Category Archives: Efeméride/Memória

Crônica/Efemérides: Copas do Mundo – Sucessos e Insucessos – A Copa, o Gol e o Voto (II) *

 

A Copa, o Gol e o Voto (II)

 

Seleção brasileira tetracampeã em 2002. Destaque pra o pernambucano Rivaldo

Seleção brasileira pentacampeã em 2002 – Coreia e Japão. Destaque pra o pernambucano Rivaldo

 

 

Para quem não leu o primeiro artigo, o fio da meada é a relação entre futebol, política e, particularmente, as eleições presidenciais que, desde 1994, coincidem com a realização das copas. Vamos a elas.

A Copa de 1994. Foram 24 anos de amargo jejum, agravado pelo travo da segunda maior decepção do torcedor brasileiro: a tragédia do Sarriá, quando o carrasco italiano Paolo Rossi decapitou uma das mais brilhantes seleções do mundo, a de 1982. Em 94, o Brasil vivia sob inflação nas alturas e instabilidade política que assustava a democracia nascente.

Seleção de 1994 -  Brasil tetracampeão nos EUA

Seleção de 1994 – Brasil tetracampeão nos EUA

No futebol, nada excepcional, à exceção de Romário. O fleumático Parreira e o experiente Zagalo apostaram no ramerrame eficiente do futebol burocrático. De repente, uma sigla engenhosa, a URV, se transformou numa moeda sólida, o Real; de repente, na decisão dos chutes da marca penal, nossos atletas acertaram o pé, a mão salvadora de Taffarel e o chute torto de Baggio ajustaram as contas de 1982. É tetra! A pergunta é: qual a influência da vitória do futebol na eleição de Fernando Henrique? Nenhuma. A eliminação dos efeitos perversos da inflação crônica, associada à estatura moral e intelectual do candidato FHC, estes sim, foram fatores determinantes do julgamento popular.

Com efeito, o eleitor distingue os momentos – o esportivo e o eleitoral – e não os confunde. Tanto é verdade que na Copa de 1998, a humilhante goleada da França não evitou a reeleição de FHC.

A Copa de 2002. Mais uma vez, Copa e eleição presidencial de mãos dadas. Realizada em dois países asiáticos, depois de hospedada pelo perna de pau Tio Sam, o esporte eurocêntrico, globalizou-se, definitivamente, em 2010, ao chegar à pátria de Mandela. A boa seleção brasileira teceu os laços solidários da “família Scollari”; fez o “Fenômeno” renascer das cinzas; mostrou ao mundo o implacável pé esquerdo do humilde cracaço pernambucano Rivaldo. Resultado: o Brasil é penta. E a eleição? A oposição (Lula) venceu a situação (Serra). O suposto favorecimento da situação com a vitória na Copa, mais uma vez, não bateu com o ânimo do torcedor.

Seleção brasileira que disputou a Copa de 2006 na Alemanha

Seleção brasileira que disputou a Copa de 2006 na Alemanha

As Copas de 2006 e 2010. Duas derrotas no futebol e duas vitórias eleitorais: reeleição de Lula e eleição de Dilma. Derrotas vergonhosas: a de 2006, apelidei a competição de “Copagode de celebridades” e, na de 2010, os jogadores (de joelhos) trocaram a letra do hino nacional pelos versos da marselhesa.

Seleção Brasileira e o fiasco na África do Sul em 2010

Seleção Brasileira e o fiasco na África do Sul em 2010

A Copa de 2014. Até agora olhamos os fatos pelo retrovisor. Fácil. Afinal, contra fatos não há argumentos. Porém, os fatos mudaram e as percepções também. A vertigem das mudanças ocorridas no mundo inteiro merece, no mínimo, uma apurada reflexão. E esta reflexão resulta do fenômeno universal que são as manifestações de rua. Distintas no tempo e situadas nos mais diversos contextos políticos e histórico-culturais, as manifestações de rua têm vários pontos em comum: interpretam uma emoção coletiva de indignação; refletem profunda descrença nas instituições da democracia participativa; eclodem a partir de uma centelha; movem-se do espaço cibernético para o espaço público.

Jogadores selecionados para 2014 - Esperança (?)

Jogadores selecionados para 2014 – Esperança (?)

Nos movimentos brasileiro de junho, a fagulha foi o aumento da tarifa de transporte público. Veio à tona uma torrente de insatisfação que se resume no seguinte: nós não estamos satisfeitos com o Brasil. É aí que entra a percepção de dois brasis: um que não funciona; outro, o Brasil da Copa, que superfatura obras, que promete um legado inacabado, enfim, um país que subverteu prioridades e que tem dinheiro para financiar as prioridades invertidas.

O que está em jogo não é o resultado do jogo: é o contraste entre o Brasil real e o Brasil/FIFA. O clima é desfavorável a quem governa. Parcela considerável dos torcedores descolou da seleção. A Pátria descalçou as chuteiras. Ser campeão é um anestésico passageiro. Remanesce o Brasil real, empacado, mal-humorado, com explosões de violência e rancor social.

Mais que emblema, a Copa tornou-se um problema para o governo. Não ser campeão é uma dor passageira. Não quero viver esta dor. A mim, não importa se tem ou não influência eleitoral. Sou torcedor. A bola rolou, passo a pensar com o coração.

Hexa e luxo!

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Fonte e autor: LeiaJá/Gustavo Krause  –  Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado.

Crônica/Efemérides: Copas do Mundo – Sucessos e Insucessos (I) *

 

A Copa, o Gol e o Voto (I)

 

 

Recém inaugurado, o Maracanã foi palco do malogro da seleção de 1950

Recém inaugurado, o Maracanã foi palco do malogro da seleção de 1950

 

Nas Copas do Mundo, futebol e política andam juntos. O que difere é a finalidade e a intensidade com que são usados. No Brasil, análises e opiniões se dividem sobre a influência dos resultados nos campos sobre a decisão do eleitor nas urnas. O debate esquentou por aqui. O tema será tratado em dois artigos.

Além das funções organizadora e reguladora, a FIFA exerce um papel eminentemente político (209 filiados, 16 a mais do que a ONU). É detentora do poder máximo sobre as competições de futebol. Onde há poder, há política para o bem ou para o mal. Escolher a sede da Copa é uma decisão política, ainda que apoiada em critérios objetivos e compromissos explícitos. A primeira Copa, realizada em 1930, por exemplo, contemplou o mérito do pequenino Uruguai, bicampeão olímpico (1924 e 1928).
Se, de um lado, a escolha da sede é política, de outra parte, os países escolhidos fazem uso político das copas de acordo com os interesses que permeiam a conjuntura histórica das nações. Neste sentido, vai da apropriação econômica do evento às possibilidades de legitimação do sistema de poder.

