Category Archives: Copa do Mundo 2014

Brasil: 83% dos Estrangeiros deram notas positivas sobre a Copa do Mundo *

Organização da Copa é

bem avaliada por 83%

dos estrangeiros

A maioria dos estrangeiros apoiou o evento no Brasil

A maioria dos estrangeiros apoiou o evento no Brasil

A Copa do Mundo no Brasil surpreendeu positivamente os estrangeiros que vieram ao país para assistir aos jogos, revela pesquisa Datafolha realizada entre visitantes de outras nacionalidades que acompanharam o Mundial.

Em alguns quesitos, a aprovação foi quase total: 92% dos visitantes elogiaram tanto o conforto quanto a segurança dos estádios da Copa. Uma maioria absoluta de 76% também achou ótima ou boa a qualidade do transporte até as arenas do Mundial.

A hospitalidade dos anfitriões da Copa é um dos grandes destaques: 95% dos estrangeiros avaliaram a recepção como ótima ou boa.

A maioria (90%) acompanhou notícias sobre o Brasil antes de viajar. Metade deles (50%) disse ter ouvido mais relatos negativos do que positivos. Mas números contundentes mostram que eles acabaram bem impressionados.

A organização da Copa foi avaliada como ótima/boa por 83% dos estrangeiros. Para 12%, foi regular; e apenas 3% consideraram ruim/péssima. Uma maioria de 51% achou a organização em torno do Mundial melhor do que a esperada.

Alvo frequente de críticas e protestos entre os brasileiros, a mobilidade urbana foi avaliada como melhor do que o esperado para 46%, dentro do esperado para 40% e pior que o esperado para 11%. Sistemas de comunicação (telefonia e internet) e preços praticados em geral (alimentação, hotéis e transporte aéreo) tiveram avaliações negativas acima da média.

Consideraram ruim/péssimo o custo de vida 29% dos entrevistados; e o preço dos hotéis, 27%. Os sistemas de comunicação foram aprovados por uma minoria de 41%. A segurança, ponto sensível para estrangeiros que visitam o país (e para brasileiros que vivem aqui), superou as expectativas de 60%.

A pesquisa ouviu 2.209 estrangeiros de mais de 60 países nos aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília e em Fan Fests e locais de grande concentração nas cidades de Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília entre os dias 1º e 11 deste mês.

Esse universo não representa a totalidade de estrangeiros presentes no país. Segundo o Ministério do Turismo, cerca de 1 milhão de estrangeiros de 203 países vieram ao Brasil para a Copa. A pesquisa também procurou aferir a opinião espontânea dos estrangeiros.

Para eles, hospitalidade, simpatia e amabilidade são que o país tem de melhor: 42% citaram as pessoas e características relacionadas a elas (entre argentinos, esse índice cai para 35%). A beleza das mulheres teve 11% das citações espontâneas.

Os estrangeiros também opinaram sobre o pior: 18% citaram temas relacionados à pobreza, desigualdade social, favelas e moradores de rua. Uma parcela similar (16%) indicou a falta de segurança. Em seguida aparece o trânsito, com 8%.

“Os turistas levam uma imagem positiva, mas perceberam o alto custo de produtos e serviços, assim como a desigualdade social e a insegurança“, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

Questionados depois de alguns dias (de Copa) no país, 69% disseram que morariam no Brasil.

 

* Fonte: O Globo/FERNANDO CANZIAN DE SÃO PAULO

Crônica: Brasileiro, sim. Com muito Orgulho! – Por Gera Santana *

Brasileiro com muito orgulho

 

Momento sublime. Na hora do Hino Nacional a torcida em campo emocionava a Nação...

Momento sublime. Na hora do Hino Nacional a torcida em campo emocionava a Nação…

 

 

 

O show já terminou, vamos voltar à realidade, não precisamos mais usar aquela maquiagem. Foi um sonho carregado de orgulho em saber e comprovar que somos capazes de organizar uma Copa do mundo, além do mais foi mostrado a beleza, os costumes, as praias, musicas e a recepção maravilhosa que o nosso povo maravilhosa e costumeiramente faz.

Os meios de comunicação enviaram as nossas imagens que encantaram o mundo inteiro e o nosso povo cativou todos os continentes.

No campo de jogo, entretanto os nossos sonhos foram cheios de pesadelos desde a convocação até a ultima etapa da competição. Como bons brasileiros que somos até nos enganamos e sonhamos que seríamos Hexa Campeões, porém os Deuses do futebol jamais permitiriam que os nossos gritantes erros fossem premiados e sim nos penalizaram pelos nossos pecados.

Organizamos uma grande Copa do mundo e o mundo nos aplaudiu, pois a organização foi muito boa, os nossos estádios provaram ser maravilhosos. A segurança de todas as delegações foi espetacular, a nossa mobilização foi a contento, os nossos aeroportos hoje se igualam aos dos países mais desenvolvidos do mundo, a nossa comunicação se apresentou moderna e tecnologicamente avançada enviando mensagens e imagens perfeitas para o planeta ver, ouvir e se deliciar e o nosso povo deu um banho de civilidade e educação que o mundo inteiro teve que se curvar e reverenciar a nossa pátria na sua maneira de ser e viver e principalmente em recepcionar o mundo.

