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Pernambuco: Assembléia Legislativa homenageia os constituintes nos 25 anos da Carta Magna Estadual *

 

Constituintes e servidores recebem

medalha comemorativa dos 25 anos

da Carta Magna Estadual

 

A comenda foi criada por meio da Resolução 1.268/14 e se destina a homenagear os 25 anos da Constituição do Estado.

 

 

 

 

Com o Plenário e galerias lotados, a Casa de Joaquim Nabuco comemorou em Reunião Solene, na noite desta quarta (19 de novembro), os 25 anos de promulgação da Constituição Estadual, promovendo a entrega de medalha comemorativa. Foram homenageados os 57 parlamentares constituintes de 1989, além de dois servidores do Legislativo Estadual que participaram da redação da Carta Magna.

O presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, comandou a solenidade, ao lado do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Frederico Neves, do presidente em exercício do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Carlos Porto, e do vereador Aderaldo Pinto, que representou a Câmara Municipal do Recife.

Uchoa lembrou que, em cinco de outubro de 1989, ocorreu a promulgação da Constituição. Ele destacou que o documento simboliza o espírito democrático de Pernambuco, seguindo o exemplo do Congresso Nacional, que havia concluído a redação da Carta brasileira no ano anterior. O presidente da Alepe ressaltou que o período teve como marca o alto nível do debate democrático. Segundo o parlamentar, a Assembleia Constituinte refletiu a altivez e a luta do povo pernambucano, travada sem armas, e somente no campo das ideias e ideais.

A medalha comemorativa concedida pela Alepe foi instituída por meio de resolução e a comissão organizadora da solenidade contou com a participação dos deputados André Campos e Raquel Lyra, ambos do PSB, e Tony Gel, do PMDB. Dourada e com gravações em bronze, a medalha estampa a fachada do Museu Palácio Joaquim Nabuco de um lado e traz, no outro, em alto relevo, a imagem dos deputados constituintes.

A Constituição do Estado foi promulgada um ano depois da Constituição Federal e teve como relator o então deputado Marcus Cunha (PMDB).

Dos 49 constituintes da época, apenas três continuam na Assembleia: Henrique Queiroz (PR), Marcantônio Dourado (PSB) e Maviael Cavalcanti (DEM).

São falecidos: João Ferreira Lima (que presidiu a Constituinte), Felipe Coelho, Argemiro Pereira, Arthur Correia de Oliveira, João Lyra Filho, José Antonio Liberato, José Cardoso da Silva, Luiz Epaminondas (Luizito), Manoel Ramos de Almeida, Manoel Tenório de Luna, Murilo Paraíso, Osvaldo Rabelo, Sérgio Guerra e Vanildo Ayres e José Amorim.

Estão vivos, porém fora da Casa: Carlos Lapa, Humberto Barradas, Geraldo Barbosa, Gilvan Coriolano, Manoel Ferreira, Marcus Cunha, Ademir Cunha, Adolfo José, Álvaro Ribeiro, Antonio Mariano, Carlos Porto, Roberto Fontes, Clodoaldo Torres, Eduardo Araújo, Fausto Freitas, Fernando Pessoa, Cintra Galvão, Garibaldi Gurgel, Geraldo Pinho Alves Filho, Geraldo Coelho, Inaldo Lima, Ivo Amaral, José Ramos, Joel de Holanda, José Aglailson, José Áureo, Humberto de Moura Cavalcanti, Mendonça Filho, Manoel Alves, Lúcia Heráclio, Newton Carneiro, Paulo Guerra Filho, Pedro Eurico, Ranilson Ramos, Roldão Joaquim, Severino Almeida Filho, Severino Cavalcanti, Valdemar Ramos e Vital Novaes.

* Fonte: Portal da ALEPE

Movimento Cultural/Poesia: Elevando o meu ego – Por Victor Rogério *

Elevando o meu ego

 

 

 

Olhando o infinito
Me vem a inspiração
O brilho das estrelas
A beleza da lua
A lembrança tua
Me causa emoção

Entrego-me inteiro
Isto não nego
Elevo meu ego
Com total transparência
É tua existência
Fazendo de mim
Um grande homem
Um sonhador
Pois o meu amor
Jamais terá fim

És minha amargura
O meu doce mel
Meu grande inferno
Também meu céu
És uma pedra simples
Que para mim tem valor
Fomos feitos um para o outro
Para escrevermos juntos
A mas linda e amável
História de amor.

