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Brasil: Custo da Eleição 2014 foi de quase 5 bilhões *

 

 

Custo de R$ 5 bilhões faz

campanha bater recorde

 

Eleições de 2014 foram as mais caras da história da democracia brasileira

 

Quase 60% dos gastos foram realizados por candidatos de apenas três partidos políticos, PT, PSDB e PMDB

 

 

 

A campanha eleitoral deste ano, a mais cara da história da democracia brasileira, teve um custo total de quase R$ 5 bilhões, dos quais 60% foram gastos por candidatos de apenas três partidos.

As candidaturas do PT, PSDB e PMDB totalizaram despesas de R$ 2,9 bilhões, que se concentraram sobretudo em serviços de publicidade e produção de materiais impressos e dos programas do horário eleitoral.

A conclusão é de levantamento da Folha com base nas prestações finais de contas fornecidas pelas campanhas eleitorais ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A análise considerou as despesas de todos os candidatos, diretórios e comitês, tanto vencedores como derrotados, que concorreram para todos os cargos que tiveram disputa neste ano.

Com o valor total gasto na campanha, de R$ 4,92 bilhões, seria possível construir cerca de 76 mil moradias populares do programa Minha Casa, Minha Vida e quase quatro estádios similares ao Itaquerão, na zona leste da capital paulista.

Em 2010, foram disputadas duas vagas no Senado em cada Estado, o dobro de 2014. Mesmo assim, o custo da campanha eleitoral deste ano foi maior: superou em 2% o total gasto na corrida passada, quando foram investidos R$ 4,83 bilhões, valor corrigido pela inflação do período.

A disputa eleitoral que teve a maior quantia de gastos foi ao cargo de deputado estadual (1,2 bilhão), da qual participaram 17 mil candidatos. Na sequência, as que tiveram mais despesas foram para os cargos de governador (R$ 1,1 bilhão) e de deputado federal (R$ 1 bilhão).

Os gastos em publicidade representaram metade do total investido pelos candidatos na disputa eleitoral deste ano, seguidos por despesas com pagamento de pessoal e com custos de transporte.

DOADORES

Como em campanhas passadas, as grandes empresas foram as maiores financiadoras da disputa eleitoral deste ano. As dez maiores doadoras abasteceram as candidaturas com R$ 1 bilhão, ou seja, financiando um quinto do total de gastos feitos nas eleições.

A campeã foi a JBS, dona do frigorífico Friboi. A empresa, que despontou no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a maior indústria de carnes do mundo, tornou-se a maior financiadora da campanha eleitoral deste ano, com um investimento de R$ 391 milhões.

Na sequência, tiveram destaque o grupo Odebrecht, que controla uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, com R$ 111 milhões, e o Bradesco, que doou R$ 100 milhões aos partidos.

O predomínio de grandes corporações no financiamento de campanhas eleitorais é um dos temas que o governo gostaria de incluir no debate sobre reforma política que promete abrir no próximo ano.

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga desde o final do ano passado pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para que seja declarado inconstitucional o financiamento por empresas.

Seis ministros do STF já se manifestaram favoráveis ao veto das contribuições, entre eles o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), José Dias Toffoli.

A votação já foi interrompida por dois pedidos de vista: um do ministro Teori Zavascki, único que votou contra a proibição, e outro do ministro Gilmar Mendes, que já sinalizou posição também contrária, mas que ainda não declarou o seu voto.

O Congresso Nacional, que é contra a mudança das regras por meio da STF, tem vários projetos sobre o assunto em tramitação atualmente.

Em evento na última quinta-feira (27), o presidente do TSE ressaltou que o Legislativo deve ser o foro para a reforma política e que o Judiciário deve ter a menor interferência possível nos ajustes do atual sistema político.