As grandes estrelas do futebol mundial se sentiram em casa e os figurões da FIFA ficaram impressionados com o poder de união dos brasileiros que se uniram para promover e realizar a maior copa de todas as copas.

Teremos no pós copa uma herança maior que imaginávamos:

As grandes arenas capazes de encantar a todos e receber qualquer equipe para a prática do futebol de alto nível.

As vilas da copa que servirão de moradias e ou alojamentos para as grandes competições.

O reconhecimento do mundo, pois o intercâmbio cultural foi excepcional e todos os nossos visitantes estão extasiados com tamanho envolvimento e respeito por todas as raças, credos e origem.

A sinceridade dos nossos sorrisos e os sentimentos das nossas lágrimas.

• A forte força das competições durante as práticas desportivas e os abraços e a confraternização após os jogos, independentemente de qualquer resultado.

O exemplo a ser seguido dos japoneses em limpar a arquibancada e retirar o lixo após os jogos.

Unidos somos mais forte e respeitado por todos.

Somos brasileiros e amamos o nosso país na vitória e na derrota, saberemos tirar proveito dos nossos erros para fortalecimento para as futuras competições.

O orgulho de ser brasileiro ficou patenteado e registrado.

Saudemos a Alemanha, campeã da Copa de 2014 uma grande equipe e seus grandes atletas com um entrosamento perfeito além de uma Comissão Técnica competente e de uma simplicidade ímpar. Reconheçamos com respeito os seus méritos.

Vamos tirar partido das nossas observações, dos nossos grandes erros, da nossa arrogância (Comissão Técnica), dos pequenos acertos e vamos com trabalho e humildade recuperar o nosso prestigio no mundo da bola.

Por favor, dirigentes da CBF – Tenham respeito pelos brasileiros e por sua maior paixão. Felipão… Seleção é para convocar os melhores, os mais experientes, os que fazem o adversário tremer de preocupação e é lógico os promissores jovens para adquirir experiência, pois eles serão os sustentáculos do amanhã.

E pra finalizar, não é esse trabalho mal feito e sem rumo apresentado por nossa seleção que abalará o nosso sentimento de brasilidade, amamos o nosso país, amamos a nossa seleção e não é e nem será um grupinho de incompetentes mal intencionados e protegidos pela CBF que maculará o nosso amor ao Brasil.

SOMOS BRASILEIROS E COM MUITO ORGULHO E MUTO AMOR!

 

Gera Santana pesqueira

 

* Autor: Gera Santana  –  Geraldo Santana é professor, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta, radialista e cerimonialista.

Copa do Mundo: Sai a lista dos 11 Melhores Jogadores, com 2 brasileiros *

 

Seleção da Copa do Mundo

não tem Messi;

Kroos é o craque

 

 

 

Segundo ranking desenvolvido por patrocinador da Fifa, a equipe do Mundial tem cinco alemães, dois brasileiros, dois holandeses, um colombiano e um argentino; conheça

 

 

manuel neuer alemanha 2

 


1 – O paredão Manuel Neuer sofreu apenas 4 gols na competição, e se destacou atuando como um líbero em diversas situações de jogo. Nota 9,33

mats hummels alemanha

 

2 – O zagueiro alemão Mats Hummels, passou segurança durante toda a campanha da campeã Alemanha. Nota 9,66

 

thiago silva Brasil

 

3 – Thiago Silva foi o único defensor brasileiro a entrar na lista. Quando o Brasil levou 7 a 1 da Alemanha, ele não estava lá. Nota 9,54

stefan du vijri Holanda

4 – O zagueiro holandês Stefan de Vrij ajudou a Holanda a ser uma das seleções mais temidas dessa Copa. Nota 9,7

 

 

marcos rojo Argentina

 

5 – O lateral Marcos Rojo, da vice-campeã Argentina, teve ótima atuação durante em toda a campanha de sua seleção. Nota 9,51

 

Phillipp Lalm Alemanha

 

 

6 – Philipp Lahm atua como meio-campista e lateral direito. Sua eficiência em ambas as posições o credenciou a entrar na seleção da Copa: nota 9,39

 

james rodriguez colombia 2

 

 

7 – James Rodríguez caiu nas quartas de final. Mas, além de acabar como artilheiro da competição, ainda entrou na seleçaõ da Copa: nota 9,37

 

Oscar Brasil

 

 

8 – O meia Oscar foi um dos que se salvou da seleção brasileira. Marcou dois gols e não comprometeu. Nota 9,57

 

Tony Kroos Alemanha

 

 

9 = Tony Kroos foi o grande craque da Copa, na opinião do ranking da Fifa. Nota 9,79 para o ótimo meio-campista alemão, um dos pilares da seleção tetracampeã

