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Movimento Cultural/Vitória sofrida: Brasil é Brasil na poesia de Angela Maria *

BRASIL RUMO AO HEXA

 

Felipão instruindo os "meninos" na hora dos pênaltis. Deu Brasil!

Felipão instruindo os “meninos” na hora dos pênaltis. Deu Brasil!

BRASIL É BRASIL

Sufoco,adrenalina…
Lágrimas e oração
Grito preso na garganta
Força, fé e esperança
De ter a taça na mão

Chile e Brasil no gramado
Duas nobres seleções
Levantando as torcidas
As horas foram sofridas
Em meio às prorrogações

Pênaltis de grandes estrelas
Fizeram a rede balançar
Acelerando o coração
Mas a esperada decisão
Veio com o GOL de NEYMAR

 

E este conjunto brasileiro
Comandado por Felipão
É sem dúvidas o nosso orgulho
O mais singelo barulho
Causador de emoção…

 

Angela Lucena de perfil

 

Autora: Angela Maria. – Angela Maria Lucena de Melo é sanharoense do distrito Jenipapo, professora, colaborador do OABELHUDO, poetisa, cronista. É filha do grande poeta rerentista João Cabeleira.

Sanharó-PE: XVª Fenearte de 02 a 12 de julho homenageia os Mamulengos *

XVª Fenearte celebra os

mamulengos e transmite

jogos da Copa

Evento terá cinco mil expositores, do Brasil e de 40 outros países. Feira espera movimentar mais de R$ 40 milhões.

XV Fenearte coletivapeças de barro na Fenearte XV

Na edição em que completa 15 anos, a Fenearte faz homenagem aos mamulengos e tem como tema A Arte da Alegria. Devido à Copa do Mundo, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato antecipa seu início para a quarta-feira (2) e vai até o sábado (12/7), no Centro de Convenções de Pernambuco. Os detalhes sobre a feira foram divulgados nesta quarta-feira (25), no Recife.

O evento terá cinco mil expositores, do Brasil e de 40 outros países – entre os inéditos, Armênia, Chipre, Maldivas e Serra Leoa – que vão ocupar uma área total de 29 mil m². A feira conta com investimento aproximado de R$ 5 milhões e espera movimentar mais de R$ 40 milhões. O público previsto é de mais de 320 mil pessoas. A planta da Feira tem a assinatura de Carlos Augusto Lira Arquitetos.

Sanharó estará na FENEARTE com stand dos artesãos locais

Sanharó estará na FENEARTE com stand dos artesãos locais

Homenageados deste ano, os mamulengos vão ganhar uma área especial, com curadoria e cenografia do pesquisador e ator Fernando Augusto Gonçalves, do Mamulengo Só-Riso. Os bonecos estão em processo de reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil e vão ganhar uma área de 150 m² no mezanino, com destaque para o trabalho da mestra Elda, de Ibimirim-PE.

Serão selecionados 50 artistas populares de todas as regiões de Pernambuco para participar da Alameda dos Mestres Janete Costa, que ficará na entrada principal da feira, no tapete vermelho. São trabalhos em madeira, barro, fios, palha, reciclados, entre outras matérias-primas.

cerca de 5 mil expositores estarão presentes no evento

cerca de 5 mil expositores estarão presentes no evento

No piso superior, uma mostra reúne a produção de 180 artesãos do Alto do Moura, em Caruaru, Agreste de Pernambuco, feita especialmente para a Copa do Mundo. As peças não serão comercializadas.

Uma horta vertical vai ser montada na área externa do Centro de Convenções, ao lado do programa Chapéu de Palha, idealizada pelo empresário José Maria Sultanum. Técnicos vão explicar como funciona o sistema e serão comercializados legumes e folhagens para cultivo em casa, além de oferecidas saladas prontas para consumo no local.

No dia 7 de julho, às 16h, será lançado o livro “Que boneca é essa? Corte e recorte de mestras Brasileiras”, de autoria da escritora Macao Goés e a fotógrafa Graça Seligman. A autora vai falar sobre sua pesquisa a respeito das mulheres que ganham a vida criando brinquedos Brasil afora.

