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Garanhuns: Celebridades do Forró fazem justa homenagem a mestre Dominguinhos no FIG 2014 *

FIG – Festival de Inverno de Garanhuns
faz homenagem ao Mestre Dominguinhos

 

Celebridades do forró fazem  homenagem ao mestre Dominguinhos durante o FIG 2014.

Celebridades do forró fazem homenagem ao mestre Dominguinhos durante o FIG 2014.

 

 

A segunda noite do Festival de Inverno de Garanhuns ficará na memória dos pernambucanos. Grandes nomes da música brasileira realizaram uma homenagem especial, na noite da sexta-feira (18/07), a José Domingo de Moraes, o Mestre Dominguinhos, na antiga Esplanada Guadalajara, hoje a praça tem o nome do cantor falecido ano passado. Para o governador João Lyra Neto, que acompanhado de diversas autoridades, prestigiou o encontro, Dominguinhos foi um “competente representante da música brasileira e suas composições vão ficar para sempre nos corações dos que o acompanhavam”.

“Essa homenagem é extremamente justa e eu fico muito feliz em participar deste momento“, completou o governador, enfatizando a importância do Festival de Inverno de Garanhuns para a divulgação da cultura pernambucana e movimentação da economia local. “Temos um evento diverso no aspecto cultural e também responsável por promover um ânimo no comércio e no turismo da região”, disse o governador.

Durante o show de homenagem, as composições do artista garanhuense foram interpretadas por Elba Ramalho, Mariana Ayda, Nádia Maia, Guadalupe, viúva de Dominguinhos, e Liv Moraes, que é filha do homenageado. “Foi emocionante ver o público participando e cantando as composições de meu pai”, disse a cantora Liv Moraes, bastante emocionada, enfatizando que a produção artística rompeu fronteiras e tocou o Brasil.

Além do show produzido para homenagear o Mestre Dominguinhos, o palco principal recebeu a dupla Azulão e Azulinho e o sanfoneiro Waldonys. O Festival de Inverno de Garanhuns segue até o dia 26 e estima atrair 500 mil pessoas durante os 10 dias de festival. O evento é uma realização do Governo de Pernambuco, em parceria com a prefeitura do município e chega a sua 24ª edição com 17 polos multiculturais.

* Fonte: Imprensa Casa Civil – PE

Foto: Paulo Sérgio Sales/SEI

Evento/Turismo: Sai a Programação Oficial do 24º Festival de inverno de Garanhuns *

Todas as expressões da nossa

cultura cabem no 24º Festival

de Inverno de Garanhuns

Festival de Garanhuns 24 2014

A programação completa da 24ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns já foi disponibilizada pela Fundarpe.

Vai começar mais uma edição do maior festival de arte e cultura de Pernambuco. De 17 a 26 de julho, a música, o cinema, as artes cênicas, a cultura popular e todas as outras formas de expressão artística brasileira vão se encontrar na 24ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns.

Tradicional destino turístico-cultural deste mês de julho, a cidade a 230 km do Recife vai acolher, com seu charme e as baixas temperaturas do período, cerca de 500 mil pessoas durante os 10 dias de programação.

Dos grandes shows aos cortejos de cultura popular; do espetáculo no teatro ao recital de poesias na feira livre, toda a riqueza e a diversidade da nossa cultura estão contempladas na programação. Um vasto leque de ações de difusão e também de formação cultural que ajuda a consolidar o FIG não apenas como um grande evento cultural, mas também como um momento de culminância das diversas políticas públicas atualmente desenvolvidas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Fundarpe, instituições que realizam o festival, em parceria com a Prefeitura de Garanhuns. A Companhia Editora de Pernambuco (CEPE) e o Serviço Social do Comércio (SESC-PE) também são parceiros institucionais.

Vanessa da Mata é uma das boas atrações do 24º Festival de Inverno de Garanhuns

Vanessa da Mata é uma das boas atrações do 24º Festival de Inverno de Garanhuns

Atrações – Vanessa da Mata abre o festival

A cantora Vanessa da Mata, que lançou um dos CDs mais bonitos do Brasil este ano, está de volta ao Festival de Inverno de Garanhuns. Ela se apresenta logo no dia da abertura, fazendo um show que deve atrair fãs das principais do Nordeste.

