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Arcoverde: Luz, Câmara, Ação! Lançada a programação do são João 2014 *

 

 

Tradição e inovação no

São João de Arcoverde

 

Prefeita Madalena Freire anunciou a programação e as atrações dos festejos juninos de Arcoverde 2014. Cláudia Leitte é o destaque!

Prefeita Madalena Freire anunciou a programação e as atrações dos festejos juninos de Arcoverde 2014. Cláudia Leitte é o destaque!

 

Cláudia Leitte será a grande atração do dia 21 de junho

Cláudia Leitte será a grande atração do dia 21 de junho

 

 

Com o tema “Luz, Câmera, Ação… o cinema vai passar no melhor São João do Nordeste” a festividade junina, que acontece entre os dias 19 e 28 de junho, homenageará o cinema Rio Branco, fundado em 1917, e atualmente considerado o cinema mais antigo em funcionamento na América Latina.Esta é uma temática diferenciada e que vai chamar bastante atenção. Nós contaremos a história de fundação do cinema e teremos diversas projeções”, conta a prefeita Madalena Brito.

Além do cinema, a estrutura da cidade terá espaço para shows, espetáculos teatrais e recitais, divididos entre dez polos de animação: Multicultural, Artes, Pé de Serra, Multimusical, Forrogospel, Vila de Rio Branco, Gastronomia, Diversão, Raízes do Coco e Budega da Poesia. Segundo o secretário de Turismo da cidade, Albérico Pacheco, apesar de dividas em polos específicos, o público não terá dificuldades para conferir diversas atrações. ”Os pólos são próximos e o nosso objetivo é facilitar a circulção das pessoas entre eles, possibilitando que o público assista diversas atrações em uma noite”, afirma. A exceção fica para os pólos Raízes do Coco e o Budega da Poesia, que segundo ele, possuem programação diurnas e um público específico.

 

Veja a programação completa abaixo:

 

19/06 – Os Pariceiros, Lucy Alves, Jorge de Altinho

20/06 – Marzinho de Arcoverde, Magníficos e Thiago Costa

21/06 – Forró Estigado, Wagner Carvalho, Claudia Leitte e Noda de Cajú

22/06 – Paulinho Leite e Fafá de Belém

23/06 – Academia da Berlinda, 2º Grande Encontro dos Cocos Raízes e Trupé de Arcoverde, e Luan e Forró Estilizado

24/06 – Flávio Leandro, Geraldinho Lins, banda Kitara

25/06 – Garota Safada, Benil, Forró da Curtição

26/06 – Banda Pinga Fogo, Limão com Mel e Forró Arreio de Ouro

27/06 – Gabriel Diniz e Bonde do Brasil

28/06 – Forró Kartuxo, Valdinho Paes, Bruno e Marrone e Capim com Mel

 

* Fonte: Assessoria Imprensa PMA

Crônica/Efemérides: Copas do Mundo – Sucessos e Insucessos – A Copa, o Gol e o Voto (II) *

 

A Copa, o Gol e o Voto (II)

 

Seleção brasileira tetracampeã em 2002. Destaque pra o pernambucano Rivaldo

Seleção brasileira pentacampeã em 2002 – Coreia e Japão. Destaque pra o pernambucano Rivaldo

 

 

Para quem não leu o primeiro artigo, o fio da meada é a relação entre futebol, política e, particularmente, as eleições presidenciais que, desde 1994, coincidem com a realização das copas. Vamos a elas.

A Copa de 1994. Foram 24 anos de amargo jejum, agravado pelo travo da segunda maior decepção do torcedor brasileiro: a tragédia do Sarriá, quando o carrasco italiano Paolo Rossi decapitou uma das mais brilhantes seleções do mundo, a de 1982. Em 94, o Brasil vivia sob inflação nas alturas e instabilidade política que assustava a democracia nascente.

Seleção de 1994 -  Brasil tetracampeão nos EUA

Seleção de 1994 – Brasil tetracampeão nos EUA

No futebol, nada excepcional, à exceção de Romário. O fleumático Parreira e o experiente Zagalo apostaram no ramerrame eficiente do futebol burocrático. De repente, uma sigla engenhosa, a URV, se transformou numa moeda sólida, o Real; de repente, na decisão dos chutes da marca penal, nossos atletas acertaram o pé, a mão salvadora de Taffarel e o chute torto de Baggio ajustaram as contas de 1982. É tetra! A pergunta é: qual a influência da vitória do futebol na eleição de Fernando Henrique? Nenhuma. A eliminação dos efeitos perversos da inflação crônica, associada à estatura moral e intelectual do candidato FHC, estes sim, foram fatores determinantes do julgamento popular.

