Category Archives: Painel/Panorama

Campanha Presidencial: Sabatina da CNI com os principais candidatos *

 

PRESIDENCIÁVEIS NA CNI

 

 

Dilma promete manter debate sobre

necessidade de política industrial no país

 

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participa de sabatina na CNIJosé Cruz/AgenciaBrasil

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participa de sabatina na CNIJosé Cruz/AgenciaBrasil

 

Última candidata sabatinada hoje (30) na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidenta Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, aproveitou a parte inicial de sua fala para fazer um balanço das realizações do governo e do anterior na área industrial. Dilma lembrou que foi no mesmo plenário, na sabatina de 2010, que prometeu criar a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, comandada atualmente pelo empresário Afif Domingos.

“Sabemos que nos últimos anos o Brasil mudou e tem um longo caminho a percorrer”, disse a candidata, ao lembrar que seu governo procurou resgatar a perspectiva industrial, superando preconceitos de que o país não precisaria de uma política industrial.

Dilma enfatizou o crescimento expressivo da indústria naval a partir de 2003. Segundo ela, o número de trabalhadores no setor aumentou dez vezes desde então, com a expansão de estaleiros. Até 2020, a indústria naval fará investimentos em torno de US$ 100 bilhões, impulsionados pela demanda gerada pela exploração da camada do pré-sal. “O pré-sal vai constituir o mais importante fator individual de demanda por bens, serviços industriais, tecnologia e aprimoramento da nossa capacidade de inovação”.

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Dilma diz que em próximo governo quer fazer reformas trabalhista e tributária

* Fonte: AEB/Danilo Macedo e Iolando Lourenço – Repórteres da Agência Brasil

Aécio Neves propõe reduzir pela

metade número de ministérios

Aécio Neves participa de sabatina na Confederação Nacional da Indústria Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aécio Neves participa de sabatina na Confederação Nacional da Indústria Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse hoje (30), em entrevista coletiva, que, se for eleito, reduzirá pela metade o número de ministérios em seu governo e extinguirá pelo menos um terço dos cargos comissionados existentes hoje. Segundo ele, isso não significa que todas as áreas atendidas pelos 39 ministérios atuais não sejam importantes, mas sim que precisam ser “desburocratizadas”.

“Existe um grupo trabalhando no redesenho do Estado brasileiro, comandado por aquele que eu considero o mais eficiente gestor público, o ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia. Estamos conversando para redesenhar o Estado brasileiro”, disse o candidato, sem antecipar quais ministérios serão cortados.

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* Fonte: Carolina Gonçalves e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil

Eduardo Campos diz que atual

modelo político do país “esclerosou e faliu”

 

O candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, participa de sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)Marcelo Camargo/Agência Brasi

O candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, participa de sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse há pouco a empresários da indústria que o atual modelo político do país, baseado na coalizão de partidos, “esclerosou e faliu” e, por isso, precisa ser revisto para viabilizar as mudança que possibilitem tornar o país mais competitivo. “Precisamos compreender que a solução antes da economia é na política”, disse. Além de Campos, foram convidados para a sabatina os candidatos de PSDB, Aécio Neves, e do PT, Dilma Rousseff.

Durante abertura de sabatina dos presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Campos prometeu comandar uma reforma política que acabe com “essa lógica patrimonialista, fisiologista e atrasada que tem a cabeça no século 19”.

“Não tem solução para o que está aí, sem um debate político profundo no Brasil. O padrão político de governança esclerosou, faliu e não vai dar uma nova agenda de competitividade para a economia brasileira. O novo padrão político que se exige é um software que compreenda o que acontece no mundo para levar o Brasil a um ambiente seguro para investir e que anime os investidores”, discursou Campos.

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* Fonte: Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Artigo/Opinião: Paulo Câmara tem chances reais – Por João Mendonça *

 

Com o dever de casa,

Paulo Câmara se elege

A partir de agosto haverá consolidação da campanha de Eduardo e Paulo(segundo o autor)

A partir de agosto haverá consolidação da campanha de Eduardo e Paulo(segundo o autor)

 

Para o eleitor fazer sua escolha nesta eleição existe um muro que divide claramente os candidatos Paulo e Armado, e as diferenças ficarão bem expostas com a chegada dos guias de TV e rádio. O eleitor considerará a apresentação do candidato, a idade, o porte físico, a voz, os apoios, o tamanho do time que os acompanha, o carisma, a origem, a carreira profissional, bem como a eleição nacional.