 

thomas muller alemanha

 

 

10 – Thomas Muller, 24 anos, marcou cinco gols neste Mundial e já soma 10 gols em Copa. Nota 9,63

 

robben Holanda

 

 

11 – Robben não foi campeão de novo, mas novamente se destacou. Para muitos analistas, ele foi o grande cara da Copa. Nota 9,74

 

SAIBA TAMBÉM 

Saiba quanto cada seleção recebeu por participar da Copa do Mundo

* Fonte: FIFA/ESPN

 

BRASIL: 10 Coisas que a Copa do Mundo nos ensinou, segundo o Daily Mail *

Jornal inglês faz lista

polêmica com 10 coisas

que a Copa ensinou

Jornal inglês lista 10 coisas que a Copa-14 ensinou

O diário inglês Daily Mail publicou 10 lições que a Copa do Mundo de 2014 nos deixou e algumas delas causam controvérsia.

A humilhação diante da Alemanha foi a pedra final sobre a realidade atual do futebol brasileiro

A humilhação diante da Alemanha foi a pedra final sobre a realidade atual do futebol brasileiro

1- Faz tempo que o Brasil deixou de ser o dono do ‘joga bonito’: A humilhação diante da Alemanha foi a pedra final sobre a realidade atual do futebol brasileiro. Sem convencer desde o início da Copa, a seleção não encanta mais como antes

Luizito Suárez de heroi a vilão. Um craque de bola

Luizito Suárez de heroi a vilão. Um craque de bola

2- Disputas entre seleções são o ápice do futebol: Por melhor que sejam os campeonatos nacionais pelo mundo, a recepção e carinho da torcida para seleções como Argélia, Costa Rica e Colômbia mostram que só as seleções têm o poder de criar uma comoção tão grande entre as pessoas

3- Só vontade não ganha jogo: Não se vence um jogo só com a paixão e vontade demonstrada por Suárez no Uruguai, nem apenas com tática como a Costa Rica. Deve haver um equilíbrio entre os dois, e o desempenho da seleção brasileira, tão fundamentado no emocional que na fase final do torneio fez os atletas se desmancharem em lágrimas e nervosismo, foi um lembrete do que não deve ser feito

Seleções como a da Colômbia encantaram com futebol, ofensivo

Seleções como a da Colômbia encantaram com futebol, ofensivo

4- Futebol ofensivo chegou para ficar: o ímpeto no ataque de seleções como Chile e Colômbia encantou o mundo e deve conquistar mais admiradores daqui em diante

Jogadores ingleses custam muito e não jogam o que valem

Jogadores ingleses custam muito e não jogam o que valem

5- Jogadores da Inglaterra ainda são supervalorizados: o desempenho inglês na Copa-2014 pode não ser tão ruim como os números mostram, mas a imprensa do país ainda acha que os jogadores estão num patamar mais alto do que a realidade indica

Conceito da FIFA está o pior possível

Conceito da FIFA está o pior possível

6- A Fifa está acabada: o escândalo da máfia dos ingressos e as polêmicas envolvendo o presidente da entidade, Sepp Blatter, ajudaram a demolir a imagem já arranhada da Fifa e deixá-la em descrédito com os torcedores

Segundo o Daily Mail as disparidades no Brasil são acentuadas.

Segundo o Daily Mail as disparidades no Brasil são acentuadas.

7- Brasil não deveria ter sediado a Copa do Mundo: por mais que o Mundial tenha se tornado uma experiência divertida e inesquecível, a disparidade de riqueza entre as pessoas dentro e fora do estádio e as inúmeras denúncias de superfaturamento nas obras da competição não deveriam acontecer

8- Louis Van Gaal é um pouco louco: o técnico holandês, que surpreendeu o mundo ao trocar o goleiro antes da disputa de pênaltis contra a Costa Rica, usou pelo menos três formações táticas diferentes durante a Copa do Mundo, e muitas vezes mudou o posicionamento do time durante o jogo. A maioria deu certo, mas não deve ser fácil para os jogadores acompanharem a cabeça do comandante

9- O mundo ainda é enorme: A fama e prestígio das ligas europeias fazem o mundo parecer menor do que realmente é. Na Copa de 2014 alguns dos posicionamentos táticos mais interessantes vieram de seleções fora dos holofotes como Costa Rica, Chile e Colômbia

Equipa da Alemanha - ganhou ao planejamento, a organização e a disciplina - Tetra no Brasil

Equipa da Alemanha – ganhou ao planejamento, a organização e a disciplina – Tetra no Brasil

10- Os alemães acertaram na mosca: após sucessivos fracassos nos últimos anos, a Alemanha resgatou o belo futebol da sua era dourada, produziu ótimos jogadores e uma seleção de dar orgulho

 

Jornal inglês faz lista polêmica com 10 coisas que a Copa ensinou

 

* Fonte; Estadão/Daily Mail 

Editorial: Ganhamos na Copa e Perdemos no jogo *

Ganhamos na Copa e

perdemos no jogo

 