* Fonte: Folha de São Paulo/GABRIELA TERENZI/RAYANNE AZEVEDO DE SÃO PAULO

Hoje na História: Teotônio Vilela – O Pregador das Liberdades * –

Teotônio Vilela

Menestrel de Alagoas 

Morreu ouvindo o cantar do canário…

(Teotônio Vilela, então senador, com lideranças do PMDB. Na foto Marcos Freire e Jarbas Vasconcelos que faziam parte do grupo dos Autênticos)

 

O rompimento com a Arena ocorrera pouco antes, quando foi presidente da Comissão Mista que apreciou o projeto da anistia, enviado pelo Presidente João Figueiredo ao Congresso. Teotônio foi acusado de buscar as manchetes, com as visitas a presos políticos que promovia. Já na Oposição, esteve ao lado de trabalhadores nas greves do ABC paulista, e percorreu a região do Araguaia, estudando os conflitos de terra”.

 

As janelas do quarto estavam abertas e o canário que pertenceu à sua mulher, Helena, novamente cantava. Foi neste cenário que morreu no fim da tarde o ex-Senador Teotônio Vilela, 67 anos, de câncer, após três dias de inconsciência. A vontade de morrer em Maceió, pedido feito à família, foi cumprida.

O pregador das liberdades

De vaqueiro a liberal, assim foi a trajetória de Teotônio Vilela. Filho de usineiro, dono de boiada, deputado pela antiga UDN e boêmio até quando a cirrose permitiu, Teotônio, depois de ter apoiado o Golpe de 1964, deu dignidade à dissidência, ao transformar-se na voz solitária que, na extinta Arena, pregava a volta à democracia. A partir daí, abriu caminho para a Oposição, que o recebeu como senador e o fez vice-presidente nacional do PMDB. Por vontade paterna, ele, que era um dois oito filhos do usineiro alagoano Elias Vilela, teria sido militar. Depois de cursar o Colégio Nóbrega, em Recife, foi despachado do engenho da família, em Viçosa, para o Colégio Militar do Rio. Desligado de lá, por responder a um tenente, que o advertia por estar usando um chapéu de jornal na formatura da companhia, Teotônio, que provava o gosto da boemia carioca, voltou para Viçosa. Comprou uma boiada e se descobriu. Acompanhou vaqueiros nas feiras de Sergipe e Bahia, passou noites em conversas ao redor da fogueira e lançou-se com todo vigor na peleja das vaquejadas.

Teotônio Vilela, por Chico Caruso. Reprodução

Casado com Dona Helena – que faleceu quase dois anos antes de sua morte – teve sete filhos: José Aprígio, Teotônio Filho, Elias, Rosana, Helena, Fernanda e Janice. A admiração por Carlos Lacerda e pelo Brigadeiro Eduardo Gomes o levou para a UDN, pelas mãos do sogro, Quintela Cavalcanti. Lacerda não entendia como um vaqueiro pudesse demonstrar intimidade tão grande com os clássicos. Desconhecia que Teotônio era um devorador dos autores ingleses e alemães, que abarrotavam a biblioteca herdada do sogro.

A carreira parlamentar começoue em 1954, com a eleição para a Assembléia Legislativa alagoana. Vice-Governador de Luis Cavalcanti em 1962. Chegaria a Brasília quatro anos depois, ao derrotar Silvestre Péricles na disputa pelo Senado. Signatário do documento de parlamentares da Arena ao Presidente Costa e Silva, de protesto contra a decretação do AI-5, recolheu-se a um silêncio prudente e atravessou o Governo Médici. Quando o General Ernesto Geisel assumiu a presidência,em 1974, inaugurando a distensão política, sentiu-se à vontade para iniciar a crítica do regime autoritário.

Leia a Íntegra:

27 de novembro de 1983: Teotônio Vilela morre ouvindo pássaro cantar

* Fonte: CPDocJB

Brasil: Indicador social mostra que REDUZIU a diferença entre regiões metropolitanas *

 

País reduz diferenças

entre IDH de regiões

metropolitanas

 

 

 

Região metropolitana de São Paulo, pela segunda vez, consegue o maior IDHM entre as regiões metropolitanas do país

(Grande SP, pela segunda vez, consegue o maior IDHM entre as regiões metropolitanas do país)

O país reduziu a desigualdade do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) entre as suas 16 regiões metropolitanas de 2000 a 2010.