Com efeito, o eleitor distingue os momentos – o esportivo e o eleitoral – e não os confunde. Tanto é verdade que na Copa de 1998, a humilhante goleada da França não evitou a reeleição de FHC.

A Copa de 2002. Mais uma vez, Copa e eleição presidencial de mãos dadas. Realizada em dois países asiáticos, depois de hospedada pelo perna de pau Tio Sam, o esporte eurocêntrico, globalizou-se, definitivamente, em 2010, ao chegar à pátria de Mandela. A boa seleção brasileira teceu os laços solidários da “família Scollari”; fez o “Fenômeno” renascer das cinzas; mostrou ao mundo o implacável pé esquerdo do humilde cracaço pernambucano Rivaldo. Resultado: o Brasil é penta. E a eleição? A oposição (Lula) venceu a situação (Serra). O suposto favorecimento da situação com a vitória na Copa, mais uma vez, não bateu com o ânimo do torcedor.

Seleção brasileira que disputou a Copa de 2006 na Alemanha

Seleção brasileira que disputou a Copa de 2006 na Alemanha

As Copas de 2006 e 2010. Duas derrotas no futebol e duas vitórias eleitorais: reeleição de Lula e eleição de Dilma. Derrotas vergonhosas: a de 2006, apelidei a competição de “Copagode de celebridades” e, na de 2010, os jogadores (de joelhos) trocaram a letra do hino nacional pelos versos da marselhesa.

Seleção Brasileira e o fiasco na África do Sul em 2010

Seleção Brasileira e o fiasco na África do Sul em 2010

A Copa de 2014. Até agora olhamos os fatos pelo retrovisor. Fácil. Afinal, contra fatos não há argumentos. Porém, os fatos mudaram e as percepções também. A vertigem das mudanças ocorridas no mundo inteiro merece, no mínimo, uma apurada reflexão. E esta reflexão resulta do fenômeno universal que são as manifestações de rua. Distintas no tempo e situadas nos mais diversos contextos políticos e histórico-culturais, as manifestações de rua têm vários pontos em comum: interpretam uma emoção coletiva de indignação; refletem profunda descrença nas instituições da democracia participativa; eclodem a partir de uma centelha; movem-se do espaço cibernético para o espaço público.

Jogadores selecionados para 2014 - Esperança (?)

Jogadores selecionados para 2014 – Esperança (?)

Nos movimentos brasileiro de junho, a fagulha foi o aumento da tarifa de transporte público. Veio à tona uma torrente de insatisfação que se resume no seguinte: nós não estamos satisfeitos com o Brasil. É aí que entra a percepção de dois brasis: um que não funciona; outro, o Brasil da Copa, que superfatura obras, que promete um legado inacabado, enfim, um país que subverteu prioridades e que tem dinheiro para financiar as prioridades invertidas.

O que está em jogo não é o resultado do jogo: é o contraste entre o Brasil real e o Brasil/FIFA. O clima é desfavorável a quem governa. Parcela considerável dos torcedores descolou da seleção. A Pátria descalçou as chuteiras. Ser campeão é um anestésico passageiro. Remanesce o Brasil real, empacado, mal-humorado, com explosões de violência e rancor social.

Mais que emblema, a Copa tornou-se um problema para o governo. Não ser campeão é uma dor passageira. Não quero viver esta dor. A mim, não importa se tem ou não influência eleitoral. Sou torcedor. A bola rolou, passo a pensar com o coração.

Hexa e luxo!

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Fonte e autor: LeiaJá/Gustavo Krause  –  Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado.

