Category Archives: Comportamento

BELO JARDIM TEM O MAIOR PIB DO AGRESTE DO ESTADO.

PIB de Belo Jardim cresce 110% e é maior

que o de Pernambuco.


Taxa de crescimento do Produto Interno Bruto da cidade de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, cresceu 110% em relação aos anos anteriores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, a atual renda Per Capita de Belo Jardim é de R$ 8.608 ultrapassando a de Pernambuco que em geral é de R$ 8.065.

Esse número é proveniente da comparação com o ano de 2004, quando o PIB da cidade era de R$ 296.500, e em 2007 quando era de R$ 501.000.

A pesquisa ainda revelou que Belo Jardim possui o melhor PIB da região, onde 50,58% do valor é atribuído ao setor de Serviços e 44,30% fica com a Indústria.

Outras cidades do interior que possuem, atualmente, o PIB maior ou igual ao do Estado são: Camutanga, Zona da Mata, Lagoa Grande e Petrolina, no Sertão e Belo Jardim, Agreste.

Agreste // ECONOMIA
Publicado JC Online Núcleo SJCC/Caruaru

BRASIL: ACESSO AO FIES SERÁ FACILITADO PARA OS ALUNOS QUE DESEJAREM CURSAR FACULDADE.

Dilma: novo Fies facilita acesso à universidade

Em seu programa semanal de rádio, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (14) que não será por falta de opção que o brasileiro não terá acesso à universidade. Dilma destacou no Café com a Presidenta os benefícios do Novo Financiamento Estudantil, o novo Fies, lançado no final do ano passado pelo então presidente Lula.

Segundo Dilma, o novo Fies também contemplará o ensino técnico por meio do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), previsto para entrar em vigor em março. “Também o estudante do ensino médio vai poder ter seu financiamento para estudar em escolas técnicas privadas. Nós estamos criando novas condições para que o jovem conclua o ensino médio mais bem preparado, com diploma de curso técnico debaixo do braço”, declarou.

O Fies alcança hoje somente estudantes matriculados em cursos superiores com resultado positivo no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Para participar do programa, também é exigido do aluno que ele tenha feito o Enem.

Dilma apontou as vantagens do novo Fies: taxa de 3,4% ao ano, tempo de carência maior, de até 20 anos, prazo de um ano e meio após a conclusão do curso para que o ex-estudante comece a pagar o financiamento e dispensa de fiador para os de menor renda. O ex-aluno que fizer licenciatura e for dar aula para escola pública terá abatimento de 1% da dívida a cada mês de exercício profissional, de acordo com a presidenta.

Apresentador: Pois então, uma das questões de todo o início do ano é o pagamento da mensalidade, principalmente para quem é aluno de faculdade particular. Como é que está o financiamento estudantil esse ano?


Presidenta: Olha, Luciano, ele está muito mais acessível. O presidente Lula, sabe, Luciano, no final do ano passado lançou um programa chamado Novo Financiamento Estudantil, o Novo Fies. Agora, neste ano, eu vou implantar esse novo financiamento.

Apresentador: A taxa de juros baixou, não é?

Presidenta: Baixou, sim. Agora, a taxa é de 3,4% ao ano. O crédito ficou muito mais barato. Mas não é só isso, as condições gerais do financiamento estudantil estão muito mais leves. Por exemplo: o tempo de carência ficou maior. Agora você só vai começar a pagar o financiamento de seu curso superior um ano e meio depois de formado. Nesse ano e meio depois de formado você vai ter tempo de procurar um emprego e, dependendo do curso que você escolheu, esse pagamento pode ser feito em até 20 anos. Por exemplo, no caso do curso de Medicina. E atenção, se você fizer uma licenciatura, ou seja, estudar para professor e for dar aulas como professor ou professora nas escolas públicas, a sua dívida com o Novo Fies será perdoada, ela será reduzida a 1% a cada mês de exercício profissional. Outra coisa importante, antes, se você tivesse renda de até um e meio salário mínimo, você precisava de um fiador para conseguir um empréstimo. Agora não, o próprio governo é seu fiador”.