Além dela estão confirmados Elba Ramalho, José Augusto, Zé Ramalho, Alceu Valença e a Banda Titãs, no encerramento.

HOMENAGEADO

No seu 24º ano de existência, o Festival de Inverno de Garanhuns homenageia o seu criador, Ivo Tinô do Amaral. Nascido em Lajedo, mas não menos garanhuense, o ex-deputado e ex-prefeito de Garanhuns, por dois mandatos, completou 80 anos em 2014. Além da criação do FIG, outra marca do ex-gestor é o Relógio de Flores, cartão-postal mais emblemático da cidade.

Leia a Íntegra:

http://issuu.com/cultura.pe/docs/programa____o_fig_2014

Todas as expressões da nossa cultura cabem no 24º Festival de Inverno de Garanhuns

* Fonte: Portal PE.
 

Pernambuco/Homenagem: Mestre Camarão – Patrimônio Vivo. O Homem e seu Instrumento *

mestre

Camarão:

67 anos de sanfona

Apelido, dado pelo músico Jacinto Silva, vem das buchechas rosadas do músico, considerado Patrimônio Vivo de Pernambuco

 

 

mestre camarao 2 c sanfonamestre camarao 5 tocando sanfona

Ele nasceu na véspera de São João, 23 de junho. E parece até que este é o motivo de sua estrela abrilhantar o período junino. Acordeonista de primeira, a sua geração deixou uma marca pronfunda na música popular brasileira, mostrou para o Brasil, e para o mundo, a simplicidade complexa do forró. Nascido em Fazendo Velha, no município de Brejo da Madre de Deus, Agreste pernambucano, seu nome é Reginaldo Alves Ferreira, mas as pessoas o conhecem como Mestre Camarão.

Foi observando o pai, Antônio Neto, que Camarão aprendeu o ofício. Desde menino, seu interesse sempre foi pela sanfona e outros instrumentos de fole. Porém, houve um período em tocou teclado, e uma de suas bandas desta fase foi a Los Marines, com quem chegou a gravar um disco. “Naquela época, tocávamos muito em bailes, tanto no interior, como nas capitais”, conta o sanfoneiro.

Entretanto, o marco dessa história foi aos 18 anos, quando conheceu Luiz Gonzaga. “Eu trabalhava na Rádio Jornal do Commércio, em Caruaru, e ele me ouviu tocando com uma banda de metais. Já admirava-o mesmo antes de conhecê-lo, e por estarmos no mesmo meio a amizade fluiu mais facilmente”, lembra Camarão.

O homem: Reginaldo Alves Ferreira - O artista Mestre Camarão

O homem: Reginaldo Alves Ferreira – O artista Mestre Camarão

Apadrinhado pelo Inventor do Nordesteo sanfoneiro conta que o rei do Baião colocava os músicos que ele achava promissores “embaixo da asa” e que a sombra de Luiz Gonzaga é tão grande e forte que até hoje as festas usam o nome dele.

Em 1961, a convite do prefeito de Brasília, Paulo de Tarso, Camarão e mestre Vitalino representaram Pernambuco no aniversário do Distrito Federal. No período, fizeram uma turnê pelas cidades satélites da capital federal. O mestre sanfoneiro conta que, durante a viagem, o engraçado era a reação das pessoas que estavam a tanto tempo longe de casa, que sentiam como se fossem vizinhos dos representantes do seu Estado de origem.

mestre Camarao 4 mensagem

 

 

Escute as músicas do mestre

https://soundcloud.com/salatieldecamarao

Contemporâneo de Dominguinhos, Arlindo dos 8 baixos e outros grandes acordeonistas, Camarão toca de tudo com sua sanfona: xote, xaxado, baião, forró. E, por quê não, frevo? E, mantém, na frente de casa, a Escola Acordeão de Ouro – para os sanfoneiros que querem aprimorar sua técnica. Ele já perdeu as contas dos músicos que passaram por lá. Dentre eles, está Cezzinha.

