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Movimento Cultural/Crônica: Educação – O Caminho para o Desenvolvimento – Por Sebastião Fernandes *

EDUCAÇÃO O CAMINHO

PARA O DESENVOLVIMENTO

 

Mais educaçao

 

 

 

Homens e mulheres de visão e que acreditam no desenvolvimento e na evolução do ser humano, jamais prescindem do amor à causa da formação educacional dos seus semelhantes. Da humanidade! Diante deste prognostico e da necessidade de se promover ações que levem a educação ao seu devido lugar se faz necessário agir para que esta chegue ao seu verdadeiro objetivo – Educar para a vida. No entanto, passam-se anos e anos e a educação formal sempre a desejar!

Os políticos quando de suas campanhas usam de atitudes recheada de subterfúgios, para conquistarem votos suficientes que os qualifiquem e os elejam para os cargos quer executivos quer legislativos, esquecem-se dos compromissos assumidos quando em campanha. Estamos em plena campanha eleitoral e o que vemos?! São candidatos defendendo como prioridade a Educação! No entanto, o que temos vivenciado? Total desprezo por uma atividade que se posta em prática e executada com responsabilidade, transformaria consideravelmente a vida social, econômica e politica deste país! O que vemos! São recursos e mais recursos empregados, ou melhor, sendo desperdiçados pelo mau uso, através de emendas parlamentares utilizadas para financiar shows de bandas pelos quatro quantos do País. Que na verdade muito pouco contribui para o progresso da população como um todo.

Quando tais recursos poderiam ser empregados de maneira mais contundente e mais útil que enveredariam em favor socorro de situações de desordem sociais e econômicas. Há quem defenda – a maioria dos nossos parlamentares -, tal pratica e atitude, pois, partem da ideia de que “todo mundo tem o direito ao lazer e à diversão”, quando esquecem ou não fazem conta dos grandes problemas que atinge a maioria dos cidadãos (âs), que vive a margem das intempéries provocada por secas cíclicas, pela fome em sua maioria crônica e até carências mínimas de condições para sobreviverem! Estas situações não mechem com o brio dos nossos “mui dignos parlamentares”. Não são suas preocupações.

O que importa são ações que levem o povão ao delírio e ao êxtase. Embriagados que são pela fanfara melodiosa que as bandas tocam. Levando-os ao delírio até. Deixando-os alheios aos problemas do dia a dia, como que drogados estejam!… Temos consciência de que muito ainda tem-se que fazer em prol da formação educacional do povo. O progresso, o desenvolvimento e o crescimento da nação estão na dependência da formação educacional, da preservação da sua cultura e da maneira como seus cidadãos (ãs), conduzem suas vidas. Para a aplicabilidade dos princípios que norteiam e formaliza a sociedade, os homens criaram sistemas políticos que tem como fundamentação a defesa da ordem que a natureza exige para que se viva com dignidade e satisfação plena, suas necessidades básicas pelo menos. Mas, por enquanto o que temos visto e vivenciado são exemplos negativos e esdrúxulos que prejudicam a maioria da população.

Uma vez que assume o poder o homem – políticos – esquece os outros e passa a pensar em si mesmo. Esquecem que têm uma responsabilidade sobre seus ombros e que mais cedo o mais tarde terão que prestar contas. Aqui ou alhures! Nossos políticos deixam muito a desejar. Mas, quando se trata de eleição e de reeleições veem à praça publica, ao rádio, a TV, aos jornais e demais meios de comunicação se disponibilizar a defender e lutar por uma Educação mais eficiente, uma saúde em que o povo seja bem atendido, um transporte digno, uma justiça que aplique a lei: dura lex, sed lex. Que na verdade seja para todos, jamais aplicada apenas para os pobres e ou os desprovidos de aparatos politiqueiros. Quando na verdade o que presenciamos é na verdade um caos quase que total das nossas instituições.

Está chegando a hora de fazer uma varredura naqueles políticos de carteirinha, viciados e sugadores do erário publico! Que se apresentam como bons e amigos dos pobres, mas que na verdade são amigos de seus grupos políticos e de si mesmos. Cada vez mais ricos. De onde vem tanta riqueza?!

Precisamos ter o cuidado e procurarmos conhecer afundo a vida pregressa desses candidatos e após uma análise sistemática tomarmos a nossa decisão e fazer valer nosso voto. É através do voto que poderemos mudar o que aí está! É na verdade o voto a maior revolução que o povo tem e pode fazer em favor da democracia e da soberania Nacional. Só com uma educação dinâmica, fundamentada na fé e no amor a dignidade e a sobrevivência honrosa do individuo é que alcançaremos um estágio de bem-estar que nos é predestinado.

Está chegando a hora de fazermos a limpeza que hoje suja a dignidade e a honra de todos nós brasileiros. Eliminando da politica os vendilhões do templo!

 

 

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

* Autor: Sebastião Fernandes   –   Sebastião Gomes Fernandes é sociólogo, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta, e escritor. É  presidente reeleito da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes
Sociólogo, Escritor, Poeta e cronista.

Crônica: O Meu Desejo de Paz – Por Francisco Aquino *

VER E VIVER A PAZ

 

PAZ mensagem

 

Desejo. Quem sabe um dia a paz reine entre esses povos

Desejo. Quem sabe um dia a paz reine entre esses povos

 

 

Precisamos ver a realidade e mudá-la para podermos viver a paz.

