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Canetadas/Homenagem – Colégio Santa Doroteia – Por Jurandir Carmelo *

HOMENAGEM AO SANTA DOROTEIA

 

(05 anos depois…)

 

Texto republicado em homenagem aos 95 anos do Colégio Santa Doroteia. Foi postado originalmente no blog do Sinésio em 2009., quando o Colégio completou 90 anos.

 

Quando a Escola das normalistas de ontem chega triunfalmente aos seus 90 anos de existência, não poderíamos deixar de render uma homenagem, mesmo que singela ao nosso Colégio Santa Dorotéia.

Pelas suas bancas, em busca do saber, passaram pessoas nossas, tais como: Dona Ninfa Araújo de Oliveira (minha saudosa Mãe); Dona Maria Olímpia Albuquerque Araújo (minha saudosa tia-mãe); minhas irmãs queridas, Nalise e Yêda Carmelo. Em nova fase as filhas adoradas Micheline Morgana, Fábia Roberta e Izabel Áurea; Por lá, também, passaram minha respeitada cunhada Socorro Melo de Oliveira, esposa de Lídio, meu irmão caçula e, ainda os seus filhos, meus sobrinhos, igualmente, queridos, Paulo Augusto, Huguinho (Hugo Alexandre, prematuramente desaparecido aos 21 anos de idade) e Ana Lídia. Ainda, Rommel e Débora, filhos da minha irmã Yêda Carmelo. Mais tarde teve assento, também, em suas bancas, o meu querido filho e amigo Jurandir Carmelo Junior. Hoje, a família, na sua quarta geração, está representada pela neta VALENTINA CARMELO.

Em tempos idos tivemos a presença e o apoio das irmãs Doroteias, quando presidente da Junta Governativa do Centro Estudantil de Pesqueira – CEP, mais tarde no comando do Clube de Jovens de Pesqueira, ao lado de bons e queridos amigos, tais como: o sempre professor Alder-Júlio Calado (desse não se pode retirar o hífen), uma pessoa de rara inteligência e caráter firme; Adilson Simões Silva, agora Monsenhor, que sempre ostentou um serviço de profunda sensibilidade, seja na educação, seja na evangelização da doutrina de Cristo ao seu rebanho, ou na celebração da Santa Missa; Giovane Siqueira (nosso Diretor de Esporte, prematuramente falecido, jovem idealista e voltado ao fortalecimento dos desportos na nossa terra Pesqueira); Janete Cabral Viana (das terras sanharoenses, jovem possuidora de terna de infinita grandeza, amiga fiel e conselheira); Ivaneide Maia Brito (carinhosamente tratada por Bera Brito, nossa tesoureira, irmã do corajoso amigo-irmão Jonas Brito, que tanto sofreu em defesa da luta estudantil, da democracia e da liberdade); As irmãs Virginia, Neide e Fátima Barbosa (que nos incentivaram a não deixar parar o movimento estudantil, com o fechamento do CEP, fechado que foi, por determinação dos militares, durante a ditadura militar, A primeira Diretora do Departamento Estudantil; a segunda Diretora Secretária do CJP; A terceira, ainda, mocinha, ao lado de Jeane Freitas, administravam o Departamento Social; Norma França, Vice-Presidente (sempre presente nas iniciativas do CEP e do CJP); Tomaz de Almeida Maciel (nosso Diretor Cultural e de Imprensa, que com sensibilidade editava o nosso jornalzinho “O MUNDO JOVEM”).

Naqueles tempos, sob a perversidade do malsinado Decreto 477, nascido nas brenhas e nas moitas do, igualmente, malsinado AI5, que aprisionou sonhos, torturou e matou jovens estudantes, resistíamos à ditadura, que nos impôs o golpe militar de 31 de março de 1964, apoiado pelo fracionamento moral de alguns civis que venderam as suas almas, para se manter no poder político da Nação, fechando o Congresso Nacional, respaldando atos que feriam a dignidade pátria, a exemplo dos Decretos que determinavam o exílio de brasileiros que lutavam pelo restabelecimento do Estado de Direito, pela Liberdade e pela Democracia.

