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História: Banco do Brasil em Arcoverde – Por Pedro Salviano Filho (*)

Agência do Banco do Brasil de Arcoverde, 068-X, fez 93 anos. Foto Jornal de Arcoverde, outubro 2016. goo.gl/4WBcgt

 

Procurando dar visibilidade a um importante acontecimento histórico de Arcoverde, apresentamos mais alguns dados sobre a vila Rio Branco. Em 1923 o distrito de Pesqueira vivia uma fase de expansão econômica iniciada 11 anos atrás com a chegada da ferrovia e incentivada pelas feiras de gado, pela implantação da SANBRA, pelo seu comércio crescente, novas estradas etc. E foi nesse cenário que o Banco do Brasil instalou sua agência n. 0068-X, goo.gl/mwkP4U , em 18-07-1923, a primeira no interior de Pernambuco. E numa vila de Pesqueira! Naquele ano também instalou a segunda do interior, que começou a funcionar no final do ano, 28-11-1923, em Garanhuns, a 0067-1, goo.gl/KPtdbR.
Assim, apesar de um pequeno período de interrupção de funcionamento, cerca menos de dez anos, a agência já completou 93 anos, sendo, portanto, a mais antiga do interior de Pernambuco. Saliente-se que a primeira agência do Banco do Brasil em Pernambuco foi a da av. Rio Branco, a 0007-8, no Recife, em 12-08-1913, goo.gl/wtFdCE.

A história do Banco do Brasil já está bem pesquisada, inclusive com publicações na web. Ex.: História do Banco do Brasil, Volumes 1 a 4: goo.gl/jgOF3h, goo.gl/Kc5YgE , goo.gl/A7OXfG e goo.gl/aB9Yqq. História do Banco do Brasil 1906 a 2011, de Fernando Pinheiro: goo.gl/c3x6fP

A história do Banco do Brasil em Pernambuco mostra que a implantação da sua primeira agência começou em 1912, como revelam jornais da época:
04-11-1912- A Noite- RJ, goo.gl/Ch5z8T, 1ª col.: «O sr. Cunha Rabello apresentou requerimento pedindo informações sobre a criação de uma caixa filial do Banco do Brasil em Pernambuco.»
17-06-1913 – A Província, goo.gl/c8399q, 6ª col.: «Agência do Banco do Brasil. Vindo do Rio de Janeiro, a bordo do paquete S. Paulo, acha-se nesta cidade, desde ontem, o dr. Velloso Pederneiras, cujo fim é instalar nesta cidade uma agência do Banco do Brasil. É agente o dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade.»
12-08-1913 – A Província, goo.gl/y644ww , 2ª col. «De dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade e Francisco Velloso Pederneiras, pedindo registro de suas nomeações de gerente e contador da agência do Banco do Brasil, neste estado – registrem-se.»
O livro “O Banco do Brasil na história do Recife”, gentilmente nos enviado pelo autor, sr. Carlos Eduardo Carvalho Santos, 2013, página 74: «O jornal “A República”, do Recife, noticiou em sua edição de 12 de agosto de 1913 a inauguração, muito embora fosse o evento o resultado da incorporação do Banco de Pernambuco pelo Banco do Brasil. Abria-se solenemente o que então se chamava a Filial de Pernambuco. Por sua significação histórica transcrevemos a nota: “No prédio 125 da antiga Rua dos Judeus, atual Rua do Bom Jesus, será inaugurada hoje nesta cidade a filial do Banco do Brasil, importante estabelecimento bancário da praça do Rio de Janeiro. Agradecemos a comunicação que a este respeito nos faz o ilustre Dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade, gerente neste estado da referida empresa.»

13-08-1913 – A Província. goo.gl/F2oZ7w , 2ª col. «Agência do Banco do Brasil. Pedem-nos para noticiar – sob a afirmativa de podermos faze-lo com toda segurança – que o deputado federal dr. José Vicente Meira de Vasconcelos, não se entendeu com o conselheiro João Alfredo, a respeito da agência do Banco do Brasil nesta praça, nem sequer teve ensejo, no corrente ano, de falar ao mesmo conselheiro fosse sobre que assunto fosse.»

