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Movimento Cultural/Crônica: Pessoas – Érico & Jamilly – Por Zezé Freire *

PESSOAS

                                                                      ZEZÉ FREIRE

Se você vier pro que der e vier comigo
Eu lhe prometo o sol… se hoje o sol sair
ou a chuva… se a chuva cair
Se você vier até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar
E neste dia branco se branco ele for
Esse tan…to, esse canto de amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo
Autor: Geraldo Azevedo

 

 

 

A vida é bela! Tenho a certeza disso. Quando ciente das violências, corrupções e desmantelos em todos os setores do planeta terra presencio o sorriso de crianças, obras de artes da natureza e produzidas pelo homem, atos de solidariedade, comemorações de conquistas profissionais e, principalmente, celebrações do Amor: nascimentos, aniversários, casamentos e funerais.

A vida é bela! Quando somos convidados a participar da celebração de momentos felizes dos amigos e familiares. Foi isso que aconteceu no sábado, 16 de agosto de 2014 quando Érico Vasconcelos – administração no Grupo Torres ( pais: Fernando Calado e Frascinete) e Jamilly Meneses – advogada na empresa GM Advogada ( pais: Geneci Tomás e Lucineide) , reuniram parentes e amigos nos salões do Hotel Estação Cruzeiro para assistirem a bênção nupcial e compartilharem a festa de casamento, consolidações dos seus sonhos de amor.

A vida é bela! Quando escutamos depoimentos de gratidão a quem não poupou esforços para cuidar, educar e orientar para uma vida cidadã. Foi Isso que Erico e Jamilly fizeram nas palavras dirigidas aos seus pais.

A vida é bela! Quando felizes ficamos ao presenciar almas que se encontram- não só para os afagos e beijos, o que é muito bom e essencial para alimentar a vida – porém, para muito mais: darem continuidade à família vivenciando alegrias e tristezas, saúde e doença e, enfim, estarem juntos para o que der e vier. Foi isso que vislumbrei para a vida de Jamilly e Érico! Que sejam felizes com as bênçãos dos céus!

* Autora: Zezé Freire – MARIA JOSE CORDEIRO FREIRE, é assistente social, professora, colaboradora do OABELHUDO, cronista, poetisa e escritora. É autora/coordenadora  do livro – Na Janela do Tempo.

Crônica: O papel higiênico da empregada *

 

 

O PAPEL HIGIÊNICO DA EMPREGA

 

Quando a gente é criança, acha que todo mundo é legal, que todo mundo é da paz, e de repente começa a crescer e vai descobrindo que não é bem assim. Eu lembro que, ainda menina, foi um choque descobrir que as pessoas mentiam, enganavam, eram agressivas. Porque aquelas pessoas não eram bandidas: eram colegas de aula, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com os amigos e, ao mesmo tempo, extremamente estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era sua melhor amiga na terça-feira e na quarta não olhava pra sua cara.

Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao mundo. Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria uma pessoa do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que certo dia fui na casa de uma colega. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadíssima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato. Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço.

Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a índole das pessoas. Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de se perceber como certos preconceitos seguem bem firmes.

Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato pra empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário, que pode se manifestar através de pequenos gestos.

Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor.

* Autora: Martha Medeiros – É escritora

Movimento Cultural/Crônica; Grandes Perdas… – Por Sebastião Fernandes *

Grandes perdas!

 

A saber; Odete de Andrada Alves, Leonides de Oliveira Caraciolo, Jarival Cordeiro do Amaral e ágora Aluiz Tenório de Brito. 

Fica na Verdade hum Vazio los NOSSOS Corações UMA Vez Que com ESTAS Criaturas Vivemos dias gloriosos, Onde comungamos SUA Cultura, SUAS Atividades Literárias e disponibilidade parágrafo SERVIR e SERVIR bem à Sociedade

A Academia Pesqueirense de Letras e Artes, Entre OS Anos de 2013 e 2014 sofre uma Perda de Grandes Seres Humanos Que viveram, amaram e Deram hum pouco de si los prol da Nossa Educação, Cultura e Arte s. No Ano de 2013 seguiram parágrafo SUA Verdadeira morada – o de Além! Os Queridos (a) confreira: Odete de Andrade Alves , Falecida los 23/02/2013. Natural de Custódia – PE, pesqueirense POR adoção. Professora Licenciada los Pedagogia dedicou Toda SUA Vida uma Formação Educacional das Crianças, Jovens um pesqueirense Adultos, escritora e Jornalista, Membro fundadora da Nossa Academia.