A programação artística e cultural será divulgada no balcão de informações. Além disso, um grande mapa estará exposto na entrada da Feira. Dois telões, além de TV’s, irão transmitir os jogos da Copa do Mundo.

Oficinas

As bonequeiras Edjane Ferreira e Edineléia Gomes vão ensinar a criar bonecos. Também será possível aprender modelagem e pintura em cerâmica, com Viviane da Fonte; brinquedos populares, com Moacir Rodrigues; A marca de aviamentos Pinguim ministrará aulas com linhas e bordados. Todas as oficinas são gratuitas e acontecem no mezanino.

Leia a Íntegra:

saiba mais

* Fonte: G1/Pernambuco

Movimento Cultural/Belo Jardim: Vejam a Programação da Festa das Marocas de 2014 *

Belo Jardim jardim da entrada 2

PROGRAMAÇÃO OFICIAL

FESTA DAS MAROCAS

 

Sexta-feira (27)

05h – Café da manhã das Marocas
Começa na Jorge Aleixo e termina na Siqueira Campos.

Palco Nivaldo Jatobá

Forrobodó (Belo Jardim)
Vitor e Léo (MG)

Polo da Sanfona

20h – Gerson Sanfoneiro e o Trio Bitury (Belo Jardim)
22h – Chapéu de Couro (Belo Jardim)

Sábado (28)

Palco Nivaldo Jatobá

Ricardo França (Caruaru)
Alexia Morenato (Belo Jardim)
Brucelose (Gravatá)

Matinê
16h – Projeto mulheres em ação
17h – Apresentação da Quadrilha do PET

Polo da Sanfona

20h – Galego da Tapera (Belo Jardim)
22h – Xote Universitário (Pesqueira)

Domingo (29)

Palco Nivaldo Jatobá

Helton Silva (Belo Jardim)
Hélder e Rodrigo (Arcoverde)
Forró da Pegação (RN)

Matinê
15h – Programação Infantil
16h – Apresentação de Ciranda
17h – Festival de Quadrilhas

Polo da Sanfona

20h – Zé de Sidrônio e o Trio Rojão (Belo Jardim)
22h- Sandro Meneses (Belo Jardim)

Segunda-feira (30)

Palco Nivaldo Jatobá

Pegada Top (Belo Jardim)
Arreio de Ouro (Custódia)
Calypso (PA)

Polo da Sanfona

20h – Banda de Pífano Zé do Estado (Caruaru)
22h – Chicote de Couro (São Bento do Una)

Terça-feira (01)

17h – Levada do Trio com a Banda Asas da América
saída do Pátio de Eventos Nivaldo Jatobá

 

* Fonte: PMBJ/Imprensa

Crônica/Homenagem: Viva São João! – Por Sebastião Gomes Fernandes *

VIVA SÃO JOÃO!

 

viva sao joao fogueira queimandocasamento matuto e quadralha junina

 

 

“Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média.’’

Celebrações essas particularmente importantes no Norte da Europa – Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia -, encontradas também na Irlanda, partes da Grã-Bretanha, França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, e Austrália. Comemorar o São João no Brasil faz parte da nossa cultura. Festejos que chegou até nós trazida pelos portugueses que se enraizou e hoje faz parte da nossa tradição que nos proporcionam alegria e satisfação quando de sua chegada. Neste festejo evidencia-se dois momentos que caracteriza a fé do cristão por meio de orações de agradecimentos e de satisfações do ego de cada participante. Uma vez cumpridas os cerimoniais religiosas vem em seguida momentos profanos.

A festa propriamente dita para aqueles que são festeiros. Tais comemorações têm sua autentica manifestação no nordeste brasileiro como festejos dinâmicos e garbosos a alegrar os corações de todos os forrozeiros desse rincão nordestino! O povo esbalda-se e dedicam-se a um dos maiores eventos culturais da região. Pelo resto do país muito pouco se faz para abrilhantar referida comemoração.