Paulo é o tipo de candidato atualizado com o desejo da população. A excelente gestão de Eduardo, que fez um governo arrojado, dinâmico e jovial, e a eleição de Geraldo Júlio, que é hoje um fenomenal exemplo de boa gestão, só fortalece o atual desejo do povo por bons gestores públicos. E esse gosto atual só vai encontrar eco em Paulo, pelo alinhamento de estilo com Eduardo e Geraldo.

Nome político em cidade grande é baseado no estilo e gestão. A tradição familiar pesa bem menos do que em cidades do interior. João da Costa, o povo não sabe mais quem é, e João Paulo saiu de moda em Recife, não contribuindo sequer para a chapa do PT em Recife, quem dirá no Estado.

Onda 1: Apesar de Armando dizer que o fato de Paulo contar a maioria esmagadora de prefeitos e lideranças não conta para ganhar a eleição, ele sabe o quanto o mesmo é importante. Vejam que ele próprio faz a maior ‘zuada’ quando recebe o apoio de um prefeito, ou mesmo do segundo grupo em um município.

O que ele não considera é que, assim como nas eleições de Arraes, Joaquim, Jarbas, e do próprio Eduardo, onde a campanha virou uma onda que invadiu os lares e desbancou os líderes das pesquisas no início das campanhas, o mesmo se dará com Paulo.

Onda 2: a onda será mais uma vez Eduardo. A partir do momento que a população conheça o que e como ele fez, seus projetos, sua história, e seu estilo, a situação mudará muito e com força.

Em agosto os três mais fortes candidatos à presidência terão um minuto no Jornal Nacional, isso é ruim para Dilma, pois ela não ganha nada, mas perde porque terá que enfrentar matérias de improviso, sem a maquiagem do marketing; Eduardo tem pouco tempo de guia, mas vai turbinar sua imagem nos guias estaduais, internet, e celulares.

Hoje no Brasil, Eduardo é quem melhor se expressa e se comunica na TV. Pernambuco vai se orgulhar do momento histórico e mais uma vez a onda Eduardo vai tomar conta do Estado e será um grande ponto para Paulo.

Paulo é um candidato diferenciado e, de agosto para setembro, se tornará pop star, daí é só administrar e correr para o abraço. Eduardo vai crescer muito no sudeste e vai para o segundo turno; daí, o final nós já conhecemos.

João Mendonça

 

* João Mendonça  –  Prefeito de Belo Jardim-PE.

Artigo/Opinião: A Indiferença Mata *

 

 

A INDIFERENÇA MATA 

 

Falta o cumprimento de políticas públicas para solucionar esse gravíssimo problema

Falta o cumprimento de políticas públicas para solucionar esse gravíssimo problema

 

Sentei-me à mesa para tomar o café da manhã. Dividi o olhar entre o pão nosso de cada dia e a edição JC do dia 29 de julho do corrente ano, caderno Cidades. Manchete: “Crianças comem alimento do lixão e duas morrem”. O pão que mata a fome e, pelo caminho da fé, conforta almas em conflitos, não desceu goela abaixo e fez baixar a xícara de café ao pires, não permitindo que o primeiro gole se transformasse na brasileiríssima “boa média”.

Garganta travada, olhos incrédulos e um corpo paralisado, banhado de vergonha e de tristeza. Vergonha de mim mesmo, assustado pelos trovões da consciência: “Cara que parte cabe a você nesta tragédia?”.

E na medida em que lia a matéria, o travo inicial dava um nó na garganta: “CATENDE –Na tarde do último sábado, ao sair do lixão de Catende de onde tira o seu sustento, o catador de lixo Joseildo Santana, 22 anos, separou o que podia ser consumido e guardou. A parte do alimento impróprio para consumo (leite e macarrão instantâneo) seria jogada para as galinhas no quintal do agricultor Luiz Amaro da Silva, 44, morador do Engenho Limão, área rural do município. Deixada em cima do fogão, a comida foi alcançada por Letícia Maria da Silva, 7, que levou o macarrão diretamente ao fogo. Dividiu com a sobrinha Rayane Maria da Silva, de um ano e seis meses. Bastaram poucos minutos. As duas, que antes brincavam no quintal com as outras crianças da casa correram pedindo socorro aos pais. Reclamavam de dores na barriga e vomitavam. A família correu para o hospital. Letícia morreu a caminho. Rayane chegou a ser atendida na Unidade Mista de Catende”.

