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Movimento Cultural/Crônica: Dia da Música. Vamos Comemorar? – Por Walter Jorge Freitas *

VAMOS COMEMORAR?

 

 

(João Nogueira e Paulo César Pinheiro – Súplica. –  …Venha a mim, óh, música
Vem no ar/Ouve de onde estás a minha súplica/Que eu bem sei talvez não seja a única/Venha a mim, oh, música
Vem secar do povo as lágrimas/Que todos já so…..frem de……mais/E ajuda o mundo a viver em paz)

 

 

No dia 22 de novembro, no Brasil, comemora-se O DIA DA MÚSICA. Na mesma data, presta-se homenagem à protetora dos músicos – Santa Cecília.

Segundo os entendidos, a música é a arte de combinar os sons. Isto, se feito com harmonia, resulta em composições melódicas. Muitas delas são acrescidas de letras, fato que permite que as mesmas ganhem mais admiradores, principalmente se transmitirem mensagens de amor.

Tenho a impressão de que 99,9% dos habitantes do nosso Planeta gostam de música. Não é por acaso quer as pessoas românticas relacionam suas relações amorosas com uma canção.
Atualmente, os pediatras já recomendam que os pais coloquem um aparelho de som com o volume bem baixinho no quarto do recém-nascido. O grande filósofo grego Aristóteles sugeriu que a música fosse ensinada às crianças, por ela ter grande influência na formação do caráter.

Por sua vez, o eminente pensador chinês Confúcio, disse o seguinte: “Se alguém desejar saber se um reino é bem ou mal governado, se sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música que obterá a resposta”.

É de Dorival Caymmi, compositor baiano, o samba cuja letra diz: “Quem não gosta de samba/bom sujeito não é/ ou é ruim da cabeça/ou doente do pé”.

O exímio instrumentista e compositor paraibano Sivuca, em brilhante participação numa homenagem aos cem anos de Pixinguinha, falou: “Não existe música velha, nem nova. Existe música boa e música ruim. A ruim, o povo esquece rapidamente e a boa, é eterna e sempre lembrada”.

Há poucos dias, encontrei esta frase em algum lugar: “A música é o amor à procura de uma voz”. Infelizmente, ainda não sei quem é o seu autor.
Assim, aqui e acolá, encontramos opiniões ou palpites de quem gosta de música.

Eu por exemplo, sou arriado os quatro pneus por música. Mas confesso que sou meio exigente, mesmo sem entender muito da arte. Mas, de uma forma ou de outra, devemos aproveitar a data e procurar escutar uma boa composição, seja cantada ou apenas instrumental, pois só assim, tornaremos o nosso dia mais agradável.

Devemos, portanto, render nossas homenagens aos autores, intérpretes, arranjadores, instrumentistas e, ao mesmo tempo, agradecer às emissoras de rádio que ainda se preocupam em dedicar parte de sua programação à música de boa qualidade.

Pesqueira, 22 de novembro de 2014

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas. Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista poeta e pesquisador musical

Artigo/Opinião: A educação de hoje perpetua o racismo? *

CONSCIÊNCIA

DE CIDADANIA PLENA

 

 

(Valorizar a diversidade e a igualdade. Ficar atentos aos materiais didáticos, verificando se incluem a valorização da cultura negra).

 

 

Foi necessário promulgar uma Lei (10.639/03), há pouco mais de dez anos, para que as escolas passassem a ensinar história e cultura afro-brasileira, incluindo temas como história da África e dos africanos, a luta dos negros no contexto brasileiro e sua contribuição nas diversas áreas da história e da cultura do Brasil.

Isso porque, embora sejamos um país em que a maioria da população é negra e parda, a história sempre foi ensinada com um viés eurocêntrico, em que os colonizadores são ousados, atravessam oceanos e, para levar adiante seus planos, tornam-se senhores de escravos. A ideia de escravidão é introduzida nas primeiras séries escolares com certo ar de naturalidade. O negro entra como objeto trazido à força de um continente “primitivo”; um ser sem passado nem vínculos sociais, que aceita de forma omissa e acomodada um destino desumano e humilhante. Como as crianças brasileiras podem sentir orgulho de suas origens e sua identidade com essa forma de descrever seus antepassados?