15-08-1913 – A Província. goo.gl/bdltWm, 2ª col. «Foi-nos mostrado ontem o seguinte telegrama: “Dr. Milet – Recife – Revoltante falsidade telegrama “Tempo” dizendo estive João Alfredo Banco Brasil procurando impedir criação agência banco. Este ano nem uma só vez estive conselheiro. Há nesta notícia equívoco ou infame perversidade. Publique. Meira».
21-08-1913 – Jornal do Recife, goo.gl/0ZhOOs , 1ª col.: «Foram arquivados os Estatutos do Banco do Brasil para abrir uma agência neste Estado.»
22-08-1913 – A Província, goo.gl/Q25HGa , 4ª. col.: «[…] Foram arquivados os estatutos do Banco do Brasil, para abrir uma agência neste estado.»
04-10-1913 – A Província, goo.gl/nwDSyH , 4ª col.: «Necrologia. Faleceu anteontem e enterrou-se ontem o sr. Jorge Pedro da Silva Rosa, tesoureiro da agência do Banco do Brasil com sede nesta cidade. O estimável cavalheiro cuja morte noticiamos, era um dos dignos empregados do Banco do Brasil onde começou a trabalhar como ajudante de caixa e prestou relevantes serviços na agência de Manaus, que exerceu interinamente tendo recusado a nomeação efetiva. O seu enterramento foi bastante concorrido e sobre seu ataúde estavam duas coroas – uma de sua virtuosa esposa e outra do gerente contador e mais empregados, seus companheiros de trabalhos. Pêsames à sua família.» Mais: curioso leilão da viúva: goo.gl/G4rtuY,1ª col.).
18-07-1923 – Jornal do Recife, goo.gl/84Fkhl, 1ª col.: «O Banco do Brasil em Rio Branco. O governo federal, em boa hora, atendeu à criação de uma agência do Banco do Brasil, na vila Rio Branco, deste Estado. Providência de alta significação econômica para os interesses comerciais do sertão, de quantas cidades do interior existam, importantes pelo seu desenvolvimento, nenhuma ultrapassa, naquela finalidade, a populosa vila. Quando “a reunião última do nosso poder legislador, em nome dos habitantes dali, apresentamos um extenso memorial em que pleiteávamos a sua independência municipal, houve da parte de uma facção político-local, célebre pelos processos da mentira e da intriga, a alegação idiota de que Rio Branco não estava em condições de suportar as exigências de uma vida própria. E, como argumento sádico, citavam os inimigos da causa rio-branquense a transitoriedade de sua atuação econômica nos destinos da vida sertaneja pela circunstância da estrada de ferro, que ali tem seu ponto terminal. Não há como destruir o absurdo de tão errôneo conceito. Nos detalhes da demonstração com que batemos às portas do Congresso do Estado, aliás publicada no órgão oficial, expusemos documentadamente os recursos em que se apoiava Rio Branco para a sua vida independente. Pondo à margem o fato, politicamente sintomático, de municípios circunvizinhos como Pesqueira, Buíque e Alagoa de Baixo cederem tratos de seus territórios para constituição da incipiente comuna, a Rio Branco sobravam para viver elementos de riqueza local, na sua indústria pastoril, no seu fomento agrícola procedente das serras que o contornam, além do seu estupendo comércio ribeirinho, não só proveniente dos limites paraibanos, como do espantoso tráfico sertanejo, do alto. Mas os cegos da paixão partidária, não são aliás os de pior cegueira, não viam nada disto em Rio Branco. Nunca vislumbraram sequer a evidência desta verdade. Os inimigos de minha terra permaneciam na ignorância de que ela possui 49 quilômetros quadrados, sitos numa zona criadora e fertilíssima; que possui uma poderosa fábrica de beneficiamento de algodão, cujas transações avultam numa estimativa de sete mil contos anuais; que tem dez mil e seiscentos e poucos habitantes e renda superior a quarenta contos por orçamento rigorosamente arrecadado. Não veem, nunca viram nada. Enxergam apenas os seus interesses políticos, sobremodo mesquinhos como objetivo administrativo, pois é o próprio município de Pesqueira, de que se vai desmembrar Rio Branco, que vem de encontro aos legítimos desejos de emancipação daquela gente. Em teoria, em direito público, nenhum fenômeno de vida constitucional é mais interessante que este, comentado pelos constitucionalistas pátrios e estrangeiros. Bryce escreve numerosas páginas a respeito, em apoio da tese, e entre nós, Castro Nunes, numa monografia brilhante, estuda o aspecto jurídico-social da questão considerando que os organismos políticos da vida das nacionalidades repousam evolutivamente nesses movimentos de independência comunais. No Brasil, talvez por inópia mental, se condena a criação de núcleos municipais. Por amor à verdade, seria melhor dizer: no Brasil destas bandas setentrionais, porque no sul, onde a ideia do progresso constitucional já entrou para o patrimônio jurídico dos seus homens públicos, tal fenômeno não tem mais a importância das coisas discutíveis. Ano a ano S. Paulo permite o alargamento da sua rede comunal que é sombra dos próprios valores da cooperação econômica, constitui o elemento sinérgico da vitabilidade paulista. Felizmente, para bem das minhas ilusões jurídicas, que de todo ainda persistem em se conservarem vivas, a atual administração de Pernambuco, tem a larga noção do liberalismo. O exmo. sr. dr. Sérgio Loreto, governador do Estado, é bem um cultor do direito. Neste particular deu provas de sua visão clara acerca do municipalismo, prestando o seu apoio sancionador aquelas altas ideias, condenadas praticamente na lei ordinária que criou o município de Floresta dos Leões. Sobre Rio Branco não me pareceu antipática de s. exc. a opinião a respeito da sua independência, o que me valeu a esperança de continuar a bater-me pela causa. O recente ato da criação da agência do Banco do Brasil naquela localidade, tão digna de estimular fortes, é bem significativo da boa vontade dos poderes públicos para com o progresso dali. Com os aplausos a efetivação dos desejos dos meus conterrâneos que devem estar de parabéns, resta pedir aos deuses e aos homens de que dependem as coisas humanas, na terra, um sopro de proteção para o município de Rio Branco. Santos Leite – N.da.R – Reproduzido por ter saído com incorreções. NOTA CORRIGIDA em goo.gl/FXKeE3 , 5ª.col.»
28-11-1923 – A Noite, goo.gl/vRQbQe , 4ª col. «Inauguração, em Garanhuns, de uma agência do Banco do Brasil. Garanhuns (Pernambuco), 26 (Serviço Especial de A NOITE) – Com grande solenidade, inaugurou-se a agência local do Banco do Brasil, da qual são gerente e contador, respectivamente, os Srs. Audifax Aguiar e Álvaro Peçanha. Ao ato compareceram as autoridades civis e eclesiásticas, representantes do comércio e da lavoura locais e grande número de populares, tendo o gerente Audifax proferido um discurso expondo os fins e vantagens do novo estabelecimento, cuja instalação muito tem agradado aos habitantes, principalmente aos comerciantes deste município.»