O CEP foi um forte instrumento naquela época. A sua luta era no sentido de manter acessa a chama da esperança dos jovens estudantes pesqueirenses. Era preciso continuar o trabalho de valorosos estudantes que nos antecederam. Fizemos movimentos, fomos às ruas de Pesqueira protestar. Fomos às ruas em defesa da cidadania, da liberdade e da democracia. Saímos às ruas em defesa dos professores do Ginásio Municipal de Pesqueira, que viviam ameaçados, com salários além de aviltados, atrasados. Prenderam-nos dentro do Ginásio. Mais conseguimos sair para ruas rumo à residência do Prefeito, quando protestamos, quando exigimos o devido respeito para com os nossos Mestres. O Sargento Viana, do Tiro de Guerra 171, que antes havia assinado o manifesto em favor dos professores, por ser um dos próprios, colocou a polícia nas ruas para dispersar o movimento dos estudantes, pedindo reforço por sinal ao contingente policial de Garanhuns. Por pouco Pesqueira não vira uma praça de guerra. Estudantes de um lado, policiais do outro, a serviço dos bajuladores de plantão e chaleiras do poder central. Mas entidades como a Associação dos antigos Alunos Cristo Rei – AACR nos ofertou o necessário apoiou com a presença marcante da coragem, de jovens como Silvio Lins, Gabinho, Antonio Torres, Hugo Chacon, entre outros.

Lutamos nas ruas e nas igrejas (orando) pelo nosso companheiro Jonas Brito, que estava preso no Recife, por integrar movimentos estudantis. Resistimos! Nas igrejas rezávamos pela liberdade do Jonas Brito. Havia a manifestação de protestos nas escolas, nas praças, nas ruas, nos bares. Resistimos e resistimos. Jonas Brito, algum tempo depois foi posto em liberdade. Festejamos a sua liberdade, aplaudimos a sua coragem. Jonas foi exemplo de fé, de lealdade, de valentia.

Essas resistências, esses protestos, levaram ao Sargento Viana, do Tiro de Guerra 171, de Pesqueira, apoiado pelo IV Exército, a fechar o CEP. Sim o CEP foi fechado! A sua sede foi desativada por militar e apoiada pelo Juiz da época. Mas continuamos resistindo. Proibiram-nos de promover quaisquer movimentos nos Ginásios e Colégios de Pesqueira, nas suas ruas, nas suas praças. Tentaram de tudo, mas não nos impediram de pensar, de criar caminhos alternativos.

Em importante reunião no COLÉGIO SANTA DOROTEIA com o apoio da sua ilustre e corajosa Diretora IRMÃ LIMA e com o aval e a sensibilidade de MADRE GUEDES, IRMÃ GAZINELLI, IRMÃ GOMES, IRMÃ FREITAS, entre outras, foi criado o CLUBE JOVEM DE PESQUEIRA. As irmãs protestaram! Na reunião dizia a irmã Gazzinelli: “ …os estudantes não podem ficar sem voz. O que eles fazem de mal? ” Irmã Lima, pediu uma audiência com o Senhor Bispo Mariano de Aguiar. Como já era esperado, tivemos o apoio decisivo do Senhor Bispo, que nos cedeu uma ou duas salas, no segundo andar do prédio do então Cine Pesqueira, pertencente à Diocese de Pesqueira. Mais tarde, o Clube Jovem de Pesqueira passou a funcionar na Rua 15 de Novembro (hoje Lídio Paraíba), na antiga sede da Pio União, com os mesmos objetivos do CEP. A sede foi cedida pelos franciscanos.

Deixamos a nossa marca. Criamos o Museu de Arte Sacra de Pesqueira; Criamos a campanha para o assentamento em madeira (taco) da quadra de Esportes do Colégio Santa Dorotéia. Conseguimos com o apoio e a sensibilidade do povo pesqueirense.

Casa para o povo do bairro do Matadouro. O nosso idealista e batalhador maior Adilson Simões Silva, sensibilizou a igreja internacional e conseguimos dá início a obra edificante do Bairro de Santo Antonio (Matadouro), com recursos de diversas comunidades internacionais e o apoio decisivo do Bispo Mariano de Aguiar.

Fomos mais adiante. Realizamos palestras, caminhadas para alertar a juventude pesqueirenses dos perigos que a ditadura militar nos oferecia, na sua essência maligna de perseguir, prender, torturar e matar jovens estudantes nos quadrantes da Pátria Mãe.