Deixou dona Odete hum grande Exemplo de Vida. Conselheira, amiga e autentica Acadêmica. Dentre SEUS Escritos PODE-se considerar o Livro “Do âmago da Memória”, das UMA Como Melhores Obras dentre Toda SUA Produção Literária. FOI Odete hum Exemplo de Vida, de Dignidade e de Simplicidade.

O Confrade: Leonides de Oliveira Caraciolo, sanharoense, engenheiro, Escritor, historiador e memorialista, Chegou a Exercer o Cargo de Presidente não PERÍODO de 2009, um de 2012 FOI also Membro da Academia de Letras de Belo Jardim. Deixou Vários Livros publicados, Entre enguias citamos o Livro “Sanharó. Da Colmeia à Cidade “.

Em 2014, seguem com Certeza o MESMO Caminho, confrades SO: Jarival Cordeiro do Amaral , nenhum dia 04 de junho de 2014 Membro Fundador da Academia, Radialista, Escritor, poeta e cronista. Muito Nos orgulhou com SEUS Belos poemas e Dedicação à literatura. Assíduo e Ferrenho colaborador das Causas e Projetos Postos los pauta Pela Nossa agremiação!

Gilvan de Almeida Maciel , nenhum dia 06 de setembro de 2014 Formado Médico Veterinário, professo da UFRPE, FOI presidente da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária, historiador, organizador do Livro: . Patronos da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA Membro efetivo prestou Grandes Serviços. FOI UM entusiasta los Tudo Que se referia à Dinâmica e ordenação Sistemática da Vida Acadêmica. E UMA de SUAS Marcas O Painel contemplando OS NOSSOS 40 patronos.

Aluiz Tenório de Brito faleceu no dia 10 de setembro de 2014 Juiz de Direito, professor, Magistrado, obstinado POR Tudo Que dizia Respeito à sustentabilidade e autoafirmação da Vida Acadêmica. Nao esforços de mídia, when necessario se Fazia Presente e prestativo from that los favorecer da Educação, da Cultura e das Artes. Exerceu o Cargo de Presidente POR Dois mandatos . Obstinado amante das letras tinha Verdadeira Admiração, Amor e Dedicação à Causa da Educação. FOI Fundador da (Esmape) – Escola Superior de Magistratura de Pernambuco. No distrito Onde nasceu – Mimoso -, instituiu a Fundação Possidônio Tenório de Brito com o Objetivo de Incrementar Ações direcionadas a Educação das Crianças, Jovens e Adultos. CRIOU UMA das MELHORES Bibliotecas fazer interior pernambucano.

Todos Estes autênticos (a), admiráveis ??imortais fizeram enaltecer e engrandecer SEM sombra de Dúvida uma História Literária da Nossa querida Pesqueira e Cidades Que fazem Parte da Nossa área de jurisdição. Todavía um parágrafo CADA UM Vida de Nós TEM o Seu Caminho e Seu Objetivo final, evidenciados, se fizermos com that A Nossa Missão Neste Planeta Terra, SEJA los função fazer Comum MEB. Perde a Academia Pesqueirense de Letras e Artes, PERDE a Comunidade.

Fica na Verdade hum Vazio los NOSSOS Corações UMA Vez Que com ESTAS Criaturas Vivemos dias gloriosos, Onde comungamos SUA Cultura, SUAS Atividades Literárias e disponibilidade parágrafo SERVIR e SERVIR bem à Sociedade. .Não E Confortável Falar SOBRE SUAS Ausencias definitivas, mas, OS momentos agradáveis ??de Trocas de Experiências Que Vivemos Nos confortam. Pois, acreditarmos Que a Vida continua e Que a Graça de Deus permita OS POR los Ordem SUAS Vidas.

Aprender, aprimorar e Viver SUA Verdadeira Essência. Voces amigos deixam-SOE hum grande Legado, Que Só Nos engrandece. Por Outro Lado, FICA uma saudade, mas, AO MESMO ritmo a alegria de TERMOS aprendido e Muito com sues conhecimentos, Dedicação e Amor AO Maior e Melhor Instrumento Capaz de promover o SER HUMANO, Como Criatura de Deus a Serviço do Bem maio r. O Amor, a Fraternidade, uma compreensão EO Respeito Pelos NOSSOS semelhantes.

