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Eleição 2014/Segundo Turno; Por que Dilma perdeu mais eleitores do que Aécio? *

 

 

Dilma perde mais eleitores

do que Aécio para o 2º

turno, diz Datafolha

 

 

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu para o rival Aécio Neves (PSDB) parte dos eleitores que votaram nela no primeiro turno, mostra pesquisa Datafolha.

O mesmo ocorre com o tucano, mas em percentual inferior ao dos votos perdidos pela petista.

Segundo levantamento Datafolha concluído na quinta-feira (9), se a eleição fosse nesse dia, 6% dos eleitores que afirmaram ter votado em Dilma Rousseff no primeiro turno escolheriam o tucano no segundo turno. No caso de Aécio Neves, a migração de votos para a petista seria de 2%.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma perderia 6% dos votos, e Aécio, 3%.

Dilma Rousseff terminou o primeiro turno à frente, com 43,268 milhões de votos, ou 41,59% do total dos válidos. Aécio Neves teve 34,897 milhões de votos, 33,55% dos válidos.

Na última pesquisa do Datafolha, ambos aparecem em empate técnico nas intenções de voto para o segundo turno. O tucano, porém, está numericamente à frente, com 51% das intenções, contra 49% de Dilma.

É a primeira vez que ele lidera nas pesquisas do instituto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Dos que disseram ter votado em Dilma, 88% afirmaram que “com certeza” repetiriam o voto no dia 26 de outubro. Daqueles que optaram por Aécio, 91% permaneceriam fiéis.

Entre os dilmistas, 3% não sabiam em quem votar no pleito final das eleições presidenciais. No caso tucano, esse percentual era de 2%.

 

 

Leia a Íntegra:

Dilma perde mais eleitores do que Aécio para 2º turno, diz Datafolha

* Fonte: Folha de São Paulo / PAULO MUZZOLON – EDITOR-ASSISTENTE DE “MERCADO”

Brasil/Eleição Presidencial: O Peso do Bolsa Família na votação de Dilma *

Peso do Bolsa Família

é maior em 2014

Alaide Martins, ao lado das filhas, depende do Bol

 

 

O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do País, teve em 2014 o maior impacto eleitoral desde sua criação, segundo estudo do cientista político Cesar Zucco, da Fundação Getúlio Vargas, feito em parceria com o Estadão Dados. A análise indica que cada ponto porcentual de cobertura do Bolsa Família em um município rendeu, em média, 0,32 ponto porcentual na votação de Dilma naquela cidade – o dobro do que foi verificado em 2010. O estudo compara o desempenho da presidente em municípios de perfis socioeconômicos semelhantes, mas com diferenças nos porcentuais de atendimento do Bolsa Família. Embora não permitam dizer exatamente como beneficiários e não beneficiários do programa se comportam na hora de votar, os resultados indicam que, quanto maior a parcela de famílias beneficiadas, maior a probabilidade de a presidente ganhar na cidade analisada.

Segundo o estudo, um em cada cinco votos em Dilma está relacionado ao mais famoso programa de transferência de renda dos governos petistas. A extrapolação dos resultados, porém, sugere que a presidente teria recebido votações expressivas nos locais mais pobres, mesmo sem o programa.

A análise de Zucco leva em conta variáveis socioeconômicas – como a pujança da economia do município, medida pelo Produto Interno Bruto, e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) -, para especificar municípios semelhantes a serem comparados entre si.

São levados em conta ainda fatores políticos, como o partido a que pertencem o prefeito e o governador do Estado em que está localizada a cidade. É por isso que é possível isolar o efeito eleitoral do Bolsa Família quando comparado ao impacto das outras variáveis.