As Copas de 1934/38. Foram usadas como instrumento de propaganda fascista. A ordem de Mussolini era “Vencer ou Morrer”. Os jogadores adiaram a morte. Em 38, o talentoso atacante, Meazza, ao receber a taça Jules Rimet, saudou o Presidente da França com o gesto fascista e passou para história como o único capitão de equipe campeã a ser estrepitosamente vaiado.

Os craques de 1950 e o ônus da derrota na final para o Uruguai por 1x2

Os craques de 1950 e o ônus da derrota na final para o Uruguai por 1×2

A Copa de 1950. A primeira depois da Segunda Guerra Mundial contemplou o Brasil, um aliado (apesar das hesitações getulianas) das forças que venceram os algozes da democracia liberal. Vargas sucedeu Dutra. Pelo voto. A profunda decepção com a Copa não mexeu com a fidelidade governista das urnas. Preterida a Argentina, o Brasil mobilizou-se para mostrar ao mundo que era uma nação capaz realizar a copa, de construir o maior estádio do mundo e encantar o planeta com um futebol brilhante. O final infeliz a gente sabe: o “maracanazo”, a mais inesperada das derrotas; a mais desavergonhada politicagem em proveito da provável vitória; a alma brasileira ferrada pela novidade psicanalítica, o complexo de vira-latas.

Campeão na Suécia em 58. Início da era Pelé, Garrincha, Didi...

Campeão na Suécia em 58. Início da era Pelé, Garrincha, Didi…

A Copa de 1958. Um negro genial, adolescente, e um cafuzo de pernas tortas lideraram “o vareio de bola” que endoidou o sputinik, obrigou o Rei da Suécia a reverenciar o gesto imortalizado por Bellini e detonou o complexo. Ninguém, à exceção de Nelson Rodrigues, acreditava na seleção. A preparação adotou métodos modernos. O psicotécnico ferrou Garrincha. Os boleiros ferraram o psicotécnico e escalaram Mané. Naquela época, o Brasil vivia um momento mágico: Juscelino, bossa-nova, democracia e progresso. O Brasil ganhou a Copa, marcou gols de bela feitura e as urnas funcionavam.

O tricampeonato no México em 70. Seleção super elogiada até os dias de hoje...

O tricampeonato no México em 70. Seleção super elogiada até os dias de hoje…

A Copa de 1970. Nesta época, não tínhamos copa, não tínhamos urnas e carecíamos de gol. A vitória opaca de 1962 fora soterrada pelo abalo sísmico do futebol-força de 1966. Tempos difíceis. O auge do ciclo militar: uma economia atlética e liberdades caquéticas. No futebol, descrédito. Aí a contradição inacreditável: um comunista de carteirinha, inteligência privilegiada e tamanha coragem que nele caberia o titulo de sua “Insolência João Primeiro e Único”, muda tudo. Saldanha abriu a jaula e colocou em campo 22 “feras”. O João Sem Medo arretou-se com interferências indevidas e jogou a toalha. Antes, pavimentou o caminho para o disciplinado Zagalo e uma comissão técnica engalanada. Tiveram o bom senso de não misturar hierarquia, disciplina e a alegria libertária de jogar futebol. Juntaram grandes craques. Sem posições definidas e uma tarefa sagrada: tratar com carinho e intimidade sua majestade, a bola. Não deu outra: a taça Jules Rimet é nossa…para sempre.

Na Argentina em 1978 não obtivemos sucesso

Na Argentina em 1978 não obtivemos sucesso

A Copa de 1978. O refinado futebol argentino jamais precisou de governos civis ou militares para conquistar troféus. Porém, o ditador Jorge Videla precisava desesperadamente do título mundial. Para os donos do poder absoluto, não era suficiente a boa qualidade do time argentino. Armaram. A goleada dos argentinos na seleção peruana tirou o Brasil da final. Coutinho desabafou: “o Brasil é o campeão moral”. Este título não se contabiliza, mas um indigno conluio maculou a ética esportiva.

(Continua amanhã(20), na próxima coluna)

Nota do blog (O autor cometeu um lapso em deixar a copa de 1962 de fora da sua lista. Certamente, o fará no próximo capítulo. Basta lembrar que fomos bicampeões no Chile)

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Fonte e autor: LeiaJá/Gustavo Krause: Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado

Mundo/Cinema: As Mais Lindas da Tela *

As mulheres que

iluminaram a tela

No começo do ano passado, a Los Angeles Times Magazine elegeu as 50 mulheres mais bonitas do cinema. Neste fim de semana, a coluna publica a relação das dez primeiras colocadas e convida os leitores a montar sua própria listas.

Isabelle Adjani  -  O Inquilino (Roman Polanski)

Isabelle Adjani – O Inquilino (Roman Polanski)

Audrey Hepburn - Breakfast at Tiffany's 1961

Audrey Hepburn – Breakfast at Tiffany’s
1961

Brigitte Bardot - E Deus criou a mulher; Romance da Vida Privada...

Brigitte Bardot – E Deus criou a mulher; Romance da Vida Privada…

Marilyn Monroe -O Pecado Mora ao Lado 1955

Marilyn Monroe -O Pecado Mora ao Lado
1955

Angelina Jolie -  Mr. & Mrs. Smith 2005

Angelina Jolie – Mr. & Mrs. Smith 2005

Catherine Deneuve  -  La Belle de jour (A Bela da Tarde)

Catherine Deneuve – La Belle de jour (A Bela da Tarde)

Elizabeth Taylor -   Cleopátra 1963 ; Um Lugar ao Sol, 1951...

Elizabeth Taylor – Cleópatra 1963 ; Um Lugar ao Sol, 1951…

Grace Kelly  -  Ladrão de Casaca, 1955, High Society Filme de 1956

Grace Kelly – Ladrão de Casaca, 1955, High Society
Filme de 1956

 

Monica Bellucci  - Malèna Filme de 2000;  Irréversible 2002

Monica Bellucci – Malèna
Filme de 2000; Irréversible
2002

Sophia Loren  -  Os Girassóis da Russia, 1970;  Matrimonio all'italiana 1964 1964

Sophia Loren – Os Girassóis da Russia, 1970; Matrimonio all’italiana 1964
1964

 

* Fonte: Augusto Nunes (Blog)

 

CANETADAS/Homenagem: História da Aviação Pesqueirense – Por Jurandir Carmelo *

TUDO SOBRE A AVIAÇÃO CIVIL EM PESQUEIRA

ANO I – Nº I – FOLHA DE PESQUEIRA, EDIÇÃO DE 27 DE ABRIL DE 1947.

