Category Archives: Homenagem

Vaticano: Nesse domingo, Papa Francisco Canonizará dois Papas que mudaram a História da Igreja *

 

Religião »

 

Francisco canoniza neste domingo

dois papas que mudaram a cara da Igreja

 

Santinhos de João XXIII e João Paulo II à venda em Roma Foto: AFP Tiziana Fabi

Santinhos de João XXIII e João Paulo II à venda em Roma Foto: AFP Tiziana Fabi

 

 

 

 

O Papa Francisco está prestes a tornar santos dois de seus antecessores, o italiano João XXIII e o polonês João Paulo II, que simbolizam a abertura para o mundo e a confiança de ser católico: duas faces complementares, nas quais ele se reconhece.

Diante de centenas de milhares de devotos de toda a Itália, Polônia e demais países – e centenas de milhões em frente à televisão ou nos cinemas de 20 países com óculos 3D – o primeiro Papa latino-americano da história canonizará no domingo na Praça de São Pedro os dois papas: Giuseppe Angelo Roncalli, o homem do Concílio Vaticano II (1962-1965), que abriu a Igreja Católica para a sociedade e para as outras religiões, e Karol Wojtyla, o carismático que derrotou o comunismo.

A presença do Papa emérito Bento XVI é provável, mas ainda não foi confirmada. Joseph Ratzinger foi muito ativo no Concílio e um colaborador próximo do papa polonês.

Cento e cinquenta cardeais, mil bispos e 6.000 padres de todo o mundo concelebrarão a missa de domingo de manhã ao ar livre em frente à basílica. No total, 93 delegações oficiais, incluindo 24 chefes de Estado e membros da realeza, vão assistir a cerimônia de duas horas.

Muçulmanos, anglicanos, ortodoxos, alguns protestantes – hostis ao culto católico dos santos – vão estar lado a lado junto a uma forte representação judaica, que manifestará a sua gratidão aos dois papas que lutaram contra o preconceito anti-judaico na Igreja.

Durante a semana, a Cidade Eterna começou a receber turistas, que chegaram a pé, de ônibus ou de carro, enquanto os quiosques estavam cobertos de milhares de cartões postais dos papas, especialmente João Paulo II e Francisco.

Na manhã desta sexta-feira, dois retratos dos dois santos vestidos com a capa vermelha pontifícia eram observados na fachada da basílica, em frente à qual uma multidão colorida e diversa se reunirá sob um sol de primavera.

Estima-se a presença de cerca de 800.000 a um milhão de peregrinos entre sábado e domingo, e de um custo para a cidade de pelo menos sete milhões de euros para todo o período da Páscoa.

“Este é um evento como Roma nunca experimentou em sua história, a canonização de dois papas na presença de dois papas vivos”, afirmou na quarta-feira o bispo Libério Andreatta, chefe da agência do Vaticano de Organização das Peregrinações (ORP).

Noites brancas de orações

As celebrações religiosas começam no sábado à noite, com “noites brancas” de orações em 15 igrejas em línguas diferentes.

Durante a noite, dezenas de milhares de peregrinos devem dormir em seus carros, nas ruas ou nas pontes do Tibre, na esperança de garantir um lugar na Praça de São Pedro.

Para a maioria das pessoas que não poderão assistir ao vivo, telões exibirão a cerimônia em locais históricos da capital.

O Papa Francisco chegará à praça com uma procissão ao ritmo da ladainha dos santos. E, diante dos gigantes retratos dos dois papas exibidos na fachada da Basílica do Vaticano, Francisco pronunciará as palavras que ficarão gravadas para sempre no “registro celestial”, daqueles a que todos os católicos são convidados a orar pedindo ajuda para sua vida terrena.

À medida que a canonização de João XXIII, apelidado de “o papa bom”, não é contestada por ninguém, a de João Paulo II tem recebido críticas, com acusações de que ele fechou os olhos para os crimes de pedofilia, concentrou o poder e foi muito severo com teólogos dissidentes, incluindo os da Teologia da Libertação.

Francisco então concelebrará uma missa solene com cinco prelados, entre eles o bispo de Bergamo (cidade natal de João XXIII), Francesco Beschi, e o ex-secretário particular do papa João Paulo II e arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz.

A comunhão será distribuída a 600 padres e 200 diáconos.

Francisco enviou uma mensagem aos poloneses e aos fiéis da diocese de Bergamo. Ele saudou a “coragem apostólica” de João Paulo II que “ajudou no mundo inteiro os cristãos a não ter medo” de afirmar sua fé.

Leia Mais:

Cerimônia será celebrada na praça pelo papa Francisco e pelo papa emérito Bento XV

Peregrinos acampam ao redor do Vaticano

* Fonte: Diário PE

Garanhuns: “Viva Dominguinhos” Três de dias de Shows só de Forró *

 

Nando Cordel e Petrúcio Amorim,

Maciel Melo, Jorge de altino e

outros artista, se apresentam no

“Viva Dominguinhos”

 

 

Jorge de Altinho, Santana e Liv Moraes também farão shows no festival. Evento ocorre entre os dias 25 e 27 (sexta, sábado e domingo) e deve atrair público de 60 mil pessoas.

 

GARANHUNS RELÓGIO DE FLORES

dominguinhos  divulgacaoSantana o cantadorjorge de altinho ao violaopetrucio e maciel post

 

 

Programação
Festival Viva Dominguinhos
Acesso: gratuito

>>> Polo Praça Cultural Mestre Dominguinhos

Endereço: Bairro São José

– Sexta-feira (25), 21h

Atrações: Mourinha do Forró, Liv Moraes, Maciel Melo e Santana

– Sábado (26), 21h –

Atrações: Nando Cordel, Petrúcio Amorim, Lucy Alves e Os Valvulados

– Domingo (27), 20h –

Atrações: Jorge de Altinho, Waldonys e Zezinho de Garanhuns

>>> Polo “Canta, Dominguinhos”

Local: Espaço Colunata
Endereço: Avenida Santo Antônio, no Centro
Horário: 10h às 18h

Atrações: Bill do Forró, Coroas do Forró, Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, Juliano do Acordeon, Michelly dos Anjos, Nando Azevedo e Gena de Altinho.

 

 

A primeira edição do Festival Viva Dominguinhos começará nesta sexta-feira (25) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. O evento irá reunir músicos em tributo ao cantor e compositor Dominguinhos, que morreu em 2013. Dois polos serão palcos das apresentações.