Leia a Íntegra:

  • Peso do Bolsa Família é maior em 2014

* Fonte: Estadão/LUCAS DE ABREU MAIA , RODRIGO BURGARELLI

Brasil: Evolução das classes C e D transformam a nova classe média no nordeste *

 

 

Classe média cresce e deve

superar pobres no Nordeste

 

“No Nordeste, segundo levantamento da consultoria Plano CDE com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, a classe C conta com 23,9 milhões de pessoas e há outros 23,7 milhões entre a D e E. Apesar de o primeiro grupo ser ligeiramente maior, ambos representam 45% da população.”

 

 

 

transformaçao da renda nordeste valor a3

 

A classe média está ultrapassando o total de pobres e vulneráveis na única região do país em que ela ainda não era maioria. No Nordeste, segundo levantamento da consultoria Plano CDE com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, a classe C conta com 23,9 milhões de pessoas e há outros 23,7 milhões entre a D e E. Apesar de o primeiro grupo ser ligeiramente maior, ambos representam 45% da população.

Com essa estrutura, a pirâmide de renda da região, semelhante à do Brasil em 2004 – quando tanto a classe C quanto a D e E representavam cerca de 42% do total -, encontra mais espaço para o desenvolvimento social e uma consequente expansão do consumo, pondera Luciana Aguiar, sócia-diretora da consultoria. No Sudeste, por exemplo, 54% estão na classe média e 17% na baixa renda.

O Nordeste assistiu à diminuição significativa de sua população pobre nos últimos dez anos. Entre 2001 e 2012, o ganho de renda das famílias, mais expressivo entre as classes D e E, reduziu a participação da chamada base da pirâmide de 66% para 45% dos nordestinos. A tendência de crescimento real da renda entre os domicílios mais pobres da região indica que esse movimento deve continuar nos próximos anos.

O país passou por uma dinâmica semelhante, mas a “virada” aconteceu antes. Os dados da Pnad de 2012 apontam que pouco mais de 50% dos brasileiros fazem parte da classe média. Há outros 25% na classe baixa e 21% de ricos.

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Para Luciana, a tendência de aumento nos rendimentos mais forte entre as famílias de baixa renda deve se sustentar na região nos próximos anos, garantida pela manutenção de políticas de distribuição de renda como o Bolsa Família e pelo forte investimento governamental e privado nos polos industriais – Pecém no Ceará e Suape em Pernambuco, por exemplo. O ritmo, contudo, deve ser influenciado pela desaceleração da atividade no último ano e perder fôlego, ressalva.

Leia a Íntegra:

Classe média cresce e deve superar pobres no Nordeste


* Fonte; Valor/Por Camilla Veras Mota | De São Paulo

 

 

Eleição 2014/Presidente: Intenções de voto: Dilma tem 39%, Aécio 21% e Eduardo Campos 10% *

Popularidade de Dilma cai

de 36% para 31%, diz pesquisa

Ibope/CNI

Intenções de voto: Dilma tem 39%, Aécio 21% e Eduardo Campos 10%

 

Intenções de votos Ibope/CNI - Dilma 39%, Aécio 21% e Eduardo Campos 10%

Intenções de votos Ibope/CNI – Dilma 39%, Aécio 21% e Eduardo Campos 10%

A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira mostra que a popularidade do governo da presidente Dilma Rousseff caiu de 36% em março para 31% em junho (aqueles que consideram o governo ótimo ou bom). A confiança na presidente Dilma também foi reduzida de 48% para 41%. Dilma vem tendo quedas substanciais em sua aprovação. No levantamento de novembro de 2013, a petista tinha uma avaliação positiva do seu governo de 43%. Essa foi a segunda queda desde julho, quando das pesquisas refletiram os movimentos de rua.

O levantamento mostra ainda uma piora em todos os setores de avaliação do governo da presidente Dilma. Aumentou de 27% para 33% o percentual daqueles que consideram o governo ruim ou péssimo.

Na pergunta sobre a maneira de governar da presidente, 44% aprovam sua forma de administrar e 50% desaprovam. Na pesquisa de março, 51% aprovavam, o que significa uma queda de sete pontos percentuais.

Da mesma forma, a confiança na pessoa da presidente Dilma caiu de 48% em março para 41%. Já 52% responderam que não confiam em Dilma, sendo que em março esse percentual era de 47% .