Nos livros didáticos, depois dos capítulos que falam da escravatura, os negros praticamente desaparecem dos textos, como se a história continuasse sem a sua participação. As imagens mais importantes são reservadas aos personagens brancos de cabelos louríssimos, como na capa da coleção “Infância Brasileira”, uma das mais adotadas na década de 60.

A imagem do negro no mundo do trabalho é muitas vezes desvalorizada de forma implícita. Uma conhecida cartilha escolar pede que o aluno escreva o nome das profissões e apresenta os desenhos de um menino branco vestido de médico, outro vestido de juiz e um menino negro em funções subalternas.

Reproduzindo o cenário sociocultural, o sistema de ensino também reserva ao negro, até em função de suas condições sociais e de renda, uma trajetória escolar incerta, na qual continuar estudando é uma conquista diária.

Assim, a educação contribui para reforçar o racismo, ora explícito ora velado, que existe na sociedade brasileira.

Porque foram educados, em casa e na escola, com narrativas que apresentam o negro como inferior e coadjuvante, muitos ainda hoje têm dificuldade de aceitar que ele possa chegar a altos níveis de formação ou que ocupe posições sociais importantes. É forte, em alguns grupos, o sentimento contra qualquer política de reparação da dívida social contraída nos tempos da escravidão.

Ações afirmativas como as cotas para as universidades ajudam a atenuar, ainda que de um jeito capenga, o abismo educacional forjado na época da colônia e que, se não fosse por força de lei, dificilmente seria superado neste século.

A Lei 10.639/03, sobre ensino de história e cultura afro-brasileira, é uma ruptura no ciclo educacional que perpetua o racismo. Propõe que as crianças aprendam uma nova história, mais realista e respeitosa, a partir de conteúdos sobre as lutas de libertação que o negro trava até os dias atuais, em busca dos seus direitos de cidadão.

A proposta ainda não foi totalmente tirada do papel, mas escolas e famílias deveriam levá-la a sério. Trazer para o debate os problemas raciais da sociedade, rejeitar o preconceito e ensinar as crianças a fazer o mesmo. Valorizar a diversidade e a igualdade. Ficar atentos aos materiais didáticos, verificando se incluem a valorização da cultura negra.

Esse resgate não interessa só aos negros, mas a todos os estudantes, porque os prepara para viver como cidadãos atuantes num país pluriétnico e multicultural e ajuda a desconstruir os mitos de inferioridade e superioridade entre culturas, valorizando a riqueza de uma de nossas marcas distintivas, a miscigenação. Não é suficiente para garantir que a população negra seja mais bem tratada na escola e na sociedade, mas é um passo para reduzir as injustiças e emancipar muitos jovens das lentes caducas com que aprenderam a ver o mundo.

* Autora: Andrea Ramal  / Conversando com os pais  –  ANDREA RAMAL é autora de “Filhos bem-sucedidos” (Sextante), entre outros livros. Como professora atuou desde a alfabetização ao ensino médio e na educação de jovens e adultos. Doutora em Educação pela PUC-RJ, implementou programas de formação de professores e gestores escolares em diversos países. É colaboradora na TV Globo, no programa “Encontro com Fátima Bernardes”. Foi consultora do Ministério da Educação. Nas horas vagas gosta de curtir seus cães, praticar esportes e tocar violão, compondo sambas e MPB.

Movimento Cultural/Crônica: Reflexão sobre o 20 de Novembro – Por Sebastião Fernandes *

DIA 20 DE NOVEMBRO 

TOMADA DA CONSCIÊNCIA

NEGRA NACIONAL

 

 

Falar sobre a importância do dia da consciência negra nacional indiscutivelmente força-nos a irmos cuidadosamente aos registros históricos que trata da vinda do negro escravo ao nosso país. Todo aquele que se defronta com os fatos históricos narrados, ficam estarrecidos e envergonhados por tamanha falta de respeito e pelo desprezo que fora dispensada a raça negra neste país e no mundo.

A exploração a que foram submetidos, tendo que trabalhar nas várias atividades econômicas sem sequer terem o direito a uma boa alimentação, moradia e descanso que lhes dessem a oportunidade de reporem suas energias, desta feita estar preparados para a labuta no dia seguinte e sucessivamente. Ao contrário o que recebiam eram maus tratos, tanto físicos, quanto mental e ético.