A estrutura do festival contará com praça de alimentação, área de artesanato e banheiros químicos. Um esquema de segurança também será montado. Oito agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) de Garanhuns estarão fiscalizando o trânsito. A partir das 18h da sexta-feira (25), será interditada a Rua Afonso Pena, que fica localizada no Bairro São José, próxima ao Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti. A interdição segue até o semáforo da Rua Nilo Peçanha e inclui a parte baixa da Praça Dom Moura. As vias serão liberadas após os shows e voltam a ser fechadas às 18h de cada dia do evento, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura.

Ainda de acordo com o departamento, a comemoração será realizada anualmente na Praça Mestre Dominguinhos (antiga Guadalajara). A iniciativa será promovida no mês de abril porque é quando a temperatura na ‘Cidade das Flores’ começa a ficar bem mais amena. O evento compõe a grade de festivais do município. É esperado um público de 60 mil pessoas e a economia do comércio deve aumentar em 10%, segundo a assessoria.

 

Crônica/Homenagem: 23 de Abril – Dia Nacional do Choro. Salve Pixinguinha! – Por Walter Jorge de Freitas *

O CHORO

Pixinguinha foto antiga

 

 

Salve, salve ALFREDO DA ROCHA VIANNA JÚNIOR  – Pixinguinha

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, provocou mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais. Com a Corte, vieram funcionários e familiares que trouxeram para cá instrumentos e hábitos musicais diferentes daqueles que já eram executados aqui.

A música instrumental já existia no nosso território, pois os indígenas muito antes, já usavam flautas, cornetas, taquaras, trompas, cabaças e outros instrumentos feitos de madeiras ocas e outros materiais.

Aos poucos, notava-se a presença do sotaque brasileiro na maneira de tocar os instrumentos e os ritmos trazidos pelos europeus, até que em 1845, no Teatro Imperial de S. Pedro (atual Pedro Caetano), aconteceu a primeira apresentação musical da polca como dança.
Foi assim que provavelmente surgiu o CHORO, com influências mais diretas da polca e do lundu. A polca virou moda. Era só que se dançava e se tocava nos encontros e rodas musicais realizados na cidade do Rio de Janeiro.

Atribui-se a JOAQUIM ANTÔNIO DA SILVA CALLADO JÚNIOR (1848-1880) a façanha de ter introduzido o CHORO no cenário musical brasileiro a partir de 1870, mais ou menos. Foi CALLADO, flautista e compositor, o fundador do primeiro grupo musical do gênero, ao qual se deu a denominação de “O Choro Carioca”. Por ter pertencido à primeira geração de chorões e ter atuado bastante tocando e ensinando essa maneira plangente de executar o choro, recebeu o título de “Pai dos Chorões”.

(Choro de Pixinguinha. Letra de Hermínio Bello de Carvalho, com a divina Elizeth Cardoso)

O DIA DO CHORO é comemorado no dia 23 de abril, em homenagem a PIXINGUINHA (1897-1973) maior expoente da música popular brasileira. Filho de músico, o iluminado instrumentista e compositor deixou verdadeiras joias para enriquecer o nosso cancioneiro. Lamentos, Ingênuo, 1×0, Rosa,Vou Vivendo, Naquele Tempo e Carinhoso são algumas delas.

O CHORO apesar de ter passado uma época meio esquecido, aos poucos, retomou o seu lugar, graças à luta de grandes nomes da música instrumental, seja interpretando ou compondo.

Em Pernambuco o choro é produto de primeira qualidade. Isto tem motivado comentários elogiosos de Ícones como Paulinho da Viola, Pedro Amorim, Maurício Carrilho, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, Guinga, Reco do Bandolim e Luciana Rabello. Marco César, Adalberto Cavalcante, Henrique Annes, Bozó, Dalva Torres, Inaldo Moreira, Carlos Dantas, José Arimatéa e Luiz Guimarães trabalham diuturnamente na divulgação desse gênero que teve João Pernambuco, Rossini Ferreira e Luperce Miranda como precursores.

(Paulo Moura e os Batutas numa sequencia inesquecível: Ingênuo, Lamentos e Carinhoso)

Não devemos esquecer a importância dos clubes do choro em algumas cidades brasileiras e a existência de escolas como a Portátil de Música do Rio de Janeiro e a que funciona na sede da Cruzada Feminina de Pesqueira, de onde estão surgindo verdadeiras promessas, justificando, assim, a fama de “berço” de grandes “chorões”.

BIBLIOGRAFIA:

(Dicionário Cravo Albin da MPB).
Encartes de CDs (inúmeros)
Agenda do Samba & Choro.

 

Pesqueira, 23 de abril de 2014

 

walter-J-Freitas II

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical. (Vídeos Youtube)

Evento/Homenagem: Leonides Caraciolo – 80 Anos *

80 Anos

Leonides de Oliveira Caraciolo

 

Apreciador de festas.Uma das característica desse sanharoense - Leonides Caraciolo

Apreciador de festas.Uma das característica desse sanharoense – Leonides Caraciolo

Leonides Caraciolo de fardãoLeonides e presidentes da APLAS WP_000929Leonides na cavalgada das amazonas de 2007 sanharoLeonides Laurinete WP_000661

Aniversário sem festa. 22 de abril, data do aniversário do Descobrimento do Brasil e do nosso estimado amigo Leonides de Oliveira Caraciolo. Faria hoje, 80 anos. Nasceu num dia domingo e faleceu numa quarta-feira de agosto de 2013.

Integrado à cena cultural de Sanharó, deixou uma marca indelével como historiador e escrevinhador dos nossos acontecimentos. Foi o mentor e o grande baluarte da transformação do acervo deixado pela Rede Ferroviária. Pediu, lutou e conseguiu mudar um cenário degradado em algo relevante, bonito  e útil.

Os prédios estavam abandonados pelo poder público. Havia que dissesse que tudo aquilo era de propósito para que os imóveis caíssem em mãos estranhas ao interesse público. Conseguiu através de emenda do então deputado federal Ricardo Fiuza, verba para fazer a restauração dos dois prédios principais – a estação e o armazém. Se mais não fez é que lhe foi negada oportunidade para isso. Importou, mas não importa mais. partiu sem essa mágoa.

