Category Archives: ENTREVISTA

Presidente Dilma minimiza a crise moral: “O Brasil não se abala por um escândalo” *

 

 

“O Brasil não se abala

por um escândalo”,

diz Dilma sobre Petrobras

 

 

 

No seu primeiro pronunciamento desde a prisão espetacular de chefes de empreiteiras no escândalo de corrupção da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff exaltou o mérito do governo de estar investigando a corrupção “pela primeira vez na História do Brasil”. E ainda culpou governos passados pela corrupção que está acontecendo hoje na empresa, afirmando que ninguém fez nada antes dela para combater.

Para a presidente, o escândalo será um marco na história do país :

Eu acho, de fato, que isso pode mudar o país para sempre. Em que sentido ? No sentido de que se vai acabar com a impunidade. Este é, para mim, a característica principal desta investigação.

Vestida num terno bege, respondendo tranquilamente a todas as perguntas, a presidente disse que nem ela, nem o país vão se abalar por causa disso. É parte do jogo democrático, afirmou.

– O Brasil não se abala por um escândalo – disse.

O escândalo, também, não vai significar o fim nem a revisão de todos os contratados do governo com as principais empreiteiras do país, muito menos uma devassa na Petrobras :

– Não acho que nem a Petrobras, nem todas as empreiteiras…não dá para demonizar todas as empreiteiras desse país. São grandes empresas e se a,b, c ou d praticaram malfeitos, atos de corrupção, ou de corromper, eles pagarão por isso.

Segundo ela, é “um absurdo fazer raio x de todas as companhias para trás” – isto é, rever todos os contratos :

Leia a Íntegra:

    • A presidente Dilma Rousseff, durante Cerimônia de entrega das Cartas Credenciais dos Embaixadores Estrangeiros

      ‘Brasil não se abala por um escândalo’, diz Dilma sobre Petrobras

      Agência O Globo 5 horas atrás

Política/Entrevista: Pedro Simon: “Descarregaram uma metralhadora na Marina. Ela sucumbiu” *

 

Pedro Simon:

o novo Congresso é uma piada

 

 

Às vésperas de se despedir do Senado, no qual esteve por 32 anos, o senador gaúcho diz que o Parlamento nunca esteve tão mal e que vai aproveitar a aposentadoria para pregar uma nova forma de fazer política

 

(Senador Pedro Simon:Descarregaram uma metralhadora na Marina. Ela sucumbiu”)

 

Último remanescente dos chamados “autênticos” do velho MDB, grupo que fazia a oposição mais radical ao governo militar, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) encerra uma trajetória política iniciada como vereador em 1960 e marcada pelo espírito combativo, pela defesa da ética e pela oratória demolidora. Com 32 anos de Senado, é um feroz crítico do Parlamento, das siglas partidárias e do sistema eleitoral. Nas palavras dele, o novo Congresso é “uma piada”, a forma de eleição dos deputados brasileiros é a pior do mundo e os partidos não passam de uma “esculhambação”. “O Congresso nunca esteve tão mal”, avalia em entrevista à Revista Congresso em Foco.

Fiel ao velho MDB, enterrado, segundo ele, com Tancredo Neves, o senador experimentou seu último protagonismo de maneira discreta: partiu dele a sugestão a Marina Silva de se filiar ao PSB e firmar parceria com Eduardo Campos. “Descarregaram uma metralhadora na Marina. Ela sucumbiu”, lamenta, ao explicar a derrota da ex-colega.

Por Marina, Simon desistiu de última hora da aposentadoria, anunciada há dois anos, e lançou-se candidato à reeleição, substituindo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), conduzido a vice após a morte de Eduardo. Assim como a ex-senadora, acabou em terceiro lugar. Mas passou o bastão ao filho Tiago Simon, de 44 anos, eleito pela primeira vez deputado estadual.

Discípulo da Ordem Terceira de São Francisco desde 2000, Simon afirma que, aposentado, correrá o país pregando uma nova forma de fazer política. “Os que querem o mal ou usufruir vantagem terminam se unindo, se dando as mãos. E os outros, os chamados autênticos, que querem o bem ficam isolados. Temos de mudar isso.” Simon deixará o Senado em 31 de janeiro de 2015, dia em que completará 85 anos.

Revista Congresso em Foco – Este é o pior Congresso do qual o senhor participou?

