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Movimento Cultural/Crônica: Dia da Música. Vamos Comemorar? – Por Walter Jorge Freitas *

VAMOS COMEMORAR?

 

 

(João Nogueira e Paulo César Pinheiro – Súplica. –  …Venha a mim, óh, música
Vem no ar/Ouve de onde estás a minha súplica/Que eu bem sei talvez não seja a única/Venha a mim, oh, música
Vem secar do povo as lágrimas/Que todos já so…..frem de……mais/E ajuda o mundo a viver em paz)

 

 

No dia 22 de novembro, no Brasil, comemora-se O DIA DA MÚSICA. Na mesma data, presta-se homenagem à protetora dos músicos – Santa Cecília.

Segundo os entendidos, a música é a arte de combinar os sons. Isto, se feito com harmonia, resulta em composições melódicas. Muitas delas são acrescidas de letras, fato que permite que as mesmas ganhem mais admiradores, principalmente se transmitirem mensagens de amor.

Tenho a impressão de que 99,9% dos habitantes do nosso Planeta gostam de música. Não é por acaso quer as pessoas românticas relacionam suas relações amorosas com uma canção.
Atualmente, os pediatras já recomendam que os pais coloquem um aparelho de som com o volume bem baixinho no quarto do recém-nascido. O grande filósofo grego Aristóteles sugeriu que a música fosse ensinada às crianças, por ela ter grande influência na formação do caráter.

Por sua vez, o eminente pensador chinês Confúcio, disse o seguinte: “Se alguém desejar saber se um reino é bem ou mal governado, se sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música que obterá a resposta”.

É de Dorival Caymmi, compositor baiano, o samba cuja letra diz: “Quem não gosta de samba/bom sujeito não é/ ou é ruim da cabeça/ou doente do pé”.

O exímio instrumentista e compositor paraibano Sivuca, em brilhante participação numa homenagem aos cem anos de Pixinguinha, falou: “Não existe música velha, nem nova. Existe música boa e música ruim. A ruim, o povo esquece rapidamente e a boa, é eterna e sempre lembrada”.

Há poucos dias, encontrei esta frase em algum lugar: “A música é o amor à procura de uma voz”. Infelizmente, ainda não sei quem é o seu autor.
Assim, aqui e acolá, encontramos opiniões ou palpites de quem gosta de música.

Eu por exemplo, sou arriado os quatro pneus por música. Mas confesso que sou meio exigente, mesmo sem entender muito da arte. Mas, de uma forma ou de outra, devemos aproveitar a data e procurar escutar uma boa composição, seja cantada ou apenas instrumental, pois só assim, tornaremos o nosso dia mais agradável.

Devemos, portanto, render nossas homenagens aos autores, intérpretes, arranjadores, instrumentistas e, ao mesmo tempo, agradecer às emissoras de rádio que ainda se preocupam em dedicar parte de sua programação à música de boa qualidade.

Pesqueira, 22 de novembro de 2014

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas. Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista poeta e pesquisador musical

Artigo/Opinião: A educação de hoje perpetua o racismo? *

CONSCIÊNCIA

DE CIDADANIA PLENA

 

 

(Valorizar a diversidade e a igualdade. Ficar atentos aos materiais didáticos, verificando se incluem a valorização da cultura negra).

 

 

Foi necessário promulgar uma Lei (10.639/03), há pouco mais de dez anos, para que as escolas passassem a ensinar história e cultura afro-brasileira, incluindo temas como história da África e dos africanos, a luta dos negros no contexto brasileiro e sua contribuição nas diversas áreas da história e da cultura do Brasil.

Isso porque, embora sejamos um país em que a maioria da população é negra e parda, a história sempre foi ensinada com um viés eurocêntrico, em que os colonizadores são ousados, atravessam oceanos e, para levar adiante seus planos, tornam-se senhores de escravos. A ideia de escravidão é introduzida nas primeiras séries escolares com certo ar de naturalidade. O negro entra como objeto trazido à força de um continente “primitivo”; um ser sem passado nem vínculos sociais, que aceita de forma omissa e acomodada um destino desumano e humilhante. Como as crianças brasileiras podem sentir orgulho de suas origens e sua identidade com essa forma de descrever seus antepassados?