 

* Autor: Victor Rogério – Victor é sanharoense, poeta, aluno da Escola Municipal Professor Amaro Soares de Souza e colaborador eventual do OABELHUDO. Observação: Poesia premiada na 1ª Jornada de leitura e Cultura de Sanharó, ocorrida esse mês no auditório da cultura.

Pesqueira homenageia Eugênio Maciel Chacon *

Eugênio Maciel Chacon

Cem Anos

 

Se vivo fosse, Eugênio Maciel Chacon completaria 100 anos nesse dia 14 de novembro. Em sua homenagem haverá vários eventos no dia de hoje. O primeiro dar-se-á às 16:00 horas no local onde será construída uma praça que levará o seu nome, no bairro Anápolis. Na catedral de Santa Águeda será celebrada uma missa em Ação de Graças, às 19:00 horas. Culminando, com uma Exposição – “Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira”, nas dependência do Hotel Estação Cruzeiro, às 20:30 hs.

 

 

* Fonte: Assessoria PMP

Pesqueira/Canetadas: Para Micheline…Minha Filha… – Por Jurandir Carmelo *

CANETADAS

Para Micheline, minha filha

 

 

 

 

 

Pesqueira/PE, 12/11/2014 > Canetadas (Por Jurandir Carmelo. Não pensei que voltasse a escrever as minhas canetadas)

 

Para Micheline, no aniversário de um (1) ano da sua careca, ocorrido ontem... O tempo passa, caminha em frente. Era uma tarde de novembro de 2013, pelas 16 horas, exatamente do dia 11. É passado, portanto, um ano. Gilcéia e Eu chegávamos à casa de Micheline, onde a encontramos cabisbaixa, no início das sessões de quimioterapia, com uma expressão de tristeza que nos bateu alma e coração. De repente, Ela coloca as suas mãos nos seus cabelos e as faz escorregar. Abre-as, e as estende para frente. Estão as suas mãos cheias de seus claros e lisos cabelos, e exclama: “Meu Deus, já perdi os peitos, agora vou ter que perder os cabelos…”. Bateu forte, muito forte! Dessa vez quase que não seguro as lágrimas, o choro. O coração apertava, a alma parecia ter sumido, as pernas tremiam, era uma verdadeira situação de tragédia.

Pedi a Deus: Ajuda-me senhor, salva a minha filha… Ela precisa de forças e Eu estou fraco. Mostra-me um caminho. Passei pouco tempo com ela, diante a situação que se nos apresentava. Disse à Gilcéia: vamos embora! Seguimos direto para casa, segurando choro, lágrimas, pernas, buscando abrandar alma e coração.

Chegamos em casa… Aí não segurei mais, nem pernas, nem choro, nem lágrimas, nem emoção, nem tristeza, nem nada. O coração batia apressado, querendo pular, sair, parar, sei lá! De repente, sento-me à mesa e peço a Gilcéia: Por favor, coloque-me uma dose de uísque dupla, sem gelo, sem nada. Gilcéia pergunta: você vai beber... Lembrei do velho Lunga: não, vou lavar o rosto... Sentado á mesa virei o uísque… o danado desceu queimando.

No início destas notas, quem a ler, vai perceber que eu afirmei, pedindo a Deus: “ Ajuda-me senhor, salva a minha filha...”. Ela precisa de forças e Eu estou fraco. Mostra-me um caminho… Ainda à mesa, já mais calmo (O uísque é de um efeito impressionante nesses momentos… CALMANTE MESMO). Com a segunda dose já posta, com gelo dessa vez, abro a minha agenda e me deparo com o cartão de visita do meu amigo e cabelereiro José Aluízio, o Ivo Cabelereiro. Foi Deus quem mandou, com certeza. Tanto assim, que exclamei repetidas vezes, em voz alta: Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus! (…)