Equipa da Alemanha - ganhou ao planejamento, a organização e a disciplina - Tetra no Brasil

Equipa da Alemanha – ganhou ao planejamento, a organização e a disciplina – Tetra no Brasil

taça da Fifa c fundo escuroFIFA word 2014

12 de junho de 2014, depois de um alarido tamanho do mundo, descobrimos que podíamos acreditar que o nosso país iria fazer bonito na maior festa do planeta. Sempre um “se” em cada história ou muitos “ses”, o nosso começa no show de abertura que podemos sintetizar que foi muito ligeiro e pouco entendido. Depois veio o jogo inicial, quando vencemos o time da Sérvia por 3×1 e ali, já demonstramos nosso cacoete de expertise quando o atacante que nunca atacou – Fred – encenou uma falta que redundou num pênalti e este em gol.

Do dia 13 de junho, portanto há um mês, 63 jogos, com o de hoje, foram realizados por esse Brasil afora, cada um fazendo mais sucesso do que outro. Sucesso absoluto! De público, de estrutura, de festas e, menos um pouco, de mobilidade urbana, mais todos ou quase, chegaram aos estádios para assistir aos tais jogos.

De fato essa performance em todas as doze cidades que realizaram os eventos tornou-se para nós, o nosso principal cartão de visitas. O Brasil recebeu em torno de setecentos mil visitantes, diretamente para os jogos da Copa. O que se via era a maioria dessas pessoas brincando e sorrindo. A convivência com os nativos foi significativa, deixando evidente a hospitalidade e a alegria contagiante dos brasileiros com o evento e, principalmente, com os que vieram de longe para prestigiá-la.

Claro que foram registradas algumas arruaças, por excessos de bebidas ou de coisa muito parecida. Nada que possa ser considerado anormal, em se tratando de evento dessa magnitude.

Por que foi fácil encontrar um título para nominar esse editorial? Ganhamos sim! Ganhamos a Copa da Fifa de Manaus a Porto Alegre ou de Natal a Cuiabá, passando por Brasilia, Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte. E por falar na capital mineira foi lá que passamos a maior vergonha e humilhação que o nosso escrete canarinho já passou nos seus 100 de existência que se completam esse mês.

Parecia uma morte previamente anunciada. Noves fora às bravatas e fanfarrices do nosso técnico Luiz Felipe Scolari. O azedume e a omissão do Carlos Alberto Parreira, bastava entender o mínimo de futebol para ver que a gente estava mais para enganar do que pra jogar.

Nesse quesito deu palpite simples. Amargamos um honroso quarto lugar, com pouco merecimento. Tomamos dez gols em duas partidas, sendo que, os 7×1 para a hoje campeã – Alemanha jamais possam ou devem ser esquecidos. Alguém falou a seguinte: “O Brasil tem Neymar, Portugal tem CR7, Argentina tem Messi e a Alemanha tem um time”. Nada a acrescentar.

Assim cumprimos, historicamente, uma passagem marcante na vida do Brasil contemporâneo. Depois de sessenta e quatro anos voltamos a realizar uma Copa do Mundo e o fizemos com maestria. Com grandeza de espírito e, principalmente, com esmera hospitalidade.

Fosse eu aqui e agora apontar pontos negativos, poderia dizer que dois momentos servem para refletirmos: 1 – a vaia dada durante a execução do Hino Nacional do Chile; e 2 –  os impropérios dirigidos à presidente Dilma que, aliás, foram repetidos mais de uma vez, inclusive, hoje, no maracanã.

Que se há de fazer? Quem iria conter uma multidão enfurecida ou agitada por tantos e tantos problemas que aconteceram antes da Copa? Se a presidente perdoou quem sou eu para ficar atiçando fogo numa hora dessas?
Nós nos aprovamos pela média e considero que o desempenho pode ser considerado bom.

A hora é de mudanças. Várias seleções deixaram boas lições. Não faltaram recursos para a nossa seleção. O planejamento, se é que existiu, foi falho e inoperante. As seleções vitoriosas – Argentina e Alemanha, demonstraram serem peritas na arte de planejar e executar. Os valores individuais dos nossos craques, não foram bem aproveitados. Estamos pobres, talvez até paupérrimos em estratégias de jogo ou como diz o comentarista revoltado – cadê a nossa tática?

Decerto é que deixamos passar uma grande oportunidade de resgatarmos o “maracanaço” de 1950. Impusemos a nós mesmo, outro adjetivo que nivela lá por baixo, nosso tão profanado futebol. Agora adicionamos o tal do “mineiraço”!

Em 2018 tem mais uma Copa do Mundo. Dessa vez será na Rússia. Quem sabe até se a gente não tira o pé da lama e dá, de fato, a volta por cima…

Parabéns a Argentina que foi um adversário brioso e competente. Parabéns a Alemanha que foi um time organizado, brioso, disciplinado e mais competente.