Nos livros didáticos, depois dos capítulos que falam da escravatura, os negros praticamente desaparecem dos textos, como se a história continuasse sem a sua participação. As imagens mais importantes são reservadas aos personagens brancos de cabelos louríssimos, como na capa da coleção “Infância Brasileira”, uma das mais adotadas na década de 60.

A imagem do negro no mundo do trabalho é muitas vezes desvalorizada de forma implícita. Uma conhecida cartilha escolar pede que o aluno escreva o nome das profissões e apresenta os desenhos de um menino branco vestido de médico, outro vestido de juiz e um menino negro em funções subalternas.

Reproduzindo o cenário sociocultural, o sistema de ensino também reserva ao negro, até em função de suas condições sociais e de renda, uma trajetória escolar incerta, na qual continuar estudando é uma conquista diária.

Assim, a educação contribui para reforçar o racismo, ora explícito ora velado, que existe na sociedade brasileira.

Porque foram educados, em casa e na escola, com narrativas que apresentam o negro como inferior e coadjuvante, muitos ainda hoje têm dificuldade de aceitar que ele possa chegar a altos níveis de formação ou que ocupe posições sociais importantes. É forte, em alguns grupos, o sentimento contra qualquer política de reparação da dívida social contraída nos tempos da escravidão.

Ações afirmativas como as cotas para as universidades ajudam a atenuar, ainda que de um jeito capenga, o abismo educacional forjado na época da colônia e que, se não fosse por força de lei, dificilmente seria superado neste século.

A Lei 10.639/03, sobre ensino de história e cultura afro-brasileira, é uma ruptura no ciclo educacional que perpetua o racismo. Propõe que as crianças aprendam uma nova história, mais realista e respeitosa, a partir de conteúdos sobre as lutas de libertação que o negro trava até os dias atuais, em busca dos seus direitos de cidadão.

A proposta ainda não foi totalmente tirada do papel, mas escolas e famílias deveriam levá-la a sério. Trazer para o debate os problemas raciais da sociedade, rejeitar o preconceito e ensinar as crianças a fazer o mesmo. Valorizar a diversidade e a igualdade. Ficar atentos aos materiais didáticos, verificando se incluem a valorização da cultura negra.

Esse resgate não interessa só aos negros, mas a todos os estudantes, porque os prepara para viver como cidadãos atuantes num país pluriétnico e multicultural e ajuda a desconstruir os mitos de inferioridade e superioridade entre culturas, valorizando a riqueza de uma de nossas marcas distintivas, a miscigenação. Não é suficiente para garantir que a população negra seja mais bem tratada na escola e na sociedade, mas é um passo para reduzir as injustiças e emancipar muitos jovens das lentes caducas com que aprenderam a ver o mundo.

* Autora: Andrea Ramal  / Conversando com os pais  –  ANDREA RAMAL é autora de “Filhos bem-sucedidos” (Sextante), entre outros livros. Como professora atuou desde a alfabetização ao ensino médio e na educação de jovens e adultos. Doutora em Educação pela PUC-RJ, implementou programas de formação de professores e gestores escolares em diversos países. É colaboradora na TV Globo, no programa “Encontro com Fátima Bernardes”. Foi consultora do Ministério da Educação. Nas horas vagas gosta de curtir seus cães, praticar esportes e tocar violão, compondo sambas e MPB.

Doações de Campanha: Lava-Jato / Partidos mais beneficiados – PP, PMDB, PT e OPOSIÇÃO *

Doações de investigadas

na Lava Jato priorizam

PP, PMDB, PT e oposição

 

 

 

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.

Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da oposição.

Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.

Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.

Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados pela direção nacional do partido.

O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de imprensa disse em nota que “os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado”.

De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, preso desde março.

O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.

Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.

Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.

No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.

No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).