Tinha muitos objetivos e mais projetos de livros. Dentre esses, cito o livro que trata das Famílias Sanharoenses. Um apanhado cuidadoso de A a Z de tudo que ele pode colher, em pesquisa pessoal ou de amigos colaboradores. Leonides não deixou saudade apenas como parceiro de mesa de bar ou do bate-papo no banquinho da pracinha em frente a sua residência. Leonides deixou um vazio que dificilmente será preenchido como divulgador da cultura, da história  dos que fizeram como e porque Sanharó existir.

Levou também o nome da nossa cidade nas suas diversas atividades com engenheiro e como escritor e acadêmico. Tinha especial apreço pela APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes, onde foi presidente e um carinho bem especial pela Academia Belojardinense de Letras e Artes, que também integrava junto com outros conterrâneos.

Presença obrigatória nas nossas festas. Baile Municipal de Sanharó

Presença obrigatória nas nossas festas. Baile Municipal de Sanharó

Nos nossos encontros etílicos das sextas-feiras, juntamo-nos, eu, Zé Nilson, João Pessoa, o grupo permanente, afora àqueles que eventualmente se juntam a nós, no bar de Lúcia (ex-bar de Célia). Quase que como regra, foi não foi, falamos em seu nome. “João Pessoa; vou sair. tome conta de Paulinho”. Isso me irritava profundamente, mais teimava e repetia toda semana. Hoje faz falta…

Aos que não leram ou que desejam rever, o blog disponibiliza o link de uma crônica que fizemos em outubro, também em sua homenagem.

Crônica / Homenagem : Leonides Caraciolo. Um Boêmio a menos. Uma Saudade a Mais…

 

Paulinho Muniz

Editor do Blog

Crônica/Aniversário de Pesqueira: 134 Anos de Elevação à Categoria de Cidade – Por Walter Jorge de Freitas *

PESQUEIRA 

MAIS UM ANIVERSÁRIO

 

Pesqueira- A Atenas do Sertão - A Terra das Chaminés...

Pesqueira- A Atenas do Sertão – A Terra das Chaminés…

Prefeitura-de-Pesqueira (1)WPGEDSC DIGITAL CAMERApesqueira traços de cimbrescarnaval dos caiporas de Pesqueira

Neste dia 20 de abril, Pesqueira completa mais um aniversário. São cento e trinta e quatro anos de elevação à categoria de cidade. É, portanto, um dia apropriado para reflexão, já que não há tantos motivos para festejar.

Para ofuscar mais ainda a data, este ano, além de cair em um domingo, fica imprensada entre a Sexta-Feira Santa e o feriado da Inconfidência Mineira.

Infelizmente, ainda existe muita gente desinformada falando em emancipação política e isto não aconteceu com Pesqueira.
Em 1762, a aldeia Arorubá foi elevada a vila e sede do Município que passou a se chamar Cimbres.

No dia 13 de maio de 1836, segundo os historiadores, devido à sua evolução econômica, pela facilidade de acesso e por oferecer melhores condições de hospedagem, a povoação de Santa Águeda, situada ao sopé da Serra do Ororubá, foi transformada em sede do Município de Cimbres.

Em 20 de abril de 1880, com nome de Santa Águeda de Pesqueira, ocorreu a sua elevação a cidade, sendo oficialmente declarada sede do município, conforme a Lei 1484.

Por decisão do Conselho Municipal, em 1913 o nome de Pesqueira foi adotado em razão da existência da Fazenda Poço do Pesqueiro (ou de Pesqueira), fundada pelo capitão-mor Manoel José de Siqueira.
A partir do final do século XIX, Pesqueira começou a se firmar como polo industrial, graças à instalação de fábricas de doces e de derivados do tomate.

Em meados da década de sessenta as nossas indústrias foram atingidas por forte crise financeira e encerraram suas atividades em pouco tempo. Os grupos Rosa e Peixe por serem mais sólidos, resistiram até os anos noventa, mas mesmo assim, mudaram de donos várias vezes.

Atualmente, vivemos momentos de transição econômica. Para surpresa de muitos, o comércio e a indústria moveleira estão em pleno desenvolvimento. Contamos, também, com o artesanato baseado na renascença e com o setor hoteleiro.

O turismo religioso, por sua vez, não prosperou, por falta de ações mais eficazes do setor público. Temos ainda como fatos negativos, a falta de cuidado dos últimos prefeitos no que tange à fiscalização das obras. A população também clama por melhorias nos diversos serviços que lhe são prestados.

Observa-se que a cidade está crescendo, mas isto acontece de forma desordenada, sem planejamento e o que é mais grave, sem contar com um departamento de limpeza pública eficiente. Realmente, não estamos bem na foto.

 

Pesqueira, 20 de abril de 2014.

 

walter-J-Freitas II

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, contista, poeta e pesquisador musical.

Crônica/Homenagem: 20 de Abril – Canta Pesqueira Amada – Por Francisco Aquino *

CANTA PESQUEIRA AMADA

 

Pesqueira completa 134 anos. Seus cantam suas glórias...

Pesqueira completa 134 anos. Seus cantam suas glórias…

Pesqueira esculturas da entrada na BR 232Pesqueira O Cruzeiro  e o mirante  305038_135320893298057_486875071_nPesqueira hasteamento das banderiasDSC_0113Pesqueira vista do Cruzeiro

Canta alegre e feliz os anos passados dourados ou não.Pois tens tanta história vivida de coração com pura emoção.

Canta com alegria os anos vividos entre altos e baixos de uma linda cidade.

Canta os tempos áureos e nostálgicos dos grandes espetáculos com artistas afinados mostrando a essência da cultura local da lendária Atenas do Sertão.

Canta lamentos e dores de perdas ilustres de filhos amados que passaram deixando marcado na memória sua história.

Canta as perdas e os ganhos que foram tantos até fazendo a cidade perder status mais nunca o amor dos seus municípes.

Canta apaixonados os filhos que nutri por ti amor de puro coração desejando ver-te linda e maravilhosa.

Canta as lindas festas cheia de alegria mostrando o quanto és hospitaleira que sabe acolher todos com respeito e amor.

Canta a religiosidade das santas padroeiras rendendo graças por benção que fazem todos mergulharem em oração com honra, louvou e glória.

Canta e aplaude os esportes e esportistas com os seus feitos heróicos nos trazendo alegria ao povo sofrido, lutador mais feliz.

Canta com gratidão aqueles que construíram tua história com seu suor e trabalho terra grandiosa.

Cantem todos a terra que nasceste e lembrem sempre de sua trajetória com honra e glória.