Realizamos a CAMINHA DA ESPERANÇA, com o apoio da AACR. Muitos dos lugares a que buscamos para nos reunir foram negados pelos seus proprietários, seus donos, seus diretores, simpatizantes e apoiadores do golpe militar, etc. Mas a coragem de Senhor RAIMUNDO HOLANDA, pai do nosso querido amigo-irmão Bruno Holanda, fez com que o mesmo cedesse a FAZENDA QUATRO CANTOS para o encontro da CAMINHADA DA ESPERANÇA, que objetivava (e objetivou) discutir novos rumos para a nossa juventude. Três palestrantes chaves: Padre Zé Maria, que sempre apoiou os estudantes pesqueirenses; Irmã Lima, então Diretora do Colégio Santa Dorotéia, que nos abria os caminhos; e o Senhor bispo Severino Mariano de Aguiar, com a forte presença no meio estudantil. Foi aí que a coisa ficou PRETA, melhor dizendo: “VERMELHA”. Fomos chamados ao Tiro de Guerra 171. Tínhamos de depor perante o Sargento Viana. As presenças de Padre Zé Maria e, principalmente, do Senhor Bispo Mariano de Aguiar na CAMINHADA DA ESPERANÇA, foram interpretadas como sendo uma afronta aos ditadores de plantão. Saímos pela resistência e pela coragem. Mas ficou a perseguição em escola, na vida enfim. Esse fato foi bem colocado por Alder-Júlio Calado no seu corajoso discurso no dia do ato inaugural do Museu de Arte Sacra. Tanto assim, que tivemos uma audiência especial com dom Hélder Câmara que nos incentivou e encorajou o nosso movimento, logo após a inauguração do nosso museu.

Vamos relatar agora um fato engraçado e interessante. Aliás, esse se tornou perigoso. O então seminarista Adilson Simões, queria dá mais brilho ao ato inaugural do Museu de Arte Sacra, para o qual convidamos o eterno Bispo Vermelho – (Vermelho, que representava o sangue de tantos brasileiros que tombaram no bom combate contra a ditadura, na permanente luta pelo restabelecimento do Estado de Direito, pela Liberdade e pela Democracia). DOM HÉLDER CÂMARA aceitara o nosso convite. Tudo pronto para a chegada do Dom da Paz. (O ato inaugural está registrado no livro PESQUEIRA SECULAR, inclusive ilustrado com foto onde se vê na parte de dentro do museu, o, ainda, universitário Silvio Lins, o então seminarista Adilson Simões e Jurandir Carmelo, àquela época Presidente do CJP. Na parte de fora o Arcebispo dom Hélder Câmara e o quarto bispo de Pesqueira, dom Severino Mariano de Aguiar, cortando a fita inaugural). Pois bem, resolvera Adilson Simões, a título de empréstimo, ir buscar a imagem de Nossa Senhora das Montanhas, na Igreja da Vila de Cimbres. Conseguiu trazê-la. Não passou meia hora no Museu. Os índios da Serra do Ororubá desceram em “revoada”, e na frente do Seminário São José (residência do Bispo) fizeram um protesto, levando de volta a imagem da Santa Padroeira. Adilson levou uma bronca de dom Mariano que com certeza jamais esquecera.

Mas, antecedendo o ato inaugural do Museu de Arte Sacra, Dom Hélder proferiu uma palestra à juventude de Pesqueira, no auditório do então Cinema Moderno, cedido gentilmente por “seu” GILBERTO PITA MACIEL, sob os protestos de alguns senhores e senhoras da cidade, muitos com assento. Mas, a grande força para o sucesso da palestra foi o decisivo apoio do COLÉGIO SANTA DOROTEIA – (o primeiro a apoiar a iniciativa da palestra), principalmente, através de sua então Diretora IRMÃ LIMA. Mais tarde, tivemos o apoio do professor Paulo Melo, então Diretor do Colégio Comercial Municipal de Pesqueira. O auditório esteve lotado, com aplausos e mais aplausos ao eterno HÉLDER CÂMARA

Hoje, quando celebramos os 90 ANOS DO COLÉGIO SANTA DOROTEIA não poderíamos deixar de reconhecer o incentivo e a coragem de IRMÃS DOROTEIAS, na importância da efetiva participação na formação religiosa, educacional, cívico e moral da nossa juventude. Assim homenageamos a cada uma delas, nas pessoas carismáticas e sensíveis de MADRE GUEDES E IRMÃ GAZINELLI, e, especialmente, da IRMÃ LIMA, esteja onde estiver.

Peço licença ao Mestre Potiguar Matos, hoje na sua morada celestial, mas não poderia encerrar estas CANETADAS sem usar uma de suas mais lúcidas expressões sobre o “COLÉGIO SANTA DOROTEIA”, quando em emocionante discurso proferido na Câmara de Vereadores de Pesqueira, nas festividades dos seus 70 ANOS, asseverou:

“…E O COLÉGIO SE FAZ GENEROSO PARA ABRIGAR OS FILHOS DESTA TERRA. ACOLHE-OS NA CERTEZA DE ESTAR ACOLHENDO OS “SONHOS” QUE OS PAIS SONHAM PARA SEUS FILHOS. O SANTA DOROTEIA É, DE FATO, UMA PRESENÇA NA VIDA DESTA CIDADE, NA VIDA DE CADA LAR ONDE SE DESDOBRAM, EM FRUTOS, AS LIÇÕES, OS ENSINAMENTOS, OS IDEAIS ACALENTADOS E RENOVADOS NA RELAÇÃO PEDAGÓGICA DO DIA-A-DIA (…)”.