A conclusão é do Atlas do Desenvolvimento Humano, lançado nesta terça-feira (25) pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a Fundação João Pinheiro. O Atlas leva em conta dados do Censos Demográficos de 2000 e 2010, do IBGE.

Segundo os dados, a Grande São Paulo obteve o melhor desempenho, em 2010, repetindo o posto no ranking de 2000. Na última colocação entre as regiões, está Manaus. A região metropolitana era a última colocada também em 2000.

Manaus obteve índice de 0,72 (numa escala de 0 a 1). No entanto, coube à região, o maior avanço nesse índice, em uma década, com uma melhora de 23%.

Outros índices demonstram a desigualdade na região metropolitana da cidade. A renda média dos bairros mais ricos, por exemplo, é 47 vezes maior que a de bairros mais carente.

Região de metropolitana de Manaus teve o pior Índice de Desenvolvimento Humano

(Região de metropolitana de Manaus teve o pior Índice de Desenvolvimento Humano)

 

Já o maior IDHM é da Grande São Paulo, com 0,794. A variação do índice em uma década foi de 11,2%.

Em segundo lugar, ficou o Distrito Federal e a Região do Entorno, com índice de 0,792.

Segundo os dados, as capitais das regiões metropolitanas tiveram melhora inferior de seus índices, em comparação com os municípios que as circundam.

Levando em conta índices sobre educação, renda e longevidade, o estudo avaliou as regiões metropolitanas de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Distrito Federal, Fortaleza (CE), Goiânia GO), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

O relatório é uma extensão do estudo similar divulgado em 2013 sobre o IDH dos 5.565 municípios brasileiros.

Na apresentação do relatório, o Representante-Residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, destacou a redução da desigualdade. “Os avanços no Índice de Desenvolvimento Municipal dos municípios mostraram
que o Brasil trilhou um caminho certo nas últimas duas décadas. Em 1991, o Brasil era um país de Muito Baixo Desenvolvimento Humano. Já em 2010, passou a ser de Alto Desenvolvimento Humano”.

Pelos dados, nenhuma das 16 regiões metropolitanas apresentou, em 2010, áreas com IDHM classificado como muito baixo. Em 2000, segundo Chediek, “havia uma profusão de recortes urbanos nas faixas de desenvolvimento humano mais baixas”.

Leia a Íntegra:

Educação, renda e expectativa de vida
Em dez anos, cai a diferença entre melhor e pior IDH do Brasil

 

* Fonte: oabelhudo – Folha de São Paulo/Cotidiano

Brasilia: Se a sanha emancipalista derrubar o VET0 o país terá mais 180 municípios *

 

Parlamentares calculam criação

de 180 cidades com derrubada de veto

 

 

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkoski, disse, porém, que existem 807 pedidos de criação de novos municípios nas assembleias legislativas do País.

 

Câmara dos Deputados

 

 

A derrubada do veto ao projeto de lei complementar que regulamenta a criação de novas cidades deverá acontecer nos próximos dias e pode permitir a criação de mais 180 municípios. A afirmação foi feita por parlamentares que participaram, nesta terça-feira (18), de seminário promovido pela Comissão de Integração Nacional da Câmara dos Deputados.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkoski, disse que existem 807 pedidos de criação de municípios nas assembleias legislativas do País. No entanto, segundo o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), como o projeto é restritivo, o número ficaria em torno de 180 novos municípios.

A perspectiva de que o veto de Dilma Rousseff seja derrubado nos próximos dias é do presidente da Comissão de Integração Nacional, deputado Domingos Neto (Pros-CE). Quando vetou o projeto, a presidente argumentou de que haveria elevação de custos, o que é contestado pelo deputado.

“Nós já fizemos diversos cálculos para mostrar que a matemática fecha. Esse custo de novos municípios é facilmente diluído quando você coloca dentro do bolo nacional e também quando você retira a nova cidade enquanto despesa corrente do município-mãe”, afirmou.