A Preocupação com a Educação, a Cultura, a Arte, FOI, contudo UMA Experiência vivenciada POR VOCES that enriqueceram SEUS Currículos ea História do Nosso Município cultural. O Homem Só alcançará Prosperidade, Crescimento, alegria de Viver, se na Verdade cultivar Sentimentos fundamentados no Amor e na Fé! Nossa Vida não de Além Será, Melhor e proveitosa se o praticamos that here tenha contribuído par Nosso Bem-Estar e da Humanidade.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes . Sebastião e Sociólogo, Escritor, colaborador fazer OABELHUDO , Poeta e Cronista. Membro efetivo e presidente da Academia Pesqueirense de Letas e Artes. .

Artigo/Homenagem: Gilvan de Almeida Maciel. 40 anos de boa convivência… – Por Paulinho Foerster *

 

GILVAN DE ALMEIDA MACIEL

 

Gilvan partiu, inesperadamente, ao amanhecer do dia 06 de setembro passado, sem nos avisar, como era a sua inconteste característica, porém deixou uma história e um legado inestimável. Exemplo em vida de ser humano, profissional, dirigente batalhador e íntegro.

Há quarenta anos passados, tive a satisfação de conhecer Gilvan de Almeida Maciel e por mais de trinta e cinco anos tivemos uma convivência efetiva, propiciadas por nossas atividades profissionais e ações na política classista. Essas décadas foram suficientes para conhecer de perto o profissional, colega, amigo, o pai de família e porque não as suas ” ranzinzes”.

Posso afirmar, com plena convicção que o Colega Gilvan, foi o “Homem dos sete instrumentos de Ouro” e cada instrumento, magistralmente tocado representa o esplendor das diferentes fazes do seu cotidiano, aliás, fato notório na vida dos grandes mestres: escritores, escultores, pintores, etc. que foram consagrados pela humanidade através dos tempos.

Primeiro instrumentoFase da juventude. Época em que as lideranças estudantis eram por demais atuantes e os ideais de liberdade e democracia foram bandeiras de lutas. Dentro deste contexto emergiram grandes líderes nacionais. Gilvan em passo de mágica se sobressai como líder estudantil na sua própria faculdade, ocupando a presidência do Diretório Acadêmico da União dos Estudantes de Pernambuco em dois mandatos, privilégio até então só alcançado por estudantes das tradicionais faculdades pernambucanas. Nessa condição foi conselheiro da UNE.

Estava plantada a semente do futuro líder.

Segundo instrumento Fase profissional. Como médico veterinário recém-ingressado no Serviço de Inspeção Federa do Ministério da Agricultura, logo se destaca pelo seu espírito voluntarioso, organizacional e comprometido com a dignidade e respeito à saúde pública, é então, convocado para exercer um dos mais importantes cargos diretivos: Chefe do Posto de Inspeção de Produtos Agropecuário (POINS) da Capital de São Paulo, subordinado a Inspetoria do SIPAMA. Esta linha de trabalho e ilibada conduta, lhe reservou o reconhecimento nacional. O seu bem sucedido trabalho irradiou-se para outros estados, como Pernambuco, onde soergueu a Inspetoria Regional do SIPAMA/MA, com sede no Recife, e posteriormente implantou e organizou outras ações dentro do próprio Ministério da Agricultura. A sua desenvoltura e compromisso com o Serviço Público abriram novas fronteiras e desafios na iniciativa privada, onde ocupou cargos diretivos em indústrias produtoras de carnes para exportação internacional, nos estados de Pernambuco e da Bahia.

Terceiro instrumentoFase de professor. A experiência acumulada, aliada ao profissional zeloso e estudioso, o fez chegar aos bancos universitários, inicialmente na USP – São Paulo e posteriormente na UFRPE, onde centenas de estudantes tiveram aprendizado teórico e prático de tecnologia de alimentos de origem animal, calcados em conceitos científicos universais e atualizados. Sua atividade no magistério foi além de um simples professor. Prof. Gilvan foi antes de tudo, um colega, um confidente, e um conselheiro para os momentos de incertezas. Essas suas ações lhe renderam a amizade efetiva e respeito de inúmeros profissionais espalhados em todos os recantos do território brasileiro.

A experiência profissional e de professor lhe propiciaram a publicação de vários artigos de pesquisas e participação em dezenas palestras, painéis e eventos ligados a Medicina Veterinária.

Quarto instrumentoFase de Líder classista. No início da década de 80, um grupo de colegas reconhecendo o fantástico potencial do Dr. Gilvan, o convida para participar da luta classista. Quase de imediato é indicado para a Vice-Presidência da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária. Era o limiar de uma nova era. Iniciava-se uma das mais belas fases da história da medicina veterinária brasileira. Tudo que for dito e escrito sobre esta fase do Gilvan, nunca será suficiente para exprimir a grandeza do seu trabalho. A própria história do Conselho Regional de Medicina Veterinária em Pernambuco está restrita a duas épocas. A primeira antes do Gilvan e a segunda após a administração de Gilvan Maciel.