 

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Do “Álbum de Pesqueira, adm. Cândido Cavalcanti de Brito 1923/1925”,  o registro da existência da filial do B. Brasil. Foto, cortesia de Marcelo Oliveira, de Pesqueira.

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07-1924 – Ilustração Brasileira,  goo.gl/hp8HFm . Agências do Banco do Brasil no país.

24-09-1925 – Jornal do Recife, goo.gl/gjvMBg  , 1ª col.: «De Manoel Gregório Teixeira da Lapa. Informações diversas de Rio Branco sobre Lampião, Banco do Brasil, incêndios e festa de N.S. Livramento. “ […] Banco do Brasil – Este estabelecimento suspendeu todas as operações de crédito nesta praça; isto vale por dizer: apertou a corda ao comércio leader do partido republicano enforcado. Vimos uma legião de pedintes no balcão da agência local, a quem o gerente dizia, em dias da semana atrasada, com esse seu sorriso francófilo; “Perdoe, em nome da Casa Matriz que assim o ordena!” E afinando nesse “Deus vos favoreça” principiamos o mês de setembro cujos últimos dias se avizinham mais tétricos, mais sombrios, tanto que por iniciativa do sr. Cícero Ferreira foi transmitido à Matriz do Banco, na Guanabara futurista, o seguinte despacho telegráfico firmado por onze das mais importantes firmas desta praça: “Satélite – Rio – Informados gerente Banco Brasil nesta vila essa Matriz ordenou suspensão todas operações crédito aqui, justamente quando mais precisamos assistência financeira afim não sermos arrastados pela tremenda crise reinante, vendo paralisados nossos negócios e sobremodo depreciados nossos principais produtos, especialmente algodão constitui vida nossos sertões, apelamos essa Matriz sentido revogar ou sequer restringir aflitiva providência. Tudo esperamos vosso patriotismo, Saudações. Entretanto, até agora não “choveu no roçado”; e os matutos não sabem se foi com medo de Isidoro, com receio de Lampião ou temendo a própria crise, que o Banco do Brasil lançou essa última pá de cal sobre o cadáver do comércio. A coisa chegou ao ponto de um viajante comercial não conseguir passar para a sua casa, pelo Banco, cerca de quatro contos de réis recebidos na jornada cobradora. Tudo porque o Banco “estava suspenso” de ordens. Ouvimos até que ia ser raspado o cofre, e a “raspinha seria encaixotada e recambiada para Recife! Foi quando o Agostinho balbuciou, desolado e quase naturalizado húngaro: “Vae victis!” Esse Jornal, arauto de todas as conquistas liberais, defensor estrênuo do povo deprimido e espoliado, seja o cursor das nossas necessidades e diga: “Das duas uma: Ou Rio Branco sem banco, ou Banco sem Rio Branco!” Se não derem o dinheiro aos matutos, não nos livrarão da pasmaceira que é meio caminho andado para a miséria. Valorize-se o nosso direito, já que algodão não vale nada.»

1927 – Almanak Adm., Merc. e Ind. RJ, goo.gl/wq8e80, pág. 1012, vol.III. 3ª col. «Estado de Pernambuco – municípios Barão do Rio Branco. Vila e sede do 7º distrito do município de Pesqueira, ponto final da estrada de ferro da Great Western of Brazil Railway Co. da linha partindo do Recife da estação de Cinco Pontas. […] – Banco: Banco do Brasil (filial). Gerente: Álvaro Câmara Pinheiro

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05-02-1928 – Diario da Manhã, bit.ly/1ybp6Lh  , 3ª col.: «O chefe da insegurança pública escapou milagrosamente de uma emboscada do célebre bandido “Lampião”. As últimas proezas do bandido em território pernambucano. (foto R. Branco = pág. 189 Município de Arcoverde (Rio Branco), com a legenda: Casas comerciais de Rio Branco, na atual avenida Antônio Japiassu, em 1927. Na primeira casa, à esquerda, esteve durante muitos anos a agência de nosso correio “Chico Numerador”).»

17-10-1930 – Jornal do Recife, goo.gl/c7BceF , 5ª coluna: «Banco do Brasil. Será reaberto hoje o Banco do Brasil que havia deixado de funcionar desde o advento da Revolução. Com essa medida, a que não foi estranho o governo central, volta aquele estabelecimento bancário à normalização de sua vida mercantil.” 6ª col.: “De Rio Branco – Comunico vossência chegado tenente Bernardino Maia que assumiu funções de legado. Cidade completa calma, Banco do Brasil reabriu, comércio funcionando regularmente. Tenho empregado máximo esforço sentido plena execução ideias governo revolucionário, atenciosas saudações. Dr. Luís Coelho, prefeito provisório.»

21-01-1932 – Jornal do Recife, goo.gl/jGGBsk , 4ª col.: «As rendas da União. […] – 4º . Que no Estado de Pernambuco o Banco do Brasil tem agências nesta capital e nas cidades de Garanhuns e Rio Branco;”  Mais: 27-01-1932 – Jornal do Recife , goo.gl/HXTYxJ, 3ª col.: As rendas da União. “[…] todas as rendas arrecadadas por esta coletoria, à Agência do Banco do Brasil, nesta capital, ou as das cidades de Garanhuns e Rio Branco […].»