O São João é a verdadeira festa caipira do nosso querido nordeste. Terra de homens e mulheres – cabra da peste -, expressão popular usada no sertão nordestino do Brasil. O cabra da peste também cantada pelo nosso mais famoso sanfoneiro o eterno Luiz Lua Gonzaga. Cujo nome da canção é na verdade “Cabra da Peste”. Com esta e outras canções Gonzagão e outras expressões da nossa musica regional nos leva a festejar o São João com sentimentos característicos desse querido rincão brasileiro. Pelo que vemos e acompanhamos as comemorações não só do São João, mas de Santo Antonio e São Pedro, nossos santos populares. Mês de junho tem como incentivo o período junino que traz consigo o signo da alegria e das manifestações populares através dos acordes de instrumentos musicais como: a sanfona (acordeão), do pandeiro, do triângulo, do tambor, zabumba, violão, cavaquinho, o bandeiro e do reco-reco.

Mês que mexe com o brio do sertanejo que procura expressar suas emoções por meio da musica que exalta o sertão! Que canta as alegrias e tristeza dessa gente tão sofrida, mas forte e dinâmica. Capaz de enfrentar as augura da seca que sazonalmente os castigam. Diante de todos esses presságios o sertanejo é verdadeiramente um forte! Como meio de esquecer as intempéries passadas se beneficiam deste mês de junho e aproveitam para personificar de forma simples mais cheia de motivação e de estimulo seus anseios em busca de externar o que de danoso está em seu interior. Todavia, em contra partida exteriorizam o que de ruim se encontra acumulado dentro de si e que precisa ser jogado fora.

A satisfação plena de suas alegrias nos salões de baile e nas ruas coloridas onde se veem manifestações folclóricas: quadrilhas, cirandas, cavalhadas, forró pé de serra, xotes e baião. As danças que compõem o repertorio dos festejos juninos no nordeste brasileiro são: o forró que lhe é peculiar e outros ritmos aparentados tais que o xote, o baião, o reisado, o samba-de-coco entre outras, características da cultura regional. O que caracteriza nossa festa junina são os trajes típicos e amatutados – que em algum momento fez parte marcante da nossa cultura nordestina. Em primeiro lugar destaca-se a queima das fogueiras, o traje matuto, o chapéu de palha e o forró que ganham destaque. Festejar o São João é alegria do povo nordestino em particular.

 

Viva o São João.

 

Viva o Nordeste.

 

Viva o Brasil.

 

Sebastião Gomes Fernandes sorrindo SAM_1084

 

Pesqueira, 24 de junho de 2014.
* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, Colaborador do OABELHUDO, Poeta e Cronista. Membro efetivo e Presidente da Academia Pesqueirense de Letas e Artes – APLA

Recife, Antigo & Cultural: Hotel Central – Tombamento à vista *

Hotel Central

Tombamento à vista

HOTEL  CENTRAL  foto antiga  1910hotel central foto da fachada ao longe

PATRIMÔNIO Hotel Central, na Boa Vista, tem estrutura física avaliada. Se o pedido for aprovado, será mais fácil restaurar o edifício

Há 74 anos ocupando a esquina da Avenida Manoel Borba com a Rua Gervásio Pires, na Boa Vista, Centro do Recife, o Hotel Central está mais perto de ter sua fachada restaurada. Com o processo de tombamento iniciado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) desde 2010, o imóvel que já chegou a hospedar Getúlio Vargas e Carmem Miranda agora passará por um exame técnico que irá precisar as condições da estrutura física. O parecer é decisivo para aprovar a proteção do prédio pelo Estado.

Mesmo sem a conclusão do processo, o hotel já está protegido, garante a Fundarpe. “Com o início das etapas do tombamento o imóvel já fica sob proteção. O parecer técnico será uma avaliação conclusiva para então ser encaminhado ao conselho de cultura, que irá decidir sobre o tombamento”, explica a chefe da unidade de preservação da Fundarpe, Rosa Bonfim.