 

Paulinho Portal Sanharó

 

* Autor: Paulinho Muniz – Editor do blog

Copa da Fifa: Pela pálida apresentação, cada jogador brasileiro receberá R$ 817 mil de gratificação *

 

A Triste Partida

 

( foto Getty) Brasil perdeu de 3 a 0 para a Holanda e se despediu de forma melancólica

( foto Getty)
Brasil perdeu de 3 a 0 para a Holanda e se despediu de forma melancólica

 

 

Fiasco rende R$ 800 mil

para cada um da seleção

 

Total da premiação que a Fifa pagará à CBF é de R$ 49 milhões

 

O resultado, para quem jogava em casa, foi um modesto quarto lugar. O futebol, como na humilhante derrota para a Alemanha, foi na maior parte do tempo péssimo. Mas os jogadores da seleção brasileira e membros da comissão técnica vão levar um polpudo cheque para casa pela participação na Copa do Mundo, que acabou para o Brasil neste sábado, com a derrota de 3 a 0 para a Holanda.

Pela quarta colocação, a Fifa vai pagar à CBF um prêmio equivalente, pelo câmbio atual, a R$ 49 milhões. E pelo menos metade desse valor, como foi acordado pelo capitão Thiago Silva, vai para os jogadores e os membros mais importantes da comissão técnica (roupeiros, massagistas e outros de funções mais simples irão receber uma fatia bem menor).

Assim, levando em conta a divisão por 30, os 23 jogadores e mais sete “graúdos” da comissão técnica, a Copa do Mundo vai render pelo menos R$ 817 mil para cada um. Um trabalhador que ganha salário mínimo, teria que trabalhar mais de 90 anos para acumular esse dinheiro.

E o valor pode ser ainda maior, porque ao contrário do que faz a Alemanha, que divulgou publicamente quanto valia a participação dos jogadores no Mundial, na CBF isso é segredo.

O ESPN.com.br apurou que uma vitória contra a Holanda tinha uma motivação extra. Em caso de terceiro lugar, a fatia dos jogadores e comissão técnica no prêmio oferecido pela Fifa iria aumentar.

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* Fonte: ESPN

Brasil/Copa da Fifa: Indicados os 10 jogadores que concorrem à Bola de Ouro *

 

Fifa revela candidatos

à Bola de Ouro

 

James Rodriguez da Colômbia. Um craque  acepção da palavra - Exibições magníficas

James Rodriguez da Colômbia. Um craque acepção da palavra – Exibições magníficas

 

 

 

Lista de indicados ao prêmio de melhor jogador do torneio tem quatro alemães e três argentinos. Neymar é a única presença brasileira

 

Alemanha e Argentina disputam neste domingo, no Maracanã, a grande final da Copa do Mundo. Em campo, sete jogadores terão mais uma partida para alcançar um importante prêmio: a Bola de Ouro, concedida ao melhor jogador do torneio. Pelo lado alemão, Toni Kroos, Mats Hummels, Philipp Lahm e Thomas Muller são candidatos. Entre os argentinos, os indicados pela Fifa são Lionel Messi, Javier Mascherano e Ángel Di Maria. Completam a lista o colombiano James Rodríguez, o holandês Arjen Robben, e o brasileiro Neymar.

Sergio Romero. Criticado antes do início do Mundial, goleiro argentino fez importantes defesas, e pode se juntar a Fillol e Goycochea, caso seja premiado com a Luva de Ouro - foto Agência O Globo

Sergio Romero. Criticado antes do início do Mundial, goleiro argentino fez importantes defesas, e pode se juntar a Fillol e Goycochea, caso seja premiado com a Luva de Ouro – foto Agência O Globo

Criada em 1978, a Bola de Ouro já foi entregue a dois brasileiros. Romário e Ronaldo saíram das Copas de 1994 e 1998 como os melhores jogadores da competição. A Argentina ganhou com Mario Kempes em 1978 e Diego Maradona em 1986, e a Itália, com Paolo Rossi em 1982, e Salvatore Schilacci em 1990. Nas últimas três Copas os prêmios foram para o alemão Oliver Kahn em 2002, para o francês Zinedine Zidane em 2006, e para o uruguaio Diego Forlán em 2010. Além da Bola de Ouro, a Fifa também dá prêmio aos segundos e terceiros colocados na votação. Falcão e Ronaldo levaram a Bola de Prata em 1982 e 2002, e Dirceu recebeu a Bola de Bronze em 1978.

Robben teve destaque em todas as partidas do time holandês - Um craque!

Robben teve destaque em todas as partidas do time holandês – Um craque!

O prêmio da Luva do Ouro, concedido ao melhor goleiro tem apenas três indicados: O costarriquenho Keylor Navas, o argentino Sergio Romero e o alemão Manuel Neuer. O prêmio, que existe desde o primeiro Mundial em 1930, no Uruguai, nunca foi dado a um goleiro brasileiro. Entre os argentinos, Ubaldo Fillol saiu comol o vencedor em 1978, e Sergio Goycochea dividiu, em 1990, a Luva de Ouro com o costarriquenho Luis Gabelo Conejo. Caso Neuer seja premiado, será o terceiro goleiro alemão a receber a Luva de Ouro e se juntará a Sepp Meier e Oliver Kahn.