Edson Sardinha             Congressoemfoco

BRASIL: GOVERNO QUER MUDAR PREVIDÊNCIA DE SERVIDOR PÚBLICO.

Governo quer mudar previdência de

servidor público.


Dilma Rousseff decidiu levar a mão a um vespeiro. Vai mandar ao Congresso projeto que altera o sistema de previdência dos servidores públicos.

Hoje, ao vestir o pijama, o servidor assegura aposentadoria igual ao salário que tinha na ativa.

Deseja-se interromper a mamata para os servidores que ingressarem nos quadros do Executivo, Legislativo e Judiciário depois da aprovação da nova lei.

Deve-se a informação ao líder de Dilma no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Quem já tem direito à aposentoria integral não será importunado, diz ele.

Quem ainda não tem, vai aos quadros do Estado com as mesmas regras do trabalhador da iniciativa privada.

Significa dizer que, ao aposentar-se, o novo servidor receberá no máximo o teto fixado pelo INSS para o setor privado. Em cifras de hoje: R$ 3.689,66.

No mesmo projeto, o governo vai regulamentar o fundo complementar de aposentoria do setor público.

Quem achar que a nova aposentadoria não enche a geladeira poderá associar-se ao fundo. O reforço será condicionado à contribuição (entre 6% e 9% do salário).

A União será patrocinadora do fundo, na proporção de um para um. Ou seja, borrifará no fundo valor igual à contribuição do servidor.

Junto com a perspectiva de estabilidade, a aposentadoria integral atrai milhões de jovens para os concursos públicos.

Sem ela, a fila de candidatos talvez fique menor. No longo prazo, dimunirá também o décifit da Previdência. Justo, muito justo, justíssimo.

Agora, só falta o governo combinar com os russos –no caso, os congressistas.

Uol/Josias Souza

BRASIL: VEJA QUANTO A UNIÃO GASTA COM DIÁRIAS, PASSAGENS E IMÓVEIS.

Governo gastou R$ 5,3 bi com imóveis, veículos, diárias e passagens em 2010

Palácio do Planalto. O Poder de regular todos os gastos.

Os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega, anunciaram ontem o corte de 50% no valor despendido com diárias e passagens e a proibição de comprar, reformar ou alugar imóveis ou adquirir veículos para uso administrativo. No ano passado, a União gastou R$ 5,3 bilhões com estes itens. Apenas com o pagamento de diárias e passagens no país e no exterior foram desembolsados R$ 2,6 bilhões. A cifra inclui despesas com hospedagem em hotéis e com o translado – táxi ou aluguel de carros – para servidores civis e militares, conselheiros e colaboradores eventuais.

Com a aquisição, aluguel ou reforma de imóveis, foram gastos quase R$ 1,7 bilhão pelos órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário. A cifra equivale ao gasto do Ministério do Turismo com todos os programas e ações da pasta realizados no país inteiro, que somou R$ 1,5 bilhão no ano passado. Também seria possível construir quase 28 mil casas populares no valor de R$ 60 mil com os recursos gastos com imóveis pela União ou levantar 279 escolas técnicas ao custo unitário de R$ 6 milhões.

Apenas com o aluguel de imóveis, foram gastos R$ 756,3 milhões no ano passado, conforme recente matéria publicada pelo Contas Abertas. Desde 2002, os gastos somam R$ 4,3 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Os recursos seriam suficientes para adquirir um espaço equivalente a quase quatro cidades do tamanho de São Paulo. Isso considerando o custo médio do m² no Brasil, que é de R$ 769, segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

Já com a compra de veículos de tração mecânica, como ambulância, automóvel e caminhão, foram gastos mais de R$ 1 bilhão no ano passado. Com a verba, seria possível adquirir mais de 33 mil carros populares no valor de R$ 30 mil, cada um. Não estão incluídos no cálculo aeronaves e embarcações, por exemplo. Menos R$ 50 bilhões

De acordo com a equipe econômica do governo, a verba disponível para os gastos com a manutenção da máquina pública neste ano deverá ser reduzida significativamente. Mas os cortes anunciados ontem deverão acontecer com as novas aquisições, reformas e aluguéis, visto que os atuais não poderão ser suprimidos. O freio nas despesas faz parte de um pacote que prevê a redução de despesas do orçamento na casa de R$ 50 bilhões.