Devemos buscar a paz e vencermos pela persistência para nos sentirmos em paz que anda meio esquecida dos seres terrestres por puro egoísmo.

Vamos viver e transmitir uma cultura de paz que deve ser contagiante trazendo harmonia aos seres tão sedentos de amor.

Seremos de hoje em diante propagadores da paz pra só assim vivermos felizes.

Os seres devem viver em paz por ser belo e salutar vivenciar e preservar a paz e o amor fazendo sempre o bem como o Senhor mandou.

Vamos propor a paz em todos os níveis: nas escolas, famílias, ruas, igrejas e na sociedade em geral para fugirmos dos traumas da vida e vivermos a tão almejada felicidade.

Não deixai Pai o ser se perder pela vida não tendo sossego e nem paz.

Devemos emplacar a paz com louvou, amor e muita fé em nosso Senhor.

Porque devemos cultivar a paz e acreditarmos que poderemos vivenciar a realidade em paz.

Abaixo todo e qualquer tipo de violência que macula a paz do ser humano.

Devemos ser exigentes em conduzir a paz que deve contagiar a todos sem distinção porque é bom e bonito viver em harmonia neste conturbado mundo que anda enrolado por tantas banalidades cruéis.

Vamos fazer florescer a paz nos lares, ruas e sociedade em geral principalmente nos corações dos seres humanos, que aflitos estão pelas mazelas da vida com o ser se tornando vulnerável neste lamaçal provocando gemido e dor.

A paz enfim será bem vinda e abençoada e será divulgada como prioridade de vida daqui pra frente com todos vivendo em paz, unido pela força da união universal fazendo brilhar e radiar felicidade nestes irmanados irmãos num só coro em canção agradecer por esta dádiva.

Vivam a paz em todos os níveis, pois somos criados para ser felizes vivendo a paz que tanto almejamos e enfim será vivenciada pela fraternidade Universal com todos cultivando a paz.

A Paz – Composição de Gilberto gil/João Donato – Canta Gil

 

 

 Francisco Chico Aquino sozinho de azul

* Autor: Francisco Aquino  –  Francisco de Assis Maciel Aquino, é professor, poeta, colaborador do OABELHUDO, cronista, contista e comentarista esportivo.

Artigo/Opinião: A Indiferença Mata *

 

 

A INDIFERENÇA MATA 

 

Falta o cumprimento de políticas públicas para solucionar esse gravíssimo problema

Falta o cumprimento de políticas públicas para solucionar esse gravíssimo problema

 

Sentei-me à mesa para tomar o café da manhã. Dividi o olhar entre o pão nosso de cada dia e a edição JC do dia 29 de julho do corrente ano, caderno Cidades. Manchete: “Crianças comem alimento do lixão e duas morrem”. O pão que mata a fome e, pelo caminho da fé, conforta almas em conflitos, não desceu goela abaixo e fez baixar a xícara de café ao pires, não permitindo que o primeiro gole se transformasse na brasileiríssima “boa média”.

Garganta travada, olhos incrédulos e um corpo paralisado, banhado de vergonha e de tristeza. Vergonha de mim mesmo, assustado pelos trovões da consciência: “Cara que parte cabe a você nesta tragédia?”.

E na medida em que lia a matéria, o travo inicial dava um nó na garganta: “CATENDE –Na tarde do último sábado, ao sair do lixão de Catende de onde tira o seu sustento, o catador de lixo Joseildo Santana, 22 anos, separou o que podia ser consumido e guardou. A parte do alimento impróprio para consumo (leite e macarrão instantâneo) seria jogada para as galinhas no quintal do agricultor Luiz Amaro da Silva, 44, morador do Engenho Limão, área rural do município. Deixada em cima do fogão, a comida foi alcançada por Letícia Maria da Silva, 7, que levou o macarrão diretamente ao fogo. Dividiu com a sobrinha Rayane Maria da Silva, de um ano e seis meses. Bastaram poucos minutos. As duas, que antes brincavam no quintal com as outras crianças da casa correram pedindo socorro aos pais. Reclamavam de dores na barriga e vomitavam. A família correu para o hospital. Letícia morreu a caminho. Rayane chegou a ser atendida na Unidade Mista de Catende”.

Para completar o drama, vem o comentário desolado de Rosângela, esposa de Luiz Amaro: “Logo naquele dia, que eu tinha conseguido um dinheiro e cuscuz. Ela tinha almoçado cuscuz”.

Não tenho tendências à autoflagelação. Não me considero mais ou menos sensível do que ninguém, mas compartilho do sentimento de que, no conjunto, a sociedade brasileira exerce a responsabilidade social aquém de suas possibilidades. Vou mais adiante: o sofrimento, a humilhação, as violências, os maus tratos, a ausência de compaixão, um noticiário repleto de horrores em que os mais pobres, os mais fracos, os deserdados, sobretudo as crianças, escudos e alvos da miséria humana, tudo concorre para uma banalização do mal de tal sorte que dela nasce uma indesejada indiferença. Nasce e quem quiser que busque explicação. Mas nada justifica. E a razão é simples: a indiferença mata sentimentos e gente.