No livro História do Banco do Brasil, 2. ed. rev. Belo Horizonte: Del Rey, Fazenda Comunicação & Marketing, 2010. goo.gl/gUSvvJ   e goo.gl/oW2BPy, encontramos na página 130: «Enquanto criava agências na Argentina e no Uruguai, o Banco continuou abrindo suas filiais no interior do país. So? no ano de 1923 foram inauguradas 22. Outras estavam em trabalhos de instalação definitiva ou em fases preliminares. No início de maio de 1924, o número chegava a 74. Havia, ainda, deficiências em algumas agências, que a diretoria procurava sanar sem retardar o progresso do banco.” Página 149: “Em 15 de julho de 1937, a diretoria resolveu estabelecer cursos de aperfeiçoamento, a nível superior, para os funcionários. Nessa época, o Banco ainda não se dispusera a expandir a implantação de agências no interior do país. O número das filiais era de 90 no ano de 1938.” Pág.160: “O movimento de instalação de filiais, que estava estagnado, acelerou-se depois de 1939, sob a presidência de Marques dos Reis. Em 31 de dezembro de 1940, o número de agências e subagências subiu a 139. No final de 1941, ja? havia em funcionamento ou em instalação 261 agências e subagências. Em 1942, entraram em operação mais de 62 subagências e uma agência. A cotação das ações do Banco na Bolsa subiu, em fins de 1942, para Cr$ 588,00. O número de funcionários, que cresceu moderadamente ate? chegar a 3.866, em 1940, dai? por diante aumentou mais rapidamente, chegando a 6.396, em 1942.»

Mais: goo.gl/c3x6fP.

26-04-1942 – O sr. Antônio Augusto Pacheco (Recife) nos informou sobre a agência do B. Brasil de Rio Branco (ver também goo.gl/XggCjX): Envio do livro “O Banco do Brasil na História de Pernambuco (Notas sobre o sistema bancário)”, de autoria de Carlos Eduardo Carvalho dos Santos, 2ª edição, de 1986, páginas 168 e 169, as informações a seguir: “Na década de 30 [20?] o Banco iniciou sua interiorização, instalando suas primeiras agências. Rio Branco – hoje denominada Arcoverde – foi a primeira, seguindo-se Garanhuns, Palmares, Goiana, Vitória e Limoeiro”. “Notar-se-á, entretanto, que o Banco sofreu revezes, chegando ao fechamento desta subagência , em vista da crise que se abateu sobre o mundo capitalista na década de 30”. Na página 170, diz o autor: “Na década de 20 o Banco do Brasil se fez presente em Rio Branco, não sendo possível o levantamento detalhado dos elementos históricos até os presentes dias, em que pese  o grande empenho do atual Gerente Odon Porto de Almeida junto a historiadores locais. Notas de Waldemar Napoleão Arcoverde nos indicam que a subagência funcionava durante a época  da Revolução de 1930 na casa nº 455 da atual Avenida Coronel Antônio Japiassu. Conta-se até, singular acontecimento, quando uma Coluna, proveniente da Paraíba, acercou-se da cidade. Cauteloso, o então Gerente Paulo Ribeiro, fechou o Banco, entregou as chaves a um auxiliar da loja de ferragens de Sálvio Napoleão Arcoverde, dispensou os cinco funcionários e foi refugiar-se  no morro do Serrote de onde, com um binóculo, passou mais de dois dias observando o procedimento dos revolucionários e, felizmente, não houve o saque que esperava, voltando o Banco à plena normalidade tão logo afastaram-se as forças militares….Já com a denominação de Arcoverde, o Banco reinaugurou sua filial em 26 de abril de 1942, funcionando na antiga Av. João Pessoa, 242, sob a gerência de Moacyr Piauhyense de Carvalho e Contador Arthur Vieira de Azevedo, prédio de propriedade do advogado José Ciríaco das Neves Bezerra”.

No Jornal do Recife, goo.gl/jGGBsk , a agência do Banco do Brasil de Rio Branco aparece em atividade ainda em 21-01-1932.

No livro Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e outras notas, Luís Wilson, Recife, 1982, pág. 159, sobre o ano de 1941, diz: “Rio Branco volta a ter, também, naquele ano, uma agência do Banco do Brasil”. Na pág. 115, sobre o ano 1927 e citando os estabelecimentos comercias de então: “[…] Noé Nunes Ferraz (Salão de Bilhar e Bar Confiança), Banco do Brasil, Manuel Cavalcanti de Araújo (seu Santinho), secos e molhados, Abdias Ferreira dos Santos (tecidos), Augusto Magalhães Porto (secos e molhados), Sebastião Franklin Cordeiro, […].”

Em busca de mais informação, além da que está em seu livro Arcoverde. História político-administrativa, Brasília, 1995, que cita à pág.102: “Também nessa administração [do tenente Olímpio Marques de Oliveira – 1939-1943], o município volta a ter uma agência do Banco do Brasil”,  o sr. Sebastião Calado Bastos gentilmente nos disse: “Na época procurei a filha do tenente Olímpio para obter também informações da administração do seu pai. Consegui muitos documentos oficiais, pois ele era um homem hiper organizado. Mas sobre o Banco do Brasil a D. Verônica reafirmou que o município “voltara a ter” sua agência. Na insistência ela disse que a única coisa de que lembrava era de ouvir isso: “voltou a ter”. Conversando com Elizeu Tito (Elizeu Marques Magalhães – falecido há pouco tempo), homem conhecedor das coisas e combativo vereador, ele me disse peremptoriamente que Rio Branco tinha tido mesmo uma agência do Banco do Brasil e que a mesma funcionou na casa que conhecíamos como a de seu Luís da Singer».

12-1946 – Ilustração Brasileira (RJ), goo.gl/z8OWZW,  «Agências do Banco do Brasil no país, 1946.»