Hotel Central na Av Manoel Borba - 74 anos de história

Hotel Central na Av Manoel Borba – 74 anos de história

Segundo ela, já existe um material de estudo sobre as condições estruturais e características do hotel, mas ainda é preciso uma avaliação minuciosa que pode revelar, inclusive, a cor original da fachada, hoje cor-de-rosa. O exame técnico, no entanto, não tem prazo para ser concluído, já que a Fundarpe precisa atender outros imóveis que também estão em processo de tombamento.

Com a aprovação do tombamento, será mais fácil levantar recursos públicos e privados para restaurar o prédio, que hoje apresenta infiltração nas paredes. Com o apoio do produtor cultural Saturnino Araújo, o proprietário do imóvel, Kerginaldo Magalhães, solicitou R$ 250 mil ao Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) para as primeiras intervenções de restauro da fachada. Posteriormente eles também pretendem restaurar o interior do imóvel, mas com apoio privado através da Lei Rouanet.

HISTÓRIA

Com quase dois mil metros quadrados de área construída distribuídos em oito pavimentos, o Hotel Central chegou a ser o prédio mais alto da cidade. Sua fachada foi criada num estilo eclético e a arquitetura unia azulejos alemães e espelhos ingleses. Sua construção durou 12 anos, sendo inaugurado em dezembro de 1939.

No início da sua história, era destino certo de grandes personalidades que vinham ao Recife, inclusive estrangeiros, como o cineasta americano Orson Welles. Hoje o hotel possui 58 quartos disponíveis para hóspedes, na maioria estudantes, concurseiros e pacientes do interior do Estado.

* Fonte: JC/Domingo-Cidades

Crônica/Homenagem: Cadê o São João Tradicional – Por Francisco Aquino *

SAUDADES DO

São JOÃO TRADICIONAL

 

Quadrilha dançandoquadrilha com casamento matuto

 

 

Está chegando o S.João e S.Pedro ou seja, os festejos juninos que desde de já espero que o nosso S.João seja vivenciado nos modos tradicionais com bandas tradicionais de forró autênticos envés destas bandas modernas que não tenho nada contra, mas desejo o S.João Tradicional com o autêntico pé de serra com muito forró nos palhoções espalhados pelo os bairros da cidade.Com as ruas enfeitadas tendo o concurso da mais bonita para os poderes constituídos levarem os serviços necessários às ruas vencedoras.

Gostaria de ver os casamentos matutos pelas escolas a desfilarem pelas ruas principais da estimada cidade e a volta das brincadeiras tradicionais como existia na Rua Santa Águeda por meio dos saudosos tio Joaquim Júlio o tanque de guerra do Prado e depois o Lulu com o saudoso quebra panela, pau de sebo, corrida do saco e colher no ovo e outras brincadeiras salutares que envolvia toda população.Quero ver ainda as adivinhações com pingos de vela na bacia e borra de café para se descobrir o nome da amada.Ver as fogueiras nas casas e muita comida tradicional como: milho assado,cozido, pamonha, canjica e pé de moleque.Ver as pessoas serem compadre e comadre que São João mandou nas fogueiras. Com a corrida da fogueira na noite de São João com muita gente a participar e o prêmio ganhar para com os seus festejar.

Desejo ver ainda a passear os casais de namorados e muita gente bonita a brilhar e com o seu sorriso encantar.Quero ver a fogueira da minha humilde casa acessa com Geraldo e Nina a observar alegres e feliz e os torres a cantarolar, Choveu Choveu no meu Sertão e carne assando para saborearmos e mais as quadrilhas da CICA Norte e Peixe representando Pesqueira nos grandes Festivais de quadrilhas o qual teve a minha participação no casamento matuto ganhando vários prêmios em Pernambuco e Região levados pelo o SESI sendo o puxador Sebastião Gomes( in memória) com direção do casamento matuto de Joaquim Souto Filho e Francisco Aquino e as quadrilhas do Beco,Tradição e Arrasta Pé e outras a embalarem os nossos festejos juninos.