Para completar o drama, vem o comentário desolado de Rosângela, esposa de Luiz Amaro: “Logo naquele dia, que eu tinha conseguido um dinheiro e cuscuz. Ela tinha almoçado cuscuz”.

Não tenho tendências à autoflagelação. Não me considero mais ou menos sensível do que ninguém, mas compartilho do sentimento de que, no conjunto, a sociedade brasileira exerce a responsabilidade social aquém de suas possibilidades. Vou mais adiante: o sofrimento, a humilhação, as violências, os maus tratos, a ausência de compaixão, um noticiário repleto de horrores em que os mais pobres, os mais fracos, os deserdados, sobretudo as crianças, escudos e alvos da miséria humana, tudo concorre para uma banalização do mal de tal sorte que dela nasce uma indesejada indiferença. Nasce e quem quiser que busque explicação. Mas nada justifica. E a razão é simples: a indiferença mata sentimentos e gente.

De outra parte, a dimensão da tristeza não me permite, nem me permitiu identificar, como pretensioso magistrado imune aos pecados sociais, um bode expiatório e submetê-lo a um furioso libelo acusatório.

No entanto, convém registrar que as crianças foram vítimas da negligência de uma política pública: A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei 12.305 de 02 de agosto de 2010, objeto de duas décadas de discussão no Congresso Nacional, dispõe no artigo 54: “A disposição final ambientalmente adequada aos rejeitos, observado o disposto no parágrafo primeiro do artigo 9º, deverá ser implantada em até 4 anos após a data de publicação desta lei”. Ou seja, a lei não “pegou”e, uma semana antes do dia fixado, o lixão de Catende matou duas crianças.

Por sua vez, pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios revela dados frustrantes. Dos 2332 municípios com até 300 mil habitantes, mais de 45% sequer possui o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (prazo para formulação encerrou em 2012); mais de 800 municípios destinam os resíduos para lixões; das 577 propostas recebidas pelo Ministério do Meio Ambiente, entre 2011 e 2013, apenas 96 foram contratadas, 8 estão em execução no valor irrisório de R$ 6,1 milhões; das 26 capitais e o Distrito Federal, 16 não têm aterros sanitários e operam em lixões.

Pelo andar da carruagem, os prazos serão dilatados (a pedida é quatro anos), o jeitinho vai continuar fazendo vítimas e muito, mas muito lixo vai sujando vidas em quantidade tal que não dá pra botar debaixo do tapete.

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* Autor: Gustavo Krause  –  Professor Titular da Cadeira de Legislação Tributaria, é ex-ministro de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, no Governo Fernando Henrique, e da fazenda no Governo Itamar Franco, além de já ter ocupado diversos cargos públicos em Pernambuco, onde já foi prefeito da Capital e Governador do Estado. Fonte: LeiaJá

Crônica: Eles estão de volta – Os Carros de Som – Por Walter Freitas *

PREPAREM-SE 

 

 

Até o dia 04 de outubro, o desfile será diário. Preocupa mais ainda,  os exageros

Até o dia 04 de outubro, véspera das eleições o desfile será diário. Preocupa mais ainda, os exageros

 

 

O que já era ruim, certamente vai ficar pior. Se fora da época de campanha política padecemos com o barulho dos carros que fazem propaganda comercial e oficial circulando pela cidade, agora, com o início da temporada de caça aos eleitores, a situação está ficando insuportável.

Nota-se, sem muito esforço, que os candidatos, através de seus intermediários, estão confiando o trabalho de divulgação de suas virtudes e promessas a pessoas que por não serem do ramo, talvez desconheçam as normas que regem a propaganda política, ou então, contam com a proteção de algum santo exageradamente forte.

A reclamação é geral. E olhem que estamos apenas no começo. De acordo com o que temos constatado, cerca de 90% dos divulgadores não são profissionais, e talvez por isso, não estão respeitando os limites do volume do som nem nas proximidades das escolas.