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Agência nº 0088 do Banco do Brasil – Foto de 12-12-1951. Do livro Ícones. Patrimônio cultural de Arcoverde, de Roberto Moraes, Recife, 2008, pág. 72

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Funcionários da agência do Banco do Brasil de Arcoverde, em confraternização, provável década de 50. A partir da esquerda: Maurício Ferraz, desconhecido, Mário Hipólito Cavalcante, Oscar Olímpio de Araújo, Agenor Lafayette (em pé), desconhecido, José Danilo Rubens Pereira  e Raimundo Britto. Foto do álbum da família Britto. (Raimundo Brito, com 95 anos, reside em Recife).

(*) Autor: Pedro Salviano Filho – É arcoverdense, historiador, pesquisador e cronista. É ex-aluno do Colégio Cardeal Arcoverde, médico/cirurgião, residente em Ivaiporã-PR.

 

 

Movimento Cultural/Homenagem: Enéas Freire – O criador do Galo da Madrugada – Por Walter Jorge Freitas *

UM FREVO PARA ENÉAS

 

 

 

PREZADO ENÉAS A TUA PARTIDA
DESTA PARA OUTRA VIDA
FEZ O RECIFE PARAR
FIQUE SABENDO QUE A EMOÇÃO FOI TANTA
SENTI UM NÓ NA GARGANTA
E VONTADE DE CHORAR
O FOLIÃO JAMAIS TE ESQUECE
PERNAMBUCO TE AGRADECE
E O MUNDO TE APLAUDIU
É POR ISTO QUE EU SEMPRE FALO
QUEM NUNCA FREVOU NO GALO {BIS NASCEU, MAS NÃO EXISTIU

ANTÔNIO MARIA
NELSON FERREIRA E EDGARD
ORGANIZARAM UMA GRANDE FESTA
COM BELOS FREVOS
DE ANTIGOS CARNAVAIS
LUIZ BANDEIRA E O BOM SEBASTIÃO
MESTRES DE CERIMÔNIA
DA GRANDE RECEPÇÃO
ESTÃO FELIZES COM A CHEGADA
DE QUEM DEU A SUA VIDA {BIS
AO GALO DA MADRUGADA

VEM FOLIÃO, VEM PESSOAL
HOMENAGEAR ENÉAS
QUE VIVEU PRO CARNAVAL
VEM FOLIÃO, VEM PESSOAL
HOMENAGEAR ENÉAS
QUE VIVEU PRO CARNAVAL.

 

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, poeta compositor e pesquisador musical>

Movimento Cultural/Poesia Homenagem: Revelação – Por Angela Maria *

HOMENAGEM

REVELAÇÃO…

 

 

Eu vi um homem menino
Transbordar de emoção
A todos contagiando
Seus poemas recitando
Com muita apropriação.

Vi lágrimas banhando faces
Aplausos de alegria
Naquele belo evento
E o reconhecimento
Expresso em filosofia

O pequeno,grande poeta
Que com alma e coração
Despede-se da Amaro Soares
Levando para outros ares
A sua revelação….

Sucessos Victor Rogério!!!! Te amo!!!!!!!!!

 

 

* Autora: Angela Maria. – Angela Maria de Melo Lucena é sanharoenses do distrito Jenipapo, poetisa, colaboradora do OABELHUDO, professora municipal e grande incentivadora cultural em nosso município.

Hoje na História: Teotônio Vilela – O Pregador das Liberdades * –

Teotônio Vilela

Menestrel de Alagoas 

Morreu ouvindo o cantar do canário…

(Teotônio Vilela, então senador, com lideranças do PMDB. Na foto Marcos Freire e Jarbas Vasconcelos que faziam parte do grupo dos Autênticos)

 

O rompimento com a Arena ocorrera pouco antes, quando foi presidente da Comissão Mista que apreciou o projeto da anistia, enviado pelo Presidente João Figueiredo ao Congresso. Teotônio foi acusado de buscar as manchetes, com as visitas a presos políticos que promovia. Já na Oposição, esteve ao lado de trabalhadores nas greves do ABC paulista, e percorreu a região do Araguaia, estudando os conflitos de terra”.

 

As janelas do quarto estavam abertas e o canário que pertenceu à sua mulher, Helena, novamente cantava. Foi neste cenário que morreu no fim da tarde o ex-Senador Teotônio Vilela, 67 anos, de câncer, após três dias de inconsciência. A vontade de morrer em Maceió, pedido feito à família, foi cumprida.

O pregador das liberdades

De vaqueiro a liberal, assim foi a trajetória de Teotônio Vilela. Filho de usineiro, dono de boiada, deputado pela antiga UDN e boêmio até quando a cirrose permitiu, Teotônio, depois de ter apoiado o Golpe de 1964, deu dignidade à dissidência, ao transformar-se na voz solitária que, na extinta Arena, pregava a volta à democracia. A partir daí, abriu caminho para a Oposição, que o recebeu como senador e o fez vice-presidente nacional do PMDB. Por vontade paterna, ele, que era um dois oito filhos do usineiro alagoano Elias Vilela, teria sido militar. Depois de cursar o Colégio Nóbrega, em Recife, foi despachado do engenho da família, em Viçosa, para o Colégio Militar do Rio. Desligado de lá, por responder a um tenente, que o advertia por estar usando um chapéu de jornal na formatura da companhia, Teotônio, que provava o gosto da boemia carioca, voltou para Viçosa. Comprou uma boiada e se descobriu. Acompanhou vaqueiros nas feiras de Sergipe e Bahia, passou noites em conversas ao redor da fogueira e lançou-se com todo vigor na peleja das vaquejadas.