Canta o que tens para os filhos ilustres e amados;os seus casario e lindas serras, avenidas,ruas e praças mas a aparição e o seu mirante, seus museus, renda e cultura que fazem a cidade maravilhosa.

Canta aos quatro cantos o teu carnaval belíssimo, o S.João tradicional, o Circuito do Frio que não se chama mais assim e deixou saudade e as tuas belezas e potencialidades mas as grandes manifestações culturais que ficaram na memória da cidade.

Cantem e alto o amor por sua terra fazendo eternizar sua história e que devemos nos comprometer com o seu desenvolvimento e bem-estar.

Cantem e aplaudam trajetória de anos passados mostrando a todos o quanto temos que fazer em pró da terra querida e amada.

Parabéns terra querida que me encanta pela sua história de vida feita por gente humilde, batalhadora e feliz que canta com orgulho tuas conquistas e vitórias.

Parabéns PESQUEIRA por seus anos de vida que apesar dos pesares nos deixam orgulhosos de pesqueirenses que somos sem jamais esquecer-te um só momento. Desejando que viva daqui pra frente muito feliz e próspera mostrando porque és uma cidade importante por isso tão amada.

Em homenagem aos 134 anos de Pesqueira terra querida e amada.

 

20/04/2014

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

 

* Autor: Francisco Aquino – Francisco de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, poeta, colaborador do OABELHUDO, cronista, teatrólogo e comentarista

 

Canetadas/Homenagem: Luiz de Oliveira Neves: “Luiz foi rei, foi rei…” – Por Jurandir Carmelo *

CANETADAS

Luiz de Oliveira Neves. Prefeito, deputado estadual. Um ídolo dos pesqueirenses

Luiz de Oliveira Neves. Prefeito, deputado estadual. Um ídolo dos pesqueirenses

capa do livro Cacua de lembrnças

Hoje recebi a visita do amigo-irmão de infância, Walter Luiz de Araújo Neves, ou simplesmente como é conhecido, ainda hoje, Walter de Luiz Neves. Nossa amizade, juntamente com os meus irmãos Paulo e Lídio foi construída a partir de nossos saudosos pais, Paulo de Oliveira e Luiz Neves…

Foi um recordar da nossa infância e adolescência. Em casa ouvimos o CD do amigo Zé Luiz, que será pré-lançado no próximo sábado no “Bar e Restaurante Mistura Pernambucana”, do nosso amigo Iron Bispo e da minha prima Paula, no Shopping Rosa, antiga Fábrica Rosa, pelo meio-dia.

Folheamos algumas páginas de livros de autores pesqueirenses, e Walter se emocionou quando recitei para ele o poema intitulado “LUIZ NEVES” (Luiz foi Rei, foi rei…), de autoria do poeta mais poeta de Pesqueira, o amigo, conterrâneo e contemporâneo Laurene Almeida, autor de diversos livros, um de conto: “A MORTE DE ANTONIO PACHECO E O GANGARRO MIRABEAU (Editora Ororubá – 1998); um de poesia: “PESQUEIRA VERSOS UNIVERSOS”, Editora Bagaço – 2002); e o mais recente: CULINÁRIA DA FOME (A necessidade tem cara de herege ( Editora Lucigraf – Recife/2012).

Leiam a baixo o poema, extraído do seu Livro “PESQUEIRA VERSOS UNIVERSOS” > (Laurene Almeida, páginas 146/147. Edições Bagaço / Recife 2002).

luiz nves miniatura

LUIZ NEVES

Luiz foi rei, foi rei…

Quem sabe, por timidez,

Disfarçava de plebeu,

Nas foi rei, foi rei…

Luiz, agora

Que silencioso e enigmático,

Entre pétalas e nuvens,

Te encantaste,

Eu te proclamo

Primogênito do povo.

Dom Luiz de Oliveira Neves,

Imperador da fantasia e da vida,

Do sonho e da maravilha.

Rei-de-ouros nas lides políticas,

Valete-de-copas, coração vermelho,

Que do meio do povo se despetala

Em festa e fúria, fé e indignação.

Dom Luiz,

Elevaste à tua côrte de sonhos,

Os pretos e os pobres,

Os desdentados e os famintos,

Com eles dividiste o Trono e a Realeza,

As lágrimas e o suor, o barro e o sopro.

E assim desvendaste

Humanos e divinos.

Tu os reconheceste, Dom Luiz,

Poeira estrelada

E os nomeaste membros irrecusáveis

Da tua humana dinastia.

Luiz foi rei, foi rei…

Essas notas terminaram virando as presentes Canetadas, cuja publicação é uma homenagem à nossa querida Amiga-RAINHA, Dona Terezinha Araújo de Oliveira Neves, simplesmente dona TECA, viúva do saudoso rei, Dom Luiz Neves.

A minha homenagem, igualmente, aos meus amigos-irmãos Walter, Didi, Neném, Tody, Maninha e Lelêu (Zé Wênio, de tabela), bem assim aos mais novos filhos e filhas, netos e netas, bisnetos e bisnetas desse pesqueirense arretado, que foi Luiz Neves.

LUIZ NEVES era filho de José Nepomuceno das Neves e dona Blandina, a quem carinhosamente chama de “BLANDA”, sendo seus irmãos e irmãs, José, Antonio (falecido, ex-BNB); Francisco (Pesqueira Notícias), Júlio, Lia, Nevinha, Carminha (saudosa amiga, grande pé de valsa), Conceição (Guilva, casada com Gabinho) e Lourdes.

Luiz Neves teve uma extensa e movimentada vida política na nossa terra Pesqueira, tendo assumido diversos cargos públicos, eletivos ou não. Foi Secretário Municipal na gestão do prefeito Ésio Araújo, vereador, vice-prefeito, prefeito por dois mandatos e deputado estadual.

Luiz foi o responsável maior pela elaboração do CÓDIGO DE POSTURAS MUNICIPAL – (Lei 141, de 27 de Março de 1951), ainda vigente, lamentavelmente, não utilizada.

Como prefeito, uma de suas mais importantes obras foi o canal de São Sebastião, que cortou a cidade pela Baixa do mesmo nome, acabando de forma definitiva com o foco de várias moléstias, entre elas a Febre Tifoide, doença infectocontagiosa causada pela ingestão da bactéria Salmonella typfi em alimentos ou água contaminada (Fonte: Febre tifoide – Wikipédia, a enciclopédia livre).

