Category Archives: Movimento Cultural

Movimento Cultural/Homenagem – 08 de Março – dia Internacional da Mulher *

bandeira 8 de março dia da mulher

MULHER VIDA

 

 

 

Mulher!

Força, vitalidade e símbolo de vida com abnegação.

Mulher!

Diálogo, ponto de discórdia e também de união que acolhe a vida sem distinção sendo protetora e sedutora de suma importância para perpetuação da espécie.

Mulher!

Reprimida, oprimida, violentada, agredida e ao mesmo tempo trabalhadora, desejada, forte, amada e essencial à vida.

Mulher!

Batalhadora, exemplo de bondade, companheira que avançou muito nas suas conquistas e vive transmitindo carinho acalmando a todos com sua imensidão amorosa.

Mulher!

Coragem, vibra, determinada que chora e clama com as dores mundanas quando os seus são atingidos não os abandonando jamais nos momento difíceis de aflições. Deixando florir o seu lado maternal de educadora familiar.

E esbanja alegria quando são amadas e reconhecidas por isso nunca deve ser maltratada e sim protegida sempre.

Mulher!

Símbolo de amor criado por nosso Senhor que fecunda os seres neste conturbado chão. Devendo ser cercadas de carinho e atenção. Por que só desejam serem amadas e respeitadas nas suas particularidades.

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

* Autor: Francisco Aquino – Francisco de Assis Maciel Aquino – é pesqueirense, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta e comentarista esportivo.

08/03/2014

Movimento Cultural: O Regresso – “Não dava pra segurar/Não tinha como fazê-lo/Os sonhos que se sonhavam…” – Por Robson Aquino *

casinha de sertanejo perdida no mato 1200319507_p2020865

 

porteira aberta

O Regresso

 

 

 

O homem abre a porteira
Da fazenda abandonada
O curral sem uma rês
Cerca de vara arriada
Avista a casa no fundo
Beirando o pé da estrada

 

A chave não abre a porta
De tanto tempo fechada
Demora até conseguir
A luz mostrar, deslumbrada,
Sua vida adormecida
Ali, no canto, encostada

 

O tamborete cinzento
Sujo e sem mais serventia
Denunciava o abandono
Recordando a agonia
Quando a porta se fechou
Levando o clarão do dia

 

Na cozinha, a jarra seca
Já era seca, bem antes
Lembrou do último gole
Que cedeu a um retirante
Antes qu’ele, para sempre,
Se perdesse no horizonte

 

A saudade encurralada
Ali, no canto, espremida
Arregalava os olhos
Querendo ver na ferida
O que causou tanta dor
Um dor mais que sofrida

 

Recordou, então, o motivo
De viver um tempo fora
Um dia o céu se arretou
Decidiu que era hora
Juntou as nuvens todinhas
Tangeu tudo e foi embora

 

Ficou longe uns cinco anos
Um incerto paradeiro
Uns diziam: ta no sul!
Outros: foi pro estrangeiro!
O certo é que sua ausência
Tirou vida, cor e cheiro

 

Não dava pra segurar
Não tinha como fazê-lo
Os sonhos que se sonhavam
Viravam, então, pesadelos
Jogou o homem na estrada
Sem terra, letra ou dinheiro

 

Pra onde foi, foi apulso
Sem a menor intenção
Por força das circunstâncias
Jamais por livre opção
Pois quem nasce para terra
Morre gogo no seu chão

 

Mas se é difícil ir embora
Retornar é complicado
As mãos já tão muito lisas
Cresceu mato no roçado
A cidade muda o homem
Tornando-o mais delicado

 

Na balança das escolhas
É difícil comparar
Se foi vantagem partir
Se foi proveito voltar
O que ganhou se deixando
O meio modificar

 

Um espelho empoeirado
Refletindo um ser perdido
Entre um presente buscado
E um passado retido
Entre a renúncia à raiz
Ou ao que foi conseguido

 

A decisão não é fácil
A porta lá, entreaberta
A mala espera fechada
Resolução inda incerta
Acompanharão o homem
Em todas as descobertas

 

Qualquer resposta ta certa
Qualquer “não” será um “sim”
Se partir foi algo imposto
Retornar, nem tanto assim
Decidir qual deve ser
Não é bom… nem é ruim!

