Category Archives: Movimento Cultural

CURIOSIDADE : O FAMIGLIA GIULIANO É OFICIALMENTE DECLARADO CASTELO.*

 

Famiglia Giuliano é

oficialmente Castelo

 

 

Foi bem prestigiada a noite de encerramento das atividades do Famiglia Giuliano, do grupo Spettus, em jantar nesta segunda-feira. Na verdade, a casa termina um ciclo de quase 10 anos anos como restaurante, mas inicia um outro como espaço para festas, chamada Castelo, e sob a batuta de Cristina Carvalho, diretora de Marketing do grupo.

O Famiglia Giuliano é uma famosa casa na Av. Domingos Ferreira em Recife. Agora reconhecido como Castelo, só pra festas…

 

O evento que marcou a mudança de operação do local teve viés social: Julião Konrad, dono da casa – que não pôde estar presente -, ofereceu o buffet, que teve como anfitriã a primeira-dama Renata Campos, e viés beneficente, com 100% da renda destinada ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente. Todas as 200 senhas para o jantar foram vendidas, e muitas empresas encamparam a ideia, entre elas, Teletaxi, de Juliana Cavalcanti; Sundown Suplementos, de João Marinho; Interne, de Paula Maira; Coca-cola…

O jantar lotou o restaurante. Todas as 200 senhas do jantar beneficente foram vendidas.

 

Como Castelo, o espaço já começa a funcionar com eventos agendados, este mês, quando também inicia uma série de mudanças estruturais, que serão feitas gradualmente, e com assinatura do arquiteto Humberto Zírpolli: a adega vira boate, o jardim será ampliado… A reforma deve estar concluída em dezembro, mas as festas fechadas até lá serão religiosamente cumpridas, garante Cristina.

 

*Fonte< FolhaPE/Simone Lima,

A POESIA DE ROBSON – Oração Sertaneja : por Robson Maciel Aquino.

Oração Sertaneja

 

 

 

Luiz Gonzaga – Luar Do Sertão
Found at Luar Do Sertão on KOhit.net

 

 

 

Meu Jesus abra bem a sua oiça
Pois, de fraca, minha voz não vai além
Já gastei todo verbo no armazém
A pedir, implorar comprar fiado
Mas o dono me olha assustado
Como se fosse eu um malfeitor
Os meus calos nas mãos não têm valor
E a pele rachada não diz nada
Minha enxada, num canto encostada,
É o retrato de tudo que sobrou

 

Me valei, meu Jesus, peço clemência
Como dói ver a terra esturricada
Meus bichinhos tombando na estrada
Todos secos, de olhar triste… sombrio
Amontoam-se onde antes era um rio
A formar a mais triste escultura
Feita a ossos de puras criaturas
Que a morte não teve compaixão
E no solo rachado do sertão
Escreveu a cruel literatura

 

Não suporto, meu Deus, olhar meus filhos
Tão confusos ao que está acontecendo
Tudo envolta, aos poucos, tá morrendo
Sem deixar um bilhete, um só recado
O seu pai nunca mais foi ao mercado
Sua mãe se definha a cada dia
Onde antes reinava a alegria
Hoje é palco de dor e sofrimento
Alivia, meu Pai, esse tormento
Me acolhe na tua calmaria

 

Me livrai, oh meu todo Poderoso!
Da mais dura e cruel humilhação
Que é você estender a sua mão
Para um outro e pedir uma esmola
Isso dói; isso fere; isso degola
Joga ao chão a decência construída
Através do trabalho de uma vida
Pela fonte da honra batizado
Nunca deixe, oh Senhor, que o meu passado
Seja casca cobrindo essa ferida

Pinte o campo de verde, novamente
Me devolva o que a seca me tirou
Minhas vacas, meu boi reprodutor
As espigas todinhas do roçado
Enche o rio e refaça o seu traçado
Arrastando pra longe as más lembranças
Alimenta, meu Pai, minhas crianças
Que há tanto não sabem o que é comer
Traz de volta a mulher do meu viver
E com ela a mais pura esperança

