Category Archives: Homenagem

BRASIL: ARTISTA NASCIDO EM PERNAMBUCO DÁ QUADRO DE PRESENTE A PRESIDENTE DILMA.

Artista pernambucano Romero Britto dá pintura de presente à presidente Dilma.

A Presidente Dilma e o quadro multicolorido do artista pernambucano Romero Britto.

Com cores fortes, marca do artista, quadro retrata o rosto da presidente; em janeiro, Britto publicou a imagem na revista do ‘The New York Times’

O artista plástico pernambucano Romero Britto presenteou nesta segunda-feira (14) a presidente Dilma Rousseff com um quadro feito por ele. A pintura, que utilizou a técnica acrílico sobre tela, retrata o rosto de Dilma com cores fortes, marca do artista. No quadro, a presidente aparece com um coração verde na bochecha direita e um meio círculo roxo, na esquerda.

Eu ofereci o meu trabalho para ela e para o povo brasileiro, que é esse colorido, essa alegria, que retrata o momento que o Brasil está vivendo”, disse.

Eleitor de Dilma, Britto disse estar feliz pelo país ter uma mulher presidente. Ele afirmou esperar uma atenção especial às artes no novo governo. “A presidente me recebendo aqui mostra o grande interesse dela pelas artes”, disse.

A obra de 1 metro por 1,5 metro começou a ser feita em março de 2010, depois que o artista conheceu Dilma na inauguração do Hospital da Mulher, no Rio de Janeiro. Em janeiro, Britto publicou a pintura como um anúncio de página inteira em uma edição do “The New York Times Magazine”, revista semanal do jornal norte-americano “The New York Times”.

Britto disse que Dilma ainda não decidiu onde vai pendurar o quadro. “Com certeza será num lugar muito especial”, afirmou ele. “Fiquei muito emocionado e muito feliz em saber que ela gosta da minha arte”, disse.

O encontro de Britto com a presidente foi acompanhado pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda. “Ela [Dilma] ficou apaixonada. O retrato dele é muito alegre, muito lindo. A cara do Brasil”, afirmou a ministra.

Artista de renome internacional, Romero Britto nasceu em Arcoverde – Pernambuco, mas mora nos Estados Unidos há 25 anos. Ele tem uma galeria em Miami e outra em São Paulo e já expôs suas obras no Museu do Louvre, em Paris.

Da Redação do G1

FESTIVAL DE CULTURA DA PARAIBA HOMENAGEIA O GRANDE ILMAR CAVALCANTE.

Encontro histórico: Zabé da Loca e as Ceguinhas de Campina Grande
II Festival de Cultura Popular Zabé da Loca: Homenagem a Ilmar Cavalcante, que acontecerá em Monteiro, entre os dias 23 a 27 de fevereiro.

Zabé da loca. Uma legenda da cultura paraibana.


A “Rainha do Pífano” Zabé da Loca e as três irmãs Maroca, Poroca e Indaiá, as Ceguinhas de Campina farão um encontro histórico durante o II Festival de Cultura Popular Zabé da Loca – Homenagem Ilmar Cavalcante, que acontecerá em Monteiro, entre os dias 23 a 27 de fevereiro.
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O momento será um marco para o Cariri Paraibano, pela presença de duas grandes atrações da cultura popular, que se apresentarão no mesmo palco, na noite do dia 26. A história de vida tanto de Zabé, como das irmãs campinenses se confundem pelo sofrimento e o sucesso.
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Zabé morou por mais de trinta anos debaixo de uma loca na zona rural de Monteiro, onde criou seus filhos, desde os sete anos de idade tocava a arte do pífano, que era fabricado por ela mesmo, que se utiliza de caniço retirado do mato. Hoje aos 87 anos, Isabel Marques mora em uma casa doada pelo INCRA e já recebeu importantes prêmios como Revelação da Música Popular Brasileira e Ordem do Mérito Cultural.