O AERO CLUBE DE PESQUEIRA empenha-se para que seja, em breve, oficialmente inaugurado o campo de aviação.

Toma vulto o movimento aviatório – Os aviões “Pesqueira” e “D. José Lopes”.

Inauguração do hangar do novo Aeroclube de Pesqueira

Inauguração do hangar do novo Aeroclube de Pesqueira

Iniciativa das mais notáveis da hora presente foi a que dotou Pesqueira de um campo de aviação. O transporte aéreo em nossa terra já não é mais problema a resolver. É uma realidade. E para essa realidade não faltaram o entusiasmo e a decisão firme do Dr. Armando Pita Brito. Deve-se a esse espírito de moço dinâmico e atilado às boas conquistas, a existência do nosso campo de pouso. A grande área de terreno é uma das mais importantes faixas de terra adaptadas à aterrissagem de aviões, até mesmo de certa classe.

Esse empreendimento do Dr. Armando Brito foi recebido por elementos representativos das classes conservadoras do município, sendo de destacar o concurso dos Srs. Carlos de Britto S/A e Cia., que proporcionaram todas as facilidades para a objetivação do campo de pouso de Pesqueira. E não tiveram os Srs. Carlos de Britto & Cia., mão a medir às despesas que patrocinaram.

Outros elementos de projeção nas atividades da indústria e do comércio da cidade foram também ao encontro de tão valiosos melhoramentos, como os Srs. José Didier & Cia. Ltda., Casas José Araújo S/A e outros, cujos nomes escaparam a esta reportagem.

Por seu lado, os poderes municipais, então à frente da edilidade o ex-prefeito Arruda Marinho, cooperaram nos trabalhos de construção do campo. E atacado o serviço, com vontade e segurança, teve Pesqueira, em pouco tempo, realizado esse notável melhoramento.

Autoridades do estado prestigiaram o grandioso evento e inauguração do hangar de campo de pouso de Pesqueira

Autoridades civis e militares do estado prestigiaram o grandioso evento e inauguração do hangar de campo de pouso de Pesqueira

O AVIÃO “PESQUEIRA”.

O trabalho do campo de pouso nasceu de uma conversação improvisada entre figuras locais, nela a ideia de ser adquirido um aparelho teco-teco. E logo um grupo composto dos Srs. Armando Pita Britto, Antonio Magalhães Araújo, Jurandir Brito de Freitas, Agostinho Bezerra Cavalcanti, José Pita, Carlos Silva e o piloto Severino, entraram em entendimento e, naquele instante, logo foi subscrita importância necessária à aquisição de um pequeno aparelho de aviação. Dentro de pouco mais de um mês, recebia a cidade o seu primeiro teco-teco.

Feito isto foi, também, ao mesmo tempo, fundado o Aéreo Clube de Pesqueira e eleita a sua primeira diretoria, regularizada sua situação no ministério da Aeronáutica, e escolhido presidente o Sr. Armando Pita Brito. E o avião “Pesqueira” já hoje vem prestando relevantes serviços, fazendo intercâmbio de viagens entre Recife Monteiro e Campina Grande, além de um curso de pilotagem para o qual se inscreveram diversas pessoas desta cidade, inclusive senhoritas de nosso escol social.

UMA OFERTA DO BISPO DIOCESANO AO AÉRO CLUBE DE PESQUEIRA

O Senhor Bispo diocesano, d. Adalberto Sobral, num gesto dignificante, e assim prestando sua melhor solidariedade ao empreendimento que deu a Pesqueira o seu campo de pouso, ofereceu ao Aéreo Clube desta cidade, um avião que receberá o nome do inolvidável Dom José Lopes, 1º bispo desta diocese.

Essa oferta do ilustre antístite pesqueirense, hoje eleito arcebispo do Maranhão, foi recebida com a maior simpatia.

PARA BREVE A INAUGURAÇÃO DO CAMPO – O AERO CLUBE DE PERNAMBUCO ENVIARÁ UMA ESQUADRILHA, DE NO MÍNIMO, DEZ AVIÕES – UM ENCONTRO, EM RECIFE, COM O SR. MÁRIO PENA E LIGEIRA PALESTRA COM O SR. ARMANDO PITA BRITO.

Palestrando há dias com o Sr. Armando Pita Brito, informou-nos o presidente do nosso Aero Clube que logo passada a estação invernosa, que já se prenuncia, será marcado o dia da inauguração oficial e solene de todas as instalações do campo de “Cachoeira”, adiantando-nos que participarão dessa festividade representações do Aero Clube do Recife, João Pessoa e Campina Grande, sendo de esperar a presença de vários aviões que sobrevoarão a cidade.

Soubemos, em Recife, num encontro acidental da reportagem deste jornal com o Sr. Mário Pena, presidente do Aéro Clube de Pernambuco, que na inauguração do nosso campo de pouso, virá uma esquadrilha de, no mínimo, dez aviões, um dos quais será pilotado pelo próprio Sr. Mário Pena.

E aquele ilustre homem de projeção dos mais altos círculos econômicos do Estado, falou com a mais viva simpatia sobre a feliz iniciativa do Sr. Armando Pita Brito.

Momento sublime a recepção do avião e a inauguração. O mundo elegante pesqueirense se fez presente

Momento sublime a recepção do avião e a inauguração. O mundo elegante pesqueirense se fez presente

FOLHA DE PESQUEIRA – ANO I – Nº 9. PESQUEIRA, 28 DE SETEMBRO DE 1947 – DIRETOR PAULO DE OLIVEIRA.

Uma vitória da aviação civil.

Causou um acontecimento marcante de entusiasmo a vinda a esta cidade de um DOUGLAS, das Forças Aéreas Brasileiras.

A aterrizagem do importante aparelho verificou-se de modo magnífico. Numa simples manobra, muito naturalmente, o bimotor desceu no campo de pouso, ante o entusiasmo da população, calculada em cerca de três mil pessoas, que tinha até ali ido assistir ao embarque do ex-bispo de Pesqueira, Dom Adalberto Sobral.

“Ótimo campo”, respondeu-nos o tenente-coronel aviador Vitor Barcelos, quando o interpelamos. Acrescentando que tinha feito sua aterrissagem sem a menor preocupação e sem o menor incidente, tanto assim que aterrissara em posição contrária, tal a confiança que lhe inspirou a segurança do campo, já anteriormente inspecionado. Suas declarações foram assistidas pelo colega, tenente-coronel Balloussier, comandante do DOUGLAS.