“Fui criado ouvindo os discos dele, que sempre incluiu os metais e o frevo em seu repertório. Eu tive a honra de ser amigo, conviver e estudar com ele. Ele é muito importante para sanfona e ainda tem muito o que ensinar”, fala Cezzinha sobre o mestre.

Outro aluno aplicado é seu filho Salatiel, que é cantor. Pai e filho já tiveram a oportunidade de se apresentar juntos inúmeras vezes. Sobre o filho, Camarão conta que “É um dos maiores batalhadores que conheço. Baterista, cantor, aluno”.

Ele lembra com saudosismo da vez que viu o filho se apresentar no restaurante Arriégua, localizado na Zona Oeste do Recife: “Gravamos um disco juntos, com a participação de vários artistas forrozeiros. Mas eu acho que ele tem mesmo é futuro como professor, ele é um estudioso. Gosta de saber a origem dos instrumentos e dos ritmos”.

Durante a conversa com o Portal LeiaJá, o acordeonista mostrou estar indignado com a falta de organização da classe e do egoísmo de muitos músicos, que não ajudam os mais novos ou menos conhecidos. “O que falta nos dias atuais é vontade de ensinar e de aprender com os antigos, de se aprimorar”, lamenta o mestre.

Patrimônio Vivo de Pernambuco

Em maio de 2002, Camarão recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, através da Lei estadual n° 12.196.

Acervo do mestre Camarão. Cada instrumento um tanto da sua trajetória

Acervo do mestre Camarão. Cada instrumento um tanto da sua trajetória

* Fonte: LeiaJá/portal

Cultura & Arte: Elba Ramalho – Uma História de Amor com Recife *


A história de amor entre

Elba Ramalho e o Recife

no São João

Fãs ficaram esperando a cantora após o show na saída do backstage

 

“Esse amor meu por Recife e o amor que o Recife tem por mim é uma história longa de muitos anos”, Elba Ramalho

“Esse amor meu por Recife e o amor que o Recife tem por mim é uma história longa de muitos anos”, Elba Ramalho

A cantora Elba Ramalho foi a principal atração da programação do São João ‘É Bom Todo’, na noite deste domingo (15). A paraibana se apresentou no Parque Dona Lindu, localizado na Zona Sul do Recife. Na terça (17), Elba se apresentando no Sítio Trindade, no coração da Zona Norte.

Durante o show, Elba cantou músicas de grandes artistas como Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim e Jackson do Pandeiro, dentre outros. Sempre que cantava as músicas de seus colegas de profissão, ela falava de quem era a música e em seguida fazia a homenagem.

Após o show, Elba Ramalho conversou com o Portal LeiaJá. “Esse amor meu por Recife e o amor que o Recife tem por mim é uma história longa de muitos anos”, disse a cantora sobre o carinho do público.

Pupila de Dominguinhos, a paraibana relembra o mestre, morto em 2013. “É um buraco, uma falta que ele deixa. Mas a gente homenageia, o artista vai e a obra fica. A gente traz no coração e na hora parece que ele está aqui com a gente”, afirma. “Achei o show maravilhoso, achei que as pessoas foram carinhosas, se divertiram, se alegraram, cantaram, se animaram. É como é para ser o São João, com alegria”, finaliza.

Após o show, a entrada para o backstage ficou lotada de fãs à espera da saída da cantora paraibana. Dentre os fãs, estava a estudante de fisioterapia Raquel de Araújo Cândido. “Adorei. É ótimo, sempre. Gosto desde criança. Aprecio muito a música nordestina e a música que ela canta, mas senti falta de Leão do Norte”, comentou, ante de encontrar Elba.