De outra parte, a dimensão da tristeza não me permite, nem me permitiu identificar, como pretensioso magistrado imune aos pecados sociais, um bode expiatório e submetê-lo a um furioso libelo acusatório.

No entanto, convém registrar que as crianças foram vítimas da negligência de uma política pública: A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei 12.305 de 02 de agosto de 2010, objeto de duas décadas de discussão no Congresso Nacional, dispõe no artigo 54: “A disposição final ambientalmente adequada aos rejeitos, observado o disposto no parágrafo primeiro do artigo 9º, deverá ser implantada em até 4 anos após a data de publicação desta lei”. Ou seja, a lei não “pegou”e, uma semana antes do dia fixado, o lixão de Catende matou duas crianças.

Por sua vez, pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios revela dados frustrantes. Dos 2332 municípios com até 300 mil habitantes, mais de 45% sequer possui o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (prazo para formulação encerrou em 2012); mais de 800 municípios destinam os resíduos para lixões; das 577 propostas recebidas pelo Ministério do Meio Ambiente, entre 2011 e 2013, apenas 96 foram contratadas, 8 estão em execução no valor irrisório de R$ 6,1 milhões; das 26 capitais e o Distrito Federal, 16 não têm aterros sanitários e operam em lixões.

Pelo andar da carruagem, os prazos serão dilatados (a pedida é quatro anos), o jeitinho vai continuar fazendo vítimas e muito, mas muito lixo vai sujando vidas em quantidade tal que não dá pra botar debaixo do tapete.

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Autor: Gustavo Krause  –  Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado. Fonte: LeiaJá

Artigo/Opinião: Casamento & Companheirismo – Por Sebastião Fernandes *

CASAMENTO E

COMPANHEIRISMO

 

 

casalde namorados e o coração nas nuvens

Vivemos em um mundo onde as diferenças, os contrastes e as dificuldades acontecem em nossos relacionamentos levando-nos a desarmonia quer sejam no lar, quer sejam entre as pessoas do nosso convívio. Todavia para que vivamos em harmonia e em paz temos que fazer por onde as coisas andem conforme a ordem à compreensão e a confiança. E que esta confiança seja reciproca. Podemos sim construir um ambiente fraterno e amigo desde que façamos acontecer. Devemos aprender a respeitar e ver os outros como pessoas sujeitas a erros e acertos! Cabe, pois a cada um estar atento e ir à busca da sua melhora como ser predestinado, nascido para ser feliz.

Acho que uma reflexão profunda e de caráter ajuizada servirá de base para uma melhora na maneira de agir como pessoa e como ser humano que somos. Colocar sempre de frente nossa espiritualidade, verdadeira essência da nossa existência e da razão de estarmos neste plano terreno.

Para que nossa espécie tenha continuidade – como criaturas felizes e compromissadas com o bem-estar e o desenvolvimento do planeta e da própria espécie -, é necessário que aja entre duas pessoas que se amam um acordo tendo como base um relacionamento amoroso, respeitoso. A nós humanos se faz necessário além do apenas ato de ajuntamento, uma convivência em que cada parceiro tenha sua participação e responsabilidade diante do processo de aprimoramento pessoal e coletivo que se tem a desenvolver neste pouco tempo de aprendizado que passamos neste planeta.

É aqui na verdade onde a vida nos proporciona os meios e condições indispensáveis para que coloquemos em ação nosso compromisso para com o equilíbrio de tudo o que a natureza nos proporciona a fim de ser melhores do que fomos… E que ao mesmo tempo tenhamos bons resultados hoje, amanhã e sempre, pois é isso o que queremos. Para que haja melhoria e crescimento harmonioso, no casamento é fundamental que os parceiros se entendam e que o companheirismo seja a célula embrionária e fecunda a fim de possibilitar uma vida dinâmica e promissora.

Um bom relacionamento exige da cada parceiro: paciência, compreensão, comprometimento, respeito, diálogo, confidência, sinceridade, amor, afeto e carinho. Só assim será possível ao casal coordenar e equilibrar as dificuldades, as diferenças e os dissabores que a própria vida se encarrega para lhes apoquentar. Se souberem por um freio nessas incongruências, aí sim, ter-se-á a paz tão desejada. A psicóloga Izabel Santa Clara diz: a importância do companheirismo dentro de um relacionamento amoroso é fundamental. “O companheirismo é aquele que participa da vida ou das ocupações do outro em qualquer relação que se estabeleça com as pessoas. Nenhum relacionamento se sustenta sem companheirismo, falo de participar um da vida do outro, importar-se com as coisas do outro. Geralmente, o companheirismo é colocado à prova quando um dos cônjuges, ou o próprio casal, passa por algum problema”. O que na realidade sustenta o casamento é sem dúvida o tipo de companheirismo que se vive a todo instante. E este é sim um dos grandes problemas que o casal enfrenta no seu dia a dia. “Melhor é serem dois do que um,…” (Ec 4.9-12)

O que poderemos tirar de bom nesta assertiva? Chama-nos à atenção para o que é fundamental na vida do casal. Levam-nos a fazer uma reflexão sobre a importância do relacionamento a dois. O ser humano carece de uma vida social enérgica e eficaz. Não é característica sua viver no isolamento. Jesus quando tratou do casamento fez referência à necessidade de que os cônjuges assumam o compromisso de viverem até que a morte os separe! Mas, o convívio a dois carece de muito empenho e compreensão entre parceiros, caso contrário não haverá chance de se cumprir tal orientação. A harmonia do casal depende da compreensão e da maleabilidade de cada parceiro quanto ao enfrentamento dos problemas diários, para se chegar a paz e a felicidade que tanto queremos.