Mas não se pode esquecer outra obra importante que foi a Maternidade da Vila de Cimbres, que em razão de sua localização e difícil acesso, principalmente, em épocas chuvosas, registrava um preocupante índice de mortes com parturientes sem a devida assistência médico-hospitalar.

Porém, a obra de maior valia para Pesqueira, construída por Luiz Neves, sem dúvida alguma, foi Colégio Comercial Municipal de Pesqueira, portanto com cursos ginasial e Contabilidade (segundo grau), abrindo assim as portas do futuro para tantos estudantes pobres de Pesqueira, que ao terminarem o curso primário paravam os estudos, porque os pais não tinham condições de pagar os estudos, uma vez que Pesqueira só era servida por escolas particulares, a exemplo do Cristo Rei, Santa Dorotéia e o Seminário São José.

Luiz recebeu uma resistência muito grande dos setores conservadores da Cidade e da Diocese de Pesqueira, porque foi além de criar um Colégio, o fez misto, dando oportunidade aos moços e moças da nossa Terra, com o agravante de ser noturno. É que se esperava o pior numa relação entre rapaz e moças, estudando numa mesma escola, principalmente à noite. Essa a razão da resistência. Luiz Neves para enfrentar esse problema foi buscar o professor Paulo Melo para dirigir o CCMP, que convidou uma mulher para o cargo de vice-diretora, o que amenizou a questão. Talvez o principal motivo não tenha sido esse encontro de rapazes a moças estudando em um mesmo colégio, até porque há muitos anos que existia esse encontro na área de trabalho, nas escolas entre professores e professoras, nas fábricas e no comércio, entre operários e operárias.

Ao deixar o exitoso mandato de prefeito, para candidatar-se ao cargo de deputado estadual (tendo sido eleito, com expressiva votação), havia dado início ao Matadouro Modelo de Pesqueira, competindo ao seu vice-prefeito, o saudoso amigo Dr. Petronilo de Freitas, dar continuidade a obra, o que aconteceu, pois em apenas nove meses, tempo de uma gestação, nascia o novo matadouro público, esse mesmo que está aí servindo à Pesqueira, mas, hoje, em condições precárias, por falta de suporte físico, técnico e de higiene.

Luiz Neves era, também, jornalista. Na lide do jornalismo interiorano, escreveu para os jornais “A VOZ DE PESQUEIRA” (do jornalista Eugênio Chacon), “FOLHA DE PESQUEIRA” (do meu saudoso pai, jornalista Paulo de Oliveira), tendo mais tarde, adquirido do filho de Zeferino Galvão (Alípio Galvão), juntamente com Rinaldo Jatobá e outros, o direito de editar “A GAZETA DE PESQUEIRA”, que fez por alguns anos. Foi correspondente de jornais da capital.

Luiz participou como membro da Associação de Imprensa de Pernambuco (AIP) e da Associação Pesqueirense de Imprensa (API), do 8º Congresso de Jornalistas do Interior, realizado em 1953, em Pesqueira, tendo como organizador e presidente o velho Paulo de Oliveira, já aquela época considerado o decano da imprensa matuta.

Mais tarde, em 1957, Luiz Neves a pedido do meu saudoso pai, seguiu para o Rio de Janeiro, a fim de representá-lo no 1º CONGRESSO NACIONAL DE JORNALISTAS, promovido pela Associação Brasileira de Imprensa – ABI. Lá fez o seu furo de reportagem para o Diário da Noite, levando o jornalista Mário Melo até p Estádio do Maracanã, que odiava futebol, em bonita reportagem que nos deixou contada em seu livro “CAÇUA DE LEMBRANÇAS”, às fls. 81/84.

Luiz deixou dois livros publicados “PESQUEIRA – EVOCAÇÃO ANO 100 – (Tipos Populares)” – Edição do autor – CEPE 1980 e “CAÇUA DE LEMBRANÇAS”, edição do Autor – CEP – Recife – 1981, tendo participado, também, do livro PESQUEIRA SECULAR (Crônicas da velha Cidade), com a crônica “COPIRRAITE (Aos 100 anos da minha jovem Pesqueira de Sant’Águeda” (páginas 231 a 243), edição comemorativa ao 1º Centenário da Cidade de Pesqueira, publicado em 1980, uma coletânea de matérias escritas por pesqueirenses, coordenado pelos pesqueirenses Pedro Santa Cruz, Aloísio Falcão, Potiguar Matos, Nivaldo Burgos e Silvio Lins.

Luiz, ainda deixou em preparo (não publicado) as seguintes obras: “FRUTO VERMELHO” (Romance); bulício de um instante (poesias – livro concluído); “SAGA DO CABO ZEFERINO” (novela); e “QUITERIANAS” (crônicas).

Era assim o nosso Luiz Neves, uma vida cheia de valores, de luta, de dedicação à sua terra Pesqueira. Assiste razão ao nosso poeta Laurene Almeida: (LUIZ FOI REI, FOI REI…).

jurandir carmelo foto recente

* Autor: Jurandir Carmelo – Jurandir é pesqueirense, advogado, colaborador do OABELHUDO, jornalista,escritor, cronista e combatente permanente dos maiores interesses da sua Pesqueira.

Movimento Cultural/Homenagem: Luiz Gonzaga – da orquídea ao mandacaru, na poesia de Margarida Maciel *

Luiz (lua) Gonzaga - O rei da baião Cantou da orquídea ao mandacaru...

Luiz (lua) Gonzaga – O rei da baião Cantou da orquídea ao mandacaru…

A flor e o cacto. Gonzagão cantou a seca e a chuva. A fauna e flora...