PARABÉNS AO COLÉGIO SANTA DOROTEIA! PARABÉNS ÀS IRMÃS DOROTEIAS! PARABÉNS A TODOS OS SEUS EX-ALUNOS, MAS, ESPECIALMENTE, ÀS ETERNAS NORMALISTAS, AQUELAS DAS SAIAS PLISSADAS E DAS BLUSAS BRANCAS!

PARABÉNS, ENFIM, A TODOS QUE CONTINUAM ESSA GRANDE OBRA. VIVA OS 95 ANOS DO COLÉGIO SANTA DOROTEIA! VIVA PESQUEIRA!

* Autor: Jurandir Carmelo – Jurandir é pesqueirense, advogado, cronista, colaborador assíduo do OABELHUDO, defensor intransigente de tudo que se refere à história de Pesqueira.

(Obs; Por motivos técnicos o blog não está postando FOTOS ilustrativas ao texto)

Movimento Cultural: O Presente e o Passado – Por Edmilton Torres *

O presente não esquece o passado

 

 

 

 

Por um instante voltei no tempo
Na velha sala já muito modificada
Trocaram-se os móveis, a pintura, as cortinas…
Mas as lembranças continuam…
Num retrato na parede…
Nos ecos das nossas vozes que ainda ecoam na minha mente
Trazendo de volta imagens confusas…
Dos almoços aos domingos…
Casa cheia… mesa farta…
Um vinho… uma cerveja… uma cachaça…
Conversa em dia… conversa fora…
A discussão do futebol…
O jogo na televisão…
As trilhas sonoras na velha vitrola…
LPs… compactos simples… compactos duplos…
Conversa em dia… conversa fora…
Muito amor e amizade; no abraço… no aperto de mão…no beijo carinhoso… no olhar cheio de cumplicidade…
Do até logo que um dia se tornou adeus
Do adeus que se tornou saudade
Da saudade que feriu e que se tornou cicatriz
Que já não dói, mas que não se deixa esquecer
Lembranças… saudade…
Saudade… lembranças…
O passado presente…
O presente que não esquece o passado.

 

 

* Autor:  – Edmilton Torres – Edmilton Bezerra Torres é pesqueirense, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta e membro da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes e da SOPOESPES.

Movimento Cultural/Poema: Luz Intensa – Por Zélia Costa Cavalcanti *

luz intensa de teus olhos

Luz Intensa

 

 

 

Uma luz intensa vejo

Vertendo do teu olhar

No teu coração… Desejo

Deste meu corpo abraçar

 

Luz que emana do peito

Da volúpia do amar

Quanto erotismo há no leito

Quando enfim o amor se dá

 

Do leito essa Luz Intensa

Dos corpos nus um rubor

Cumplicidade imensa

Há nesse ninho de amor.

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* Autora: Zélia Costa Cavalcanti – Zélia é pesqueirense, professora, colaboradora do OABELHUDO, cronista, poetisa e integrante do famosíssimo conjunto musical O Uirapurú, formada por ex-alunas do Colégio Santa Dorotéia.

Movimento Cultural/Poema: O Bem – Por Francisco Aquino *

O bem e a rosa de celio guima

O BEM

 

 

 

 

O vento sopra

Trazendo brisa

Lavando as mazelas

Da alma em agonia.

 

Vamos limpar a vida

Purificando a alma

Pra vivermos a plenitude

Dos dias.

 

Seja um construtor do bem

Pra você e demais.

Não viva criando problemas

Que não satisfaz.

 

Seja um arauto do bem

Pivô de união e felicidade

Com alegria.E jamais ponto de discórdia e desunião.

 

Vamos fazer o bem

Sem olhar a quem

para nos realizarmos também.

 

Porque seja como for

Vale a pena praticar o bem.

Partilhar pela vida a bondade

Dando e recebendo amor.

 

Sinta a ventania contagiante

Soprando a seu favor

Trazendo bons fluídos

Como Jesus mandou.

 

Viva prazerosamente com emoção e alegria a felicidade.

Porque por merecimento foste contemplado com o sopro da vida

Que pulsa em ti e contagia

Todos com fervor.

Por isso pratique o bem.

 

Francisco Chico Aquino sozinho de azul

 

* Autor: Francisco Aquino  –  Francisco de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, teatrólogo e comentarista esportivo.

Movimento Cultural/Livros: Livro revela a história das pontes do Recife *

Livro revela a história das pontes do Recife

 

“Pontes do Recife: a construção da mobilidade”.