Teotônio Vilela, por Chico Caruso. Reprodução

Casado com Dona Helena – que faleceu quase dois anos antes de sua morte – teve sete filhos: José Aprígio, Teotônio Filho, Elias, Rosana, Helena, Fernanda e Janice. A admiração por Carlos Lacerda e pelo Brigadeiro Eduardo Gomes o levou para a UDN, pelas mãos do sogro, Quintela Cavalcanti. Lacerda não entendia como um vaqueiro pudesse demonstrar intimidade tão grande com os clássicos. Desconhecia que Teotônio era um devorador dos autores ingleses e alemães, que abarrotavam a biblioteca herdada do sogro.

A carreira parlamentar começoue em 1954, com a eleição para a Assembléia Legislativa alagoana. Vice-Governador de Luis Cavalcanti em 1962. Chegaria a Brasília quatro anos depois, ao derrotar Silvestre Péricles na disputa pelo Senado. Signatário do documento de parlamentares da Arena ao Presidente Costa e Silva, de protesto contra a decretação do AI-5, recolheu-se a um silêncio prudente e atravessou o Governo Médici. Quando o General Ernesto Geisel assumiu a presidência,em 1974, inaugurando a distensão política, sentiu-se à vontade para iniciar a crítica do regime autoritário.

Leia a Íntegra:

27 de novembro de 1983: Teotônio Vilela morre ouvindo pássaro cantar

* Fonte: CPDocJB

Tacaimbó: Compesa comemora, neste dia 25, o Dia do Rio Ipojuca *

 

Dia do Rio é

comemorado em evento

no município de Tacaimbó

 

 

 

(Tacaimbó: Entrada e igreja matriz)

A Compesa promove, nesta terça-feira (25), um dia diferente para a população do município de Tacaimbó, Agreste de Pernambuco. Trata-se do evento em comemoração ao Dia do Rio, voltado especialmente para crianças e adolescentes, mas também aberto ao público em geral. Ações como oficinas com materiais recicláveis, exibição de filmes socioeducativos, concurso de desenho, encenação de peça teatral, entre outras atividades, estão na programação. Quem também estará presente em Tacaimbó é o Robô Bio da Compesa, personagem que de forma interativa explica ao público infanto-juvenil sobre a importância da preservação da água e do meio ambiente. Ele ficará em um dos cinco stands que serão montados em frente à praça Francelino Araújo, a principal da cidade.

O objetivo principal do evento é chamar a atenção da população para a situação atual do Rio Ipojuca. Apesar de ser um dos principais do estado, o manancial não vive seus melhores dias, ocupando, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o posto de terceiro rio mais poluído do Brasil. Com cerca de 320 km de extensão, o Rio Ipojuca nasce no município de Arcoverde e passa por outras 24 cidades do Agreste e da Mata Sul de Pernambuco.

* Fonte: Portal PE

Movimento Cultural/Crônica: Dia da Música. Vamos Comemorar? – Por Walter Jorge Freitas *

VAMOS COMEMORAR?

 

 

(João Nogueira e Paulo César Pinheiro – Súplica. –  …Venha a mim, óh, música
Vem no ar/Ouve de onde estás a minha súplica/Que eu bem sei talvez não seja a única/Venha a mim, oh, música
Vem secar do povo as lágrimas/Que todos já so…..frem de……mais/E ajuda o mundo a viver em paz)

 

 

No dia 22 de novembro, no Brasil, comemora-se O DIA DA MÚSICA. Na mesma data, presta-se homenagem à protetora dos músicos – Santa Cecília.

Segundo os entendidos, a música é a arte de combinar os sons. Isto, se feito com harmonia, resulta em composições melódicas. Muitas delas são acrescidas de letras, fato que permite que as mesmas ganhem mais admiradores, principalmente se transmitirem mensagens de amor.

Tenho a impressão de que 99,9% dos habitantes do nosso Planeta gostam de música. Não é por acaso quer as pessoas românticas relacionam suas relações amorosas com uma canção.
Atualmente, os pediatras já recomendam que os pais coloquem um aparelho de som com o volume bem baixinho no quarto do recém-nascido. O grande filósofo grego Aristóteles sugeriu que a música fosse ensinada às crianças, por ela ter grande influência na formação do caráter.

Por sua vez, o eminente pensador chinês Confúcio, disse o seguinte: “Se alguém desejar saber se um reino é bem ou mal governado, se sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música que obterá a resposta”.

É de Dorival Caymmi, compositor baiano, o samba cuja letra diz: “Quem não gosta de samba/bom sujeito não é/ ou é ruim da cabeça/ou doente do pé”.

O exímio instrumentista e compositor paraibano Sivuca, em brilhante participação numa homenagem aos cem anos de Pixinguinha, falou: “Não existe música velha, nem nova. Existe música boa e música ruim. A ruim, o povo esquece rapidamente e a boa, é eterna e sempre lembrada”.

Há poucos dias, encontrei esta frase em algum lugar: “A música é o amor à procura de uma voz”. Infelizmente, ainda não sei quem é o seu autor.
Assim, aqui e acolá, encontramos opiniões ou palpites de quem gosta de música.

Eu por exemplo, sou arriado os quatro pneus por música. Mas confesso que sou meio exigente, mesmo sem entender muito da arte. Mas, de uma forma ou de outra, devemos aproveitar a data e procurar escutar uma boa composição, seja cantada ou apenas instrumental, pois só assim, tornaremos o nosso dia mais agradável.

Devemos, portanto, render nossas homenagens aos autores, intérpretes, arranjadores, instrumentistas e, ao mesmo tempo, agradecer às emissoras de rádio que ainda se preocupam em dedicar parte de sua programação à música de boa qualidade.