A tripulação do DOUGLAS DC 3, além daqueles dois oficiais da FAB, era completada pelo sargento-mecânico David e sargento-telegrafista Laurindo.

O referido bimotor pertence ao 2º Grupo de Transportes da FAB.

FOLHA DE PESQUEIRA, EDIÇÃO DE 27 DE MARÇO DE 1949 – (PÁGINA 3).

Aéro Clube de Pesqueira.

Submetidos à vistoria os aviões: “Pesqueira” e “D. José Lopes” – Intensificado o curso de pilotagem.

No dia 13 do corrente, foram submetidos à vistoria os aviões: “Pesqueira” e “D. José Lopes”, do Aéro Clube desta cidade. A inspeção dessas unidades de nossa aviação civil, procedida por uma comissão de oficiais do Ministério da Aeronáutica que veio diretamente do Rio para, em Recife, no Aéro Clube de Pernambuco, desempenhar-se daquele exame. A aludida comissão julgou os aviões “Pesqueira” e “D. José Lopes” em ótimas condições de navegabilidade, com os seus motores em perfeita ordem e as demais instalações daqueles aparelhos.

INTENSIFICADO O CURSO DE PILOTAGEM.

O Aéreo Clube de Pesqueira vem intensificando o curso de pilotagem que está sendo praticado pelos alunos Estanislau Ventura, Horácio Campelo, Libério Martins, Nelson Avelar e Horácio Silva, tendo como instrutor o piloto Genú Rodrigues dos Santos. Esse curso de pilotagem é feito no avião “paulistinha” – Dom José Lopes.

Pesqueira era assim, cinco seis homens sentavam em um lugar qualquer e compravam um teco-teco. Hoje 100 deles sentam e não compram um velocípede. Ah, Pesqueira!

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* Autor: Jurandir Carmelo – Jurandir é pesqueirense, advogado, colaborador pioneiro do OABELHUDO, jornalista, cronista, debatedor e defensor intransigente da coisa e dos interesses pesqueirenses. (Obs: Algumas palavras estão grafadas originalmente como se escreviam à época)

Artigo/Homenagem: LEMBRAI-VOS DOS PRACINHAS! 08 de Maio é o dia da Vitória! * – Colaboração de Jozinaldo Freitas

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Tropas brasileiras em Monte Castelo (Arquivo Diana Oliveira Maciel)

Tropas brasileiras em Monte Castelo (Arquivo Diana Oliveira Maciel)

Fotos abaixo: a)Um blindado M-8 do Esquadrão de Reconhecimento da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária entra em Montese, na Itália (Arquivo da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil Secção de São Paulo).

b) Prisioneiros da 148º Divisão de Infantaria alemã, sob controle da FEB (Gli eroi Venuti dal Brasile)

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Em 8 de maio comemora-se o Dia da Vitória sobre os nazifascistas, em 1945, enquanto fevereiro, março e abril marcam as grandes vitórias da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália. O envolvimento na 2ª Guerra Mundial mostrou que o Brasil precisava se tornar uma potência, para garantir sua segurança, e que eram necessários planejamentos estratégicos de governo, então inexistentes, para vencer os obstáculos decorrentes. As Forças Armadas (FA) foram vetores desse projeto, ainda inacabado, fruto de sua participação na guerra, desde o Atlântico aos céus e montanhas italianas, e da criação da Escola Superior de Guerra, pioneiro centro de estudos estratégicos e planejamento governamental no Brasil.

As potências viam o Brasil, rico, mas subdesenvolvido, periférico e mestiço, com um misto de desprezo, benevolência, interesses e preconceito racial similar ao arianismo alemão. Esses sentimentos se estendiam às FA e a FEB teve de vencer grandes desafios desde a sua formação no Brasil até se tornar um eficaz instrumento de combate no front. Os EUA demoraram a entregar os meios para a força brasileira, pois eram necessários a seu Exército e aos de outros aliados já em operações e preparando a invasão da França, bem como pela dúvida se o Brasil iria mesmo à guerra. O equipamento e o armamento só foram recebidos na Itália e a FEB entrou em operações com preparação incompleta, substituindo um Corpo de Exército dos EUA e o Corpo Expedicionário Francês transferidos para a França, ambos em combate havia mais de um ano.

A FEB lutou num teatro de operações (TO) montanhoso e favorável à defesa com forças reduzidas, máxime sendo tropas aguerridas, bem equipadas e experientes do Exército Alemão, reconhecido como o mais profissional do mundo. Foi empregada contra a poderosa Linha Gótica em Monte Castelo, no início do inverno, após o fracasso da ofensiva anglo-americana em romper aquela linha e alcançar o vale do rio Pó. Portanto, as condições desaconselhavam operações de vulto. A tropa americana encarregada de proteger o nosso flanco fora desalojada pelo alemão e a força atacante era inferior à exigida pelo objetivo, como ponderara o comandante da FEB. Atacar, recuar combatendo em ordem e permanecer no front sem ser substituída foi um mérito.

Apontar falhas do escalão subordinado, sendo uma força estrangeira e de país periférico foi menos comprometedor para o comando americano do que assumir a responsabilidade pelo erro de avaliação do inimigo, do valor defensivo do terreno e do poder de combate necessário para derrotá-lo. Os Exércitos Inglês e Americano, também valorosos, sofreram reveses ao empregarem forças com preparação incompleta em Dunquerque (França), na África, Filipinas e Sudeste da Ásia entre 1940 e 1943. O General Eisenhower assim comentou os insucessos americanos na Tunísia em 1943: “foi a inexperiência, particularmente dos comandantes. As divisões americanas — não foram beneficiadas com os programas de treinamento intensivo — permaneceram separadas de seu armamento e de grande parte de seu equipamento durante um longo período — Os comandantes e as tropas evidenciaram os efeitos dessa anomalia — embora não lhes faltasse a coragem e o caráter sua eficiência inicial não se compara com a demonstrada — depois de um ano de treinamento”. O mesmo se diga da FEB na Itália, nos primeiros meses de combate.

