Category Archives: Meio Ambiente/Biodiversidade

Tacaimbó: Compesa comemora, neste dia 25, o Dia do Rio Ipojuca *

 

Dia do Rio é

comemorado em evento

no município de Tacaimbó

 

 

 

(Tacaimbó: Entrada e igreja matriz)

A Compesa promove, nesta terça-feira (25), um dia diferente para a população do município de Tacaimbó, Agreste de Pernambuco. Trata-se do evento em comemoração ao Dia do Rio, voltado especialmente para crianças e adolescentes, mas também aberto ao público em geral. Ações como oficinas com materiais recicláveis, exibição de filmes socioeducativos, concurso de desenho, encenação de peça teatral, entre outras atividades, estão na programação. Quem também estará presente em Tacaimbó é o Robô Bio da Compesa, personagem que de forma interativa explica ao público infanto-juvenil sobre a importância da preservação da água e do meio ambiente. Ele ficará em um dos cinco stands que serão montados em frente à praça Francelino Araújo, a principal da cidade.

O objetivo principal do evento é chamar a atenção da população para a situação atual do Rio Ipojuca. Apesar de ser um dos principais do estado, o manancial não vive seus melhores dias, ocupando, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o posto de terceiro rio mais poluído do Brasil. Com cerca de 320 km de extensão, o Rio Ipojuca nasce no município de Arcoverde e passa por outras 24 cidades do Agreste e da Mata Sul de Pernambuco.

* Fonte: Portal PE

Problemas Climáticos Assustam ao Mundo. Pobreza pode piorar *

 

Mudança climática pode

agravar pobreza, alerta

Banco Mundial

 

O tom do relatório é particularmente alarmista em três regiões do planeta: América Latina, Oriente Médio e Europa Oriental.

(© Foto: SambaPhoto/Rui Rezende/Getty Images O tom do relatório é particularmente alarmista em três regiões do planeta: América Latina, Oriente Médio e Europa Oriental).

 

 

O aquecimento global poderá agravar “significativamente” a pobreza no mundo, ao secar os cultivos agrícolas e ameaçar a segurança alimentar de “milhões” de pessoas – advertiu o Banco Mundial, em informe divulgado neste domingo.

“Sem uma ação forte e rápida, o aquecimento (…) e suas consequências poderão agravar significativamente a pobreza em várias regiões do globo”, alerta a instituição, em um relatório.

Secas, ondas de calor, acidificação dos oceanos: o Banco Mundial visualiza um cenário, no qual a comunidade internacional não atingirá seu objetivo de limitar o aumento das temperaturas no mundo a 2ºC, em relação à era pré-industrial, frente a um aumento de 0,8ºC nos dias de hoje.

Na hipótese extrema de um aumento de 4ºC, os acontecimentos climáticos “extremos” que aparecem, no pior dos casos, “uma vez por século”, poderão se transformar na “nova norma climática”, afirma a instituição.

O tom do relatório é particularmente alarmista em três regiões do planeta: América Latina, Oriente Médio e Europa Oriental.

O rendimento dos cultivos de soja podem cair de 30% a 70% no Brasil, enquanto metade das plantações de trigo na América Central e na Tunísia pode desaparecer, antecipa o documento elaborado com o suporte do Instituto de Pesquisa sobre o Impacto Climático de Potsdam, na Alemanha.

 

Manifestantes vão às ruas de Nova York, em 22 de setembro de 2014, para pedir mudanças políticas e econômicas para conter os efeitos do aquecimento global

(Fornecido por AFP Manifestantes vão às ruas de Nova York, em 22 de setembro de 2014, para pedir mudanças políticas e econômicas para conter os efeitos do aquecimento global).

 

No caso de um aumento de 4ºC, até 80% das regiões do Oriente Médio e da América do Sul podem se ver afetadas por ondas de calor de uma amplitude “sem precedentes”, acrescenta o informe.

“As consequências para o desenvolvimento seriam graves, com uma queda dos cultivos, um retrocesso dos recursos aquáticos, um aumento no nível das águas e a vida de milhões de pessoas postas em perigo“, enumerou o Banco Mundial.

“Está claro que não podemos continuar com esse nível de emissão (de CO2) crescente e não controlado”, escreveu o presidente do Bird, Jim Yong Kim.