Pedro Simon – Não falo em pior nem em melhor. É a circunstância que estamos vivendo. Não tem mais o que fazer. Qual é o próximo escândalo depois da Petrobras? Como é que vamos começar no ano que vem? Na base do “é dando que se recebe”? É preciso que o Palácio do Planalto reúna o Congresso para governar com seriedade de um modo muito especial. Todos dizem que querem uma reforma política, uma reforma partidária, uma reforma na economia, um novo pacto social. Então vamos fazer isso. Precisamos de um governo de entendimento geral, tal como houve no Itamar. O PT, o PSDB e o PMDB têm de se reorganizar para fazermos uma eleição pra valer daqui a quatro anos. Não digo que o próximo deva ser um governo de transição, mas que tem de fazer a transição. É uma oportunidade que temos.

R.C.F. – Depois das manifestações do ano passado, acreditava-se em uma grande renovação no Congresso, que não houve. Por quê?

P.S. – Porque o momento não permite. O escândalo do mensalão foi grande demais. A mocidade foi às ruas espontaneamente, sem partidos, exigindo mudanças, um Brasil novo. O governo errou ao tratar os condenados no mensalão como heróis. A classe política caiu em descrédito. CPIs, como a do Cachoeira, só jogaram a sujeira pra debaixo do tapete. O governo e os parlamentares ficaram muito desgastados. Muitas pessoas não aceitaram em hipótese alguma serem candidatas. Conheço pessoas sérias, advogados, médicos, empresários, professores, que não aceitaram concorrer. Além disso, o candidato à reeleição tem muita vantagem. As emendas parlamentares, que somam R$ 15 milhões para cada congressista, muitas vezes decidem uma eleição.

R.C.F – Como resolver esse quadro?

P.S. – Temos o pior sistema de eleição para deputado do mundo. O normal é eleição com voto distrital, que não tem nada a ver com isso e reduz o gasto. É como uma eleição para prefeito. No município, em geral, ganha o candidato que tem mais credibilidade e respeito, não o que tem mais dinheiro. Hoje um deputado tem de trabalhar nos 500 municípios do Rio Grande do Sul para ganhar voto. Não trabalha em nenhum. Se botássemos o voto distrital, na segunda eleição, este Congresso seria uma maravilha. O candidato trabalharia para o seu recanto.

R.C.F – Em relação ao novo Congresso, do qual o senhor não participará, que avaliação o senhor faz?

P.S. – Serão 28 partidos na Câmara e 17 ou 18 no Senado. Uma matéria de maior importância vai ter 28 comunicações de líder. É uma piada. Não existe. Como vamos reunir uma bancada de 40 caras para tomar uma decisão no Congresso? Tem de sair logo essa reforma partidária. Se não a fizerem, será impossível a convivência.

R.C.F. – O que o senhor fará fora do Congresso? É o fim da política na sua vida?

P.S. – Pretendo fazer o que o Teotônio Vilela fez: percorrer o Brasil. Recebo um número muito grande de convites, principalmente de estudantes e entidades de classe, para fazer palestras. Mas não tinha tempo. Agora vou fazer isso. Temos que estimular políticos, professores e intelectuais a criarem um movimento em favor do Brasil.

Leia a íntegra da entrevista na Revista Congresso em Foco

Mais sobre o novo Congresso

* Fonte; Congresso em Foco/Edson Sardinha

Pernambuco/Cultura: Spokfrevo Orquestra Conquista Nova York de vez *

 

 / Foto: Ricardo B. Labastier / JC Imagem

MAESTRO Spok / ENTREVISTA

Spok Maestro :

“O frevo entrou em  Nova

Iorque Pela Porta da Frente “

O músico Faz hum Balanço da Segunda turnê da SFO Nos EUA

 

 

“Eu quero é o frevo em Nova Iorque”, preconizou o compositor Carlos Fernando, numa entrevista concedida ao Caderno C, em 1982. O frevo tocou em Nova Iorque 30 anos depois, timidamente, é certo, na primeira turnê americana da Spokfrevo Orquestra, que, em 2012, passou por mais cinco cidades dos EUA. Domingo, a SFO encerrou em St Louis, Missouri, a segunda turnê pelos Estados Unidos,com quatro concertos, numa das salas mais requintadas do país, ano Lincoln Center, e se apresentou em outros quatro estados, num total de dez shows, e ainda confirmou participação no Rock in Rio USA, em maio de 2015. 

No ônibus, que levava a orquestra de Iowa ao Missouri, para o final da Turnê USA 2014, o maestro Spok, via Gmail, concedeu entrevista sobre a turnê, a importância de entrar  no mercado americano com uma música que até no Brasil ainda é pouco conhecida, os próximos planos da orquestra, terminando a conversa, com versos improvisados em decassílabos, mostrando sua veia para a cantoria de viola, uma de suas paixões.