Crônica: A Copa do Mundo – Prós e Contras. Como Sempre! – Por Gera Santana *

Como sempre

 

 

O Brasil vai realizar a Copa com absoluta fé na vitória (Autor)

O Brasil vai realizar a Copa com absoluta fé na vitória (Autor)

 

 

 

Impossível calar quando o nosso país recebe o maior evento esportivo do planeta. Gasta bilhões de reais para atender aos requisitos básicos que a FIFA impõe, expõe o nosso país ao ridículo em todo o mundo, pois declaram aos grandes jornais que o Brasil não tem competência para realizar tal evento e o Presidente da entidade que rege o futebol no mundo sorrindo, ainda diz que fazer Copa do mundo aqui, no Brasil com Z, é pior do que fazer na África. Assim zombam dos nossos irmãos africanos e muito mais de todos nós brasileiros e alguns ainda sorriem e aplaudem quando o Sr Blatter faz piada de péssimo gosto para provocar riso na Europa, denegrindo a nossa imagem no mundo.

Quem me conhece sabe que sou apaixonado por todo tipo de esportes e como brasileiro tenho o futebol no sangue e no coração, mas convenhamos que o nosso orgulho está ferido pelos comentários feitos pelo gringo suíço e sua trupe FIFA.

Deveríamos ter pensado mais antes de assumir tal compromisso e se assumido, fazê-lo com competência e um austero planejamento, solicitando a opinião da nossa gente, abrindo espaço para críticas e elogios através de uma séria ouvidoria, convocar os grandes mestres dos eventos esportivos e enfim envolver os brasileiros de todas as regiões no FAZER BEM FEITO a copa do mundo 2014.

O brasileiro se sente orgulhoso em participar das nossas coisas e quando se envolve é pra valer. Veja os grandes espetáculos do Carnaval em todo Brasil, do São João no nordeste etc. O brasileiro sabe fazer espetáculo belíssimo e o mundo aplaude. Não vai aqui nenhuma crítica a comissão da copa no Brasil, mas envolveram os políticos de Brasília, alguns ex-jogadores, os viciados da CBF e de algumas FEDERAÇÕES, mas não envolveram os professores de esportes, economistas e planejadores de grandes eventos, as entidades e as emissoras de comunicação (TV, Rádios, Jornais, Blogs, Revistas e outras).

Com certeza se tivessem convocado uma comissão verdadeiramente capaz, não gastaríamos tanto a fazer estádios sem estratégia de localização, de fácil acesso de transportes etc.

Com uma comissão verdade pensaria em reformar alguns estádios, o que gastaria bem menos e aproveitaria o restante dos BILHÕES para aparelhar a nossa rede educacional e a rede de saúde para atender a demanda no período do evento e logicamente herdar algo considerável para que o povo brasileiro faça bom uso após a copa.

Gastando tantos e tantos super faturados BILHÕES nas obras, com certeza depois da COPA 2014 teremos muita gente mais rica e teremos também o povo sofrendo mais e oxalá alegre por mais uma conquista do nosso futebol. Depois da copa a nossa gente vai chorar por ter que pagar a conta do MEGA EVENTO PARA OS GRINGOS SE DELEITAREM NO NOSSO PARAÍSO.

Alguns abastados brasileiros irão aos estádios, que serão lotados pelos estrangeiros, isso por conta dos altos preços dos ingressos, transportes e outros custos que inseridos no ASSISTIR JOGOS DE COPA DO MUNDO. A nós restará assistir pela TV e ou Rádio, como sempre.

“O Brasil é o país da COPA 2014, mas com certeza não é o país justo para a sua gente”

 

 

Gera Santana pesqueira

* Autor: Gera Santana – Geraldo Santana é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, radialista e cerimonialista

Artigo/Opinião: Manifestações e a “Super quinta” *

Eleição 2014: “Sopa de letrinhas” – Aumenta a quantidade de partidos apoiando Dilma *

 

PTB anuncia apoio à

reeleição da presidente Dilma

 

 

dilma em pé usando roupa de rendasopa das-letras-largethumb7587278

(presidente Dilma aumenta o “cardápio” de partidos que irão lhe apoiar à reeleição) 

 

 

 

Os senadores, os deputados e os dirigentes regionais do PTB estão vindo para Brasília, na quarta-feira, para manifestar o apoio dos trabalhistas à candidatura da presidente Dilma Rousseff. O ato será na sede do PTB e dos 27 estados, 23 diretórios regionais estão fechados com a candidata petista ao Planalto.

