Category Archives: Poema / Soneto

Literatura : A Poética de Núbia Cavalcante – O Brasil Acordou *

Manifestantes em cima do congresso nacional

O Brasil acordou!

 

 

O Brasil acordou!

Homens, mulheres, crianças…

Invadiram ruas, praças, avenidas…

Empunhando a bandeira da Paz

E com o coração cheio de esperança

Gritaram em uma só voz

Todo o seu descontentamento

Com a atual situação

De um governo demagogo

E exigiram o fim da impunidade

Daqueles a quem confiaram

O destino da Nação!

 

O Brasil acordou!

A Grande Nação Brasileira

Despertou de um sono profundo

E mostrou a sua indignação

Para todo o mundo

Em forma de protesto

Pondo em prática suas exigências

E fazendo valer os seus direitos

De cidadãos trabalhadores e honestos

Em sua maioria, excluídos…

Vítimas da desigualdade social

De um governo feito para a minoria!

 

Nubia Cavalcante

 

* Autora: Núbia Cavalcanti dos Santos – Poetisa 

Poesia Publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos – Vol. 103.

Momento Cultural : A Poesia de Núbia Cavalcante *

 

“…Porque o nosso amor é verdadeiro
Tão grande quanto à imensidão do universo
E tão infinito quanto às estrelas do firmamento…”

Eterno amor

 

 

Hoje, o destino, mais uma vez
Colocou-nos no mesmo caminho
Dando-nos a chance
De revivermos aquele grande amor
Que nunca deixou de existir
Mesmo com o passar do tempo.

 

E bastou apenas um olhar
Para que as lembranças fluíssem
Trazendo consigo o encanto e a magia
Daquele inesquecível amor
Que surgiu inesperadamente
Numa manhã de primavera.

Agora, a vida nos sorri novamente
E juntos, venceremos qualquer obstáculo
Que surgir à nossa frente
Porque o nosso amor é verdadeiro
Tão grande quanto à imensidão do universo
E tão infinito quanto às estrelas do firmamento.

 

Nubia Cavalcante

 

* Autora: Núbia Cavalcanti dos Santos
Sanharó / PE

 

* Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos – Vol. 78 – Junho de 2011

A POESIA DA NÚBIA CAVALCANTE – “…Encontrei uma fotografia/Já amarelada pelo tempo…” *

De saudades eu chorei

 

 

Revendo velhas lembranças
Guardadas por vários anos
Em um bauzinho de madeira
Encontrei uma fotografia
Já amarelada pelo tempo
Com uma dedicatória no verso
Descrevendo todo o amor e carinho
Que por mim tu sentias.
Lembranças de um passado distante
Povoaram meus pensamentos
Trazendo-me de volta a tua imagem
E de como éramos felizes
Por termos um ao outro.
Um turbilhão de emoções
Tomou conta do meu ser
E a solidão veio de mansinho
Durante a noite fria e sombria
E me fez chorar de saudade.
Como eu gostaria de te reencontrar
Em uma dessas esquinas da vida
Para poder te dizer o quanto fui egoísta
Por ter te deixado ir embora
Enquanto eu corria atrás dos meus sonhos
Que de nada significam hoje
Porque se não te tenho ao meu lado
Minha vida não tem sentido.

 

Nubia Cavalcante

 

*Autora: Núbia Cristina Cavalcante – Poetisa – Tem o Sonhar é Preciso –

Soneto: “Prolongar no bom tempo…” – A POESIA DE ZEZÉ FREIRE *

 

de mãos unidads1

 

 

Prolongar no bom tempo
os instantes, a hora, o dia.
Como se assim
pudéssemos prolongar a vida…
É o que pensamos… o que queremos.

Sorver dos bons momentos,
cada sensação, cada alegria.
Como se assim
pudéssemos ser felizes para sempre…
É o que pensamos… O que queremos.

 

Assim acontece
quando a vida sorri para nós
ou sorrimos para ela.
Quando sentimos que é bom
ser e estar.
Quando pensamos e queremos
permanecer no agora.

 

 

Zezé e Leninho abraçados

 

*Autora: Zezé Freire – Escritora, cronista e poetisa, observadora da cena cultural pesqueirense…

 

A Poesia de Angela Lucena – Os Gemidos no Sertão *

Os gemidos no sertão

Os gemidos no sertão

Cachoeira emudecida
Escassa a vegetação
Os rios sem correnteza
Ouve-se da mãe natureza
Os gemidos no Sertão.

A criação de bovinos
Espalhadas pelo chão
Morrendo de um a um
Vem se tornando comum
Essas coisas no Sertão.