JORNAL DO COMMERCIO – Spok, qual o balanço que você faria desta segunda turnê americana?

 SPOK – O resultado está sendo excelente, combinando palcos consolidados como a Berklee School of Music em Boston e o Jazz at Lincoln Center em Nova Iorque, com locais menores como Iowa City. Independente do lugar, a reação das pessoas tem sido sempre excelente.

 JC – A turnê de 2012, foi mais ou menos o começo desbravamento de um mercado fechado. Nao apenas fechado, mas bastante seletivo. Como vocë compararia as duas turnês?

 Spok – Eu diria que a primeira turnê foi um ensaio pra uma jornada que está ainda começando. Nessa segunda, tivemos oportunidade de tocar em palcos extremamente importantes, como os mencionados anteriormente. Acho que demos uma passo a frente de um caminho ainda longo a ser percorrido.

JC – A orquestra já esteve até na China, Índia, participou de eventos importante, e de grandes festivais na Europa. Mas lembro você comentando que seria realizar o grande sonho ter acesso ao mercado da música nos Estados Unidos.

 Spok – Sem dúvida, tocar nos EUA sempre foi um sonho meu e de todos da orquestra. Aqui é o berço do jazz, das escolas que sempre estudamos e admiramos, então, tocar para uma plateia acostumada a ver apresentações instrumentais e causar o impacto que acreditamos estar causando é maravilhoso. Carlos Fernando dizia que o frevo deveria chegar a Nova Iorque. Eu entendo o que ele quis dizer. Acho que desta vez, acho que o frevo foi pra Nova Iorque pela porta da frente.

 JC – Wynton Marsalis, foi quem abriu as portas para a SFO nos EUA. Não lhe pareceu que a primeira turnê foi como se ele pretendesse que a orquestra fizesse uma espécie de estágio, tocando em lugares menos badalados?

 Spok – Não sei se isso foi uma intenção de Marsalis, mas é fato que, para a montagem da segunda turnê, recebemos uma carta de recomendação dele e do Jazz at Lincoln Center, o que nos abriu muitas portas para o fechamento das datas que estamos fazendo. O respaldo de uma instituição como a dele foi fundamental, porque, como você mesmo disse, o mercado americano é muito fechado e seletivo. Desta vez, tocamos numa das salas principais do Jazz at Lincoln Center e pudemos ensaiar lado a lado com a Orquestra da casa e de Marsalis. Inclusive, estávamos ensaiando na sala ao lado da deles e fomos convidados para assistir ao ensaio, assim como eles iam nos assistir no intervalo. Tudo isso é muito bacana. O mesmo aconteceu nos dias do show – estávamos tocando simultaneamente em salas no JALC e sempre nos cruzávamos, e tivemos oportunidade de conversar. Os músicos da orquestra do Lincoln Center e Wynton Marsalis chegaram a tocar para nós no backstage. E estamos felizes em poder recebê-los no Recife, o que vai acontecer em abril de 2015, fechando o ciclo.

(O trompetista sanharoense Niraldo Melo e Nova Expressão Fazer o Instrumento consagrado músico Wynton Marsalis)

JC – Então os quatro shows no Lincoln Center foi como se a SFO marcasse seu lugar no circuito musical americano?

Spok – Eu não diria que tanto assim, mas com certeza abriram-se várias janelas. Tivemos uma excelente repercussão na mídia, com crítica positiva de mais de meia página no New York Times, fomos vistos por músicos como George Coleman e Will Calhoum, isso tudo é uma prova que estamos conquistando nosso espaço e despertando curiosidade sim no circuito americano, mas não diria que já temos um lugar marcado, seria muita pretensão de nossa parte achar que sim.

 JC – Mas vocês já começaram tocando para uma plateia seleta, de músicos e estudantes da Berkelee, foi uma estreia emblemática. Como a plateia de especialistas reagiu diante do frevo da SFO?

 Spok – É muito curioso ver a reação inicial das plateias americanas, até as mais especializadas, ao nosso show. Nossa formação é de uma big band, então eu acho que eles esperam ouvir um tipo de música que não é a que nós tocamos. Quando começamos as apresentações, com dois frevos fortes (Spokiando eMoraes é Frevo), a impressão que eu tenho é que as pessoas ficam surpresas. Tipo, “meu Deus, isso é uma big band, mas que música é essa? De onde veio?” À medida que o show progride, notamos que as pessoas vão interagindo mais com a música, ao mesmo tempo que a orquestra vai ficando mais à vontade. Especificamente sobre a apresentação na Berklee, foi muito emocionante para nós, que sempre sonhamos em tocar e estudar em uma instituição como aquela. Após a apresentação, fomos abordados por diversos professores que vieram perguntar sobre o frevo.