 

* Fonte: Folha/Poder/RANIER BRAGON, MÁRCIO FALCÃO, AGUIRRE TALENTO DE BRASÍLIA. –  Colaboraram GABRIELA TERENZI, ALEXANDRE ARAGÃO e RAYANNE AZEVEDO, de São Paulo

Movimento Cultural/Crônica: Reflexão sobre o 20 de Novembro – Por Sebastião Fernandes *

DIA 20 DE NOVEMBRO 

TOMADA DA CONSCIÊNCIA

NEGRA NACIONAL

 

 

Falar sobre a importância do dia da consciência negra nacional indiscutivelmente força-nos a irmos cuidadosamente aos registros históricos que trata da vinda do negro escravo ao nosso país. Todo aquele que se defronta com os fatos históricos narrados, ficam estarrecidos e envergonhados por tamanha falta de respeito e pelo desprezo que fora dispensada a raça negra neste país e no mundo.

A exploração a que foram submetidos, tendo que trabalhar nas várias atividades econômicas sem sequer terem o direito a uma boa alimentação, moradia e descanso que lhes dessem a oportunidade de reporem suas energias, desta feita estar preparados para a labuta no dia seguinte e sucessivamente. Ao contrário o que recebiam eram maus tratos, tanto físicos, quanto mental e ético.

A comunidade brasileira herdou dos negros a exemplo de Ganga Zumba e Luiza Mahin, e tantos outros homens e mulheres seus valores e princípios. Uma raça que muito contribui e tem contribuído para com o desenvolvimento e o progresso no inicio da colonização brasileira e que até hoje vem elevando e enriquecendo nossa cultura em seus vários aspectos: disposição para o trabalho, influência marcante na nossa culinária, nas artes e nas letras e na força física e moral.

Para Deus não existe nem nunca existiu diferença entre raças! A diferenciação da pigmentação da pelo jamais influenciou e/ou influenciará na personalidade do ser humano! O espírito tanto do branco como do preto, do pardo têm a mesma essência, a mesma potencialidade para servir e amar. O homem está aqui para contribuir com alcance dos objetivos por Deus pretendidos em favor do bem maior! O bem estar da espécie. E este bem estar só será alcançado se um dia o ser humano tomar consciência de que fora criado para o bem. Mas para que chegue a este grau de entendimento terá que assumir sua condição como criatura predestinada à preservação, e o equilíbrio de todo o sistema universal tão rico e cheio de fascínio.

Historicamente o dia 20 de novembro escolhido para homenagens aos negros intitula-se: “Dia da Consciência Negra”, foi associada ao dia da morte de Zumbi dos Palmares – grande líder e batalhador em favor da causa da liberdade da raça negra neste país. Em favor do seu intenso empenho no conquistar a paz e da alegria de uma vida de resultados positivos em favor da causa da liberdade de expressão. Na verdade é consagrado como o dia de Zumbi e da Consciência Negra. Instituído pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

Com a descoberta da verdadeira data da morte de Zumbi pelos historiadores na década de 1970, os membros do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, entusiasmados com a realização do congresso em 1978, que elegeu a figura de Zumbi como símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Deste momento em diante criou-se alma nova para deflagrarem-se movimentos sempre voltados para a defesa dos direitos sagrados que eram e é primário, característico!

Outro fato de grande relevância foi à consolidação e o reconhecimento da luta por direitos que seus descendentes reclamavam.
Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

Neste dia da Consciência Negra todos nós brasileiro devemos agradecer ao Criador o dom da inteligência e da sabedoria, que se passou a cultivar e colocar em prática em favor do melhor para a humanidade e da certeza de que somos irmãos, independente de raça, cor e/ou religião.

A vida aqui na terra será melhor no dia em que os homens se entenderem e abandonarem o orgulho, a avareza e a maledicência. Trabalhem a favor do bem-estar de todos.

 

Pesqueira, 20 de novembro de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, colaborador assíduo do OABELHUDO, Poeta e Cronista. Membro efetivo e presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Movimento Cultural/Homenagem: Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira *

Eugênio Maciel Chacon

100 Anos

 

No sábado, 15 de novembro, comemorou-se com a exposição: Jornalista Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira. O centenário de Eugênio foi iniciado, com a assinatura da Ordem de Serviço do projeto de construção de uma praça no bairro Vila Anápolis que vai levar seu nome, cujo projeto foi de autoria do ex-vereador e atual secretário de saúde do município – Severiano Cavalcanti. Houve missa em ação de Graças na Catedral de Sant’Águeda e a programação foi coroada com a citada exposição nas dependências do Hotel Estação Cruzeiro.