Naquele áureo período, o pequeno e desconhecido CRMV-PE se vê diante de Presidente capaz, atuante, extremamente organizado e fiel aos princípios éticos e aos compromissos para com a sua classe. No final do seu mandato, o Conselho que funcionava precariamente em instalações gentilmente cedidas pela Secretaria de Agricultura, estava organizado administrativamente, possuidor de veículo para os trabalhos de fiscalização terreno adquirido para construção de sede própria, projetos arquitetônico, estrutural, elétrico e hidráulico elaborados e aprovados em todos os órgãos competentes e com recursos financeiros para iniciar o audacioso projeto. Passados trinta anos, as instalações do CRMV-PE permanecem como uma das belas e imponentes sedes dos Conselhos brasileiros.

Foi Conselheiro Suplente do Conselho Federal de Medicina Veterinária e Conselheiro do CRMV-PE, bem como membro das comissões de Cultura, Ética, Inspeção e Tecnologia de Produtos de Origem Animal e de Consultoria dos Ex-Presidentes.

Gilvan foi um dos sustentáculos da memorável e inesquecível fundação da atual Sociedade Pernambucana de Medicina Veterinária – SPEMVE, sendo o terceiro presidente de sua história, período em que, mais uma vez, seu espírito organizacional lançou os alicerces para futuras administrações e que culminou com a aquisição da sede e instalações próprias.

A fundação do Sindicato dos Médicos Veterinários de Pernambuco teve participação ativa do colega Gilvan, infelizmente as diferentes diretorias não souberam dar continuidade à obra até então tão acalentada. Em reconhecimento ao seu inestimável trabalho em prol da medicina veterinária brasileira, o Conselho Federal de Medicina Veterinária lhe outorgou em 2006 a comenda máximo da classe, Prêmio Paulo Dacorso Filho.

Quinto instrumentoFase de Escritor. É outra fértil fase do Gilvan, talvez esta fertilidade provenha de suas origens, ou na inspiração do seu próprio pai, José de Almeida Maciel, ”Seu Cazuzinha”, pesquisador contumaz, historiador, escritor e jornalista. Gilvan Maciel nos apresentou mais de cem artigos, abrangendo os mais variados assuntos e publicados em diferentes jornais. São dez livros de sua autoria ou coautoria e cinco organizados e apresentados, alguns dos quais verdadeiras enciclopédias históricas da sua cidade natal, a sua querida e centenária Pesqueira. Só os conhecedores da magnitude, do esplendor e do aconchego da lendária Ororubá têm a exata sensibilidade de interpretar a grande obra do Gilvan. Recentemente organizou e publicou o livro sobre os patronos da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes, da qual era acadêmico. Até os últimos dias em vida, trabalhou insessantamente na produção de mais três livros que serão brevemente publicados.

Sexto instrumentoFase Acadêmica. Esta foi uma das atividades do imortal Gilvan de Almeida Maciel. Inicialmente foi idealizador, posteriormente Presidente da Comissão de Estudos e Gestões que levou à fundação e instalação da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária, sendo posteriormente seu primeiro Presidente. A sua paixão pelas atividades acadêmicas, rendeu inestimáveis serviços à nossa cultura. O resgate histórico, dos principais pioneiros da medicina veterinária pernambucana, contido no livro Cadeiras, Patronos e Acadêmicos da APMV, do qual tive a honra de participar ao seu lado, é uma obra prima da história da medicina veterinária pernambucana.

Sétimo instrumentoFase da lealdade. Os toques produzidos em todos os instrumentos pelo colega Gilvan, eram exercitados com abnegação, competência e maestria. Porém em todos os seus instrumentos, existe uma tecla em comum e que destaca das demais: a lealdade. Foram 57 anos de atividades profissionais, dedicados à classe médica veterinária e a sua terra natal, sob a égide da ética e da lealdade.

Gilvan partiu, inesperadamente, ao amanhecer do dia 06 de setembro passado, sem nos avisar, como era a sua inconteste característica, porém deixou uma história e um legado inestimável. Exemplo em vida de ser humano, profissional, dirigente batalhador e íntegro.

* Autor: Paulinho Foerster – Paulo José Elias Foerster é sanharoense, médico-veterinário, cronista, colaborador espontâneo do OABELHUDO, escritor, membro da APMV – Academia Pernambucana de Medicina Veterinária, autor do livro, entre outros –

Artigo/Opinião: As voltas que a vida dá – Por Marco Soares *

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

 

 

Marina e a controvérsia entre o que é !velha política! e "nova política"...

