Category Archives: Poesia/Cordel

Movimento Cultural/Homenagem: Enéas Freire – O criador do Galo da Madrugada – Por Walter Jorge Freitas *

UM FREVO PARA ENÉAS

 

 

 

PREZADO ENÉAS A TUA PARTIDA
DESTA PARA OUTRA VIDA
FEZ O RECIFE PARAR
FIQUE SABENDO QUE A EMOÇÃO FOI TANTA
SENTI UM NÓ NA GARGANTA
E VONTADE DE CHORAR
O FOLIÃO JAMAIS TE ESQUECE
PERNAMBUCO TE AGRADECE
E O MUNDO TE APLAUDIU
É POR ISTO QUE EU SEMPRE FALO
QUEM NUNCA FREVOU NO GALO {BIS NASCEU, MAS NÃO EXISTIU

ANTÔNIO MARIA
NELSON FERREIRA E EDGARD
ORGANIZARAM UMA GRANDE FESTA
COM BELOS FREVOS
DE ANTIGOS CARNAVAIS
LUIZ BANDEIRA E O BOM SEBASTIÃO
MESTRES DE CERIMÔNIA
DA GRANDE RECEPÇÃO
ESTÃO FELIZES COM A CHEGADA
DE QUEM DEU A SUA VIDA {BIS
AO GALO DA MADRUGADA

VEM FOLIÃO, VEM PESSOAL
HOMENAGEAR ENÉAS
QUE VIVEU PRO CARNAVAL
VEM FOLIÃO, VEM PESSOAL
HOMENAGEAR ENÉAS
QUE VIVEU PRO CARNAVAL.

 

 

 

* Autor: Walter Jorge de Freitas – Walter é pesqueirense, comerciante, professor, colaborador assíduo do OABELHUDO, cronista, poeta compositor e pesquisador musical>

Movimento Cultural/Cordel: Como os desejos se realizam – Por Edmilton Torres *

Como os desejos se realizam

(Baseado na lenda “Os três Cedros”)

 

I
Conta uma antiga lenda
Que numa floresta havia
Três Cedros exuberantes
Que viviam em harmonia
Compartilhando os desejos
Que cada um possuía

II
Em floresta libanesa
Essas árvores nasceram
E durante suas vidas
Muitos fatos conheceram
Vendo o mundo evoluir
Séculos ali viveram

III
O desejo da primeira
Seria ser transformada
No trono de um grande rei
Para poder ser lembrada
Como símbolo de poder
E sempre ser venerada

IV
A segunda revelou
O seu desejo também
Não tinha ideia precisa
Mas desejava, porém
Que fosse algo que um dia
Transformasse o Mal em Bem

V
A terceira por seu lado
Revelou desejos seus
De se transformar em algo
Que até mesmo os ateus
Quando para ela olhassem
Pudessem pensar em Deus

VI
Algum tempo de passou
E vieram os lenhadores
Os Cedros foram cortados
E por mãos de estivadores
Em navios embarcaram
Comprados por mercadores

VII
Cada um tinha um desejo
Desde a mais tenra idade
Mas seus sonhos se chocaram
Com a dura realidade
Cada Cedro foi usado
Pra outra finalidade

VIII
O primeiro foi usado
Numa simples construção
Para abrigo de animais
E cochos para ração
Também para apoiar feno
Pra sua alimentação

IX
A segunda das três árvores
Em mesa foi transformada
Sem comprador, a terceira,
Foi finalmente cortada
Ficando numa cidade
Muito tempo armazenada

X
Os Cedros eram felizes
Mas lamentavam a sorte
Suas madeiras tão nobres
De consistência tão forte
Não puderam ser usadas
Em algo de melhor porte
Como os desejos se realizam
Autor: Edmilton Torres
(Continuação)

XI
Tempos depois um casal
Em uma noite estrelada
Procurando por refúgio
Do estábulo fez pousada
A mulher estava grávida
Dando à luz na madrugada