Na avaliação do governo em nove áreas específicas, o percentual de desaprovação é maior do que o percentual de aprovação em todos os setores. Na área de Educação, 67% desaprovam as políticas do setor e 30% aprovam, além de 4% que não quiseram ou não souberam responder.

Na área da Saúde, 78% desaprovam as medidas e apenas 19% aprovam, com 3% de entrevistas que não responderam ou não quiseram responder. A segurança pública tem desaprovação de 75% e aprovação de 21%. A política de combate à fome é criticada por 53% e apoiada por 41%. A política de combate ao desemprego tem 57% de desaprovação e 37% de aprovação.

Com a alta da inflação, a política econômica do governo neste setor tem desaprovação de 71% e aprovação de apenas 21%, além de 7% que não quiseram ou não souberam responder. No caso da taxa de juros, as medidas têm desaprovação de 70% e aprovação de 21%.

Na comparação do governo Dilma com o governo Lula, a maioria dos entrevistas consideram o governo do antecessor melhor. Para 45%, o governo de Dilma é pior do que de Lula; 44% acham que são iguais e apenas 9% consideram a administração de Dilma melhor. Mas, segundo o Ibope, os percentuais se mantêm estáveis, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A pesquisa CNI/Ibope mostra que a presidente Dilma Riusseff tem o maior índice de rejeição, com 43% afirmando que não votariam na petista “de jeito nenhum”. O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 32% de rejeição. Já o candidato do PSB, Eduardo Campos, fica com 33% de rejeição.

Presidente Dilma: queda na aprovação do seu governo. Mantém o nível de intenções em 39%

Presidente Dilma: queda na aprovação do seu governo. Mantém o nível de intenções em 39%

Eleições: Dilma lidera com 39%

A pesquisa Ibope/CNI também mostra a presidente Dilma Rousseff com 39% das intenções de voto para as eleições de outubro, na escolha estimulada. Segundo o levantamento, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, aparece com 21 % e o candidato do PSB, Eduardo Campos, com 10%. Neste cenário, o Ibope mostrou ao entrevistado um cenário com 11 candidatos.

O candidato Pastor Everaldo (PSC) fica com 3%, e os demais candidatos “nanicos” ficaram com 6%. Além disso, 13% votariam branco ou nulo e outros 8% não responderam ou não souberam responder à pesquisa.

Na simulação de segundo turno, Dilma aparece com 43% e Aécio Neves, com 30%. Além disso, 19% votariam em branco e outros 8% não souberam responder. Já no cenário contra Eduardo Campos, a presidente fica com 43% e o candidato do PSB, com 27%; além de 21% de votos brancos e 9% de pessoas que não responderam ao questionamento.

Na pesquisa espontânea, Dilma fica com 25%; Aécio com 11% e Eduardo Campos, com 4%. E o ex-presidente Lula ainda aparece com 3% dos votos.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 15 deste junho, com 2.002 pessoas, em 142 municípios. E depois do episódio das vaias à presidente Dilma na abertura da Copa do Mundo, no dia 12, durante jogo entre Brasil e Croácia, em São Paulo. O levantamento foi registrada na Justiça Eleitoral com o Protocolo BR-00171/2014.

Essa é a primeira pesquisa encomendada pela CNI que inclui a questão eleitoral. No levantamento de 27 de março, a Confederação apenas divulgou pesquisa sobre a avaliação do governo Dilma.

Mas, em levantamento realizado pelo Ibope/Globo, em 22 de maio, Dilma aparecia com 40% das intenções de voto; Aécio com 20%; Eduardo Campos com 11%.

* Fonte: CNI/O Globo

Pernambuco/Violência: Números de Homicídios Clamam por mais Ações de governança *

Alerta no Pacto pela Vida!