Gilcéia, olha para mim, sem nada entender, e diz: o que foi, você está mais corado, graças a Deus. Ligue para Ivo e peça a ele para vir aqui agora, trazendo a máquina zero… Pouco minutos chega Ivo, com a sua máquina zero. Diga doutor?… O que houve? Passe a máquina, tire tudo, não quero um fio de cabelo na minha cabeça… E assim foi. Tão logo terminou, levanto-me da cadeira, aí senta-se Gilcéia. Ivo, vamos cortar o meu também… Dona Gilcéia, Eu não trouxe as tesouras, etc. Não dá para fazer o seu cabelo agora. Como é comum às mulheres, elas só pedem uma vez, na segunda oportunidade, as danadas mandam, ordenam… Dona Gilcéia, o seu cabelo… Passe a máquina Ivo... E Ivo passou a máquina, deixando-a, igualmente, careca. Foi um grande alívio que senti, algo que vem de Deus quando com ele nos encontramos, quando nele cremos… Mas, o gesto maior, no caso, não foi meu, enquanto Pai, foi da Gilcéia, minha companheira e boadrasta, como as meninas a chamam …
Animado por ter encontrado uma maneira de chegar perto de Micheline com uma resposta para aquele instante que ela estava vivendo, tomei mais uma de uísque e descemos, Gilcéia e eu…

OS MÓRMONS…

Havíamos deixado a casa de Micheline e Flávio, algumas horas antes… A diferença de tempo, apenas os cortes dos cabelos e as doses de uísque… O carro para em frente à casa deles… Descemos e batemos na porta… Ouvimos Micheline dizer, ainda, com a voz embargada: “Flávio vê quem é? Ele olha pelo olho mágico e diz: Acho que é aquele pessoal dos MÓRMONS… É um casal de carecas… Abre, veja o que é? Quando Flávio abre, ele não nos reconheceu, mas Micheline foi logo dizendo: “Meu Deus, ficaram doidos... “Gil, teu cabelo...”. Nos abraçamos e aí eu chorei, pela primeira vez eu chorei na sua frente… Vimos, Gilcéia e eu a mudança no semblante de Micheline… Surgiu uma força dentro dela… Disse-lhe: O seu cabelo vai cair, mas vai crescer de novo, porque você vai se curar… Deus é Grande, não vai nos faltar...

Ela não esperou cair, resolveu passa a máquina. E aí está ela, vencendo e vencendo, melhor dizendo, segundo os seus médicos, venceu o câncer. Venceu o câncer de mama sem fechar o seu escritório de advocacia, participando das audiências, trabalhando os processos, redigindo as suas petições, atendendo aos seus clientes, cuidando da casa, do marido Flávio, da filha Valentina… E o mais bonito de tudo: fazendo palestras, dando entrevistas, lutando contra o câncer de mama. Passando lições às mulheres, com cuidado, com carinho, com amor, com valentia, afirmando sempre da necessidade de que cada uma se TOQUE. Se TOQUE e procure o médico… Que lindo minha filha…. Parabéns! Nós te amamos!

* Autor: Jurandir Carmelo –  Jurandir é pesqueirense, advogado, colaborador assíduo do blog OABELHUDO, cronista, e defensor intransigente coisas e causas da sua Pesqueira. É acima de tudo – bom pai…

Homenagem: 09/11 – 25 Anos da Queda do Muro de Berlim *

 

Gorbachev visita Berlim para

a festa dos 25 anos da queda do Muro

AP

(Gorbachev alertou para escalada da tensão entre Ocidente e Rússia e criticou os EUA)

 

 

Mikhail Gorbachev foi o último dirigente da União Soviética. Capital alemã terá festa popular neste domingo (9).

Em meio às celebrações dos 25 anos da queda do muro de Berlim, o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev fez um alerta: o mundo está à beira de uma nova Guerra Fria.

 

Mikhail Gorbachev, o último dirigente da União Soviética, visitou Berlim nesta sexta-feira (7), antevéspera da festa dos 25 anos da queda do Muro que dividiu a cidade durante a Guerra Fria. A capital da Alemanha recebe uma instalação com 8 mil balões luminosos para celebrar a data até domingo (9), quando também será realizada uma grande festa popular.

Gorbachev esteve no Checkpoint Charlie, antigo local de passagem da fronteira entre BerlimOcidental e Oriental, onde deixou a marca de suas mãos em uma placa de cimento. Ele também deve participar de um debate que discutirá o recente aumento de tensão entre o Ocidente e a Rússia.

O Muro de Berlim, que separou a ilha de Berlim Ocidental do Leste comunista, foi o símbolo mais contundente da Guerra Fria. Pelo menos 136 pessoas foram mortas ou morreram no Muro, a maioria tentando fugir. Ele foi derrubado em 1989.

A construção de mais de 150 km de comprimento foi erguida em 1961 pela República Democrática Alemã (RDA, Oriental), comunista.