 

Quero ouvir o meu galo cantador
Acordar a fazenda de manhã
Sabiá, bem-te-vi, curiatã
Em orquestra, saudar o novo dia
Um pão novo chegar da padaria
Uma mesa bem farta e colorida
Com toalha de brim toda florida
Alegrar a casinha de sapê
E a família inteirinha agradecer
Pelo verde, a fé; pela comida

 

Nunca mais, oh Senhor, deixe faltar
Uma gota de água na quartinha
Uma cuia e meia de farinha
Bem guardada num saco atrás da porta
Cebolinha e tomate, lá da horta
Rapadura, toicim, arroz, feijão
Uma sela no lombo do alazão
Uns teréns pr’eu guardar alguns trocados
No curral ver crescer forte meu gado
E em mim, minha fé em oração

 

Que meus joelhos, meu Pai, sempre se dobrem
A louvar pelas graças recebidas
Pela água que é a fonte dessa vida
E o verde que dela resplandece
E por tudo a gente agradece
Mas nos livra de ter que suplicar
De tremer, toda vez que se lembrar
O que a seca é capaz de produzir
Me abençoa, Senhor, tenho que ir
Não me falte a coragem de lutar!

 

 

Autor: Antonio Robson Maciel de Aquino

PESQUEIRA: A PARTIR DESSA QUINTA FEIRA INICIA-SE A FESTA DA RENASCENÇA.*

Agreste Central |Pesqueira

recebe shows a partir de hoje.

 

 // SANHARÓ RECEBERÁ DOIS EVENTOS NA SEXTA-FEIRA E NO SÁBADO.**

 

 

Confira abaixo a programação completa do Palco Nação Cultural:

 

Teatro Mágico encerrará a noite dessa quinta-feira,16.

 

Quinta-feira, 16/8

22h – Junior Chumbago, Tributo a Paulo Diniz
23h – Som da Terra
0h – O Teatro Mágico

Lenine será atração principal da sexta-feira, 17, no palco principal em Pesqueira.(foto Eric/Sec.Cultura)

 

Sexta-feira, 17/8

22h – Os Sertões
23h – China
0h – Lenine

 

O cearense Fagner se apresentará no sábado, último dia da festa.

 

Sábado, 18/8

22h – Azulão
23h – Projeto Viva Gonzagão (Apresentação de vários artistas)
0h – Fagner

*DJ Renato da Mata encerra todas as noites do festival

Descentralização

Presente cada vez mais em cidades do Estado, a caravana do FPNC no Agreste Central também chega aos municípios de Agrestina, Brejo da Madre de Deus, São Caetano, Sanharó, São Bento do Una e Tacaimbó, promovendo a mostra itinerante Cinema na Estrada, encontros de cultura popular e oficinas de formação cultural

 

** SANHARÓ

// Audiovisual

Sexta, 17/8
19h – Mostra Cinema na Estrada
Local: Rua Major Sátiro, em frente à Prefeitura

Programação:

– “Fulô de açucena” (Ficção, de Marcos Carvalho)
– “Vou estraçaiá” (Ficção, de Tiago Leitão)
– “Lapada seca” (Experimental de Coletivo Macunaíma Colorau/Povo Indígena Truká)
– “Dia estrelado” (Animação, de Nara Normande)
– “Até onde a vista alcança” (Documentário, de Felipe Peres)
– “Menina do algodão” (Ficção, de Daniel Bandeira e Kleber Mendonça Filho)
– “Até o sol raiá” (Animação, de Fernando Jorge e Leandro Amorim)
– “Cinema americano” (Documentário, de Taciano Valério)

 

// Cultura popular

Sábado, 18/8

17h – Bloco Lírico Velha Guarda de Pesqueira
Grupo de Canto Reviver Seresta Sanharó
Local: Comunidade do Jenipapo – 2º Distrito

 

*Fonte: FPN.org (fotos Google)

MOMENTOS DE TERNURA : AS POESIAS DE ANGELA LUCENA – Colaboração de João Roberto M Aquino.