(As Ceguinhas de Campina Grande. A arte vencendo os desafios…)

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Maroca, Poroca e Indaiá ficaram famosas nacionalmente com o documentário “A Pessoa é Para o Que Nasce”. O filme retrata a história de vida das irmãs que desde cedo cantavam e tocavam ganzá pelas ruas de Campina Grande pedindo esmolas para sobreviver. Elas também já foram premiadas com importantes comendas, com a medalha de Ordem do Mérito Cultural, em Brasília.
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A presença da Rainha do Pífano e das Ceguinhas no II Festival de Cultura Popular em Monteiro tocando e cantando juntos será um marco cultural.
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Segundo informações do Secretário de Cultura, Edcarlos Farias, o Festival é um importante evento turístico-cultural do Nordeste, já consolidado na programação da região caririzeira.

“O encontro de Zabé e as Ceguinhas com certeza será um importante momento cultural. Dois grandes nomes da cultura popular nacional no mesmo palco tocando e cantando juntas. O Festival terá mostra de teatro, festival de cinema, festival de violeiros e o encontro dos amigos de Ilmar Cavalcante o maior evento da cultura popular do Cariri Paraibano”, afirmou Edcarlos.
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O II Festival de Cultura Popular Zabé da Loca – Homenagem a Ilmar Cavalcante é uma realização da Prefeitura de Monteiro, patrocínio do Banco do Nordeste, Governo Federal e Governo do Estado, apoio do Sebrae, UEPB – campus Monteiro e projetos Vínculus e Dom Hélder.

Ilmar, o homenageado e Renato Didier, nosso colaborador.

Fonte: Nordeste.com

OABELHUDO – O RETORNO E AS DESCULPAS…

Depois de mais de uma semana de muitos contratempos, eis que estamos aqui retornando à lida diária para informar, discutir e despertar nossa curiosidade sobre tudo que nos interessa. Falta-me a confiança necessária para  dizer-lhes que “isso não pode e não vai acontecer de novo“. Claro que não posso ser afirmativo a esse ponto. Estou deveras puto da vida com essa situação criada não sei por quem e muito menos por que.

Essa tal (des) confiança é proveniente, principalmente, da minha leiguice e a cretinice dos que hospedam essa página. Mormente, a falta de o mínimo de consideração em pelo menos dizer: “onde foi ou mesmo qual a falta que cometemos”. Nada! Simplesmente Nada” Os “caras” por sacanagem ou viadagem deletaram a porra do blog e não deram bulhufas de satisfação.

Porra Nenhuma!

Estou escrevendo esse EDITORIAL,  não sei e muito menos temo o que possa acontecer.

Agradeço de todo coração aos amigos colaboradores e leitores em geral que de alguma forma se manifestaram pela falta do blog. Puta que pariu! Foram muitos. Alguns foram até veementes e exigiram que eu tomasse enérgicas providências, como se isso me fosse possível.

Só sei que estamos aqui de volta. Eu e vocês. Vocês e eu. Se vier qualquer reclamação, por mínima que seja, mando-os para um lugar inóspito e vou procurar aonde me arranchar. Ah se vou! Disso, tenham a mais absoluta certeza.

O obrigado é do tamanho da minha satisfação.


Dom Pablito/Paulinho Muniz

ARTIGO: DEPUTADO JOSÉ MENDONÇA BEZERRA. 44 ANOS DE MANDANTOS ELETIVOS.

Deputado Mendonção. "A Baraúna do Agreste"

Deputado José Mendonça Bezerra. 44 anos de mandatos eletivos.

Em 1966, assumiu o seu primeiro dos 11 mandatos consecutivos de deputado. Os 03 primeiros de deputado estadual e os 08 seguintes e ininterruptos, de deputado federal. Próxima segunda-feira, 31 de janeiro de 2011, cessa essa passagem da sua vida parlamentar, mas certamente, não cessará o seu interesse pela vida política.
Aos 75 anos de idade, 44 deles dedicados à atividade parlamentar divididos entre a Assembleia Legislativa de Pernambuco e o Congresso Nacional, como deputado federal. Fiel aos amigos e correligionários, coleciona também inúmeros desafetos que não o admiram, mas o respeitam e reconhecem o apreço que sempre dedica aos seus liderados, principalmente, à base eleitoral fincada no agreste de Pernambuco e, em particular, a sua cidade de nascimento, Belo Jardim que tem por ele um carinho todo especial.