Que fique bem claro que não somos contra a quem exerce esse tipo de atividade para ganhar o seu pão. Mas nós também precisamos trabalhar.

Nas casas comerciais, por se tratar de estabelecimentos abertos, é quase impossível falar ao telefone.

Como não sabemos a quem recorrer e não temos a intenção de prejudicar a ninguém, apelamos aos chefes de coligações e comitês, para que repassem aos seus agentes publicitários as orientações sobre como trafegar nas ruas observando o que determina a Lei do Silêncio. Isto, provavelmente, renderá mais votos aos candidatos e menos aborrecimentos a quem reside ou trabalha nas principais artérias da cidade.

 

walter-J-Freitas II

Pesqueira, 28 de julho de 2014.

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, professor, comerciante, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta e pesquisados musical.

Movimento Cultural/Poesia: O Poeta – Por Gera Santana *

fernando pessoa o poeta fingidor

O poeta

 

 

O poeta não olha… Vislumbra!
O poeta não fala… Declama!
O poeta não vê… Alarga horizontes!
O poeta não anda… Flutua!
O poeta não imagina… Sonha!
O Poeta não planta… Semeia!
O poeta não realiza… Embeleza!
O poeta não faz… Cria!
O poeta não gosta… Ama!
O poeta não faz sexo… Atinge a plenitude!
O poeta não tem limites… É além, muito além!
O poeta não canta… Encanta!
O poeta não abraça… Envolve!
O poeta não ri… Ilumina!
O poeta não chora… Verte cristais!
O poeta não sente… Ele é o sentimento!
O poeta não morre… Desloca-se pra outras vidas!

Nesta e em todas as vidas
O poeta está sempre ao lado de Deus!

 

Gera Santa discursando na APLA

 

* Autor: Gera Santana  –  José Geraldo Tenório Santana é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, radialista e cerimonialista.

Pernambuco: Maioria dos municípios carentes trocam obras por shows *

 

Shows em cidades sob seca

 

 

PARADOXO 60% dos municípios que receberam emendas parlamentares para artistas e bandas estão sob estado de emergência

A banda Magníficos tocou em Tupanatinga graças ao desembolso da emenda do deputado Isaltino Nascimento

A banda Magníficos tocou em Tupanatinga graças ao desembolso da emenda do deputado Isaltino Nascimento

Deputado Isaltino Nascimento disponibilizou sua cota - 1,3 milhão para shows

Deputado Isaltino Nascimento disponibilizou sua cota – 1,3 milhão para shows

 

 

Apesar da justificativa dos deputados estaduais de que a destinação de emendas parlamentares para financiar shows em diversos municípios pernambucanos atende a uma demanda local, os representantes da Casa Joaquim Nabuco teriam motivo de sobra para “contrariar” esses pleitos. De acordo com um levantamento feito pelo JC, com base em dados atualizados da Casa Militar, aproximadamente 60% das cidades que receberam emendas para custear apresentações artísticas sofrem com os efeitos da seca. Os 59 municípios estão na relação de locais que decretaram estado de emergência em 2014 devido à estiagem.

Outro dado chama a atenção. Das 104 cidades que receberam as emendas “artísticas”, 57 estão na lista de municípios subdesenvolvidos. Esses locais apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 0,500 e 0,599. Fazendo o cruzamento das duas listas – avaliação do último IDH e das que estão em estado de emergência – é possível chegar a um número de 38 localidades que poderiam ter suas situações melhoradas, caso essas emendas fossem destinadas para áreas como Educação, Saúde ou Infraestrutura.

Entre janeiro e julho, R$ 19,3 milhões foram destinados pelos deputados estaduais para pagamentos dos cachês de bandas. Cada parlamentar pode destinar anualmente até R$ 1,3 milhão do orçamento estadual para a área que achar necessário. Em alguns casos, é possível identificar deputados que escolheram “investir” todo o montante em apresentações, sobretudo no período das duas festas mais tradicionais do Estado, o Carnaval e o São João. Um deles é o deputado Isaltino Nascimento (PSB).

Coincidentemente, a cidade com menor IDH – entre as 104 que receberam emendas parlamentares e que sofrem com a seca – é justamente uma das que receberam investimentos de Isaltino Nascimento. Tupanatinga, no Vale do Ipanema, recebeu esta modalidade de emendas apenas do socialista. Foram quatro shows que, juntos, totalizam R$ 190 mil. Foram apresentações de Gabriel Diniz, Magníficos, Arreio de Ouro e Cavaleiros do Forró.