A aprovação formal da coligação vai ocorrer na convenção, em junho, mas estamos nos antecipando e promovendo um ato político de apoio à presidente — afirma o presidente nacional do PTB, Benito Gama.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, nega a possibilidade do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles concorrer a vice na chapa de Aécio Neves. Ele afirma que há um compromisso fechado com a presidente Dilma. Além disso, integrantes da Executiva do PSD negam este movimento. Alegam que apoiar o PSDB ao governo paulista é uma coisa, mas que seria questionável do ponto de vista ético Kassab romper o compromisso de dar o tempo de TV do partido para a campanha da presidente Dilma.

O apoio à reeleição da presidente Dilma está consolidado. Parece que há uma estratégia para criar um clima de debandada. Não sei como o Meirelles poderia ser vice do Aécio se a questão com a Dilma é fechada — diz Kassab.

A coligação da reeleição deve ter, além do PT; o partido do vice, o PMDB; partidos de esquerda, como o PCdoB e o PDT; e, o partido do senador Marcelo Crivella, o PRB. A presidente Dilma não conseguirá repetir os partidos que a apoiaram nas eleições de 2010.

O PSB terá como candidato à Presidência o ex-governador Eduardo Campos (PE) e o PSC lançará seu presidente, o Pastor Everaldo, para o Planalto. Os nanicos PTC e PTN abandonaram a aliança e se acertaram com o candidato do PSDB, senador Aécio Neves.

Há divisão no PR. O líder na Câmara, Bernardo Santana, é muito ligado ao tucano Aécio Neves. Ele tentou anunciar, no início do mês, a independência do partido, mas teve de recuar. Mesmo assim, Santana continua ativo e especula-se que ele tenha alguma ascendência sobre o ex-presidente Valdemar Costa Neto. Sobretudo, depois de ter contribuído financeiramente para Valdemar pagar multa milionária, fixada pelo STF, por ter sido condenado no processo do mensalão.

* Fonte: O Globo/Ilmar Franco

Crônica/Efemérides: Copas do Mundo – Sucessos e Insucessos (I) *

 

A Copa, o Gol e o Voto (I)

 

 

Recém inaugurado, o Maracanã foi palco do malogro da seleção de 1950

Recém inaugurado, o Maracanã foi palco do malogro da seleção de 1950

 

Nas Copas do Mundo, futebol e política andam juntos. O que difere é a finalidade e a intensidade com que são usados. No Brasil, análises e opiniões se dividem sobre a influência dos resultados nos campos sobre a decisão do eleitor nas urnas. O debate esquentou por aqui. O tema será tratado em dois artigos.

Além das funções organizadora e reguladora, a FIFA exerce um papel eminentemente político (209 filiados, 16 a mais do que a ONU). É detentora do poder máximo sobre as competições de futebol. Onde há poder, há política para o bem ou para o mal. Escolher a sede da Copa é uma decisão política, ainda que apoiada em critérios objetivos e compromissos explícitos. A primeira Copa, realizada em 1930, por exemplo, contemplou o mérito do pequenino Uruguai, bicampeão olímpico (1924 e 1928).
Se, de um lado, a escolha da sede é política, de outra parte, os países escolhidos fazem uso político das copas de acordo com os interesses que permeiam a conjuntura histórica das nações. Neste sentido, vai da apropriação econômica do evento às possibilidades de legitimação do sistema de poder.

As Copas de 1934/38. Foram usadas como instrumento de propaganda fascista. A ordem de Mussolini era “Vencer ou Morrer”. Os jogadores adiaram a morte. Em 38, o talentoso atacante, Meazza, ao receber a taça Jules Rimet, saudou o Presidente da França com o gesto fascista e passou para história como o único capitão de equipe campeã a ser estrepitosamente vaiado.

Os craques de 1950 e o ônus da derrota na final para o Uruguai por 1x2

Os craques de 1950 e o ônus da derrota na final para o Uruguai por 1×2

A Copa de 1950. A primeira depois da Segunda Guerra Mundial contemplou o Brasil, um aliado (apesar das hesitações getulianas) das forças que venceram os algozes da democracia liberal. Vargas sucedeu Dutra. Pelo voto. A profunda decepção com a Copa não mexeu com a fidelidade governista das urnas. Preterida a Argentina, o Brasil mobilizou-se para mostrar ao mundo que era uma nação capaz realizar a copa, de construir o maior estádio do mundo e encantar o planeta com um futebol brilhante. O final infeliz a gente sabe: o “maracanazo”, a mais inesperada das derrotas; a mais desavergonhada politicagem em proveito da provável vitória; a alma brasileira ferrada pela novidade psicanalítica, o complexo de vira-latas.