A comunidade brasileira herdou dos negros a exemplo de Ganga Zumba e Luiza Mahin, e tantos outros homens e mulheres seus valores e princípios. Uma raça que muito contribui e tem contribuído para com o desenvolvimento e o progresso no inicio da colonização brasileira e que até hoje vem elevando e enriquecendo nossa cultura em seus vários aspectos: disposição para o trabalho, influência marcante na nossa culinária, nas artes e nas letras e na força física e moral.

Para Deus não existe nem nunca existiu diferença entre raças! A diferenciação da pigmentação da pelo jamais influenciou e/ou influenciará na personalidade do ser humano! O espírito tanto do branco como do preto, do pardo têm a mesma essência, a mesma potencialidade para servir e amar. O homem está aqui para contribuir com alcance dos objetivos por Deus pretendidos em favor do bem maior! O bem estar da espécie. E este bem estar só será alcançado se um dia o ser humano tomar consciência de que fora criado para o bem. Mas para que chegue a este grau de entendimento terá que assumir sua condição como criatura predestinada à preservação, e o equilíbrio de todo o sistema universal tão rico e cheio de fascínio.

Historicamente o dia 20 de novembro escolhido para homenagens aos negros intitula-se: “Dia da Consciência Negra”, foi associada ao dia da morte de Zumbi dos Palmares – grande líder e batalhador em favor da causa da liberdade da raça negra neste país. Em favor do seu intenso empenho no conquistar a paz e da alegria de uma vida de resultados positivos em favor da causa da liberdade de expressão. Na verdade é consagrado como o dia de Zumbi e da Consciência Negra. Instituído pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

Com a descoberta da verdadeira data da morte de Zumbi pelos historiadores na década de 1970, os membros do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, entusiasmados com a realização do congresso em 1978, que elegeu a figura de Zumbi como símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Deste momento em diante criou-se alma nova para deflagrarem-se movimentos sempre voltados para a defesa dos direitos sagrados que eram e é primário, característico!

Outro fato de grande relevância foi à consolidação e o reconhecimento da luta por direitos que seus descendentes reclamavam.
Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

Neste dia da Consciência Negra todos nós brasileiro devemos agradecer ao Criador o dom da inteligência e da sabedoria, que se passou a cultivar e colocar em prática em favor do melhor para a humanidade e da certeza de que somos irmãos, independente de raça, cor e/ou religião.

A vida aqui na terra será melhor no dia em que os homens se entenderem e abandonarem o orgulho, a avareza e a maledicência. Trabalhem a favor do bem-estar de todos.

 

Pesqueira, 20 de novembro de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, colaborador assíduo do OABELHUDO, Poeta e Cronista. Membro efetivo e presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Movimento Cultural/Homenagem: Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira *

Eugênio Maciel Chacon

100 Anos

 

No sábado, 15 de novembro, comemorou-se com a exposição: Jornalista Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira. O centenário de Eugênio foi iniciado, com a assinatura da Ordem de Serviço do projeto de construção de uma praça no bairro Vila Anápolis que vai levar seu nome, cujo projeto foi de autoria do ex-vereador e atual secretário de saúde do município – Severiano Cavalcanti. Houve missa em ação de Graças na Catedral de Sant’Águeda e a programação foi coroada com a citada exposição nas dependências do Hotel Estação Cruzeiro.

Presença dos seus filhos, a saber: Telmo, Hugo, Carlinhos, Evandro, Eliana, Kátia e Edith. Outra filha, Mônica, foi citada im memorium. Em nome dos filhos falou Hugo  que fez um retrospecto da vida de Eugênio, falando da sua sisudez e dos momentos de alegria quando em casa com a família. Citou causos que foram complementados pelo outro filho, Evandro que ora é o prefeito do município. Eugênio também foi prefeito, além de proprietário do jornal A Voz de Pesqueira, criado em 1936 e que circulou até 1961.