O bloqueio contempla ainda um terço das emendas parlamentares (R$ 7,6 bilhões), que chegaram a R$ 23 bilhões neste ano, segundo o Ministério do Planejamento. Apenas na próxima semana, o governo editará decreto com o detalhamento da programação afetada pela redução nas despesas. Amanda Costa Do Contas Abertas

OABELHUDO – O RETORNO E AS DESCULPAS…

Depois de mais de uma semana de muitos contratempos, eis que estamos aqui retornando à lida diária para informar, discutir e despertar nossa curiosidade sobre tudo que nos interessa. Falta-me a confiança necessária para  dizer-lhes que “isso não pode e não vai acontecer de novo“. Claro que não posso ser afirmativo a esse ponto. Estou deveras puto da vida com essa situação criada não sei por quem e muito menos por que.

Essa tal (des) confiança é proveniente, principalmente, da minha leiguice e a cretinice dos que hospedam essa página. Mormente, a falta de o mínimo de consideração em pelo menos dizer: “onde foi ou mesmo qual a falta que cometemos”. Nada! Simplesmente Nada” Os “caras” por sacanagem ou viadagem deletaram a porra do blog e não deram bulhufas de satisfação.

Porra Nenhuma!

Estou escrevendo esse EDITORIAL,  não sei e muito menos temo o que possa acontecer.

Agradeço de todo coração aos amigos colaboradores e leitores em geral que de alguma forma se manifestaram pela falta do blog. Puta que pariu! Foram muitos. Alguns foram até veementes e exigiram que eu tomasse enérgicas providências, como se isso me fosse possível.

Só sei que estamos aqui de volta. Eu e vocês. Vocês e eu. Se vier qualquer reclamação, por mínima que seja, mando-os para um lugar inóspito e vou procurar aonde me arranchar. Ah se vou! Disso, tenham a mais absoluta certeza.

O obrigado é do tamanho da minha satisfação.


Dom Pablito/Paulinho Muniz

ARTIGO: DEPUTADO JOSÉ MENDONÇA BEZERRA. 44 ANOS DE MANDANTOS ELETIVOS.

Deputado Mendonção. "A Baraúna do Agreste"

Deputado José Mendonça Bezerra. 44 anos de mandatos eletivos.

Em 1966, assumiu o seu primeiro dos 11 mandatos consecutivos de deputado. Os 03 primeiros de deputado estadual e os 08 seguintes e ininterruptos, de deputado federal. Próxima segunda-feira, 31 de janeiro de 2011, cessa essa passagem da sua vida parlamentar, mas certamente, não cessará o seu interesse pela vida política.
Aos 75 anos de idade, 44 deles dedicados à atividade parlamentar divididos entre a Assembleia Legislativa de Pernambuco e o Congresso Nacional, como deputado federal. Fiel aos amigos e correligionários, coleciona também inúmeros desafetos que não o admiram, mas o respeitam e reconhecem o apreço que sempre dedica aos seus liderados, principalmente, à base eleitoral fincada no agreste de Pernambuco e, em particular, a sua cidade de nascimento, Belo Jardim que tem por ele um carinho todo especial.