É Pesqueira a reviver o grande S.joão com muita festa, forró, alegria e muito amor a embalar os festejos juninos da minha amada terra e com todos pedindo sempre a proteção do Senhor para o Bom Deus abençoar a estimada terra voltar a trilhar belos dias com sucesso festivo revivendo o S.João memoráveis que ficou na minha humilde lembrança de pesqueirense que sou amante da cultura do povo.

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

 

* Autor: Francisco Aquino – FRANCISCO DE ASSIS MACIEL AQUINO é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e comentarista esportivo.

Crônica:”Ai que saudade que eu tenho/das noites tão brasileiras…” – Por Seu Regi *

São João do Carneirinho

 

sao joao do carneirinho

trio forró-pe-de-serraFogueira

 

 

Tradicional festa de Pesqueira, o São João era a festa tão esperada, porque era a festa do povo. A cidade com uma população relativamente pequena, em que quase todos se conheciam, consequentemente quase todos participavam. A festa se estendia por todas as ruas, em todas havia fogueiras, bandeirolas, barracas cobertas com folhas de bananeiras e quase todas tinham suas quadrilhas formadas por velhos, rapazes e moças. Era uma noite em que o pipocar dos fogos soava como música vindos de todas as direções. A meninada soltando estrelinhas e os mais velhos soltando peido de velha, rojão e foguetes.

Como era bonito ver os balões coloridos pelo céu. Também neste dia as moças casadeiras procuravam segundo a tradição enfiar uma faca virgem em uma bananeira ou mesmo deixar cair pingos de vela em uma bacia com água para ver se formando o nome dos seus futuros maridos o que era motivo de muitas gargalhadas ou frustrações para aquelas em cujos pingos não formavam nome algum. As famílias tinham a maior satisfação em receber em suas residências os parentes e amigos para comer os pratos da época: canjica, bolo de milho,pamonha, cuscus de coco bolo de pé de moleque ou massa de mandioca.

Para os homens nada melhor que uma garrafada feita a base de mel de abelha e cachaça. Era uma verdadeira romaria de casamento matuto com noivo e noiva, cada um se enfeitando de modo que parecessem o mais amatutado possível, montados em cavalos, jumentos, charretes ou mesmo carro de bois. As noivas vestidas de chita, saia de armação e muito batom e ruge na cara, enquanto os rapazes vestiam uma calça remendada, uma camisa xadrez e pronto estavam todos caprichosamente preparados para brincar e dançar a noite inteira. Havia de tudo e para todos os gostos, festas nos clubes, nas ruas ou nas próprias casas. As quadrilhas marcadas por Salvador das Montanhas que se esforçava para organiza-las o que era uma tarefa impossível pois muitos não tinham a menor idéia do que fazer diante do comando do caminho daa roça, anarriê, o túnel, etc. E a confusão era grande, mais motivo pra piadas e muita risada.

No prado, o coco de roda do Mestre Dodo e Mané Dotô, o que a todos alegrava e fazia o suor pingar em pleno inverno. E a festa entrava de noite a dentro. As ruas disputando qual receberia a taça que na verdade era apenas um incentivo.

(Noites brasileira) Gonzagão/Gonzaguinha e Fagner)

Havia a corrida da fogueira geralmente constituída por soldados do tiro de guerra. Os doidos que geralmente há em toda parte, ficavam pulando as fogueiras enquanto eram realizados os famosos ”batizados da fogueira” em que os afilhados conservavam o apadrinhamento mesmo depois de passadas as festividades. Era o São João da minha terra onde todos se confraternizavam também através da dança das quadrilhas onde a troca de par permitia que todos se tocassem, numa euforia contagiante, sem distinção de sexo, idade ou classe social.

Não havia palco, microfone ou artistas de fora, era tudo na base da garganta. Os sanfoneiros eram quase que recrutados, bastando saber tocar uma sanfona, um triangulo ou um bombo e estava formado o trio que tinham os nomes mais sugestivos, como um que se chamava “Dois com fome e um com sede”, Esse era o São João da minha terra que tanta saudade deixava quando o dia amanhecia e quase todos se retiravam, ficando sempre aqueles que já devidamente “chumbados” se preocupavam e gritavam: –

Façam o que quiserem, mas não acordem o São João do Carneirinho. Deixe ele dormir, porque se ele acordar não vai haver mais festa nos anos seguintes. Mas infelizmente parece que São João acordou.