Autor: José Luiz da Mota Menezes

Pontes de Recife - Ponte da Boa Vista Vista (antiga)

Pontes de Recife – Ponte da Boa Vista Vista (antiga)

 

 

 

Construídas com materiais e estilos arquitetônicos diferentes, as pontes do Recife atraem olhares de turistas, estudantes, pesquisadores, arquitetos e da comunidade em geral. Além de cartões postais, essas construções constituem um rico acervo do patrimônio material de Pernambuco. No entanto, a literatura existente, retrata as pontes de maneira superficial, necessitando de uma pesquisa mais consistente e rica em informações e detalhes. Com base nessa carência, o pesquisador e arquiteto José Luiz Mota Menezes, que preside o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), lançou ontem (20), com incentivos do Governo do Estado, através da Fundarpe, o livro “Pontes do Recife: a construção da mobilidade”.

Com 73 páginas e um rico conteúdo, a publicação retrata a história das pontes da cidade, ressaltando os traços arquitetônicos, detalhes da construção, informações históricas, curiosidades e a importância para o crescimento econômico e cultural do Recife. O livro é ilustrado com imagens, mapas e desenhos antigos, além de fotografias atuais de diversas pontes do Recife, hoje consideradas patrimônio material do estado de Pernambuco.

O livro acompanha um CD com áudio-descrição, importante ferramenta de acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência visual. O lançamento do livro acessível no IAHGP integra-se às ações de promoção de acessibilidade cultural da instituição, visto que, seu museu já dispõe de plataforma elevatória, piso podotátil, guia balizadora, auditório e banheiros acessíveis e está finalizando a instalação da sinalização em braile de todo o acervo da exposição.

Para o autor, as pontes do Recife sempre representaram um papel essencial ao crescimento da cidade, desde sua parte mais antiga até a arquitetura moderna. Erguidas em estilos e épocas diferentes, as construções representam símbolos marcantes da história, tendo uma profunda identificação com o cotidiano da cidade.

O livro tem tiragem de mil exemplares, sendo 450 destinados à distribuição gratuita em escolas e bibliotecas públicas, universidades, Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD) e associações de pessoas com deficiência visual. O livro será vendido por R$ 25,00 nas livrarias.

Sobre o autor – Pesquisador e arquiteto por formação, José Luiz Mota Menezes é professor do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e Conservação do Patrimônio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); é presidente do IAHGP e membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Tem vários livros e artigos publicados no Brasil e no exterior, como o Atlas Histórico e Cartográfico do Recife.

 

 

* Fonte: Secretaria de Cultura de Pernambuco/Fundarpe
Ilustração: Divulgação

Pesqueira Cultural: Festival fortalece a Cultura, a Arte e a Música *

PESQUEIRA

 Terra do doce da Graça e da Renda

Festival fortalece a

cultura através de formação

 

Pesqueira Terra do doce, da Graça e da Renda. Festa do doce e da Reanscença

Pesqueira Terra do doce, da Graça e da Renda. Festa do doce e da Renascença

(Eventos culturais e shows acontecerão durante o Festival)

 Pesqueira Rendafafá de belem sorrindo de preto

 

 

Com o intuito de contribuir para a perpetuação do saber popular, o Festival Pernambuco Nação Cultural edição Pesqueira chega à cidade na próxima terça-feira (26/08) com uma série de atividades de formação cultural. São oficinas, palestras e workshops que buscam estimular novos agentes culturais e ampliar o conhecimento dos artistas da região.

A programação contempla várias linguagens artísticas, como música, design e moda, literatura, artes cênicas, fotografia e audiovisual. Segundo a coordenadora de formação do FPNC, Luiziana Almeida, “as atividades são construídas com base na demanda dessas linguagens que buscam atender as necessidades dos artistas e produtores locais”. Os interessados já podem se inscrever na Secretaria de Turismo da cidade que fica localizada na Rua Adalberto de Freitas, s/nº – Centro. As inscrições são gratuitas.

Como a cidade de Pesqueira se configura como importante polo produtor da renda Renascença, algumas atividades visam fortalecer esse segmento criando ideias e gerando oportunidades de crescimento. Como é o caso do ‘Laboratório Criativo: A Renascença para novos produtos’ que visa trabalhar métodos no desenvolvimento da criatividade para criação de novos produtos. A atividade acontece na Cooperativa dos Artesãos de Pesqueira nos dias 27/8 e 28/8.