A cidade, que conta 24.425 moradores, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem o IDH de 0,519 e, inclusive, está entre os 100 municípios com pior índice nacional. De acordo com os dados da Casa Militar, cerca de 15 mil pessoas sofrem com a seca na cidade.

Entre os locais com baixo IDH e em situação de emergência pelos efeitos da seca, quem mais recebeu verbas foi Paranatama, também no Agreste. Ao todo, foram R$ 289 mil para bancar shows de artistas como Fábio e Nando, Companhia do Calypso e Edu e Maraial. Foram nove shows bancados com emendas dos deputados Augusto César (PTB) e Marcantônio Dourado (PSB). Paranatama tem o IDH de 0,537, um dos mais baixos da relação.

Presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB) disse que o assunto é delicado, já que o parlamentar é livre para destinar a verba, que normalmente surge das demandas dos gestores municipais. Patriota sugeriu que as emendas poderiam ser destinadas para um fundo de cultura ou que os percentuais para cada área, como educação, infraestrutura e entretenimento poderiam ser especificados. “Falo por mim. Não posso dizer que a maioria pensa assim porque ainda não conversei com os prefeitos sobre isso, mas esse tema pode chegar na nossa pauta”, disse. Prefeito de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, o socialista destacou que sua demanda este ano foi na área de infraestrutura.

* Fonte: JC/Política – Jumariana Oliveira

Brasil/Economia: O “Palpite infeliz” do Banco Santander, abala a campanha de Dilma *

A saia justa do

banco Santander

 

Uma carta aos clientes, sugerindo que a melhora de Dilma nas pesquisas poderia piorar o câmbio e as bolsas, cria uma situação embaraçosa para a instituição que tem 20% dos lucros no Brasil

 

A Carta do Santander aos seus principais clientes estourou como uma "bomba" no colo da campanha da candidata Dilma

A Carta do Santander aos seus principais clientes estourou como uma “bomba” no colo da campanha da candidata Dilma

 

 

 

Desde que a presidenta Dilma Rousseff assumiu o poder, em 2011, o presidente mundial do Santander, Emílio Botín, esteve pelo menos quatro vezes no país. E nas quatro ocasiões, foi recebido pela presidenta no Palácio do Planalto, quando Botín fazia questão de tornar públicas suas mensagens de otimismo com o país. “O Banco Santander está muito contente de estar trabalhando neste país. Seguiremos crescendo e temos grande confiança em tudo o que está sendo feito no Brasil”, disse ele na última visita, no dia 12 de setembro de 2013.

É exatamente por essa relação estreita que a notícia de que o Banco Santander enviou uma carta aos clientes de alta renda nesta sexta-feira, sugerindo que a melhora de Rousseff nas pesquisas eleitorais poderia derrubar a bolsa de valores e o câmbio, caiu como uma bomba no Planalto. “A economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta corrente… Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia.”, diz trecho da carta.

Desde que o assunto ganhou o noticiário, o Santander se apressou em publicar em seu site, disponível para qualquer correntista, uma carta se retratando. “O Santander vem a público esclarecer que o texto enviado a um segmento de clientes, que representa apenas 0,18% de nossa base, em seu extrato mensal,… não reflete de forma alguma o posicionamento da instituição”, dizia o texto, que esclarecia que o referido texto feria a diretriz interna do banco que prevê que as análises econômicas não tragam viés político ou partidário.

Mas, o estrago já havia sido feito, e coube ao Partido dos Trabalhadores tomar a dianteira, uma vez que o Planalto não se pronunciou sobre o assunto. “O que aconteceu é proibido, pois não se pode fazer manifestações que interfiram na decisão de voto”, disse Rui Falcão, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição da presidenta neste ano, ao jornal O Estado de S. Paulo.

Botín, por sua vez, é esperado esta semana no Brasil para um evento promovido pelo banco sobre educação. Não se sabe ao certo se ele virá depois deste episódio, e se estará com a presidenta.