Leia Mais e Veja as fotos:

A história de amor entre Elba Ramalho e o Recife no São João

* Fonte: LeiaJá

Crônica/Homenagem: Severino Dias de Oliveira (Sivuca) – Por Walter Jorge de Freitas *

SEVERINO DIAS DE OLIVEIRA

(SIVUCA)

Severino (Sivuca) paraibano de nascimento iniciou  sua vida profissional em Recife

Severino (Sivuca) paraibano de nascimento iniciou sua vida profissional em Recife

 

 

Nascido na cidade de Itabaiana em 26 de maio de 1930, o paraibano SIVUCA, foi um dos maiores artistas brasileiros. O seu talento se manifestou precocemente.

Com nove anos já animava casamentos e festas pelo interior. Aos quinze, foi tentar a sorte em programas de calouros na cidade do Recife, tocando, entre outras, Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu. Trabalhou inicialmente na Rádio Clube de Pernambuco, onde recebeu o apelido de SIVUCA. Em 1948, foi contratado pela Rádio Jornal do Comércio.
Estudou harmonia com o maestro Guerra Peixe. Em seguida, foi levado pela cantora Carmélia Alves para atuar em São Paulo, onde integrou o elenco da TV Tupi de 1955 a 1959.

Em 1958, representou o Brasil na Europa, juntamente com clarinetista Abel Ferreira e o Trio Iraquitã. Morou em Paris entre os anos de 1960 a 1964. Em 1965, já estava com residência nos Estados Unidos, onde atuou até como guitarrista, integrando o conjunto da cantora africana Miriam Makeba, intérprete de PATA PATA grande sucesso internacional.

Assumiu a direção musical das gravações da cantora e com ela viajou pela África, Europa e Ásia. Foi também na América que conheceu e acompanhou grandes nomes da música internacional.
Além de exímio instrumentista, SIVUCA ficou conhecido internacionalmente como grande compositor e arranjador.

Sivuca- Quando Me Lembro (Luperce Miranda)

Foi casado com a compositora Glória Gadelha, com quem compôs algumas músicas. Destaques para Feira de Mangaio, que fez grande sucesso na voz da cantora Clara Nunes e João e Maria, feita em parceria com Chico Buarque.

Comemorou os seus 75 anos de idade com a gravação de um DVD feito integralmente no seu Estado natal, a Paraíba, com a participação de vários convidados.

No dia 14 de dezembro de 2006, o grande sanfoneiro perde a luta que vinha travando há dois anos com um câncer na garganta e falece em um hospital onde estava internado.

walter-J-Freitas II

 

 

Pesqueira, 25 de maio de 2014.

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador do OABELHUDO, cronista e pesquisador musical.

Recife/Romantismo: Começa o 20º Festival Nacional da Seresta *

 

Festival Nacional da Seresta

começa nesta quarta-feira

Adilson Ramos é o recordista de apresentações no evento, que ocorre até sábado, na Praça do Arsenal

 

 

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claudio almeida ao violaomoacyr francoclaudia barroso

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Adilson Ramos pode ser considerado o ícone da seresta em Pernambuco. Desde 1996, o cantor sobe anualmente aos palcos do principal festival dedicado ao estilo aqui no Recife, o Festival Nacional da Seresta, que inicia nesta quarta-feira (7) a 20ª edição, na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife. Ele só faltou à primeira edição porque estava na França e ostenta o título com orgulho. “Eu gosto de interagir com o público. No festival, se você deixar cair uma panela, o povo já está cantando. Em 2013, choveu muito, mas ninguém arredou o pé”, celebra, sobre o entusiasmo da plateia.

As noites são dos apaixonados. “Você sente realmente aquela frase ‘o amor está no ar’. Os casais dançam, cantam, de idosos a jovens”, define Adilson. Para isso, o segredo é apostar nos clássicos, tanto no repertório quanto no rol de convidados. Dos quase 90 convidados em 20 anos, 27 participaram só uma vez, como os saudosos Wando (1945-2012), Jamelão (1913-2008) e Nelson Gonçalves (1919-1998), uma das atrações da estreia, em 1995. Fafá de Belém, Alcione e Fagner também fizeram passagens únicas. Em 2014, os novatos são Cláudia Barroso, Hozana Nascimento, Jorge Simões, Armando Fuentes e Perla.