Campeão na Suécia em 58. Início da era Pelé, Garrincha, Didi...

Campeão na Suécia em 58. Início da era Pelé, Garrincha, Didi…

A Copa de 1958. Um negro genial, adolescente, e um cafuzo de pernas tortas lideraram “o vareio de bola” que endoidou o sputinik, obrigou o Rei da Suécia a reverenciar o gesto imortalizado por Bellini e detonou o complexo. Ninguém, à exceção de Nelson Rodrigues, acreditava na seleção. A preparação adotou métodos modernos. O psicotécnico ferrou Garrincha. Os boleiros ferraram o psicotécnico e escalaram Mané. Naquela época, o Brasil vivia um momento mágico: Juscelino, bossa-nova, democracia e progresso. O Brasil ganhou a Copa, marcou gols de bela feitura e as urnas funcionavam.

O tricampeonato no México em 70. Seleção super elogiada até os dias de hoje...

O tricampeonato no México em 70. Seleção super elogiada até os dias de hoje…

A Copa de 1970. Nesta época, não tínhamos copa, não tínhamos urnas e carecíamos de gol. A vitória opaca de 1962 fora soterrada pelo abalo sísmico do futebol-força de 1966. Tempos difíceis. O auge do ciclo militar: uma economia atlética e liberdades caquéticas. No futebol, descrédito. Aí a contradição inacreditável: um comunista de carteirinha, inteligência privilegiada e tamanha coragem que nele caberia o titulo de sua “Insolência João Primeiro e Único”, muda tudo. Saldanha abriu a jaula e colocou em campo 22 “feras”. O João Sem Medo arretou-se com interferências indevidas e jogou a toalha. Antes, pavimentou o caminho para o disciplinado Zagalo e uma comissão técnica engalanada. Tiveram o bom senso de não misturar hierarquia, disciplina e a alegria libertária de jogar futebol. Juntaram grandes craques. Sem posições definidas e uma tarefa sagrada: tratar com carinho e intimidade sua majestade, a bola. Não deu outra: a taça Jules Rimet é nossa…para sempre.

Na Argentina em 1978 não obtivemos sucesso

Na Argentina em 1978 não obtivemos sucesso

A Copa de 1978. O refinado futebol argentino jamais precisou de governos civis ou militares para conquistar troféus. Porém, o ditador Jorge Videla precisava desesperadamente do título mundial. Para os donos do poder absoluto, não era suficiente a boa qualidade do time argentino. Armaram. A goleada dos argentinos na seleção peruana tirou o Brasil da final. Coutinho desabafou: “o Brasil é o campeão moral”. Este título não se contabiliza, mas um indigno conluio maculou a ética esportiva.

(Continua amanhã(20), na próxima coluna)

Nota do blog (O autor cometeu um lapso em deixar a copa de 1962 de fora da sua lista. Certamente, o fará no próximo capítulo. Basta lembrar que fomos bicampeões no Chile)

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Fonte e autor: LeiaJá/Gustavo Krause: Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado

Brasil/Copa do Mundo: “Crise de Imagem” conspira contra o evento em nosso país *

Brasil vive “crise de imagem

às vésperas da Copa

 

Capa da Spiegel da semana passada fala sobre 'Morte e Jogos' no Brasil

Capa da Spiegel da semana passada fala sobre ‘Morte e Jogos’ no Brasil

Para quem acompanha o que acontece no Brasil pela imprensa internacional, a sensação dos últimos meses pode ser a de que a sorte conspira contra o país às vésperas da Copa do Mundo.

Seria de se esperar que as notícias sobre os atrasos nas obras do Mundial ou os protestos anti-Copa fossem rodar o globo, mas recentemente tornou-se comum ler nos jornais de Londres, Madri ou Nova York sobre mazelas brasileiras que antes passariam desapercebidas aos olhos estrangeiros – de conflitos nas favelas do Rio ao surto de dengue no Nordeste; das denúncias de obras superfaturadas nos rincões do país ao risco de falta d’água em São Paulo.