 

 

Robson-Aquino-SDC12664-150x150

 

 

 

* Autor: Robson Aquino – Antonio Robson Maciel Aquino é sanharoense, cronista, colaborador do blog  – OABELHUDO, poeta e escritor. É autor do livro Sanharó – 5 Homens e um Caçuá de Lembranças e co-autor  – do Milo de Pote.

Artigo/Crônica: Lágrimas de Pierrô *

Lágrimas de Pierrô

 

pierrot chorando

“… Choro pelos 50 mil mortos por homicídio doloso todo ano e, por favor, não me venha falar em educação: segundo o Relatório de Capital Humano do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa o 88º lugar entre 122 países e, na qualidade do ensino de matemática e ciência, tem o 15º pior desempenho do mundo…” 

Quarta-feira de cinzas é um dia triste. Devia amanhecer sempre sob chuva torrencial para lavar corpos e almas que se entregaram aos apelos mundanos do carnaval. É dia de ressaca orgânica da viagem ao êxtase da fantasia e, na tradição cristã, é o momento de elevação espiritual porque simboliza a fragilidade da vida. Assim, cessada a chuva, seria celebrado o encontro do sol interior com o sol da natureza.

Como não brinco o carnaval na terça-feira gorda (acredite quem quiser), começo a quarta de cinzas, bem cedo, com os pensamentos em caminhada pelo Parque da Jaqueira. Este ano, na entrada que fica do lado da Av. Rui Barbosa, dei de cara com um resto de carnaval: o pierrô encolhido no banco da praça, abraçando as próprias pernas que davam sustentação à cabeça.

Ele chorava copiosamente. O primeiro impulso foi respeitar a solidão da tristeza; o segundo impulso foi consolar aquela alma penada que, supus, estava de coração partido por causa de uma colombina. Aquela lágrima desenhada no rosto triste do pierrô, cristalizada como um pingente, se transformara numa catarata de sentimentos incontidos.

Cedi à convicção de que o pierrô, personagem herdado da commedia dell´arte do teatro popular italiano, sofria da cornice universal da traição amorosa. No entanto, estranhei as cores da fantasia: o preto e o branco deram lugar ao verde/amarelo.

Fui direto ao ponto: – Por que tanto choro e tanto sofrimento, amigo pierrô? Você já sabia o fim do enredo: arlequim se aproveitaria de sua ingenuidade, de sua crença na bondade humana, e a colombina já era. – Não choro por colombina – balbuciou, sem levantar a cabeça, e entre soluços, completou – choro pela pátria amada, Brasil.

Surpresa! Refeito, argumentei que contivesse aquela angústia contagiante. – O Brasil, florão da América, é hoje uma das dez maiores economias do mundo; moeda estável; 40 milhões de brasileiros incorporados ao mercado de consumo; as instituições democráticas funcionando livremente e…

Senti que ele não queria ouvir e desatou a falar. – Choro pela impunidade. A sabedoria popular tem razão: nada como dias atrás de outros e um Toffoli no meio. E o que dizer da teoria da chavasca que desquadrilha a quadrilha e abre alas para o bloco dos sujos passar? Tem mais: o cara que tem cara de artista de cinema mudo, contracenando, em terreno lodoso, com outro canastrão que mais parece galã de novela mexicana, liquidam a esperança do “Moleiro de Sans-Souci” segundo a qual “ainda existem juízes em Berlim”.

Tentei contra-argumentar, mas o pierrô não interrompeu a catarse. – Que economia? A do pibinho? Atrás dos emergentes, do Chile, do Peru, da Colômbia? O Brasil do 85º lugar no IDH? O Brasil da segunda pior distribuição de renda em ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)? O Brasil de baixíssima produtividade que compromete a capacidade de competir no mercado globalizado? O Brasil cujo Estado monstruoso nós carregamos nas costas e nos devolve ineficiência generalizada na prestação de serviços? O Brasil da infraestrutura estrangulada? Da contabilidade maquiada? Das contas externas desequilibradas?