E foi exatamente da sua Belo Jardim que a sua liderança se irradiou. Inicialmente para as cidades vizinhas. Sanharó, São Bento do Una, Tacaimbó, Cachoeirinha, São Caetano, Pesqueira, Poção, para depois chegar a outros rincões. Sempre atento ao dia a dia e sendo um político de fácil acesso tem por hábito ser preciso e imediatista na procura de solucionar demandas das suas bases. Sabe usar o telefone como poucos, com uma vantagem adicional: tem uma memória privilegiada para números de telefone. Costuma ligar imediatamente, de preferência na frente do solicitante, colocando-o muitas vezes, em contato direto com àquele, responsável pela condução da demanda ora solicitada. Isso é uma característica imbatível no trato com os problemas dos que confiam na sua liderança. Outra coisa importante; dedica-se à campanha dos correligionários com o mesmo afinco e arrojo como se fora a sua própria campanha.
Controverso, polêmico, sempre foi um político de embates. Tem por hábito dizer que adquiriu experiência política da escola do ex-governador e senador Paulo Guerra, a quem atribui ser seu líder maior e de quem aprendeu que – “O político tem que ter lado”. Foi o ex-governador quem o influenciou em 1966, e o ajudou para que obtivesse o seu primeiro mandato da sua longa carreira parlamentar. É oriundo da antiga Arena que mudou de nome para PDS, depois PFL e agora DEM, onde se mantém fiel até o presente.

Em meados de dezembro, passado, fez sua despedida da Tribuna da Câmara dos Deputados. Recebeu muitos apartes de parlamentares conterrâneos e pares de outros estados e partidos diferentes. Mesmo sem ser um assíduo da Tribuna soube colher e conviver com o respeito dos colegas pela firmeza das posições assumidas de forma clara e transparente, ainda que fosse contra a maioria. Nunca alardeou ser um parlamentar brilhante e nem liderança expressiva da Câmara. Inteligentemente soube se esquivar de tudo que pudesse comprometê-lo de forma negativa, principalmente àqueles ligados a escândalos e/ou assemelhados. Arguto e matreiro, preferiu sempre às conversas ao pé do ouvido. Por isso tinha público cativo em todo o cenário político, não obstante ser polêmico, tinhoso e briguento por natureza.

Apregoa-se que tem por opção e o coroamento da sua extensa vida política ser prefeito da sua cidade de coração e de afeto. A sua BELO JARDIM. Terra que lhe viu nascer e crescer na vida e na política. Tem como codinome: “A Baraúna do Agreste”. Trata-se de uma referência elogiosa em ser comparado a uma árvore fecunda, forte e famosa em toda a sua região. Quem conhece Belo Jardim e as suas vicissitudes diz que lá, campanha política é sempre de feder a fogo e as únicas estrelas que brilham e incandescem são a “Baraúna” Mendonção e o “Pavão” Cintra Galvão. O resto são meteoros, pelo menos, por enquanto.

Enfim, a cena política pernambucana ficará órfã, depois desses 44 anos, dessa figura emblemática de quem se diz: “dá um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair dela”. Um abnegado com muitos serviços prestados ao povo pernambucano. Zeloso e respeitado pai de família, não se descuidou da sua sucessão. Sai do cenário nacional e deixa como marca indelével não apenas 1 sucessor, mas, 2. O seu filho Mendonça Filho e o seu genro Augusto Coutinho. Ambos forjados na mesma escola que fez de Mendonção não apenas um político longevo. Mas, uma águia na arte de sobreviver bem, manter os adversários ocupados e fincar raízes tão fecundas quanto à baraúna que lhe deu esse expressivo codinome.

Dom Pablito
Janeiro/2011

Crônica: Morreu o pé de castanhola

Atendendo a pedidos de amigos/colaboradores, vamos postar no abelhudo, algumas crônicas que foram divulgadas pelo sanharonews.

(Crônica oferecida aos amigos Helena e Leonan Tenório)

 

 

Quase tive um choque ! Ao chegar à casa de papai vi que faltava algo  que me pareceu estranho! Havia sumido, desaparecida aquela árvore que como guardiã daquele lar, estava ali fincada há décadas, muito antes da construção daquela nossa nova casa.

 

Fui então informado de que o nosso pé de castanholas havia morrido. Sucumbira ao tempo, deixando órfãos os animais que por muitas décadas se abrigaram à sua sombra, além dos veículos que ali também faziam pouso.