Os dois maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, selaram em 12 de novembro um acordo inédito para frear suas emissões de dióxido de carbono.

O Fundo Verde da ONU acaba de receber suas primeiras dotações de US$ 9,3 bilhões e poderá começar a ajudar os países pobres na luta contra o aquecimento global.

O Banco Mundial garante que é preciso ir além, sobretudo, para conseguir atingir a meta de erradicar a extrema pobreza até 2030. Esse objetivo já se anuncia como “complicado” em um mundo com um aumento de 2ºC, mas pode estar totalmente “fora de lugar”, no caso de um avanço de 4ºC do termômetro mundial, alertou o Banco.

Agricultor mostra estado da lavoura na comunidade de "La Tuna", afetada por uma seca severa, em Madriz, a 200 km de Manágua, em 17 de novembro de 2014

(Fornecido por AFP Agricultor mostra estado da lavoura na comunidade de “La Tuna”, afetada por uma seca severa, em Madriz, a 200 km de Manágua, em 17 de novembro de 2014)>

Existem provas crescentes de que, mesmo com medidas de controle muito ambiciosas, a atmosfera já está imersa em um aquecimento próximo a 1,5ºC de hoje até a metade do século”, insistiu o relatório, destacando que certos desequilíbrios climáticos já são “inevitáveis”.

Na tentativa de reverter essa tendência, o banco, criticado por ter financiado projetos baseados nas energias fósseis, defende há vários meses um sistema que estabeleça um preço para a poluição – como uma taxa sobre o carbono, por exemplo.

Uma ação urgente é necessária sobre a mudança climática, mas isso não deve ser feito em detrimento do crescimento econômico”, disse Kim.

 

* Fonte: AFP/MSN

Movimento Cultural/Crônica em forma de Poesia: Água que chega… – Por Francisco Aquino *

 

 

 

ÁGUA PURIFICANTE

 

 

 

 

Água fonte viva da vida

que purifica o corpo e a alma

não falte jamais

porque faltará

o sopro Divinal

que é a vida.

 

Água que purifica tudo

lavando o corpo e a alma perdida.

Não falte nunca porque sem ti

não pode ter vivência.

 

Água purificante líquido

que faz o ser viver

não fiques escassa

pois tens missão árdua a fazer

em prol da humanidade.

 

Água escorra pelos vales, campos,

ruas e cidades buscando nutrir os rios.

Germinando as plantas e os plantios

para com sua beleza fecundar o chão

devolvendo ao mundo, sua beleza.

 

Água lave com teu passar rumo ao mar

as mazelas da terra em construção

arrastando tudo

para renovação

quando tocar ao chão.

 

Mananciais pedem socorro

paisagem imploram para chegares

e os corações aflitos pedem pra nunca faltares.

 

Por isso vem em nosso socorro

Água fonte de vida

para o ser arrependido

agradecer e beber

na tua fonte eterna.

 

Oh! Divinal e milagroso liquido

que tão transparente és

seja bem vinda nesse mundo maltratado

que destrói os valores, mas que deseja ver

a vida pulsando para festejar.

 

Vens purificar o solo

que os seres andantes e errantes cuidaram tão mal

que podes faltar e nos desesperar.

 

Água da Divina Graça

vem nos socorrer

e cumprir teu ciclo

desenvolvendo plantações

linda de se ver.

 

Por isso vens reinar

para todos os agricultores saudar-te.

pelo lucro da vida para jamais fome passar.

 

Vens logo contribuir para renovação

da natureza elemento de extrema riqueza.

 

Vens colocar o Mundo nos trilhos da esperança

para todos irmanados agradecer-te feliz.

 

Cantando louvores pela bela e salutar cooperação

salve oh! água que nos purifica

trazendo vida ao nosso planeta.

 

 

 

* Autor: Francisco Aquino  –  Francis de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, colaborador assíduo do OABELHUDO, poeta, cronista, teatrólogo e comentarista esportivo.

Pernambuco/PSA Ipojuca: “Tem futuro o Rio Ipojuca” – Há quem acredite? *

 

REPRESENTANTES DO BID

SUPERVISIONAM ATIVIDADES

DO PSA IPOJUCA

 

 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), principal financiador do Programa de Saneamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, o PSA Ipojuca, realizou a Missão de Supervisão do andamento das ações do programa. A visita, realizada entre os dias 5 e 7 de novembro, foi importante para que as representantes do BID pudessem acompanhar de perto o desenvolvimento das atividades. Várias reuniões foram realizadas com técnicos da Compesa, da Secretaria de Infraestrutrura do Governo, da Apac e da CPRH.