Na cooperativa, também acontece a oficina de Modelagem Plana durante toda a semana (26/8 a 29/8), também tendo como público-alvo as rendeiras da cidade. Além dessas, acontecem atividades com foco em outras áreas como as oficinas de Percepção Musical, Documentando, Regência, Percussão, Cineclube, Fotografia e Dança Popular. E ainda o Bate-Papo: Projetos para Edital do Audiovisual, Mediação para Teatro, o Workshop: Criação Literária e a Palestra seguida do lançamento do livro de Fernando Monteiro.

 

Confira os detalhes das atividades de Formação Cultural durante o FPNC Pesqueira:

 

Oficina de Regência

De 26/08 a 29/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Maestro Adelmo Apolônio
Local: Sede da Banda Filarmônica

Oficina de Percepção Musical

De 26/08 a 29/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Mozart e Maria Lauiciete
Local: EREM José de Almeida Maciel

Oficina de Percussão

De 26/08 a 29/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Edson – Fábrica de Cultura
Local: Ponto de Cultura Ororubá

Oficina de Modelagem Plana

De 26/08 a 29/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Maria de Fátima
Local: Cooperativa dos Artesãos de Pesqueira

Oficina: Documentando

De 26/08 e 29/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Marlon Meireles
Local: EREM José de Almeida Maciel

Oficina: Cineclube

De 27/08 a 29/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Yanara Galvão
Local: Aldeia Xucuru – Pão de Açúcar

Oficina: Fotografia

De 26/08 a 29/08
Horário: 09h às 13h
Facilitador: Rodolfo Araújo
Local: Aldeia Xucuru – Cimbres

Oficina: Dança Popular

De 26/08 a 29/08
Horário: 09h às 17h
Facilitador: Gilblênio
Local: Acampamento Ipiranga

Bate papo: Projetos para Edital do Audiovisual

Dia: 30/08
Local: A definir
Facilitadores: Carla Francine e Mauro Lira
Horário: 14h às 17h

Laboratório Criativo:

A Renascença para novos produtos

Dias 27/08 e 28/08
Horário: 14h às 18h
Facilitador: Flávia Lira
Local: Cooperativa dos Artesãos de Pesqueira

Mediação para Teatro

Dia: 28/08
Horário: 20h
Facilitador: Jorge de Paula
Local: Teatro Rosa

Workshop: Criação Literária

Dias 28/08 e 29/08
Horário: 15h às 17h
Facilitador: Paulo Caldas
Local: Academia de Letras de Pesqueira

Palestra e Lançamento do Livro do escritor Fernando Monteiro

Dia: 28/08
Horário: 20h
Local: Academia de Letras de Pesqueira

 

* Fonte: Secretaria de Cultura de Pernambuco – Foto: Divulgação/Fundarpe

Brasil/História: “Deixo a vida para entrar na História” – 60 anos da morte de Getúlio Vargas *

 

 

 

Suicídio do ex-presidente

Getúlio Vargas completa 60 anos

 

Presidente Getúlio Dornelles Vargas no Palácio do Catete (RJ). Deixou a vida e entrou na História

Presidente Getúlio Dornelles Vargas no Palácio do Catete (RJ). Deixou a vida e entrou na História

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(Getúlio Vargas. Foto oficial e com o seu ministro da guerra – Eurico Gaspar Dutra que viria a ser, também, Presidente do Brasil)
 

“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”. A frase, uma das mais célebres passagens da história política brasileira, encerra a carta-testamento deixada por Getúlio Vargas. Há 60 anos, no dia 24 de agosto de 1954, o então presidente tirou a própria vida em meio à pior crise enfrentada em seus anos de atuação política.

Uma reunião com os ministros no Palácio do Catete varou a madrugada e decidiu que Getúlio se afastaria do governo por três meses para dar lugar ao vice, Café Filho. Após o fim da discussão, já com o dia claro, o político se recolheu ao seu aposento. Por volta das 8h35, o barulho de um tiro ecoou pelo palácio. Seu filho Lutero correu para o quarto, seguido pela esposa de Vargas, Darcy, e a filha Alzira.

“Getúlio estava deitado, com meio corpo para fora da cama. No pijama listrado, em um buraco chamuscado de pólvora um pouco abaixo e à direita do monograma GV, bem à altura do coração, borbulhava uma mancha vermelha de sangue. O revólver Colt calibre 32, com cabo de madrepérola, estava caído próximo à sua mão direita”.  É assim que o biógrafo Lira Neto descreve o cenário da morte de Vargas no terceiro volume da série Getúlio.