“As pessoas gostam porque são músicas boas. E nós sempre inovamos. Eu canto até Chico Science”, comenta Nadja Maria, aos 82 anos, a vice-líder na lista dos que mais tocaram, com 17 participações. O show dela tem ainda músicas de Cartola e Roberto Carlos. Outras duas mulheres estão entre os 10 mais: Núbia Lafayette (1937- 2007) e Ângela Maria, com 11 e 10 vindas, respectivamente. “Nesses anos todos, várias gerações de cantores e bandas passaram pelo Festival da Seresta. Muitos deles já morreram, mas outros continuam fazendo shows pelo país”, defende o organizador Daniel Bueno, lembrando ainda os shows de Trio Irakitan, Reginaldo Rossi, Fernando Mendes e Cauby Peixoto, entre outros. A fórmula tem dado certo. Em 2013, o público estimado, diz ele, foi de 50 mil pessoas, nos quatro dias. A expectativa é repetir o número em 2014.

Programação:

Na Praça do Arsenal (Bairro do Recife), a partir das 20h

– Quarta-feira (7) (Noite da Jovem Guarda)

Arthur Philipe (4º lugar no projeto Recife Canta nos Bairros), Roberto Carlos Cover, Martinha, Wanderley Cardoso e Jerry Adriani

– Quinta-feira (8) (Noite das Grandes Vozes)

Jorge Simões (3º lugar no Recife Canta nos Bairros), Armando Fuentes (2º lugar no projeto Recife Canta nos Bairros), Perla, Moacyr Franco e Agnaldo Timóteo

– Sexta-feira (9) (Noite dos Anos 1970)

Hozana Nascimento (1º lugar no projeto Recife Canta nos Bairros), Jura Figueiredo, Cláudia Barroso, Fernando Mendes e Adilson Ramos

– Sábado (10) (Noite das Mães)

Nadja Maria, Cláudio Almeida & Fernando Azevedo, Leonardo Sullivan, Altemar Dutra Jr. e Gilliard

* Fonte: Diário PE

Garanhuns: “Viva Dominguinhos” Três de dias de Shows só de Forró *

 

Nando Cordel e Petrúcio Amorim,

Maciel Melo, Jorge de altino e

outros artista, se apresentam no

“Viva Dominguinhos”

 

 

Jorge de Altinho, Santana e Liv Moraes também farão shows no festival. Evento ocorre entre os dias 25 e 27 (sexta, sábado e domingo) e deve atrair público de 60 mil pessoas.

 

GARANHUNS RELÓGIO DE FLORES

dominguinhos  divulgacaoSantana o cantadorjorge de altinho ao violaopetrucio e maciel post

 

 

Programação
Festival Viva Dominguinhos
Acesso: gratuito

>>> Polo Praça Cultural Mestre Dominguinhos

Endereço: Bairro São José

– Sexta-feira (25), 21h

Atrações: Mourinha do Forró, Liv Moraes, Maciel Melo e Santana

– Sábado (26), 21h –

Atrações: Nando Cordel, Petrúcio Amorim, Lucy Alves e Os Valvulados

– Domingo (27), 20h –

Atrações: Jorge de Altinho, Waldonys e Zezinho de Garanhuns

>>> Polo “Canta, Dominguinhos”

Local: Espaço Colunata
Endereço: Avenida Santo Antônio, no Centro
Horário: 10h às 18h

Atrações: Bill do Forró, Coroas do Forró, Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, Juliano do Acordeon, Michelly dos Anjos, Nando Azevedo e Gena de Altinho.

 

 

A primeira edição do Festival Viva Dominguinhos começará nesta sexta-feira (25) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. O evento irá reunir músicos em tributo ao cantor e compositor Dominguinhos, que morreu em 2013. Dois polos serão palcos das apresentações.