A flor e o cacto. Gonzagão cantou a seca e a chuva. A fauna e flora…

 

 

ORQUÍDEA E MANDACARU:

A MISTURA DE LUIZ

 

 

 

VOU JOGAR NUM CALDEIRÃO
E FAZER UM BOM COZIDO
NUMA MISTURA BEM FEITA
NÃO QUERO FAZER DESFEITA
A QUEM VIVE DO CANTAR
MAS ME PERMITAM VOCÊS
GONZAGA HOMENAGEAR

 

FOI ELE QUEM CONSEGUIU
FAZER BONITO E VISTOSO
NOS CAMINHOS ONDE ANDOU
A TODA GENTE ENCANTOU
TRANSFORMOU SIMPLICIDADE
EM GLÓRIA E MUITA FAMA
MOSTRANDO NOSSA IGUALDADE

 

DO SERTÃO ELE LEVOU
QUANDO PARTIU PARA O SUL
DENTRO DA SUA BAGAGEM
MUITA ESPERANÇA E CORAGEM
A SUA SANFONA AMIGA
E COM AS BENÇÃOS DIVINAS
A SEU DESTINO DEU PARTIDA

 

O SEU CANTO CRIOU ASAS
VOANDO MAIS QUE A ASA BRANCA
ASSIM ELE TRANSFORMOU
O SERTANEJO EM DOUTOR
MOSTRANDO A SABEDORIA
DESTA CIÊNCIA EMPÍRICA
QUE FAZ, INVENTA E RECRIA

 

O RESPEITO AO NORDESTINO
E A SUA CAPACIDADE
FOI LUIZ QUE ENCAMINHOU
NOS RUMOS QUE ELE TOMOU
SEM ORGULHO OU VAIDADE
LEVANDO A CIDADE PRO CAMPO
E O CAMPO PRÁ CIDADE

 

E O MUNDO INTEIRO OUVIU
NO ECO DA SUA VOZ
O VAQUEIRO E O ABOIADOR
OS VERSOS DO CANTADOR
AS BELEZAS DO SERTÃO
QUE COM AS BELEZAS DA CIDADE
FORMOU-SE UM SÓ CORAÇÃO

 

NAS CASAS SOFISTICADAS
A SUA CANÇÃO ENTROU
E ENTROU MATUTO E CABOCLO
ENTROU SALA DE REBOCO
E O SOM ERUDITO E REQUINTADO
ABRAÇOU O NORDESTINO
DO XOTE ,BAIÃO E XAXADO

 

TAMBORETE E POLTRONA FOFA
PROS SULISTAS E PROS NORTISTAS
SENTAR AS SUAS TRAEIRAS
JUNTO A LAREIRA E A FOGUEIRA
GONZAGÃO ARTICULOU
ENTRE O POVÃO E A ELITE
E O MUNDO INTEIRO APROVOU

 

A PARTIR DESSA EMPREITADA
PANELA DE BARRO E INOX
FOGÃO DE LENHA E A GÁS
A TODOS JÁ SATISFAZ
VESTIDO DE SEDA OU DE CHITA
SOM DE GUITARRA E VIOLA
QUASE NINGUÉM ACREDITA

 

GONZAGA ASSIM PROSSEGUIU
SEM ANDAR NA CONTRA MÃO
CANTAR AVE E AVIÃO
CARRO DE BOI E VOYAGE
FAZENDO A MESMA VIAGEM
OVO DE GRANJA E CAPOEIRA
É TUDO A MESMA BESTEIRA

 

A ORQUIDEA E O MANDACARU
A REDE E O EDREDON
O REFRIGERADOR E O POTE
TUDO NO MESMO PACOTE
SE FIZERAM CONHECER
NOS SÍTIOS E NAS METRÓPOLES PELAS RÁDIOS E TV

 

O CENTEIO E A MANDIOCA
O BACALHAU E A PIABA
O CHEDAR E O QUEIJO COALHO
JUNTOS NO MESMO BALAIO
A DESCRENÇA VIU A FÉ
A FOME E A FARTURA
ANDANDO DE CARRO OU A PÉ

 

OS MENINO OS MOÇO E OS VELHO
JÁ PODEM LER E ESCREVER
MANDAR MENSAGEM NO E-MAIL
SEM TER O MENOR RECEIO
NAS TROCA ENTRE O NORTE E O SUL
BATEM BOLA NAS PELADA
E TORCEM PRO FLA E FLU

 

É AMÊNDOA E RAPADURA
WEIFFER E BEIRA SECA
SE COME SEM DISTINGUIR
É BANANA COM CAQUI
PIZZA COM CALDO DE CANA
QUE NA DIGESTÃO DO “ESTAMBO”
DÁ UMA MISTURA BACANA

 

E QUANTO MAIS LUIZ CANTAVA
MAIS AS COISA MISTURAVA
NUMA CULTURA GOSTOSA
UMA SAFRA BOA E DITOSA
A GRACE KELLY E A ZEFINHA
ONÁSSIS E JANUÁRIO
JuNTANDO WHISKY E FARINHA

 

AR CONDICIONADO E ABANO
A BARBIE E A BRUXA DE PANO
A LAZANHA E A BUCHADA
OS “DIETES” E A COCADA
O SEU LUA MISTUROU
O NORDESTINO DISSE: DANOU-SE
E O BRASIL APROVOU

 

FUMO DE ROLO E CHARUTO
CHAPÉU DE COURO E CARTOLA
O “SMOKING” E O GIBÃO
NÃO TIVERAM DISTINÇÃO
TAMANCO, SALTO ALTO E CHINELA
VÃO TUDO PRO MESMO PÉ
NAS RUA E NOS PÉ DE SERRA

 

PRÁ BRINDÁ LA NOS FORRÓ
E NOS BAILE DA CAPITÁ
TOMO CHAMPAGNE DE CANECO
COM PINGA NA TAÇA EU REFRESCO
A SECA DA ALMA E DO SERTÃO
NA FEIRA OU NO SHOPPING CENTER
DO LULA OUVINDO A CANÇÃO

 

COMER PF OU A LA CART
SE FIZERAM CONHECIDOS
COM AS CUMADRE E AS MADAME
QUE DÃO O MESMO VEXAME
É ESPINHO E É FULÔ
É CARINHO E É ESFREGÃO
NAS CONQUISTA DOS AMOR

 

JÁ POSSO OLHÁ OS CARDÁPIO
NOS BOTECO OU CINCO ESTRELA
PEDIR MINHA FAROFINHA
COM UM BOM MOLHO DE SARDINHA
PANETONE E CAVIAR
COMER COM A KATE XANDINHA
SEM NINGUÉM PRÁ ATRAPALHAR

 

DAS REGIÕES OS SOTAQUES
SUAS CRENÇAS, SEUS VALORES
SE FIZERAM ADMIRADOS
CADA UM COM SUA BELEZA
VENDO DO RICO A POBREZA
E A RIQUEZA DO POBRE
BRASIL DE TANTA GRANDEZA

 

SEU BRADO LUIZ GONZAGA
AO MUNDO CANTANDO A HISTÓRIA
MOSTRANDO O NOSSO NORDESTE
FILHO BOM “CABRA DA PESTE”
VOCÊ NOS FAZ VIAJAR
JUNTOS NO MESMO VAGÃO
NA CANÇÃO QUE FAZ SONHAR.