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As missões da FEB, enquadrada pelo IV Corpo de Exército (IV CEx), do V Exército dos EUA, foram cumpridas conforme as possibilidades de uma tropa a pé, conquistando objetivos importantes para o IV CEx, contra um inimigo material e moralmente apto a defender o terreno que lhe era favorável. Os quatro reveses em Monte Castelo, os dois primeiros sob comando americano, além dos erros desse comando, também se deveram à nossa inexperiência e preparação incompleta. Essas deficiências foram superadas em dezembro de 1944 e janeiro de 1945, nos confrontos entre pequenas frações no front e não em campos de instrução à retaguarda. A conquista do Monte Castelo alentou a confiança do IV CEx, consolidada com as vitórias de La Serra, Castelnuovo, Montese e Fornovo, onde a FEB aprisionou a 148ª Divisão Alemã, primeira força de tal magnitude a se render na Itália.

A FEB era apenas uma das divisões (na Europa eram 69 só dos EUA) de um dos corpos de exército, de um dos dois exércitos aliados, num TO secundário. Portanto, sua experiência é uma história de combate de pequenas frações, subunidades e unidades, como é a tônica em TO montanhosos. Sargentos, tenentes, capitães e comandantes de unidades amadureceram e venceram o maior desafio do soldado – enfrentar o fogo inimigo com equilíbrio emocional, competência e coragem. No Brasil, alguns analisam a FEB como se ela sozinha tivesse que ser decisiva na guerra e o inimigo fosse irrelevante. Ora, o seu papel foi tático, não estratégico. No Brasil, poucos estudam tática e história militar para opinar com conhecimento sobre a FEB diante de seus desafios e muitos, por servidão intelectual, não questionam opiniões emitidas nas metrópoles culturais, por vezes preconceituosas ou que transferem responsabilidades por erros cometidos por compatriotas.

Hoje, o preparo de uma força de paz de mil militares para o Haiti, onde a ameaça é de gangues armadas apenas de fuzil, leva seis meses. O Brasil de 1943 mobilizou 25 mil combatentes, em um ano, para enfrentar nada menos do que a Wehrmacht. A FEB foi a afirmação da dignidade nacional diante das afrontas nazifascistas afundando navios e matando mais de dois mil brasileiros. Nossos irmãos e irmãs Pracinhas honraram a Pátria como risco ou o sacrifício da própria vida. Muitos não voltaram para viver as alegrias e conquistas de uma vida plena, trabalhando, constituindo família e criando filhos. Os que voltaram foram esquecidos. Infelizmente é como disse o Padre Antônio Vieira (1608-1697): se servistes à Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Vejam no link 20 fotos da participação brasielria na II Guerra Mundial. 

http://www.historiailustrada.com.br/2014/04/fotos-raras-brasil-na-segunda-guerra.html#.U1643MtOU3w

* Autor: General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva (filho de um veterano da FEB)

Egyto/História: Como as Pirâmides foram construídas sem Escavadeiras e Gruas *

 

Cientistas explicam técnica

de egípcios para construir

pirâmides

 

Técnica: Operários molhavam areia do deserto para facilitar transporte de material de construção

Técnica: Operários molhavam areia do deserto para facilitar transporte de material de construção

 

 

Elas foram construídas há milhares de anos, quando não havia escavadeiras ou gruas.

Porém, continuam maravilhando o mundo – e os cientistas – pelo enorme esforço e pelos engenhos usados na sua construção.

Para construir suas imponentes pirâmides, os egípcios tiveram que transportar gigantescos blocos de pedra e estátuas que pesavam toneladas pelo deserto. Para fazer isso eles usavam grandes trenós de madeira

As grandes quantidades de operários que mobilizaram em grandes projetos dá uma ideia do grande conhecimento técnico e organizacional desta civilização, que se baseou em métodos simples.

Especialistas em física da Fundação para a Investigação Fundamental sobre a Matéria e da Universidade de Amsterdã disseram recentemente ter descoberto um truque simples e efetivo que pode ter sido utilizado pelos egípcios para facilitar a passagem dos trenós de madeira carregados com pedras. Eles umidificariam a areia sobre a qual os trenós deslizavam.

Ao usar a quantidade adequada de água, segundo os cientistas, eles conseguiriam reduzir pela metade o número necessário de operários para arrastar os trenós.
Demonstramos de forma experimental que a fricção deslizante sobre a areia se reduz muito ao se adicionar um pouco – mas não muito – de água” diz o estudo realizado por um grupo liderado pelo professor Daniel Bonn e publicado na revista especializada Physical Review Letters.

Castelos de areia

Quem já construiu castelos de areia poderá entender facilmente o que propõe os cientistas: é praticamente impossível manter a forma de um monte de areia seca. Quando ela está saturada de água, a dificuldade é semelhante.

Pista encontrada

Segundo os cientistas, os construtores egípcios conheciam esse truque útil. Eles baseiam sua afirmação em uma pintura encontrada em uma das paredes da tumba de Djehutihotep, governante de uma das regiões do Alto Egito durante os reinados de Amenemhat II, Sesostris II e Sesostris III (1914-1852 a.C.). Ela mostra claramente uma pessoa parada na parte dianteira do trenó jogando água sobre a areia.

Leia a Íntegra:

Cientistas explicam técnica de egípcios para construir pirâmides

* Fonte: BBC/Mundo

Canetadas/Pesqueira: Uma Cena Cultural Permanente – Por Jurandir Carmelo *

Canetadas

 

Editado e lançado em abril de 1980 em homenagem ao Centenário de Pesqueira

Editado e lançado em abril de 1980 em homenagem ao Centenário de Pesqueira

Na minha página do Facebook vejo um comentário do amigo Ciro de Brito Miranda, em cima de uma postagem na qual destaco uma nota do saudoso amigo Dr. Luiz Wilson de Sá Ferraz.

Eis a nota: PESQUEIRA/PE, 20/04/2014 > NOTAS SOLTAS, EM HOMENAGEM AOS 134 ANOS DE PESQUEIRA. VELHAS IGREJAS DE PESQUEIRA > (Luiz Wilson – Livro Pesqueira Secular, página 99).

(…) O primeiro templo de Pesqueira, de tantas reminiscências de minha Meninice, foi a Igrejinha de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Mandou-a construir em 1802 (v. Zeferino Galvão, ANTOLOGIA, obra citada em outro local destas notas), o Capitão – Comandante e depois Sargento-Mor e Capitão-Mor de Ararobá, Manuel José de Siqueira, em sua Fazenda Poço da Pesqueira. Ficava vizinha a dois antigos sobrados, ainda do tempo daquela velha fazenda, transformados em 1919 ou em 1920 por D. José, em seu Palácio Episcopal. É o mais histórico dos templos da “cidadezinha” e diz-se que ali foi sepultado o Capitão-Mor, Manuel de Siqueira (…).