Marina e a controvérsia entre o que é !velha política! e “nova política”…

 

 

 

 

Eu poderia intitular este artigo “Os desígnios de Deus”, mas como já escrevi outro neste sítio com igual denominação vai assim mesmo.

Refiro-me, aqui, ao mais surpreendente acontecimento político da atualidade, protagonizado por uma ex-seringueira acreana: o vertiginoso crescimento de Marina da Silva nas pesquisas de opinião pública para a presidência da república do Brasil.
Retrocedendo no tempo lembro que a candidata a presidente pelo PSB tentara fazê-lo através da sua Rede Sustentabilidade, mas tanto fizeram que acabaram inviabilizando as suas pretensões.

Provocando grande impacto, à época, ela migrou para o PSB e, mesmo com melhor posicionamento nas pesquisas, aceitou ser coadjuvante de Eduardo Campos, político tarimbado, presidente do partido e com o know how de ter feito um muito bem avaliado governo no estado de Pernambuco.

Uma fatalidade tirou Eduardo do páreo e eis que Marina é aclamada candidata à presidência pelo PSB, conseguindo em diminuto espaço de tempo se igualar com Dilma na corrida ao Palácio do Planalto, com grandes chances de ultrapassá-la já no primeiro turno, segundo importantes cientistas políticos.

A sua humildade e a “cara de pobreza” que seu visual imprime, talvez tenham estabelecido um sentimento de identidade com a maioria do povo brasileiro, por um lado; mas, por outro lado, a sua segurança nos pronunciamentos e debates, sua proposta de uma nova política e a exaustão do modelo político que aí está certamente foram determinantes na conquista de fatias importantes de outros segmentos da estratificação social brasileira, consolidando sua exponencial ascensão.

Não está de todo equivocado o ex-ministro José Dirceu quando se refere a ela como “Lula de saia”. Ela é carismática, envolvente.
Que, em chegando a ser chefe do executivo do Brasil, esta frágil criatura advinda das entranhas de um Brasil esquecido possa continuar a demonstrar sua força e obsessão em lutar pelos verdadeiros interesses do povo brasileiro!

 

 

 

* Autor: Por Marco Soares  –marco soares Marco Aurélio Ferreira Soares é sanharoense, engenheiro, escritor, colaborador pioneiro do OABELHUDO, cronista e poeta.

Artigo/Opinião: Duas Caras – Por Walter Freitas *

DUAS CARAS

 

 

politico  de duas caras

 

 

Cresci ouvindo os mais velhos dizerem: “Fulano tem duas caras”. Atualmente, acho que são raríssimas as pessoas que possuem apenas duas. E se a figura pertencer à classe política, certamente deve ter pra mais de trinta.

Como estamos em início de campanha, sem dúvida teremos o desprazer de conhecer as diferentes faces dos famigerados caçadores de votos.

Agora, todos são simpáticos, sorridentes, agregadores, de fácil convívio (ou como diria o saudoso Luiz Leite: fáceis de tanger), caridosos, carismáticos, disponíveis pra tudo.

Fazem questão de comparecer a todo tipo de evento, ou reunião social, desde clube de dominó, a festinha de primeira comunhão, dançam ao som das músicas de Xuxa e participam até de aniversário de boneca. Tudo isso, sempre acompanhados dos inseparáveis xeleléus.

Apesar de se declararem abstêmios, não recusam uma boa dose, seja de cachaça, de batida, de vinho de jurubeba, tomam cerveja quente e tudo o que lhe oferecem. E o tira-gosto? Podem botar sarapatel de três dias, charque ardida, buchada mal preparada, tripa assada cheirando ao recheio natural e qualquer tipo de mortadela, que eles traçam. Político em campanha toma até iogurte com data de validade vencida e ainda lambe os beiços, fingindo satisfação.

Passadas as eleições, a coisa muda de feição. Os perdedores fecham a cara e a casa. Não recebem nem carteiro. Chamam a todos de traidores e culpam até os parentes.

Os candidatos de fora desaparecem e só voltam no próximo pleito, fazendo parte de outra legenda, falando mal dos ex-aliados, acompanhados de outros cabos eleitorais e certos de que somos uns bobos.
E os eleitos? Bem, esses, a gente raramente encontra. Estão sempre apressados, esquecem as promessas, os compromissos, o convívio social, as reais necessidades da população e dão prioridade às obras eleitoreiras em detrimento das de interesse geral.