ORVALHO

 

 

 

Toca a minha pele
Suave e refrescante
Minhas preciosas fontes
Como córrego já estão…
Entre dor e emoção
Pouco a pouco vão molhando
Eu tristonha apreciando
A beleza infinita…
Uma lembrança bonita
Quando os pássaros em orquestra
Meus pensamentos sequestram…
E levam até você
Como em um bambolê
Eles giram em minha volta.
A alma um suspiro solta
De saudades e solidão…
É o orvalho molhando
Corpo,alma e coração.

Ângela Lucena-Poetisa

 

AMOR

 

É dor gostosa, passageira
É a chama da fogueira
Que incendeia o coração
É o que libera perdão
Mesmo fazendo sofrer
Cegueira que longe ver
A feição do bem amado
É um querer amargurado
É uma busca constante
Estando perto ou distante
Não tem medida exata
É como nó que desata
Para haver cumplicidade
É o que traz felicidade
E ajuda sobreviver
Pra que se possa entender
Que o AMOR é soberano
E sem ele, o ser humano
É incapaz de viver….

 

Ângela Lucena – Poetisa

PESQUEIRA : FESTIVAL DE INVERNO 2012 SERÁ ENTRE OS DIAS 13 e 18 DE AGOSTO.*

Agreste Central |

Confira a próxima parada do FPNC

 

 

A caravana do Festival Pernambuco Nação Cultural (FPNC) segue viagem. Depois do Sertão do Pajeú, é a vez de o Agreste Central contar com a programação do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura de Pernambuco e da Fundarpe.

 

Entre os dias 13 e 18 de agosto, os municípios da região irão receber atividades das mais diversas linguagens, como música, literatura, artes cênicas, audiovisual, design e moda, artes visuais, artesanato, fotografia, entre outras. O FPNC levará também ações de formação cultural – palestras, seminário e oficinas gratuitas.

A cidade polo, assim como no ano passado, é Pesqueira, que recebe o Palco Nação Cultural, onde acontecem os shows. Entre as atrações já confirmadas estão Clayton Barros, China, Lenine, Azulão, Projeto Viva Gonzagão e Fagner. O município terá também o Polo Prado com atrações de cultura popular, bandas de garagem e cortejos, além do Encontro Estadual de Povos Indígenas, na Serra do Ororubá, onde vive o povo.

A programação completa está sendo elaborada e será postada posteriormente. (oabelhudo)

 

* Festival Nação Pernambuco.

LONDRES 2012 : O FREVO DO RECIFE INVADIRÁ A CAPITAL INGLESA. *

Recife “para inglês ver”

 

 

NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA (31), SERÁ REALIZADA A “NOITE RECIFENSE” NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES; UM POCKET SHOW DO MAESTRO SPOK COM A PARTICIPAÇÃO DE MÚSICOS E DANÇARINOS PROMETE FAZER A TERRA DA RAINHA CAIR NO FREVO

A expressão “para inglês ver” normalmente é utilizada para dar um tom pejorativo a momentos em que, digamos, não levamos muita fé na concretização de determinado fato. Porém, na próxima terça-feira (31), a mesma frase vai poder ser empregada em seu sentido literal sem restrições. Nessa data será realizada a “Noite Recifense” nos Jogos Olímpicos de Londres, na Inglaterra. Um pocket show do maestro Spok com a participação de músicos e dançarinos promete fazer a Terra da Rainha cair no frevo.

Durante as olimpíadas, a Prefeitura do Recife vai promover a cidade como destino turístico em ações de rua, treinamento com agentes de viagem, show, degustação da culinária e relacionamento com a imprensa. Além das performances urbanas, o Recife participará de uma ação junto às outras 11 cidades sede da Copa do Mundo FIFA de 2014 na nova sede da Embaixada do Brasil.