Um casamento fundamentado nos princípios cristãos e com final feliz. De princípio o companheirismo só será efetivo e promissor se cada cônjuge tomar consciência da parcela que cada um tem, e daí agir com prudência e dignidade. “Esposo, ao longo da jornada da vida, jamais deixe a sua companheira para trás! Esposa, ao longo da marcha da vida jamais deixe o seu companheiro para trás. Se caírem, um levantará o outro!” Eclesiastes. Levando-se em consideração esta afirmativa de Eclesiastes, temos uma grande responsabilidade para com nosso parceiro (a). Não devemos relaxar da nossa parcela de apoio, contribuição, carinho, afeto e fraternidade. Temos durante nossa vida uma tarefa a ser cumprida e cada um tem que enfrentar as circunstâncias adversas que na maioria das vezes nos levam ao desânimo e a frustrações. Na jornada da vida, estamos sujeitos a prováveis perdas! Perdas financeiras, de pessoas queridas, danos à saúde, estrago da vitalidade do corpo, e de alguns sentimentos que mantém o relacionamento acalorado.

“Em dias e noites geladas da vida, não procurem se aquecer em guaridas individuais; não acendam fogueiras particulares. Diante destas situações procurem se aquecer mutuamente, e permanecerem juntos, procure a Deus juntos, chorem juntos, compartilhem seus medos e incertezas, dividam as cargas, porque casamento é companheirismo, é proporcionar calor humano nas noites de inverno da vida.” Pr. Paulo César Nunes do Nascimento.

Deve o casal concentrar suas forças contra as adversidades em comum. Compete, no entanto aos esposos e esposas, ao encararem as adversidades, não lutarem entre si; concentrem-se em suas forças e lutem contra tais competidores. Tenham como lembrança que a jornada da vida a dois é extensa e para que nos mantenhamos em harmonia temos que sermos amigos, jamais inimigos; parceiros, não rivais; companheiros, não adversários. Mostre companheirismo, no estender das mãos para o companheiro que cai ao longo da trajetória da vida e no aquecimento mútuo nas “noites frias da vida”! “Esposos e esposas, literalmente, mantenham um ao outro aquecido! Proporcionem aquecimento mútuo! Não neguem um ao outro. Não privem um ao outro de intimidade e proximidade (1Co 7.3-5). Ofereçam um ao outro o calor dos seus corpos!” “Ao longo da jornada da vida a dois, enfrentamos circunstâncias adversas que nos levam ao desânimo, que provocam frustrações, e que nos levam à sensação de que não dá mais.” Pr. Paulo César Nunes do Nascimento.

Carecemos de muita discrição e de muito amor para o enfrentamento das adversidades que nos fazem companhia na estrada da vida!

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Pesqueira, 26 de julho de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, Poeta e Cronista. Colaborador do OABELHUDO, Membro efetivo e Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Movimento Cultural/Crônica: Meu pé de Carambola – Por Margarida Maciel *

O pé de carambola, a menina. a vida, o sonho, a crônica, a emoção...

O pé de carambola, a menina. a vida, o sonho, a crônica, a emoção…

O meu pé de Carambola

 

“…de tanto fazê-lo, eu sabia exatamente onde colocar os pés, alternando com as mãos, pegando os galhos mais fortes até encontrar aquele “galhão” achatado onde me sentava e, sentada na “poltrona da minha sala”, ficava a chupar as doces carambolas naquele pedacinho de céu, só meu.”

“…Que lindo quando chegavam algumas borboletas ou bem-te-vis para beijar as flores, eu mal respirava para não afugentá-los e desfrutar também daquele momento mágico, quase divino.”

“…O meu pé de carambola era o meu grande amigo e confidente, o meu refúgio, o meu lar encantado. Lá, também, eu ia estudar e inventar canções na minha meninice…”

“…Meu pé de carambola foi arrancado até a raiz, na realidade, foi o meu primeiro sonho desfeito, assim como tantos outros que nos são arrancados pela vida afora…”

No quintal da minha casa tinha um frondoso pé de carambola. Essa árvore é portanto, “a cara” da minha infância. Acredito que quase todos têm uma história com árvore para contar do tempo de criança.

Lembro bem dos tempos de safra, quando mamãe nos mandava (eu e minha irmã Mirian que éramos as mais corajosas) tirar as belas espécies, maduras ou inchadas para dar as amigas e também a Tadeu da carroça de confeitos para ele vender. Sobrava ainda para dar a toda vizinhança. Era um prazer, quase uma festa, levar as carambolas para todos e ouvir: “Diga a Carmen que muito obrigada, minha filha”.

Mamãe aproveitava para fazer “ponche”, tendo o cuidado de tirar a parte fininha de cima dos seus gomos que deixam “ranço”. Fazia também um doce muito saboroso no qual as carambolas ficavam parecendo uma ameixona preta no mel queimado.