Dizem ser democratas, mas não aceitam críticas e muito menos, opiniões contrárias.
Logo que começam a surgir os comentários negativos sobre o seu desempenho, respondem com aquela manjada desculpa: herdei uma instituição falida. Os que atuam no poder legislativo arranjam sempre um jeito de justificar a sua fraca atuação como parlamentar.

Aproveitando que estamos no período do riso fácil, dos beijinhos, tapinhas nas costas, apertos de mão, dentaduras à mostra, devemos cobrar deles que dediquem mais atenção aos problemas que afligem a população.

É direito nosso, também, exigir que fiscalizem tudo o que mandarem fazer, para que nada saia mal feito, como sempre ocorre com os serviços realizados com o suado dinheiro que sai do bolso do contribuinte.

A todos que nos procurarem em busca do nosso voto, principalmente, se a figura já for velha conhecida de outros carnavais (ou eleições) e não cumpriu nadinha do que prometeu, temos razões de sobra para responder nas urnas com um categórico NÃO.

 

walter-J-Freitas II

Pesqueira, 30 de agosto de 2014.

 * Autor: Walter Jorge de Freitas  –  Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, compositor e pesquisador musical.

Crônica/Pesqueira: Os Problemas urbanos que nos afligem… – Por Walter Freitas *

A CONVIVÊNCIA URBANA

E SEUS PROBLEMAS

 

Mato e o lixo são problemas corriqueiros em Pesqueira

Mato e o lixo são problemas corriqueiros em Pesqueira

 

 

Com o crescimento das cidades os cidadãos se sentem forçados a procurar os bairros afastados do centro para morar. Tudo, a fim fugir do barulho, principalmente em épocas festivas.

O aumento do número de automóveis também é responsável pela fuga empreendida pelos habitantes para áreas onde supostamente eles terão vida mais sossegada e confortável.

É aí que está o engano. Ao optar pela periferia para residir, a pessoa se livra de alguns problemas, é verdade, mas irremediavelmente conviverá com outros tão chatos quanto aqueles existentes nas ruas centrais. Citarei como exemplo o bairro de Pedra Redonda, embora se saiba que nos demais, julgando pelas reclamações feitas através das emissoras de rádio, também ocorrem incômodos semelhantes.

Aqui onde moro, o valor do IPTU é relativamente elevado, apesar de não contarmos com o serviço de limpeza urbana (varrição das ruas), razão pela qual quando a cobrança vem incluída no carnê, vou ao órgão competente pedir o estorno. Os desavisados às vezes pagam e nem notam.

A coleta de lixo é feita como antigamente, de forma irregular e, para piorar, aqui acolá, aparece uma caçamba comum descoberta ou um caminhão de carroceria, coisas que só se admitem em cidades atrasadas. Talvez seja por isto que Pesqueira está ocupando “lugar de destaque” entre as cidades que ainda lidam com o lixo como se fazia nos anos trinta.

Há, porém, uma mazela que é muito comum nos bairros premiados pelo desprezo dos poderes competentes. Refiro-me ao mato que nasce junto ao meio-fio e nos terrenos baldios.

Ainda bem que muitos proprietários de imóveis têm o cuidado de mandar limpar, se não, correríamos o perigo de conviver com cobras, escorpiões e outros bichos. Entretanto, existem, também, aqueles que, ao serem procurados para participar de uma “vaquinha”, respondem: isto é com a Prefeitura.

Diante do exposto, apelamos aos vereadores para que arranjem um tempinho e pensem numa maneira de criar (se ainda não existe), uma lei específica que determine a quem compete cuidar das ruas sem calçamento e dos terrenos sem construções. E por falar em lei, já aprovaram um novo Código de Posturas para o Município ou estão procurando o que foi deixado pelo Dr. Ézio Araújo?

Por se tratar de um problema crônico e diretamente atrelado à educação do povo, aproveito para sugerir ao órgão encarregado da limpeza pública que realize um trabalho educativo do tipo porta a porta, igual àquele feito durante as campanhas políticas. Estou pedindo muito? Acho que não.

Finalizando, lembro um velho provérbio oriental que diz: “povo limpo não é aquele que mais limpa e sim, o que menos suja”.

walter-J-Freitas II

 

Pesqueira, 25 de agosto de 2014.

* Autor: Walter Jorge de Freitas – É pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, compositor e pesquisador musical.

Crônica/Homenagem – Pessoas/Agosto: Milu – Por Zezé Freire *

 

PESSOAS

                                                                      ZEZÉ FREIRE

 

 

Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda!
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas.
(Erasmo Carlos)

Milu - Maria do Socorro Oliveira é, merecidamente,  a homenageada de agosto..