O Recife terá stand para distribuição de material promocional e brindes, como sombrinhas de frevo com tags em inglês do Recife te Quer, apresentando a capital pernambucana como cidade-sede da Copa 2014.

Em Londres, já estão os secretários de Turismo, Carlos Braga, e da Secopa, Amir Schvartz. O prefeito João da Costa também marcará presença na ocasião. O gestor embarcou no último sábado para a capital inglesa. A presidente Dilma Rousseff prestigiará a ação inédita.

 

*Fonte: Pernambuco247

(video Youtube/Foto/gravura Google)

Crônica ; CÂNDIDO PORTINARI.* – Por Antonio Falcão.**

O mestre Portinari

 

Cândido Portinari e seu auto-retrato.

 

 

Entre o cafezal e o sonho do verso drummondiano, em 1903, no vilarejo paulista de Brodowski, nasceu Cândido Portinari, que foi, aqui e no exterior, o nosso maior artista plástico. Ainda guri, quando sua terra já era cidade, ele se uniu a uns italianos restauradores de igrejas e não largou mais o pincel. Aos 15 anos, sem concluir o curso primário, estava na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. E levando consigo de Brodowski as imagens sofridas dos camponeses, sapateiros, meninos de rua e tantos outros excluídos que povoariam a sua obra de cunho social.

Em 1928, graças a um prêmio, Portinari foi pra Paris assimilar novas técnicas, outros estilos e, saudavelmente, influenciar-se por grandes mestres  em particular, Pablo Picasso. Daí, evoluiu e se modernizou. Tanto que Nova Iorque lhe rendeu homenagens e adquiriu as telas Café e O Morro. Pelo seu muralismo, o ianque Museu de Arte Moderna (MoMA) também o elogiou enormemente. E mundo afora, apesar da Segunda Guerra Mundial, seguiam-se mostras desse homem simples, semissurdo, coxo e com 1,54 m de altura. Glorificando-o, em 1940, uma universidade americana publicaria um livro consagrador sobre ele e a sua pintura magistral.

Atenta a isso, a Europa pacificada o acolheu. E aqui, com a redemocratização, ele aderiu ao Partido Comunista Brasileiro, do qual, sem êxito, quis ser deputado, em 45, e senador, em 47. Depois, vieram os murais na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. E a força dos quadros Retirantes e Meninos de Brodowski, mais dignificantes para o artista e a cultura do País que qualquer mandato eletivo. Em 56, viram-se os seus dois painéis mais famosos: Guerra e Paz, com 14 m x 10 m cada, postos na sede da ONU, em Nova Iorque. Nesse tempo, quando já sabia que o chumbo contido na tinta que usava lhe era tóxico, ele foi o único brasileiro a participar da exposição 50 anos de Arte Moderna, na Bélgica. Mas em 1962,  três anos após ter feito a tela Enterro, hoje no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, em Olinda  e no afã de ir além das (estimadas) cinco mil obras, esse iluminado artista não abandonou os pincéis e faleceu.

No último Carnaval, uma escola de samba carioca disse no pé e no enredo mais sobre ele. Contudo, bem menos que isso de Carlos Drummond de Andrade: E por assim haver disposto o essencial, cala e voa para nunca mais… a mão-de-olhos-azuis de Cândido Portinari.

 

* Fonte : ARTIGOS – OPINIÃO JC

**Autor – Antonio Falcão (Escritor)
afalkao@hotmail.com

OS DESCENDENTES DO CASARÃO DE JENIPAPO (II)* – Por Paulo José Elias Foerster.

OS DESCENDENTES

 

Capela de Santo Antônio de Jenipapo. Inaugurada em 1808, pelo capitão-mor Antonio dos Santos Coelho da Silva.