O comentário bem articulado do Dr. Ciro Miranda remete-me a dar algumas explicações em relação à autoria do livro Pesqueira Secular, bem assim, relacionado ao local do evento.

Eis o comentário: Ciro Brito Miranda O médico e escritor Luiz Wilson, ao qual assisti o lançamento de seu livro Pesqueira Secular, no Gabinete Português de Leitura, na Rua do Imperador, em Recife, quando eu tinha 17 anos, foi o maior historiador de Pesqueira. Esse e outros livros fazem parte do grande momento intelectual vivenciado por Pesqueira em seu Centenário, cujo legado permanece até hoje.

Eis as explicações: O livro “Pesqueira Secular – Crônicas da Velha Cidade”, não é de autoria do Dr. Luiz Wilson da Sá Ferraz (médico-escritor, então pertencente à Academia de Médicos Escritores de Pernambuco). Pesqueira Secular reúne em suas 273 páginas, mais alguns encartes sem numeração de fotos sobre Pesqueira e seus eventos, uma coletânea de crônicas de pessoas da nossa comunidade, tendo sido coordenado pelos pesqueirenses Pedro Santa Cruz, Potiguar Matos, Aloísio Falcão, Nivaldo Burgos e Silvio Lins.

Na realidade o livro foi lançado, em primeira mão, em 1980, com edição comemorativa do 1º Centenário de Pesqueira, em encontro da Colônia pesqueirense no Gabinete Português de Leitura, que fica na Rua do Imperador, no Centro da Capital pernambucana. O Dr. Luiz Wilson teve a sua colaboração assentada às folhas 106/108, com o título “VELHAS IGREJAS DE PESQUEIRA”.

Abaixo, para maiores e melhores esclarecimento segue a relação dos que participaram, na sequência de suas páginas e temas, a saber:

Pesqueira Secular (Crônicas da Velha Cidade) > Edição Gráfica Santa Cruz – Recife/PE – 1980, Edição comemorativa do 1º Centenário de Pesqueira 1880/1980, apresentação feita pelo saudoso professor e homem de letras, o pesqueirense Potiguar Matos.

Eis a coletânea de crônicas e artigos sobre Pesqueira:

“O COMEÇO” (Nelson Barbalho – páginas 29/32) > Nelson Barbalho retrata na sua crônica “O COMEÇO”, o período de quando os Holandeses passaram pelo sertão do Ararobá atrás das minas de salitre, mas dizendo que a mesma já conhecida dos portugueses, inclusive de João Fernandes Vieira, chefe único de guerra contra os batavos depois do retorno de Maurício de Nassau à Holanda em 1644. (…).

Faz referências ao Padre João Duarte do Sacramento, de sua viagem a cavalo, pelo vale do Capibaribe, atingindo as suas cabeceiras, a descida pelo vale do Ipanema até a chegada ao São Francisco. (…)

Mais adiante ensina Barbalho que incentivado pelo governador Brito Freire, o padre João Duarte do Sacramento volta a subir o vale do Capibaribe e o Ararobá, onde funda algumas aldeias indígenas, entre as quais destaca-se a de Nossa Senhora das Montanhas ou Aldeia de Ararobá, nas cabeceiras do rio Capibaribe, fundada em 1669, que se tornou vila em 1762, Vila de Cimbres e deu origem à atual cidade de Pesqueira, em Pernambuco. (…)

Nota: Muito boa leitura da crônica de Nelson Barbalho, e faz sentido quando a intitulou de “O COMEÇO”.

“POÇO DO PESQUEIRO, PESQUEIRA” > (Silvio Lins – páginas 33/41) > Silvio Lins, pesqueirense e economista, faz “breve relato da formação histórica e econômica do Município de Pesqueira, com uma descrição de suas potencialidade e algumas proposições em face de suas perspectivas futura” (…).

Nota de Canetadas: O trabalho do economista Silvio Lins oferece um conjunto de sugestões, cujas ações se houvesse sido observadas teria elevado Pesqueira a outra situação, com retomada do seu desenvolvimento.

E ASSIM SEGUE PESQUEIRA SECULAR (Daqui por diante sem comentários):

“SOLOS DO MUNICÍPIO DE PESQUEIRA: UM POUCO DE HISTÓRIA E UM DESAFIO DE GERAÇÃO A GERAÇÃO” > (Nivaldo Burgos – páginas 42/45);

“PESQUEIRA: O MEIO E A CIVILIZAÇÃO” > (Moacyr Britto de Freitas – páginas 47/54);

“PESQUEIRA: EVOLUÇÃO HISTÓRIA DO SETOR EDUCACIONAL” > (Nair Falcão de Carvalho – páginas 55/64);

“A IMPRENSA NA HISTÓRIA DE PESQUEIRA” > (Padre José Maria da Silva – páginas 65/98);

“VELHAS IGREJAS DE PESQUEIRA” > (Luiz Wilson de Sá Ferraz – páginas 99/108);

O CRISTO REI E PESQUEIRA” > (Givanildo Paes Galindo – páginas 109/118);

“SEMINÁRIO: TEMPO E ILUSÃO” > (José Carlos Cordeiro Freire – páginas 119/ 122);

“O SANTA DOROTEIA” > (Zuleide Siqueira – páginas 123/128);

CONVENTO DOS FRANCISCANOS” > (Frei Luciano Maciel Pinheiro – páginas 127/128);

“A DIOCESE DE PESQUEIRA NO PRIMEIRO SÉCULO” > (Padre José Maria da Silva – páginas 129/144);

“AQUI FALA … O S.A.P” (Laurene Martins – páginas 145/148);

“TEATRO E MÚSICA” > (Nelson Valença – páginas 149/154);

PESQUEIRA ERA ASSIM” > (Eugênio Maciel Chacon – páginas 155/172);

“A CIDADE AMADA, CRÔNICA EM TRÊS TEMPOS” > (Potiguar Matos – páginas 173/178);

“PESQUEIRENSES DE OUTRORA” > (Aloísio Falcão – páginas 179/192);

“A RONDA DA SAUDADE” > (José Figueiredo Matos – páginas 193/198);

“DOIS EPISÓDIOS DA VIDA PESQUEIRENSE” > (Genésio Rosas – páginas 199/208);

“EVOCAÇÕES NUM CENTENÁRIO” > (Jarival Cordeiro – páginas 209/210);

“PESQUEIRA” > (Oton Augusto de Almeida – páginas 211/216);

“INFLUÊNCIA DO DR. LÍDIO NA SOCIEDADE DE PESQUEIRA” > (páginas 217/222);