Sob a pressão pacífica de centenas de milhares de manifestantes, o muro foi derrubado 28 anos depois, em 9 de novembro de 1989. Menos de um ano depois, em 3 de outubro de 1990, a reunificação da Alemanha foi oficializada.

Muito respeitado no Ocidente, Gorbachev, de 83 anos, é criticado pelos russos, que o consideram responsável pela desintegração da URSS e o caos econômico e social após o fim da União Soviética.

O pai da “Perestroika”, política de reforma lançada em 1985, renunciou em 25 de dezembro de 1991, abrindo caminho para o fim da URSS, após um acordo assinado sem ele por Ucrânia, Belarus e Rússia.

Segundo matéria publicada pela revista “Der Spiegel”, o ex-presidente soviético e o ministro das Relações Exteriores na época, Eduard Shevardnadze, teriam pedido ao líder da Alemanha Oriental, Erich Honecker, que derrubasse o muro de Berlim em 1987, dois anos antes da queda.

Gorbachev deixa as marcas de suas mãos em placa de cimento no Checkpoint Charlie, em Berlim, nesta sexta-feira (7) (Foto: AFP PHOTO / ODD ANDERSEN)

AP

(Mikhail Gorbachev foi o líder soviético responsável pela reaproximação com o Ocidente)

Segundo o correspondente da BBC em Berlim, Damien McGuinness, Gorbachev buscou reduzir esta tensão com o pedido de diálogo, para que a situação não piore ainda mais.

“Seus comentários podem ser vistos como um esforço louvável, mas algumas de suas opiniões são motivo de controvérsia no Ocidente”, afirma McGuinness.

“Ele diz que a Europa e os Estados Unidos são parcialmente culpados pelo conflito na Ucrânia, ao citar a expansão da Otan no leste da Europa. E ele acusou líderes ocidentais de se aproveitarem do estado de fraqueza da Rússia após o fim da União Soviética.”

Gorbachev é o líder responsável pela reaproximação da União Soviética e do Ocidente no fim dos anos 1980 e por criar uma atmosfera mais liberal, o que levou ao colapso dos regimes comunitas na Europa em 1989.

Leias a Íntegra:

Gorbachev participa de celebração dos 25 anos da queda do Muro …

Gorbachev visita Berlim para a festa dos 25 anos da queda do Mu…

Pesqueira: Colégio Santa Doroteia é homenageado pelos 95 anos *

Colégio Santa Doroteia 

Muitas Vidas e Uma Só História

Sessão Solene
Casa Anísio Galvão

Colégio Santa Dorotéia – 95 anos –

 

(Momento em que a professora Marcirajara pronunciava seu discurso agradecendo a homenagem da Câmara de Vereadores de Pesqueira, pelos 95 anos do Colégio Santa Doroteia)

 

                Este cenário não se improvisou. A Casa Anísio Galvão, hoje, mais do que nunca assume o seu propósito: constituir verdadeira moradia de sonhos.Sonhos estes, que são como o vento, você o sente, mas não sabe de onde ele vem e nem para onde vai, tamanha a sua finalidade. Ele inspira o poeta,abre a inteligência do cientista, dá ousadia ao líder.

                Os sonhos inspiram-nos a criar, animam a superar, encorajam-nos a conquistar. Moisés, Sócrates, Lincoln, Gandhi, Zilda Arns, Ir.Dorothy, Paula Frassinetti e muitos outros e outras foram grandes sonhadores.

                Estes homens e mulheres mudaram a história porque tiveram grandes projetos, grandes sonhos. Seus sonhos aliviaram dores,trouxeram conhecimentos e esperanças,renovaram forças,promoveram desenvolvimento.

                Um dia, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe; Que tamanho tem o universo  ? Acariciando-lhe a cabeça,ele olhou para o infinito e respondeu: ”O universo tem o tamanho do seu mundo.”Perturbada,ela perguntou e novamente indagou:”Que tamanho tem o meu mundo?” O pensador respondeu: ”Tem o tamanho dos seus sonhos.”

                Assim pensamos Pesqueira, pensamos nesta Casa de Sonhos que abriga tantos líderes que acreditam nos sonhos de uma cidade cada vez mais próspera e feliz

            É assim que pensamos os nossos Colégios Santa Doroteia,Cristo Rei,Comercial-hoje,Cacilda Almeida, Instituto Federal e tantas outras escolas que acreditam que a educação é a chave mestra do desenvolvimento, a alma do dinamismo social,centro civilizatória,fonte de evangelização.