Reginaldo Maciel Almeida Pesqueira

 

 

* Autor: Seu Regi  –  Reginaldo Maciel de Almeida é pesqueirense, economista, cronista, colaborador do OABELHUDO e servidor estadual aposentado.

Crônica/Homenagem: O Trio que deixou muitas saudades… – Por Francisco Aquino *

O SENHOR SORRISO, O MESTRE POETA E

MAIS O CAVAQUINHO QUE SILENCIOU-

PARTIRAM DEIXANDO SAUDADE.

 

Jarival na cadeira de balanço em sua casa foto (5)Turma da Velha Guarda de Pesqueira anos 60Luiz torres e a esposa

 

(Os homenageados: Turma da Velha Guarda e João Oliveira; Jarival Cordeiro do Amaral e Luiz (Lula) Torres)

 

A saudade me invade nestes dias de pura melancolia devido a passagem da vida para eternidade de três mestres de simpatia, humildade, dedicação familiar e amizade.

Sei que se acaba o elo físico ficando na memória as lembranças de momentos vividos com intensidade.

Mas é inevitável o coração sangrar e o ser chorar diante de perdas de pessoas especiais que fizeram parte da nossa história e da nossa vida. Batendo uma tremenda saudade de não ver mais os entes queridos e amigos que partiram.

O senhor sorriso partiu deixando uma lacuna irrecuperável deixando marcado na memória de todos o seu exemplo de humildade que contagiava a todos em cada sua chegada tratando todos com carinho olhando olho no olho falando com todos que estive-se presente nos recintos.

Por outro lado um exemplo de cidadão que esbanjava engajamento social e me orgulhava quando o mesmo me chamava de poeta aflorando minha autoestima me fazendo escrever sempre mais.

Amante de boa musica e formador da Velha Guarda que as consequências da vida fez o cavaco silenciar para sempre deixando marcado pela sua genialidade musical e simplicidade humana todos da pacata cidade amada.

São momentos marcantes de saudosos amigos que nos deixaram recentemente entristecendo minha pacata cidade e cravando pra sempre a história da cidade amada e todos que tiveram o prazer imenso de conviver com pessoas magnificas.

Porque por mais que externamos nossa gratidão através de palavras é inevitável o coração ficar enfraquecido ao ponto de não esquecer jamais dos bons seres humanos por demais importantes que nos deixaram e lamentavelmente não os veremos mais.

Só temos de lamentamos mesmo soluçando de saudade e agradecer por tudo que fizeram na labuta da vida e que sem duvida nos marca nos deixando enfraquecidos a cada partir sem chegar.

É momento de juntar pedaços e recompor a vida mesmo diante de tantas perdas que ficaram cravadas na história e memória para sempre.

Lembrando dos bons momentos vividos poderemos recobramos a alegria de viver porque ficamos eternizados pelo o que somos e fazemos na convivência diária com nossos amigos e familiares e todo povo que povão este universo em construção.

Certos que sobre a proteção do Altíssimo e com muito apoio irmanados seremos vencedores para sempre deixando marcado na vida das pessoas saudades e boas lembranças.

Por isso descansem em paz meus bons amigos pois missões de vocês já foram cumpridas e suas imagens jamais serão esquecidas por tudo que fizeram em pró da dignidade da vida. Ficando na memória dos que conviveram com vocês construindo uma sociedade mais feliz.

Homenagem a Jarival Cordeiro do Amaral, Lula Torres e João de Oliveira.

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

* Autor: Francisco Aquino – FRANCISCO DE ASSIS MACIEL AQUINO é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, poeta, cronista e comentarista esportivo.