Seminário “A importância do municipalismo para o desenvolvimento regional”. Presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski

(Ziulkoski: 1.530 municípios criados após 1988 tiveram melhora de seus indicadores sociais)

Presidente da CMN, Ziulkoski defendeu a derrubada do veto porque, segundo ele, os 1.530 municípios criados após 1988 tiveram melhora de seus indicadores sociais. Ele afirmou, porém, que é preciso restringir os gastos com os gabinetes dos prefeitos e com as câmaras municipais. Se o veto cair, cada assembleia estadual terá que fazer uma lei sobre o assunto e a decisão final caberá a um plebiscito com os habitantes das regiões envolvidas.

Mudanças

De acordo com deputada Marinha Raupp (PMDB-RO) muitos casos não são necessariamente de criação de cidades, mas de anexação ou alteração de divisas. Ela citou como exemplo a Vila Nazaré em Pacajá, no Pará. A vila, segundo ela, gostaria de pertencer ao município de Anapu, que é mais perto.

Já a Área de Cura (SP) espera a emancipação de Sumaré para ter a própria polícia, guarda municipal, cartório e prefeitura. “Quando você é distrito, não tem nada disso. Você vai para o centro, perde o dia de ônibus para ir a um cartório. E, no nosso caso, por exemplo, tem 30% da arrecadação do município, mas não temos nem 1% devolvido para a nossa região. Nós temos maior índice de criminalidade, maior índice de abandono na saúde”, reclama o presidente do Movimento de Emancipação de Área Cura, José Nunes.

O Brasil tem hoje 5.570 municípios, sendo que Minas Gerais lidera a contagem com 853 cidades. A menor delas, Serra da Saudade, tem apenas 825 habitantes e é a menor do País. Segundo levantamento do movimento Emancipa Brasil, 3.025 municípios atuais não teriam sido sequer criados se o projeto vetado estivesse vigorando na data das respectivas emancipações.

* Fonte: Agência Câmara Notícias

Doações de Campanha: Lava-Jato / Partidos mais beneficiados – PP, PMDB, PT e OPOSIÇÃO *

Doações de investigadas

na Lava Jato priorizam

PP, PMDB, PT e oposição

 

 

 

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.

Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da oposição.

Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.

Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.

Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados pela direção nacional do partido.

O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de imprensa disse em nota que “os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado”.

De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, preso desde março.

O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.

Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.

Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.

No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.

No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).

 

* Fonte: Folha/Poder/RANIER BRAGON, MÁRCIO FALCÃO, AGUIRRE TALENTO DE BRASÍLIA. –  Colaboraram GABRIELA TERENZI, ALEXANDRE ARAGÃO e RAYANNE AZEVEDO, de São Paulo

Brasil: Diminuiu, mais ainda temos 155 mil pessoas em situação análoga à escravidão *

 

No Brasil, situação

análoga à escravidão

atinge 155,3 mil pessoas

 

 

 

 

Jornada exaustiva de trabalho

(No Brasil, situação análoga à escravidão atinge 155,3 mil pessoas Ministério Público do Trabalho – Divulgação)

 

 

O Brasil tem 155,3 mil pessoas em situação análoga à escravidão, segundo o relatório Índice de Escravidão Global 2014, da Fundação Walk Free, divulgado hoje (17). Houve significativa queda em relação ao levantamento do ano passado, que apontou mais de 210 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo no país. De acordo com a organização, dos 200.361.925 de brasileiros, 0,078% está nesta condição.

Pela primeira vez, segundo o levantamento, o número de pessoas resgatadas em situação de trabalho forçado no setor da construção civil (38% dos casos) foi maior que no setor rural do país. De acordo com a Walk Free, o Brasil atraiu bilhões de dólares em investimentos para a execução da Copa do Mundo, o que propiciou o aumento do número de casos em áreas urbanas.

O relatório também destaca que a exploração sexual concentrou um grande número de pessoas em situação de trabalho forçado por causa do grande fluxo de turismo nas cidades-sede do Mundial. A Walk Free ressaltou que Fortaleza concentrou boa parte dos casos de abuso sexual de crianças por turistas.

O documento ressalta que ainda há muitas crianças trabalhando como empregadas domésticas. Em 2013, segundo a organização, 258 mil pessoas entre 10 e 17 anos estavam trabalhando como trabalhadoras domésticas no Brasil. Segundo um dos autores do relatório, Kevin Bales, também há preocupação com a participação de crianças no tráfico ilegal de drogas.