 

 

MARGARIDA MACIEL RAMALHO nova foto

 

 

 

* Autora: Margarida Maciel  –  Margarida Maciel Ramalho é pesqueirense, professora, poetisa, colaboradora do OABELHUDO, compositora, cantora e violonista.

Pesqueira: Prefeitura Homenageia – Projeto Nova Chance *

 

Prefeitura de Pesqueira está integrada

no Programa Estadual de Ressocialização

de Reeducandos

O projeto é destinado à reeducandos para trabalharem nas áreas de capinação, jardinagem, varrição e pintura

25 reeducandos estão engajados no Programa de Ressolialização da Prefeitura de Pesqueira

NOVA CHANCE – 25 reeducandos estão engajados no Programa de Ressocialização da Prefeitura de Pesqueira

Pesqueira homenageia o projeto Nova Chance

o secretário executivo de Ressocialização, Romero Ribeiro, recebeu um quadro das mãos do prefeito Evandro Chacon, e do presidente da Câmara, Tito França, a homenagem.

o secretário executivo de Ressocialização, Romero Ribeiro, recebeu um quadro das mãos do prefeito Evandro Chacon, e do presidente da Câmara, Tito França, a homenagem.

A Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Pesqueira homenagearam com voto de aplauso o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Executiva de Ressocialização – Seres, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, pela execução do Projeto Nova Chance no município. Na ocasião, o secretário executivo de Ressocialização, Romero Ribeiro, recebeu um quadro das mãos do prefeito Evandro Chacon, e do presidente da Câmara, Tito França, simbolizando a homenagem. Estiveram presentes ao evento, a Juíza da 3ª Vara de Execução Penal, Orleida Rosélia, vereadores, secretários municipais, servidores e representantes da sociedade civil.

O município é um dos parceiros do projeto, que utiliza a mão de obra carcerária na manutenção de vias e equipamentos públicos. Em Pesqueira, 25 reeducandos trabalham em diversas atividades, como capinação, jardinagem, varrição e pintura. No total, são 500 detentos beneficiados em todo estado. Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina são cidades que também utilizam o trabalho dos reclusos.

Romero Ribeiro agradeceu o reconhecimento em nome do Governo do Estado e de toda a equipe Seres. Sobre a iniciativa, ele destacou que, “a verdadeira ressocialização é obtida através da educação, do trabalho e da qualificação profissional. Com esse projeto todos ganham, sobretudo, os reeducandos, seus familiares e a sociedade”, ressaltou o secretário.

De acordo com Evandro Chacon, a população aprovou a ideia. “Recebo muitos elogios dos moradores que estão satisfeitos com o trabalho dos reeducandos. Vários prefeitos já me procuraram e disseram que vão aderir ao projeto”, explicou o gestor. “Aqui, eles são chamados de ‘Os Universitários’”, completou Chacon.

Em Pesqueira, uma estrutura com alojamento, refeitório, sala de aula, dentre outros equipamentos, foi montada especialmente para Nova Chance. “É importante saber aproveitar a chance que está sendo dada. Eu soube aproveitar a minha”, disse Daniel S., um dos contemplados pelo projeto.

* Fonte: Portal Sec Ressocialização PE/por Marcelo Aragão – Responsável Jô Lima/ Ass. de Imprensa da SEDSDH

Efemérides/História: Posse do primeiro prefeito eleito de Rio Branco (hoje Arcoverde) – Colaboração de Pedro Salviano *

Posse do primeiro prefeito

eleito de Rio Branco

 

 

 

«Chegada do coronel Japyassu ao novo município de Rio Branco, depois de eleito prefeito municipal». Fotos da Revista da Cidade n. 125 de 13-10-1928, pág. 22 http://goo.gl/e2rm75  (mais revistas:  http://goo.gl/HnZdoh ).

«Chegada do coronel Japyassu ao novo município de Rio Branco, depois de eleito prefeito municipal». Fotos da Revista da Cidade n. 125 de 13-10-1928, pág. 22 http://goo.gl/e2rm75 (mais revistas: http://goo.gl/HnZdoh ).

 

chegada 2 cel Japyassu Rio Branco - 1928-B

Vários temas abordados por esta coluna já mostraram a influência do Cel. Antônio Japiassu na história de Arcoverde (por ex. http://goo.gl/X6TAJB , http://goo.gl/pQEBLC ).