Aquela caramboleira foi palco das minhas brincadeiras. Brincava de fazer remédios, perfumes, cigarro, etc. com as suas folhas que também, dependendo da cor, servia de dinheiro e troco na minha vendinha imaginária, onde despachava a preços variados, a mercadoria as minhas freguesas: as galinhas, que também faziam parte do quintal. Faziam fileiras com os besouros chamados “soldadinho”, formando um batalhão e tantas outras brincadeiras do imaginário fértil de toda criança.

Para descer ao quintal, tinha uma porteira de arame. Para ir lá, primeiro eu tinha que pedir a papai para prender “um tal” galo branco que compraram, brabo que só ele. Tinha uns esporões que davam medo e que só respeitava “Seu Hilson”, como ele mesmo dizia. O galo era um verdadeiro bandido na minha cabecinha cheia de cenas de filmes de “Farwest”.

O lavador de roupas, embaixo do pé de carambola ficava lá em baixo, quando eu, lá em cima, alcançava o topo da árvore. Era uma verdadeira escalada para chegar até lá, porém, de tanto fazê-lo, eu sabia exatamente onde colocar os pés, alternando com as mãos, pegando os galhos mais fortes até encontrar aquele “galhão” achatado onde me sentava e, sentada na “poltrona da minha sala”, ficava a chupar as doces carambolas naquele pedacinho de céu, só meu.

Era gostoso quando o vento balançava. Quando isso não acontecia, eu mesma fazia o papel do vento e assobiava, assobiava para que ele viesse. Que lindo quando chegavam algumas borboletas ou bem-te-vis para beijar as flores, eu mal respirava para não afugentá-los e desfrutar também daquele momento mágico, quase divino.

Certo dia, convidei minha prima Giselda para “escalar a montanha” comigo. Como ali as horas passavam sem se perceber, chegou o entardecer, foi quando nos apercebemos da hora. Ao chegar em sua casa ela encontrou a família aflita a sua procura.

Tinha uma galha enorme que dava para o telhado do vizinho. Eu, imitando a macaca Chita do Tarzan, atravessava o telhado. De repente ouvia: Tum!… Era uma telha quebrando, e eu, desconfiada que só, procurava consertar colocando um caco por cima do outro e, mais cuidadosamente, prosseguia minha jornada até chegar em cima da parede do portão grande que dava acesso para a Rua Barão de Vila Bela, ou “Rua de Trás” onde morava a maioria das minhas amigas.

cademia e a menina brincando amarelinha

Dali podia ver as pessoas passando e na maioria das vezes o “meu diabinho” me tentava e eu começava a atirar pedrinhas soltas da parede nas pessoas que passavam. Sem que soubesse de onde vinham, ficavam procurando. Aquilo era pura emoção! Podia ver ainda um montão de coisas: A janela onde, lá dentro, estavam D,Diva e Judite costurando; a casa de Paulo de Oliveira onde D Ninfa e “tia” Maria Olímpia sempre estavam atrás de Jurandir Carmelo e irmãos; Clarice voltando dos Correios; as janelas verdes da casa de Vó Anunciada, tia Quita (braba que só ela) e a linda Tia Gustinha (minhas espiãs); a casa de grade de D. Maria de Severino Duda, Luis Barrão chegando do sítio com pencas de bananas do sítio, etc. Via também se minha turminha estava jogando “queimado”, pulando corda ou “academia”. Caso estivessem, eu descia correndo para lá.

O meu pé de carambola era o meu grande amigo e confidente, o meu refúgio, o meu lar encantado. Lá, também, eu ia estudar e inventar canções na minha meninice. Mas, como tudo na vida tem um fim, também num dia nefasto, mamãe disse que era preciso cortá-lo para aproveitar o terreno e construir um escritório de Contabilidade para meu irmão Jorge, mais que não fosse em tempo de safra para não “doer” muito. Era para uma boa e justa causa. A partir dali, eu olhava minha caramboleira com um enorme nó na garganta e uma imensa saudade antecipada. Me despedia dele abraçando-o e beijando as suas folhas.

Seus galhos e seu grande tronco escuro no chão ainda estão gravados na minha retina e memória, bem como as lágrimas que apressadas corriam na minha face corada de criança ao ver, persistentes, algumas florzinhas inocentes que seriam minhas futuras carambolas, agarradas nos ramos. Nem sei quanto tempo passei sem ir novamente ao quintal.

Meu pé de carambola foi arrancado até a raiz, na realidade, foi o meu primeiro sonho desfeito, assim como tantos outros que nos são arrancados pela vida afora. Mas, mesmo assim, minha doce caramboleira continua enraizada, eternizada e “grudada” na minha existência, relembrando quando mamãe dizia ao anoitecer: “Margarida, vem tomar banho! Vê se “desgruda” desse Pé de Carambola!”.

  MARGARIDA MACIEL RAMALHO nova foto

* autora: Margarida Maciel  –  Margarida Maciel Ramalho é pesqueirense, professora, colaboradora do OABELHUDO, cronista, poetisa, compositora e cantora.

Crônica/Homenagem: Salve o 20 de Julho – Dia do Amigo – Por Francisco Aquino *

SALVE OS VERDADEIROS

AMIGOS

 

 

dia DOS AMIGOS 20 DE JULHO

Como é bonito ver o espetáculo da vida pulsando nos verdadeiros encontros de amigos.

Estando todos envolvidos nos bons e maus momentos apoiando um ao outro como deve ser a vivência humana.