De acordo com a especialista em saneamento e representante do BID, Irene Altafim, o balanço foi positivo, tendo em vista que das 32 ações previstas para 2014, 31 foram iniciadas. “O desenvolvimento dos projetos está em um ritmo bom, mas temos que reduzir ainda mais os prazos, reduzir os tempos para os processos de licitação, o que dará mais agilidade ao projeto. Esse é um desafio para os próximos anos”, afirmou.

Dentro da programação da Missão de Supervisão do BID, foi realizada a reunião semestral do Comitê Consultivo do PSA Ipojuca. O encontro contou com a presença do secretário de Infraestrutura de Pernambuco, João Bosco de Almeida, e teve o objetivo de integrar as informações sobre a evolução das ações do programa, bem como tirar dúvidas dos membros presentes. “Tem futuro o Rio Ipojuca”, declarou João Bosco logo após as apresentações.

A primeira grande obra do programa, prevista para iniciar em janeiro de 2015, será a implantação do sistema de esgotamento sanitário no município de Tacaimbó, no Agreste do estado. No próximo dia 25, a Compesa irá realizar um evento socioambiental na localidade em comemoração ao Dia do Rio. As atividades serão voltadas para o público em geral, com atenção especial para as crianças e adolescentes. Atividades lúdicas, teatro, apresentação musical e informações sobre os cuidados com o meio ambiente farão parte da programação.

HISTÓRICO

O Programa de Saneamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca (PSA Ipojuca) visa recuperar a vida do manancial, um dos principais do Estado, por meio da ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário e elevação dos níveis de tratamento de esgoto em 12 cidades situadas às margens do rio.

O PSA Ipojuca está orçado em cerca de US$ 330 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID e US$ 130 milhões de contrapartida do Governo de Pernambuco, tornando-se assim o maior financiamento individual firmado entre o estado e a instituição internacional.

* Fonte: Compesa

Movimento Cultural/Crônica: Mandacaru tem Flor * – Colaboração de Fátima Canejo

MANDACARU TEM FLOR

“Mandacaru tem flor, é vermelha, é azul, é uma cor de toda cor a flor do mandacaru. Quando chove é jardim, mas se chuvisca brota enfim o que mais parece jasmim. Na ensolarada dos dias, em meio a lamentos e agonias, ninguém mais enxerga a flor na dor do mandacaru.”

 

 

 

 

Mandacaru tem flor. Floresce mandacaru!

Tanta sina, tanta vida, tanto destino de desalento e solidão, esperança petrificada desse sertão. Povo faminto, povo tão nu, esperando a flor do mandacaru.

Tempo aberto, sol escaldante, calango passando, cobra sumindo debaixo da macambira, um tatu e um preá, tudo nesta vida e nela tudo que há. Nas pedreiras o urubu, espante o bicho mandacaru!

Alvorece, vem o dia, a tarde chega escaldante, um entardecer num rompante caminhando para o anoitecer. Tudo passa sempre assim, sem revoada ou pio de passarim, sem nuvem ao norte, sem nuvem ao sul. Floresce mandacaru!

Maria foi passear, tomou o destino do mato, cortou vereda e caminho, pisou em ponta de pedra, pisou em ponta de espinho, mas seguia sem destemor tentando encontrar a flor. No cansaço que chegou, sentou no chão e chorou, queria apenas a flor, a cor do mandacaru!

Gavião ronda a magreza, urubu vem rastejante, imagina que num instante o bezerro vai cair, o bezerro vai morrer, e a carniça a lhe sorrir. Enquanto a morte não vem, enquanto a danada não grita, o carnicento faz seu voo e pousa no mandacaru. Os olhos avermelhados na flor do mandacaru!

Menino sertanejo danado, traquina de descampado, quando se vê aperreado corre pro mato em fuga. Como não tem com o que brincar, pula e pega o sol com a mão, e nele dá um chutão rumo ao mandacaru. A ponta do espinho no sol explode em girassol, a flor do mandacaru!