Maravilhoso a sensação ouvir de todas das pessoas que assistem às apresentações e nos abordam depois do show dizendo que estão com vontade de ir ao Recife conhecer o frevo. Esse despertar da curiosidade é muito bacana e importante.

JC – A orquestra costuma receber convidados nos shows no exterior, mas como foi receber um gigante do jazz, como o trombonista Wycliffe Gordon? Ele apreendeu o frevo de cara, ou precisou de algumas aulas pra entender o espírito da coisa?

 Spok – Antes de qualquer coisa, assim que soubemos que iríamos tê-lo como convidado no nosso show, foi uma felicidade geral, todos sempre fomos fãs dele. Músicos como Wycliffe Gordon não precisam de muita coisa pra pegar o espírito de qualquer tipo de música. É um caso de um talento diferenciado, de um cara que não precisa de muitas “aulas” pra aprender nenhum tipo de música. Agora, a colaboração entre ele e a orquestra foi maravilhosa. Um músico com a estrada e o talento que ele tem, nos leva a descobrir novos horizontes da liberdade musical, de que não é preciso necessariamente ser metódico para se enquadrar num gênero específico, mesmo no frevo. Ele é o tipo de músico que preza pela liberdade, no momento que ele entendeu a linguagem, ele vai embora sozinho. E um músico do naipe dele não precisa de muitos ensaios pra chegar nesse ponto. No show foi assim: ele nos levava e a gente levava ele. Incrível.

* Fonte: JC / Caderno C

Brasil/Opinião: Cristovam Buarque: Quais as consequências da violência na escola para a educação no país ? *

 

Escola é violenta com aluno,

diz Cristovam Buarque

 

 

Para Buarque, para solucionar problema da violência no curto prazo "só colocando valium na merenda"

Para Buarque, para solucionar problema da violência no curto prazo “só colocando valium na merenda”

 

 

 

“…Os próprios professores são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos…”

Um dos grandes defensores da educação como instrumento de transformação do Brasil, o senador Cristovam Buarque considera que o problema da violência na rede pública de ensino do país é gerado principalmente por causa da desvalorização da escola como instituição.

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Cristovam afirma que a escola no Brasil “está sem moral”. “A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, não vai fazer diferença, porque o curso não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno na escola”, explica.

O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de Clique Facebook, Clique Twitter e Clique Google+.

Ministro da Educação do governo Lula entre 2003 e 2004, Cristovam Buarque chegou a se candidatar à Presidência em 2006 levantando como principal bandeira a “revolução na educação de base”. Ele acredita que só ela poderia resolver de vez o problema da violência e fazer com que a escola voltasse a ser respeitada no país.

BBC Brasil – Como o senhor define o problema da violência nas escolas do Brasil? Por que ele acontece?

Cristovam Buarque – A sociedade brasileira é uma sociedade muito violenta hoje, então as pessoas se sentem no direito de agir violentamente, às vezes, até não necessariamente com agressão física, mas com palavras.

As escolas estão rodeadas de traficantes, a violência do meio influencia. O outro é o fato de que a escola não é uma instituição valorizada e, ao não ser valorizada, as crianças também entram na mesma onda da não valorização, se sentem no direito de quebrar os vidros, se sentem no direito de levar as coisas pra fora.

Aqui mesmo na UnB (Universidade de Brasília), eu vi a enciclopédia britânica sendo rasgada, porque o aluno em vez de tirar o xérox da folha que ele precisava, arrancou a página e levou. Os próprios professores são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos. Além disso os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, ele sabe que não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno da escola.

BBC Brasil – Quais as consequências da violência na escola para a educação no país?

Cristovam Buarque – A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os professores hoje estão fugindo, porque o salário é baixo e há muito desrespeito com relação à profissão deles. Quando a gente analisa o concurso para entrar na universidade, o vestibular, os últimos cursos na preferência dos vestibulandos são pedagogia e licenciatura, isso gera um clima de desvalorização.

Leia a Íntegra:

Leia MaisEscolas, alunos e professores ‘não falam mesma língua’

* Fonte: Renata Mendonça  –  Da BBC Brasil em São Paulo

Eleições 2014/Presidente: Candidata à reeleição Dilma dá entrevista ao JN *

 

Dilma Rousseff é entrevistada

no Jornal Nacional

 

No JN, presidente foi questionada sobre corrupção e sobre defesa que o PT fez dos condenados do mensalão.