Cultura & Arte: Elba Ramalho – Uma História de Amor com Recife *


A história de amor entre

Elba Ramalho e o Recife

no São João

Fãs ficaram esperando a cantora após o show na saída do backstage

 

“Esse amor meu por Recife e o amor que o Recife tem por mim é uma história longa de muitos anos”, Elba Ramalho

“Esse amor meu por Recife e o amor que o Recife tem por mim é uma história longa de muitos anos”, Elba Ramalho

A cantora Elba Ramalho foi a principal atração da programação do São João ‘É Bom Todo’, na noite deste domingo (15). A paraibana se apresentou no Parque Dona Lindu, localizado na Zona Sul do Recife. Na terça (17), Elba se apresentando no Sítio Trindade, no coração da Zona Norte.

Durante o show, Elba cantou músicas de grandes artistas como Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim e Jackson do Pandeiro, dentre outros. Sempre que cantava as músicas de seus colegas de profissão, ela falava de quem era a música e em seguida fazia a homenagem.

Após o show, Elba Ramalho conversou com o Portal LeiaJá. “Esse amor meu por Recife e o amor que o Recife tem por mim é uma história longa de muitos anos”, disse a cantora sobre o carinho do público.

Pupila de Dominguinhos, a paraibana relembra o mestre, morto em 2013. “É um buraco, uma falta que ele deixa. Mas a gente homenageia, o artista vai e a obra fica. A gente traz no coração e na hora parece que ele está aqui com a gente”, afirma. “Achei o show maravilhoso, achei que as pessoas foram carinhosas, se divertiram, se alegraram, cantaram, se animaram. É como é para ser o São João, com alegria”, finaliza.

Após o show, a entrada para o backstage ficou lotada de fãs à espera da saída da cantora paraibana. Dentre os fãs, estava a estudante de fisioterapia Raquel de Araújo Cândido. “Adorei. É ótimo, sempre. Gosto desde criança. Aprecio muito a música nordestina e a música que ela canta, mas senti falta de Leão do Norte”, comentou, ante de encontrar Elba.

Leia Mais e Veja as fotos:

A história de amor entre Elba Ramalho e o Recife no São João

* Fonte: LeiaJá

Movimento Cultural/Cordel: Uma arapuca pra pegar corruptos – Por Edmilton Torres *

caçando politico corrupto

O caçador de corrutos

 

 

I
Eu armei uma arapuca
Na Capital Federal
Ali entre a Esplanada
E o Congresso Nacional
Pois há muito eu escutava
Que por lá sempre passava
Toda espécie de animal

II
Preparei a armadilha
Escolhi bem o local
Para ver se eu pegava
Algum bicho especial
A isca era uma propina
De um lobista da China
Para uma obra ilegal

III
Quando farejaram a isca
Brasília ficou lotada
Veio um bando de petistas
Com toda a base aliada
Fizeram a maior muvuca
Quase quebram a arapuca
Para alcançar a bolada

IV
O bando da oposição
Ficou ali aceirando
Doidinho pra dar o bote
Vendo a isca se acabando
Foi preciso um complemento
De quase vinte por cento
Para pegar todo o bando

V
Ao final fiz um balanço
De quantos bichos peguei
Foi tão grande a quantidade
Que juro que me espantei
Peguei pelado e peludo
Peguei pequeno e graúdo
Juntei num saco e contei

VI
Peguei uns trinta ministros
Uns vinte mil assessores
Uns quinhentos deputados
Uns quarenta senadores
Peguei uns bem deferentes
Que são chamados suplentes
Mas são bons farejadores

VII
Peguei uns governadores
Que chegaram de repente
Diretores de estatais
Militares de patente
Tinha até publicitário
Membros do judiciário
Só faltou um presidente

 

Edmilton Torres-poeta-pesqueira-DSC_0441-150x150

 

 

* Autor: Edmilton Torres  –  Edmilton Bezerra Torres é pesqueirense, cronista, poeta, colaborador do OABELHUDO, graduado em Administração de Empresas pela UFPE, funcionário aposentado da Caixa Econômica Federal. Acaba de ser eleito como membro da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes.