levantamento do Datafolha realizado em 14 e 15 deste mesmo mês de agosto. Os dois institutos, Ibope e MDA/CNT também fazem simulações de segundo turno, etapa em que, se a eleição fosse hoje, a ex-senadora acreana apareceria liderando contra a presidente por um placar médio de 44,4% a 36,9%.

Transportando os números médios destas pesquisas para o modelo estatístico da Macrométrica, consultoria do ex-presidente do Banco Central, Chico Lopes, que faz projeções sobre resultados de eleições presidenciais, constata-se que Marina venceria a eleição com uma margem de 16 pontos de percentagem sobre Dilma, em votos válidos.

Com efeito, usando apenas os dados das próprias pesquisas do Ibope e do MDA/CNT, e valendo-se da suposição de que os votos brancos e nulos, no segundo turno, sejam fixados em 7% (percentual que é próximo dos 6,7% que as urnas registraram de votos brancos e nulos na eleição de 2010), Marina se sagraria vitoriosa com 58% dos votos válidos, contra 42% de Dilma.

Na eventualidade de o total de votos brancos e nulos aumentar no próximo pleito, para 9%, por exemplo, em função da pregação anti-política resultante das manifestações de junho do ano passado, a vitória de Marina sobre Dilma se daria praticamente pela mesma margem anterior.

Isso quer dizer que, mantida a proximidade das intenções de voto da ex-senadora em relação à votação de Dilma no primeiro turno, e dados os números da liderança de Marina no segundo turno, mesmo que haja incrementos na quantidade de votos brancos e nulos na eleição de outubro, ainda assim a probabilidade de Marina Silva ganhar o pleito para Dilma Rousseff é altíssima.

Por outro lado, as duas pesquisas em apreço revelaram que, se o segundo turno acontecesse hoje, e se os disputantes fossem Dilma e Aécio, a petista bateria o tucano por 42% a 34,2%, na média.

Aplicando o modelo da Macrométrica e este último resultado, Dilma venceria a eleição no segundo turno de forma apertada, por 51% a 49% dos votos válidos, considerando que os votos brancos e nulos sejam da ordem de 7%.

Este último resultado se explica pelas características do modelo empregado: a presidente cresceu do primeiro para o segundo turno apenas 7,9 pontos percentuais, ao passo que o ex-governador teve um acréscimo de 16,7 pontos. Quer dizer Dilma recebeu apenas 32% dos votos não comprometidos com as candidaturas dela e de Aécio, enquanto que o senador tucano levou 68% desses votos.

Os levantamentos recentes do Datafolha, do MDA/CNT e do Ibope deixam bem claro que Marina Silva muda completamente a panorâmica da eleição, depois de sua entrada no lugar de Eduardo Campos, exibindo desempenho eleitoral que a credencia como uma a alternativa real de poder.

Como essas pesquisas foram as primeiras levadas a efeito com seu nome no lugar de Eduardo Campos, paira a dúvida entre alguns analistas se esse desempenho seria meramente episódico, fruto apenas da comoção nacional derivada do precoce desaparecimento do ex-governador pernambucano. Fosse esse o caso, a privilegiada posição da ex-senadora entre os principais postulantes à presidência se sustentaria apenas enquanto perdurasse aquele sentimento.

As pesquisas vindouras certamente fornecerão maiores subsídios para análise mais aprofundada.

Por enquanto, está parecendo mesmo é que os números desfilados pela candidata pessebista são consistentes com sua história política e pessoal, com seu reccal oriundo da eleição de 2010 e, sobretudo, com sua identificação com os sentimentos expressos pela população brasileira nas inquietudes de junho do ano passado.

Mauricio Romao de terno e gravata

 

* Fonte/Autor: Por Maurício Romão  –  Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Política e Institucional, e do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau.

Canal da Transposição: Governo reconhece que obra atrasou 2 anos, a primeira etapa *

 

 

INFRAESTRUTURA

Transposição atrasa em

dois anos início do funcionamento

 

Dilma visita com Lula a obra no último dia 21. No dia 22 o novo atraso da operação é formalizado

Dilma visita com Lula a obra no último dia 21. No dia 22 o novo atraso da operação é formalizado

 

 

Um dia após visita de Dilma, para gravar imagens do guia, prazo muda para setembro de 2016

 

 

Longe do guia eleitoral, técnicos do governo federal reconheceram um novo grande atraso na transposição do Rio São Francisco. Os primeiros 16 quilômetros da obra originalmente testariam o transporte da água do Velho Chico para o Sertão até setembro de 2011, prazo que havia sido adiado para este ano, até o mês que vem. Semana passada, contudo, um dia após a presidente Dilma Rousseff, em plena campanha, visitar a obra em Pernambuco e gravar imagens para o guia, o Ministério da Integração Nacional conseguiu o que havia pedido: o funcionamento da primeira etapa da obra foi adiado em dois anos, para até setembro de 2016.

resoluçao da ana-n-411-sobre-a-transposio-do-so-francisco-1-638A autorização foi da Agência Nacional de Águas (ANA). Não é o prazo do fim da obra, mas para ver a água correr só no primeiro trecho da transposição, o que o governo esperava primeiro em 2011 e depois este ano.

A obra, orçada em R$ 8,2 bilhões, tem dois longos canais. O Eixo Leste beneficiará Pernambuco e Paraíba e o Norte levará água para esses Estados, o Ceará e Rio Grande do Norte. O governo espera beneficiar 12 milhões de pessoas. A obra começou em 2007, na gestão Luiz Inácio Lula da Silva, orçada em R$ 4,5 bilhões. O Eixo Leste deveria sair em 2010 e o Norte, em 2012.