E foi exatamente da sua Belo Jardim que a sua liderança se irradiou. Inicialmente para as cidades vizinhas. Sanharó, São Bento do Una, Tacaimbó, Cachoeirinha, São Caetano, Pesqueira, Poção, para depois chegar a outros rincões. Sempre atento ao dia a dia e sendo um político de fácil acesso tem por hábito ser preciso e imediatista na procura de solucionar demandas das suas bases. Sabe usar o telefone como poucos, com uma vantagem adicional: tem uma memória privilegiada para números de telefone. Costuma ligar imediatamente, de preferência na frente do solicitante, colocando-o muitas vezes, em contato direto com àquele, responsável pela condução da demanda ora solicitada. Isso é uma característica imbatível no trato com os problemas dos que confiam na sua liderança. Outra coisa importante; dedica-se à campanha dos correligionários com o mesmo afinco e arrojo como se fora a sua própria campanha.
Controverso, polêmico, sempre foi um político de embates. Tem por hábito dizer que adquiriu experiência política da escola do ex-governador e senador Paulo Guerra, a quem atribui ser seu líder maior e de quem aprendeu que – “O político tem que ter lado”. Foi o ex-governador quem o influenciou em 1966, e o ajudou para que obtivesse o seu primeiro mandato da sua longa carreira parlamentar. É oriundo da antiga Arena que mudou de nome para PDS, depois PFL e agora DEM, onde se mantém fiel até o presente.

Em meados de dezembro, passado, fez sua despedida da Tribuna da Câmara dos Deputados. Recebeu muitos apartes de parlamentares conterrâneos e pares de outros estados e partidos diferentes. Mesmo sem ser um assíduo da Tribuna soube colher e conviver com o respeito dos colegas pela firmeza das posições assumidas de forma clara e transparente, ainda que fosse contra a maioria. Nunca alardeou ser um parlamentar brilhante e nem liderança expressiva da Câmara. Inteligentemente soube se esquivar de tudo que pudesse comprometê-lo de forma negativa, principalmente àqueles ligados a escândalos e/ou assemelhados. Arguto e matreiro, preferiu sempre às conversas ao pé do ouvido. Por isso tinha público cativo em todo o cenário político, não obstante ser polêmico, tinhoso e briguento por natureza.

Apregoa-se que tem por opção e o coroamento da sua extensa vida política ser prefeito da sua cidade de coração e de afeto. A sua BELO JARDIM. Terra que lhe viu nascer e crescer na vida e na política. Tem como codinome: “A Baraúna do Agreste”. Trata-se de uma referência elogiosa em ser comparado a uma árvore fecunda, forte e famosa em toda a sua região. Quem conhece Belo Jardim e as suas vicissitudes diz que lá, campanha política é sempre de feder a fogo e as únicas estrelas que brilham e incandescem são a “Baraúna” Mendonção e o “Pavão” Cintra Galvão. O resto são meteoros, pelo menos, por enquanto.

Enfim, a cena política pernambucana ficará órfã, depois desses 44 anos, dessa figura emblemática de quem se diz: “dá um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair dela”. Um abnegado com muitos serviços prestados ao povo pernambucano. Zeloso e respeitado pai de família, não se descuidou da sua sucessão. Sai do cenário nacional e deixa como marca indelével não apenas 1 sucessor, mas, 2. O seu filho Mendonça Filho e o seu genro Augusto Coutinho. Ambos forjados na mesma escola que fez de Mendonção não apenas um político longevo. Mas, uma águia na arte de sobreviver bem, manter os adversários ocupados e fincar raízes tão fecundas quanto à baraúna que lhe deu esse expressivo codinome.

Dom Pablito
Janeiro/2011

Crônica: Morreu o pé de castanhola

Atendendo a pedidos de amigos/colaboradores, vamos postar no abelhudo, algumas crônicas que foram divulgadas pelo sanharonews.

(Crônica oferecida aos amigos Helena e Leonan Tenório)

 

 

Quase tive um choque ! Ao chegar à casa de papai vi que faltava algo  que me pareceu estranho! Havia sumido, desaparecida aquela árvore que como guardiã daquele lar, estava ali fincada há décadas, muito antes da construção daquela nossa nova casa.

 

Fui então informado de que o nosso pé de castanholas havia morrido. Sucumbira ao tempo, deixando órfãos os animais que por muitas décadas se abrigaram à sua sombra, além dos veículos que ali também faziam pouso.