            Voltemos a Casa dos Sonhos, a casa\dos nobres legisladores.Lembremos-nos de Beethoven que mesmo surdo,aprendeu a ouvir com o coração.Martin Luther King, o grande sonhador dos direitos civis. Quão famoso foi o seu inflamado discurso,intitulado ”Eu tenho um sonho.”

           Finalmente,reportemo-nos ao maior vendedor dos sonhos da história,expressão usada pelo famoso escritor, Augusto Cury: Jesus Cristo que estendeu seus sonhos , no forte convite que hoje se estende aos nobres vereadores, lideranças,educadores aqui presentes: “Vinde após mim que eu vos farei pescadores de homens.” O Mestre da vida foi fiel as suas palavras,viveu o seu discurso. É nessa Escola que devemos aprender o fundamento da convivência humana,da arte de relacionar-se e construir uma sociedade mais digna e feliz.

          Felizes e esperançosas em continuar fiel a missão do exercício do magistério,comemorando os nossos 95 anos de história,congratulamo-nos com os colegas educadores das outras Instituições e expressamos o nosso reconhecimento e gratidão aos diletos vereadores por esta atenção  especial, querendo firmar nesta data um compromisso coletivo:de mãos dadas e corações abertos a novos sonhos que se  tornarão projetos  e realizações,continuemos firmes  trabalhando pela conquista da felicidade de nossas crianças e jovens.Como dizia Paulo Freire: Para que serve a utopia? Para caminhar…

Encerrando  com as palavras de Luther King em seu discurso citado:”Graças a Deus todo poderoso.”

(O Vereador Wagner Cordeiro entregando o diploma a diretora Marcirajara em nome da Câmara de Vereadores de Pesqueira)

* Discurso proferido pela professora Marcirajara Freitas Ramos, diretora do Colégio Santa Doroteia na Sessão Solene da Câmara de Vereadores de Pesqueira – Casa Anísio Galvão, no último dia 30 de outubro , pelos 95 do Colégio e quando se iniciava o jubileu de prata da Festa do ex-aluno de Pesqueira.

Crônica/Homenagem: O Reencontro – O 25º – Por Walter Jorge de Freitas *

O REENCONTRO 

 

 

 

Aproxima-se mais uma FESTA DO EX-ALUNO. Para quem gosta de emoções, não há melhor oportunidade para vivenciá-las com tanta intensidade como esses momentos de saudosismo puro que o reencontro nos proporciona.

Iniciado há 25 anos, com a finalidade de trazer de volta ao convívio, apenas ex-alunos do Ginásio Cristo Rei, o evento foi tomando corpo e despertando o interesse de ex-alunos de outros educandários e o resultado está aí: adesão maciça e espontânea dos pesqueirenses e pesqueiristas hoje espalhados pelos mais longínquos recantos do país.

Se nós que jamais saímos daqui, sentimos satisfação em rever os amigos de ontem, os que voltam, certamente, experimentam outro tipo de emoção: pisar o solo da terra que lhe serviu de berço ou acolheu, rever amigos, parentes, constatar as mudanças impostas pelo tempo e pela ação dos que tiveram a missão de governá-la com erros e acertos, mas todos imbuídos do desejo de torná-la melhor.

Não importa o fato de não sermos mais os mesmos no tocante ao aspecto físico. As cabeleiras já não são tão vastas como antes; os rostos estão marcados pela ação impiedosa do tempo e as pernas já não caminham no ritmo e firmeza dos tempos de juventude. Estamos todos bem diferentes daqueles moços e moças de andar faceiro, charmoso, atraente e provocador de suspiros.

Os corações – antes maltratados pelas cargas emotivas a que foram expostos –, por certo não têm tanta impetuosidade para novas empreitadas. Agem com mais cautela.

Amores incompreendidos, deslizes cometidos na juventude, repercutem hoje no jeito de ser, de falar e até nos ensinaram a encarar aventuras ou amizades com mais prudência, compreensão e de forma mais seletiva. Dizem que estamos mais experientes. Ainda bem! Adquirimos um novo tipo de beleza: A BELEZA INTERIOR, que só o tempo é capaz de nos mostrar o seu real valor.