Salve as boas amizades que nos trás discernimento para aconselhar e chamar atenção quando precisar alertando dos perigos que há.

Não deixe nada macular uma grande amizade porque ela contribui e muito para uma construção salutar da vida que lógico deve ser vivida com intensidade. Cheia de atitudes dignas de felicidades.

O amigo que é amigo está sempre ao lado contribuindo para uma vida bem alicerçada e feliz. Porque o mesmo blinda o outro os protegendo dos perigos da vida.

Amigos são companheiros sempre dos momentos vividos, podendo até discordar mais jamais ficar magoado porque sabe com alegria, superar traumas e intempéries da vida. Tornando a vida mais suave e com leveza ser conduzida para o bem estar comum.
viva bem e deixe viver todo e qualquer ser que conheceste. Os quais os chamamos de amigos.

Porque se queres fazer algo por alguém que faça agora e não espere o mesmo baixar a sepultura quando só precisará das suas orações. Pois grandes conquistas merecem comprometimento e esforços desprendidos com total determinação e foco nos objetivos a serem alcançados.

Por isso parabéns todos aqueles que lutam juntamente com seus amigos com dignidade por uma vida feliz.

Porque não devemos deixar os nossos sonhos se acabarem sem ter lutado para conquistá-los.

Avante guerreiros amigos formando uma verdadeira legião porque as grandes conquistas os esperam e o Ser Supremo estará sempre no comando e conosco na caminhada da vida nos abençoando em todos os momentos da sonhada vida plena e em construção.

(A Lista – Oswaldo Montegro) Youtube/Google

Salve o dia do amigo pessoa de grande valor nas nossas vidas.

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

* Autor: Francisco Aquino – Francisco de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, teatrólogo, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta membro da SOPOESPES e comentarista esportivo.

Movimento Cultural/Crônica: Sintonia Divina – Por Gera Santana *

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Sintonia Divina

 

 

 

É inconcebível um SER tão inteligente quanto é o homem perecer totalmente quando a sua matéria morre.

Por isso se faz necessário compreender a perspicácia e o natural intelecto dos Poetas e Escritores que sonham com a vida vivida além da vida.

Eles dizem que se faz necessário compreender o mistério e o ciclo de vida das estrelas que se mudam e renascem em algum lugar do firmamento sem perder o brilho e o toque de beleza.

Para os poetas e escritores a vida é infinita, visto que é a alma que governa as ações, os gestos e até os prazeres da frágil matéria.

Evidências são inúmeras e só para ilustrar e provar o total comando da alma sobre o corpo abordamos o tocante sentimentos;

O ser que verdadeiramente ama e é amado (a) vive muito mais, é feliz, vive a sorrir, tem mais saúde, não reclama do cansaço, não sente dor no corpo e vive no gostoso calor proporcionado pela felicidade.

A exemplo disto, o poeta só fica triste quando sente a ausência do amor em seu coração e é justamente neste período que eles falam e escrevem sobre a saudade, da distância dos seres, da dor da separação, do amor não correspondido e neste momento derrama frases, poemas, contos, romances.

A dor invisível e não localizada da melancolia os torna preguiçosos e doloridos.

Todos os prazeres que o ser humano é capaz de sentir são comandados pelo desejo e satisfação da Alma.

Outra evidência é o sorriso que atrai, fascina cativa, afina, e se envolve com a fortaleza que é o amor.

Como diria o filósofo: O corpo físico faz sacrifícios, se embeleza, melhora a aparência, visualiza outro que lhe interessa e faz muito mais, para conquistar para feliz, tudo isto com toda certeza comandado pela força que para muitos é invisível, mas para os Poetas e Escritores é a personificação da beleza e da felicidade.

Eles têm ou não têm razão?

Afinal os Poetas e Escritores são abençoados e a eles foi dada a liberdade de conversar, criar e viver em perfeita sintonia com DEUS.

Gera Santana pesqueira

 

* Autor: Gera Santana – Geraldo Santana é professor, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta, radialista, cerimonialista e membro da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

Eleições 2014: Artigo: Raul Henry: Vice Novamente? *

 

 

RAUL HENRY: vice novamente?

 

“…fala de seu mestrado em educação e de sua atuação na comissão da Câmara voltada para o assunto. “Escrevi uma tese de 600 páginas que tornou-se um livro publicado pela Editora Universitária chamado Ginásio Pernambucano”, diz ele dando pistas de que poderá atuar também na área que deixa seus olhos brilhando.”

 

Raul Henry está instalado num prédio no coração do Bairro do Recife. Já na entrada o visitante é recepcionado com uma bela gravura de Gilvan Samico que repousa despretensiosamente num canto de parede. No mezanino de uma sala ensolarada, cuja luz se altera automaticamente dependendo da incidência de iluminação do sol, Raul Henry está sentado num escritório tomado por quadros e esculturas. O gosto pela arte sempre o acompanhou mas foi depois de desempenhar a função de secretário de Cultura e Lazer da Prefeitura do Recife, na gestão do ex-prefeito Roberto Magalhães, de quem foi vice que fez suas conexões definitivas com esse universo.