De acordo com a Walk Free, outro dado relevante no país é o fato de muitos bolivianos e peruanos serem explorados na indústria têxtil. Mais da metade dos 100 mil imigrantes bolivianos entraram no Brasil de forma irregular e são facilmente manipulados por meio da violência, das ameaças de deportação, e da servidão por dívida, segundo a pesquisa.

A organização ressaltou o progressivo comprometimento do governo e das empresas com a erradicação do trabalho forçado no Brasil. Um das medidas lembradas foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo, que determina a expropriação de imóveis urbanos e rurais onde seja constatada a exploração de trabalho análogo à escravidão. Outra medida importante é a lista suja do trabalho escravo, elaborada pelo Ministério do Trabalho.

“O Brasil é um dos líderes mundiais no combate à escravidão. A lista suja e os grupos móveis de combate ao trabalho escravo são muito importantes e nenhum outro país tem medidas como essa”, disse Bales.

Leia a Íntegra:

No Brasil, trabalho escravo atinge 155,3 mil pessoas

Saiba Mais

 

* Fonte: AEB/Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Brasil: Seis homicídios por hora? A saga avassaladora da violência *

 

Brasil registra quase

seis mortes por hora

em 2013, revela estudo

O Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

 

 

 

 

 

Quase seis pessoas foram assassinadas, por hora, no Brasil no ano passado, apontam dados da oitava edição do Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Foram 50.806 vítimas de homicídios dolosos, ou 5,8 pessoas a cada hora, o que significa uma taxa de 25,2 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas. Na comparação com os dados de 2012 – quando foi registrada taxa de 25,9 óbitos por grupo de 100 mil, houve redução de 2,6%.

Em números absolutos, no entanto, houve aumento de 1,1%, tendo em vista que foram contabilizados 50.241 de vítimas no ano anterior. Para a organização, a redução no indicador per capita pode ser explicada pelo crescimento da população. A FBSP avalia que é possível reduzir as taxas de homicídios em 65,5% até 2030, o que implica uma redução anual de 5,7%. A projeção é feita a partir dos números do estado de São Paulo, que reduziu os índices desde a década de 1990.

São Paulo continua sendo o estado com menor taxa de vítimas, com 10,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Na comparação com 2012, quando foi verificada uma taxa de 12,4, houve recuo de 12,9%. Em números absolutos, o total de vítimas caiu de 5.209 para 4.739, uma melhora de 9,02%. A organização avalia, no entanto, que a qualidade de informações do governo paulista está no Grupo 2, o que indica que pode haver subnotificação.

Alagoas tem a pior taxa do país, com 64,7 vítimas para cada 100 mil habitantes, o que representa alta de 0,4% em relação a 2012. A Bahia, por sua vez, é o estado com maior número absoluto de mortes, com um total de 5.440 vítimas. A taxa de homicídio é 36,1. Apesar de alarmante, na avaliação do fórum, os números representam retração de 7,47% no total de vítimas e 12,9% na taxa de mortos em relação a 2012.

* Fonte: AEB/Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

BRASIL: Polícias brasileiras mataram em 5 anos o que americanos em 30 anos – Dados e Custos da Violência são altíssimos *

 

 

 

 

Violência custou 5,4% do PIB em 2013, mostra

Anuário de Segurança Pública

 

 

 

 

A violência gerou ao Brasil um custo de R$ 258 bilhões, em 2013, o que representa 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados são da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A maior parte do valor está relacionada ao custo social da violência – que inclui despesas com mortes e gastos com saúde – um total de R$ 192 bilhões no ano passado. A íntegra do levantamento será divulgada amanhã (11).

O cálculo do custo da violência reúne também os gastos com prisões e unidades de medida socioeducativas (R$ 4,9 bilhões) e com segurança pública (R$ 61,1 bilhões). Considerando as despesas da União, dos estados e dos municípios, houve um incremento de 8,65% em relação ao ano anterior. A conclusão do FBSP é que as despesas da área de segurança pública são mal administradas. De acordo com a organização, o Brasil gasta três vezes mais com os problemas gerados em decorrência de ineficiências de segurança, do que com a pasta em si.