 

Violência recrudesceu em Pernambuco e exige uma nova postura do governo

Violência recrudesceu em Pernambuco e exige uma nova postura do governo

 

 

 

Nem as previsões mais otimistas acreditam que o governo conseguirá atingir a meta de redução de 12% nos homicídios. Pernambuco teria que registrar, no máximo, 2.728 assassinatos. O primeiro semestre ainda está em aberto e já foram contabilizados 1.545 crimes (até o último dia 9, atualização mais recente dos dados).

O cenário é adverso, sustentado em números negativos. Pela primeira vez, há um risco real de Pernambuco fechar o ano com a violência em alta, num desempenho que contraria o próprio governo e desagrada à sociedade. Agora, os responsáveis pela segurança pública no Estado terão que, na segunda metade do ano, centrar esforços, reavaliar o processo e – o mais importante – forçar para baixo a linha no gráfico. Não interessa a ninguém um Pernambuco mais violento.

Responsável pelo monitoramento da estatísticas, o secretário Fred Amâncio (Planejamento e Gestão) mostra serenidade, embora reconheça o momento delicado. Ele tem ciência do peso negativo que seria o aumento dos homicídios, após seis anos seguidos de queda. E, embora não tenha tornado público, já deve ter iniciado a avaliação dos números, localidade por localidade. Região por região.

Ao longo dos anos, os resultados do Pacto ajudaram a melhorar a sensação de segurança da população. Mas o Estado ainda exibe uma taxa de homicídios três vezes maior do que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera ser o tolerável. Por isso, a cobrança por bons resultados deve ser incessante.

A estatística de assassinatos é informação pública, fornecida no site da Secretaria de Defesa Social. A coluna tabulou os números detalhadamente para que o leitor também os acompanhe.

A saída e a alta

Coincidência ou não, a alta dos números começou pouco tempo após a exoneração de Wilson Damázio da Defesa Social. Ele caiu em dezembro, no embalo da repercussão das declarações conservadoras em entrevista ao JC. Dois meses depois, os homicídios cresceram.

O efeito Recife

As estatísticas poderiam estar piores, se a capital do Estado tivesse seguido a tendência de alta dos homicídios. Mas, como os dados são positivos no município que criou uma secretaria específica para a redução da violência, Recife amenizou o cenário.

jorge cavalcanti fotinha colunista

* Fonte: JC/JC Nas Ruas – Jorge Cavalcanti – Colunista

Eleição 2014: Cadê o Espólio Eleitoral de Marina que não faz Eduardo decolar? *

União Eduardo?Marina aconteceu desde 05 de outubro do ano passado.

União Eduardo e Marina aconteceu desde 05 de outubro do ano passado.

Sete meses depois da união

com Marina, campanha de

Eduardo ainda não decolou

Era manhã de um sábado, 5 de outubro. Último dia de filiação para quem tinha o interesse de disputar algum cargo eletivo na eleição deste ano. Naquele dia, o anúncio da filiação de Marina Silva ao PSB gerou surpresa no meio político. No ato, realizado em Brasília, foi possível constatar muitas frases de euforia e expectativa pela possível reviravolta que a novidade poderia gerar. Impossibilitada de criar a Rede Sustentabilidade, Marina decidiu selar uma aliança com Eduardo Campos, também presidenciável. Mas, sete meses após o acordo, a união entre os dois parece não ter provocado nenhuma alteração concreta na candidatura do socialista.

Na primeira pesquisa de intenção de votos divulgada pelo Instituto Datafolha após a filiação de Marina, Eduardo Campos registrou 15% de intenções de voto. No último levantamento, feito no início deste mês, o socialista aparece com 11%. Ao invés de subir, conforme era esperado pelos aliados do presidenciável, Campos estagnou. Em fevereiro, tinha 9%. Dois meses depois, pulou para 10%. Todas as alterações registradas este ano pelo instituto estão dentro da margem de erro.