Presença dos seus filhos, a saber: Telmo, Hugo, Carlinhos, Evandro, Eliana, Kátia e Edith. Outra filha, Mônica, foi citada im memorium. Em nome dos filhos falou Hugo  que fez um retrospecto da vida de Eugênio, falando da sua sisudez e dos momentos de alegria quando em casa com a família. Citou causos que foram complementados pelo outro filho, Evandro que ora é o prefeito do município. Eugênio também foi prefeito, além de proprietário do jornal A Voz de Pesqueira, criado em 1936 e que circulou até 1961.

Outros oradores se sucederam nas homenagens: Sebastião Gomes Fernandes, em nome da APLA – Academia Pesqueirense de Artes e Letras; Fernando Freire em nome da Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco e a poetisa e cronista Margarida Maciel Ramalho que recitou o Acróstico que havia composto em 1994, quando da comemoração dos 80 anos do homenageado. A Mesa estava composta também pelo vereador Evandro Junior, o acadêmico e jornalista Francisco de Oliveira Neves do jornal Pesqueira Notícias; Eliana Chacon representando os filhos;  o presidente do Instituo Histórico de Pesqueira José Florêncio Neto e da advogada Fátima Meira, da Assistência Judiciária. Um seleto público lotou as dependências do salão, numa prova inequívoca do prestígio do evento. (PM)

Homenagem que Margarida Maciel, prima de Eugênio fez, por ocasião dos seus 80 anos, em 1994. Margarida, também, se fez presente e recitou o seu Acróstico…

ACRÓSTICO PARA EUGÊNIO

E SGUIO E GARBO, EIS TUA PERFORMANCE
U NGIDO POR UMA INTELIGENCIA SEM PAR
G ENTIL, FIDALGO E CAVALHEIRO
E IS EUGENIO, FIGURA EXEMPLAR
N ESTE TEU ANIVERSÁRIO QUERO EXALTAR
I LUSTRE PESQUEIRENSE QUE AMOR E VIRTUDE ENCERRA
O RGULHO PARA OS TEUS E PRA TUA TERRA

Para Eugênio Maciel Chacon pela passagem dos seus 80 anos e renovada agora no seu centenário em l5/ ll/ 20l4.
Homenagem da prima Margarida Maciel

 

 

 

 

 

A Crônica

Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira, escrita pelo seu conterrâneo, escritor Potiguar Matos, quando ele, Eugênio, recebeu o Troféu – CULTURA VIVA DE PERNAMBUCO, escolhido pela Fundarpe.

 

 

 

* Fotos da exposição.Texto inicial do editor do oabelhudo (Dom Pablito).

Operação Lava-Jato/Juízo Final: Peça-chave do esquema faz acordo pra DEVOLVER U$ 100 milhões *

 

OPERAÇÃO JUÍZO FINAL

PEDRO BARUSCO É

PEÇA-CHAVE NA

OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Pedro Barusco

(Delatado pelo empresário Julio Camargo, Barusco se apressou em propor a devolução do dinheiro)

 

 

O EX-GERENTE BARUSCO, QUE VAI DEVOLVER 100 MILHÕES DE DÓLARES (R$ 259 MILHÕES) ROUBADOS, É PEÇA-CHAVE DA LAVA JATO

 

 

 

Com Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, o ex-gerente de Serviços da companhia Pedro Barusco aparece na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), como um dos principais operadores do PT dentro da petroleira. Seu nome foi citado nas investigações pela primeira vez pelos diretores da Toyo Setal, Augusto Mendonça e Júlio Camargo, que, em regime de delação premiada, afirmaram ter pago a ele e a Duque R$ 30 milhões em propina para fechar contratos com a estatal.