“ÁLBUM SENTIMENTAL” > (Otacílio Gomes Cavalcanti – páginas 223/226);

“ASPECTOS PESQUEIRENSES” > (Rinaldo Jatobá – páginas 227/230);

“COPIRRAITE” (Aos 100 anos da minha jovem Pesqueira de Sant’Águeda – EVOCAÇÃO ANO 100”) > (Luiz Neves – páginas 231/248);

“REMINISCÊNCIA DE UMA CIDADE CENTENÁRIA” > (Eronides L. Galindo – páginas 249/254);

“POEMAS PARA PESQUEIRA” > (Antonio Xavier de Carvalho – páginas 255/260);

“CIDADE SERRANA” > (Anísio Galvão > Transcrito do seu livro VIDA QUE CORRE – 1925, páginas 261/262);

“SERRA DO ORORUBÁ” > (N. V. de Carvalho – “transcrito DE A VOZ DE PESQUEIRA – Edição de 21.08.1955”, páginas 263/266);

“POEMA DA CIDADE” > (Elyseu Araújo, páginas 267/268);

“PESQUEIRA CENTENÁRIA” > (Lauro Cysneiros, páginas 269/273).

Nota de Canetadas: O livro do Dr. Luís Wilson é intitulado de “ARAROBÁ LENDÁRIA E ETERNA > (Notas Para A História De Pesqueira)”, lançado em comemoração, também, ao 1º Centenário de Pesqueira, com Edição da Prefeitura Municipal de Pesqueira, sendo prefeito do centenário, o saudoso Eutrópio Monteiro Leite. Contém o livro 451 páginas e vários encartes com fotografias. (O livro foi impresso na Companhia Editora de Pernambuco – CEPE – Recife, 1980).

Outra nota: Pesqueira teve no passado um trabalho muito bom de jornais, revistas, livros, teses, monografias, fotografias, mapas cartográficos, vídeos, etc.

Aqui há de se perguntar: Para onde vai esse rico acervo cultural? É preciso que seja criado o ARQUIVO PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE PESQUEIRA. É preciso cuidar da história da nossa terra e da nossa gente. Pesqueira tem uma história fantástica que deve ser preservada, resgatada, através da republicação de livros. Livros importantes como os de Zeferino Galvão, José de Almeida Maciel, Luís Wilson, entre outros.

ÚLTIMA NOTA DE CANETADAS:

Padre José Maria da Silva, com a crônica “A IMPRENSA NA HISTÓRIA DE PESQUEIRA, em notas e pesquisa bem articuladas, tendo por base o trabalho do saudoso médico-escritor, Dr. Luiz Wilson, que por sua vez utilizou o trabalho do jornalista Luiz do Nascimento, gravataense de nascimento, amigo do velho Paulo de Oliveira (meu saudoso Pai), os quais, juntamente com outros jornalistas pernambucanos, participaram da fundação da Associação de Imprensa de Pernambuco – AIP. O trabalho de Luiz do Nascimento intitulado HISTÓRIA DA IMPRENSA DE PERNAMBUCO, faz o mais autêntico relato sobre a imprensa pesqueirense. O saudoso padre José Maria, para a elaboração de suas notas retratou bem essa importância, inclusive citando diversos jornais entre outros jornais GAZETA DE PESQUEIRA (Zeferino Galvão); CORREIO DE PESQUEIRA (Propriedade dos irmãos Cândido e Joaquim de Britto, sendo Redator Chefe Peixoto Sobrinho e Adjunto o jornalista Paulo de Oliveira, meu saudoso pai); A VOZ DE PESQUEIRA, do jornalista Eugênio Chacon; A FOLHA DE PESQUEIRA, do jornalista Paulo de Oliveira); os jornais ERA NOVA e NOVA ERA, da Diocese de Pesqueira, entre outros.

Gazeta de pesqueira 1904 - cabeçalho

jurandir carmelo foto recente

* Autor: (Por Jurandir Carmelo – Pesqueira/PE, 22/04/2014). Jurandir é pesqueirense, advogado, jornalista, colaborador do OABELHUDO, cronista e militante ah doc das causas e coisas pesqueirense,

História/Curiosidades: As Origens Judaicas da Família Almeida * – Colaboração de Leonor Medeiros

 

Origens judaicas da família Almeida

 

Família que emigrou para o Brasil. Futuros Almeidas

Família que emigrou para o Brasil. Futuros Almeidas

 

 

Almeida é sobrenome de comprovada origem judaica sefaradim e anussim. foi adotado pelos judeus que viviam na região denominada de Espanha Muçulmana, que compreendia os territórios da península Ibérica que ficaram em poder dos árabes e mouros do século VII ao século XV, sendo por este motivo que tal sobrenome apresenta sua origem na língua árabe.

Eles adquiriram tal forma e foi adotado por uma antiga família judaica sefaradita,como um tipo de disfarce a fim de seus membros escaparem das perseguições da futura inquisição da igreja católica

Eles adquiriram tal forma e foi adotado por uma antiga família judaica sefaradita,como um tipo de disfarce a fim de seus membros escaparem das perseguições da futura inquisição da igreja católica

Eles adquiriram tal forma e foi adotado por uma antiga família judaica sefaradita,como um tipo de disfarce a fim de seus membros escaparem das perseguições da futura inquisição da igreja católica; e por conta diste , de fato, poucos membros da família Almeida caíram nas garras da diabólica inquisição.
O disfarce adotado consistiu no fato dessa família transliterara seu sobrenome árabe Al Beytar, aproveitando do fato de que tanto em árabe como em hebraico e aramaico, línguas de amplo conhecimento dos judeus, ocorrerem o mesmo fenômeno que acontece nas línguas portuguesa e espanhola em se trocar M por B, bem como B por V. Por isso eles associaram o seu sobrenome árabe Al Beytar a localidade portuguesa de Almeida,dando a entender as autoridades inquisitórias que sua família era de origem cristã velha, e não moura nem judaica, quando de fato, seus membro eram secretamente judeus sefaradim. 
A origem da formação desse sobrenome do ponto de vista linguístico esta associado ao fato de que ela e formada pela junção da partícula árabe‘ AL”, que corresponde aos artigos ” A,O,AS, OS”, na língua portuguesa, mais a palavra árabe ”BEYTAR”, que dependendo da origem da pessoa que o pronúncia também admite as variantes BEYDA e MEYDA. Na língua árabe , essas palavras significam BRANCO, no sentido de cor da pele.