Manuel Neuer é sem dúvida o melhor goleiro da copa da Fifa 2014

Manuel Neuer é sem dúvida o melhor goleiro da copa da Fifa 2014

Três também é o número de candidatos ao prêmio de revelação do torneio, concedido a jogadores até 21 anos. Os franceses Paul Pogba e Raphaël Varane, e o holandês Memphis Depay são os nomes que podem voltar para casa com o prêmio. O prêmio existe desde 1958, quando foi entregue ao brasileiro Pelé. Nenhum francês até hoje foi premiado. Já entre os holandeses, Marc Overmars foi a revelação da Copa de 1994, quando a seleção holandesa foi eliminada pelo Brasil nas quartas de final.

Mesmo sem reter boa regularidade nos jogos Neymar foi apontado para agradar o Brasil

Mesmo sem reter boa regularidade nos jogos Neymar foi apontado para agradar o Brasil


Por enquanto, o prêmio da Chuteira de Ouro, dado ao artilheiro da competição está nas mãos do colombiano James Rodríguez, que tem seis gols. A Colômbia encerrou sua participação, mas Brasil, Holanda, Argentina e Alemanha ainda têm um jogo pela frente. O brasileiro Neymar, com quatro gols, não voltará a campo, mas o alemão Müller (com cinco gols), o argentino Messi (com quatro), e os holandeses Robben e Van Persie (com três) ainda têm chances de conquistar a artilharia.

V
* Fonte: O Globo/Esportes

Artigo/Opinião: 7 x 1 – Uma catástrofe jamais imaginada – Por Sebastião Fernandes *

É lamentável, deixamos escapar o hexa!

Jornais repercutiram a vergonhosa derrota da seleção brasileira

Jornais repercutiram a vergonhosa derrota da seleção brasileira

Uma catástrofe jamais imaginada! Se assim pudermos qualificar o que aconteceu no último dia 8 corrente! Brasil em campo. Disputa das semifinais da Copa do Mundo 2014 em nosso território. Aproximadamente 200 milhões de brasileiros a torcer cheios de esperança em mais uma vitória. No entanto, após dez minutos de jogo esvai-se o sonho tão sonhado! Será que é maldição?! O destino não nos dá o direito de conquistarmos títulos mundiais de futebol em nossos domínios?! Em 1950 chegamos a final.

Perdemos para o Uruguai em 1950 e 2014 sofremos mais uma derrota vergonhosa, decepcionante pelo placar de 7X1, em favor da Alemanha. Temos consciência de que não estávamos com uma equipe devidamente estruturada. Se fizermos uma análise das partidas anteriores ao desastre do dia 8, vamos verificar que em nenhum momento a nossa seleção nos transmitiu tranquilidade, segurança. Foram sempre resultados arrastados e sem motivações capazes de nos tornar confiantes e esperançosos!… Face a resultados pífios em sem qualquer entusiasmo. Estamos diante das semifinais evidente que a disputa fica mais acirrada e mais competitiva, pelo valor técnico e organizacional da equipe que tivemos a enfrentar.

A Alemanha! Com uma boa performance e disposta a conquistar o seu espaço. Bola em jogo. Dez minutos corridos e equilíbrio em campo. Em seguida surge uma cobrança de escanteio, gol da Alemanha. Desse momento em diante a seleção brasileira perde as estribeiras. Dentro de 6 minutos aproximadamente surgem mais quatro gols termina o primeiro tempo! Nossos meninos ficam perdidos! Perdem o equilíbrio, a noção de jogo. Ninguém se entende mais. Erros infantis e mais erros. A seleção sofre um blecaute! Levando-nos a acreditar que aquele dia não era o dia do Brasil. Foram soltos os “cachorros” para morderem e transmitirem a doença da cegueira os tornando os bobos da “corte”! Vem o segundo tempo, nós brasileiros quando se trate de futebol, paixão nacional! Só desiste quando do último momento, quando não tem mais jeito… Acreditávamos em uma reação em que pelo menos amenizasse o placar. Mas a armação do nosso selecionado estava, continuava em abulia. Perdidos feito menino buchudo, atacados por vermes e lombrigas que sugara-lhes o sangue, as forças e o bom senso e o equilíbrio! Daí surge ao decorrer da partida mais 2 gols Alemães e no finalzinho o gol de honra dos brasileiros. Com este resultado ficamos nós torcedores boquiabertos, nocauteados, desacreditando no que se nos apresentava ao vivo em campo e na TV.