Funcionário de carreira da Petrobras, divorciado e morador da Joatinga, microbairro entre São Conrado (zona sul) e Barra da Tijuca (zona oeste), área nobre da orla carioca, Barusco se antecipou à PF e, antes que integrasse a lista de presos na sétima fase da Lava Jato, batizada de Juízo Final, fechou acordo de delação premiada e aceitou devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos. Sua defesa está sendo conduzida pela advogada Beatriz Catta Preta, a mesma que atuou para fechar a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o primeiro a denunciar um suposto esquema de corrupção na empresa.

Na Petrobras, Barusco foi responsável por contratações milionárias em diversas áreas – da exploração e produção de petróleo e gás, que aluga plataformas e sondas, até a área de refino, que, ao longo dos últimos anos, vem executando um programa de modernização de refinarias e construindo unidades pelo país para aumentar a produção interna de combustíveis. Apenas os executivos da Toyo Setal relataram ter pago a ele e a Duque propinas para realizar obras sobrefaturadas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São Paulo, e em projetos de instalação de dutos em Macaé (RJ).
Sete Brasil

Em 2010, Barusco se aposentou da Petrobras, mas, no ano seguinte, assumiu a diretoria de Operações da Sete Brasil, a primeira empresa brasileira proprietária de sondas de exploração de águas ultraprofundas, criada especialmente para atender as necessidades da petroleira no pré-sal.

Leia a Íntegra:

Notícias
OPERAÇÃO JUÍZO FINAL
PEDRO BARUSCO É PEÇA-CHAVE NA OPERAÇÃO LAVA JATO
* Fonte: Diário do Poder

 

Economia & Negócios: Governo NÃO prorroga o IPI dos automóveis. Aumento será em janeiro *

 

Governo não prorroga

desoneração, e IPI para

carros sobe em 1º de janeiro

 

(Segundo Moan, – Anfavea –  é decisão de cada empresa repassar ou não a recomposição do imposto para o preço ao consumidor).

 

 

Sem espaço no orçamento para mais desonerações de tributos, o governo decidiu não prorrogar a redução da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre carros. O imposto fica maior a partir de 1º de janeiro de 2015.

O presidente da Anfavea (associação que representa as montadoras), Luiz Moan, esteve nesta quinta-feira (20) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de quem ouviu a decisão.

Para carros populares, a alíquota do imposto subirá de 3% para 7%, que é o seu valor originaI. Para os demais, a alíquota subirá de 9% para 11%, no caso dos carros flex, e de 9% para 13% para os modelos movidos à gasolina.

Segundo Moan, é decisão de cada empresa repassar ou não a recomposição do imposto para o preço ao consumidor.

IMPACTOS

O governo já vinha indicando que não iria prorrogar o benefício, iniciado em 2012 e renovado várias vezes, sob a condição de o setor não demitir e não cortar investimentos.

Até o fim de 2014, pelos cálculos da Receita Federal, o governo deverá deixar de arrecadar R$11,5 bilhões com essa política.

Questionado sobre os impactos da decisão, se haverá demissões, por exemplo, Moan afirmou que o setor vai fazer o possível para aumentar a produção e as vendas.

“A indústria automobilística tem seus trabalhadores num nível muito qualificado, o que significa investimento em treinamento muito forte, e a indústria sempre evitou fazer uma redução do pessoal em função desse investimento que foi feito. Vamos lutar o máximo possível para continuar produzindo e principalmente vendendo.”

Depois de um primeiro semestre ruim para o setor, com estoques cheios, demissões, programas de férias coletivas e afastamentos temporários de mão de obra, o setor passa por um segundo semestre de recuperação nas vendas e na produção.

Segundo Moan, as vendas médias cresceram 5,7% de julho a outubro, em relação ao primeiro semestre. A produção cresceu 6,2%, e as exportações, 2,4%.

Em novembro, as vendas estão superiores a 13 mil veículos por dia. “Em outubro estávamos brigando para atingir 13 mil. Este mês, estamos brigando para superar outras metas.”

INVESTIMENTO

Moan pediu a Mantega que divulgue, o quanto antes, as taxas de juros do PSI (Programa de Sustentação de Investimento, financiado pelo BNDES) para ônibus, caminhões e máquinas agrícolas de 2015.