A carta-testamento de Getúlio Vargas, que seria lida durante aquele dia pelas rádios em todo o território nacional, foi encontrada em um envelope, encostada ao abajur da mesinha da cabeceira da cama do então presidente. Nos apontamentos do biógrafo, o texto, originalmente esboçado por Getúlio, teve sua versão final passada na máquina de escrever pelas mãos de um amigo, José Soares Maciel Filho, já que o ex-presidente não sabia datilografar. O rascunho da carta havia sido encontrado no dia 13 de agosto pelo major-aviador Hernani Fittipaldi, um dos ajudantes de ordem de Getúlio, enquanto arrumava a mesa do presidente.

Assustado com o conteúdo do manuscrito, ele entregou o papel à Alzira, que questionou o pai. “Não é o que estás pensando, minha filha. Não te preocupes, foi um desabafo”, se esquivou Vargas. Essa porém não foi a primeira vez que Getúlio fez menção ao suicídio. Em suas anotações pessoais, ele já havia cogitado tirar a vida em outros momentos de sua jornada política.

A primeira delas foi quando chegou ao poder em 1930. Naquela data, enquanto se encaminhava para a sede do governo, se disse disposto a não retornar com vida ao Rio Grande do Sul caso não obtivesse sucesso na empreitada. Era a primeira anotação pessoal que fazia no diário que carregou para o resto da vida. Lira Neto considera que a diferença em 1954 é que Getúlio se viu encurralado e não conseguiu contornar a crise, como das outras vezes.

Depois de chegar ao poder na liderança do movimento que ficou conhecido como Revolução de 1930, o político gaúcho Getúlio Dornelles Vargas exerceu o governo no país de forma ininterrupta até 1945. De 1930 a 1934 ele foi chefe do governo provisório. Em 1934 foi eleito presidente da República pela Assembleia Nacional Constituinte e exerceu o Governo Constitucional até 1937, quando, por meio de um golpe, instaurou a ditadura do Estado Novo, que durou até 1945. Retirado do comando do país por um golpe militar, se recolheu à cidade natal, São Borja (RS), de onde articulou a volta ao poder pela via democrática nas eleições presidenciais de 1950, cujo mandato não conseguiu completar.

* Fonte; AEB/Leandro Melito – Repórter do Portal EBC

Movimento Cultural/Soneto: A Metáfora da Vida – Por Edmilton Torres *

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A metáfora da vida

 

 

Nossa vida é uma estrada sinuosa
Com paisagens diversas dos dois lados
Exigindo de nós alguns cuidados
Nos trechos que a tornam perigosa

Curvas e declives acentuados
Poderão assustar os viajantes
Mas, também, há paisagens deslumbrantes
Que os irão deixar extasiados

Mesmo a estrada parecendo segura
E o cenário bonito de se ver
Viajar será sempre uma aventura

Com final impossível de prever
Descuidar pode ser uma loucura
Que fatalmente nos fará sofrer.

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* Autor: Edmilton Torres – Edmilton Bezerra Torres é pesqueirense, poeta, cronista, contista, colaborador do OABELHUDO e membro da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

Poesia/Homenagem: Tributo a Eduardo Campos – Por Núbia Cavalcanti *

Eduardo Campos - * 10.08.1965  + 13.08.2014

Eduardo Campos – * 10.08.1965 + 13.08.2014

A dor da perda. Renata e os filhos...

A dor da perda. Renata e os filhos…

Eduardo Campos

(in memoriam)

 

O Brasil está de luto!
E Pernambuco inteiro chora
A morte repentina e precoce
De seu ilustre filho querido
Que deixa um imenso vazio
E uma saudade infinita
No coração de toda a nação
Pela sua trágica e inesperada partida!

Homem simples e humilde
Representava a esperança de um povo sofrido
E lutava contra as desigualdades sociais
Que oprime o pequeno proletário
Negando-lhes direitos e deveres
Que infringe a Constituição Federal
Onde reza a Lei de que todos somos iguais
Não importa a condição social.

Sua partida abrupta
Deixou toda a nação órfã!
Perdemos uma grande referência
No cenário político brasileiro
Mas seu desejo jamais será esquecido
E faremos da sua luta, a nossa luta
Porque “NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”
Essa será a nossa missão, EDUARDO CAMPOS!

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

* Autora: Núbia Cavalcanti  –  Núbia Cavalcanti dos Santos é sanharoense, servidora público municipal, colaboradora do OABLEHUDO, cronista, contista e poetisa.

Movimento Cultural/Crônica: Educação – O Caminho para o Desenvolvimento – Por Sebastião Fernandes *

EDUCAÇÃO O CAMINHO

PARA O DESENVOLVIMENTO

 

Mais educaçao

 

 

 

Homens e mulheres de visão e que acreditam no desenvolvimento e na evolução do ser humano, jamais prescindem do amor à causa da formação educacional dos seus semelhantes. Da humanidade! Diante deste prognostico e da necessidade de se promover ações que levem a educação ao seu devido lugar se faz necessário agir para que esta chegue ao seu verdadeiro objetivo – Educar para a vida. No entanto, passam-se anos e anos e a educação formal sempre a desejar!