Mandacaru tem flor, é vermelha, é azul, é uma cor de toda cor a flor do mandacaru. Quando chove é jardim, mas se chuvisca brota enfim o que mais parece jasmim. Na ensolarada dos dias, em meio a lamentos e agonias, ninguém mais enxerga a flor na dor do mandacaru.

Depois da molhação da trovoada, enchendo tanque, alagando estrada, a caatinga se transforma. Faz festa a bicharada, a mata toda animada louvando a graça divina, e o mandacaru com a sina de agradecer ao Senhor. Abre os braços numa prece, em cada lado uma flor!

Sertanejo agoniado, catando comida pro gado, corta palma e capim, corta mato e o que encontrar, num desespero sem fim. Desce o machado em tudo, derruba até aroeira pra fugir da desgraceira que é a fome do bicho. Só não corta o espinhento, altivo e arreliento, a flor do mandacaru.

A Velha Sinhá se alevanta, mija em riba da planta que é pra ela não morrer. Depois abre a porta da frente, já sentindo o bafo quente do sol mais perto da terra. Eleva a Deus uma prece, numa fé que não esmorece, desejando boa sorte. Ergue o olhar para o norte, no piado da nambu, e os olhos pensam avistar uma flor no mandacaru!

* Autor: Rangel Alves da Costa – Editor do blogspot Ser tão Sertão – Escritor, cronista  e poeta – http://blograngel-sertao.blogspot.com.br/

Canal da Transposição do São Francisco – Maior túnel está quase concluído *

 

 

Maior túnel do Projeto São Francisco

apresenta 94,4% de conclusão

 

O túnel Cuncas 1, com 15 km, é o mais extenso para transporte de água da América Latina e interliga os Estados do Ceará e Paraíba.

 

 

Mauriti (CE) – 03/11/2014 – O Ministério da Integração Nacional realizou, na semana passada, a última detonação dentro do túnel Cuncas 1. A estrutura, a partir de agora, interliga o Estado do Ceará à Paraíba, pelo Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Com 94,4% executado, o túnel Cuncas 1 é considerado o maior da América Latina para transporte de água. A estrutura tem 15 quilômetros de extensão e seção de 9 metros de altura por 9 de largura.

Atualmente, cerca de 300 profissionais trabalham na estrutura. Ao todo, mais de 1.600 profissionais contribuíram na construção desse túnel. O consórcio responsável pelas obras adotou um sistema de perfuração com fogo controlado, conhecido como novo método de tunelamento austríaco (NATM, sigla em inglês).

Durante os trabalhos, a obra contou com uma moderna máquina importada da Finlândia para as escavações – a perfuratriz hidráulica chamada Jumbo. Cada ciclo de detonações ao longo de sua construção levou entre 12h e 15h. Foram empregados cerca de 700 quilos de explosivos em cada etapa. O avanço médio de cada ciclo foi de 4,5 metros de túnel escavado.

Os operários foram distribuídos em quatro frentes de serviço simultâneas, nas duas extremidades dos túneis (entrada e saída), e em mais duas frentes de serviço em janelas de acesso intermediário. Na medida em que as perfurações avançavam, as equipes se deslocavam em sentidos opostos até as escavações se encontrarem.

Além do Cuncas 1, também faz parte do empreendimento o túnel Cuncas 2, já concluído, com 4 km de extensão, que começa em São José de Piranhas e termina em Cajazeiras, ambos os municípios na Paraíba.

Ao todo, o Projeto de Integração do Rio São Francisco possui quatro túneis, sendo três no Eixo Norte (Cuncas 1, Cuncas 2 e Milagres) e um no Eixo Leste (Eng. Giancarlo de Lins Cavalcanti). O túnel Milagres, com quase 1 km, está localizado em Penaforte (CE), e o túnel Eng. Giancarlo de Lins Cavalcanti (antigo túnel Monteiro) liga Sertânia (PE) a Monteiro (PB) e possui 3 km de extensão.

Projeto São Francisco

O empreendimento é formado por 477 km de extensão, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios e quatro túneis. A obra, que vai beneficiar 12 milhões de pessoas nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, está com 66,1% de sua execução física concluída.