De uma coisa, devemos nos convencer: tudo foi válido. Por isto, podemos comemorar cada momento desse período festivo que vamos vivenciar, abraçando os conhecidos, os desconhecidos, ex-colegas, ex-amigos (as), ex-namorados (as) e todas as pessoas que tivermos oportunidade, pois só assim, a festa será completa e cada um de nós se sentirá recompensado por renovar e conquistar amizades. Existe coisa melhor?

Lembremo-nos de que são poucas as cidades que têm esse privilégio de receberem os seus filhos todos os anos para uma confraternização.

Não nos esqueçamos dos ausentes. Àqueles que “partiram”, dediquemos as nossas preces. Para os que não puderem comparecer, procuremos fazer com que se sintam presentes, mandando notícias, fazendo com que a saudade adentre aos seus corações provocando alegrias, em vez de tristezas, despertando a incontida vontade de voltar, tão logo seja possível.

 

Pesqueira, outubro de 2014.

* Autor; Walter Jorge de Freitas é pesqueirense/pesqueirista, comerciante, professor, colaborador do blog OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical.

 

Movimento Cultural/Homenagem: Cartola – Por Walter Jorge de Freitas *

CARTOLA

 

Cordas de aço –

O compositor, cantor e instrumentista Angenor de Oliveira, nasceu no bairro do Catete – Rio de Janeiro, no dia 11/10/1908. Tinha oito anos de idade quando sua família se mudou para as Laranjeiras. Aos onze, passou a viver no morro da Mangueira.

Aprendeu a tocar cavaquinho com o pai e ainda menino, já animava festas de rua. Terminou o curso primário com quinze anos, depois de passar por várias escolas. Com a morte de sua mãe, deixou a escola e a família e iniciou a sua vida de boêmio.
Trabalhou em várias tipografias e depois virou pedreiro. Por usar um chapéu para evitar que o cimento sujasse a sua cabeça, ganhou o apelido de Cartola.

Fundou em 1925 com Carlos Cachaça (seu mais constante parceiro) e alguns amigos, o Bloco dos Arengueiros. A fusão desse bloco com outros em atividade no morro, resultou na fundação em 28 de abril de 1928, da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba que seria a segunda do Rio de Janeiro, cujo nome e cores foram sugeridos por ele. O samba Chega de Demanda, que compôs messe mesmo ano, foi escolhido para o primeiro desfile da escola.

Em 1931 vendeu os direitos de gravação do samba Que Infeliz Sorte a Mário Reis, que nem chegou a gravá-lo, cabendo a Francisco Alves a sua gravação. O mesmo Francisco Alves comprou mais alguns sambas seus.

Em 1941, fundou com Paulo Portela e Heitor dos Prazeres o Conjunto Carioca que durante um mês, fez apresentações em São Paulo. Nessa mesma época sumiu, só sendo redescoberto em 1956, quando o cronista Sérgio Porto o encontrou lavando carros em uma garagem de Ipanema, onde à noite, trabalhava como vigia de edifícios.

O cronista levou-o a cantar na Rádio Mayrink Veiga. Conseguiu também um emprego no jornal Diário Carioca.
A partir de 1961, passou a viver com Eusébia Silva do Nascimento – Zica – com quem casou mais tarde. Sua casa tornou-se um ponto de encontro de sambistas. Em 1964, ele e Zica resolveram abrir o restaurante Zicartola, que além de oferecer boas comidas, tinha a presença constante dos maiores representantes do samba de morro.

Apesar da boa qualidade de suas músicas, só em 1974, perto de completar 66 anos, conseguiu gravar o seu primeiro LP – Cartola – na etiqueta Marcos Pereira, disco que lhe rendeu vários prêmios. Em 1976, veio o seu segundo LP, também chamado Cartola, no qual incluiu As Rosas Não Falam uma de suas mais famosas criações. Em 1977, a Rede Globo dedicou-lhe um programa com o nome Brasil Especial. Em 1978, fez o seu primeiro show individual.

Em 1979, lançou seu quarto LP- Cartola 70 anos -, época em que descobriu que estava com câncer, doença que lhe tiraria a vida em 30 de novembro de 1980.

Seus maiores sucessos foram As Rosas não Falam, Tive Sim, Alvorada, O Mundo é um Moinho, Peito Vazio, Divina Dama e Acontece.
Elton Medeiros, um de seus parceiros, em depoimento ao programa Sarau, disse que certo dia, um crítico duvidou que fosse deles, um samba que cantaram em um bar. Lá mesmo, a título de desafio, eles compuseram em 40 minutos, o samba O Sol Nascerá, que não só serviu para provar a capacidade deles como autores e parceiros, como também alcançou enorme sucesso.