Aquela castanhola era co-irmã de outras dezenas que permearam as nossas ruas. Principalmente a nossa Coronel Júlio Nunes. Essa rua era repleta de pés de ficus e de castanholas, a saber: Havia pés de ficus nas casas de Antônio Avelino, no armazém de Zé Monteiro, na casa de Totô Batista, na fábrica de Aristides Guimarães, na casa de Sebastião Porfírio e na bodega de meu pai, Paulo Muniz. Representava a metade linear da rua. A outra metade era repleta de castanholas. Salvo engano, essa falecida, representava um dos últimos espécimes que ainda resistiam às intempéries do tempo.

 

A nossa cidade é muito pobre em arborização. Do tempo que me entendo como gente, reconheço as árvores que já encontrei, basicamente, castanholas e ficus. Lembro que Erivaldo Monteiro, quando prefeito, mandou arborizar com algaroba, isso na década de setenta. Mais de vinte anos depois, Geovane Leite, disseminou o plantio de sombreiros que hoje embelezam principalmente a sua rua, Dr. Benjamim Caraciolo. A rua que hoje eu moro, a Jurandir de Brito, é a recordista da cidade por metro quadrado sem ter árvore alguma. Uma pena!

 

À sombra daquele pé castanholas, papai conseguira com seu fiel amigo  João do Grupo, um banco de praça. Esse banco é remanescente daquela primeira praça erigida por volta dos anos cinqüenta. Formavam uma excelente dupla. Esse velho banco, viúvo da castanhola, certamente terá muita paciência para esperar o crescimento desse novo amigo – um sombreiro que minha irmã, Frai, o adotou.

 

 

 

Muitos hão de se lembrar do flamboyant que ficava em frente à bodega de Sebastião Simão e da casa de dona Regina, mãe de Vavá Frazão. Era um dos veteranos, cuja beleza foi incorporada a paisagem bucólica da nossa Praça capitão Augusto Rodrigues. Desafiou o tempo a florir nos finais de ano.

Até que alguém, impiedosamente, mandou ceifá-lo. Primeiro pelas picaretas e machados. Como resistia bravamente, parecia até que quanto mais o maltratavam mais ele se agarrava à terra que lhe viu nascer e florescer. Foi enfim acorrentado e puxado pela força de um trator sob os olhares complacentes dos que viram e calaram. Em seu lugar foi plantado um pé de não sei o quê. Até hoje, já se passaram alguns anos e o infeliz ocupante, não deu ar de sua graça. Bem feito!

 

Fico a imaginar quais mãos abençoadas plantaram essas árvores e outras mãos que as regaram e fizeram-nas tão resistentes. O pé de figo em frente à minha antiga casa foi nossa paixão, até ser trocado por essa castanhola, quando nos mudamos do número 132 para 158 da mesma rua que nos viu crescer.

 

As árvores, como as flores e as pessoas, também vivem de amor. Sem a pieguice do saudosismo, devemos nos sentir donos daquilo que nos pertence, ainda que seja historicamente. Vejo certa preocupação com o novo. O centro da cidade foi todo desfigurado. As fachadas das casas foram literalmente modificadas. Enfearam a Casa Paroquial com aquelas janelas horríveis de basculhantes retirando as de postigos. O Mesmo fez dona Sônia de Joel. A casa de Mariolinda foi ultrajada pela ganância de certo comerciante. A única coisa bonita que existia no prédio da prefeitura, eram dois pinheiros que o prefeito à época, numa atitude insana, mandou cortá-los. Não devemos esquecer do prédio do nosso antigo cinema. Não merece qualquer comentário. Resta o quê? A casa de dona Aliete que mudou o muro original, era todo ondulado, a casa, hoje, de Leonides que mudou a concepção das portas e janelas e vai, vai, chega-se ali na casa onde mora Aiá Ledo. Essa, acho eu, é das últimas que não sofreu nenhuma mutilação física. Sua fachada é a mesma desde quando a sua esquerda funcionava a Sede que antecedeu o nosso Clube Lítero Recreativo. Há ainda uma outra com bom aspecto arquitetônico que é a casa dos herdeiros de João Avelino.

 

A fachada da antiga coletoria estadual, hoje, sede do Conselho Tutelar é também remanescente dos anos sessenta e mantém a sua originalidade. Outra mudança negativa ocorreu no muro da Escola Nossa Senhora de Fátima. Era ondulado e combinava com o arco do portal de entrada. Faltou competência ou bom gosto para saber mantê-los.