“Agora quase todos os dias tem matéria sobre o Brasil nos jornais daqui – e realmente chama a atenção o fato de a grande maioria delas ser negativa”, diz Daniel Buarque, jornalista e autor do livro Brazil, um país do presente: A imagem internacional do “país do futuro” (Ed. Alameda), que está na Grã-Bretanha pesquisando sobre a cobertura internacional da Copa.

Protestos contra a Copa teriam ajudado e minar entusiasmo pelo evento

Protestos contra a Copa teriam ajudado e minar entusiasmo pelo evento

Recentemente, o Financial Times comparou a presidente Dilma Rousseff ao grupo de comediantes irmãos Marx; a revista Economist sugeriu que o problema da falta de crescimento da produtividade no Brasil teria causas culturais e o New York Times (NYT) destacou a grande quantidade de obras abandonadas e superfaturadas no país.

Fora do campo econômico, o espanhol El País anunciou que o Brasil estaria vivendo uma “crise de segurança” e o tabloide britânico Daily Mirror definiu Manaus como “um buraco dos infernos tomado pelo crime”.

Certamente, também há exemplos de reportagens positivas, mas é difícil ignorar que o tom geral da cobertura está mais desfavorável ao Brasil, da mesma forma que há apenas três anos o entusiasmo com o país era evidente.

‘Perdeu a chance’

Para Simon Anholt, especialista em imagem-país que faz um ranking das nações mais populares do mundo, o Brasil perdeu a chance de aproveitar os holofotes da Copa para projetar seriedade e competência, fortalecendo sua reputação na área econômica.

Ao que tudo indica, o país não conseguiu agarrar essa oportunidade e deve continuar a ser o país da festa, carnaval e futebol. Um país que as pessoas veem com simpatia, mas que ninguém leva muito a sério“, diz Anholt, informando que a pontuação do Brasil em sua pesquisa caiu em 2013 pelo segundo ano consecutivo, de 57,86, para 57,67 (de um total de 70 pontos).

Muitos estádios estão com obras inacabadas

Muitos estádios estão com obras inacabadas

 

 

 

Quatro razões da ‘negatividade’ da imprensa

“Para começar, é comum que antes de uma Copa ou Olimpíada haja ansiedade sobre as preparações e ritmo das obras”, afirma Richard Lapper, chefe do FT Confidential, o serviço de pesquisas sobre mercados emergentes do Financial Times.

“O mesmo aconteceu na Grécia e África do Sul”, lembra.

Simon Anholt concorda com a avaliação: “Sempre temos as mesmas histórias: ‘eles não vão ficar prontos a tempo, isso não vai funcionar'”.

No caso do Brasil, porém, os especialistas concordam que a quantidade e grau de atraso nas obras de infraestrutura ligadas ao Mundial e Olimpíadas de fato dão material de sobra para manchetes de jornais locais e estrangeiros, como destaca Peter Hakim.

 

Leia a Íntegra:

Leia mais: Dez matérias ilustram ‘negativismo’ em cobertura sobre Brasil

* Fonte: BBCBrasil – Ruth Costas/SP

Pesqueira/Movimento Cultural: ISEP sedia, hoje, o Sonora Brasil/Música de Camerata *

ISEP sedia Circuito Pernambucano

Sonora Brasil de Música Clássica

 

 

Quarteto Belmonte, se apresenta, hoje, 19, no auditório do ISEP/Pesqueira

Quarteto Belmonte, se apresenta, hoje, 19, no auditório do ISEP/Pesqueira

 

 

 

Para os amantes da música erudita, o Instituto Superior de Ensino de Pesqueira (ISEP) preparou um verdadeiro presente para esta segunda-feira (19 de maio). Dentro do Programa Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais, o Quarteto Belmonte, oriundo do Rio de Janeiro, se apresenta no auditório da faculdade (Rua Nepomuceno das Neves, 57 – Centro), logo mais às 20h.