Mais de 11.400 mil pessoas estão empregadas na maior obra de infraestrutura hídrica do País. Com previsão de conclusão em 2015, o Projeto de Integração do São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O empreendimento vai garantir a segurança hídrica de mais de 390 municípios.

Veja o vídeo sobre o Túnel.

* Fonte: MI/Assessoria de Imprensa

Nordeste/Meio ambiente: Secou a Nascente do Rio São Francisco *

 

 

 

Diretor de parque diz que principal nascente do Rio São

Francisco secou

“Nunca vi essa situação em toda a história”, afirmou Luiz Arthur Castanheira. Bacia abrange 5 estados; biodiversidade está ameaçada, diz especialista.

 

Rio São Francisco (Foto: Bacia abrange mais de 500 municípios de sete estados)

 

 

O diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, Luiz Arthur Castanheira, disse em entrevista ao G1 na tarde desta terça-feira (23) que a nascente do Rio São Francisco, situada em São Roque de Minas, secou. Segundo Castanheira, essa nascente é a principal de toda a extensão do rio, que tem 2.700 km. O São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro, e sua bacia hidrográfica abrange 504 municípios de sete unidades da federação – Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás e Distrito Federal. Ele nasce na Serra da Canastra, em Minas, e desemboca no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe. 

Segundo Castanheira, o motivo é a estiagem. “Essa nascente é a original, a primeira do rio e é daqui que corre para toda a extensão. Ela é um símbolo do rio. Imagina isso secar? A situação chegou a esse ponto não foi da noite para o dia. Foi de forma gradativa, mas desse nível nunca vi em toda a história”, afirmou.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, disse ao G1 que, embora a notícia ainda não tenha chegado oficialmente ao conhecimento do comitê, não causa surpresas em virtude de essa ser uma das estiagens mais graves desde que foi iniciado o acompanhamento histórico do rio. Para ele, a situação é preocupante, já reflete no nível das barragens e ameaça a biodiversidade do São Francisco.

“Isso não é comum, é preocupante. Não há dúvida de que algo em grande escala está mudando em nosso ecossistema. As principais barragens do Alto São Francisco, que são a de Três Marias e Sobradinho, estão sendo ameaçadas e se aproximam do limite de volume útil de água. Ou seja, a água dos principais afluentes está chegando ao nível zero, e a biodiversidade do rio está comprometida, além de a qualidade do rio estar se deteriorando”, explicou Miranda.

Leia a Íntegra:

 

Nascente do São Francisco secou, diz diretor de parque em MG

* Fonte: G1/Caroline Aleixo e Carolina Portilho *Do G1 Centro-Oeste de Minas

Brasil/Economia: Governo despreza o ETANOL e leva as Usinas à Falência *

 

 

 

Com pré-sal, governo

deixa etanol de lado

Setor enfrenta o pior dos cenários, que vai de demissões à falta de crédito; 34 usinas fecharam em 7 anos

Desde 2007, 58 usinas fecharam as portas na região centro-sul – 34 delas em São Paulo. Isso sem contar as empresas que deixaram de produzir etanol para se dedicar ao açúcar.

 

 

Os negócios ligados ao etanol já foram mais prósperos. O cenário, hoje, é de insatisfação, principalmente dos produtores, que reclamam da falta de incentivo do governo e culpam o subsídio à gasolina como um dos responsáveis pelo retrocesso do setor. Desde 2007, 58 usinas fecharam as portas na região centro-sul – 34 delas em São Paulo. Isso sem contar as empresas que deixaram de produzir etanol para se dedicar ao açúcar.

O derivado da cana foi alardeado pelo governo mundo afora como alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. Surgia como esperança de mudança no cenário econômico brasileiro. Junto houve o incentivo ao aumento da frota flex e a perspectiva de exportação do etanol brasileiro.

Pré-sal. Veio então a euforia com os resultados do pré-sal – de 2010 a 2014, a média de produção cresceu dez vezes, chegando a 411 mil barris de petróleo por dia, que representa 20% de toda a produção nacional. O etanol foi para segundo plano.

“A crise do álcool começou em 2010, com a implantação da política de controle de preço de gasolina e diesel para segurar a inflação de energia”, diz Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “Ao segurar o preço da gasolina na bomba dos postos, a Petrobrás teve prejuízo.”