Aquela castanhola era co-irmã de outras dezenas que permearam as nossas ruas. Principalmente a nossa Coronel Júlio Nunes. Essa rua era repleta de pés de ficus e de castanholas, a saber: Havia pés de ficus nas casas de Antônio Avelino, no armazém de Zé Monteiro, na casa de Totô Batista, na fábrica de Aristides Guimarães, na casa de Sebastião Porfírio e na bodega de meu pai, Paulo Muniz. Representava a metade linear da rua. A outra metade era repleta de castanholas. Salvo engano, essa falecida, representava um dos últimos espécimes que ainda resistiam às intempéries do tempo.

 

A nossa cidade é muito pobre em arborização. Do tempo que me entendo como gente, reconheço as árvores que já encontrei, basicamente, castanholas e ficus. Lembro que Erivaldo Monteiro, quando prefeito, mandou arborizar com algaroba, isso na década de setenta. Mais de vinte anos depois, Geovane Leite, disseminou o plantio de sombreiros que hoje embelezam principalmente a sua rua, Dr. Benjamim Caraciolo. A rua que hoje eu moro, a Jurandir de Brito, é a recordista da cidade por metro quadrado sem ter árvore alguma. Uma pena!

 

À sombra daquele pé castanholas, papai conseguira com seu fiel amigo  João do Grupo, um banco de praça. Esse banco é remanescente daquela primeira praça erigida por volta dos anos cinqüenta. Formavam uma excelente dupla. Esse velho banco, viúvo da castanhola, certamente terá muita paciência para esperar o crescimento desse novo amigo – um sombreiro que minha irmã, Frai, o adotou.

 

 

 

Muitos hão de se lembrar do flamboyant que ficava em frente à bodega de Sebastião Simão e da casa de dona Regina, mãe de Vavá Frazão. Era um dos veteranos, cuja beleza foi incorporada a paisagem bucólica da nossa Praça capitão Augusto Rodrigues. Desafiou o tempo a florir nos finais de ano.

Até que alguém, impiedosamente, mandou ceifá-lo. Primeiro pelas picaretas e machados. Como resistia bravamente, parecia até que quanto mais o maltratavam mais ele se agarrava à terra que lhe viu nascer e florescer. Foi enfim acorrentado e puxado pela força de um trator sob os olhares complacentes dos que viram e calaram. Em seu lugar foi plantado um pé de não sei o quê. Até hoje, já se passaram alguns anos e o infeliz ocupante, não deu ar de sua graça. Bem feito!

 

Fico a imaginar quais mãos abençoadas plantaram essas árvores e outras mãos que as regaram e fizeram-nas tão resistentes. O pé de figo em frente à minha antiga casa foi nossa paixão, até ser trocado por essa castanhola, quando nos mudamos do número 132 para 158 da mesma rua que nos viu crescer.

 

As árvores, como as flores e as pessoas, também vivem de amor. Sem a pieguice do saudosismo, devemos nos sentir donos daquilo que nos pertence, ainda que seja historicamente. Vejo certa preocupação com o novo. O centro da cidade foi todo desfigurado. As fachadas das casas foram literalmente modificadas. Enfearam a Casa Paroquial com aquelas janelas horríveis de basculhantes retirando as de postigos. O Mesmo fez dona Sônia de Joel. A casa de Mariolinda foi ultrajada pela ganância de certo comerciante. A única coisa bonita que existia no prédio da prefeitura, eram dois pinheiros que o prefeito à época, numa atitude insana, mandou cortá-los. Não devemos esquecer do prédio do nosso antigo cinema. Não merece qualquer comentário. Resta o quê? A casa de dona Aliete que mudou o muro original, era todo ondulado, a casa, hoje, de Leonides que mudou a concepção das portas e janelas e vai, vai, chega-se ali na casa onde mora Aiá Ledo. Essa, acho eu, é das últimas que não sofreu nenhuma mutilação física. Sua fachada é a mesma desde quando a sua esquerda funcionava a Sede que antecedeu o nosso Clube Lítero Recreativo. Há ainda uma outra com bom aspecto arquitetônico que é a casa dos herdeiros de João Avelino.