No JN, presidente foi questionada sobre corrupção e sobre defesa que o PT fez dos condenados do mensalão. (Foto Ed Ferreira da AE)

 

 

 

A candidata do PT à Presidência da República foi entrevistada ao vivo, no Palácio do Alvorada, por William Bonner e Patrícia Poeta.

 

 

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira, 18, que, a despeito de dados considerados negativos para a economia brasileira atual, a expectativa é de uma melhora no segundo semestre deste ano. Segundo ela, há duas coisas acontecendo no momento que rechaçam o pessimismo. “Há uma melhoria prevista para o segundo semestre e os indicadores antecedentes indicam uma recuperação“, afirmou, durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

Questionada sobre números negativos – como previsão de crescimento abaixo de 1% e com a inflação perto do teto da meta -, Dilma rebateu e disse aos jornalistas “não sei de onde são os seus dados”.

“Nós enfrentamos a crise não desempregando, não arrochando salários, não aumentando tributos”, disse.

Dilma afirmou ainda que foi eleita para “dar continuidade aos avanços do governo Lula”. “Ao mesmo tempo preparamos o Brasil para um novo ciclo de desenvolvimento”, disse. De acordo com a presidente, o governo petista criou condições para que o Brasil dê um salto, colocando a educação no centro de prioridades. “Queremos continuar a ser um País de classe média“, afirmou.

A presidente gastou boa parte do tempo da sua entrevista repetindo os números do programa Mais Médicos, mas reconheceu de que não há dúvida de que é preciso melhorar a saúde. “Nós tivemos e ainda temos muitos problemas e desafios a enfrentar na saúde. Acredito que enfrentamos um dos mais graves, pois na saúde você pode ter tudo mas se não tiver médico, não tem atendimento”, disse. Segundo Dilma, com o programa Mais Médicos, 50 milhões de brasileiros que não tinham atendimento hoje têm. “Tivemos uma atitude muito corajosa.”

Dilma usou ainda uma frase similar à utilizada pelo então candidato Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na semana passada, para encerrar a sua entrevista. “Eu acredito no Brasil. Todos nós precisamos acreditar no Brasil e diminuir o pessimismo”, afirmou, pedindo voto para que “o Brasil continue avançando”. Campos, também na entrevista ao Jornal Nacional, na véspera de sua morte, finalizou o seu discurso dizendo: “não vamos desistir do Brasil”. A frase foi inclusive estampada em camisetas e cartazes em seu enterro neste final de semana.

A entrevista com a presidente Dilma, que aconteceria no dia 13, foi cancelada por conta da morte do então candidato do PSB Eduardo Campos. Da mesma forma, Pastor Everaldo (PSC) também teve sua participação adiada da semana que vem para amanhã. Aécio Neves (PSDB) já participou do programa, no dia 12, assim como o próprio Campos, que concedeu entrevista na véspera do acidente que culminou com sua morte. Assim que o PSB oficializar a escolha de Marina Silva como substituta de Campos, a TV Globo deve convidá-la para comparecer a bancada do Jornal Nacional. A data ainda não foi escolhida, mas deve ser na semana que vem.

* Fonte: AE/G1

Eleições 2014/Campanha presidencial: Eduardo Campos no JN da Globo *

 

Eduardo Campos defende

acabar com “cargos vitalícios”

na Justiça

 

À indagação sobre se 2015 vai ser um ano difícil, Eduardo Campos disse que, se eleito, 2015 vai "terminar melhor" que 2014 "porque vamos enfrentar os problemas".

À indagação sobre se 2015 vai ser um ano difícil, Eduardo Campos disse que, se eleito, 2015 vai “terminar melhor” que 2014 “porque vamos enfrentar os problemas”.

Candidato do PSB à Presidência deu entrevista ao vivo no Jornal Nacional. Ele respondeu sobre empenho para eleger mãe no TCU e outros temas.

O candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, defendeu nesta terça-feira (12), em entrevista ao Jornal Nacional, acabar com cargos vitalícios na Justiça. Ele se disse favorável a processos de escolha “de caráter mais impessoal”.

Campos fez a afirmação ao final de uma série de questões sobre o fato de ter apoiado a indicação de parentes para o Tribunal de Contas da União (TCU) e para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, estado que governou. Esses dois tribunais são órgãos que auxiliam o Poder Legislativo na fiscalização do Executivo.

O candidato disse que não vê problema no empenho que fez para ajudar a mãe dele, a ex-depudada Ana Arraes, a se tornar ministra do TCU – o tribunal julga contas do governo federal. Ele também foi questionado sobre a indicação de um primo dele e outro de sua mulher para trabalhar no TCE-PE.