A estrutura do festival contará com praça de alimentação, área de artesanato e banheiros químicos. Um esquema de segurança também será montado. Oito agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) de Garanhuns estarão fiscalizando o trânsito. A partir das 18h da sexta-feira (25), será interditada a Rua Afonso Pena, que fica localizada no Bairro São José, próxima ao Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti. A interdição segue até o semáforo da Rua Nilo Peçanha e inclui a parte baixa da Praça Dom Moura. As vias serão liberadas após os shows e voltam a ser fechadas às 18h de cada dia do evento, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura.

Ainda de acordo com o departamento, a comemoração será realizada anualmente na Praça Mestre Dominguinhos (antiga Guadalajara). A iniciativa será promovida no mês de abril porque é quando a temperatura na ‘Cidade das Flores’ começa a ficar bem mais amena. O evento compõe a grade de festivais do município. É esperado um público de 60 mil pessoas e a economia do comércio deve aumentar em 10%, segundo a assessoria.

 

Crônica/Homenagem: 23 de Abril – Dia Nacional do Choro. Salve Pixinguinha! – Por Walter Jorge de Freitas *

O CHORO

Pixinguinha foto antiga

 

 

Salve, salve ALFREDO DA ROCHA VIANNA JÚNIOR  – Pixinguinha

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, provocou mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais. Com a Corte, vieram funcionários e familiares que trouxeram para cá instrumentos e hábitos musicais diferentes daqueles que já eram executados aqui.

A música instrumental já existia no nosso território, pois os indígenas muito antes, já usavam flautas, cornetas, taquaras, trompas, cabaças e outros instrumentos feitos de madeiras ocas e outros materiais.

Aos poucos, notava-se a presença do sotaque brasileiro na maneira de tocar os instrumentos e os ritmos trazidos pelos europeus, até que em 1845, no Teatro Imperial de S. Pedro (atual Pedro Caetano), aconteceu a primeira apresentação musical da polca como dança.
Foi assim que provavelmente surgiu o CHORO, com influências mais diretas da polca e do lundu. A polca virou moda. Era só que se dançava e se tocava nos encontros e rodas musicais realizados na cidade do Rio de Janeiro.

Atribui-se a JOAQUIM ANTÔNIO DA SILVA CALLADO JÚNIOR (1848-1880) a façanha de ter introduzido o CHORO no cenário musical brasileiro a partir de 1870, mais ou menos. Foi CALLADO, flautista e compositor, o fundador do primeiro grupo musical do gênero, ao qual se deu a denominação de “O Choro Carioca”. Por ter pertencido à primeira geração de chorões e ter atuado bastante tocando e ensinando essa maneira plangente de executar o choro, recebeu o título de “Pai dos Chorões”.

(Choro de Pixinguinha. Letra de Hermínio Bello de Carvalho, com a divina Elizeth Cardoso)

O DIA DO CHORO é comemorado no dia 23 de abril, em homenagem a PIXINGUINHA (1897-1973) maior expoente da música popular brasileira. Filho de músico, o iluminado instrumentista e compositor deixou verdadeiras joias para enriquecer o nosso cancioneiro. Lamentos, Ingênuo, 1×0, Rosa,Vou Vivendo, Naquele Tempo e Carinhoso são algumas delas.

O CHORO apesar de ter passado uma época meio esquecido, aos poucos, retomou o seu lugar, graças à luta de grandes nomes da música instrumental, seja interpretando ou compondo.

Em Pernambuco o choro é produto de primeira qualidade. Isto tem motivado comentários elogiosos de Ícones como Paulinho da Viola, Pedro Amorim, Maurício Carrilho, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, Guinga, Reco do Bandolim e Luciana Rabello. Marco César, Adalberto Cavalcante, Henrique Annes, Bozó, Dalva Torres, Inaldo Moreira, Carlos Dantas, José Arimatéa e Luiz Guimarães trabalham diuturnamente na divulgação desse gênero que teve João Pernambuco, Rossini Ferreira e Luperce Miranda como precursores.