Outros oradores se sucederam nas homenagens: Sebastião Gomes Fernandes, em nome da APLA – Academia Pesqueirense de Artes e Letras; Fernando Freire em nome da Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco e a poetisa e cronista Margarida Maciel Ramalho que recitou o Acróstico que havia composto em 1994, quando da comemoração dos 80 anos do homenageado. A Mesa estava composta também pelo vereador Evandro Junior, o acadêmico e jornalista Francisco de Oliveira Neves do jornal Pesqueira Notícias; Eliana Chacon representando os filhos;  o presidente do Instituo Histórico de Pesqueira José Florêncio Neto e da advogada Fátima Meira, da Assistência Judiciária. Um seleto público lotou as dependências do salão, numa prova inequívoca do prestígio do evento. (PM)

Homenagem que Margarida Maciel, prima de Eugênio fez, por ocasião dos seus 80 anos, em 1994. Margarida, também, se fez presente e recitou o seu Acróstico…

ACRÓSTICO PARA EUGÊNIO

E SGUIO E GARBO, EIS TUA PERFORMANCE
U NGIDO POR UMA INTELIGENCIA SEM PAR
G ENTIL, FIDALGO E CAVALHEIRO
E IS EUGENIO, FIGURA EXEMPLAR
N ESTE TEU ANIVERSÁRIO QUERO EXALTAR
I LUSTRE PESQUEIRENSE QUE AMOR E VIRTUDE ENCERRA
O RGULHO PARA OS TEUS E PRA TUA TERRA

Para Eugênio Maciel Chacon pela passagem dos seus 80 anos e renovada agora no seu centenário em l5/ ll/ 20l4.
Homenagem da prima Margarida Maciel

 

 

 

 

 

A Crônica

Eugênio Maciel Chacon – Um Tempo de Pesqueira, escrita pelo seu conterrâneo, escritor Potiguar Matos, quando ele, Eugênio, recebeu o Troféu – CULTURA VIVA DE PERNAMBUCO, escolhido pela Fundarpe.

 

 

 

* Fotos da exposição.Texto inicial do editor do oabelhudo (Dom Pablito).

Movimento Cultural/IMC – Maximiano Campos – Lavrador do Tempo (Homenagem) *

 

Maximiano Campos

 

Lavrador do Tempo

 

 

* Fonte: IMC/

Movimento Cultural/Crônica em forma de Poesia: Água que chega… – Por Francisco Aquino *

 

 

 

ÁGUA PURIFICANTE

 

 

 

 

Água fonte viva da vida

que purifica o corpo e a alma

não falte jamais

porque faltará

o sopro Divinal

que é a vida.

 

Água que purifica tudo

lavando o corpo e a alma perdida.

Não falte nunca porque sem ti

não pode ter vivência.

 

Água purificante líquido

que faz o ser viver

não fiques escassa

pois tens missão árdua a fazer

em prol da humanidade.

 

Água escorra pelos vales, campos,

ruas e cidades buscando nutrir os rios.

Germinando as plantas e os plantios

para com sua beleza fecundar o chão

devolvendo ao mundo, sua beleza.

 

Água lave com teu passar rumo ao mar

as mazelas da terra em construção

arrastando tudo

para renovação

quando tocar ao chão.

 

Mananciais pedem socorro

paisagem imploram para chegares

e os corações aflitos pedem pra nunca faltares.

 

Por isso vem em nosso socorro

Água fonte de vida

para o ser arrependido

agradecer e beber

na tua fonte eterna.

 

Oh! Divinal e milagroso liquido

que tão transparente és

seja bem vinda nesse mundo maltratado

que destrói os valores, mas que deseja ver

a vida pulsando para festejar.

 

Vens purificar o solo

que os seres andantes e errantes cuidaram tão mal

que podes faltar e nos desesperar.

 

Água da Divina Graça

vem nos socorrer

e cumprir teu ciclo

desenvolvendo plantações

linda de se ver.

 

Por isso vens reinar

para todos os agricultores saudar-te.

pelo lucro da vida para jamais fome passar.

 

Vens logo contribuir para renovação

da natureza elemento de extrema riqueza.

 

Vens colocar o Mundo nos trilhos da esperança

para todos irmanados agradecer-te feliz.

 

Cantando louvores pela bela e salutar cooperação

salve oh! água que nos purifica

trazendo vida ao nosso planeta.

 

 

 

* Autor: Francisco Aquino  –  Francis de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, colaborador assíduo do OABELHUDO, poeta, cronista, teatrólogo e comentarista esportivo.

Movimento Cultural/Poesia: Elevando o meu ego – Por Victor Rogério *

Elevando o meu ego

 

 

 

Olhando o infinito
Me vem a inspiração
O brilho das estrelas
A beleza da lua
A lembrança tua
Me causa emoção

Entrego-me inteiro
Isto não nego
Elevo meu ego
Com total transparência
É tua existência
Fazendo de mim
Um grande homem
Um sonhador
Pois o meu amor
Jamais terá fim

És minha amargura
O meu doce mel
Meu grande inferno
Também meu céu
És uma pedra simples
Que para mim tem valor
Fomos feitos um para o outro
Para escrevermos juntos
A mas linda e amável
História de amor.