 

Creio que a única construção no centro da cidade que ainda se mantém fiel as origens é a “casinha” do antigo motor-da-luz, ali junto ao nosso Clube. Quem sabe se pudesse ser tombada e se transformar num espaço ligado à cultura e a história do município. Há de se ressaltar o trabalho de restauro dos prédios que serviram a Refesa, hoje pertencentes ao município, e que agora têm serventia ao tímido movimento da nossa cena cultural.

 

Lembrar os pinheiros que embelezaram a nossa praça principal. Nasceram no início dos anos setenta, quando da administração do então prefeito Paulo Foerster, cuja obra de maior destaque foi a construção da nova praça. Diga-se de passagem, que essa obra foi motivo de orgulho para todos. Recordo, no período natalino, quando as luzes nos pinheiros formavam um belo conjunto, pareciam Árvores de Natal. Infelizmente, faltou zelo e atenção e as lindas araucárias, não resistiram às pragas e tiveram que ser dizimadas. Lamentável!

 

Faz bem aos nossos olhos, os pinheiros que imponentes, decoram a frente do Hospital João XXIII. Há outros, juntamente com belas palmeiras no antigo Colégio Pio XII e Escola Normal Emilia Câmara. Árvores essas remanescentes das ações prioritárias do saudoso e inesquecível Padre Heraldo Cordeiro de Barros.

 

Fico imaginando, onde foi parar o pé de romã de dona Sinhá? Ressurgiu. Foi estoicamente resgatado graças à verve do nosso conterrâneo, os grande Carlos Elder e seu irmão Romerão, em brilhante composição.

 

Quem nos dera que houvesse uma campanha para se resgatar a mata ciliar do rio ipojuca, ainda que contemplasse apenas o perímetro onde ele, feito uma cobra, passa silente pela zona urbana da nossa cidade. O rio está com a sua calha totalmente assoreada e, hoje, representa um risco muito grande em períodos chuvosos.

 

Mas, voltando a minha tristeza pela perda do pé de castanholas. Conforta-me saber que outras pessoas também o admiravam. Alguém, no afã de me conformar, falou – “ora Paulinho, isso tava muito velho”. Lembrei-me de que o mesmo eu ouvira quando da retirada do flamboyant da praça. Pensei com os meus botões, qual sorte daremos as coisas que estão ficando velhas ?

Mesmo sendo um vegetal, que tal transferir o exemplo para o ser humano? O que faremos com os nossos velhos e o que farão conosco dentro de alguns anos? Lembrei-me de um pensamento do grande poeta Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem – por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.

 

Dom Pablito

Dona Maria – Uma heroína sanharoense.

MARIA VALENÇA BATISTA

 

 

Viúva aos quarenta anos. Nove filhos e uma vida pela frente cheia de desafios. Casada com Sebastião Valença. Agropecuarista, lutador pela vida e pai de uma prole imensa, deixou o nosso convívio ainda muito cedo. Dona Maria Valença Batista, assumiu as rédeas da família e hoje, ao comemorar seus setenta anos, tem sim, muito o que comemorar! Tivemos oportunidade, o ano passado, quando do jubileu de prata do Grupo Irmãos Valença, de enaltecer a tenacidade dessa laboriosa família. De Evandro à Val, passando por Edivaldo, Edinaldo, Ezio, Evanildo, e as meninas: Salete, Sônia e Sandra. Há ainda os aderentes, tais como genros e noras. Hoje, dezenas de netos e até bisneto. É uma família que orgulha a cidade de Sanharó. Ao comemorar tal data, torna-se motivo da alegria de todos os familiares e um sem número de amigos que se irmanam para desejar a Matriarca, dona Maria, muita saúde, paz e que continue sendo a guerreira de sempre. Orgulhosa de ter entregue ao mundo uma plêiade de gente decente. A honra e dignidade, em conjunto com o espírito de luta e a determinação desse grupo é, de fato, um Patrimônio Vivo da história do nosso município.