 

Pesqueira, 11 de outubro de 2010.

* Autor: Walter Jorge de Freitas

Artigo/Homenagem: João Eudes – O Resgate Político de Pesqueira – Por Sebastião Gomes Fernandes *

PESQUEIRA TEM SEU

DEPUTADO ESTADUAL

APÓS 44 ANOS!

 

JOÃO EUDES – 27.660 votos.

O nosso deputado estadual

 

 

 

Parabéns João Eudes. Parabéns, Pesqueira e cidades que contribuíram para eleição do nosso deputado! Parabéns povo pernambucano pelo grande desempenho e pelo nível de consciência política que demonstrou nesta eleição. A história vai registrar para sempre este grande feito. Dar condições para que Pernambuco continuar crescendo, Pesqueira se engaja nesse processo e o Brasil sai das mãos daqueles que só pensam no venha a nós e vosso reino nada!…

Século XXI, Pesqueira elege seu representante na câmara legislativa. Nosso deputado que com certeza estará a defender, buscar e liderar em busco da satisfação de nossas necessidades… Depois de 44 anos. João Eudes ainda passa a ser representante e defensor dos interesses dos municípios que o apoiaram. Pesqueira nesta eleição fez – cabelo, barba e bigode -, o pesqueirense deu um grande exemplo e cidadania, de vontade própria, e determinação ao rejeitar sem parcimônia àqueles “Cururus de trovoada”, que vêm abocanhar, a cada quatro anos votos e depois, olvidam os compromissos politiqueiros que armam com um único fim. Serem eleitos.

Deputado João Eudes nós o conhecemos, sabemos do seu potencial, da sua obstinação por tudo que faz. Portanto, estamos confiantes, tranquilos, por que temos ciência de que você irá fazer uso do seu mandato em defesa da hora, da dignidade e da defesa dos interesses do povo de Pesqueira e região.

João Eudes, você nasceu predestinado a ser líder, administrador e como tal, faça por onde seus correligionários sintam-se orgulhosos e satisfeitos por terem tido a graça e a determinação de colocar no lugar certo o homem certo. Mostre a que veio, faça por onde todos nós sintamos orgulho de termos feito a escolha certa! Temos consciência de que sua tarefa não é nada fácil, mas com sua habilidade, com sua disposição para o trabalho – coisa que faz parte da sua índole -, conseguirás realizar o que de melhor seja para atender as necessidades e aspirações dos seus liderados e dos Municípios que estiveram ao seu lado neste pleito.

Desejo a você, a sua família e a seus correligionários que alegremente brindaram e bridarão sua vitória e que certamente ainda o farão por muito tempo. Muitas felicidades e muita paz.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, colaborador do blog OABELHUDO, Poeta e Cronista. Membro efetivo e Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Crônica/Homenagem; Jorge Baptista da Silva – A morte de um visionário *

 

 

 

JORGE BAPTISTA DA SILVA

Seu Jorge do BANORTE – O banqueiro visionário

 

 

Foto: Jornal do Commercio

 

 

A primeira vez que vi Seu Jorge Baptista da Silva, que faleceu nesta terça-feira 30 de setembro, foi no elevador do Edifício Antônio Barbosa, quando fui ali “fazer um bico” de redator para a assessoria de imprensa do Banorte, dirigida por Isaltino Bezerra. Por um acaso subi no elevador logo com o presidente do banco. Naquele tempo era comum o banco contratar redatores freelances para trabalhos específicos e fora indicado por Ivanildo Sampaio, hoje meu diretor de Redação no JC.

 A morte de um visionário

O curioso é que seu Jorge chegava e saia da sede do Banorte, na Avenida Dantas Barreto, sem seguranças, dando “bom dia” e “boa tarde”, normalmente acompanhado de um diretor da instituição. Vim a saber depois que o seu acompanhante era Nelson da Matta, que mais tarde seria presidente do BNH, depois de ter sido presidente da Abecip.

Nessa época o Recife rodava seus bancos na Rua da Palma, da Concórdia, Marques do Recife e até na Nossa Senhora do Livramento. E era fácil falar com o pessoal da diretoria e checar informação de mercado financeiro na fonte. Sim, de vez em quando a gente “filava uma boia” no Restaurante Leite paga por um diretor do Banorte.