Falta o repente, a viola
Temas, motes e canção
Falta chuva pra colheita
As lágrimas no rosto deita
É grande a desolação.

O homem do campo sofre
Com a enxada na mão
Vendo a poeira cobrindo
Ele na pele sentindo
Faltar na mesa o seu pão.

Os sapos não cantam mais
Nas lagoas do sertão
Mandacaru já não flora
Mas, o matuto implora
Ao dono da criação.

Só ele pode mandar
As bênçãos para a nação
E o sofrimento acabar
Fazendo então cessar
Os gemidos no Sertão.

 

 

Angela Lucena de perfil

 

Autora: Angela Maria de Melo Lucena. É professora, poetisa e cronista. Defensora intransigente dos valores físicos e históricos do seu distrito Jenipapo. É filha do grande poeta, cantador, repentista João Cabeleira.

* Postado originalmente do Recanto das Letras.

POESIA: Soneto de Carlos Sinésio *

Patrimônio perdido

 

 

A mim não pertence mais hoje

já um tanto que me pertenceu

Nem sei se meu coração foi dela,

Mas sei que o dela um dia foi meu

Só nas vagas lembranças sombrias

A alma abre uma fresta de janela

Tenho dúvidas se já me amou um dia

Mas enxergo o amor que tive por ela

 

E assim vivo uns momentos sonhando

Com coisas que já me foram realidade

Como tudo não me é mais palpável

Alimento a alma apenas com a saudade.

Carlos Sinésio Jornalista 369194_100003257072726_2005940861_n

.

* Autor: Carlos Sinésio de Araújo Cavalcante – Jornalista, escritor, poeta

Cabo, 10 de maio de 2013.

Saudações,

Carlos Sinésio.

Deus nos proteja sempre!

Ariano Suassuna e a sua veia Poética – Colaboração de Paulinho Foerster *

ariano suassuna

EU NÃO TROCO MEU OXENTE

 

Esse tal de rocambole
Esfirra, nissin, miojo
Quer-me ver cuspir com nojo
Ofereça-me um rizole
Prefiro uma fruta mole
Beliscada do vem-vem
Feijão de corda xerem
Canjica com leite quente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém

Tomar wisky importado
Na taça pra ser bacana
Sou mais um gole de cana
Num caneco enferrujado
Não sou muito refinado
Nem tenho inveja também
Druris conhaque almadem
Prefiro minha aguardente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém

Esses verbetes do inglês
Que usam no dia a dia
Não me trazem simpatia
Estragam meu português
Vou ser sincero a vocês
Sou muito mais meu quinem
Adonde, prumode, eim?
Acho mais inteligente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém

Eu não falo RED BULL
Prefiro touro vermelho
MIRROR pra mim é espelho
BLUE BIRD pássaro azul
Bonito e não BEAUTIFUL
Falo dez em vez de TEN
BABY pra mim é neném
E HOT pra mim é quente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém

Não gosto de pancadão
Nem de RAP improvisado
HIP HOP pé quebrado
Sem métrica e sem oração
Sou muito mais gonzagão
No forro do xem nhem, nhem
Gosto de aboio e também
De um baião de repente
Eu não troco meu oxente
Pelo ok de ninguém

Não troco o meu “oxente” pelo “ok” de ninguém!

Ariano Suassuna

Homenagem: FELIZ PÁSCOA – Por Zezé Freire

Quadro retrata o Santo Sepulclo em Jerusalém.

Quadro retrata o Santo Sepulcro em Jerusalém.

“ignorar a ritualidade da vida
é o mesmo que quebrar o seu encanto.
Nossas pressas contemporâneas não nos permite demoras,
estamos sempre atrasados.
Mas o rito nos pede calma. Nasce o impasse.
De alguma forma , temos que ceder.
Ou entramos no ritmo do rito, ou o ignoramos.
E, dessa forma, plantamos o futuro.”
Fábio de Melo

Santo Sepulclo em Jerusalém

 

Vislumbrei, bem oportuna para reflexão

nesse período de ritos da Páscoa

a supracitação do Padre Fábio de Melo.

Antes que esses ritos se percam por completo e,

antes que seja tarde…

Zezé Freire e mãe

Feliz Páscoa!
Com o carinho de Zezé Freire

HOMENAGEM: A POESIA DE SEBASTIÃO GOMES FERNANDES *

Mira em mim Senhor,
Tua Misericórdia.

 

Senhor, piedade, não me abandones.
Permita-me exercer minha empreitada em prol da vida!
Não consintas que me desvie do rumo certo!
Que eu jamais fuja à responsabilidade…

Ajuda-me a por em ordem meus afazeres
Sem prejudicar ao meu irmão!
Meu senhor e meu Deus!
Cuida para que eu jamais me abandone de Ti.

Derrama sobre mim a mirra que purifica e santifica a Alma.
Fortificando meu espírito. Dando-me alento e vigor.
Abre-me a mente para Ti receber em abundância e que eu possa ser o conduto Que leve tua mensagem a todos Os irmãos.

Que eu possa penetrar os mais longínquos recantos do interior dos homens e Mulheres!
Sem distinção de raça, cor, religião e/ou condição política e social.

Por nosso senhor Jesus Cristo, meu irmão e mestre,
Na unidade do Espírito Santo eu rogo misericórdia.
Complacência e perdão.
Deixe que brote sempre vigorosa e forte a semente do amor!
Que esse amor nos faça mensageiros da paz.
Da justiça social e da harmonia entre os homens!
Acreditando senhor, na possibilidade de mudança dos Valores hoje convencionados…

Que só traz violência,
Tumulto e ebulição sem precedente.
Sede Senhor, complacente para comigo,
Me conferindo mansidão e humildade…
Para o enfrentamento das dificuldades de cada dia.

Pai que eu seja mensageiro a Teu serviço.
Em prol do crescimento espiritual de meus irmãos e Irmãs!
Obrigado Senhor!

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

*Autor: Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, escritor, poeta e cronista. – Presidente da Academia pesqueirense de Letras e Artes

POEMA: AS ROSAS – Por Sebastião Gomes Fernandes(*)

roseiras-01

Queixume as rosas

 

 

Ah! Se as rosas falassem!

Queixume as rosas

Na esperança de um dia ouvir algum sussurro!…

 

Ah! Mas as rosas não falam!

Desvaneço-me, fico arredio.

Busco você!

Você não me houve.

 

Ou não quer me ouvir… Deixa-me chulo,

Fossilizado, sem animo!

Mas meu amor é mais forte!

Meus sentimentos mais puros!…

 

Não me deixam à revelia!

Alimentam-me a vontade e o desejo de te amar!…

Fazer-te feliz e sentir-me o homem mais feliz do mundo!!!

 

Vibrar com toda a energia de um

Vulcão em chamas!

Eletrizar teu coração com todo o vigor

Potencializado de um adolescente!

 

Que busca aplacar a exuberância

E efervescência sensual

Que lhe é peculiar…

E que alimenta o amor em chamas!

 

Mas você deixa passar esse amor por entre

Os dedos, como se fosse água!…

Ficas inerte, sem ação,

Deixando esse amor a dimanar!

 

Mas se algum dia a chama que

Acalenta esse amor voltar a vibrar

Serei eu o privilegiado!

Terei eu a graça de agradecer o dom da vida!

 

Sentir que valeu a pena viver!

Que você fez e fará parte

Na minha caminhada por este Universo

Infinito! Cheio de enigma e de mistério!

 

Mesmo assim vibro à espera

De que ainda tenho a chance de ouvir

Tua voz. A acalentar-me como

Se fosse verdadeiramente amado!

 

Sei que nosso amor não foi

Apenas um sonho que passou!

Foi mais que isso! Basta abolirmos As arestas…

 

Desperta deste sonho letárgico

Que te consome e que te maltrata

E deixa teu parceiro as tontas!

O amor por ti é mais forte e capaz de

Fazer as rosas falarem!!!

 

De tirar-te deste sonho profundo!

Que só golpeia quem tanto te ama.

Acorda, levanta-te para a vida!

Para o mundo que te quer Vibrante e feliz!

 

Veja que o mundo nos presenteia

Agradáveis e fantásticas oportunidades

Para nos proporcionar prazer.

Mas por outro lado nos cobra fidelidade a

Nossos princípios e sentimentos!

 

Queixume às rosas,

No entanto sei que as rosas não falam!

Mesmo que as rosas não falem

Deixo aqui o meu recado!

Desperte desse sonho letárgico,

Procure viver o hoje com todo o amor

Que seja possível!

Não me deixe tão só!

                Encoste sua Cabecinha em meu ombro,

                  Sinta-se feliz E faça-me feliz!

 

Sebastião Gomes Fernandes de Jaquetão

 

Pesqueira – PE Fevereiro/13

(*) Autor – Sebastião Gomes Fernandes  –  Membro e presidente  da APLA –  Academia Pesqueirense de Letras e Artes.