XII
E assim depois do parto
O bebê foi colocado
Entre o feno e a madeira
Que servia de estrado
E assim o Cedro teve
Seu sonho realizado

XIII
Agora sua madeira
Madeira nobre, de lei,
Havia se transformado
No trono de um grande Rei
E ela pensou feliz
Lembrada sempre serei

XIV
Anos mais tarde alguns homens
Numa mesa se sentaram
Mas antes que eles comessem
Umas palavras trocaram
Falando de Pão e Vinho
E a Deus glorificaram

XV
O segundo Cedro então
Nesse instante percebeu
Que o seu grande desejo
Finalmente aconteceu
Foi por aquela aliança
Que o Bem, o Mal venceu

XVI
Porém no dia seguinte
Num depósito de madeira
Fizeram uma grande cruz
Com pedaços da terceira
Que depois seria usada
De forma bem traiçoeira

XVII
Aquele homem da Ceia
Que só pregava bondade
E fez aquela aliança
Entre o homem e a divindade
Carregou a cruz nos ombros
Pelas ruas da cidade

XVIII
Horas depois em um monte
Na cruz ele foi cravado
Sem um julgamento justo
Ali foi crucificado
Deixando o terceiro Cedro
Bem triste e horrorizado

XIX
Porém antes de três dias
Daquela barbaridade
O Cedro compreendeu
Pra sua felicidade
A aliança formada
Entre o homem e a divindade

XX
A cruz da sua madeira
Foi, de forma transitória
Instrumento de tortura
Para sinal de vitória
Realizando o seu sonho
E lhe cobrindo de glória

Como os desejos se realizam

XXI
Assim, os Cedros do Líbano
Finalmente festejaram
Pois viram que se cumpriu
O destino que almejaram
Embora não se cumprindo
Da forma que imaginaram

* Autor: Edmilton Torres –Edmilton Bezerra Torres é pesqueirense, poeta, cordelista, colaborador do OABELHUDO, cronista, contista e acadêmico da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e  Artes.

Movimento Cultural/Crônica em forma de Poesia: Água que chega… – Por Francisco Aquino *

 

 

 

ÁGUA PURIFICANTE

 

 

 

 

Água fonte viva da vida

que purifica o corpo e a alma

não falte jamais

porque faltará

o sopro Divinal

que é a vida.

 

Água que purifica tudo

lavando o corpo e a alma perdida.

Não falte nunca porque sem ti

não pode ter vivência.

 

Água purificante líquido

que faz o ser viver

não fiques escassa

pois tens missão árdua a fazer

em prol da humanidade.

 

Água escorra pelos vales, campos,

ruas e cidades buscando nutrir os rios.

Germinando as plantas e os plantios

para com sua beleza fecundar o chão

devolvendo ao mundo, sua beleza.

 

Água lave com teu passar rumo ao mar

as mazelas da terra em construção

arrastando tudo

para renovação

quando tocar ao chão.

 

Mananciais pedem socorro

paisagem imploram para chegares

e os corações aflitos pedem pra nunca faltares.

 

Por isso vem em nosso socorro

Água fonte de vida

para o ser arrependido

agradecer e beber

na tua fonte eterna.

 

Oh! Divinal e milagroso liquido

que tão transparente és

seja bem vinda nesse mundo maltratado

que destrói os valores, mas que deseja ver

a vida pulsando para festejar.

 

Vens purificar o solo

que os seres andantes e errantes cuidaram tão mal

que podes faltar e nos desesperar.

 

Água da Divina Graça

vem nos socorrer

e cumprir teu ciclo

desenvolvendo plantações

linda de se ver.

 

Por isso vens reinar

para todos os agricultores saudar-te.

pelo lucro da vida para jamais fome passar.

 

Vens logo contribuir para renovação

da natureza elemento de extrema riqueza.

 

Vens colocar o Mundo nos trilhos da esperança

para todos irmanados agradecer-te feliz.

 

Cantando louvores pela bela e salutar cooperação

salve oh! água que nos purifica

trazendo vida ao nosso planeta.

 

 

 

* Autor: Francisco Aquino  –  Francis de Assis Maciel Aquino é pesqueirense, professor, colaborador assíduo do OABELHUDO, poeta, cronista, teatrólogo e comentarista esportivo.

Movimento Cultural/Poesia: Elevando o meu ego – Por Victor Rogério *

Elevando o meu ego

 

 

 

Olhando o infinito
Me vem a inspiração
O brilho das estrelas
A beleza da lua
A lembrança tua
Me causa emoção

Entrego-me inteiro
Isto não nego
Elevo meu ego
Com total transparência
É tua existência
Fazendo de mim
Um grande homem
Um sonhador
Pois o meu amor
Jamais terá fim

És minha amargura
O meu doce mel
Meu grande inferno
Também meu céu
És uma pedra simples
Que para mim tem valor
Fomos feitos um para o outro
Para escrevermos juntos
A mas linda e amável
História de amor.

 

* Autor: Victor Rogério – Victor é sanharoense, poeta, aluno da Escola Municipal Professor Amaro Soares de Souza e colaborador eventual do OABELHUDO. Observação: Poesia premiada na 1ª Jornada de leitura e Cultura de Sanharó, ocorrida esse mês no auditório da cultura.

Poesia/Homenagem: Tributo a Eduardo Campos – Por Núbia Cavalcanti *

Eduardo Campos - * 10.08.1965  + 13.08.2014

Eduardo Campos – * 10.08.1965 + 13.08.2014

A dor da perda. Renata e os filhos...

A dor da perda. Renata e os filhos…

Eduardo Campos

(in memoriam)

 

O Brasil está de luto!
E Pernambuco inteiro chora
A morte repentina e precoce
De seu ilustre filho querido
Que deixa um imenso vazio
E uma saudade infinita
No coração de toda a nação
Pela sua trágica e inesperada partida!

Homem simples e humilde
Representava a esperança de um povo sofrido
E lutava contra as desigualdades sociais
Que oprime o pequeno proletário
Negando-lhes direitos e deveres
Que infringe a Constituição Federal
Onde reza a Lei de que todos somos iguais
Não importa a condição social.

Sua partida abrupta
Deixou toda a nação órfã!
Perdemos uma grande referência
No cenário político brasileiro
Mas seu desejo jamais será esquecido
E faremos da sua luta, a nossa luta
Porque “NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”
Essa será a nossa missão, EDUARDO CAMPOS!

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

* Autora: Núbia Cavalcanti  –  Núbia Cavalcanti dos Santos é sanharoense, servidora público municipal, colaboradora do OABLEHUDO, cronista, contista e poetisa.

Movimento Cultural/Homenagem: Meu Pai. O Vencedor! – Por Núbia Cavalcanti *

Meu Pai. O Vencedor!

 

 

Sebastião da farinha Papai - Batizado de Nick.

 

– Ao meu querido pai, Sebastião

Ferreira dos Santos.(In memoriam)

 

 

 

 

 

 

 

Lembro da minha infância
Vivida com muito sacrifício
Em uma humilde casinha
Que ficava ao pé da serra
Ao lado de um frondoso juazeiro
Cercada por mandacarus
À beira de um riacho
Bem no meio da caatinga.

Eu era apenas uma criança
Mas ainda guardo na lembrança
A imagem do meu paizinho
Que saia bem cedinho
Antes do raiar da aurora
Para a roça capinar
Não importava se o dia fosse de sol
Ou se caísse uma chuva torrencial.

 

Com a enxada em uma das mãos
Na outra levava uma rapadura
E uma moringa de barro
Que enchia d’água lá no barreiro
Que ficava bem no meio da ladeira
Para saciar a sede voraz
Enquanto capinava a lavoura
Debaixo do sol escaldante.

Alimentar tantas bocas
Tarefa fácil não era
Para quem tinha que tirar da terra
Quase todo o sustento
Mas, o pão nosso de cada dia
Ele sempre nos trazia
E também não nos deixava faltar
Uma roupinha de chita.

 

Enquanto papai trabalhava na roça
Mamãe, sempre paciente
Da casa tentava cuidar
Em meio à algazarra
Que a criançada fazia
Mas nada ficava no lugar
E era um Deus nos acuda
Ter que cuidar de tanta gente.

Assim que o tique-taque do relógio
Anunciava o meio dia
Minha mãe corria para a janela
Que ficava em direção ao roçado
Fechando-a em seguida
Porque esse era o sinal combinado
De que o almoço já estava pronto
E papai já poderia descer a serra.

 

Eu e os meus irmãos saíamos em alvoroço
E descíamos a ladeira correndo
Ao encontro de papai
Que, ao nos avistar
Abria um enorme sorriso
Enquanto segurava com carinho
O filho mais novo nos braços
E seguíamos para nossa humilde casinha.

Enfrentamos tempos difíceis
Quando não chovia o suficiente
E a seca assolava o sertão
Secando os leitos dos rios
E também as nascentes d’água
Deixando a terra rachada
E a lavoura não vingava
Secava e morria.

 

Homem de caráter idôneo
E de coração bondoso
Pra ele não tinha tempo ruim
Mesmo levando a vida com sacrifício
Para sustentar seus dez filhos
Que era motivo de orgulho
E sua felicidade maior
Seria ver todos vencerem na vida.

E assim, a vida ia passando
Enquanto nós crescíamos
E ajudávamos nosso pai na agricultura
Plantando e colhendo o milho e o feijão
Que saciava nossa fome
Mas sem deixarmos de frequentar a escola
Porque ele sempre dizia
Que na educação estaria o nosso futuro.

 

Graças ao seu esforço e dedicação
Mesmo sendo um homem simples e humilde
De pouca leitura, sem nenhuma formação
Pois nunca teve tempo para frequentar uma escola
Mas sempre priorizou a educação
Na vida de cada um de nós
E sua luta não foi em vão
Porque soube fazer-nos vencedores.

Lembro do orgulho dele
Nos encontros em família e com os amigos
Ao falar de cada um de nós
Como se fôssemos tesouros valiosos
Que, mesmo estando todos crescidos
Vivendo nossas vidas independentemente
Ele estava sempre presente
E também na vida dos seus netos.

 

Hoje, meu paizinho já não está mais entre nós
E a falta que ele nos faz é colossal
Mas sei que, onde quer que ele esteja
Estará olhando e guiando os passos
De cada um de nós
Para que não percamos o rumo
E continuemos a andar no caminho do bem
O caminho que ele nos ensinou a trilhar.

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

* Autora: Núbia Cavalcanti  –  Núbia Cavalcanti dos Santos é sanharoense, servidora público municipal, colaboradora do OABELHUDO, poetisa, cronista e contista.

Movimento Cultural/Homenagem: Meu Pai! – Por Gera Santana *

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Meu Pai

 

 

Oh! Meu pai…
Por que partistes da minha vida?
Eu tinha tantas coisas pra te falar
Eu precisava falar muito mais com você
Como gostaria de contar contigo agora…

Sabe papai,
Eu tenho muito orgulho de ser teu filho
Fico muito feliz quando alguém se lembra de você
Pra mim você é muito mais do que alguém imagine
Afinal, graças a você eu sou uma vida…

Olha papai,
Você foi o idealizador do meu projeto vida
Foi o responsável pelo meu vir ao mundo
Foi o guia e herói da minha infância
Foi o amigo confidente da minha adolescência…

 

Papai,
Eu gostaria muito de ter o meu pai amigo na maturidade
Eu adoraria no meu hoje te abraçar e passear contigo
Seria maravilha bater longos papos contigo na varanda lá de casa
Mesmo que fosse só pra jogar conversa fora e rirmos um do outro…

Eu sonho
Com a emoção de vê-lo brincar com os meus filhos, que são teus
Entregar-me a ti confiando os meus problemas
Concentrar-me no ouvir os teus conselhos
Rir das nossas mancadas que um dia cometemos…

Ah! Papai,
Gostaria de te dar tudo que não pude e agora posso
Eu devia ter-te amado muito mais, pois sempre mereceste
Gostaria de ter contribuído para a realização dos teus sonhos
E andar lentamente abraçado contigo e mamãe…

 

Sabe papai,
Eu tinha tanto pra te dar e a vida não nos deu tempo
Tantas vezes queria te abraçar e via que estavas cansado
Você trabalhou duro para dar o melhor para a nossa família
Tantas vezes quis dormir com a cabeça em teu colo e não dormir
Outras vezes precisei chorar no teu peito e não chorei
E tantas vezes quis gritar ao mundo o quanto te amo e não gritei…

Oh! Meu Pai,
Por que partistes tão cedo da minha vida?
Eu te amei, te amo e sempre vou te amar
O que me consola meu pai é que te vejo sempre
Apoiando-me, guiando-me e corrigindo-me
E com aquele doce e franco sorriso
Caminhando ao meu lado.

Obrigado meu Pai!

 

 

 

Gera Santana e Gorete Siqueira

 

* Autor: SanGer – José GERALDO Tenório SANTANA é pesqueirense, professor, colaborador do OABELHUDO, cronista, poeta, radialista, cerimonialista e acadêmico da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes.

Movimento Cultural/Poesia: Refúgio – Por Núbia Cavalcanti *

refugio nubia

Refúgio

 

 

 

Na fria madrugada invernal
Uma rajada de vento sopra fortemente
Adentrando pela fresta da porta entreaberta
Trazendo com ela a solidão desenfreada
Que invade minha alma atormentada
Como se fosse um afiado punhal
Ferindo-a mortalmente.

Lá fora, a escuridão é nefasta
Envolvida pelo silêncio que se faz presente
Quebrado apenas pelo tique taque insistente
Do relógio esquecido em uma velha penteadeira
Enquanto o tempo se arrasta
Trazendo à tona lembranças ainda nítidas
De uma paixão verdadeira.

Desolada, recolho-me ao meu minúsculo mundo
Construído com o resto de amor próprio
Que foi ficando pelo caminho íngreme
E entrego-me a esse sofrimento profundo
Porque já não tenho mais forças para lutar
Sinto-me como um barco sem leme
Sendo arrastado pela fúria do mar.

 

 – Poesias publicadas na Antologia PoeArte 2014.

 

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

Autora: Núbia Cavalcanti – Núbia Cavalcanti dos Santos é sanharoense, servidora público municipal, poetisa, colaboradora do OABELHUDO, cronista e contista.

Movimento Cultural/Poesia: Sertão da Minha Infância – Por Núbia Cavalcanti *

gravura sertaneja de Gilvan Samico

Sertão da minha infância

 

 

 

Quando o sol desponta no horizonte
E os pássaros anunciam um novo dia
Vou caminhando serenamente
Embalada pelo murmúrio da correnteza
Do riachinho que transborda
Descendo ribanceira afora
Banhando as veredas do meu sertão
Que absorvem cada gota d’água
Para a sede da terra árida saciar
E fazer brotar cada sementinha
Dissipada pelo sopro do vento
E abençoada pelas mão do Criador.

 

Em cada pedacinho desse chão
Há um pedacinho de mim:
Seja no pé de umbuzeiro
Que floresce na primavera
Saciando a fome do nordestino
Quando chega o verão;
Ou no pé de mandacaru
Que floresce durante a noite
No tórrido verão do sertão
Tendo o luar como testemunha
De um espetáculo singular
Prenúncio de grande fartura.