Leia a Íntegra:

 

Violência custou 5,4% do PIB em 2013, mostra anuário

 

No Brasil, seis pessoas são mortas diariamente

por policiais, mostra Anuário

 

(Em 5 anos as polícias brasileira mataram 5 vezes mais do que as polícias dos Estudos Unidos da América)

 

As polícias brasileiras mataram, durante o serviço, 2.212 pessoas em 2013, apontam dados da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em média, são 6,11 mortos por dia. O número é menor do que o verificado no ano anterior, quando 2.332 pessoas foram mortas pela polícia no Brasil. A íntegra do documento será apresentada amanhã (11) na capital paulista.

Apesar da queda, o FBSP avalia que a diferença não indica uma melhora ou tendência de mudança. A organização aponta que é preciso rever o padrão de atuação das forças policiais. O fórum foi criado em 2006 com objetivo de construir um ambiente de cooperação técnica na área de atividade policial e na gestão de segurança pública. O anuário apresenta dados sobre custo da violência, gastos de segurança pública, estatísticas de crimes e violência, efetivo de polícias e população prisional.

O levantamento releva ainda que, nos últimos cinco anos, a polícia matou 9.691 pessoas. O número é cinco vezes maior do que o verificado nos Estados Unidos, onde 7.584 pessoas foram mortas pela ação policial nos últimos 20 anos. Se forem somados os casos em que os policiais agiram também fora de serviço, o total chega a 11.197. Os dados norte-americanos apontam 11.090 mortes em 30 anos.

Saiba Mais

 

* Fonte: Agência Brasil/Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Brasil: Custos de campanha para deputados…Eleitos custam bem mais caros *

 

Candidatos eleitos gastam los Média 11 Vezes Mais Que Localidade: Não

eleitos

 

 

 

 

E o Dinheiro,! Candidato QUANTO Mais o postulante a hum legislativo Carga arrecadação, Maior a chance de conseguir ELE O Que Quer. Juntos, Os cerca de 1,5 mil Deputados Federais, Estaduais e Distritais e Senadores eleitos gastaram OS 29% Mais Que um soma das despesas dos Mais de 13 mil candidatos que de: Não se elegeram. OS Vencedores arrecadaram R $ 1,4 bilhão, ante R $ 1,1 bi derrotados DOS. Na mídia, eleitos OS gastaram 11 eleitos Vezes Mais Que OS NAO.

A Diferença Entre o Gasto Médio de Vencedores e Vencidos varia de Carga de Carga para. A Disputa Financeira Menos e desigual No Senado. São Menos candidatos – Mídia de 4 POR VAGA – e OS Partidos PODEM canalizar Mais Recursos Pará Como Candidaturas. Entre OS concorrentes hum Senador, um dos eleitos Campanha custou 4,3 Vezes Mais Que hum DOS derrotados: R $ 4,9 Milhões, EM Media, ante R $ 1,1 Milhão Paragrafo OS Que Localidade: Não Irão a Brasília.

Na eleição Pará Uma Câmara dos Deputados E Que o cofre pesa Mais. Os 513 Vencedores gastaram, EM Media, R $ 1,422 Milhão de Para Si eleger, EM UM Custo total de de de R $ 723 Milhões. JA OS milhares de candidatos que ficaram Pelo Caminho gastaram, juntos, POUCO Mais de Metade Disso. Na Mídia, o SUAS Campanhas custaram 93% Menos Que hum DOS eleitos. MESMO ASSIM, gastaram R $ 397 Milhões.

O Dinheiro Faz tanta Diferença na eleição par Deputado Federal that HÁ FAIXAS Informação Indisponível de Sucesso e de insucesso, proporcionais a QUANTO o Candidato gastou. Por Exemplo: todos aqueles that arrecadaram Mais de R $ 5 Milhões se elegeram. Were dez, Como Sergio Sveiter (PSD-RJ), that angariou R $ 5,7 Milhões Para Conquistar 57 Votos mil, a mídia de R $ 99 POR voto – uma da Mais Cara nova Câmara.