O programa oferece linha de crédito do BNDES para a compra e exportação de bens de capital (máquinas, equipamentos, caminhões e ônibus usados na produção).

Hoje, os juros para compra de caminhões e ônibus está em 6%. Para máquinas agrícolas, 4,5%.

* Fonte: Folha de são Paulo/Mercado/SOFIA FERNANDES DE BRASÍLIA

Movimento Cultural/IMC – Maximiano Campos – Lavrador do Tempo (Homenagem) *

 

Maximiano Campos

 

Lavrador do Tempo

 

 

* Fonte: IMC/

Pernambuco: Assembléia Legislativa homenageia os constituintes nos 25 anos da Carta Magna Estadual *

 

Constituintes e servidores recebem

medalha comemorativa dos 25 anos

da Carta Magna Estadual

 

A comenda foi criada por meio da Resolução 1.268/14 e se destina a homenagear os 25 anos da Constituição do Estado.

 

 

 

 

Com o Plenário e galerias lotados, a Casa de Joaquim Nabuco comemorou em Reunião Solene, na noite desta quarta (19 de novembro), os 25 anos de promulgação da Constituição Estadual, promovendo a entrega de medalha comemorativa. Foram homenageados os 57 parlamentares constituintes de 1989, além de dois servidores do Legislativo Estadual que participaram da redação da Carta Magna.

O presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, comandou a solenidade, ao lado do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Frederico Neves, do presidente em exercício do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Carlos Porto, e do vereador Aderaldo Pinto, que representou a Câmara Municipal do Recife.

Uchoa lembrou que, em cinco de outubro de 1989, ocorreu a promulgação da Constituição. Ele destacou que o documento simboliza o espírito democrático de Pernambuco, seguindo o exemplo do Congresso Nacional, que havia concluído a redação da Carta brasileira no ano anterior. O presidente da Alepe ressaltou que o período teve como marca o alto nível do debate democrático. Segundo o parlamentar, a Assembleia Constituinte refletiu a altivez e a luta do povo pernambucano, travada sem armas, e somente no campo das ideias e ideais.

A medalha comemorativa concedida pela Alepe foi instituída por meio de resolução e a comissão organizadora da solenidade contou com a participação dos deputados André Campos e Raquel Lyra, ambos do PSB, e Tony Gel, do PMDB. Dourada e com gravações em bronze, a medalha estampa a fachada do Museu Palácio Joaquim Nabuco de um lado e traz, no outro, em alto relevo, a imagem dos deputados constituintes.

A Constituição do Estado foi promulgada um ano depois da Constituição Federal e teve como relator o então deputado Marcus Cunha (PMDB).

Dos 49 constituintes da época, apenas três continuam na Assembleia: Henrique Queiroz (PR), Marcantônio Dourado (PSB) e Maviael Cavalcanti (DEM).

São falecidos: João Ferreira Lima (que presidiu a Constituinte), Felipe Coelho, Argemiro Pereira, Arthur Correia de Oliveira, João Lyra Filho, José Antonio Liberato, José Cardoso da Silva, Luiz Epaminondas (Luizito), Manoel Ramos de Almeida, Manoel Tenório de Luna, Murilo Paraíso, Osvaldo Rabelo, Sérgio Guerra e Vanildo Ayres e José Amorim.

Estão vivos, porém fora da Casa: Carlos Lapa, Humberto Barradas, Geraldo Barbosa, Gilvan Coriolano, Manoel Ferreira, Marcus Cunha, Ademir Cunha, Adolfo José, Álvaro Ribeiro, Antonio Mariano, Carlos Porto, Roberto Fontes, Clodoaldo Torres, Eduardo Araújo, Fausto Freitas, Fernando Pessoa, Cintra Galvão, Garibaldi Gurgel, Geraldo Pinho Alves Filho, Geraldo Coelho, Inaldo Lima, Ivo Amaral, José Ramos, Joel de Holanda, José Aglailson, José Áureo, Humberto de Moura Cavalcanti, Mendonça Filho, Manoel Alves, Lúcia Heráclio, Newton Carneiro, Paulo Guerra Filho, Pedro Eurico, Ranilson Ramos, Roldão Joaquim, Severino Almeida Filho, Severino Cavalcanti, Valdemar Ramos e Vital Novaes.