O Pierrô fez uma pausa para respirar, aí aproveitei. – Houve grandes avanços: a redução de taxa de mortalidade infantil, o aumento da expectativa de vida, universalização do ensino… Fui interrompido abruptamente. – Choro pelos 50 mil mortos por homicídio doloso todo ano e, por favor, não me venha falar em educação: segundo o Relatório de Capital Humano do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa o 88º lugar entre 122 países e, na qualidade do ensino de matemática e ciência, tem o 15º pior desempenho do mundo. Na avaliação do relatório PISA, entre 65 países, o Brasil obteve o 55º lugar em leitura, 58º em matemática e 59º em ciências. Sem falar no silencioso e perverso analfabetismo funcional: muita gente sabe ler, chega a ter diploma, mas não entende o que lê.

Concluí: seria inútil o esforço para aliviar a dor patriótica do Pierrô. Sugeri uma saída amigável e poética: – Vamos “tomar vermute com amendoim” como receitava Noel Rosa em “Pierrô Apaixonado” para “romper a esfera dos astros”, proposta de Manuel Bandeira em “A Canção das Lágrimas de Pierrot”. Ele aceitou. – Seu nome? – Apenas, pierrô .

Gustavo Krause foto-colunista-62608

* Autor: Gustavo Krause – Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado.

* Fonte: LeiaJá

Evento/Movimento Cultural: Conferência com o escritor Antonio Campos na APL *

 EVENTO CULTURAL

 

 

 

conferencia de antonio campos em 10 de março na APL

Movimento Cultural: Doce Desejo na Poesia de Núbia Cavalcanti *

doce desejo Nubia

Doce desejo

 

 

 

Doce é o sabor dos teus lábios
Quando toca os meus com ardor
Reacendendo em minh’alma o desejo
De entregar-me a cada beijo
Saciando a paixão incontrolável
Que do meu ser se apodera.

 

E quando a noite desponta
Trazendo a brisa suave
E a lua no céu aponta
Reluzente e cheia de magia
Os nossos corpos se fundem em um só
E o nosso amor se consuma.

 

E é assim que o nosso amor
A cada dia se renova, se inova…
E a nossa felicidade transborda
Assim como a correnteza de um rio
Que corre serenamente ao relento
Em direção ao mar azul.

 

P.S. –  “1ª Seleta de Versos da L.A.L.B.” – Edição Especial – 2014

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

 

* Autora: Núbia Cavalcanti  –  Núbia Cavalcanti dos Santos é sanharoense, cronista, colaboradora do OABELHUDO, contista e poetisa.

Movimento Cultural/Homenagem: A última Crônica de Rachel de Queiroz – Colaboração de Robson Aquino *

"A minha paixão pelas crônicas é muito, muito antiga... E, muitas vezes, quando as leio, me leio..." Rachel de Queiroz

“A minha paixão pelas crônicas é muito, muito antiga… E, muitas vezes, quando as leio, me leio…” Rachel de Queiroz

A Poesia das Crônicas VI

A minha paixão pelas crônicas é muito, muito antiga… E, muitas vezes, quando as leio, me leio…

Na crônica a seguir vai a minha catarse – do momento – mais profunda ; que fora escrita muito antes de meu nascimento por uma “modernista de bermudas”. Vamos a ela.

Talvez o último desejo

Rachel de Queiroz

Pergunta-me com muita seriedade uma moça jornalista qual é o meu maior desejo para o ano de 1950. E a resposta natural é dizer-lhe que desejo muita paz, prosperidade pública e particular para todos, saúde e dinheiro aqui em casa. Que mais há para dizer?

Mas a verdade, a verdade verdadeira que eu falar não posso, aquilo que representa o real desejo do meu coração, seria abrir os braços para o mundo, olhar para ele bem de frente e lhe dizer na cara: Te dana! Sim, te dana, mundo velho. Ao planeta com todos os seus homens e bichos, ao continente, ao país, ao Estado, à cidade, à população, aos parentes, amigos e conhecidos: danem-se! Danem-se que eu não ligo, vou pra longe me esquecer de tudo, vou a Pasárgada ou a qualquer outro lugar, vou-me embora, mudo de nome e paradeiro, quero ver quem é que me acha.

Isso que eu queria. Chegar junto do homem que eu amo e dizer para ele: Te dana, meu bem! Dora em vante pode fazer o que entender, pode ir, pode voltar, pode pagar dançarinas, pode fazer serenatas, rolar de borco pelas calçadas, pode jogar futebol, entrar na linha de Quimbanda, pode amar e desamar, pode tudo, que eu não ligo!

Chegar junto ao respeitável público e comunicar-lhe: Danai-vos, respeitável público. Acabou-se a adulação, não me importo mais com as vossas reações, do que gostais e do que não gostais; nutro a maior indiferença pelos vossos apupos e os vossos aplausos e sou incapaz de estirar um dedo para acariciar os vossos sentimentos. Ide baixar noutro centro, respeitável público, e não amoleis o escriba que de vós se libertou!

Chegar junto da pátria e dizer o mesmo: o doce, o suavíssimo, o libérrimo te dana. Que me importo contigo, pátria? Que cresças ou aumentes, que sofras de inundação ou de seca, que vendas café ou compres ervilhas de lata, que simules eleições ou engulas golpes? Elege quem tu quiseres, o voto é teu, o lombo é teu. Queres de novo a espora e o chicote do peão gordo que se fez teu ginete? Ou queres o manhoso mineiro ou o paulista de olho fundo? Escolhe à vontade – que me importa o comandante se o navio não é meu? A casa é tua, serve-te, pátria, que pátria não tenho mais.

Dizer te dana ao dinheiro, ao bom nome, ao respeito, à amizade e ao amor. Desprezar parentela, irmãos, tios, primos e cunhados, desprezar o sangue e os laços afins, me sentir como filho de oco de pau, sem compromissos nem afetos.

Me deitar numa rede branca armada debaixo da jaqueira, ficar balançando devagar para espantar o calor, roer castanha de caju confeitada sem receio de engordar, e ouvir na vitrolinha portátil todos os discos de Noel Rosa, com Araci e Marília Batista. Depois abrir sobre o rosto o último romance policial de Agatha Christie e dormir docemente ao mormaço.

Mas não faço. Queria tanto, mas não faço. O inquieto coração que ama e se assusta e se acha responsável pelo céu e pela terra, o insolente coração não deixa. De que serve, pois, aspirar à liberdade? O miserável coração nasceu cativo e só no cativeiro pode viver. O que ele deseja é mesmo servidão e intranqüilidade: quer reverenciar, quer ajudar, quer vigiar, quer se romper todo. Tem que espreitar os desejos do amado, e lhe fazer as quatro vontades, e atormentá-lo com cuidados e bendizer os seus caprichos; e dessa submissão e cegueira tira a sua única felicidade.

Tem que cuidar do mundo e vigiar o mundo, e gritar os seus brados de alarme que ninguém escuta e chorar com antecedência as desgraças previsíveis e carpir junto com os demais as desgraças acontecidas; não que o mundo lhe agradeça nem saiba sequer que esse estúpido coração existe. Mas essa é a outra servidão do amor em que ele se compraz – o misterioso sentimento de fraternidade que não acha nenhuma China demasiado longe, nenhum negro demasiado negro, nenhum ente demasiado estranho para o seu lado sentir e gemer e se saber seu irmão.

E tem o pai morto e a mãe viva, tão poderosos ambos, cada um na sua solidão estranha, tão longe dos nossos braços.

E tem a pátria que é coisa que ninguém explica, e tem o Ceará, valha-me Nossa Senhora, tem o velho pedaço de chão sertanejo que é meu, pois meu pai o deixou para mim como o seu pai já lho deixara e várias gerações antes de nós, passaram assim de pai a filho.

E tem a casa feita pela nossa mão, toda caiada de branco e com janelas azuis, tem os cachorros e as roseiras.

E tem o sangue que é mais grosso que a água e ata laços que ninguém desata, e não adianta pensar nem dizer que o sangue não importa, porque importa mesmo. E tem os amigos que são os irmãos adotivos, tão amados uns quanto os outros.

E tem o respeitável público que há vinte anos nos atura e lê, e em geral entende e aceita, e escreve e pede providências e colabora no que pode. E tem que se ganhar o dinheiro, e tem que se pagar imposto para possuir a terra e a casa e os bichos e as plantas; e tem que se cumprir os horários, e aceitar o trabalho, e cuidar da comida e da cama. E há que se ter medo dos soldados, e respeito pela autoridade, e paciência em dia de eleição. Há que ter coragem para continuar vivendo, tem que se pensar no dia de amanhã, embora uma coisa obscura nos diga teimosamente lá dentro que o dia de amanhã, se a gente o deixasse em paz, se cuidaria sozinho, tal como o de ontem se cuidou.

E assim, em vez da bela liberdade, da solidão e da música, a triste alma tem mesmo é que se debater nos cuidados, vigiar e amar, e acompanhar medrosa e impotente a loucura geral, o suicídio geral. E adular o público e os amigos e mentir sempre que for preciso e jamais se dedicar a si própria e aos seus desejos secretos.

Prisão de sete portas, cada uma com sete fechaduras, trancadas com sete chaves, por que lutar contra as tuas grades?

O único desabafo é descobrir o mísero coração dentro do peito, sacudi-lo um pouco e botar na boca toda a amargura do cativeiro sem remédio, antes de o apostrofar: Te dana, coração, te dana!

* Fonte: Rachel de Queiroz, em “Um alpendre, uma rede, um açude”. Rio de Janeiro: José Olímpio by herdeira de Rachel de Queiroz  –

Também em “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras” . Seleção: Joaquim Ferreira dos Santos . Objetiva.

Editorial: Sanharó: O Baile Municipal – A Festa do ano! *

 

 O BAILE MUNICIPAL DE SANHARÓ

Fragmentos

 

Alegria, fantasias e frevos a tônica da noite do Baile Municipal de Sanharó

Alegria, fantasias e frevos a tônica da noite do Baile Municipal de Sanharó

 

Edna Lourdinha BM 01 WP_001325Coca e Graça no BM foto 02 boa WP_001359 (1)

 

Realizou-se nesse sábado, 01 o tradicional Baile Municipal de Sanharó. Pelo quinto ano seguido, tivemos a participação da Orquestra Super Oara que a cada ano anima cada vez mais. Comandada por Elak Amaral a Oara se esmera em agradar o folião sanharoense e esse ano deu um show a mais. Parabéns pra ele extensivo aos seus integrantes.

O Baile – Organização

O baile foi bem organizado, contudo permitiu alguns erros ou até absurdos, como deixar o bar sem o serviço de garçons. Um erro imperdoável da Prefeitura em permitir que esse fato acontecesse. Não há desculpas e muito menos justificativas.

Outro ponto negativo que foi quase que de imediato combatido, foi à colocação de bebidas no piso do salão de danças. Abominável sob qualquer aspecto. Adultos, “maloqueiros”, claro, que estupidamente teimam em frequentar um lugar que não lhes cabem. Em sendo uma festa da família sanharoense e de convidados, o que danado vai fazer um sujeito que teima em ser um pária da sociedade. Por pouco não acontece algo mais sério. Acho que dentre as providências, a organização da festa tem que contratar alguns seguranças para maior proteção dos presentes.

Bebidas expostas no piso do salão de festas. Atitude de quem tem pouco respeito pelos outros

Bebidas expostas no piso do salão de festas. Atitude de quem tem pouco respeito pelos outros

A organização acertou quando diminuiu o número de mesas vendidas e isso permitiu uma regular movimentação que foi acrescentada pela, repito, estúpida falta de garçons. O salão esteve sempre cheio e deu pra sentir que o folião ama de fato o seu Baile Municipal.

Mesmo tendo sido oferecido uma quantidade menor de mesas, o clube da ACIAS lotou. Que bom estar numa festa e reencontrar ou rever tantos bons amigos. Noves fora os que já são figuras carimbadas das nossas festas, vi muitos outros que são mais caseiros e quase que não os vejo em festas. Vislumbro com bons olhos, o nascimento de uma nova sociedade composta por dezenas de comerciantes, servidores públicos, prestadores de serviços que se juntam aos mais tradicionais e dão uma nova cara às festas.

Gustavo e Gracinha BM WP_001340Beba e Flavio no BM  WP_001361

Feliz em reencontrar meus contemporâneos de escola e de conjunto – Os Rebeldes – Gustavo Tadeu e Flávio Melo, acompanhados de suas esposas; Gracinha e Beta, respectivamente. Alegre em rever alguns conterrâneos que residem em outras cidades, mas que não deixam de curtir o calor humano do seu torrão natal.

Enfim, falar de nomes é correr um risco enorme. Quem foi está contemplado. Ah, lembrei-me que dois amigos da terra e que são vereadores em Pesqueira, estiveram presentes: Wagner e Nelmon. Da nossa cidade, afora o prefeito Fernando e o vice-prefeito Artur esteve presente o vereador Sergio Adriano – Diano.

Edna e Gorete Bem BM WP_001343Tania Galvão no BM WP_001364joana darc BM  WP_001362Dihomar no BM WP_001354

Edna no salão BM WP_001345WP_001366Orquestra Oara BM WP_001335caboclinhos BM WP_001320

Tenho por hábito não me reportar a quem não foi à festa. Um nome, porém, foi lembrado por muitos amigos; Leonides Caraciolo. Este dispensa comentários.

Ouvi de alguns dos presentes que a banda Eduardo Melo/Dudu o (Fofinho do arrocha) deveria abrir a noitada e tocar por duas horas e só aí a Oara entraria e iria até o final. Incorporei a sugestão e me alio aos que assim pensam. Também seria sugestiva a colocação de uma atração tipo Nonô Germano, Almir Rouche, ou André Rio que certamente daria mais empolgação à festa.

Finalizo essas mal traçadas fazendo um elogio às fantasias. Permearam entre bonitas e lindas. Um bom gosto a toda prova, principalmente, das mulheres. Um deslumbramento! Mais um quesito que não ficamos devendo homenagem a nenhuma outra festa. Vale ressaltar também a bela decoração do clube.

Uma palavra de carinho para o Grupo de Jovens que se apresentou na abertura da festa, coordenados pelo professor Charles. De muito bom gosto tanto nos Caboclinhos como na apresentação do nosso Frevo. Sugiro que para o ano melhorem a iluminação para que as pessoas apreciem melhor. O show teve um tempo correto e as coreografias foram bem definidas. Parabéns pra todos!

E concluindo, o  blog reverencia a todos que com dedicação, brilho, talento, alegria e jovialidade ajudaram à compor uma festa primorosa –  o nosso Baile Municipal.

E…Até o próximo!

 

Paulinho Portal Sanharó

 

Dom Pablito – Editor Geral

 

 

Movimento Cultural: A Poesia de Núbia Cavalcanti – Preconceito, Não! *

pior violencia o preconceitodiga nao ao preconceito

Preconceito, não!

 

 

 

Palavras que são ditas sem pudor
Refletindo a intolerância de certos indivíduos
Egocêntricos e desprovidos de amor
Com aqueles seres humanos
Onde a cor da pele e a classe social
Nega-lhes direitos e deveres
Concedidos a outrem de altas classes sociais
E excluindo-os do meio em que vivem
Incapacitando-os de exercerem a própria liberdade
Tornando-os escravos de sua ínfima condição
O negro e o pobre proletário.

Não podemos aceitar ou tolerar
Aqueles que agem de forma desumana
Ofendendo e denegrindo o nosso semelhante!

 

P.S. – Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos – Volume 111.

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

 

* Autora: Núbia Cavalcanti – Núbia Cavalcanti dos Santos é Sanharoense, cronista, colaborador do blog OABELHUDO, contista e poetisa.

OSCAR 2014: Vejam o que aconteceu – 12 Anos de Escravidão é Escolhido o Melhor *

 

Saiba tudo sobre a cerimônia do Oscar 2014

“12 Anos de Escravidão” é escolhido Melhor Filme em Oscar

dominado por “Gravidade”

 

Livro que originou o filme vai ser distribuído em escolas

Livro que originou o filme vai ser distribuído em escolas

 

12 Anos de Escravidão” levou o prêmio mais importante da 86ª cerimônia do Oscar, apresentada pela comediante Ellen DeGeneres, neste domingo, 2 de março, em Los Angeles. O drama foi escolhido Melhor Filme na noite em que “Gravidade” foi o grande vencedor, arrebatando sete estatuetas douradas.

O mexicano Alfonso Cuarón se tornou o primeiro latino-americano a ganhar o troféu de Melhor Diretor por seu trabalho em “Gravidade”. O longa também ficou com os prêmios técnicos: Montagem, Fotografia, Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Visuais e Trilha Sonora.

Mesmo criticado o Oscar consegue resiste por 86 apresentações

Mesmo criticado o Oscar consegue resiste por 86 apresentações

Os atores de “Clube de compras Dallas” ficaram com o prêmio de atuação masculina: Matthew McConaughey (Melhor Ator) e Jared Leto (Melhor Ator Coadjuvante”). Cate Blanchett foi premiada como Melhor Atriz, por “Blue Jasmine“, dirigido por Woody Allen e Lupita Nyong’o, de “12 Anos de Escravidão”, ficou com o prêmio de Atriz Coadjuvante.

O italiano “A Grande Beleza” ganhou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Com isso, foi quebrado um jejum de 15 anos sem vitórias da Itália na categoria. Já na categoria de Melhor Animação, o Oscar foi para o favorito “Frozen – Uma Aventura Congelante“.

 

Confira abaixo a lista dos vencedores do Oscar 2014:

 

Melhor Filme
“12 Anos de Escravidão”

Melhor Atriz
Cate Blanchett por “Blue Jasmine”

Melhor Ator
Matthew McConaughey por “Clube de Compras Dallas”

Melhor Ator Coadjuvante
Jared Leto por “Clube de Compras Dallas”

Melhot Atriz Coadjuvante
Lupita Nyong’o por “12 Anos de Escravidão”

Melhor Diretor
Alfonso Cuáron por “Gravidade”

Melhor Roteiro Adaptado
John Ridley por “12 Anos de Escravidão”

Melhor Roteiro Original
Spike Jonze por “Ela”

Melhor Animação
“Frozen: Uma Aventura Congelante”

Melhor Filme Estrangeiro
“A Grande Beleza” (Itália)

Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki por “Gravidade”

Melhor Montagem
Alfonso Cuarón e Mark Sanger por “Gravidade”

Melhor Design de Produção
Catherine Martin e Beverly Dunn por “O Grande Gatsby”

Melhores Efeitos Visuais
“Gravidade”

Melhor Figurino
Catherine Martin por “O Grande Gatsby”

Melhor Maquiagem e Cabelo
“Clube de Compras Dallas”

Melhor Documentário
“A Um Passo do Estrelato”

Melhor Documentário de Curta-Metragem
“The Lady in Number 6: Music Saved My Life”

Melhor Trilha Sonora Original
Steven Price por “Gravidade”

Melhor Canção Original
“Let It Go” de “Frozen: Uma Aventura Congelante”

Melhor Mixagem de Som
“Gravidade”

Melhor Edição de Som
“Gravidade”

Melhor Curta-Metragem
“Helium”

Melhor Curta de Animação
“Mr. Hublot”

* Fonte: MSN/Estadão

Movimento Cultural :A Flor Mulher na poesia de Luiz Avelino *

flor mulher-gravida-segurando-flor

FLOR MULHER

 

 

 

 

Eu avistei um jardim
Todo coberto de flores
E, entre as flores, cheirando
Avistei uma mulher
Exalando seu perfume
Bem maior que o das flores
Achei a coisa mais linda
Pode falar quem quiser
Eu vou morrer com cem anos
Mas, morro lhe assegurando
Só estou no mundo morando
Por causa de uma mulher.

 

A mulher é, meu amigo,
A coisa melhor do mundo
Já tentei viver sem ela
Não aguentei um segundo,
Virei um pobre coitado
Maltrapilho, vagabundo
É por isso que lhe digo
Fale dela quem quiser
Eu vou morrer com cem anos
Mas morro lhe assegurando
Só estou no mundo morando
Por causa de uma mulher.

 

Se vou, num fim de semana,
Passear na beira-mar
aonde o clima é perfeito
Pra gente se bronzear
Vejo um corpo feminino
Nas águas a se banhar
E a beleza divina
Delineada nas curvas
Do corpo de uma mulher,
Eu vou morrer com cem anos
Mas, morro lhe assegurando
Só estou no mundo morando
Por causa de uma mulher.

 

Se não gosta de mulher,
Não chegue perto de mim,
Pois você é um impostor
No meio desse jardim.
A mulher tem regalias,
Tem carisma, tem mister
E, nas esquinas da vida
Não importa onde estiver,
Eu vou tirar o chapéu
Pra mimosa FLOR MULHER.

 

 

Luiz Avelino poeta colaborador

 

 

* Autor: Luiz Avelino – Luiz é agente de endemias, violonista, ministro da Eucaristia e poeta.