Uma vergonha nacional! Estávamos derrotados! Tinha fugido dos pés e da cabeça dos nossos jogadores o hexacampeonato tão sonhado, tão desejado. Por outro lado sabemos que no jogo todo e possível. Se se estiver a jogar duas situações estão disputadas – face à regra do jogo -, vitória ou derrota. Nesse caso a derrota coube a seleção brasileira, adiando assim o sonho do hexa. Fica certamente uma lição para nossos dirigentes futebolísticos, técnico e até jogadores: devemos ao enfrentarmos qualquer compromisso – não importa a área e ou atividade que se tenha a desenvolver – ter consciência da responsabilidade que se assume e que se tenha respeito para com a causa que está para ser defendida, trabalhada.

É na verdade muito difícil se encontrar uma desculpa ou um motivo pelo qual passou nosso selecionado naquele, 8 de julho de 2014. Arrisco uma opinião: acho que faltou um melhor e maior preparo psicológico do grupo e um bom esquema tático. O Felipão me parece que negligenciou nestes dois aspectos, bem como se pode observar que não havia um segundo plano tático para mudar o quadro traçado a fim de se buscar uma melhor e mais eficiente alternativa de jogo.

Sebastião Gomes Fernandes sorrindo SAM_1084

Pesqueira, 10 de julho de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, colaborador do OABELHUDO, Poeta e cronista. Membro Efetivo e Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Artigo/Opinião: Onde Está o País do futebol? *

A glória e a tragédia passeiam de mão dadas no percurso histórico das nações.

 

O retrato fiel do malogro que foi a seleção brasileira na Copa de 2014

O retrato fiel do malogro que foi a seleção brasileira na Copa de 2014

 

 

De natureza distinta, elas têm um elemento em comum: jamais são esquecidas. Oito de julho de 2014 será a data magna do massacre do futebol brasileiro.
Com efeito, o Brasil viveu (escrevo este artigo um dia após o jogo) noventa minutos de tortura emocional que ferrou a alma nacional para a eternidade. E com os recursos tecnológicos atuais, sete imagens serão repetidas à exaustão como tem sido a patada mortal do uruguaio, Ghiggia, na Copa de 50, diante do mártir Barbosa.

As tragédias no futebol não se confundem com frustrações e decepções ocorridas nas copas em que não chegamos ao título. Elas doem, ensinam, mas passam deixando cicatrizes suportáveis. As tragédias ficam. E podem ser transformadas em lições, forças transformadoras desde que vítimas e responsáveis, em maior ou menor grau, desejem enxergar a dimensão e a profundidade real da débâcle.

Merecidamente, o Brasil tornou-se conhecido como “o país do futebol”. Deveu-se a perífrase a uma associação virtuosa: a conquista de títulos e a produção de atletas excepcionais em larga escala. Vou poupar o leitor dos craques que foram campeões do mundo e puxar pela memória, tentando obedecer precariamente à linha do tempo (com a licença do mestre Arthur Carvalho, a enciclopédia): Friedenreich, Fausto (pérola negra), Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Tim, Zizinho, Danilo, Ademir, Heleno de Freitas, Ademir da Guia, Falcão, Zico, Sócrates, Junior, Cerezzo, Marinho Chagas, Julinho, Dirceu Lopes, Evaristo, Luís Pereira, Careca e por aí vai.

De fato, o Brasil sempre encantou o mundo e foi respeitado pela obra dos seus Ocorre que vertiginosas mudanças da sociedade contemporânea virou o mundo de ponta-cabeça. O tempo passou na janela e o Brasil parece não ter enxergado. Vou mencionar apenas três fatores que, a meu juízo, exercem uma influência fortíssima sobre todo sistema social, particularmente, sobre o futebol:

1. A espetacularização da sociedade. Este fenômeno foi antecipado pela obra do francês Guy Debord, “A sociedade do Espetáculo” (1967). O autor, de sólida formação marxista, anteviu a coisificação da pessoa humana e de, quebra, os valores burgueses todos submetidos à realidade espetacular. Ele anteviu a frenética sociedade do consumo e o poder midiático invasivo e dominante na arte, na economia, na política e na vida cotidiana. E o que tem isso a ver com o futebol? Respondo com uma pergunta: qual o jogador, treinador, que virou estrela, tenha assumido atividades extracampo tão ou mais intensa do que a atividade atlética? É direito de o atleta explorar sua imagem. Até onde? Esta divisão atleta/pop star tem ou não influência no rendimento do jogador? A resposta é um desafio a ser enfrentado. Por enquanto sociedade do espetáculo tem entrado em campo e superado os arranjos táticos.

2. O fenômeno da globalização e o negócio bilionário do futebol. Ingenuidade pura imaginar que os esportes continuassem produtos de prateleiras de mercearia. Porém, a quem aproveita este mercado? O Brasil exporta o que tem de melhor e repatria a laranja chupada. A seleção é uma legião estrangeira. Com salários estratosféricos pagos (pagos?) por clubes, em regra, literalmente quebrados. E aí entra o fator mais próximo e prejudicial ao futebol brasileiro: a gestão dos clubes.