A entrada é franca e o projeto foi possível graças uma parceria entre o ISEP e o SESC/SENAC, juntamente com a Fecomércio. O Quarteto Belmonte é um das mais conhecidas cameratas do país e agora, integra o Circuito Pernambucano, que começa hoje em Pesqueira e segue para outras cidades do interior. O músico Edino Krieger e as Bienais de Música Brasileira Contemporânea serão a atração do recital de hoje à noite no ISEP.

Participe e traga sua família. Segundo o coordenador pedagógico do ISEP, Bartolomeu Cavalcanti, o recital visa difundir a música clássica em Pesqueira e região, uma música de qualidade para alunos, professores e toda comunidade. “Precisamos apoiar e incentivar apresentações como esta, que prima pela qualidade sonora”, destacou Bartolomeu.

* Fonte: Flávio José Jardim/Assessoria de Imprensa do ISEP (foto Google/Video Youtube)

Nordeste/Paraiba: População tem Wi-Fi gratuita, mas falta água pra tomar banho *

Moradores de cidade da

Paraíba têm internet na praça,

mas tomam banho de balde

 

Cidades pequenas do NE e e[seus contrates. Wi-Fi de graça e cadê água para o povo?

Cidades pequenas do NE e e seus contrates. Wi-Fi de graça e cadê água para o povo?

São José de Piranhas oferece Wi-Fi grátis, mas comunidades rurais sofrem com a seca e não verão a água do São Francisco

Incrustada no sertão paraibano, a mais de 400 km de distância da capital João Pessoa, a São José de Piranhas (PB), brindada na terça-feira passada com a visita da presidente Dilma Rousseff, que lá foi inaugurar um túnel da inacabada obra da Transposição do rio São Francisco, é um retrato de um Brasil que avança, e de outro que não sai do lugar.

Beneficiada com dezenas de programas e ações do governo federal nas gestões de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cidade se desenvolveu, e hoje se dá ao luxo de ter Wi-Fi grátis na praça, franqueado pela Prefeitura. A 10km dali, porém, comunidades rurais de Piranhas enfrentam um crônico problema hídrico, e já sabem que nem a água da transposição, ora prometida para irromper nas torneiras paraibanas em 2016, chegará até elas.

Em uma década, Piranhas recebeu máquinas como retroescavadeira, caminhão caçamba e caminhão-pipa, oito ônibus escolares, um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 1,8 mil kits escolares, uma creche (obra pronta, aguarda equipamentos), um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), dois profissionais do programa Mais Médicos (um deles cubano), 132 banheiros para as comunidades e 15 escolas com laboratório de informática, bem como ampliou o Programa de Saúde da Família, investiu na capacitação de professores e acessou programas como o Projovem.

“Vocês que estão no Sudeste podem ver isso como o básico do básico, mas para a cidade é um enorme avanço“, diz o prefeito Domingos Neto (PMDB).

Contudo, dos 19 mil habitantes, 2,9 mil famílias ainda dependem do Bolsa Família, e mais de 2 mil pessoas vivem uma situação de grande insegurança hídrica, sina de um Nordeste que teima em existir.

No Caldeirão, zona rural, há muito o banho é de balde, não há trabalho para os homens que plantavam milho e arroz porque os pés secaram todos, a pouca água que aparece é transportada em latas e as mulheres percorrem quilômetros com as roupas da família em mãos para lavá-las em outras comunidades porque a água é escassa.

Os dois cacimbões, poços construídos pela comunidade para o armazenamento da água – um com dez metros de profundidade, e outro com sete – secaram por completo. As casas que têm cisternas – muitas não tem -, as veem quase vazias.

“Só por dedo de Deus, moço. Água aqui não existe”. Custou seis dias desde que dona Geralda de Araújo começou a ligar para a cidade para que finalmente enviassem para a comunidade no domingo, dois dias antes da visita da reportagem, um caminhão-pipa, única forma de acesso a água desde que há mais de ano secou o açude que abastecia as cerca de 600 pessoas que moram ali.

Uma vez por semana, dona Fátima Corné faz uma trouxa com a roupa das 12 pessoas que moram em sua casa no Caldeirão e vence, à pé, alguns quilômetros até chegar a uma propriedade privada na qual o dono permite, por R$ 20 mensais, que lave as vestes da família.

A comunidade se ressente por dona Francisca Pereira, de 90 anos, que também sofre com a penúria. Quando a reportagem deixava a comunidade, a senhora pediu para falar. “Tudo bem, dona Francisca?”. “Não está nada bem, meu filho. Nós precisamos de água”, disse ela, com os olhos marejados.