Em 22 de setembro de 2005, a ANA, responsável por regular a tomada de água no rio, autorizou o projeto pela resolução 411, com prazos para cada etapa. A vazão regular dos canais será de 26,4 metros cúbicos por segundo. Estações de bombeamento vão elevar a água a centenas de metros de altura, para depois correr em gravidade por canais que cruzam o sertão.

 Nos últimos dias de governo, Lula fez seu último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Leste, pelos dados oficiais, estaria 70% executado e sairia em junho de 2011, a três meses do limite original de operação. O Norte, com 75% de realização, sairia em 31 de dezembro de 2012. A transposição, então desenhada com 622 km, já era orçada em R$ 5,8 bilhões.

balano-final-do-pac-no-governo-lula-1-638

 

No primeiro ano da gestão Dilma, as construtoras pediram aumentos astronômicos. O orçamento explodiu e a obra parou. A pedido do ministério, a ANA autorizou em 2011 um novo prazo para a operação: até setembro de 2014 – ou seja, mês que vem. O governo passou a anunciar uma “meta-piloto”: o teste dos primeiros 16 quilômetros do Eixo Leste, entre os reservatórios de Itaparica e Areias, em Floresta, Pernambuco.

Após vários adiamentos, no último balanço do PAC antes da campanha atual, em junho, técnicos do governo Dilma já haviam pedido novo adiamento da primeira fase de operação. A informação sobre a “meta-piloto” não consta no documento. A transposição, já com 469 km, ficou para dezembro de 2015.

Em plena campanha, quinta-feira passada, Dilma visitou exatamente as estações de bombeamento da “meta-piloto” em Floresta e gravou imagens para o guia. No dia seguinte, a ANA publicou no Diário Oficial da União: em atendimento ao ministério, adiou em dois anos o prazo para a primeira fase da transposição funcionar.

Procurado, o ministério informou que o projeto está 62,4% concluído, mas ignorou perguntas sobre o motivo de pedir mais dois anos para a água começar a correr na obra: “Em relação à resolução da ANA, esclarecemos que o prazo para início da operação venceria em setembro de 2014. Por isso, optou-se por renová-lo por mais dois anos: até setembro de 2016.”

 

* Fonte: JC/Economia – Geovani Sandes

Eleições 2014/Pernambuco: Paulo Câmara; “Vamos ter o FEM SOCIAL…” *

Paulo Câmara vai
criar o FEM Social

 

 

Ajuda permitirá que as prefeituras invistam em áreas como educação, saúde e segurança, entre outras

 

Candidato diz que vai criar o FEM SOCIAL para apoiar os municípios pernambucanos

Candidato diz que vai criar o FEM SOCIAL para apoiar os municípios pernambucanos

Comprometido com a promoção de uma maior integração entre as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado e as das prefeituras, o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), instituirá, a partir de 2015, o FEM Social. A ferramenta – inspirada no Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), que destina recursos estaduais às gestões municipais para a realização de obras de infraestrutura – possibilitará que os serviços públicos funcionem com mais qualidade e alcancem um número maior de pernambucanos. A medida será gradativa, com um cronograma de implantação ao longo dos próximos quatro anos.

O FEM Social ajudará as prefeituras a desenvolverem iniciativas em áreas como educação, saúde, segurança, juventude e políticas de gênero, entre outras. O Governo comandará um estudo das demandas existentes nos municípios para poder ofertar parcerias específicas com cada um deles, melhorando, assim, a prestação de serviço local e a qualidade de vida da população beneficiada.

“Não vamos querer um serviço público diferenciado entre o do Estado e o que o município vai oferecer. Estaremos juntos, integrados; para que haja uma cadeia de desenvolvimento. Você ajudando os municípios na saúde, por exemplo, estará ajudando o Estado. A rede de alta e média complexidade, que é do Estado, estará mais controlada se a ação preventiva funcionar melhor”, exemplificou Paulo.

De acordo com o candidato, “não adianta ter uma educação de nível médio e fundamental de qualidade se o município não tem creche, não tem uma pré-escola adequada”. “Tudo isso é para estruturar, é para que a educação de Pernambuco seja integrada. Na saúde também. As ações preventivas são de responsabilidade dos municípios, então eles precisam de recursos para alcançar melhoras na área”, destacou Paulo.

Assim como o FEM da infraestrutura, a sua versão social disponibilizará recursos através da apresentação de projetos pelas prefeituras. E tudo isso de forma desburocratizada, por meio do modelo de repasse fundo a fundo. As administrações municipais precisarão indicar ao Governo do Estado o que pretendem realizar para melhorar em áreas como educação, saúde e segurança sem os entreves que são observados em outros tipos de convênios e parcerias entre diferentes entes da União. No entanto, dentro do padrão de gestão já desenvolvido pela máquina estadual.

“Os recursos estarão garantidos para que os municípios possam fazer políticas públicas sintonizadas com as políticas públicas do Estado. Vamos buscar uma máquina pública cada vez mais desburocratizada. Com recursos diretos que serão disponibilizados com programas e convênios, mas com uma burocracia menor em suas liberações”, pontuou Paulo.

O FEM tem apoiado os municípios pernambucanos, nos últimos dois anos, na implantação de projetos que permitam a retomada da realização de investimentos que ficaram impossibilitados devido ao atual momento de fragilidade das finanças municipais. Em cada uma de suas duas edições, a ferramenta liberou R$ 228 milhões aos municípios, que hoje conseguem exibir uma série de intervenções que ajudam a melhorar significativamente a vida de suas populações.

* Fonte: Assessoria de Imprensa do PSB