O consumidor preferiu a gasolina ao álcool depois que o derivado de petróleo ficou sem aumento do preço na bomba Em 2009, 80% dos veículos s flex usavam álcool. No fim de 2012, a adesão caiu para 27%. Para o motorista, só vale à pena usar o etanol se o preço for até 70% abaixo da gasolina, pois o combustível da cana rende menos.

“No ano passado, a crise ainda se agravou devido ao clima”, diz Elizabeth Farina, presidente do União Nacional das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Em alguns lugares, choveu muito acima de média, em outros, muito abaixo, e ainda houve geada. O País ficou sem estoque para exportação.

No campo, a crise levou a demissões, problemas de salário e falta de crédito. Até as usinas que migraram para o açúcar se deram mal . “O preço da bolsa do açúcar em Nova York não cobre os custos da produção”, diz Gustavo Diniz Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira. “Não sabemos qual será a saída para essa crise”, diz Elizabeth. Mas o sonho do etanol virar commodity ainda está longe de se concretizar.

* Fonte: Estadão/Por Valéria França, Bárbara Bretanha, estadao.com.br

Pernambuco: A Seca, a Praga da Cochonilha e o Preço do Leite, os Males da Pecuária *

 

Seca mascara índice da agropecuária

 

 

Ainda sofrendo os reflexos da maior seca dos últimos 50 anos em Pernambuco, a agropecuária está em fase de recuperação mas alguns segmentos vivem essa retomada mais lentamente. Enquanto a agricultura avançou 18,1% no segundo trimestre de 2014, a pecuária registrou taxa de 5,9%.
“Algumas lavouras deixaram de ser cultivadas durante o longo período de estiagem. Por isso se percebem altas taxas de crescimento sobre uma base depreciada no caso de culturas como milho (269,4%) e feijão (102,1%)”, destaca o presidente da Agência de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), Maurílio Lima.

No caso das lavouras permanentes, as culturas com maiores pesos no setor (uva, manga e banana) registraram desempenho positivo, com taxas de 3,5%, 5,5% e 9,5%, respectivamente.

PECUÁRIA

Na atividade pecuária, a bovinocultura de corte vem se recuperando mais rapidamente. No segundo trimestre do ano apresentou taxa de 11,2%. O mesmo desempenho não se repete na atividade leiteira, que permaneceu praticamente estável, com tímido avanço de 0,6%. “Depois de sofrer com a seca, a bacia leiteira do Estado sofre com a crise que se abateu sobre a região, com várias indústrias fechando as portas. O que tem salvado a produção são as queijarias. Está sobrando leite, porque não tem pra quem vender, lamenta o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite), Saulo Malta. A fábrica da Brasil Lácteos (BRL), em Garanhuns, é uma das que estão em processo de recuperação judicial.

Outra atividade que vem avançando lentamente é a avicultura. Além de sofrer com os problemas climáticos, os produtores têm dificuldade para adquirir matéria-prima para alimentar as aves. Os estoques de milho da Conab não são suficientes para atender ao setor. Isso sem falar na distância do Nordeste em relação aos principais centros produtivos do grão, que estão na região Centro-Oeste.

Praga antiga volta e traz perdas a produtor

AGRESTE Sem registros desde a década de 80, cochonilha de escama volta a atacar plantações de palma, afetando assim o principal alimento do gado de leite

Não bastasse a ameaça de uma nova seca, os produtores de leite do Agreste estão enfrentando um problema que há muito parecia resolvido: a praga chamada de cochonilha de escama, que ataca plantações de palma, um dos principais alimentos do gado. O Agreste foi uma das regiões mais atingidas pela estiagem que durou de 2010 a 2013.

No ano passado, os produtores plantaram as palmas do tipo miúda e orelha de elefante, resistentes à cochonilha do carmim, praga mais conhecida e que provocou perdas na última seca porque atingiu as plantas que alimentam os animais. A falta da palma e a estiagem trouxeram grandes prejuízos ao setor leiteiro.

O problema é que agora as variedades resistentes à cochonilha do carmim estão sendo atacadas pela cochonilha de escama em pelo menos cinco municípios: Buíque, Venturosa, Pedra, São Bento do Una e Capoeiras. “Alguns produtores chegaram a vender o gado para comprar as sementes da palma resistente à cochonilha do carmim e agora estão com o plantio infectado pela cochonilha de escama”, diz o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco, Saulo Malta.