Os políticos quando de suas campanhas usam de atitudes recheada de subterfúgios, para conquistarem votos suficientes que os qualifiquem e os elejam para os cargos quer executivos quer legislativos, esquecem-se dos compromissos assumidos quando em campanha. Estamos em plena campanha eleitoral e o que vemos?! São candidatos defendendo como prioridade a Educação! No entanto, o que temos vivenciado? Total desprezo por uma atividade que se posta em prática e executada com responsabilidade, transformaria consideravelmente a vida social, econômica e politica deste país! O que vemos! São recursos e mais recursos empregados, ou melhor, sendo desperdiçados pelo mau uso, através de emendas parlamentares utilizadas para financiar shows de bandas pelos quatro quantos do País. Que na verdade muito pouco contribui para o progresso da população como um todo.

Quando tais recursos poderiam ser empregados de maneira mais contundente e mais útil que enveredariam em favor socorro de situações de desordem sociais e econômicas. Há quem defenda – a maioria dos nossos parlamentares -, tal pratica e atitude, pois, partem da ideia de que “todo mundo tem o direito ao lazer e à diversão”, quando esquecem ou não fazem conta dos grandes problemas que atinge a maioria dos cidadãos (âs), que vive a margem das intempéries provocada por secas cíclicas, pela fome em sua maioria crônica e até carências mínimas de condições para sobreviverem! Estas situações não mechem com o brio dos nossos “mui dignos parlamentares”. Não são suas preocupações.

O que importa são ações que levem o povão ao delírio e ao êxtase. Embriagados que são pela fanfara melodiosa que as bandas tocam. Levando-os ao delírio até. Deixando-os alheios aos problemas do dia a dia, como que drogados estejam!… Temos consciência de que muito ainda tem-se que fazer em prol da formação educacional do povo. O progresso, o desenvolvimento e o crescimento da nação estão na dependência da formação educacional, da preservação da sua cultura e da maneira como seus cidadãos (ãs), conduzem suas vidas. Para a aplicabilidade dos princípios que norteiam e formaliza a sociedade, os homens criaram sistemas políticos que tem como fundamentação a defesa da ordem que a natureza exige para que se viva com dignidade e satisfação plena, suas necessidades básicas pelo menos. Mas, por enquanto o que temos visto e vivenciado são exemplos negativos e esdrúxulos que prejudicam a maioria da população.

Uma vez que assume o poder o homem – políticos – esquece os outros e passa a pensar em si mesmo. Esquecem que têm uma responsabilidade sobre seus ombros e que mais cedo o mais tarde terão que prestar contas. Aqui ou alhures! Nossos políticos deixam muito a desejar. Mas, quando se trata de eleição e de reeleições veem à praça publica, ao rádio, a TV, aos jornais e demais meios de comunicação se disponibilizar a defender e lutar por uma Educação mais eficiente, uma saúde em que o povo seja bem atendido, um transporte digno, uma justiça que aplique a lei: dura lex, sed lex. Que na verdade seja para todos, jamais aplicada apenas para os pobres e ou os desprovidos de aparatos politiqueiros. Quando na verdade o que presenciamos é na verdade um caos quase que total das nossas instituições.

Está chegando a hora de fazer uma varredura naqueles políticos de carteirinha, viciados e sugadores do erário publico! Que se apresentam como bons e amigos dos pobres, mas que na verdade são amigos de seus grupos políticos e de si mesmos. Cada vez mais ricos. De onde vem tanta riqueza?!

Precisamos ter o cuidado e procurarmos conhecer afundo a vida pregressa desses candidatos e após uma análise sistemática tomarmos a nossa decisão e fazer valer nosso voto. É através do voto que poderemos mudar o que aí está! É na verdade o voto a maior revolução que o povo tem e pode fazer em favor da democracia e da soberania Nacional. Só com uma educação dinâmica, fundamentada na fé e no amor a dignidade e a sobrevivência honrosa do individuo é que alcançaremos um estágio de bem-estar que nos é predestinado.

Está chegando a hora de fazermos a limpeza que hoje suja a dignidade e a honra de todos nós brasileiros. Eliminando da politica os vendilhões do templo!

 

 

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

* Autor: Sebastião Fernandes   –   Sebastião Gomes Fernandes é sociólogo, cronista, colaborador do OABELHUDO, poeta, e escritor. É  presidente reeleito da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes
Sociólogo, Escritor, Poeta e cronista.