O banco espanhol entrou no Brasil no ano 2000, quando adquiriu, num lance surpreendente, o Banespa, banco público de São Paulo. Na época, dava-se como certo que seriam o Bradesco ou o Itaú, os maiores bancos brasileiros na ocasião, que levariam o cobiçado ativo. Para o Santander, no entanto, foi a porta de entrada para a sua operação no maior país do continente sulamericano. Hoje, o Brasil representa um quinto do lucro do grupo, depois de viver o boom econômico que se seguiu desde então.

Porém, como em qualquer casamento, a alegria e a tristeza fazem parte do acordo. E o Santander tem sentido as dores de uma economia mais difícil. No ano passado, por exemplo, o banco teve uma queda de quase 10% do lucro, em relação a 2012. Foram 5,7 bilhões de reais. No primeiro trimestre deste ano, uma nova queda da lucratividade: 14,92% menos que no primeiro trimestre de 2013, para um total de 518,4 milhões de reais.

Em junho deste ano, o artífice da entrada do Santander no Brasil, Francisco Luzón, que foi vice-presidente do Santander para a América Latina, disse durante a sua participação no Fórum Desenvolvimento, Inovação e Integração Regional, promovido pelo EL PAÍS em Porto Alegre, que o momento atual era de olhar para o futuro, após um trabalho excelente do governo federal nas bases da política econômica até três anos atrás. “Mas atualmente há investimento de menos, incertezas demais e crescimento baixo”, completou.

* Fonte: El País no Brasil

Movimento Cultural/Poesia: Desejo – Por Angela Lucena *

…A ROSA NEGRA toquei
Em prantos dilacerei
Corpo,alma e coração…

 

rosa negra no jardim

DESEJO

 

 

 

Fixei o olhar
Pele estremeceu
Corpo lindo sedutor
Do carmim tens o sabor
O desejo então nasceu

Imaginei os teus lábios
Os meus tocar docemente
Os olhos então fechei
Naquele instante te beijei
Só com o poder da mente.

Percorri todo o jardim
Para nas flores encontrar
A pessoa que não vejo
Por quem arde o meu desejo
Apenas só de lembrar.

No canteiro das roseiras
Pude então perceber
Que mesmo entre os espinhos
Delas vinham o carinho
Que eu pretendia ter.

As pétalas aveludadas
Chamaram a minha atenção
A ROSA NEGRA toquei
Em prantos dilacerei
Corpo,alma e coração…

 

Angela Lucena de perfil

 

* Autora: Angela Maria – Angela Maria Lucena é sanharoense do distrito Jenipapo, professora, colaborador do OABELHUDO, poetisa, cronista e contista. É filha do grande poeta/repentista João Cabeleira.

Editorial/Brasil: O Problema de Abastecimento de água é Questão Nacional *

Abastecimento de água é

uma questão nacional

Barragem Cantareira que abastece a grande São Paulo em total colapso

Barragem Cantareira que abastece a grande São Paulo em total colapso

“Crise de abastecimento em São Paulo deve servir de alerta para a falta de programas eficazes de racionalização da distribuição e do consumo em todo o país”

 

 

açude de orosaçude castanhao-comportas CE

(Dois dos maiores açudes do nordeste: Orós e Castanhão, ambos no estado do Ceará)

A pior crise de abastecimento da história de São Paulo, com o maior reservatório do estado virtualmente seco, derruba o mito de que a água não é um problema no Brasil. Principalmente, expõe a preocupante evidência de que o país — poder público, órgãos/empresas do setor e mesmo a população — é relapso com seus recursos hídricos. A água, um bem vital que escasseia em boa parte do planeta, ainda não é tratada como tal, e a sombra da seca — até aqui flagelo associado quase unicamente ao Nordeste — sobre as regiões metropolitanas da capital da mais rica unidade da Federação ameaça sair do terreno de impensável pesadelo para a realidade dos paulistanos e paulistas. Mas o risco de desabastecimento não é um problema localizado; é uma questão nacional.

O mito da água em abundância até pode ter um quê de verdade, em razão das gigantescas bacias hidrográficas da Amazônia. Mas grandes reservas não implicam, necessariamente, abastecimento eficaz. Na mesma Região Norte que concentra os maiores mananciais do Brasil registram-se (junto com o Nordeste) os piores índices de distribuição de água. Alguns estados chegam a conviver com um índice absoluto de intermitência — ou seja, na região mais rica em recursos hídricos do país todos os domicílios ligados às redes de água sofrem interrupção do fornecimento pelo menos uma vez por mês.