Em Pernambuco, as mudanças também não foram expressivas. Fazendo um análise com as pesquisas feitas pelo Instituto Maurício de Nassau, em parceria com o JC, é possível constatar pequenas alterações. Em outubro, Eduardo tinha 33% das intenções de voto. No último levantamento, realizado no mês passado, o socialista pontuou 38%.

Os percentuais de Eduardo no Datafolha oscilaram entre 15% e 9% e se mantiveram baixos

Os percentuais de Eduardo no Datafolha oscilaram entre 15% e 9% e se mantiveram baixos

Eduardo Campos e Marina já apareceram juntos em dois programas partidários do PSB, cada um com 10 minutos de duração e apresentado em todo território nacional. Inclusive, o primeiro programa veiculado após a aliança teve que ser alterado às presas para que a nova filiada pudesse aparecer ao lado do presidenciável. Há pouco mais de um mês, os dois lançaram a pré-candidatura e anunciaram que Marina seria a vice.

Mesmo assim, o espólio eleitoral que a ex-senadora teve em 2010 – aproximadamente 20 milhões de votos, o que representa quase 20% do eleitorado brasileiro – ainda não provocou reflexos na pré-candidatura de Eduardo. Para o cientista político Túlio Velho Barreto, a votação que Marina obteve no último pleito pode não estar fidelizada na figura dela.

“Ela teve uma grande votação porque representava uma novidade. Além disso, Dilma era uma aposta de Lula, era uma pessoa desconhecida e que não tinha penetração junto ao eleitorado. Havia uma desconfiança na aposta de Lula e isso deve ter contribuído para que Marina tivesse o percentual que alcançou”, avaliou o especialista.

Túlio Barreto ainda destacou que o status de novidade colocado em Marina pode não ter o mesmo impacto nessas eleições, já que a ex-senadora selou uma aliança com um partido que já é antigo no Brasil. “Por que digo isso? Ao se aliar com Eduardo Campos, que é um político que tem dois mandatos em Pernambuco, tradicional na política, é difícil colar”, avaliou o cientista.

* Fonte: JC/domingo – Por Jumariana Oliveira

Artigo/Opinião: Por dentro das Pesquisas eleitorais – Não é apenas a economia que puxa o governo Dilma para baixo *

Não é só a economia (que puxa Dilma para baixo)

Presidente Dilma vem sofrendo sérios revezes nas pesquisas eleitorais...

Presidente Dilma vem sofrendo sérios revezes nas pesquisas eleitorais…

O crescimento do pessimismo com relação à economia e, a partir de março, o escândalo da Petrobrás, têm sido apontados como principais fatores que vem contribuindo para a queda da popularidade e, às vezes, das intenções de voto, da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas que se sucedem desde dezembro do ano passado.

Não sem razão: um fator corrói o bolso das pessoas, o outro, danifica a imagem de gestora eficiente da presidente e levanta suspeitas de malfeitos sobre seu partido.

Esses dois fatores ficaram bem realçados neste último levantamento de abril da CNT/MDA, estimulando alguns analistas a, mais uma vez, responsabilizá-los pelos números adversos exibidos pela mandatária nacional.

De fato, na pesquisa da CNT/MDA 79,1% dos eleitores disseram que o custo de vida aumentou nos últimos seis meses e 72,8% acharam que a inflação vai crescer muito ou um pouco em 2014. Detectou-se, também, que metade da população tem acompanhado ou ouvido falar do caso da Petrobrás e, neste conjunto, 80,5% afirmam que houve irregularidade na compra da refinaria de Pasadena e 66,5% acham que Dilma teve responsabilidade nessa compra.

A ênfase nesses fatores passa a ideia de que seria por aí o caminho para estancar a trajetória descendente de apoio à presidente: frear os índices e as expectativas da inflação, e tirar a Petrobrás do noticiário negativo.

Além de ser um desiderato difícil para ser atingido no curto prazo dos calendários gregoriano e político-eleitoral, esses fatores explicam apenas parcialmente a fuga de apoiadores da presidente.