 

* Autor: Victor Rogério – Victor é sanharoense, poeta, aluno da Escola Municipal Professor Amaro Soares de Souza e colaborador eventual do OABELHUDO. Observação: Poesia premiada na 1ª Jornada de leitura e Cultura de Sanharó, ocorrida esse mês no auditório da cultura.

Crônica/Cultura Viva: Cais do Sertão – Por Carlos Sinésio * (Exclusivo para oabelhudo)

Cais do Sertão:

beleza e riqueza cultural do interior

 

 

 

 

 

O Museu Cais do Sertão, no Recife Antigo (Cais do Porto), é um lugar único e mágico, onde o imaginário popular nos leva a viajar pelo coração do Nordeste. Sua beleza e sua riqueza cultural encantam qualquer pessoa que tenha sensibilidade suficiente para valorizar e admirar a rica cultura nordestina.

No último sábado à tarde, voltamos ao lugar para novamente apreciarmos um pouco mais a nossa cultura interiorana de Pernambuco, tão parecida com a de todo o semi-árido do Nordeste. Afinal, uma ida apenas ao local pode ser pouco para quem quer conhecer melhor, apreciar ou reviver mais algumas tradições da região.

Quem não foi ainda ao Cais do Sertão, inaugurado em abril deste ano pelo então governador Eduardo Campos, deve se programar para apreciar bastante algumas das melhores tradições do nosso povo. O museu está instalado no antigo Armazém 10 do porto, tem cerca de 2 mil m2 de área em dois pisos. Nele foram investidos R$ 97 milhões do Ministério da Cultura e do Governo de Pernambuco.

O espaço conta com uma exposição sobre o Rio São Francisco (um pequeno rio com peixes de verdade simboliza o Velho Chico). Também dispõe de estúdios de gravação e salas para quem quer se arriscar no Karaokê. Há oficinas de instrumentos musicais (há sanfona, zabumba, triângulo, violão, etc) para quem quiser fazer um som, além de discografia e parte da obra do Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Um dos diferenciais do espaço cultural é uma sala de exibição de vídeos, onde, sentados em tamboretes de madeira, os visitantes assistem filmes sobre a vida dos sertanejos. A sala é coisa de cinema, diferente de tudo que existe por aqui nessa área. Também uma réplica de uma moradia de taipa com seus utensílios tradicionais (candeeiros, panelas de barro, fogão a lenha e a decoração característica da área rural) chama a atenção.

Para acompanhar os visitantes, um grupo de monitores bilíngues está à disposição sempre. Os ingressos custam R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia para estudantes). Nas terças-feiras, o museu é aberto gratuitamente das 14h às 21h. Nas segundas-feiras, o Cais do Sertão fecha para manutenção. Outras informações, é só acessar o face (caisdosertao) ou ligar (81) 3089-2974.

* Autor: Por Carlos Sinésio,  –  Carlos Sinésio de Araújo Cavalcanti é pesqueirense, jornalista, colaborador ocasional do OABELHUDO, poeta, e escritor.

Artigo/Opinião: Somos criados para a vida. Como conviver com a morte? – Por Sebastião Gomes Fernandes *

A NECESSIDADE DE SE

EDUCAR PARA A MORTE!

Uma reflexão

 

 

Richet: “Mors janua vitae”, ou seja, “A morte é a porta da Vida”… –  Heideggar encarou o problema com mais profundidade e concluiu: “O homem se completa na morte”…José Herculano Pires assim se expressa quanto à necessidade de formação educacional para a morte. “A Educação para a Morte não é nenhuma forma de preparação religiosa para a conquista do Céu. É um processo educacional que tende a ajustar os educandos à realidade da Vida, que não consiste apenas no viver, mas também no existir e no transcender”.