Eu acho que a gente precisa, na verdade, sobretudo agora, que vamos ter cinco vagas no Supremo Tribunal Federal, o Brasil precisa fazer uma espécie de comitê de busca. O que é feito nos institutos de pesquisa: juntar pessoas com notória especialidade e conhecimento para fazer ao lado do presidente a seleção de pessoas que vão para esses lugares vitalícios. Aliás, eu acho que o Brasil deve fazer uma reforma constitucional para acabar com cargos vitalícios que ainda existem na Justiça, é preciso ter os mandatos também no Poder Judiciário, coisas que existem em outras nações do mundo, de maneira a oxigenar os tribunais, garantir que esse processo de escolha seja um processo mais impessoal.”

(Veja a íntegra da entrevista em “Eduardo Campos é entrevistado no Jornal Nacional)

No AM, Ibope aponta: Dilma, 48%, Aécio, 19%, e Campos, 10%

* Fonte: G!/JN

Entrevista – Dilma Rousseff: “Não acho que é genocídio, mas acho que é um massacre. Tem uma ação desproporcional,” *

 

Em sabatina, Dilma diz que

situação na Faixa de Gaza

é um massacre

 

Durante a sabatina, Dilma criticou a postura do Banco Santander e mais ainda a posição belicosa de Israel que ora promove um massacre aos palestinos em Gaza

Durante a sabatina, Dilma criticou a postura do Banco Santander e mais ainda a posição belicosa de Israel que ora promove um massacre aos palestinos em Gaza

A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, classificou hoje (28) de desproporcional a ação de Israel na Faixa de Gaza. Desde o início dos bombardeios de Israel em Gaza, há três semanas, 1.030 palestinos, inclusive mulheres e crianças, morreram. Do lado israelense, foram 43 mortes, todas de soldados.  Para Dilma, Israel está promovendo um “massacre ao atingir a população civil, principalmente mulheres e crianças”.

“Não acho que é genocídio, mas acho que é um massacre. Tem uma ação desproporcional,” disse a presidenta, que considerou lamentável a posição do porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmo que, segundo um jornal local, chamou o Brasil de “anão diplomático”.Lamento as palavras do porta-voz, pois as palavras produzem um clima muito ruim, deveríamos ter cuidado com as palavras”, ponderou.

Dilma fez as declarações em resposta a uma pergunta durante sabatina organizada pelo jornal Folha de S.Paulo, o portal UOL, o SBT e a Rádio Jovem Pan, realizada nesta segunda-feira no Palácio da Alvorada. Os quatro veículos de comunicação já sabatinaram neste mês os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

A presidenta, porém, negou que haja uma crise diplomática com Israel e lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o Estado judeu. Segundo Dilma, o Brasil defende a existência tanto do Estado de Israel quanto de um Estado palestino.

Dilma elogiou a posição do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que aprovou hoje (28) um pedido de cessar-fogo humanitário na região.  “A decisão da ONU de exigir um cessar-fogo imediato é muito bem-vinda, pois é uma situação que não dá para continuar”, avaliou.

Saiba Mais

Saiba Mais

* Fonte: AEB/Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil 

Eleições 2014: Vice atuante. Paulo Rubem, promete mudar a imagem do cargo *

 

 

PAULO RUBEM VICE NA

CHAPA DE ARMANDO MONTEIRO

 

Vice protagonista, Paulo Rubem promete

mudar a imagem atribuída ao cargo

Paulo Rubem Santiago (PDT) está no último dia de seus 58 anos. Amanhã comemora nova idade. Gosta de nadar, corre três vezes por semana e é um amante da cultura. Cumpre seu terceiro mandato de deputado federal, foi deputado estadual por dois mandatos e vereador do Recife. Pai de três filhos, ele é o candidato a vice governador na chapa encabeçada pelo ex-senador Armando Monteiro Neto, do PTB. Cheio de personalidade, garante que se chegar ao poder vai mudar a injustiça que a história reserva aos vices.

Paulo Rubem é o candidato a vice na chapa encabeçada por Armando Monteiro

Paulo Rubem é o candidato a vice na chapa encabeçada por Armando Monteiro

Contrariando toda a discrição demandada para a função, Paulo Rubem tem se reunido diariamente com lideranças sindicais e movimentos sociais a fim de angariar sugestões para o programa de governo. “Eu não fui convidado para ser vice governador porque o PDT vai oferecer um minuto de televisão. Eu fui convidado primeiro por uma trajetória de luta partidária, de luta política com uma incidência forte nas áreas sociais. Isso trouxe para a composição da chapa a perspectiva de um vice protagonista, isso me foi pedido pelo próprio candidato a governador”, destaca logo de saída.