Além da situação da economia, sempre considerada um dos elementos determinantes do voto, as causas da débâcle na popularidade de Dilma são, por certo, mais abrangentes e complexas, e cujo epicentro deve ser identificado nos movimentos insurgentes de junho do ano passado.

As pesquisas eleitorais, que funcionam como caixa de ressonância do sentimento da população, estão revelando, umas após outras, que as insatisfações que motivaram as inquietudes à época permanecem latentes. Basta observar, por exemplo, os altos índices de brasileiros que querem mudanças nas ações do governo (no entorno de 70%).

No decorrer das manifestações surgiram demandas (simplificadamente: combate à corrupção, novas práticas políticas, e serviços públicos de qualidade) que, pela sua natureza, não podem ser razoavelmente atendidas em espaço curto de tempo.

Demandas não atendidas geram insatisfações que, por seu turno, despertam sentimentos de mudança. Sentimentos de mudança derrubam a avaliação positiva do governo, a qual puxa as intenções de voto para baixo. Esquematicamente:

Manifestações ? demandas ? não atendimento ? insatisfações ? sentimentos de mudança ? queda na popularidade ? menor intenção de votos.

Em síntese, a pré-candidata petista se defronta com dois grandes obstáculos para reconquistar adeptos à sua postulação e melhorar seu desempenho nas pesquisas: os percalços da economia, com destaque para o custo de vida em alta, e as insatisfações derivadas do não atendimento das demandas surgidas nos movimentos de junho e mantidas e propagadas no espaço cibernético.

Esses dois obstáculos, definitivamente, estão por trás do mau humor da população – até mesmo com a Copa -, da ausência de confiança, da baixa expectativa com o futuro, desse ambiente irritadiço e tenso que se vivencia hoje no Brasil.

Resta saber se, mesmo na privilegiada condição de incumbente, a presidente terá instrumentos para reverter esse quadro de desalento no curto espaço de tempo que lhe resta até a eleição.

Maurício Romão

 

 

*Autor: Maurício Romão –  Maurício Costa Romão  é cientista político, economista, professor e consultor.

Eleição 2014/Corrida presidencial: CNT/MDA – Dilma cai novamente. Chance de 2º turno é real *

 

Chance de 2º turno aumenta

em 2014, diz pesquisa CNT/MDA

Levantamento mostra queda nas intenções de voto em Dilma e avanço dos dois principais adversários

 

 

Dilma 37%; Aécio 21,6 e Eduardo Campos 11,8 juntando com os menores dá 2º turno

Dilma 37%; Aécio 21,6 e Eduardo Campos 11,8 juntando com os menores dá 2º turno

 

 

 

Divulgada nesta terça-feira (29), a pesquisa dConfederação Nacional do Transporte (CNT), elaborada pela MDA, aponta queda de 6,7 pontos percentuais na intenção de votos para a presidente Dilma Rousseff. O percentual caiu de 43,7% – em fevereiro deste ano, data do último levantamento – para 37%.

A presidente Dilma Rousseff perdeu seis pontos porcentuais nas intenções de voto para presidente entre fevereiro e abril, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizada em parceria com a MDA e divulgada nesta terça-feira, 29. É o terceiro levantamento que mostra queda da petista. A pesquisa também aponta uma maior chance de realização de segundo turno em outubro.

No cenário que mede a intenção de voto estimulada (os nomes são apresentados aos entrevistados) apenas com os três principais nomes da disputa, a presidente aparece com 37% da preferência do eleitorado, abaixo dos 43,7% obtidos em fevereiro. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), tem 21,6% das intenções de voto, frente a 17% no início deste ano. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), soma 11,8%, variação positiva de pouco menos de dois pontos porcentuais em relação a fevereiro, portanto, dentro da margem de erro do levantamento. Brancos e nulos chegam em 20% e o porcentual dos que não sabem ou não responderam atingiu a 9,6%.

avaliação é semelhante a que foi apresentada no início de abril pela Datafolha, em que Dilma sofreu baixa de seis pontos porcentuais, o tucano estacionou em 16% e Eduardo Campos variou de 9% para 10%, em relação à consulta de fevereiro.