(Paulo Moura e os Batutas numa sequencia inesquecível: Ingênuo, Lamentos e Carinhoso)

Não devemos esquecer a importância dos clubes do choro em algumas cidades brasileiras e a existência de escolas como a Portátil de Música do Rio de Janeiro e a que funciona na sede da Cruzada Feminina de Pesqueira, de onde estão surgindo verdadeiras promessas, justificando, assim, a fama de “berço” de grandes “chorões”.

BIBLIOGRAFIA:

(Dicionário Cravo Albin da MPB).
Encartes de CDs (inúmeros)
Agenda do Samba & Choro.

 

Pesqueira, 23 de abril de 2014

 

walter-J-Freitas II

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisador musical. (Vídeos Youtube)

Homenagem ao rei: Reginaldo Rossi – Sua História e seu Acervo Artístico *

Reginaldo Rossi

Ao vivo diretamente da História

 

Quem nunca se pegou cantando "Garçom" ou "A raposa e as uvas"?

Quem nunca se pegou cantando “Garçom” ou “A raposa e as uvas”?

 

Reginaldo Rossi nesceu em 14/2/1944 Recife, PE. Cantor. Compositor. Estudou Engenharia Civil por quatro anos e chegou a dar aulas de matemática. Começou a se interessar por música em 1964, ouvindo os Beatles e intérpretes da Jovem Guarda.

Reginaldo (rei) Rossi * 14-02*1944  + 20-12-2013

Reginaldo (rei) Rossi
* 14-02*1944 + 20-12-2013

Iniciou a carreira em 1964, imitando Roberto Carlos em apresentações em bares e clubes de Recife. Na época, era acompanhado pelo conjunto The Silver Jets. Em 1966 lançou selo Chantecler seu primeiro LP, “O pão”, música título composta em parceria com Namir Cury e Orácio Faustino. No ano seguinte lançou o LP “Festa dos pães”, música título feita em parceria com Waldemar Pimentel, além de outras de sua autoria como “Maior que Deus” e “Mexerico dos quadrados”. Lançou o disco seguinte somente em 1970, já pela CBS, onde estreou com o LP “À procura de você”, música de Geraldo Nunes e Clayton.

Por essa época, afastou-se do gênero rock e passou a apresentar um repertório dentro do chamado brega-romântico, do qual se tornou um ícone. Lançou ainda mais quatro LPs pela CBS. Em 1976, passou a gravar pelo selo Beverly. No ano seguinte lançou o disco “Chega de promessas”, novamente pela CBS. Ficou sem gravar até 1980, quando foi contratado pela EMI, e gravou o LP “A volta”, com inúmeras composições de sua autoria, entre as quais, “Volta”, com Dom Pixote, “Uma tentação”, com Baby Santiago e “A idade do lobo”. Seguindo-se nove discos ao longo da década, nos quais gravou, entre outras, “Sua ausência”, de Eduardo Araújo, “A volta”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Por essa época era um fenômeno de vendas no Norte e Nordeste, mas continuava esquecido no eixo Rio-São Paulo. Em 1987 lançou um de seus maiores sucessos, “Garçon”, de sua autoria e que estouraria no sul do país como grande sucesso no final da década de 1990. Em 1989 lançou o LP “Momentos de amor”, com músicas como “Saí da tua vida”, de Chico Roque e Carlos Colla, “Me tira da solidão”, de Chico Roque, Telma e Carlos Colla e “Momentos de amor”, de sua autoria.

Na primeira metade dos anos 1990, lançou apenas um disco, pela modesta gravadora Celim. Em 1998 lançou pela Polydisc o CD “Reginaldo Rossi ao vivo”, com seus grandes sucessos, entre os quais, “A raposa e as uvas”, de sua autoria e “Mon amour, meu bem, ma femme”, de Cleide. Em 1999, o CD “Reginaldo Rossi the king”, contou com a participação de convidados como Wanderléia, em “Prova de fogo”, de Erasmo Carlos, Golden Boys, em “Fumacê”, de Solange Corrêa e Rossini Pinto, Roberta Miranda, em “Vá com Deus”, de autoria da própria cantora e do grupo de rock Planet Hemp, em “Negro gato“, Getúlio Cortes. O disco vendeu 1 milhão de cópias.