Pesqueira, 22 de novembro de 2014

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas. Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista poeta e pesquisador musical

Um Homem de sucesso; Samuel Klein/Casas Bahia – “Riqueza do pobre é o nome” *

 

 

Morre Samuel Klein,

o rei do carnê

 

Grande sacada do empresário foi entender como conceder crédito para a população de baixa renda

Divulgação
(Samuel Klein nasceu na Polônia, passou por dois campos de concentração da II Guerra Mundial e chegou ao Brasil em 1952)

 

 

Samuel Klein dizia que pagava bem e não pisava em ninguém. Certa vez, numa entrevista anos atrás, comentou que não queria ser “da elite”, porque a elite só compra de vez em quando, “e pobre compra sempre”. Em 2003, disse para uma apresentadora de TV que, quando começou a trabalhar, nos anos 50, “comprava por 100 e vendia por 200” – uma das frases mais associadas à ele e, para alguns, um dos pilares da estratégia da maior rede de eletroeletrônicos do país, a Casas Bahia. Em fase mais recente, Samuel disse que “quem tem sócio, tem patrão” – frase que anos atrás voltou a ganhar notoriedade após a conturbada fusão de sua rede com o Grupo Pão de Açúcar (GPA). “Sempre ganhei dinheiro sozinho […]. Quero trabalhar até os 120 anos.”

Samuel Klein, o homem que “inventou” o crediário no Brasil, morreu na madrugada de ontem aos 91 anos, de insuficiência respiratória, após 15 dias internado no Hospital Albert Einstein em São Paulo. Ele foi uma das personalidades mais marcantes do varejo brasileiro – e não só pela simplicidade no trato, jeito espontâneo ou carisma (grandes comerciantes têm, naturalmente, essas características). Samuel percebeu antes que pobre gosta de bons produtos e não se importa em pagá-los em 24 vezes – a juros de mercado – em parcelas (quase) a preço de banana.

Ele e seus filhos Michael e Saul montaram uma estrutura de primeira linha, da porta da loja (na relação de confiança que vendedores criavam com os consumidores) ao fundo do estabelecimento, onde ficava a área de pagamento de carnês, estrategicamente localizada para forçar o cliente a passear pelos produtos antes. O layout dos pontos sempre foi simples, para dar a sensação de local espartano, que vende barato porque gasta pouco. As letras garrafais da frase “é só até amanhã”, ainda hoje usada na comunicação da marca, nasceu na Casas Bahia de Samuel Klein.

Para empresários do varejo, a grande sacada de Samuel foi entender como conceder crédito para a população de baixa renda e como ganhar muito dinheiro com isso. Os analistas dizem que, mais do que uma rede de lojas, a Casas Bahia transformou-se, ao longo do tempo, em um banco com uma carteira de crédito de R$ 4,5 bilhões em 2009 e, dizem, até 30 milhões de clientes ativos. Em 2004, negociou parceria com o Bradesco, que se tornou financeira da rede – o que lhe rendeu soma estimada na época em R$ 500 milhões.

Numa operação deste tamanho, era tão difícil saber do empresário a taxa de juros que a rede cobrava ao mês (sempre na média de mercado, na faixa de 5% a 6% hoje), quanto era complicado descobrir a taxa de inadimplência da rede. Quando surgiam comentários no mercado sobre problemas de caixa na empresa, e dívidas em crescimento, como em 1999, Samuel negava. Dizia que pagava tudo o que devia.

Várias lendas surgiram em torno dele ao longo dos anos, como a de que perdoava débitos atrasados de clientes, porque consumidor perdoado volta a comprar na loja. Se isso acontecia, não era, necessariamente, um perdão descompromissado. “Riqueza do pobre é o nome”, dizia. “A gente precisa entender que ninguém consegue nada trabalhando com rico, porque ricos têm poucos e pobres têm muitos. Tem que dançar conforme toca a música. Se você vende para um trabalhador e ele fica desempregado, não tem como pagar a prestação, nós o convidamos para vir fazer algum acordo. Tratamos o cliente bem e depois nós vendemos de novo para ele”, afirmou Klein certa vez numa entrevista.

Leia a Íntegra:

http://www.valor.com.br/compartilhar1/do?share=empresas%2F3787802%2Fmorre-samuel-klein-o-rei-do-carne&ajax=1

 

* Fonte: Valor Econômico/Por Adriana Mattos | De São Paulo

Movimento Cultural/Crônica: Reflexão sobre o 20 de Novembro – Por Sebastião Fernandes *

DIA 20 DE NOVEMBRO 

TOMADA DA CONSCIÊNCIA

NEGRA NACIONAL

 

 

Falar sobre a importância do dia da consciência negra nacional indiscutivelmente força-nos a irmos cuidadosamente aos registros históricos que trata da vinda do negro escravo ao nosso país. Todo aquele que se defronta com os fatos históricos narrados, ficam estarrecidos e envergonhados por tamanha falta de respeito e pelo desprezo que fora dispensada a raça negra neste país e no mundo.

A exploração a que foram submetidos, tendo que trabalhar nas várias atividades econômicas sem sequer terem o direito a uma boa alimentação, moradia e descanso que lhes dessem a oportunidade de reporem suas energias, desta feita estar preparados para a labuta no dia seguinte e sucessivamente. Ao contrário o que recebiam eram maus tratos, tanto físicos, quanto mental e ético.

A comunidade brasileira herdou dos negros a exemplo de Ganga Zumba e Luiza Mahin, e tantos outros homens e mulheres seus valores e princípios. Uma raça que muito contribui e tem contribuído para com o desenvolvimento e o progresso no inicio da colonização brasileira e que até hoje vem elevando e enriquecendo nossa cultura em seus vários aspectos: disposição para o trabalho, influência marcante na nossa culinária, nas artes e nas letras e na força física e moral.