O último grande ataque da cochonilha de escama ocorreu na década de 80. Essa praga voltou devido à intensificação do plantio da palma dos tipos miúda e orelha de elefante, segundo o professor da área de produção de ruminantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Airon Melo. A palma atacada pela cochonilha do carmim é a gigante.

A cochonilha de escama pode ser contida se o produtor passar óleo mineral na planta ou se colocar um tipo de joaninha que come a praga. “Foi um ataque muito severo. Tive que arrancar cerca de 20% do plantio de palma. O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) ficou de multiplicar um tipo de joaninha que acaba com a praga, mas isso não chegou ao campo”, diz o produtor de gado Edenildo de Azevedo, que tem uma fazenda em São Bento do Una, no Agreste. “A joaninha selvagem existente no local não consegue conter a praga”, conta. No ano passado, ele perdeu o plantio de palma devido à cochonilha do carmim. Ele diz não ter ideia do atual prejuízo e replantou 10 hectares. Geralmente, o plantio de um hectare de palma custa R$ 4 mil. A cochonilha de escama pode levar a planta a morte, caso não seja tratada.

O secretário estadual de Agricultura, Aldo dos Santos, informa que vai pedir aos técnicos do IPA um levantamento com a finalidade de saber “em que nível está a praga da cochonilha de escama”.

* Fonte: JC/Economia/Angela Fernanda Belfort

Eleições 2014/Pernambuco: Candidato Paulo Câmara marca sua posição sobre desenvolvimento com sustentável *

 

Paulo vai transformar Pernambuco

em modelo de desenvolvimento sustentável

 

 

Candidato conversou com representantes do segmento ambientalista, nesta quinta (11)

 

 

A preservação do Meio Ambiente foi uma das prioridades do Governo do Estado nos últimos sete anos e meio, e o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), avançará ainda mais essa política. O socialista reuniu-se, nesta quinta-feira (11), com representantes do segmento, ligados à Academia, ONG e entidades de defesa do Meio Ambiente, dos quais recebeu contribuições para seu Programa de Governo. “O que ouvimos aqui mostra que estamos sintonizados com o que queremos para o futuro de Pernambuco. Muita coisa já consta nas nossas diretrizes e outras serão incorporadas. Vamos continuar nesse caminho para fazer do nosso Estado um novo modelo de desenvolvimento sustentável e altamente inclusivo”, garantiu o socialista.

Entre as propostas destacadas por Paulo, em sintonia com os representantes do setor, está a parceria com as prefeituras, para ajudar os municípios na elaboração de políticas sustentáveis, na destinação de resíduos sólidos e utilização de energia limpa. O candidato também defendeu o apoio à inclusão da questão ambiental nos arranjos produtivos locais, a transversalidade da defesa do Meio Ambiente nas ações desenvolvidas por todas as secretarias estaduais, a inclusão do tema na formação dos alunos da educação básica, especialmente nas escolas em tempo integral, e o empenho para transformar o arquipélago de Fernando de Noronha em um modelo de como trabalhar a sustentabilidade, através do uso de fontes de energia renovável, destinação e aproveitamento do lixo e da defesa do ecossistema local.

Acompanhando Paulo no encontro, o candidato da Frente Popular ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB), abordou dois temas importantes no contexto da discussão: a desertificação do semi-árido brasileiro e a agilidade dos licenciamentos ambientais para a implementação de investimentos. “Temos que ter prazos mais bem definidos e que sejam cumpridos. Não é obrigado aprovar, um projeto pode ser rejeitado, mas precisamos ter a clareza para dizer isto aos investidores e procurar outras áreas, se for o caso”, disse. Durante o período em que esteve à frente da secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, o socialista garantiu que 9 mil, dos 17 mil hectares de Suape fossem preservados.

O processo de desertificação já atinge mais de 200 mil km no Nordeste do país, de acordo com um mapeamento feito pela Universidade Federal de Alagoas, em julho do ano passado. “Esta é uma questão muito séria e que ainda não está bem definida pelo Governo Federal. Precisamos saber quem vai cuidar do assunto, para enfrentarmos com determinação e cobrarmos da União”, destacou o candidato ao Senado.

* Fonte: Assessoria de Imprensa do PSB