* Fonte: Portal da ALEPE

Pernambuco: Paulo Câmara vai à Bancada Federal em busca de Emendas *

Paulo apresenta sugestões

de emendas à bancada federal

 

Foto: Divulgação

(Paulo Câmara e deputados integrantes da bancada de Pernambuco)

 

 

BRASÍLIA – Saúde, recursos hídricos e estradas foram as áreas sugeridas pelo governador eleito Paulo Câmara (PSB) para receber recursos de emendas da bancada federal de Pernambuco ao Orçamento Geral da União (OGU) de 2015. Paulo se reuniu hoje (18.11) à noite, na Câmara dos Deputados, com os parlamentares para apresentar suas prioridades. As sugestões serão avaliadas pelos 25 deputados e três senadores pernambucanos.

As prioridades foram definidas em comum acordo entre o governador João Lyra Neto e o governador eleito, após análise pela equipe de transição dos dois gestores. A apresentação das sugestões foi feita pelo secretário de Planejamento do Estado, Fred Amâncio.

Da reunião de hoje à noite participaram, além do vice-governador eleito Raul Henry (PMDB), do senador eleito Fernando Bezerra (PSB) e do secretário estadual da Casa Civil, Luciano Vasquez, os deputados federais Pedro Eugênio (PT, coordenador da bancada), Inocêncio Oliveira (PR), José Chaves (PTB) Luciana Santos (PCdoB), Augusto Coutinho (SDD), Gonzaga Patriota (PSB), Danilo Cabral (PSB), Wolney Queiroz (PDT), Fernando Filho (PSB), João Paulo (PT), Bruno Araújo (PSDB), André de Paula (PSD), Jorge Corte Real (PTB), Silvio Costa (PSC), Roberto Teixeira (PP) e Pastor Vilalba (PP).

Não estavam presentes, mas justificaram as ausências por causa de viagem oficial ao exterior, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e os deputados federais Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB) e Pastor Eurico (PSB).

As quatro emendas principais sugeridas por Paulo Câmara foram para as seguintes obras:

1 – Duplicação da BR-232 entre os municípios de São Caitano e Arcoverde, no valor de R$ 680 milhões, com contrapartida do Governo do Estado de R$ 68 milhões;

2 – Construção da Barragem Engenho Maranhão, em Ipojuca, no valor de R$ de 360 milhões e contrapartida de R$ 36 milhões;

3 – Construção do Hospital Geral do Sertão, em Serra Talhada, no valor de R$ 120 milhões (incluindo equipamentos), com contrapartida de R$ 15 milhões;

4 – Construção do Hospital Geral de Cirurgias, no Recife, no valor de R$ 120 milhões (incluindo equipamentos) e contrapartida de R$ 15 milhões.

Além dessas emendas, o governador eleito apresentou mais duas propostas extras:

1 – Duplicação de 43 quilômetros da BR-408, entre Carpina e Timbaúba, no valor de R$ 320 milhões e contrapartida de R$ 32 milhões;

2 – Ampliação, reforma e equipagem do Hospital Barão de Lucena, no valor de R$ 45 milhões e contrapartida de R$ 5 milhões.

Para Paulo Câmara, o primeiro encontro com a bancada federal foi positivo. “A gente tem o claro compromisso com o desenvolvimento do nosso Estado, de apresentar propostas que beneficiem a maioria dos pernambucanos. Nós sabemos a importância das emendas parlamentares para a realização desses objetivos. Tenho certeza que a bancada vai nos ajudar, apoiando essas emendas”.

O vice-governador eleito Raul Henry também agradeceu a disponibilidade imediata dos coordenadores da bancada – Pedro Eugênio e Cadoca – em organizar a reunião com os parlamentares, logo que foi solicitada pelo governador Paulo Câmara. “Esse gesto confirma a tradição da bancada de Pernambuco, que, tão logo acaba a eleição, se reúne para debater, conjuntamente, as propostas de interesse do Estado”.

* Fonte: Assessoria de Imprensa do PSB