Milu – Maria do Socorro de Oliveira é, merecidamente, a homenageada de agosto..

 

 

 

Quem a ver passar, quem não a conhece de perto, provavelmente não saberá a dimensão das lutas dessa mulher que conheci menina e, hoje mulher madura conta com um saldo de vitórias e superações.

Garota morena de cabelos negros e escorridos tinha a ingenuidade das meninas que nos anos 40 nasceram na área rural. No Sítio São José com os pais Antônio (de Zumba), Maria (Lica) e os irmãos José Severiano e Maria José imagino que viveu uma infância feliz. Nas visitas às fazendas dos parentes, nos cânticos e procissões das novenas de São José, nas “incelências” dos velórios, nas colheitas da mandioca quando aconteciam as semanas de farinhadas e nas colheitas do café quando os terraços da fazenda se enchiam de grãos maduros estava a felicidade da criança que chamávamos Milu. Havia também os serões nos quais a “velha Pecilha” contava as suas histórias .

Sua vida tomou outro rumo quando , ainda menina, veio para a cidade residir com a tia-madrinha e as primas. Nela havia o desejo de frequentar uma escola convencional. Até então, aprendera a ler, escrever e contar na própria fazenda. Para acompanhar o nível escolar da sua faixa etária foi matriculada na escola das professoras e irmãs “Dona Dé e Dona Acilda”.Essas, consideradas exímias educadoras. Depois da adaptação estudou no Grupo Escolar Rui Barbosa e no Colégio Santa Dorotéia. Concluiu em 1969 no Colégio Cristo Rei o Curso Pedagógico. Milu é o apelido da mulher que muitos conhecem por Socorro. Conhecendo Jorge Medeiros e escolhendo-o por companheiro e pai para os seus filhos abraçou com total compromisso a vocação de esposa e mãe. Nessa nobre condição – tão pouco valorizada e na qual as mulheres tornam-se anônimas – jamais descuidou dos votos assumidos.

Milu, tão querida por todos os seus familiares recebeu no batismo o nome de Maria do Socorro de Oliveira. Seus filhos Alexandre (comerciante) Aline (técnica em contabilidade) e Ana Helena (fisioterapeuta) são produtos de uma boa educação e praticantes dos princípios de cidadania. Nos netos a sua fonte de renovação e alegria: João Vítor (Alexandre e Erika); Ravana, Romilson Filho e Richardson (Aline e Romilson); Guilherme (Ana Helena e Adamastor). Alexandre é casado em segundas núpcias com Cleane.

Para a querida prima-irmã, fraternal abraço com gratidão, desejos de saúde e de que goze de muitos momentos de alegria.

Zezé e Leninho abraçados

* Autora: Zezé Freire –  Maria José Cordeiro Freire é pesqueirense, cronista, colaboradora do OABELHUDO, assistente social, poeta e escritora. É autora/coordenadora do livro – Da Janela do Tempo.

Artigo/Opinião: Guia Eleitoral. A Última Cartada – Por Carlos Sinésio *

Guia eleitoral, a última cartada

 

guia eleitoral 2014

 

 

Com o horário eleitoral “gratuito” na TV e no rádio, iniciado na última terça-feira (19/08), os candidatos às eleições de 5 de outubro ficam na expectativa de que os eleitores se interessem mais pelo processo eleitoral. Não é fácil, todos sabem. A descrença nos políticos brasileiros é grande. Tudo por culpa dos próprios políticos que não se cansam de desgastar a própria imagem.

Mas, independente dos partidos aos quais estejam filiados, os candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual farão todo o esforço possível para serem vistos com bons olhos pelos eleitores. A maquiagem nas imagens e nas personalidades será completa, na intenção de impressionar o eleitorado que a cada dia procura se afastar mais das urnas. E cá pra nós, razões não faltam. É raro uma semana em que não aparecem escândalos envolvendo velhas e novas raposas loucas por galinhas.

A preocupação maior (às vezes, beirando o desespero) nesta reta final de campanha, com a propaganda eletrônica institucionalizada e legal, fica por conta daqueles que estão em baixa nas pesquisas de opinião pública. Quando a diferença entre candidatos a cargos executivos que lideram as campanhas ultrapassa os 10%, aí é que os nervos ficam à flor da pele. Mas é assim mesmo. Sempre foi, desde quando começaram a fazer pesquisas eleitorais, e elas passaram a ser importantes guias de candidatos e marqueteiros (eita expressãozinha cabulosa!).