Paulo Rubem gosta de números e essa é a característica que partilha com o companheiro de chapa. Em todos os seus mandatos integrou comissões de Orçamento, Finanças e Tributação. “Sempre priorizei no parlamento participar de algumas comissões temáticas que são centrais no meu ponto de vista: Educação ou Educação e Cultura e Desenvolvimento Urbano (na Câmara federal), mas em todos os mandatos, integrei as comissões de Orçamento, Finanças e Tributação. Porque é vital para discutir qualquer política e desenvolvimento econômico, política de infraestrutura urbana, política de desenvolvimento ou seja, qualquer tipo de política governamental é fundamental você ter um domínio das questões de orçamento e das finanças, que por sua vez vão te levando a uma compreensão maior do aspecto econômico, macroeconômico das políticas de governo”, esclarece.

Pai de três filhos ele foi ator de teatro, atividade que largou em virtude da militância política

Pai de três filhos ele foi ator de teatro, atividade que largou em virtude da militância política

Após dois casamentos e três filhos, Paulo Rubem se orgulha dos rebentos. Luisa tem 31 anos e é cirurgiã vascular em São Paulo. Mateus, 29 anos seguiu os passos do pai e formou-se em Artes Cênicas. Atualmente mora em São Paulo onde faz mestrado em teatro. E Victor, 7 anos que estuda na Escola Arco Íris.

Por formação familiar, a cultura e as artes sempre fizeram parte da sua família. O pai tocou clarinete numa banda no Rio de Janeiro. A mãe foi cantora no Ceará até 1942. Quando mudaram do Rio de Janeiro para o Recife ela fez parte do Teatro de Amadores de Pernambuco. “Inclusive tem lá no TAP, dela integrando o elenco de uma peça”. Ele por sua vez fez teatro no Recife. “Teatro de bonecos, teatro infantil e deixei o teatro por causa do movimento sindical. Fui dirigido por Leandro Filho, José Francisco. Na minha militância no PT, eu fui um dos quatro fundadores da primeira secretaria de cultura com Bete Mendes (atriz). A primeira proposta de lei de incentivo a cultura no Recife foi minha. Eu sou um dos quatro parlamentares que elaborou o plano nacional de cultura”, completa.

Paulo gosta de ler e é um cinéfilo

Paulo gosta de ler e é um cinéfilo

Paulo Rubem protagonizou uma queda de braços com o PT, seu partido por 27 anos. Desde que externou publicamente suas críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a viver divergências com o comando nacional. Reclamou da indicação do economista Henrique Meirelles para o Banco Central e fez duras críticas ao governo depois de levantado o caso da Ação Penal 470, o chamado Mensalão. A executiva nacional do PT entrou na Justiça para lhe tomar o mandato depois que ele decidiu filiar-se ao PDT. “Mas isso não cria problemas com o PT de Pernambuco porque não foram eles que reclamaram o meu mandato. O PT está na aliança e muito bem”, reforçou.

* Fonte: Social1/ Por Bruna Serra
Fotos: Dayvison Nunes

Eleições 2014: Artigo: Raul Henry: Vice Novamente? *

 

 

RAUL HENRY: vice novamente?

 

“…fala de seu mestrado em educação e de sua atuação na comissão da Câmara voltada para o assunto. “Escrevi uma tese de 600 páginas que tornou-se um livro publicado pela Editora Universitária chamado Ginásio Pernambucano”, diz ele dando pistas de que poderá atuar também na área que deixa seus olhos brilhando.”

 

Raul Henry está instalado num prédio no coração do Bairro do Recife. Já na entrada o visitante é recepcionado com uma bela gravura de Gilvan Samico que repousa despretensiosamente num canto de parede. No mezanino de uma sala ensolarada, cuja luz se altera automaticamente dependendo da incidência de iluminação do sol, Raul Henry está sentado num escritório tomado por quadros e esculturas. O gosto pela arte sempre o acompanhou mas foi depois de desempenhar a função de secretário de Cultura e Lazer da Prefeitura do Recife, na gestão do ex-prefeito Roberto Magalhães, de quem foi vice que fez suas conexões definitivas com esse universo.