Leia também:

* Fonte:Coisas Judaícas

Evento/Homenagem: Leonides Caraciolo – 80 Anos *

80 Anos

Leonides de Oliveira Caraciolo

 

Apreciador de festas.Uma das característica desse sanharoense - Leonides Caraciolo

Apreciador de festas.Uma das característica desse sanharoense – Leonides Caraciolo

Leonides Caraciolo de fardãoLeonides e presidentes da APLAS WP_000929Leonides na cavalgada das amazonas de 2007 sanharoLeonides Laurinete WP_000661

Aniversário sem festa. 22 de abril, data do aniversário do Descobrimento do Brasil e do nosso estimado amigo Leonides de Oliveira Caraciolo. Faria hoje, 80 anos. Nasceu num dia domingo e faleceu numa quarta-feira de agosto de 2013.

Integrado à cena cultural de Sanharó, deixou uma marca indelével como historiador e escrevinhador dos nossos acontecimentos. Foi o mentor e o grande baluarte da transformação do acervo deixado pela Rede Ferroviária. Pediu, lutou e conseguiu mudar um cenário degradado em algo relevante, bonito  e útil.

Os prédios estavam abandonados pelo poder público. Havia que dissesse que tudo aquilo era de propósito para que os imóveis caíssem em mãos estranhas ao interesse público. Conseguiu através de emenda do então deputado federal Ricardo Fiuza, verba para fazer a restauração dos dois prédios principais – a estação e o armazém. Se mais não fez é que lhe foi negada oportunidade para isso. Importou, mas não importa mais. partiu sem essa mágoa.

Tinha muitos objetivos e mais projetos de livros. Dentre esses, cito o livro que trata das Famílias Sanharoenses. Um apanhado cuidadoso de A a Z de tudo que ele pode colher, em pesquisa pessoal ou de amigos colaboradores. Leonides não deixou saudade apenas como parceiro de mesa de bar ou do bate-papo no banquinho da pracinha em frente a sua residência. Leonides deixou um vazio que dificilmente será preenchido como divulgador da cultura, da história  dos que fizeram como e porque Sanharó existir.

Levou também o nome da nossa cidade nas suas diversas atividades com engenheiro e como escritor e acadêmico. Tinha especial apreço pela APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes, onde foi presidente e um carinho bem especial pela Academia Belojardinense de Letras e Artes, que também integrava junto com outros conterrâneos.

Presença obrigatória nas nossas festas. Baile Municipal de Sanharó

Presença obrigatória nas nossas festas. Baile Municipal de Sanharó

Nos nossos encontros etílicos das sextas-feiras, juntamo-nos, eu, Zé Nilson, João Pessoa, o grupo permanente, afora àqueles que eventualmente se juntam a nós, no bar de Lúcia (ex-bar de Célia). Quase que como regra, foi não foi, falamos em seu nome. “João Pessoa; vou sair. tome conta de Paulinho”. Isso me irritava profundamente, mais teimava e repetia toda semana. Hoje faz falta…

Aos que não leram ou que desejam rever, o blog disponibiliza o link de uma crônica que fizemos em outubro, também em sua homenagem.

Crônica / Homenagem : Leonides Caraciolo. Um Boêmio a menos. Uma Saudade a Mais…

 

Paulinho Muniz

Editor do Blog

História/Curiosidades : 10 Invenções da 1ª Guerra Mundial que perduram até hoje *

 

O zíper e outras invenções

popularizadas graças à

Primeira Guerra Mundial

Zíper, absorvente íntimo e salsichas de soja ajudaram a vencer desafios da guerra.

Zíper, absorvente íntimo e salsichas de soja ajudaram a vencer desafios da guerra.

Zíper, absorvente íntimo e salsichas de soja ajudaram a vencer desafios da guerra.

 

 

O sofrimento e os desafios gerados pela Primeira Guerra Mundial levaram a população a criar soluções que, mais tarde, viriam a beneficiar a humanidade. Cem anos após o início da guerra, conheça algumas das invenções que resultaram de um conflito em que, estima-se, 16 milhões perderam suas vidas e outros 21 milhões ficaram feridos.

Absorventes Íntimos

Antes de estourar a Primeira Guerra, uma pequena empresa americana registrou sob sua marca um material conhecido como Cellucotton. A substância, composta pela polpa da celulose da madeira (usada na fabricação de papel), era cinco vezes mais absorvente do que o algodão e custava a metade do preço.

Em 1917, quando os Estados Unidos entraram na guerra, a empresa – Kimberly-Clark – passou a empregar o material na fabricação, em grande escala, de enchimento para curativos cirúrgicos.

Enfermeiras da Cruz Vermelha trabalhando nos campos de batalha logo se deram conta da utilidade do produto na higiene íntima. Esse uso adicional do produto acabaria, anos mais tarde, alterando o destino da pequena firma americana.

Em 1920, menos de dois anos após o final da guerra, chegou às lojas americanas o primeiro absorvente íntimo da história, batizado de Kotex (junção das palavras inglesas cotton, algodão, e texture, textura).

Lenços de Papel

Vender absorventes íntimos não era fácil, porque as mulheres ficavam constrangidas em comprar o produto de vendedores homens. As vendas aumentavam aos poucos, mas a empresa continuava a buscar outras utilidades para o material.

O relógio de pulso deixava as mão mais livres para a batalha

O relógio de pulso deixava as mão mais livres para a batalha

 

 

Relógio de Pulso

O relógio de pulso não foi inventado especificamente para a Primeira Guerra Mundial, mas seu uso, especialmente por homens, se alastrou dramaticamente durante o conflito. E depois da guerra, o relógio de pulso havia se tornado o meio mais comum para se saber a hora.

 aço inoxidável tornou-se indispensável na cozinha

aço inoxidável tornou-se indispensável na cozinha

Aço Inoxidável

Aço que não enferruja nem sofre corrosão chegou ao mundo cortesia de Harry Brearley, da cidade inglesa de Sheffield. Criado em 1913, o produto revolucionou a indústria metalúrgica e tornou-se um componente indispensável do mundo moderno.

Os militares britânicos estavam tentando encontrar um metal mais adequado para armas. O problema era que o calor e a fricção produzidos pela passagem das balas enferrujavam os canos das armas. Brearley, um metalúrgico de uma empresa de Sheffield, foi encarregado de procurar uma outra liga, mais resistente.

Ele experimentou adicionar cromo ao aço e, diz a lenda, jogou fora algumas das amostras que tinha testado, achando que não tinham dado certo.

 

Leia a Íntegra:

10 invenções da 1ª Guerra

 

* Fonte: BBCBrasil/Stephen Evans  –  BBC News, em Berlim