Após a vitória do movimento em prol da emancipação de Pesqueira, o novo município de Rio Branco (hoje Arcoverde) teve sua primeira eleição. Como ela aconteceu? O que podemos acrescentar aos conhecimentos daquele importante fato histórico? Foi feita uma compilação dos principais registros dos pesquisadores (http://goo.gl/xUDAZk )  e mais alguns dados são acrescentados.
                Hoje carecendo de mais atenção, a estação da antiga Great Western foi palco para importantes acontecimentos da história do município, como é corroborado por fotos aqui mostradas.
                Outro marco histórico é o cine Rio Branco (ver http://goo.gl/irNlDe ). No livro O Município de Arcoverde (Prima Editora, Arcoverde, 1961, pág. 4), Teofanes Chaves Ribeiro registrou (escrita da época) http://goo.gl/Txohl2 :
              «Assim, a começar do ano de 1919, uma plêiade de homens de boa vontade, se movimenta, no sentido de emancipar o distrito, desligando-o e tornando-o independente. No Cine local houve uma sessão muito agitada, tendo todos os presentes, que eram na sua maioria elementos do comércio, se comprometido a não mais pagar impostos ao supra citado município. Jornais da Capital do país publicaram notícias dêsse movimento emancipacionista, enviadas pelo então correspondente dos orgãos A NOITE e O JORNAL — Sr. Antonio Napoleão Arcoverde. Entretanto, a política de alguns senhores, ligada a interêsses diversos, contribui sobremodo para o retardamento dêsse justo desejo. Finalmente, em 11 de Setembro de 1928, por fôrça da Lêi n. 1.931 do Sr. Governador cio Estado, Dr. Estácio Coimbra, era transformada em realidade a feliz aspiração do povo de Rio Branco, sendo êste, como outros distritos, elevado a município, respirando, dai em diante, o salutar clima da independência. Nêsse mesmo ano é eleito seu primeiro prefeito municipal, sob a legenda do Partido Republicano — Sr. Antonio Japiassú. É, apenas, de quase 2 anos a duração dessa edilidade. Em 1930, com a vitória da revolução levada a efeito no país, foi nomeado prefeito, pelo govêrno revolucionário o Sr. Ernesto Lima Rodrigues da Silva, que mal chegou a tomar posse viu-se obrigado pela fôrça das circunstâncias a se dirigir à Capital do Estado, onde o esperava importante missão do govêrno. Resolveu demitir-se sendo nomeado o dr. Luis Coêlho Alves da Silva, cuja administração legou a Rio Branco importantes melhoramentos.»
           Sempre objetivando estimular a pesquisa pelos assuntos da nossa história, links são disponibilizados, remetendo os leitores interessados para novas pesquisas. Assim, retomamos a cronologia para mostrar a grande mudança administrativa que nos atingia (http://goo.gl/Yc3TUV )  e que no dia 13 de setembro de 1928 o jornal A Provincia N. 212 mostrava na página 2: “A nova divisão administrativa de Pernambuco. O território do estado ficou organisado em 85 municípios” :http://goo.gl/OxSmhs .
                Na sequência,  A Provincia n. 220, do dia 22 de setembro de 1928, apresentava na sua capa (ver http://goo.gl/GlR620 ) a inscrição da chapa do município Barão do Rio Branco (nome que também constava na fachada da estação; e, como sabemos, adotou-se apenas o Rio Branco…). Mantendo a escrita da época, vemos:
                «Eleições Municipaes – As chapas já organisadas do 3. Districto – Barão do Rio Branco
Prefeito: Antonio Japyassu. Sub-prefeito: José Cordeiro de Albuquerque. Concelheiros: Isaias Gonçalves de Lima. Florismundo de Oliveira. Leonardo José Guimarães. Manoel Ramiro da Fonseca. Antonio de Padua Ferreira. Manoel Cavalcanti de Araujo. Acacio Gomes de Albuquerque. José Severo Filho. Julio Pacheco Freire.»
Convite para o banquete da posse do primeiro prefeito, anunciado para o dia 15 de outubro de 1928, às 12 horas.

Convite para o banquete da posse do primeiro prefeito, anunciado para o dia 15 de outubro de 1928, às 12 horas.

Cel. Antônio Japiassu, o primeiro prefeito eleito de Rio Branco (hoje Arcoverde).

Coronel Antônio Japyassú, o primeiro prefeito eleito de Rio Branco (hoje Arcoverde).

Mas, como foram as solenidades da posse? No mesmo A Provincia, edição 270 do dia 21 de novembro de 1928, na página 2 http://goo.gl/ORD5rX aparece a cobertura jornalística do evento (com ortografia da época):
« Rio Branco, 17 de novembro de 1928
                Tiveram muito brilho as festas realizadas, nesta cidade, não só para commemorar a data da proclamação da Republica como para solennisar a posse da sua primeira administração.
                A posse foi solenne no edificio do Paço Municipal perante selecta assistencia.
                Presidio o acto o juiz municipal de Pesqueira que empossou o prefeito e conselheiros.
                Às 17 horas effectuou-se a passeata escolar.
                Às 20 horas teve logar o banquete de 70 talheres, no hotel “Rio Branco”, offerecido ao prefeito cel. Antonio Japyassú, pela commissão executiva das festas do Rio Branco.
                Offereceu o banquete o padre Luis de Góes que salientou as qualidades do homenageado e o seu prestigio no municipio, do que era prova a presente homenagem que reuniu todos os elementos do real prestigio em Rio Branco. Em nome do coronel Antonio Japyassú agradeceu o dr. Francisco de Crasto.
                Por fim, fez o brinde de honra ao sr. governador do Estado o deputado Fraga Rocha que, especialmente convidado, honrou com a sua presença as festas deste municipio. De passagem por esta cidade tomou parte igualmente, no banquete o dr. A. Carneiro Leão.»
                Alguns dados registrados pelo pesquisador Luís Wilson em seus livros sobre Antônio Japiassu e família (material compilado http://goo.gl/xUDAZk ):
                «“Seu” Tonho era, na realidade, Tenente-Coronel da Guarda Nacional, instituição da qual muitas patentes, em Rio Branco, eram conferidas pelo próprio povo, de acordo com o prestigio daqueles a quem eram atribuídas, porque quase todo fazendeiro era Coronel…Antônio Japyassu nasceu em Leopoldina,  no alto sertão do Estado. Foi, depois, para Alagoa do Monteiro, Paraíba, mais tarde para o Recife, onde casou, indo, então, para Branquinha, em Alagoas, para um engenho do sogro. Ali nasceu-lhe o primeiro filho, Dedé. Voltou para o Recife e tornou-se comerciante na rua Tobias Barreto, mudando-se, no princípio do século, exatamente no ano de 1906, para a Pedra. Mais ou menos em 1924, “seu” Tonho foi residir em Rio Branco…Ele foi embora para fazenda Tatu, Ou Santa Isabel, em cima da Serra, no Salobro, depois da Revolução de Outubro de 1930…  Desta sua fazenda, 13 ou 15 anos depois de 1930, o Cel. Antônio Japyassu foi embora, residir em São Paulo, para onde havia ido logo depois da Revolução o seu velho e grande amigo Major Cândido de Brito (o Major Candinho das “Grandes Fábricas Peixe”, em Pesqueira). Voltou algum tempo depois para o Recife e, por motivos particulares foi residir em Garanhuns. Ali adoeceu cerca de um ou dois anos mais tarde, vindo para o Recife. Operado de vesícula, morreu no Hospital Barão de Lucena (Hospital dos Usineiros), a 29 de outubro de 1957. … O Cel. Antônio Japyassu era um homem bom, simpático e alegre. No Bar Nabuco, na praça Joaquim Nabuco, ele me dizia sempre: “Vá para o Sul, meu filho, assim que você se formar vá para o Sul”. Eu me formaria no ano seguinte[1940].»
Mais artigos desta coluna: http://goo.gl/lWA4Hv
Pedro Salviano Filho
* Fonte/Autor: Por: Pedro Salviano Filho – Salviano é arcoverdense, ex-alunos do Colégio Cardeal Arcoverde, médico-cirurgião, residente em Ivaiporã-PR.
(Coluna Histórias da Região – Edição de Março/Abril 2014 – Jornal de Arcoverde)