Se o Candidato à Câmara de: Não Puder Tanto Gastar, mas Quiser assumir hum Risco de Nao se eleger Menor fazer that 10%, ELE TERA de Gastar Entre R $ 3 Milhões e R $ 5 Milhões. Were 59 OS candidatos that gastaram nessa Faixa, dos cais Quais d’Orsay 54 se elegeram. O Que gastou Menos Nesse Grupo, Carlos Sampaio (PSDB-SP), declarou R $ 3 Milhões. Entre OS Cinco that de: Não tiveram a MESMA Eficiência ESTA, Por Exemplo, Newton Lima (PT-SP), that gastou R $ 3,6 Milhões mas Localidade: Não conseguiu voltar à Câmara.

Dos that gastaram Mais de R $ 1 Milhão e Menos de R $ 3 Milhões, 65% tiveram Sucesso. Ja between OS candidatos à Câmara that arrecadaram Menos de R $ 500 mil, apenas 3% conseguiram garantir o Mandato.

E Claro Que como chances de Ser eleito dependem de: Não apenas dos Votos fazer Candidato, mas da soma de sufrágios de SUA Coligação – e that ISSO varia de partido parágrafo partido e E Diferente los Cada Estado. Por ISSO, Não è Possível AFIRMAR Que OS Valores Desta eleição sejam Uma Regra replicável los pleitos Futuro.

* Fonte: Estadão-O Estado de São Paulo

Brasil Real: Crime, Saúde e Corrupção os MAIORES problemas para os brasileiros *

 

Crime, saúde e corrupção

são os maiores problemas

para os brasileiros

…Segundo pesquisa do Pew Research Center. Divulgada nesta quinta-feira, o levantamento realizado em 34 países emergentes mostra que, no Brasil, 83% dos entrevistados apontam o crime e a saúde como uma grande fonte de preocupação, enquanto 78% reclamam da corrupção.

 

Reginaldo Manente/Divulgacão

 

Crime, saúde e corrupção são os maiores problemas para os brasileiros, segundo pesquisa do Pew Research Center. Divulgada nesta quinta-feira, o levantamento realizado em 34 países emergentes mostra que, no Brasil, 83% dos entrevistados apontam o crime e a saúde como uma grande fonte de preocupação, enquanto 78% reclamam da corrupção.

A qualidade ruim das escolas é vista como um grande problema por 64% dos brasileiros. A poluição da água e do ar incomoda muito 50% dos ouvidos pelo Pew no Brasil. O tráfego é uma grande preocupação para 47% e a falta de eletricidade, para 35%.

Na mediana dos 34 emergentes incluídos no levantamento, 83% dos entrevistados dizem que o crime é problema muito grande. A corrupção preocupa 76%. A medida é o número que está no centro de uma distribuição de dados.

Os latino-americanos são os emergentes que mais veem a criminalidade como um grande problema, com uma mediana de 86% reclamando desse questão. O percentual é de 90% na Colômbia e em El Salvador, alcançando 89% na Argentina, 86% no Chile e na Venezuela e 79% no México. Na África, o número é de 84%, atingindo 67% no Oriente Médio e 72% na Ásia.

Um respeitado instituto de pesquisas americanos, o Pew também perguntou aos entrevistados sobre a imagem das principais instituições no país – militares, imprensa, líderes religiosos, bancos e instituições financeiras, empresas, governo, funcionários públicos e o sistema judiciário. No Brasil, 69% dos ouvidos disseram que a imprensa e os líderes religiosos têm uma boa influência no país. As empresas são bem vistas por 62% dos brasileiros.

Os militares são considerados uma boa influência por 49% dos brasileiros, enquanto 47% dizem o mesmo de bancos e do governo nacional e 41%, dos funcionários públicos. O sistema judiciário aparece na lanterninha, com apenas 25% manifestando uma opinião positiva sobre a sua imagem. A pesquisa no Brasil ouviu 1.003 pessoas, entre 10 e 30 de abril.

 

* Fonte: Valor Econômico/Por Sergio Lamucci | Valor