O candidato a vice militou ao lado de Eduardo e Renata Campos na juventude do PMDB

O candidato a vice militou ao lado de Eduardo e Renata Campos na juventude do PMDB

É na posição de vice que o peemedebista volta à cena em Pernambuco. Deixa o olhar de deputado federal – está em seu segundo mandato – para se voltar ao estado. Destaca com desenvoltura os predicados de seu companheiro de chapa. “Paulo é um homem honrado, que tem carisma e muito humilde. Alguém com muita vontade de acertar”, reforça. Conta que até integrar a chapa, ele e o ex-secretário de Fazenda eram simples conhecidos. Pai de três filhos – Gabriela, 27 anos; Tom, 7 anos e Davi, 3 anos – o candidato a vice incorporou o estilo da campanha e estava usando branco mesmo durante a entrevista, uma segunda-feira que prometia ser de retomada no Congresso Nacional. Raul destaca o sucesso do governo Eduardo Campos e cita as pesquisas eleitorais como base de cada passo adotado pelo comando da campanha. Sorri, fala de seu mestrado em educação e de sua atuação na comissão da Câmara voltada para o assunto.Escrevi uma tese de 600 páginas que tornou-se um livro publicado pela Editora Universitária chamado Ginásio Pernambucano”, diz ele dando pistas de que poderá atuar também na área que deixa seus olhos brilhando. Raul recebeu do colega de chama a dura missão de administrar o conselho político da campanha do qual fazem parte os presidentes das 21 legendas que apoiam a chapa.

Raul Henry em seu escritório no Bairro do Recife

Raul Henry em seu escritório no Bairro do Recife

“O Recife quer continuidade. O ex-presidente Lula uma vez disse: ?O povo quando queria mudança, José Serra oferecia continuidade e quando o povo queria continuidade ele ofereceia mudança?.Nós sabemos que o povo quer continuidade“, afirma o vice. Raul tem clara preferência pela literatura engajada, mas adora ler a Revista Piuaí. “É uma leitura que demoro porque são textos muito densos, não dá para ler só no avião”. Quando está em Brasília ele corre na esteira do hotel onde mora. No Recife malha no Círculo Militar na hora do almoço. Também é adepto do futebolzinho e sempre que pode vai assistir aos jogos do Sport na Ilha do Retiro. “Estou gostando dessa campanha, apesar de considerar que ela será dura, porque estou voltando a anadar o estado todo. É uma experiência excelente“, pondera. O parlamentar oferece café. Não esconde o orgulho de ter uma máquina de café expresso que ele mesmo manuseia. Também usa um garrafinha plástica para encher os copos sobre a mesa, mexe no cabelo e olha atentamente para o interlocutor ao falar. Adora tomar uma cachaça e suas comidas favoritas são as mais sertanejas possíveis: Buchada, chambaril, cozido. “Adoro ir ao Bar do Luna. Sou fã de boteco. Eu e Eduardo íamos muito a botecos nos tempos que trabalhávamos juntos. Lembramos disso um dia desses”.

Raul dá demonstrações de que pode se envolver com a área de Educação num eventual governo

Raul dá demonstrações de que pode se envolver com a área de Educação num eventual governo

Corria o ano de 1983 quando Eduardo Campos, Raul Henry e Renata Campos começavam a militar no movimento estudantil levados pelos ímpetos juvenis da Faculdade de Economia. Foi lá que se conheceram. “Até hoje sou muito amigo de Renata. Nunca deixamos de nos cumprimentar mesmo após do rompimento de Jarbas com doutor Arraes“. Eduardo e Raul trabalharam juntos na prefeitura do Recife quando o comandante era Jarbas Vasconcelos. Gostavam de tomar uma cachaça juntos depois do expediente.

* Fonte: Social1/Por Bruna Serra – Maria Regina Jardim
Fotos Dayvison Nunes

Crônica: Brasileiro, sim. Com muito Orgulho! – Por Gera Santana *

Brasileiro com muito orgulho

 

Momento sublime. Na hora do Hino Nacional a torcida em campo emocionava a Nação...

Momento sublime. Na hora do Hino Nacional a torcida em campo emocionava a Nação…

 

 

 

O show já terminou, vamos voltar à realidade, não precisamos mais usar aquela maquiagem. Foi um sonho carregado de orgulho em saber e comprovar que somos capazes de organizar uma Copa do mundo, além do mais foi mostrado a beleza, os costumes, as praias, musicas e a recepção maravilhosa que o nosso povo maravilhosa e costumeiramente faz.

Os meios de comunicação enviaram as nossas imagens que encantaram o mundo inteiro e o nosso povo cativou todos os continentes.

No campo de jogo, entretanto os nossos sonhos foram cheios de pesadelos desde a convocação até a ultima etapa da competição. Como bons brasileiros que somos até nos enganamos e sonhamos que seríamos Hexa Campeões, porém os Deuses do futebol jamais permitiriam que os nossos gritantes erros fossem premiados e sim nos penalizaram pelos nossos pecados.

Organizamos uma grande Copa do mundo e o mundo nos aplaudiu, pois a organização foi muito boa, os nossos estádios provaram ser maravilhosos. A segurança de todas as delegações foi espetacular, a nossa mobilização foi a contento, os nossos aeroportos hoje se igualam aos dos países mais desenvolvidos do mundo, a nossa comunicação se apresentou moderna e tecnologicamente avançada enviando mensagens e imagens perfeitas para o planeta ver, ouvir e se deliciar e o nosso povo deu um banho de civilidade e educação que o mundo inteiro teve que se curvar e reverenciar a nossa pátria na sua maneira de ser e viver e principalmente em recepcionar o mundo.