 

Do casal nasceram seis filhas: Clara dos Santos Coelho casada com Manoel José de Siqueira; Rita Zeferina dos Santos Coelho, casada com José Cordeiro de Carvalho Leite; Ana Vitória dos Santos Coelho casada com Francisco Xavier Paes de Melo Barreto; Maria Zeferina dos Santos Coelho, casada com o primo Rufino Coelho da Silva; Francisca Justina dos Santos Coelho, casada com o sobrinho (filho de João Alves Leite) José Claudino Leite, e Tereza de Jesus dos Santos Coelho, casada com Domingos de Souza Leão.

Todos os esposos das filhas do casal Antônio dos Santos Coelho da Silva e Tereza de Jesus, bem como vários descendentes ocuparam posição de destaque na economia, na política e na administração pública da antiga província de Pernambuco.

Em razão das importantes atividades exercidas pelos maridos, vamos nos deter apenas em Clara dos Santos Coelho, Ana Vitória dos Santos Coelho, e Rita Zeferina dos Santos Coelho, Tereza de Jesus dos Santos Coelho.

Clara dos Santos Coelho, casada com o capitão seguidamente sargento-mor, capitão-mor, Manoel José de Siqueira, proprietário da fazenda Poço da Pesqueira, originando-se da mesma a atual cidade de Pesqueira. Foi presidente da câmara do senado de Cimbres, homem de prestígio e de grande patrimônio, de pouca instrução, temido pelo seu comportamento por demais temperamental.

Após a morte do sogro Antônio dos Santos Coelho da Silva, Manoel Siqueira travou uma disputa ferrenha com o concunhado Francisco Xavier Paes de Melo Barreto para herdar o cargo de capitão-mor e que culminou com a indicação dos dois, pela Corte no Rio de Janeiro, ficando cada um na sua zona de influência. O cargo de capitão-mor dava poderes discricionários ao seu ocupante, era um cargo tipicamente feudal criado nos tempos das Ordenações Manuelinas e extinto com a Constituição do Império.

As rivalidades pessoais e políticas estimuladas pela vaidade de poderio, motivaram o acirramento à luta, já agora por honrarias e mercês. Francisco Xavier ao conseguir a efetividade no posto e graduação de coronel o que exasperou o seu rival, resultando a tenebrosa vingança que atingiu por engano dos mandatários, a Ana Vitória, esposa do Francisco. O capitão-mor Manoel Siqueira, imputado pela voz pública como mandante do crime, acabrunhado, ao que parece, pelo remorso, pois muito prezava a cunhada, no ano seguinte falecia levando para o túmulo toda a prepotência e o mau instinto que caracterizavam a sua pessoa.

Ana Vitória dos Santos Coelho, esposa de Francisco Xavier Paes de Melo Barreto, Cavaleiro da Ordem de Cristo da Ordem Imperial e da Ordem do Cruzeiro, presidente do Senado de Cimbres, Capitão – mor do Ararobá, Ouvidor sub-rogado, homem instruído, de maneiras fidalgas, viajando quase anualmente à Corte, era filho de João Marinho Falcão e Maria Joaquina Paes de Melo, natural da freguesia de São Lourenço da Mata.

Francisco Xavier Paes de Melo Barreto, residia na Fazenda Poços dos Patos, situada às margens da atual estrada Pesqueira-Poção, em cuja propriedade mandara levantar uma vivenda magnífica.

Como conseqüência de disputa pessoais e política com seu concunhado Manoel José de Siqueira, resultou, em 29 de dezembro de 1829, em uma emboscada, da qual saiu ferida mortalmente a sua esposa, vindo a falecer em 10 de janeiro de 1830, sendo sepultada na Fazenda Jenipapo.

Ao se dirigir para Recife, onze meses após a morte da esposa, Francisco Xavier faleceu na atual cidade de Brejo da Madre de Deus, em 18 de dezembro de 1830, sendo sepultado na matriz de São José deixando dez filhos menores, estando o maior com a idade de quinze anos. Sendo Francisco Xavier Paes Barreto um dos filhos do casal.