A pesquisa entrevistou 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 Unidades Federativas das cinco regiões, entre os dias 20 e 25 de abril de 2014. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 00086/2014.

* Fonte: CNT/MDA

EUA/Violência: Entre 1973 e 2004, 1 em cada 25 foi condenado a morte sendo Inocente *

 

 

 

Mais de 4% dos condenados

à morte nos EUA são inocentes,

indica estudo

 

Pesquisa analisou dados de réus condenados à morte entre 1973 e 2004

Pesquisa analisou dados de réus condenados à morte entre 1973 e 2004

Um Clique estudo publicado nesta segunda-feira pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences estima que pelo menos 4,1% dos condenados à morte nos EUA são inocentes – uma em cada 25 pessoas condenadas.

Segundo o autor principal, Samuel R. Gross, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Michigan, os pesquisadores chegaram ao resultado usando a análise de sobrevivência, uma técnica de estatística que leva em conta variáveis de tempo até a ocorrência de determinados fatos de interesse, como a morte.

A estimativa, definida pelos autores como “conservadora”, é baseada em dados sobre réus sentenciados à morte entre 1973 e 2004.
O percentual é o dobro do de sentenciados à morte que tiveram sua condenação revertida e foram libertados por serem inocentes no mesmo período.

De acordo com o estudo, em 31 de dezembro de 2004, final do período analisado, apenas 1,6% dos 7.482 condenados à morte haviam tido suas sentenças revertidas por serem inocentes.

Gleen Ford foi libertado em março após passar quase 30 anos no corredor da morte por crime que não cometeu

Gleen Ford foi libertado em março após passar quase 30 anos no corredor da morte por crime que não cometeu

Casos

Nas últimas décadas houve vários casos de condenados à morte nos EUA que acabaram inocentados e libertados, depois de comprovado que não haviam cometido os crimes dos quais eram acusados.

Execuções

Os pesquisadores dizem não ter como estimar o número exato de inocentes executados.

“Nossos dados e a experiência de especialistas na área indicam que o sistema de justiça criminal se esforça muito mais para evitar a execução de inocentes do que para evitar que permaneçam presos indefinidamente”, afirmam.

Leia a Íntegra:

Mais de 4% dos condenados à morte nos EUA são inocentes, indica estudo

* Fonte: Alessandra Corrêa – De Nova York para a BBC Brasil

Eleição 2014/Presidencial: Dados de Pesquisa identifica EMPATE entre os eleitores que conhecem os candidatos a presidente *

PESQUISA ELEITORAL (O Miolo)

Rivais empatam em cenário

só com eleitores que os conhecem

 

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 deste mês, apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer "bem" ou "um pouco" os três principais pré-candidatos a presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 deste mês, apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer “bem” ou “um pouco” os três principais pré-candidatos a presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

 

Os candidatos a cargos públicos costumam repetir que agora ainda é cedo para analisar o cenário eleitoral, pois a maioria dos brasileiros ainda não está conectada à disputa de outubro e poucos eleitores conhecem neste momento todos os principais nomes na corrida pelo Palácio do Planalto.

É tudo verdade. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 deste mês, apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer “bem” ou “um pouco” os três principais pré-candidatos a presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Nesse universo, embora a margem de erro do levantamento se torne bem maior por causa do número pequeno de entrevistados, o resultado final é muito diferente daquele apurado quando é considerado o total da amostra do instituto.

No cenário testado apenas com eleitores que conhecem os três principais candidatos, Campos fica com 28%. É seguido por Dilma, com 26%. Aécio pontua 24%.

Os três estão tecnicamente empatados. É que a margem de erro sobe para cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. No âmbito geral da pesquisa, essa margem chega a apenas dois pontos percentuais.

 

14110272 grafico de empate datafolha presidentes

 

 

* Fonte: FSP/Fernando Rodrigues-Blog