Por longe do local onde ficará o reservatório de Piranhas que receberá a água da transposição, o prefeito e a comunidade de Caldeirão dão como certo que a água do São Francisco não chegará às torneiras de Piranhas, como se a distância tornasse uma segunda transposição intransponível. Os problemas da estiagem se repetem em outras comunidades: Carrapateiras, Bom Jesus, Mangação…

Domingos Neto, o prefeito, afirma que em Caldeirão o problema é sazonal, por conta da falta de chuvas no último ano. Ele afirma que têm perfurado poços artesianos em comunidades como forma de contornar o problema. Caldeirão ainda não foi contemplada. Seu Francisco Pereira, que mora ali desde a década de 1940, porém, diz que a seca vem piorando a cada ano.

“Precisam ter pena de gente tão pobre”, diz Geralda. A comunidade apela pela perfuração de um poço, e pela criação de um novo açude, em uma área melhor. “Querendo, os governantes resolvem”, afirma Fátima.

* Fonte: Estadão

Eleição 2014/: Candidatos de Olho no Voto Nordestino *

Caça ao voto »

Nordeste é roteiro indispensável

na corrida à presidência

Presidenciáveis organizam o xadrez eleitoral na região de olho nos 38,1 milhões votos que estarão em jogo nas eleições de outubro deste ano

 

Eduardo Campos, Dilma Rousseff e Aécio Neves estão cada vez mais presentes no Nordeste para não perder espaço para os adversários

Eduardo Campos, Dilma Rousseff e Aécio Neves estão cada vez mais presentes no Nordeste para não perder espaço para os adversários

Poucos ainda sonham com trechos da música Nordeste Independente, que chegou ao auge nos anos 1980 na voz da intérprete Elba Ramalho. O verso que dizia Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente ficou na saudade daquela geração. A região, contudo, não perdeu importância no jogo do poder. Ao contrário, ganhou relevância ao ajudar nas três últimas vitórias do PT para a Presidência da República, sendo roteiro indispensável dos presidenciáveis e aliados.

O tempo mostrou que ignorar um celeiro de 38,1 milhões votos, perdendo apenas para o Sudeste, não é apenas um risco, mas um erro de estratégia. Por isso os afagos no eleitorado, como aconteceu na semana que passou, quando o ex-presidente Lula, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) cumpriram agendas na Bahia, no mesmo dia, dividindo a atenção no maior colégio eleitoral do Nordeste e quarto do Brasil. Só na semana passada, para se ter uma ideia, a presidente Dilma Rousseff (PT) visitou quatro estados nordestinos, incluindo Pernambuco.

A diferença desta eleição no Nordeste, contudo, é que o PT não parece ser tão favorito como antes. Dilma sofreu desgastes quando veio em Pernambuco e levou vaias em João Pessoa (PB) na sexta-feira, dois estados governados pelo PSB. Um sinal de que os adversários estão se municiando.

Mesmo sendo o menos conhecido do eleitor, Eduardo conseguiu montar palanques próprios em seis dos nove estados nordestinos – Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe. O PT possui apenas dois nomes: Bahia e Piauí. Enquanto o PSDB tem seu DNA na Paraíba e em Alagoas.

Armas

Tucanos dizem, em reserva, que quantidade não é qualidade e os petistas repetem o mesmo discurso, sendo de forma reservada, para não mostrar as armas aos adversários antes do tempo. Um cacique nacional do PSDB lembrou que, mesmo sem ter o número de pré-candidatos do PSB, os tucanos saem com peso nos estados de Sergipe, Bahia e Maranhão, além de Alagoas e Paraíba, havendo prognóstico parecido do PT nesses mesmos estados.

Já os socialistas vêm apostando em nomes novos como pré-candidatos ao governo, a maioria estreante em disputas majoritárias. Mas eles lembram que, apesar da força que o PMDB vai dar a Dilma na região, com pré-candidaturas em pelo menos seis estados, nenhuma delas promete amor eterno.

Abaixo, vejo o raio X de como anda a disputa na região nordestina

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Política

Candidatos de olho no voto nordestino

* Fonte: DP/Aline Moura