A razão do risco de desabastecimento em São Paulo pode, no máximo, ser dividida com a ocorrência de apagões climáticos, como baixos índices pluviométricos — fatais para o sistema Cantareira, mas não exclusivos. Dez anos atrás, a Agência Nacional de Águas (ANA) já apontava para a necessidade de se fazer obras que pudessem reduzir a dependência do sistema. Por sua vez, a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo enviou em 2009 à empresa responsável por captar, tratar e distribuir a água no estado um relatório sobre o Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. O documento apontava um déficit de grande magnitude em Cantareira e aconselhava o governo estadual a tomar medidas para evitar o colapso. As chuvas abundantes dos dois anos seguintes afogaram o alerta.

A leniência com que se trata a questão da água tem também raízes culturais. Órgãos da administração pública, não raro, não têm projetos eficazes de racionalização, e quando os têm não os implantam. A transposição do São Francisco, por exemplo, e uma série de outros programas de aproveitamento sustentável do rio não andam. A população, por sua vez, costuma ser perdulária. A junção desses comportamentos (planos oficiais escassos de racionalização e perdas com mal uso, vazamentos e ligações clandestinas) resulta numa previsão sombria: segundo a ANA, 55% das cidades brasileiras correm o risco de não manter o atual nível de abastecimento já em 2015. Já passou da hora de se encarar a questão com seriedade.

* Fonte: O Globo/Editorial

Artigo/Opinião: Casamento & Companheirismo – Por Sebastião Fernandes *

CASAMENTO E

COMPANHEIRISMO

 

 

casalde namorados e o coração nas nuvens

Vivemos em um mundo onde as diferenças, os contrastes e as dificuldades acontecem em nossos relacionamentos levando-nos a desarmonia quer sejam no lar, quer sejam entre as pessoas do nosso convívio. Todavia para que vivamos em harmonia e em paz temos que fazer por onde as coisas andem conforme a ordem à compreensão e a confiança. E que esta confiança seja reciproca. Podemos sim construir um ambiente fraterno e amigo desde que façamos acontecer. Devemos aprender a respeitar e ver os outros como pessoas sujeitas a erros e acertos! Cabe, pois a cada um estar atento e ir à busca da sua melhora como ser predestinado, nascido para ser feliz.

Acho que uma reflexão profunda e de caráter ajuizada servirá de base para uma melhora na maneira de agir como pessoa e como ser humano que somos. Colocar sempre de frente nossa espiritualidade, verdadeira essência da nossa existência e da razão de estarmos neste plano terreno.

Para que nossa espécie tenha continuidade – como criaturas felizes e compromissadas com o bem-estar e o desenvolvimento do planeta e da própria espécie -, é necessário que aja entre duas pessoas que se amam um acordo tendo como base um relacionamento amoroso, respeitoso. A nós humanos se faz necessário além do apenas ato de ajuntamento, uma convivência em que cada parceiro tenha sua participação e responsabilidade diante do processo de aprimoramento pessoal e coletivo que se tem a desenvolver neste pouco tempo de aprendizado que passamos neste planeta.

É aqui na verdade onde a vida nos proporciona os meios e condições indispensáveis para que coloquemos em ação nosso compromisso para com o equilíbrio de tudo o que a natureza nos proporciona a fim de ser melhores do que fomos… E que ao mesmo tempo tenhamos bons resultados hoje, amanhã e sempre, pois é isso o que queremos. Para que haja melhoria e crescimento harmonioso, no casamento é fundamental que os parceiros se entendam e que o companheirismo seja a célula embrionária e fecunda a fim de possibilitar uma vida dinâmica e promissora.