As grandes estrelas do futebol mundial se sentiram em casa e os figurões da FIFA ficaram impressionados com o poder de união dos brasileiros que se uniram para promover e realizar a maior copa de todas as copas.

Teremos no pós copa uma herança maior que imaginávamos:

As grandes arenas capazes de encantar a todos e receber qualquer equipe para a prática do futebol de alto nível.

As vilas da copa que servirão de moradias e ou alojamentos para as grandes competições.

O reconhecimento do mundo, pois o intercâmbio cultural foi excepcional e todos os nossos visitantes estão extasiados com tamanho envolvimento e respeito por todas as raças, credos e origem.

A sinceridade dos nossos sorrisos e os sentimentos das nossas lágrimas.

• A forte força das competições durante as práticas desportivas e os abraços e a confraternização após os jogos, independentemente de qualquer resultado.

O exemplo a ser seguido dos japoneses em limpar a arquibancada e retirar o lixo após os jogos.

Unidos somos mais forte e respeitado por todos.

Somos brasileiros e amamos o nosso país na vitória e na derrota, saberemos tirar proveito dos nossos erros para fortalecimento para as futuras competições.

O orgulho de ser brasileiro ficou patenteado e registrado.

Saudemos a Alemanha, campeã da Copa de 2014 uma grande equipe e seus grandes atletas com um entrosamento perfeito além de uma Comissão Técnica competente e de uma simplicidade ímpar. Reconheçamos com respeito os seus méritos.

Vamos tirar partido das nossas observações, dos nossos grandes erros, da nossa arrogância (Comissão Técnica), dos pequenos acertos e vamos com trabalho e humildade recuperar o nosso prestigio no mundo da bola.

Por favor, dirigentes da CBF – Tenham respeito pelos brasileiros e por sua maior paixão. Felipão… Seleção é para convocar os melhores, os mais experientes, os que fazem o adversário tremer de preocupação e é lógico os promissores jovens para adquirir experiência, pois eles serão os sustentáculos do amanhã.

E pra finalizar, não é esse trabalho mal feito e sem rumo apresentado por nossa seleção que abalará o nosso sentimento de brasilidade, amamos o nosso país, amamos a nossa seleção e não é e nem será um grupinho de incompetentes mal intencionados e protegidos pela CBF que maculará o nosso amor ao Brasil.

SOMOS BRASILEIROS E COM MUITO ORGULHO E MUTO AMOR!

 

Gera Santana pesqueira

 

* Autor: Gera Santana  –  Geraldo Santana é professor, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta, radialista e cerimonialista.

Artigo/Opinião: Do que eu sinto vergonha? Muita Vergonha! – Por Maria do Carmo Leite Calado *

Vergonha?

Que vergonha é essa?

 

Deprimente, humilhante, torcedor não se conforma com a forma que aconteceu a derrota por 7 x 1

Deprimente, humilhante, torcedor não se conforma com a forma que aconteceu a derrota por 7 x 1

 

“Eu tenho vergonha de explicar pra minha neta, que nós, povo brasileiro nos comportamos como essa seleção que levou uma goleada: inertes, desorganizados e sem capacidade de reação.”

 

Por que perdemos um jogo de futebol? Jogo é jogo. Ganha o mais preparado, mais determinado e, às vezes, o mais sortudo.

Eu sinto vergonha das escolas sucateadas, sem estrutura, sem professores para várias disciplinas, sem ensino eficiente.

Eu sinto vergonha de mostrar pra minha neta AS ESCOLAS PÚBLICAS que o Governo Brasileiro oferece aos filhos dos cidadãos trabalhadores.

Sinto vergonha de dizer que os abastados e os que se abastecem do dinheiro público pagam escolas modelo para seus filhos, ou mandam para escolas do exterior para uma formação de qualidade.

Eu sinto vergonha dos Hospitais, das filas de espera de pessoas doentes a mendigar atendimento e aguardarem, cabisbaixos, por exames que demorarão meses pra ser realizados .E nessa espera, muitos morrem à míngua.

Eu sinto vergonha de explicar a minha neta que, enquanto os desassistidos passam por humilhações ao tentarem buscar alívio de suas doenças, os parlamentares, governantes e seus agregados tem sua saúde muito bem cuidada, nos melhores hospitais e com os melhores médicos, às custas do povo brasileiro.

Eu tenho vergonha de dizer a minha neta que ela não pode brincar na rua, não pode passear nas praças, não pode olhar as estrelas, pois um assalto, uma bala perdida poderá tirar-lhe a vida.

Eu tenho vergonha de explicar pra minha neta, que nós, povo brasileiro nos comportamos como essa seleção que levou uma goleada: inertes, desorganizados e sem capacidade de reação.

Vemos e assistimos todo tipo de corrução, em todas as esferas dos poderes, todo tipo de desmandos administrativos e toda essa falta de decência e descaso e nada fazemos.

Disso eu  sinto vergonha. Muita vergonha!

 

maria do carmo leite calado

 

* Autora: Maria do Carmo Leite Calado – É sanharoense, professora, colaboradora do OABELHUDO, cronista e atualmente revoltada com