Conselheiro Francisco Xavier Paes Barreto (Foto 01) nasceu em 17 de setembro de 1821 na fazenda Poços dos Patos, que na época pertencia a Cimbres. Concluiu o curso de Direito em Olinda (1842), foi promotor público no Recife (1848) e juiz de Direito em várias cidades pernambucanas, chefe de Polícia no Piauí e Alagoas e presidente das províncias da Bahia, Paraíba, Ceará e Maranhão. Deputado-geral por Pernambuco (1849 a 1855), Ministro da Marinha (1859) e dos Negócios Estrangeiros (1864), inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro e senador por Pernambuco. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1864.

Rita Zeferina dos Santos Coelho, casada com José Cordeiro de Carvalho Leite, com quem teve os seguintes filhos: Bernarda Cordeiro de Carvalho, Joana Cordeiro de Carvalho, Ana Cordeiro de Carvalho, Maria Cordeiro de Carvalho, Padre José Teodoro Cordeiro de Carvalho, Antonio Francisco Cordeiro de Carvalho, Francisco Cordeiro de Carvalho. Dos filhos do casal destacamos Bernarda ascendente do senador Wilson Campos (Foto 09) e do governador Carlos Wilson Rocha de Queiroz Campos (Foto 10); Francisco Cordeiro de Carvalho, de quem descende o Governador José Neves Filho (Foto 08).

Bernarda Cordeiro de Carvalho, casada com Isidoro José Dias dos Santos (português) – filha – Tereza de Jesus Cordeiro Campos, casada com Manoel Ferreira Patriota – filha – Dulce Emídia Cordeiro Campos, casada com Antônio Alves Campos – filho – Erasmo Alves Campos, casado com Belmira Florentino Campos – filho – Sebastião Florentino Campos, casado com Petronila Elcides de Queiroz – filho – Wilson de Queiroz Campos, casado com Maria Tereza Rocha de Queiroz Campos – filho – Carlos Wilson Rocha de Queiroz Campos (Deputado federal, Senador, Ministro, Vice Governador e Governador de Pernambuco).

O desembargador José Neves Filho era bisneto de Francisco Cordeiro de Carvalho, e assumiu como interventor, o governo de Pernambuco em 1945.

Obs. A descendência de Rita Zeferina está contida no Livro Ararobá Lendária e Eterna de autoria de Luís Wilson.

Tereza de Jesus dos Santos Coelho casou-se Domingos de Souza Leão que nasceu na cidade de Olinda em 04 de abril de 1789. Além da cortesia da visita, ao solar da fazenda Jenipapo, do capitão-mor Antônio dos Santos Coelho da Silva, o jovem Domingos, então com 25 anos de idade, levava consigo o intuito de pedir em casamento a filha do anfitrião, Tereza de Jesus, na época com 20 anos. O capitão-mor Coelho deu a sua aquiescência ao enlace matrimonial, porém, pediu aos noivos que ficassem residindo na casa grande da fazenda. Ali mesmo realizou-se o casamento na capela de Santo Antônio em 13 de novembro de 1810.

Domingos de Souza Leão foi tenente-coronel do esquadrão de cavalaria da Guarda Nacional em Cimbres. Sua gestão no Senado de Cimbres foi uma das mais profícuas, tomando atitudes, promovendo moções, encaminhado indicações perante a Junta do Governo, etc.
Após o episódio de intensa repercussão e comoção na família, assassinato de Ana Vitória, Domingos de Souza Leão transferiu-se definitivamente para o engenho Caraúna onde se dedicou a cultura da cana de açúcar e montou, em 1836, a primeira moenda fabricada em Pernambuco pela fundição Aurora, e que pertencia à firma Harrington Starr & Cia.

Do casal Domingos e Tereza de Jesus nasceram 21 filhos, dos quais 11 na fazenda Jenipapo. Por ocasião da morte de Tereza em 07 de abril de 1874, apenas oito filhos estavam vivos. Dentre os filhos destacamos: Antonio dos Santos de Souza Leão, Augusto de Souza Leão e Domingos de Souza Leão.

* (Continua na próxima postagem)