3. A gestão desastrosa dos clubes brasileiros. Em geral, a gestão provoca uma situação insustentável. E começa na forma irresponsável como são tratadas as divisões formadoras de atletas. No mais, basta consultar os trabalhos do especialista em marketing e gestão esportiva Amir Somoggi. Dele, basta citar um dado revelador do desastre: de 2003 a 2013 as dívidas dos 20 maiores clubes aumentaram 415%.

A tragédia, pois, começa fora do campo. A Alemanha tem experiência sobre o assunto. Ganhou 1954 com uma seleção de sobreviventes da II Guerra Mundial. Em 2006, foi castigada dentro de casa. Aprendeu a lição. Cabe a nós com serenidade entender que o país do futebol é o Planeta Terra. Todo mundo aprendeu a jogar. Agora, é coragem para mudar. Caso contrário, o raio caiu duas vezes no mesmo lugar e pode cair outras vezes sobre um povo olhando pro chão, mantida a inércia dos que mandam no futebol.

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Fonte/Autor: Blogdojamildo – Gustavo Krause

Seleção Brasileira: Paixão para muitos e Negócio para poucos – Por Silvio Roberto Freitas *

 PADRÃO FIFA

Seleção brasileira - Um dia pra ser esquecido? Quem dera...

Seleção brasileira – Um dia pra ser esquecido? Quem dera…

Seleção Brasileira – Futebol fraco.

Confiança zero. Negócios, muitos…

 

gol da alemanha fracassoselecinha retrato do fracasso um ri e o outro chora

(Retrato da realidade: o gol, o fracasso, a vergonha. depois, um ri, outros cabisbaixo…)

 

“Essa lapada é bem capaz de nos abrir os olhos e nos fazer enxergar que a solução pra nós não será crucificar que estava em campo. Mas cobrar os que comandam, fora dele.”

 

 

Bom, depois do que aconteceu ontem, é necessário que tenhamos a prudência de não pegarmos alguns jogadores para Cristo, como se fez em 1950 com o goleiro Barbosa, e buscarmos os motivos que nos levaram a este fracasso, assim como os verdadeiros culpados.

Os motivos:

1 – nosso futebol anda caindo pelas tabelas, em relação aos principais centros da Europa, especialmente em relação à Alemanha. O resultado do jogo espelhou a diferença entre a organização do futebol alemão e a bagunça do nosso. Retratou a dedicação e a seriedade deles, e a preocupação em aparecer nossa;

2 – nós não temos evolução tática, técnica ou mesmo física, sendo imprescindível que mudemos radicalmente o planejamento, desde as categorias de base.

3 – os dirigentes da CBF não estão nem um pouco preocupados com , os rumos do nosso futebol, e sim com os lucros e negociatas que podem tocar à custa da nossa paixão, fazendo-se necessário mudar a forma de escolher a direção da CBF, se possível com INTERVENÇÃO IMEDIATA na entidade que comanda os destinos do esporte mais importante do mundo em nosso país;

4 – nossos técnicos estão muito abaixo dos técnicos de outros centros. Detesto Felipão, abomino Parreira, pois, pra mim, ambos não representam o futebol brasileiro. Mas não vejo ninguém, no Brasil, que tenha capacidade para juntar os cacos e remontar nossa seleção. Gallo, que foi do Náutico, como deseja a direção da CBF, vai ser perda de tempo. Tite? Muricy? Ambos, pra mim, são tão obsoletos quanto Felipão e Parreira. Eu traria o técnico da Colômbia, o argentino Pekerman, que está acostumado a lidar com times jovens (lançou Messi na Seleção Argentina) e pensa o futebol como nós gostamos, ou ainda Jürgen Klinsmann, alemão que dirige os Estados Unidos, pra não pensar em Guardiola;

5 – nosso time é infinitamente inferior ao time alemão. Paramos de fabricar jogadores inteligentes, da estirpe de um Gérson, de um Falcão, de um Zico, que pensavam o jogo, isso pra não falar em Pelé e Garrinhcha, para privilegiarmos um futebol feio, sem posse de bola, com correria e trombada. E que não se diga que as ausências de Neymar e Thiago Silva foram cruciais. Talvez a surra fosse menor. A derrota, entretanto, era iminente, nós que não quisemos enxergá-la;

6 – Finalmente, entendo que os títulos de 1994, principalmente, e o de 2002, fizeram um mal desgraçado ao nosso futebol, pois lhe retiraram a essência, que é a arte, pra lhe deixar mecanizado, triste, grotesco e fadado ao fracasso.

7 – No mais, parabéns à Alemanha. Dá gosto ver aquele time jogar bola. Volantes? Não. Meias que marcam e sabem atacar. Parabéns e obrigado! Essa lapada é bem capaz de nos abrir os olhos e nos fazer enxergar que a solução pra nós não será crucificar que estava em campo. Mas cobrar os que comandam, fora dele.

silvio sozinho na arena

* Autor: Silvio Roberto de Freitas – É Pesqueirense e advogado. (Na foto o autor prestigiando um jogo na Arena Pernambuco)