Em entrevista à revista “Veja”, afirmou que se orgulha de ser rotulado de brega, falava de si em terceira pessoa e se comparava a Mozart. Entre seus maiores sucessos estão “O pão”, “Mon amour, meu bem, ma femme”,A raposa e as uvas” e “Garçom“, esta última a mais pedida em seus shows. Aceitou e ostenta o título de “Rei” da música brega. Em 2001 lançou novo CD ao vivo interpretando, entre outras, “O dia do corno“, de sua autoria, “Será que foi saudade?“, de Zezé di Camargo e “Em plena lua de mel”, de Clayton e Cleide.

Em 2000, teve a sua música “Garçom”, gravada por Roberta Miranda, no álbum ao vivo “A Majestade, o Sabiá”, lançado pela Universal Music. Em 2007, teve as músicas “Mon amour“, “Garçon” e “Dia do corno” gravadas pelo cantor Luano do Recife no Cd “Luano do Recife – Simplesmente brega – Volume 3”.

Ao longo da carreira recebeu 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante. Teve diversas de suas composições gravadas por diferentes cantores e grupos, entre os quais, o Mastruz com Leite, que gravou um CD com suas composições em ritmo de forró.

Lei a Íntegra:

http://bit.ly/Iq22ES

* Fonte: O Nordeste.com (Videos Youtube)

Crônica/Homenagem: Sivuca – O “Galego” Tocador – Por Walter Jorge de Freitas *

SEVERINO DIAS DE

OLIVEIRA (SIVUCA)

Sivuca e a sua carreira internacional.

Sivuca e a sua carreira internacional.

Nascido na cidade de Itabaiana em 26 de maio de 1930, o paraibano SIVUCA, foi um dos maiores artistas brasileiros. O seu talento se manifestou precocemente.

Com nove anos já animava casamentos e festas pelo interior. Aos quinze, foi tentar a sorte em programas de calouros na cidade do Recife, tocando, entre outras, Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu. Trabalhou inicialmente na Rádio Clube de Pernambuco, onde recebeu o apelido de SIVUCA. Em 1948, foi contratado pela Rádio Jornal do Comércio.

Severino dos snatos silva - SIVUCA. Um Mestre do Acordeon

Severino Dias de Oliveira – SIVUCA. Um Mestre do Acordeon

Estudou harmonia com o maestro Guerra Peixe. Em seguida, foi levado pela cantora Carmélia Alves para atuar em São Paulo, onde integrou o elenco da TV Tupi de 1955 a 1959.

Em 1958, representou o Brasil na Europa, juntamente com clarinetista Abel Ferreira e o Trio Iraquitã. Morou em Paris entre os anos de 1960 a 1964. Em 1965, já estava com residência nos Estados Unidos, onde atuou até como guitarrista, integrando o conjunto da cantora africana Miriam Makeba, intérprete de PATA PATA grande sucesso internacional.

Assumiu a direção musical das gravações da cantora e com ela viajou pela África, Europa e Ásia. Foi também na América que conheceu e acompanhou grandes nomes da música internacional.

Além de exímio instrumentista, SIVUCA ficou conhecido internacionalmente como grande compositor e arranjador.
Sivuca foi casado com a compositora Glória Gadelha, com quem compôs algumas músicas. Destaques para Feira de Mangaio, que fez grande sucesso na voz da cantora Clara Nunes e João e Maria, feita em parceria com Chico Buarque.
Comemorou os seus 75 anos de idade com a gravação de um DVD feito integralmente no seu Estado natal, a Paraiba, com a participação da Orquestra Sinfônica da Paraiba e de vários convidados.

No dia 14 de dezembro de 2006, o grande sanfoneiro perde a luta que vinha travando há dois anos com um câncer na garganta e falece em um hospital onde estava internado.

Salve, salve o grande Sivuca!

Walter Jorge Freitas

 

Pesqueira, 14 de dezembro de 2009.

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, professor, comerciante, cronista, contista, poeta e pesquisador musical.