Um bom relacionamento exige da cada parceiro: paciência, compreensão, comprometimento, respeito, diálogo, confidência, sinceridade, amor, afeto e carinho. Só assim será possível ao casal coordenar e equilibrar as dificuldades, as diferenças e os dissabores que a própria vida se encarrega para lhes apoquentar. Se souberem por um freio nessas incongruências, aí sim, ter-se-á a paz tão desejada. A psicóloga Izabel Santa Clara diz: a importância do companheirismo dentro de um relacionamento amoroso é fundamental. “O companheirismo é aquele que participa da vida ou das ocupações do outro em qualquer relação que se estabeleça com as pessoas. Nenhum relacionamento se sustenta sem companheirismo, falo de participar um da vida do outro, importar-se com as coisas do outro. Geralmente, o companheirismo é colocado à prova quando um dos cônjuges, ou o próprio casal, passa por algum problema”. O que na realidade sustenta o casamento é sem dúvida o tipo de companheirismo que se vive a todo instante. E este é sim um dos grandes problemas que o casal enfrenta no seu dia a dia. “Melhor é serem dois do que um,…” (Ec 4.9-12)

O que poderemos tirar de bom nesta assertiva? Chama-nos à atenção para o que é fundamental na vida do casal. Levam-nos a fazer uma reflexão sobre a importância do relacionamento a dois. O ser humano carece de uma vida social enérgica e eficaz. Não é característica sua viver no isolamento. Jesus quando tratou do casamento fez referência à necessidade de que os cônjuges assumam o compromisso de viverem até que a morte os separe! Mas, o convívio a dois carece de muito empenho e compreensão entre parceiros, caso contrário não haverá chance de se cumprir tal orientação. A harmonia do casal depende da compreensão e da maleabilidade de cada parceiro quanto ao enfrentamento dos problemas diários, para se chegar a paz e a felicidade que tanto queremos.

Um casamento fundamentado nos princípios cristãos e com final feliz. De princípio o companheirismo só será efetivo e promissor se cada cônjuge tomar consciência da parcela que cada um tem, e daí agir com prudência e dignidade. “Esposo, ao longo da jornada da vida, jamais deixe a sua companheira para trás! Esposa, ao longo da marcha da vida jamais deixe o seu companheiro para trás. Se caírem, um levantará o outro!” Eclesiastes. Levando-se em consideração esta afirmativa de Eclesiastes, temos uma grande responsabilidade para com nosso parceiro (a). Não devemos relaxar da nossa parcela de apoio, contribuição, carinho, afeto e fraternidade. Temos durante nossa vida uma tarefa a ser cumprida e cada um tem que enfrentar as circunstâncias adversas que na maioria das vezes nos levam ao desânimo e a frustrações. Na jornada da vida, estamos sujeitos a prováveis perdas! Perdas financeiras, de pessoas queridas, danos à saúde, estrago da vitalidade do corpo, e de alguns sentimentos que mantém o relacionamento acalorado.

“Em dias e noites geladas da vida, não procurem se aquecer em guaridas individuais; não acendam fogueiras particulares. Diante destas situações procurem se aquecer mutuamente, e permanecerem juntos, procure a Deus juntos, chorem juntos, compartilhem seus medos e incertezas, dividam as cargas, porque casamento é companheirismo, é proporcionar calor humano nas noites de inverno da vida.” Pr. Paulo César Nunes do Nascimento.

Deve o casal concentrar suas forças contra as adversidades em comum. Compete, no entanto aos esposos e esposas, ao encararem as adversidades, não lutarem entre si; concentrem-se em suas forças e lutem contra tais competidores. Tenham como lembrança que a jornada da vida a dois é extensa e para que nos mantenhamos em harmonia temos que sermos amigos, jamais inimigos; parceiros, não rivais; companheiros, não adversários. Mostre companheirismo, no estender das mãos para o companheiro que cai ao longo da trajetória da vida e no aquecimento mútuo nas “noites frias da vida”! “Esposos e esposas, literalmente, mantenham um ao outro aquecido! Proporcionem aquecimento mútuo! Não neguem um ao outro. Não privem um ao outro de intimidade e proximidade (1Co 7.3-5). Ofereçam um ao outro o calor dos seus corpos!” “Ao longo da jornada da vida a dois, enfrentamos circunstâncias adversas que nos levam ao desânimo, que provocam frustrações, e que nos levam à sensação de que não dá mais.” Pr. Paulo César Nunes do Nascimento.

Carecemos de muita discrição e de muito amor para o enfrentamento das adversidades que nos fazem companhia na estrada da vida!

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Pesqueira, 26 de julho de 2014.

* Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, Poeta e Cronista. Colaborador do OABELHUDO, Membro efetivo e Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes – APLA.