Como a abstenção nas urnas costuma chegar aos 20%, e os votos brancos e nulos também ultrapassam os 10%, os candidatos sabem que o desinteresse pelas eleições é imenso por parte de muitos. O voto fica mais difícil, mais caro a cada eleição. É preciso ir buscá-lo em casa, mas sem contrariar ainda mais o eleitorado.

Até o fim do guia eleitoral, uma boa parcela de políticos deve consumir muito calmante para enfrentar o eleitor cara a cara. E tentar conquistar votos suficientes para se eleger. É isso aí.

Fé em Deus e pé atrás dos eleitores, antes que eles escapem mais ainda.

Carlos Sinésio de Araújo Cavalcanti de camisa em foto boa

* Autor: Carlos Sinésio  –  Carlos Sinésio Araújo Cavalcanti  é pesqueirense,  jornalista, colaborador do OABELHUDO, escritor, poeta e cronista. Artigo foi escrito exclusivamente para o blog Oabelhudo.

Artigo/Opinião: APAGA-SE MAIS UMA ESTRELA *

 

 

A morte de Eduardo Campos mexe com o ânimo de múltiplas plateias, inclusive a que não o admirava.

A morte de Eduardo Campos mexe com o ânimo de múltiplas plateias, inclusive a que não o admirava.

APAGA-SE MAIS UMA ESTRELA

 

A morte de Eduardo Campos mexe com o ânimo de múltiplas plateias, inclusive a que não o admirava.

 

O imprevisível ronda o planeta da política. Quando menos se espera, chega devastador, trazendo consigo o poder de gerar perplexidade, assustar, causar comoção. Poder que se expande às alturas quando o ator é um candidato ao posto mais alto da nação, esbanjando jovialidade, vitalidade, dinamismo, confiança, e desaparece de cena vitimado por uma tragédia aérea.

A morte de Eduardo Campos, no fatídico 13 de agosto – a mesma data em que faleceu seu avô Miguel Arraes, em 2005 –, é um forte golpe na fisionomia política brasileira, eis que o perfil do ex-governador, estruturado sobre uma sólida, coerente e vitoriosa carreira pública, reunia potencial para puxar o cordão de mudanças no processo político nos próximos anos.

Um quadro da geração pós-64 (nasceu em 1965), alimentava um sonho, confessado a este escriba há cerca de dois anos, em Comandatuba, na Bahia, por ocasião de um evento reunindo empresários e políticos.

Dizia: “Meu sonho é reunir a geração pós-64 (chegou a citar alguns nomes de grupos e partidos diferentes), fazer uma grande aliança e tomar as rédeas do país, deixando os nossos mais velhos, que já deram sua cota de sacrifício, descansando com sua aposentadoria”. O tom da conversa, incisivo, não deixava dúvidas. Campos achava viável agrupar os representantes de sua geração, compor um formidável programa de mudanças, realizar um pacto com o sistema produtivo e incentivar o ingresso dos jovens na política.

A mudança dos costumes políticos tinha de vir de baixo, pela via da formação da juventude, e não por decreto. Ele mesmo, em Pernambuco, diferentemente da escola de seu avô, implantara uma metodologia de gestão voltada para resultados e promovendo, segundo ele, “revolucionária” política educacional. Parecia comprometido com um diferenciado modus faciendi na administração pública.

O fato de ter procurado Marina Silva para compor sua chapa, na condição de candidata a vice-presidente da República, revela a inclinação por perfis inovadores, mesmo sabendo que o escopo da sustentabilidade, defendido com vigor pela ex-senadora, constitui um cardápio pouco palatável ao gosto das massas. A parceria construída expressava avanço e coerência. Ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, essa semente haveria de frutificar, na onda da conscientização sobre o planeta sustentável.

Dito isso, vem a interrogação: e agora, o que acontecerá com a moldura eleitoral, saindo o terceiro grande competidor do pleito presidencial?

A morte de Eduardo Campos mexe com o ânimo de múltiplas plateias, inclusive a que não o admirava.

Resta, ao final, a impressão de que o país perde uma das alavancas de sua modernização institucional. E, assim, a campanha mais contundente de nossa contemporaneidade perde um dos seus três maiores guerreiros.

O fato é que, se quiser preservar parte do seu legado, o PSB terá de pedir a Marina que segure a onda e torne viável a terceira via. Qualquer outro caminho será mais estreito.

 

gaudencio torquato jornalista

 

* Autor; Gaudêncio Torquato – Jornalista – Artigo publicado originalmente no jornal O Tempo,de Belo Horizonte.