 

A fachada da antiga coletoria estadual, hoje, sede do Conselho Tutelar é também remanescente dos anos sessenta e mantém a sua originalidade. Outra mudança negativa ocorreu no muro da Escola Nossa Senhora de Fátima. Era ondulado e combinava com o arco do portal de entrada. Faltou competência ou bom gosto para saber mantê-los.

 

Creio que a única construção no centro da cidade que ainda se mantém fiel as origens é a “casinha” do antigo motor-da-luz, ali junto ao nosso Clube. Quem sabe se pudesse ser tombada e se transformar num espaço ligado à cultura e a história do município. Há de se ressaltar o trabalho de restauro dos prédios que serviram a Refesa, hoje pertencentes ao município, e que agora têm serventia ao tímido movimento da nossa cena cultural.

 

Lembrar os pinheiros que embelezaram a nossa praça principal. Nasceram no início dos anos setenta, quando da administração do então prefeito Paulo Foerster, cuja obra de maior destaque foi a construção da nova praça. Diga-se de passagem, que essa obra foi motivo de orgulho para todos. Recordo, no período natalino, quando as luzes nos pinheiros formavam um belo conjunto, pareciam Árvores de Natal. Infelizmente, faltou zelo e atenção e as lindas araucárias, não resistiram às pragas e tiveram que ser dizimadas. Lamentável!

 

Faz bem aos nossos olhos, os pinheiros que imponentes, decoram a frente do Hospital João XXIII. Há outros, juntamente com belas palmeiras no antigo Colégio Pio XII e Escola Normal Emilia Câmara. Árvores essas remanescentes das ações prioritárias do saudoso e inesquecível Padre Heraldo Cordeiro de Barros.

 

Fico imaginando, onde foi parar o pé de romã de dona Sinhá? Ressurgiu. Foi estoicamente resgatado graças à verve do nosso conterrâneo, os grande Carlos Elder e seu irmão Romerão, em brilhante composição.

 

Quem nos dera que houvesse uma campanha para se resgatar a mata ciliar do rio ipojuca, ainda que contemplasse apenas o perímetro onde ele, feito uma cobra, passa silente pela zona urbana da nossa cidade. O rio está com a sua calha totalmente assoreada e, hoje, representa um risco muito grande em períodos chuvosos.

 

Mas, voltando a minha tristeza pela perda do pé de castanholas. Conforta-me saber que outras pessoas também o admiravam. Alguém, no afã de me conformar, falou – “ora Paulinho, isso tava muito velho”. Lembrei-me de que o mesmo eu ouvira quando da retirada do flamboyant da praça. Pensei com os meus botões, qual sorte daremos as coisas que estão ficando velhas ?

Mesmo sendo um vegetal, que tal transferir o exemplo para o ser humano? O que faremos com os nossos velhos e o que farão conosco dentro de alguns anos? Lembrei-me de um pensamento do grande poeta Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem – por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.

 

Dom Pablito

Dona Maria – Uma heroína sanharoense.

MARIA VALENÇA BATISTA

 

 

Viúva aos quarenta anos. Nove filhos e uma vida pela frente cheia de desafios. Casada com Sebastião Valença. Agropecuarista, lutador pela vida e pai de uma prole imensa, deixou o nosso convívio ainda muito cedo. Dona Maria Valença Batista, assumiu as rédeas da família e hoje, ao comemorar seus setenta anos, tem sim, muito o que comemorar! Tivemos oportunidade, o ano passado, quando do jubileu de prata do Grupo Irmãos Valença, de enaltecer a tenacidade dessa laboriosa família. De Evandro à Val, passando por Edivaldo, Edinaldo, Ezio, Evanildo, e as meninas: Salete, Sônia e Sandra. Há ainda os aderentes, tais como genros e noras. Hoje, dezenas de netos e até bisneto. É uma família que orgulha a cidade de Sanharó. Ao comemorar tal data, torna-se motivo da alegria de todos os familiares e um sem número de amigos que se irmanam para desejar a Matriarca, dona Maria, muita saúde, paz e que continue sendo a guerreira de sempre. Orgulhosa de ter entregue ao mundo uma plêiade de gente decente. A honra e dignidade, em conjunto com o espírito de luta e a determinação desse grupo é, de fato, um Patrimônio Vivo da história do nosso município.