O candidato a vice militou ao lado de Eduardo e Renata Campos na juventude do PMDB

O candidato a vice militou ao lado de Eduardo e Renata Campos na juventude do PMDB

É na posição de vice que o peemedebista volta à cena em Pernambuco. Deixa o olhar de deputado federal – está em seu segundo mandato – para se voltar ao estado. Destaca com desenvoltura os predicados de seu companheiro de chapa. “Paulo é um homem honrado, que tem carisma e muito humilde. Alguém com muita vontade de acertar”, reforça. Conta que até integrar a chapa, ele e o ex-secretário de Fazenda eram simples conhecidos. Pai de três filhos – Gabriela, 27 anos; Tom, 7 anos e Davi, 3 anos – o candidato a vice incorporou o estilo da campanha e estava usando branco mesmo durante a entrevista, uma segunda-feira que prometia ser de retomada no Congresso Nacional. Raul destaca o sucesso do governo Eduardo Campos e cita as pesquisas eleitorais como base de cada passo adotado pelo comando da campanha. Sorri, fala de seu mestrado em educação e de sua atuação na comissão da Câmara voltada para o assunto.Escrevi uma tese de 600 páginas que tornou-se um livro publicado pela Editora Universitária chamado Ginásio Pernambucano”, diz ele dando pistas de que poderá atuar também na área que deixa seus olhos brilhando. Raul recebeu do colega de chama a dura missão de administrar o conselho político da campanha do qual fazem parte os presidentes das 21 legendas que apoiam a chapa.

Raul Henry em seu escritório no Bairro do Recife

Raul Henry em seu escritório no Bairro do Recife

“O Recife quer continuidade. O ex-presidente Lula uma vez disse: ?O povo quando queria mudança, José Serra oferecia continuidade e quando o povo queria continuidade ele ofereceia mudança?.Nós sabemos que o povo quer continuidade“, afirma o vice. Raul tem clara preferência pela literatura engajada, mas adora ler a Revista Piuaí. “É uma leitura que demoro porque são textos muito densos, não dá para ler só no avião”. Quando está em Brasília ele corre na esteira do hotel onde mora. No Recife malha no Círculo Militar na hora do almoço. Também é adepto do futebolzinho e sempre que pode vai assistir aos jogos do Sport na Ilha do Retiro. “Estou gostando dessa campanha, apesar de considerar que ela será dura, porque estou voltando a anadar o estado todo. É uma experiência excelente“, pondera. O parlamentar oferece café. Não esconde o orgulho de ter uma máquina de café expresso que ele mesmo manuseia. Também usa um garrafinha plástica para encher os copos sobre a mesa, mexe no cabelo e olha atentamente para o interlocutor ao falar. Adora tomar uma cachaça e suas comidas favoritas são as mais sertanejas possíveis: Buchada, chambaril, cozido. “Adoro ir ao Bar do Luna. Sou fã de boteco. Eu e Eduardo íamos muito a botecos nos tempos que trabalhávamos juntos. Lembramos disso um dia desses”.

Raul dá demonstrações de que pode se envolver com a área de Educação num eventual governo

Raul dá demonstrações de que pode se envolver com a área de Educação num eventual governo

Corria o ano de 1983 quando Eduardo Campos, Raul Henry e Renata Campos começavam a militar no movimento estudantil levados pelos ímpetos juvenis da Faculdade de Economia. Foi lá que se conheceram. “Até hoje sou muito amigo de Renata. Nunca deixamos de nos cumprimentar mesmo após do rompimento de Jarbas com doutor Arraes“. Eduardo e Raul trabalharam juntos na prefeitura do Recife quando o comandante era Jarbas Vasconcelos. Gostavam de tomar uma cachaça juntos depois do expediente.

* Fonte: Social1/Por Bruna Serra – Maria Regina Jardim
Fotos Dayvison Nunes

Pesqueira: Entrevista do advogado/procurador João Prudêncio *

 

Advogado/procurador João Prudêncio que mantém marcação severa sobre ex-gestores da PMP

Advogado/procurador João Prudêncio que mantém marcação severa sobre ex-gestores da PMP

O procurador da prefeitura municipal de Pesqueira, João Prudêncio, aborda tema de grande interesse de Pesqueira, relatando providências com relação à processos movidos contra  gestões anteriores.

(Veja,em vídeo, o Dr.João Prudêncio fala em desvio de verbas e corrupção!)

 

Francisco Mendes-editor do blog pesqueirafuxico e o advogado João Prudêncio no mento da entrevista

Francisco Mendes-editor do blog – pesqueirafuxico  – e o advogado João Prudêncio no mento da entrevista

 

 

 

 

“Se a gente acreditar que o futuro depende do que estamos fazendo hoje este País não vai afundar e veremos o futuro dele nas nossas crianças. “ ( Dr. João Prudêncio)

 

 

* Fonte: PesqueiraFuxico/Francisco Mendes

(WWW.PESQUEIRAFUXICO.COM)