Hoje em meus devaneios surgiu-me um toque de leveza e desprendimento. Me vi como autêntico cristão, como que imbuído de uma forte intuição a me levar a questionar a vida!…

A morte é o que se tem como certo! Todavia temos pavor por ser este o nosso fim – aqui na Terra. Para uns este é o fim, acabou!… Para outros é o começo! Melhor dizendo o recomeço. Acredito nesta ultima concepção. Quem nasce algum dia tem que morrer. É a lei da vida. Não há como a evitar! Por outro lado temos a oportunidade de reiniciar, de prosseguir em nossa jornada em busca do melhor, no plano astral, de onde viemos.

Recomeçar porque somos espíritos criados simples e ignorantes, na peleja constante do aprimoramento! – Este o caminho de todos, mais cedo ou mais tarde. Sua brevidade e/ou longevidade vai depender da maneira como cada um investe em seu aperfeiçoamento.

Somos criados e educados para a vida, quando deveríamos também ser preparados, educados para a morte, se assim fosse à morte seria encarada com naturalidade, pois ninguém escapa deste fundamento. Sócrates condenado à morte pelo júri de Atenas assim se comportou: “eles também já estão condenados”. Sua mulher indignada se dirige a ele e diz: “Mas é uma sentença injusta!” ele pergunta: “preferias que fosse justa?” A aquiescência de Sócrates mostrava o quanto o processo educacional que cultivou durante toda sua vida, lhe proporcionou tranquilidade e paz de espírito.

Allan Kardec foi quem primeiro se preocupou com a Psicologia da Morte e da Educação para a morte. “Ele realizou uma pesquisa psicológica exemplar sobre o fenômeno da morte”. Por anos seguidos falou a respeito com os Espíritos de mortos. E, considerando o sono como irmão ou primo da morte, pesquisou também os Espíritos de pessoas vivas durante o sono. Isso porque, segundo verificara, os que dormem saem do corpo durante o sono. Alguns saem e não voltam: morrem. Chegou, com antecedência de mais de um século, a esta conclusão a que as ciências atuais também chegaram, com a mesma tranquilidade de Sócrates, a conclusão de Victor Hugo: “Morrer não é morrer, mas apenas mudar-se”.

A morte como sequência e ordenamento da vida nada mais é do que a expressão natural e objetiva da existência.

Ninguém foge da realidade. Ninguém nasce privilegiado a ponto de ser melhor do que o outro. Para cada um o Criador deixou o livre-arbítrio. Somos responsáveis, e donos do nosso destino. A morte deverá ser encarada como mais uma etapa da formação moral, ética, intelectual e espiritual do ser humano!

José Herculano Pires assim se expressa quanto à necessidade de formação educacional para a morte. “A Educação para a Morte não é nenhuma forma de preparação religiosa para a conquista do Céu. É um processo educacional que tende a ajustar os educandos à realidade da Vida, que não consiste apenas no viver, mas também no existir e no transcender”.

A vida e a morte fazem parte da nossa essência. Quando nascemos trazemos conosco a centelha que alimenta a vida. Existência que brota e vai até ao ultimo gemido, ultimo suspiro, quando tomamos consciência da nossa essência e do nosso destino. Se preparados fossemos, certamente que levaríamos uma vida mais regrada e fundamentada na expectativa e na esperança de ao regressarmos estarmos conscientes da nossa progressão e crescimento espiritual. Este o propósito de Deus para com seus filhos.

Heideggar encarou o problema com mais profundidade e concluiu: “O homem se completa na morte”. Aquilo que para Sartre parecia o fim definitivo, para Heideggar é o rompimento da existência para lançar-se na transcendência. Isso concorda com as aspirações humanas em todos os tempos e com a afirmação de Richet: “Mors janua vitae”, ou seja, “A morte é a porta da Vida”. Temos assim definido aquilo que constitui realmente o fim da Educação, o seu objetivo único e preciso.”

Acho que a vida só tem sentido se levarmos em consideração o propósito do grande Arquiteto do Universo – vida e vida em abundância! Toda criação de Deus tem como base a preservação e a unidade do ser humano, sua imagem e semelhança. Jesus Cristo, mentor do progresso espiritual e do bem-estar da Humanidade. Cumpriu sua missão deixando o seu testemunho de amor e caridade: O Evangelho!

Pesqueira, 15 de novembro de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, Poeta e Cronista, colaborador assíduo do blog OABELHUDO,  Acadêmico titular e presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.

Movimento Cultural/Evento: Começa HOJE a 10ª Fliporto *

10ª Fliporto de

13 a 16 de novembro