 

Poesias publicadas na Antologia PoeArte 2014.

 

Nubia Cavalcante dos Santos foto 3

 

Autora: Núbia Cavalcanti  –  Núbia Cavalcanti dos Santos 

Pesqueira/Homenagem: Novos Acadêmicos da APLA – Por Zélia Costa *

Homenagem aos novos membros da
Academia Pesqueirense de Letras e Artes

Instante da poesse dos novos acadêmicos em solenidade no Hotel Estação/Cruzeiro

Instante da poesse dos novos acadêmicos em solenidade no Hotel Estação/Cruzeiro

 

 

“Quem de palavras tem experiência sabe que delas se deve esperar tudo”. José Saramago.

 

A convivência de vocês, caros novos acadêmicos, com o uso da palavra trouxe-os até a Academia Pesqueirense de Letras e Artes. Uma concretização dos sonhos, que talvez, mas com certeza, fruto dessa “convivência” com a palavra. Como diz a companheira, Jacqueline Torres em seu livro, “cosendo palavras soltas”, seja na literatura ou na arte de representar.

Em nome da SOPOESPES – Sociedade dos Poetas e Escritores de Pesqueira e representando sua Presidente, Maria Rita, eu os parabenizo. Sejam bem-vindos a APLA. Sintam-se à vontade nas cadeiras que a que tiveram acesso e que merecidamente lhes pertencem, novos guardiões da nossa cultura. Flávio Casimiro de Abreu, Maria José Torres Klimsa, nosso carinho e nossa admiração. Geraldo Santana, Edmilton Torres, Maria José Gomes, a vocês um carinho especial, já que a emoção aflora profunda, pois o nosso caminhar lado a lado na SOPOESPES, nos torna mais sensíveis. Somos uma família e é gostoso, gratificante apreciar e participar do crescer de cada um de vocês, que nos são caros. Porém a todos quero lembrar: a responsabilidade de vocês aumentou.

Hoje, como sérios acadêmicos deverão trabalhar com amor e afinco em prol da cultura. Deverão guardá-la, desenvolvê-la e divulgá-la. E vejam que a sociedade, o nosso povo carece de conhecer, amar e viver a cultura. E vocês precisam fazer esse trabalho como missão.

De alguém da literatura e que no momento me foge o nome , li a expressão: ‘não é possível estar dentro da civilização e fora da arte’. De Rui Barbosa admiro o pensamento: “a palavra é o instrumento irresistível de conquista da liberdade”. Entende-se aí, a liberdade de expressão em qualquer campo da vida. Para nós, a liberdade de criar, recriar, poetizar, representar, enfim, fazer cultura. E vocês conquistaram essa liberdade de fazer valer a cultura.

Lutem pela realização dos seus ideais e sonhos dentro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes. Que o trabalho de vocês na APLA seja sério e verdadeiro, sobretudo, o façam com AMOR, fazendo valer a “imortalidade” que conquistaram.

 

“Deus marcou um tempo para todos”. (Eclesiastes 3,11)

Finalizo SOPOÉTICAMENTE, como sempre diz Maria Rita, presidente da SOPOESPES:

 

 

Bem-vindos, ó imortais
Pra cultura eternizar
Escrevam pelos murais
Que é lindo poetizar!

Transformem a vida em arte
Nos palcos representar
Coser palavras a parte
E a cultura divulgar!

Cantando a liberdade
De viver e de sonhar
Na APLA não tem idade
É só com AMOR trabalhar!

 

 

 

 

*

* Autora: Zélia Costa –  Zélia Costa Cavalcanti é pesqueirense, professora, nova colaboradora doZelia Costa foto pequena  digitalizar0001, cronista e poetisa. A autora representou a SOPOESPES (Sociedade dos Poetas e Escritores Pesqueirenses) na solenidade de posse dos novos acadêmicos em 26/07/2014.