Para Deus não existe nem nunca existiu diferença entre raças! A diferenciação da pigmentação da pelo jamais influenciou e/ou influenciará na personalidade do ser humano! O espírito tanto do branco como do preto, do pardo têm a mesma essência, a mesma potencialidade para servir e amar. O homem está aqui para contribuir com alcance dos objetivos por Deus pretendidos em favor do bem maior! O bem estar da espécie. E este bem estar só será alcançado se um dia o ser humano tomar consciência de que fora criado para o bem. Mas para que chegue a este grau de entendimento terá que assumir sua condição como criatura predestinada à preservação, e o equilíbrio de todo o sistema universal tão rico e cheio de fascínio.

Historicamente o dia 20 de novembro escolhido para homenagens aos negros intitula-se: “Dia da Consciência Negra”, foi associada ao dia da morte de Zumbi dos Palmares – grande líder e batalhador em favor da causa da liberdade da raça negra neste país. Em favor do seu intenso empenho no conquistar a paz e da alegria de uma vida de resultados positivos em favor da causa da liberdade de expressão. Na verdade é consagrado como o dia de Zumbi e da Consciência Negra. Instituído pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

Com a descoberta da verdadeira data da morte de Zumbi pelos historiadores na década de 1970, os membros do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, entusiasmados com a realização do congresso em 1978, que elegeu a figura de Zumbi como símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Deste momento em diante criou-se alma nova para deflagrarem-se movimentos sempre voltados para a defesa dos direitos sagrados que eram e é primário, característico!

Outro fato de grande relevância foi à consolidação e o reconhecimento da luta por direitos que seus descendentes reclamavam.
Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

Neste dia da Consciência Negra todos nós brasileiro devemos agradecer ao Criador o dom da inteligência e da sabedoria, que se passou a cultivar e colocar em prática em favor do melhor para a humanidade e da certeza de que somos irmãos, independente de raça, cor e/ou religião.

A vida aqui na terra será melhor no dia em que os homens se entenderem e abandonarem o orgulho, a avareza e a maledicência. Trabalhem a favor do bem-estar de todos.

 

Pesqueira, 20 de novembro de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, colaborador assíduo do OABELHUDO, Poeta e Cronista. Membro efetivo e presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Movimento Cultural/Homenagem: Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira *

Eugênio Maciel Chacon

100 Anos

 

No sábado, 15 de novembro, comemorou-se com a exposição: Jornalista Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira. O centenário de Eugênio foi iniciado, com a assinatura da Ordem de Serviço do projeto de construção de uma praça no bairro Vila Anápolis que vai levar seu nome, cujo projeto foi de autoria do ex-vereador e atual secretário de saúde do município – Severiano Cavalcanti. Houve missa em ação de Graças na Catedral de Sant’Águeda e a programação foi coroada com a citada exposição nas dependências do Hotel Estação Cruzeiro.

Presença dos seus filhos, a saber: Telmo, Hugo, Carlinhos, Evandro, Eliana, Kátia e Edith. Outra filha, Mônica, foi citada im memorium. Em nome dos filhos falou Hugo  que fez um retrospecto da vida de Eugênio, falando da sua sisudez e dos momentos de alegria quando em casa com a família. Citou causos que foram complementados pelo outro filho, Evandro que ora é o prefeito do município. Eugênio também foi prefeito, além de proprietário do jornal A Voz de Pesqueira, criado em 1936 e que circulou até 1961.

Outros oradores se sucederam nas homenagens: Sebastião Gomes Fernandes, em nome da APLA – Academia Pesqueirense de Artes e Letras; Fernando Freire em nome da Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco e a poetisa e cronista Margarida Maciel Ramalho que recitou o Acróstico que havia composto em 1994, quando da comemoração dos 80 anos do homenageado. A Mesa estava composta também pelo vereador Evandro Junior, o acadêmico e jornalista Francisco de Oliveira Neves do jornal Pesqueira Notícias; Eliana Chacon representando os filhos;  o presidente do Instituo Histórico de Pesqueira José Florêncio Neto e da advogada Fátima Meira, da Assistência Judiciária. Um seleto público lotou as dependências do salão, numa prova inequívoca do prestígio do evento. (PM)

Homenagem que Margarida Maciel, prima de Eugênio fez, por ocasião dos seus 80 anos, em 1994. Margarida, também, se fez presente e recitou o seu Acróstico…

ACRÓSTICO PARA EUGÊNIO

E SGUIO E GARBO, EIS TUA PERFORMANCE
U NGIDO POR UMA INTELIGENCIA SEM PAR
G ENTIL, FIDALGO E CAVALHEIRO
E IS EUGENIO, FIGURA EXEMPLAR
N ESTE TEU ANIVERSÁRIO QUERO EXALTAR
I LUSTRE PESQUEIRENSE QUE AMOR E VIRTUDE ENCERRA
O RGULHO PARA OS TEUS E PRA TUA TERRA

Para Eugênio Maciel Chacon pela passagem dos seus 80 anos e renovada agora no seu centenário em l5/ ll/ 20l4.
Homenagem da prima Margarida Maciel

 

 

 

 

 

A Crônica

Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira, escrita pelo seu conterrâneo, escritor Potiguar Matos, quando ele, Eugênio, recebeu o Troféu – CULTURA VIVA DE PERNAMBUCO, escolhido pela Fundarpe.

 

 

 

* Fotos da exposição.Texto inicial do editor do oabelhudo (Dom Pablito).

Movimento Cultural/IMC – Maximiano Campos – Lavrador do Tempo (Homenagem) *

 

Maximiano Campos

 

Lavrador do Tempo

 

 

* Fonte: IMC/