Escrevi, sob o comando de Isaltino Bezerra, a história dos 40 anos do Banorte e a história dos 50, dez anos depois, e acompanhei o drama da intervenção e da complicada negociação como Banco Bandeirantes que, a bem da verdade, era quem deveria ter sido incorporado pelo Banorte.

A diferença de tecnologia embarcada na década de 80 no Banorte e o nível intelectual de seus diretores era tão grande que certo dia perguntei a um diretor do banco porque estava acontecendo aquilo. Não fazia sentido. O Bandeirantes era um amontoado de computadores em São Paulo, tinha um time de gestores que estavam aquém do tipo de negócio que o Banorte praticava no Nordeste. Deu no que deu e o Bandeirante também foi para o espaço.

Mas a história do Banorte e seu pessoal top de RH ficou e está espalhada pelo Brasil até hoje. O que a gente encontra de diretor, presidente e empresário que foi “cria” do Banorte é impressionante. O modelo de negócio e o nível de gestão do Banorte e o do Bompreço, na época de seu João Carlos Paes Mendonça, ainda hoje é referência do setor de gestão de pessoal. Daí o choque com a intervenção.

E o que unia todo esse pessoal? A figura de Seu Jorge. Ele foi, certamente, o primeiro empresário de grande porte que usou a figura do Conselho de Administração para definir políticas e estratégia de negócios bancários. Ele costumava dizer em tom de brincadeira que não era banqueiro era engenheiro. Aliás, engenheiro têxtil formado na Inglaterra. E que tinha virado dono de banco devido às circunstâncias, daí apostar sempre na competência dos seus executivos. Ele estimulava seus gestores e a dirigentes de suas empresas a dirigirem entidades e associações.

Mas sempre era apresentado como “o presidente do Conselho de Administração”, ou seja, o acionista que definia estratégia. O operacional era com a equipe que ele confiava e dava poder de mando. Hoje isso é moderno, mas Seu Jorge praticou isso aqui na década de 80. O que explica a vanguarda que o Banorte sempre teve.

O que explica também sua presença, por três mandatos, no Conselho Monetário Nacional, que na época era presidido por ninguém menos que Mário Henrique Simonsen.

Tem mais: na condição de uma dos Delaer’s, os 12 bancos que definiam as taxas de mercado, ele acabou interlocutor privilegiado com o pessoal do Banco Central. Dezenas de dirigentes do BC vieram ao Recife fazer apresentações sobre o cenário macroeconômico para diretores do banco sem que nós da Imprensa soubéssemos que os caras estavam aqui.

Outra coisa que Seu Jorge gostava era que sua propaganda fosse a mais moderna possível. Claro que Mario Leão Ramos, o mago que criou a Abaeté e inventou uma série de ações, ajudava. Mas o que dizer do Banorte. Um amigo na praça? Certa vez, a agência criou um desses anúncios que ficam como o que marcou inauguração da agência do banco no Mercado de São José. Numa página inteira de jornal, uma foto da agência ao lado do cinema Glória dizia apenas: Na praça do mercado, surge um novo amigo: BANORTE.

Se a gente for falar da contribuição do Banorte a publicidade dá um terabytes. E vai ver gente como Luiz Gonzaga, Quinteto Violado, Banda de Pau Corda. Assim como da contribuição do banco para as artes plásticas. De Francisco Brennand a José Claudio passando por Abelardo da Hora e Cavani Rosas.

Seu Jorge também percebeu que na concentração de bancos que o governo estava fazendo com o Proer haveria pouco espaço para os chamados banco regionais. Disse isso a seus diretores quando o banco fez 50 anos, em 1992, depois de uma festa de gala no Teatro Guararapes.

Mas aí veio a intervenção e depois a liquidação e, anos depois, a liberação de todos os ativos da instituição que estavam indisponíveis por força da intervenção e sem problemas com a Justiça. O tempo passou, a marca Banorte saiu do mercado, mas a mística do banqueiro visionário ficou. E a bem da verdade ficou a imagem do banco nordestino que financiava a produção e o negócio. Que chegava junto com dinheiro. Talvez porque a ordem do dono fosse fazer jus ao slogan que adotara como marketing: Um amigo na praça.

* Fonte/Autor: Fernando Castilho/Jornalista colunista do JC